Antonio carlos shiuki okuda



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ANTONIO CARLOS SHIUKI OKUDA


VISITAS DOMICILIARES A FAMÍLIAS INDÍGENAS




Projeto de Intervenção apresentado à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, como requisito para conclusão do curso de Pós Graduação à nível de especialização em Atenção Básica em Saúde da Família.

Orientador (a): Prof.ª Mestre: Elizandra de Queiroz Venâncio


DOURADOS – MS

2011

SUMÁRIO
01 – INTRODUÇÃO.............................................................................03



02-OBJETIVO DA PROPOSTA..........................................................04

03-JUSTIFICATIVA TECNICO-CIENTIFICA..................................05

04-METODOLOGIA...........................................................................06

05-GRÁFICO E QUADRO.................................................................08

06-REFERENCIAL TEÓRICO..........................................................09

07-CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................11

08-REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS........................................12

Introdução


Saúde da Família Indígena

Dentro do cronograma do nosso ESF, pelo menos uma vez na semana nós realizamos
visitas domiciliares. No programa dessas visitas incluem a atenção á saúde bucal, sendo que
o principal foco dessas visitas, têm sido as crianças, pois são elas que apresentam maiores
problemas de cárie dentária.

Mas, os adultos também têm atenção especial, pois são eles os nossos principais aliados


no combate da doença que atinge essas crianças. A principal ação foi conhecer a sua
população, o perfil epidemiológico da área e os recursos disponíveis na comunidade, com
isso sensibilizar os responsáveis por essas crianças da importância de uma boa saúde bucal.
O nosso principal papel foi promover a saúde oral dessas crianças, conhecer fatores que
favorecem a esses problemas e provocar mudanças no hábitos e comportamento com
relação a higiene bucal.

Objetivo da Proposta

O principal objetivo desta proposta é efetivar ações coletivas a fim de promover e
prevenir a população quanto a saúde bucal das crianças menores de seis anos de idade.
Sendo assim temos:
• Levantar, quem é o responsável pelos cuidados e higiene das crianças indígenas,
guarani/kaioua.
• Identificar os tipos de orientações quanto ao hábito alimentar e de higiene bucal.
• Conhecer e compreender a cultura, o modo de viver atual das comunidades indígenas e
sua relação com as doenças bucais.
• Servir como base para a implantação de diretrizes para a saúde bucal das crianças
indígenas.
• Comparar os resultados obtidos com o levantamento epidemiológico de saúde entre as
etnias .

Justificativa técnico-científica


Segundo a organização mundial da saúde (1989), a doença periodontal e a cárie dentária
são problemas de saúde bucal comuns em todo o mundo, para tanto criou-se um método de
avaliação aceito por toda comunidade internacional como indicador do perfil da saúde
bucal, denominada DMFT, em inglês ou CPO-D em português. Essa sigla, é uma
representação numérica que indica a prevalência de cárie dental no indivíduo ou em uma
determinada população estudada e é calculada a partir de dente; cariado(c), perdido(p) e
obturado(o).

Metodologia

A metodologia utilizada neste projeto de intervenção, constou da programação de
visitas domiciliares,inicialmente,a todas as famílias daqueles escolares que apresentaram no
levantamento epidemiológico com alguma lesão de cárie dentária,este encontro com as
famílias foi para a troca de experiêcias com intuito de apurar seus entendimentos a respeito
das doenças da boca e como preveni-las. Didaticamente,toda a intervenção foi dividida em
atividades educativas, preventivas e quando possível atividade curativa como as adequação
do meio bucal com a técnica do ART.

Ao início de cada ano letivo, os profissionais de saúde bucal da SESAI (Secretaria


Especial de Saúde Indígena), composto pelo cirurgião dentista, auxiliar de saúde bucal e
técnico em higiene bucal, realizam levantamento epidemiológico, cpo-d, nas escolas
indígenas de Dourados. A partir deste levantamento,foram relacionados aqueles que
apresentaram o maior índice de cárie, como mostra o gráfico 1 e o quadro 1. Obtido o
resultado, foram selecionadas as residências dos alunos que apresentaram os piores índices
e dentro do cronograma do ESF, realizamos as visitas domiciliares.

Na programação, as pessoas presentes na reunião foram orientadas sobre os cuidados


com a saúde bucal, dietas alimentares e principalmente quanto à higiene bucal,com
evidenciação de placas bacterianas, escovação supervisionada e em seguida aplicação de
fluoretos.

Durante as visitas também foram entregues aos membros de cada família insumos


como: creme dental, escova e fio dental. Dependendo da necessidade do tratamento o
paciente foi agendado e levado ao posto de saúde pelo responsável.

Houve uma boa receptividade por parte das famílias visitadas, que viram com bons


olhos este trabalho feito por nós. Como já vem sendo realizado há um bom tempo, os
resultados, são bastante satisfatórios. É claro que, como em toda comunidade, existem
casos de má higiene bucal com presença de doenças périedontais, mas, na maioria dos
casos,em estágio moderado a leve.

Em fim, todo o trabalho realizado pela equipe de saúde bucal do pólo base de Dourados,


foi muito positivo, haja vista que o índice de cpo-d é uma das menores do país, portanto,
mesmo que seja um resultado a longo prazo, deve-se dar continuidade ao trabalho.

EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES DE CPO – D EM ALUNOS DE 12 ANOS DA ESCOLA INDÍGENA RAMÃO MARTINS DE DOURADOS – MS ENTRE OS ANOS DE 2003 A 2011 (Gráfico 1)



Quadro 1

Referencial Teórico


• A Cárie Dentária

A cárie dentária é conhecida atualmente como uma doença infectocontagiosa que


apresenta como resultado a perda de minerais dos dentes afetado, e que são causados por
ácidos orgânicos provenientes da fermentação microbiana dos carboidratos da dieta, seu
aparecimento apresenta um caráter multifatorial e é usualmente crônica.

Para que a doença se manifeste é preciso a interação de quatro fatores: o hospedeiro,


representado pelos dentes e saliva; a microbiota da região, a dieta consumida, e o tempo em
que o resíduo alimentar estiver aderido ao dente. Além disso, fatores secundários podem
modular a atividade da cárie, ou seja, aumentar ou diminuir a resistência do dente, com a
saliva e a exposição do flúor e a higiene bucal (NEWBRUN, 1988)

Pinto (2000) enfatiza que a desmineralização dos tecidos dentais (esmalte, dentina e


cemento) é causada pelo ácido-lático, produzido pela fermentação de sacarose que abaixa o
Ph da saliva, ocasionando a perda de cálcio e fosfato para o meio ambiente bucal.
• Atenção á Saúde

A atenção á saúde no Brasil, orienta-se na formulação, implementação e concretização


de políticas de promoção, proteção e recuperação da saúde. Há, pois um grande esforço na
construção de um modelo de atenção á saúde que prioriza ações de melhoria da qualidade
de vida do sujeito e coletivo. Desse modo a garantia da saúde sugere certificação ao acesso
universal e igualitário do cidadão ao serviço de saúde, como também a formulação de
políticas sociais e econômico que operam na redução dos riscos de doenças.

Assim as diretrizes propostas pelo Ministério da Saúde na política nacional de


promoção da saúde são a saber: integralidade, equidade, responsabilidade sanitária,
mobilização e participação social, intersetorialidade, informação, educação, comunicação e
sustentabilidade ( Brasil, 2006)

Considerações Finais


Este projeto de intervenção, utilizando visitas domiciliares como instrumento de
trabalho, tem apresentado resultados muito satisfatórios, onde a cada ano que passa tem
diminuído o índice de cárie das crianças que entram nas escolas indígenas de Dourados.
Isso demonstra a eficácia dos trabalhos realizados pelos profissionais que atuam na
Saúde bucal do aldeia.
Contudo, apesar dos esforços dos profissionais de saúde bucal, existem ainda alguns
casos de crianças apresentado alto índice de cárie, mais são raras exceções, portanto para
que o amanhã seja cada vez menor o número de crianças com cárie que entram nas escolas,temos que
promover e educar usando como estratégia, visitas domiciliares.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BRASIL. Ministério da saúde. Secretaria de vigilância em saúde. Política nacional de vigilância em saúde/Ministério da saúde, secretária de atenção a saúde- Brasília: Ministério da saúde, 2006

BRASIL. Ministério da saúde. Coordenação de saúde bucal. Projeto SB BRASIL 2003-Condições de saúde bucal da população brasileira:resultados principais. Ministério da saúde, 2004



NEWBRUN, E Cariologia. Trad. Coord. Por José Luis Freire de Andrade.2 ed. São Paulo, 1988. p. 17-49.

PINTO,V.G. Saúde bucal coletiva. 4 ed. São Paulo: Santos,2000.p.319-330.


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