Blico federal conselho regional de odontologia de sergipe



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RELAÇÕES INTERPESSOAIS

É uma tarefa de superação diária a organização de um trabalho em equipe. Mas isso torna-se necessário para um melhor atendimento aos pacientes nos consultórios odontológicos. A evolução da odontologia e os avanços tecnológicos fizeram com que o CD deixasse de trabalhar isoladamente, e passasse a fazer parte de uma equipe da qual é parte importante o ASB que desempenha suas funções diretamente com o CD ou sob sua coordenação e supervisão intra e extra-oralmente.


A conduta do ASB, que representa o CD perante a sociedade, deve ter como objetivo principal o bem estar de todas as pessoas que buscam um atendimento odontológico.
Além de realizar os serviços inerentes à sua função, é importante também que o ASB procure manter-se sempre atualizado nos assuntos que dizem respeito ao seu trabalho. Deve estar ciente dos princípios éticos da Odontologia os quais devem guiar sua conduta em qualquer ocasião.
O comportamento no trabalho está sujeito a regras de conduta e precisa ser adaptado e ajustado à vida profissional, levando em consideração aspectos como pontualidade, espírito de iniciativa, boa vontade, colaboração, responsabilidade, discrição, sigilo profissional entre outros.
O ASB deve ter em mente que, no convívio pessoal, fará parte de um grupo pessoas que envolvem, não apenas o cirurgião-dentista e o paciente, mas também os profissionais de outras áreas, a depender do ambiente e da função exercida.

Fonte: Microsoft Word/imagens


Por ser um elemento-chave de contato entre o CD e o paciente, o ASB deve conhecer e desenvolver uma boa relação com as pessoas que o procuram.
Diminuir a ansiedade do paciente através de um atendimento simpático e agradável, ter cordialidade, falar claramente, ter paciência e dar informações consistentes são algumas das atitudes que favorecem um bom atendimento e conquista de clientes.

Fonte: Microsoft Word/imagens


O ASB há muito exerce um papel de fundamental importância no consultório odontológico. Ele desempenha um papel de excelência. E alguns fatores são de extrema importância para que o ASB seja um profissional de excelência:


  • APRESENTAÇÃO

  1. Aparência pessoal

  1. Evitar roupas que não sejam adequadas ao ambiente de trabalho

  2. Maquiagem discreta

  3. Perfume suave

  4. Unhas aparadas e de cor clara

  5. Cabelos limpos e penteados

  6. Remover bijuterias e jóias durante o trabalho

  7. Timbre de voz suficiente para ser ouvido e entendido pelo seu interlocutor.




  1. Cortesia

  1. Cumprimentar colegas e pacientes

  2. Abrir a porta para receber o paciente




  1. Humor

  1. Atender as pessoas com bom humor.

  2. Um sorriso sempre cativa as pessoas




  • A ÉTICA PROFISSIONAL: O ASB é regido pelo Código de Ética Odontológica e por ele o profissional deve orientar-se tanto nas relações interpessoais, como profissionais.


Art. 1 º - O Código de Ética Odontológica regula os direitos e deveres dos profissionais e das entidades com inscrição nos Conselhos Regionais de Odontologia, segundo suas atribuições específicas.
Art 2º - A Odontologia é uma profissão que se exerce em beneficio da saúde do ser humano e da coletividade sem discriminação de qualquer forma ou pretexto.
Art 3º - Constituem direitos fundamentais dos profissionais inscritos, segundo suas atribuições específicas.

...


II – Resguardar o segredo profissional;

...


IV – Recusar-se a exercer a profissão em âmbito público ou privado, onde não haja condições dignas de trabalho, seguras e salubres.
Art. 4º - A fim de garantir o acatamento e cabal execução deste Código, cabe ao CD e demais inscritos comunicar ao CRO com discrição e fundamento fatos de que tenha conhecimento e caracterizem possível infrigência do presente Código e das normas que regulam o exercício da Odontologia.
Art. 5º - Constituem deveres fundamentais dos profissionais e entidades de Odontologia:
I – zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da Odontologia e pelo prestígio e bom conceito da profissão;

II – assegurar as condições adequadas para o desempenho ético-profissional da Odontologia, quando investido em função de direção ou responsável técnico;

III – exercer a profissão mantendo comportamento digno;

IV – manter atualizados os conhecimentos profissionais, técnico-científicos culturais, necessários ao pleno desempenho do exercício profissional;

V – zelar pela saúde e pela dignidade do paciente;

VI – guardar segredo profissional;

VII – promover a saúde coletiva no desempenho de suas funções, cargos e cidadania, independentemente de exercer a profissão no setor público ou privado;

...

IX – apontar falhas nos regulamentos e nas normas das instituições em que trabalhe, quando as julgar indignas para o exercício da profissão ou prejudiciais ao paciente, devendo dirigir-se, nesses casos,aos órgãos competentes;

X – propugnar pela harmonia na classe;

XI – abster-se da prática de atos que impliquem mercantilização da Odontologia ou sua má conceituação;

XII – assumir responsabilidade pelos atos praticados;

XIII – resguardar sempre a privacidade do paciente;

XIV - não manter vínculo com entidade, empresas ou outros desígnios que os caracterizem como empregado, credenciado ou cooperado quando as mesmas se encontrarem em situação ilegal, irregular ou inidónea;

XV – comunicar aos Conselhos Regionais sobre atividades que caracterizem o exercício ilegal da Odontologia e que sejam de seu conhecimento;

...
Art. 7º - Constitui infração ética
I – discriminar o ser humano de qualquer forma ou sob qualquer pretexto;
II – aproveitar-se de situações decorrentes da relação profissional/paciente para obter vantagem física, emocional, financeira ou política;

...
Art. 8º - No relacionamento entre membros da mesma equipe de saúde serão mantidos o respeito, a lealdade e a colaboração técnico-científica.

Art. 9º - Constitui infração ética:

...

II - Assumir emprego ou função sucedendo o profissional demitido ou afastado em represália por atitude de defesa de movimento legítimo da categoria ou da aplicação deste Código;

....

IV – ser conivente em erros técnicos ou infrações éticas, ou com o exercício irregular ou ilegal da Odontologia.
V – negar, injustificadamente, colaboração técnica de emergência ou serviços profissionais a colega;
VI – Criticar erro técnico-científico de colega ausente, salvo por meio de representação ao Conselho Regional;

....
IX - utilizar-se de serviços prestados por profissionais não habilitados legalmente ou por profissionais da área odontológica, não regularmente inscritos no Conselho Regional de sua jurisdição.
Art. 10º - Constitui infração ética:

I – revelar sem justa causa, fato sigiloso de que tenha conhecimento em razão do exercício de sua profissão;
II – negligenciar na orientação de seus colaboradores quanto ao sigilo profissional;
III – fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou seus retratos em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos odontológicos em programas de rádio, televisão ou cinema, e em artigos, entrevistas ou reportagens em jornais, revistas ou outras publicações legais, salvo se autorizado pelo paciente ou responsável.

§ 1º - Compreende-se como justa causa, principalmente.

...

b. colaboração com a justiça nos casos previstos em lei;

c. pericia odontológica nos seus exatos limites;

d. estrita defesa de interesse legítimo dos profissionais inscritos;

...
Art. 21 – Aplicam-se as disposições deste Código de Ética e as normas dos Conselhos de odontologia a todos aqueles que exerçam a odontologia, ainda que de forma indireta, sejam pessoas físicas ou jurídicas, clinicas, policlínicas, cooperativas, planos de assistência a saúde, convênios de qualquer forma, credenciamento, seguradoras de saúde, ou quaisquer outras entidades.

...
Art. 31 – A Comunicação e a divulgação em odontologia obedecerão ao disposto neste Código.
§ 1º - é vedado aos profissionais auxiliares, como técnico em prótese dentária, atendente de consultório dentário, técnico em higiene dental, auxiliar de prótese dentária, bem como aos laboratórios de prótese dentária fazer anúncios, propagandas ou publicidade dirigida ao publico em geral.
§ 2º - aos profissionais citados no § 1º serão permitidas propagandas em revistas, jornais ou folhetos especializados, desde que dirigidas aos cirurgiões-dentistas, e acompanhadas do nome do profissional ou do laboratório, do seu responsável técnico e do numero de inscrição no Conselho Regional de Odontologia.

...

Art 33. Na comunicação e divulgação é obrigatório constar o nome e o numero de inscrição da pessoa física ou jurídica, bem como o nome representativo da profissão de cirurgião-dentista e também das demais profissões auxiliares regulamentadas. No caso de pessoas jurídicas, também é o nome e o numero de inscrição do responsável técnico.
§1º. Poderão ainda constar na comunicação e divulgação:
I. áreas de atuação, procedimentos e técnica de tratamento, desde que, precedidos do titulo da especialidade registrada no CRO ou qualificação profissional de clinico geral. Áreas de formação são procedimentos pertinentes às especialidades reconhecidas pelo CFO;
II. as especialidades nas quais o cirurgião-dentista esteja inscrito no CRO;
III. os títulos de formação acadêmica “stricto sensu” e do magistério relativos à profissão;
IV. endereço, telefone, fax, endereço eletrônico, horário de trabalho, convênios, credenciamentos, e atendimento domiciliar;
V. logo marca e/ou logo tipo;
VI. a expressão “CLINICO GERAL”, pelos profissionais que exerçam atividades pertinentes à Odontologias decorrentes de conhecimentos adquiridos em curso de pós-graduação.
§2º. No caso de pessoa jurídica quando forem referidas ou ilustradas especialidades, deverão possuir a seu serviço profissional inscrito no CRO nas especialidades anunciadas, devendo, ainda ser disponibilizado ao publico a relação destes profissionais com suas qualificações, bem como os clínicos gerais com suas respectivas áreas de atuação, quando houver.
Art 37. O profissional inscrito poderá utilizar-se de meios de comunicação para conceder entrevistas ou palestras publicas sobre assuntos odontológicos de sua atribuição, com finalidade de esclarecimento e educação no interesse da coletividade, sem que haja autopromoção ou sensacionalismo, preservando sempre o decoro da profissão.

...
Art 40. Os preceitos deste Código são de observância obrigatória e sua violação sujeitará o infrator e quem, de qualquer modo, com ele concorrer para a infração, ainda que de forma omissa, ás seguintes penas previstas no artigo 18 da Lei n.º 4.324, de 14 de abril de 1964:
I. advertência confidencial, em aviso reservado;

II. censura confidencial, em aviso reservado;

III. censura publica, em publicação oficial;

IV. suspensão do exercício profissional até 30(trinta) dias;

V. cassação do exercício profissional ad referendum do Conselho Federal;
Art 41. Salvo nos casos de manifesta gravidade e que exijam aplicação imediata de penalidade mais grave, a imposição das penas obedecerá à gradação do artigo anterior.
Parágrafo único. Avalia-se a gravidade pela extensão do dano e por suas conseqüências.
Art 42. Considera-se de manifesta gravidade, principalmente:
I. I imputar a alguém conduta antiética de que o saiba inocente, dando causa a instauração de processo ético;
II. acobertar ou ensejar o exercício ilegal ou irregular da profissão;
III. exercer, após ter sido alertado, atividade odontológica em entidade ilegal, inidônea ou irregular;
IV. ocupar cargo cujo profissional dele tenha sido afastado por motivo de movimento classista;

V. exercer ato privativo de cirurgião-dentista, sem estar para isso legalmente habilitado;
VI. manter atividade profissional durante a vigência de penalidade suspensiva;
VII. praticar ou ensejar atividade indigna;
Art 43. A alegação de ignorância ou má compreensão dos preceitos deste Código não exime de penalidade o infrator.
Art 44. São circunstâncias que podem atenuar a pena:
I. não ter sido antes condenado por infração ética;

II. ter reparado ou minorado o dano.
Art 45. Além das penas disciplinares previstas, também poderá ser aplicada pena pecuniária a ser fixada pelo Conselho Regional, arbitrada entre 1 (uma ) e 25 (vinte e cinco) vezes o valor da anuidade.
Parágrafo único. Em caso de reincidência, a pena de multa será aplicada em dobro.
Art 46. O profissional condenado por infração ética a pena prevista no artigo 40 deste Código, poderá ser objeto de reabilitação, na forma prevista no Código de Processo Ético Odontológico.
Art 47. As alterações deste Código são da competência exclusiva do Conselho Federal, ouvidos os Conselhos Regionais.
Art 48. Este Código entrará em vigor, na data de sua publicação no Diário Oficial.
INSALUBRIDADE
Segundo a Constituição Federal, Art. 7º, inciso XXII, todo trabalhador que desenvolve atividades consideradas penosas, insalubres ou perigosas na forma da lei tem direito de receber adicional de insalubridade em seus vencimentos.

 

São consideradas atividades insalubres são aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância, fixados em razão da natureza e da intensidade do agente nocivo e do tempo de exposição aos seus efeitos (Art. 189 da CLT Consolidação das Leis Trabalhistas).



 

De acordo com a NR 15 os agentes nocivos classificam-se em:




  1. QUÍMICOS: Ex: chumbo, poeiras, fumos, produtos

químicos em geral, etc.),

2. FÍSICOS: Ex: calor, ruídos, vibrações, frio, etc.)

3. BIOLÓGICOS: Ex: doenças infecto-contagiosas,

bactérias, lixo urbano, bacilos, etc.

 

Esses agentes existentes nos ambientes de trabalho que, por sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador.Quando o trabalho é exercido em condições de insalubridade acima dos limites de tolerância de tolerância estabelecidos por lei, é assegurado a ele o recebimento de adicionais de 10%, 20% ou 40%, segundo a sua classificação nos graus mínimo, médio ou máximo, estabelecidos pelo Ministério do Trabalho (Art. 192 da CLT).



  

Deste modo, cabe à empresa a responsabilidade de adotar medidas para eliminar ou reduzir a ação de qualquer agente nocivo sobre a saúde ou a integridade física do trabalhador. E uma dessas medidas é a utilização, pelos trabalhadores, dos EPI's (Equipamentos de Proteção Individuais), tais como protetores auriculares, luvas, roupas apropriadas, botas, óculos de proteção, etc.

 

Esses protetores devem ser fornecidos pela empresa, cabendo inclusive a ela cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho (Art. 157 da CLT).



 

Em alguns casos a utilização dos EPI's não afasta o risco, apenas ameniza o agente insalubre, o que deve ser feito é um conjunto de medidas de segurança para cessar os agentes causadores da insalubridade.

 

O papel do Sindicato nessa questão é de extrema importância, pois é facultado ao sindicato requerer do Ministério do Trabalho a realização de perícia na empresa, ou em um determinado setor, para caracterizar e classificar ou determinar as atividades insalubres ou perigosas (Art.195, § 1º da CLT). Portanto se você, trabalhador, tiver dúvidas, quanto à atividade que desenvolve na empresa, se tem direito em receber o adicional de insalubridade, procure o SEAC e denuncie, providenciaremos junto ao Ministério do Trabalho uma fiscalização para uma eventual constatação do problema.



 

E se a sua atividade já é considerada insalubre e a empresa em que trabalha não lhe paga o adicional, denuncie ao SEAAC, pois a Lei prevê multa (Art. 201 da CLT) para as empresas que não cumprirem as determinações de segurança para os seus trabalhadores.

 

Mas não se engane, trabalhador, achando que é bom trabalhar em uma empresa ou um setor considerado insalubre porque com isso você aumentará a sua renda recebendo um adicional, este é um engano freqüentemente cometido por muitos trabalhadores, conseqüência de uma legislação que permite pagar para alguém expor sua saúde a agentes nocivos.


MATERIAL DE USO ODONTOLÓGICO

Na odontologia existe uma gama muito grande de materiais que são utilizados pelo CD para a execução dos diversos procedimentos odontológicos. E para que estes produtos possam proporcionar uma boa resposta ao tratamento realizado alguns fatores devem ser considerados.



  1. ARMAZENAMENTO

São importantes os cuidados que devem ser adotados tanto com os materiais odontológicos que estão em uso quanto os que estão sendo estocados. Os materiais que estão em estoque devem ser armazenados de forma organizada, com fácil visualização e conferidos periodicamente, especialmente as datas de vencimento de cada material. Na sua grande maioria, os materiais devem ser armazenados longe de fontes de calor, em lugares frescos e, se possível, com ventilação, e não ficarem expostos à luz direta.

Existem vários materiais que devem ser mantidos sob refrigeração para que tenham uma maior vida útil e suas propriedades sejam preservadas por mais tempo. Porém é importante salientar que a maioria dos materiais deve ser retirada do refrigerador alguns minutos antes de serem utilizadas, para que volte à temperatura ambiente e assim readquira suas características. EX: películas radiográficas, resinas compostas fotoativadas, cimentos resinosos.

É importante que os frascos sejam mantidos sempre bem fechados, para evitar a reação do conteúdo de um frasco com o do outro e impedir que líquidos se evaporem ou materiais absorvam água do meio ambiente. O ideal é abrir o frasco apenas no momento da sua utilização, e fechá-lo imediatamente após o seu uso.

Vale também lembrar que os bicos de bisnagas e frascos devem estar sempre limpos com uma gaze, pois os resíduos aderem aos bicos e dificultam o correto vedamento e acabam por permitir que esses materiais se estraguem rapidamente.



  1. MANIPULAÇÃO

Cada tipo de material exige uma forma de manipulação, e principalmente, uma proporção correta. A falha em ambas influi negativamente nas propriedades do material.

Deve-se sempre ler com atenção a bula de cada material, pois sempre traz informações importantes. É de interesse do fabricante descrever, de maneira fácil de ser entendida, a forma correta de se proporcionar e manipular seu produto, bem como o instrumental correto a ser utilizado. Se a proporção e maneira de manipular determinados materiais forem alteradas, muitas vezes sua finalidade não será atingida.

Existem cimentos que devem ser manipulados com espátulas rígidas, outros com espátulas flexíveis, com placas de vidro grossas, ou placas de vidro finas.

C. EVITANDO ERROS

É aconselhável ter uma placa para cada tipo de cimento, evitando desta forma a contaminação de diferentes tipos de materiais, bem como não raspá-las durante a limpeza, evitando riscos sob sua superfície. Deve-se deixá-las imersas em água e então proceder a lavagem.

O material somente deve ser dispensado sobre a placa no momento de sua manipulação e uso, para evitar que perda ou ganho de umidade e com isso o material perder as propriedades que lhe são inerentes.

Deve-se manter cada proporcionador e o conta-gotas junto ao material a que se destina, evitando trocas acidentais.





  1. RISCOS À SAÚDE

As embalagens trazem a categoria e risco que o material pode causar, e sua bula deve descrever os cuidados que devem ser tomados.

Durante o manuseio de praticamente todos os materiais, os cuidados devem ser estendidos ao paciente e aos profissionais, levando-se em consideração integridade física (pele, olhos) suas roupas, pois alguns materiais podem causar danos físicos e prejuízos econômicos.



  1. MEIO AMBIENTE

Existe um grande risco de contaminação ao meio ambiente se não forem tomados alguns cuidados. Tanto o mercúrio como os solventes orgânicos (éter, clorofórmio, xilol, etc) evaporam facilmente devendo-se ter cuidados na sua manipulação.

Os materiais derivados do eugenol corroem plásticos, acrílicos e mancham até mesmo a fórmica que normalmente recobre os armários e bancadas do consultório. O local sobre o qual o material tiver sido derramado, seja ele equipamentos ou móveis, deve ser limpo o mais rapidamente possível.

O líquido (monômero) de resinas acrílicas, além de derreter alguns materiais como plástico, evapora rapidamente, devendo ser utilizado em ambiente ventilado e seu frasco fechado imediatamente após o uso. Todos os frascos devem ser bem fechados, pois a maioria dos produtos liberam vapores tóxicos que circulam no meio ambiente tornando as condições de trabalho mais insalúbreis.

Os resíduos de mercúrio devem ser acondicionados em recipiente de paredes rígidas, contendo água suficiente para cobri-los e serem inquebráveis. Devem também serem encaminhados para a coleta especial de resíduos contaminados.



RADIOPROTEÇÃO
O exame radiográfico é um importante meio auxiliar de diagnóstico em Odontologia. Mas, apesar dos seus inúmeros benefícios, a radiação pode causar efeitos maléficos e cumulativos à equipe odontológica. Para evitar danos à saúde da equipe deve-se, então, valer-se de medidas preventivas e protetoras como o uso de aventais de chumbo, protetor de tireóide, filmes ultra-rápidos, correta realização de uma tomada radiográfica, evitar exposição desnecessária à radiação e realizar com exatidão o processamento do filme.


  1. PROTEGENDO-SE DA RADIAÇÃO

O exame radiográfico é um importante meio auxiliar de diagnóstico em Odontologia. Radiação é capaz de provocar ionização, ou seja, atinge estruturalmente as células do corpo, principalmente ao núcleo celular, podendo levar a alteração genética, sendo seus efeitos acumulativos. Para evitar danos à saúde da equipe e o paciente alguns cuidados devem ser tomados. Tanto o CD quanto o ASB devem estar atentos à prevenção contra a excessiva e nociva exposição aos Raios X. Embora o ASB não realize radiografias, ele está junto com o profissional no atendimento ao paciente e deve ter conhecimento de como proteger a si próprio bem como ao paciente durante o exame radiográfico.

Protegendo o paciente

- utilização de filmes ultra rápidos (que requerem menor tempo de exposição à radiação)

- processamento correto dos filmes

- sempre que possível utilizar posicionadores radiográficos.

- proteção com colar cervical para tireóide e avental de chumbo

Protegendo a equipe odontológica

- barreira de chumbo (biombo, paredes baritadas)

- posicionamento de segurança

- posicionamento do filme entre 90 e 135º em relação à direção do feixe de radiação.

- manter-se distante ao menos 2 metros de distância do aparelho

- não segurar o filme na boca do paciente durante a exposição do filme aos raios X.



  1. PROCESSAMENTO DO FILME RADIOGRÁFICO

Rotineiramente, a câmara escura portátil é utilizada para revelação do filme radiográfico. Esta deve estar limpa para não contaminar os líquidos e a superfície do filme, em lugar estável e em altura adequada para o emprego da mesa e deve-se observar as etapas de processamento.

No interior da câmara escura, os três potes que contêm revelador, água e fixador devem estar identificados, e na ordem correta para o processamento (Revelador – Água – Fixador). Os manguitos de pano para introdução das mãos para manipulação interna do filme devem ser cuidadosamente manipulados para que não haja entrada de luz na câmara o que causará falha no processamento do filme radiográfico. Quando não estão sendo utilizados, os potes com os líquidos processadores devem permanecerem tampados a fim de aumentar a vida útil desses líquidos. A água deve ser trocada duas vezes ao dia ou conforme o uso.



Tabela de tempos de processamento do filme radiográfico


Etapa do processo

Temperatura ambiente

Tempo indicado

Revelação

18,5º C

20,0º C


21,0º C

22,0º C


24,5º C

26,5º C


6,0 min

5,0 min


4,5 min

4,0 min


3,0 min

2,5 min


Enxagüe

15,5 - 29,6º C

30 segundos

Fixação

15,5 - 29,6º C

2,0 – 4,0 min

Lavagem

15,5 - 29,6º C

10,0 min
H.C.Mota A.N.C Araujo J.E Peixoto G.G Drexter – IRD – CNEN

  1. ERROS COMUNS



  1. Película processada e em branco: radiografia realizada com o aparelho desligada, movimentação do paciente tirando o filme do feixe de radiação, processamento do filme em posição invertida.

  2. Radiografia acinzentada: exposição do filme à luz, calor, filme vencido.

  3. Radiografia parcialmente transparente: fixação parcial

da película

  1. Radiografia escura: excesso de tempo de exposição; excesso de revelação.

  2. Linha escura na imagem do filme: dobradura da película

  3. Radiografia clara: falta de revelação, tempo de exposição curto.

  4. Manchas na película: filme com prazo de validade vencido, líquidos processadores contaminados, manuseio e armazenamento inadequados.


BIOSSEGURANÇA

Biossegurança - É o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento, tecnologia e prestação de serviço visando à saúde do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados”.

[CTbio/FIOCRUZ].
Os profissionais de Odontologia, Cirurgiões-Dentistas, Auxiliares em Saúde Bucal, Técnicos em Saúde Bucal e Técnico de Laboratório de Prótese estão sob constante risco de adquirir doenças infecciosas enquanto exercem suas atividades no consultório odontológico.

Os microrganismos (bactérias, fungos e vírus) têm conseguido livrarem-se de medidas de segurança que são atualmente adotadas, o que põe em risco os profissionais e pacientes. Já não bastasse isso, as infecções cruzadas têm o ciclo intensificado pela falta de cuidados em relação à biossegurança. Haverá sempre um risco. E isto deve ser um estímulo para que a equipe observe sempre mais as normas de biossegurança, e não uma justificativa para as nossas possíveis falhas.


O controle de infecção dentro do consultório odontológico é feito através de um conjunto de procedimentos clínicos que tentam evitar a contaminação. Estes envolvem desde uma criteriosa avaliação dos pacientes passando por desinfecção dos equipamentos com posterior colocação de barreiras físicas, paramentação profissional até o cuidado com o manejo do lixo contaminado. A adoção isolada de qualquer procedimento ou uso de equipamento não leva ao controle de infecção ideal.
Pacientes portadores de doenças infectocontagiosas como gripe, conjutivite, herpes, devem ser orientados a não freqüentarem o consultório odontológico durante a fase ativa da doença.
Após o seu uso clínico, o instrumental contaminado deve sofrer o processo de desinfecção prévia, lavagem, secagem embalagem, esterilização e armazenagem de acordo com a classificação dos instrumentos em:


  1. Não críticos: os que não entram em contato com o paciente ou apenas com a pele íntegra do mesmo. Ex.: pinça perfuradora, muflo, arco de Young. Estes instrumentos são desinfectados.




  1. Semicríticos: os instrumentos que entram em contato com a mucosa íntegra. Ex.: Moldeiras, espelhos bucais, portamálgama. Estes instrumentos devem ser desinfectados e esterilizados.

C) Críticos: são os instrumentos que penetram nos tecidos atingindo o sistema vascular. Ex.: brocas cirúrgicas, descoladores, instrumentos cortantes. Estes instrumentos também devem ser desinfectados e esterilizados.


Durante o atendimento odontológico, há a formação de vapores contaminados que acabam atingindo e contaminando superfícies e equipamentos, formando assim uma poeira contaminada. Entre o atendimento de um paciente e outro, deve-se fazer a limpeza e desinfecção de todas as superfícies presentes no ambiente do consultório, fazendo uso de desinfetantes, como hipoclorito de sódio a 1% ou álcool a 70%.
Esses cuidados são necessários no controle de infecção no consultório odontológico para evitar infecção cruzada que é ocasionada pela transmissão de bactérias ou vírus entre os pacientes e membros da equipe dentro do ambiente clínico. O contato de pessoa a pessoa ou o contato de pessoa com instrumental contaminado é a maneira como se dá a transmissão da infecção que ocorre quando há:


  1. Fonte de infecção: paciente portador de agente infeccioso com doença manifestada ou não. Por isso, todo paciente deve ser atendido como estando com doença infecciosa.

  2. Veículo: meio de transmissão do microorganismo (instrumentos contaminados, ar, saliva, sangue ou tecido retirado do paciente).

  3. Vias de transmissão: inalação, contato direto, inoculação

As bactérias e vírus precisam penetrar no organismo humano. Para que isso ocorra, eles atravessam as portas de entrada que são verdadeiras barreiras naturais:




  1. Olhos: os olhos têm uma mucosa (conjuntiva) que permite com facilidade a absorção de agentes infectantes para dentro do organismo

  2. Boca: deve ficar sempre fechada, pois quanto menos se falar menor serão os riscos absorção de infectantes durante o procedimento clínico

  3. Nariz: é uma porta que facilita o transporte de micróbios diretamente para as vias aéreas (tuberculose)

  4. Pele: Quando intacta, funciona como um invólucro protetor contra os agentes infectantes. Porém, se sofrer solução de continuidade, permite a entrada de qualquer microrganismo

Além das barreiras naturais citadas acima vários equipamentos de proteção individual são utilizados visando aumentar a proteção dos profissionais e aumentando o controle de infecções.

A todo dispositivo ou produto que é utilizado individualmente e destinado à proteção de riscos susceptíveis de ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador, dá-se o nome de EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI).

De acordo com a NR6 do Ministério do Trabalho, é obrigatório o fornecimento gratuito de equipamentos de proteção individual, adequado para o risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento.


No exercício da odontologia, os profissionais devem usar calçados fechados e ter como equipamento de proteção individual os seguintes itens:


  1. Gorro: É uma proteção mecânica da cabeça contra a possibilidade de contaminação por secreções, aerossóis, além de prevenir a queda de nas áreas de procedimento. Deve ser preferencialmente descartável, recobrir todo o cabelo e orelha, ser descartado em lixo contaminado e trocado sempre que haja sujidade visível, antes de procedimentos críticos ou a cada turno. Nos procedimentos cirúrgicos, deve ser usado também pelo paciente.




  1. Máscaras: Constituem-se no EPI mais importante das vias aéreas superiores contra microorganismos que se encontram no aerosol produzido pelas turbinas de alta rotação, pela tosse e pelo espirro. Elas devem ser descartáveis e de duplo filtro de tamanho suficiente para cobrir a boca e o nariz, sem provocar irritação da pele, não ter odor, não embaçar os óculos e dificultar a respiração do profissional. As máscaras devem ser trocadas sempre que estiverem úmidas, quando tossir ou espirrar ou após procedimentos infectados como abertura de canal infectado ou drenagem de abscesso. Devem-se lavar as mãos antes de retirar a máscara. Após o seu uso deve ser descartada em lixo contaminado. Para maior proteção dos profissionais deve-se procurar diminuir a produção de aerossóis e respingos usando para isso sucção de alta potência (bomba a vácuo) e quando possível, uso de isolamento absoluto; antes de iniciar um procedimento, o paciente deve escovar os dentes ou fazer um bochecho com antisséptico.


Material utilizado

Capacidade de filtração 50 micra

Fibra de vidro

99%

Fibra sintética

99%

Algodão (pano)

18 a 50%

Papel

32%

Espuma

14%




  1. Óculos de proteção: São óculos especiais que visam proteger o olho de respingos de saliva e sangue produzidos durante o atendimento. Os principais vetores de infecção causada na conjuntiva são as partículas projetadas da boca durante a remoção de restaurações, cáries, raspagem de tártaro e profilaxia ou pelo respingo provocado pelo uso da seringa tríplice.




  1. Avental: Pode ser cirúrgico não cirúrgico (estéreis). O avental não cirúrgico é um elemento do uniforme para procedimentos semicríticos. Deve ser trocado diariamente ou quando apresenta sujidade visível. O avental é de uso exclusivo do consultório e não deve ser usado fora dele. Ele deve ter gola alta tipo padre, mangas compridas e com elástico nos punhos. Já o avental cirúrgico é estéril e utilizado para procedimentos críticos. Ele deve ser fechado pelas costas, cobrir o joelho e ter mangas longas com elástico. Após o uso ele deve ser colocado em saco de roupa contaminada.




  1. Luvas. Elas devem ser de boa qualidade e usadas em todos os procedimentos constituindo-se em uma eficaz barreira física para prevenir infecção cruzada, a contaminação do profissional através das mãos além de protegê-las contra:

a) Agentes abrasivos e escoriantes;

b) Agentes cortantes e perfurantes;

c) Choques elétricos;

d) Agentes térmicos;

e) Agentes biológicos;

f) Agentes químicos.


Existem vários tipos de luvas com diversas indicações.

Os principais tipos utilizados na odontologia são:





Luvas comerciais: são luvas grossas, de vários tamanhos utilizadas em procedimentos de limpeza e desinfecção do consultório ou lavagem de material contaminado. Após o seu uso elas devem ser desinfectadas em hipoclorito de sódio a 1% por 30 minutos. Depois devem ser lavadas com água e sabão e deixadas para secar com o punho para baixo.
Luvas para procedimentos semicríticos: são luvas não estéreis ambidestras nos tamanhos pequeno, médio e grande utilizadas para procedimentos clínicos, onde não há invasão do sistema vascular. São luvas de uso único e devem ser descartadas no lixo contaminado.

Luvas de plástico: Também chamadas de luva ginecológica, são de baixo custo, esterilizadas e usadas, em odontologia, como sobreluva para evitar a contaminação da luva principal quando for necessário utilizar durante um procedimento crítico, um equipamento acessório, como o fotopolimerizador. Devem ser descartadas após o uso no lixo contaminado.


Luvas cirúrgicas estéreis: São luvas de látex, esterilizadas por óxido de etileno ou raios gama e cobalto 60. Têm validade de 5 anos, 36 meses e 48 meses, respectivamente quando as embalagens estiverem intactas. Elas são embaladas em envelopes duplos individualmente (mão direita e mão esquerda). Encontradas em tamanho que varia de 5.5 a 9.0. Utilizadas em todos os procedimentos críticos como na cirurgia buço-maxilo-facial, cirurgia periodontal e implantodontia.
Devem ser trocadas em procedimentos que durem mais de 3 horas. Após serem usadas, devem ser descartada em lixo contaminada. Antes e após o uso de qualquer luva, as mãos devem ser lavadas.

As luvas não devem ser reutilizadas porque elas perdem a sua capacidade de barreira depois de 3 horas; podem apresentar pequenas perfurações de fábrica (invisíveis a olho nu) que aumentam com o uso durante o procedimento; a esterilização em autoclave aumenta essas perfurações e o contato prolongado do látex com a saliva torna-o permeável à passagem de fluídos e microrganismos para o seu interior.


Lavagem das mãos

A mais importante ação isolada para o controle de infecção cruzada é a higienização das mãos. É definida como uma breve e vigorosa fricção de todas as superfícies de ambas as mãos, usando água e sabão para remover bactérias, células descamadas, pêlos, suor e oleosidade da pele.

A simples lavagem das mãos com água e sabão liquido pode reduzir a sua flora microbiana interrompendo dessa maneira a cadeia de transmissão de infecção entre pacientes e profissionais da área da saúde. Nos consultórios odontológicos, essa prática é também de suma importância para o controle das infecções cruzadas.
Os microrganismos disseminam-se em por contato direto ou indireto através de gotículas de secreções respiratórias e pelo ar (espirro). Porém, é o contato direto o meio mais importante para a transmissão de infecções nos ambientes de saúde.

O simples ato de lavar as mãos com água e sabão líquido é capaz de remover até 80% da sua microflora que é divida em dois tipos: microflora transitória e microflora residente.

A lavagem das mãos deve ser feita sempre antes e após procedimentos semi-críticos e críticos. Nunca deve ser feita usando-se sabão.

A lavagem das mãos deve ser realizada seguindo esses passos:



  1. Manter as unhas bem aparadas

  2. Anéis, alianças, pulseiras e relógios devem ser removidos

  3. Manter o corpo afastado da pia.

  4. Abrir a torneira e molhar as mãos sem tocar na superfície da pia.

  5. Aplicar a quantidade de produto recomendada pelo fabricante (3 a 5 ml, em geral) e espalhar pelas duas mãos.

  6. Friccionar as mãos uma na outra atingindo toda a superfície.

  7. Friccionar, com especial atenção, os espaços interdigitais, as unhas e as pontas dos dedos.

  8. Enxaguar as mãos com papel toalha ou toalha de pano de uso único.

Apesar das várias medidas adotadas no consultório odontológico em relação à biossegurança, pode haver algum acidente. Neste caso deve ser seguido protocolo do Ministério da Saúde. (VER Anexos)



ESTERILIZAÇÃO

Uma das etapas mais importantes para o controle de infecção é a esterilização. É o processo pelo qual ocorre a destruição de todas as formas de vida microbiana (fungos, bactérias, vírus e esporos). A eficiência da esterilização depende do preparo do material a ser esterilizado. Esse preparo segue os seguintes passos:



  1. Descontaminação: Realizada após o uso de instrumental em procedimentos críticos.

  1. Fricção com o auxílio de escova ou esponja embebida com produto para essa finalidade.

  2. Pressão de jato de água com temperatura entre 60 e 90ºC durante 15 minutos.

  3. Imersão do material em água em ebulição por 30 minutos.

  4. Autoclavagem prévia do instrumental sem o ciclo de secagem.

  5. Imersão completa do instrumental em liquido desinfectante acompanhada ou não de fricção com esponja ou escova. É o método mais aconselhável que também pode ser feita junto com a pré-lavagem.

A descontaminação pode ser feita com glutaraldeido, álcool a 70% e hipoclorito. O glutaraldeido tem uma ação rápida (20 a 30 minutos), é compatível com uma grande gama de material e tem um custo aceitável. Porém o processo é manual, tem um enxágüe difícil, alta toxicidade (inalação), fixa a sujidade residual e tem um odor forte.


O hipoclorito (1%) é eficaz contra bactérias, fungos, micobactérias e vírus. Tem baixo custo, baixo nível de toxicidade, e ação rápida. Porém, corrói os metais, não é esporicida, é irritante na pele e vias aéreas e inativado na presença de matéria orgânica. O álcool a 70% é eficaz contra bactérias, fungos, micobactérias e vírus. Tem ação rápida. Contudo, não é esporicida, é volátil e inflamável, danifica lentes, resseca plásticos e borrachas e fixa materia orgânica no material.



  1. Pré-lavagem:

  1. Ultrassônica: Feita com aparelho de ultrassom colocados em uma cuba de aço inoxidável onde é colocada solução desencrostante ou enzimática.

  2. Manual: Utiliza-se uma cuba plástica onde é colocado todo o instrumental que deve ficar totalmente imerso em solução desencrostante ou enzimática por 20 minutos. Deve ser feita utilizando-se EPI’s.




              1. Manchas cinzas irreversíveis são produzidas por sabão desencrostante no instrumental;

              2. a escova é de uso exclusivo para este fim e sua desinfecção deve ser feita com hipoclorito.

              3. Não é recomendada a de detergentes de uso doméstico


3. Enxágüe: Deve ser realizado em água potável e corrente, garantindo a total retirada das sujidades e do produto utilizado na limpeza. A qualidade da água tem relação com a durabilidade do instrumental, sendo recomendado que o último enxágüe seja feito com água livre de metais pesados. Os artigos que contêm lúmen devem ser enxaguados com bicos de água sob pressão..

4. Secagem: Todo o material e instrumental a ser esterilizado deve estar bem seco. A secagem é feita por:

  • Pano limpo e seco

  • Estufa a 50ºC

  • Ar comprimido.


5. Embalagem: Após a secagem o material e o instrumental a ser esterilizado deve ser adequadamente embalado.

  • Embalar os instrumentos de acordo com o seu uso. Ex.: a seringa carpule não deve ser embalada junto ao tripé (espelho, explorador e pinça clínica) uma vez que na maioria dos casos não há necessidade de anestesia no exame clínico.

  • Fazer o registro na embalagem do conteúdo, data (dia, mês e ano) da esterilização e da validade. Se houver mais de um profissional responsável pela esterilização, deve constar na embalagem também o nome de quem preparou o pacote.

  • Manter a embalagem bem fechada e/ou selada.

  • Usar caixas perfuradas embaladas em tecido de algodão ou papel grau cirúrgico para permitir a penetração do vapor quando forem esterilizadas em autoclave.

Após ter sido realizado todo o preparo do material e instrumental será feita a esterilização propriamente dita que pode ser feita por processos físicos e químicos.




  1. FÍSICOS




  1. Calor seco (estufa ou forno de Pasteur):

O calor gerado em estufa elétrica (Forno de Pasteur) tem uso limitado porque a sua penetração e distribuição não tem uniformidade de distribuição dentro da câmara. Além disso, o tempo de exposição dos materiais e instrumentais para a realização do processo é muito grande, o que é inadequado para muitos materiais em função da alta temperatura principalmente tecido e borrachas.

A estufa tem um termômetro que mede a temperatura de sua base (fica na painel da estufa) e outro que afere a temperatura no interior da câmara. As caixas maiores devem ser colocadas nas prateleiras superiores e as menores nas inferiores, sem encostá-las nas paredes, a fim de facilitar a circulação do calor.

A esterilização por meio de calor seco tem a vantagem de não provocar corrosão de instrumental metálico e brocas de carbono, além de provocar menor perda de fio dos instrumentos.

Por outro lado, o excessivo tempo de exposição dos instrumentos a altas temperaturas provocam maior fragilidade dos mesmo. Os seguintes passos devem ser seguidos para proceder a esterilização em estufa:



  • Ligar a estufa e colocar o "dial" na temperatura máxima (250ºC). O termômetro de mercúrio deve estar em posição, no suspiro situado na parte superior da estufa para aferir a temperatura "Real".

  • 30 a 40 minutos após, o termômetro posicionado no suspiro da estufa registrará a temperatura de 160ºC que é a temperatura real no interior da câmara. Então o dial é retornado até que a luz piloto se apague, indicando a interrupção da corrente elétrica. A temperatura permanecerá entre 159º a 164º. A temperatura marcado no termômetro da estufa é de 185 a 190ºC.

  • O tempo de esterilização deve ser contado a partir do momento em que o termômetro acessório atinge 160ºC ou 170ºC.

A diferença de mais ou menos 30º C, provavelmente é devido á proximidade que há entre a resistência elétrica e o dial da estufa.

Objeto

Temperatura

Tempo

Observação

Instrumental metálico

Material de Corte (tesoura)

Seringa de vidro


160 a 170ºC

120 a 60 min.

Acondicionados em caixa metálica fechada ou embrulhados em papel laminado

Agulhas ocas (limpas e secas)

160 a 170ºC

120 a 60 min.

Tubos de vidro com bucha de algodão hidrófobo

Frascos, balões de vidro

160 a 170ºC

120 a 60 min.

Tampados com bucha de algodão hidrófobo e colocados em caixa metálica fechada

II.  Vapor Saturado Sob Pressão

A


AUTOCLAVE
esterilização realizada pelo vapor saturado sob pressão é o processo que oferecer maior segurança e economia. Este processo é realizado em autoclave convencional horizontal. Há também o autoclave vertical que é própria para laboratórios, não devendo utilizado para a esterilização de artigos médicos-cirúrgicos e odontológicos. Para o funcionamento correto devem ser seguidas as orientações do fabricante. A capacidade letal da autoclave se dá devido ao calor, ao vapor saturado e ao tempo.

A esterilização por autoclave tem como principal vantagem o tempo de esterilização. Os padrões de tempo, temperatura e pressão para esterilização pelo vapor variam de acordo com (1 atm pressão) por 15 a 30 minutos e 132° C a 134° C (2 atm pressão) por quatro a sete minutos de esterilização.

Além disso, na autoclave é possível fazer a esterilização de gaze, algodão, campos de tecido de algodão. A desvantagem é a oxidação de material de aço carbono.

A autoclave deve ser preenchida até o máximo de 80% de sua capacidade para facilitar a penetração e circulação do vapor e a eliminação do ar na autoclave. Os pacotes maiores devem ser dispostos na parte inferior e os menores na superior, sem tocar nas paredes da autoclave.

Os pacotes devem ser retirados da autoclave frios e secos para evitar que o vapor se condense na temperatura ambiente, criando uma pressão negativa, que aspira o ar (contaminado) do ambiente, através do invólucro.

A autoclave deve ser limpa diariamente com pano úmido e sabão neutro. A limpeza dos filtros e do purgador deve ser feito pelo técnico de manutenção.

O processo de esterilização em autoclave deve obedecer aos seguintes passos:


  • Preenchimento do reservatório destinado à água destilada

  • Colocar a quantidade de água recomendada pelo fabricante

  • Colocar os pacotes na câmara de modo a facilitar a circulação do vapor e sem tocar nas paredes do aparelho

  • Fechar completamente o aparelho e verificar se houve completa vedação da porta

  • Ligar o aparelho e seguir a orientação do fabricante para a realização do ciclo completo.

O uso de carga acima de 80% ou 2/3 da capacidade do aparelho, o volume de água (excesso ou escassez), embalagem inadequada, falta de controle biológico, e falta de manutenção, são as principais causas de insucesso na esterilização pelo calor saturado sob pressão (autoclave).


Minincubadora


B. QUÍMICO: Também conhecido como processo de esterilização a frio. Consiste na imersão total do material em solução de glutaraldeído a 2% por 10 horas. Essa solução tem efeito esporicida, virucida, bactericida e fungicida. Este processo de esterilização é de difícil operacionalização e requer cuidados especiais no manuseio e armazenagem dos instrumentos. Este processo tem a grande vantagem de garantir a esterilização de materiais e instrumentos termossensíveis. O profissional deve fazer uso de EPIs durante a manipulação, tais como avental, luvas de borracha (butílica/viton), óculos e máscaras próprias para vapores orgânicos. O enxágue final deve ser rigoroso, em água estéril, e a secagem, com compressas

esterilizadas, é obrigatória, devendo o artigo ser utilizado imediatamente. É recomendado que o manuseio desta solução seja realizado em ambiente com boa ventilação. (Ver anexo).


Monitoramento da esterilização.
Foi demonstrado através de estudos realizados em consultórios odontológicos que 12 a 33% das autoclaves e estufas apresentam falhas no processo de esterilização. E somente através de monitoramento físico, químico e biológico é que essas falhas podem ser detectadas.


  1. Físico: Através da leitura de dispositivos do aparelho, termômetro (estufa) manovacuômetro (autoclave).



  1. Químico: Realizado com indicadores químicos que avaliam o ciclo do processo pela mudança de cor na presença da temperatura, tempo e vapor.


Indicador Químico


  1. Biológico: único meio de assegurar que o conjunto de todas as condições de esterilização está adequada, porque os microrganismos são diretamente testados quanto ao seu crescimento ou não após a aplicação do processo. (São preparações padronizadas de microrganismos, numa concentração do inóculo em torno de 106, comprovadamente resistentes e específicos para um particular processo de esterilização para demonstrar a efetividade do processo).


Indicador biológico


RESÍDUOS

De acordo com a Resolução CONAMA Nº. 385, de 29 de abril de 2005, no uso das atribuições previstas pela Lei n º 6.938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo Decreto nº 99.274, de 6 de julho de 1990, e tendo em vista o disposto em seu Regimento Interno, anexo à Portaria nº 499, de 18 de dezembro de 2002.

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