AlteraçÕes das curvas da coluna vertebral



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GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

SECRETARIA D E ESTADO DE EDUCAÇÃO

CIEP 165 – BRIGADEIRO SÉRGIO CARVALHO
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO FÍSICA


PROFESSOR: UBIRAJA DE ALMEIDA

Postura


Sempre ouvimos falar que é importante ter uma boa postura. Mas, afinal, o que isto quer dizer na prática? Ter uma boa postura significa manter as curvaturas fisiológicas da coluna vertebral equilibradas, de forma que não cansem a musculatura. O ideal é encontrarmos o nosso "ponto de equilíbrio" através da consciência corporal, que obtemos exercícios específicos de alongamento e força.

Como melhorar a postura

   Uma má postura pode ser alterada com o fortalecimento da musculatura, alongamentos, avaliações posturais e autocontrole. Um bom alinhamento corporal é importante para prevenir dores, desconforto e lesões. Porém, é importante sabermos que dores nas costas nem sempre são decorrentes de desvios posturais. Muitas vezes elas podem resultar de tensões musculares que surgem em função de posturas incorretas, excesso de peso, falta de atividade física e/ou falta de força em determinados grupos musculares.

Atividades da Vida Diária

Levantar da cama
Ao levantar da cama procure sempre estar com o quadril e pernas flexionados em um ângulo de 90º na borda da cama. Tente erguer o tronco com o auxílio das mãos sem desfazer as flexões de quadril e pernas.

Sentar no vaso sanitário
Para sentar no vaso sanitário apoie as mãos ou cotovelos sobre a coxa e mantenha a coluna ereta. As torções de tronco para apanhar papel higiênico devem ser evitadas ou executadas de maneira consciente e controlada, principalmente quando o suporte do papel for atrás.

Vestir calças
Apoie o dorso em uma parede ou sente corretamente em uma cadeira para evitar possíveis desequilíbrios e conseqüentes contraturas musculares.

Calçar sapatos
Ao calçar e descalçar sapatos, sente-se na borda da cama ou apoie um dos pés em uma cadeira ou superfície mais elevada. Faça o mesmo quando o calçado desamarrar.
ALTERAÇÕES DAS CURVAS DA COLUNA VERTEBRAL

HIPERCIFOSE
É aumento da curvatura da região dorsal, ou seja, é o aumento da convexidade posterior no plano sagital, podendo ser flexível ou estrutural.
O aumento da curvatura cifótica, promove alterações anatômicas ocasionando o dorso curvo, gibosidade posterior, encurtamento vertebral e pode ocorrer déficit respiratório, por reduzir a capacidade de sustentação da coluna vertebral e também a diminuição da expansibilidade torácica.
HIPERLORDOSE
É aumento da curva na região cervical ou na região lombar, ou seja, acentuação da concavidade cervical e/ou lombar no plano sagital,  associada a uma ante versão da pelve.
Estudos comprovam que a ante versão da pelve está associada a um desequilíbrio dos músculos abdominais e glúteos, que estão enfraquecidos e na musculatura lombar que se apresentará encurtada.
A hiperlordose cervical,  é caracterizada pela proeminência da cabeça associada a hipercifose, caracterizando um pescoço mais alongado à frente. A retificação da lordose cervical caracteriza-se pela diminuição da lordose e consequentemente um pescoço reto, com diminuição da mobilidade cervical.


ESCOLIOSE
É um desvio assimétrico, lateral da coluna vertebral, resultado da ação de um conjunto de forças assimétricas que incidem sobre a coluna.
Possui várias classificações, são elas: Idiopática (causa desconhecida) - infantil, juvenil e adolescente, Congênita - falha na formação dos ossos e na segmentação, Neuromuscular - poliomielite, paralisia cerebral, distrofia muscular e outros, Traumas - fraturas, cirurgias e queimaduras, Fenômenos irritativos - tumores medulares, hérnia de disco e postura is -“falsa escoliose”.
A escoliose pode apresentar suas curvas em uma única curvatura ou mais. Apresentam convexidades para a esquerda ou para a direita, abrangendo uma ou mais regiões da coluna. 
Quando apresentam curvas compensatórias formam um “S” ou um “S invertido”. 
Foram definidas por Cobb como sendo Primárias (maiores – as primeiras) ou secundárias (menores – curvas de compensação). 
A curva primária é a que determina as alterações da estrutura óssea, ligamentar, nervosa e muscular no segmento da coluna onde ela se localiza, portanto é a curva em que devemos dar maior ênfase em nossos alongamentos e exercícios de compensação. 
A escoliose quando infantil, sua curvatura pode evoluir até 18 anos provocando alterações anatômicas quando não detectadas a tempo.

ALTERAÇÕES DOS JOELHOS

GENOVARO
É conhecido como “pernas curvas” ou “pernas de cowboy”, consiste numa angulação externa da articulação do joelho, com o eixo do fêmur e da tíbia desviando-se medialmente. Pode desequilibrar os arcos plantares ocasionando o pé supinado, tendão calcâneo varo.


GENOVALGO
Consiste em uma angulação medial do joelho e desvio para fora do eixo longitudinal  da tíbia e do fêmur. Nos casos mais estruturados, as pontas distais do fêmur e da tíbia   são   rodadas para fora pela tração do bíceps femoral e tensor da fáscia femoral, e o corpo distal  da tíbia desenvolve uma torção interna compensatória. No desequilíbrio do arco plantar  ocasiona o pé pronado e plano.
 

GENOFLEXO 
Apresenta uma flexão da articulação do joelho, ou seja, ocorre uma limitação da extensão completa do joelho.

GENORECURVADO

Curvamento para trás da articulação do joelho, ou seja, ocorre uma hiperextensão da articulação do joelho.


ALTERAÇÕES DOS PÉS

PLANO OU CHATO
É a diminuição do arco plantar e está sempre associado a um talus valgus. Provoca rotação medial dos eixos tibiais e femorais e conseqüentemente a tendência a um joelho valgo direcionando as patelas para o sentido medial.
CAVO 
Caracteriza-se pelo aumento do arco longitudinal, sua origem ainda não é definida, pode ser proeminente de uma doença paralítica, desequilíbrios posturais e musculares durante o período de crescimento, doenças neurológicas ou deformidades da coluna, mas não se sabe como isto ocorre.


SUPINADO OU VARO

 
Apresenta a queda lateral do arco transversal, o tendão calcâneo se torna varo. Pode estar associado ao pé cavo e/ou a um joelho genovaro. Devemos estabelecer equilíbrio dos músculos dorsais e plantares e os exercícios devem estar associados a outras deformidades. 



PRONADO OU VALGO

Apresenta queda medial do arco transversal, o tendão calcâneo se torna valgo. Pode estar associado ao pé plano e/ou a um joelho genovalgo. Os exercícios devem seguir os mesmos princípios do pé supinado.


CONVERGENTE
É caracterizado pela rotação medial do tornozelo, o hálux se aproxima da linha medial. Os exercícios devem priorizar a inversão da rotação do tornozelo e estabelecer um equilíbrio dos músculos da perna e plantares.

ABDUTO
Rotação lateral do tornozelo e o hálux se aproxima da linha lateral. Os exercícios seguem os mesmos princípios do pé convergente, priorizando a eversão da rotação do tornozelo.

Dicas de Postura

A má postura causa dor: Ande o mais ereto possível. Imagine que alguém está puxando seu cabelo para cima. Encaixe os ombros para trás, endireitando o seu corpo. Olhe acima do horizonte ao andar.



As pessoas que trabalham em escritório: devem evitar colocar objetos pesados ou documentos em gavetas que estejam muito próximos do chão.



Atenção ao telefone! Evite torção de tronco ao ter que atender os chamados telefônicos.


Atente-se para as posturas em pé.
Procure colocar um apoio num dos pés para aliviar a tensão da coluna. Alterne o apoio dos pés procurando melhorar seu equilíbrio corporal.

Atenção quando levantar pesos

Modo incorreto. Evite dobrar o tronco





Modo correto. Tronco ereto e peso junto ao corpo.



Modo correto. Dobrar os joelhos, tronco ereto.



Trabalhar o tempo todo sentado tem conseqüências ruins: dores nas costas, tensão no pescoço, má postura. Para prevenir ou até amenizar estes problemas, observe as dicas da figura abaixo.





EVITANDO O ESTRESSE

Como detectar se a pessoa tem estresse?

1. Fumar e/ou beber mais do que o habitual;

2. Passar a comer demais ou súbita perda de apetite;

3. Insônia;

4. Cansaço fora do comum;

5. "Pavio curto";

6. Dificuldade em tomar decisões que antes eram fáceis;

7. Dificuldade de concentração;

8. Apatia ou desinteresse anormais

9. Mudanças bruscas de humor.



Dicas para fugir do estresse:

1. Evite permanecer em ambientes tumultuados e barulhentos

2. Evite discutir assuntos polêmicos antes de dormir

3. Evite alimentar-se demasiadamente

4. Leia um livro ou revista que não comprometa o seu sono

5. Prefira filmes divertidos e leves

6. Ouça música calma ou instrumental

7. Seja uma pessoa positiva e, se possível, alegre. Aprenda a ver o lado menos negativo das coisas, livrando-se da tensão, ansiedade e aprendendo a relaxar

8. Lembre-se: fumar e beber alivia momentaneamente a sua tensão, mas não solucionam o seu problema e ainda acrescentam mais um risco à sua saúde;

Conheça algumas atividades para relaxamento

Esportes: natação, hidroginástica, ioga, tai-chi-chuan, pesca, bicicleta, golfe, tênis, peteca, boliche, tênis-de-mesa (pingue-pongue), cavalgada etc.

Entretenimento: dançar, shows de música ou dança, teatro, cinema, televisão, leitura, parque de diversões, circo, etc. Longas caminhadas ou em trilhas, turismo ecológico, tirar férias regularmente: viajar, acampar para montanhas ou praias, sauna (hipertensos precisam consultar o médico). Namorar, bater papo com amigos, massagem corporal e cuidados estéticos também ajudam a se livrar do estresse.

O que é a anorexia nervosa

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar que se manifesta pela forte recusa a se manter o peso corporal em níveis mínimos de acordo com a estatura e a idade.

Uma mulher de 1,52 m, por exemplo, deve pesar entre 43 e 50 kg, mas, em casos de anorexia, acaba pesando até menos de 29 kg, chegando perto da morte. A doente se vê gorda no espelho, mesmo estando extremamente magra, e o ato de perder peso se converte em sua principal obsessão. Ela também se sente insegura para expor o corpo e perde qualquer desejo pelo contato físico íntimo. De cada dez doentes, pelo menos duas não conseguem superar a anorexia.

Em séculos passados, a doença estava ligada a jejuns religiosos que acabavam se transformando em obsessões. Mas, no final do século XXI, quando a luta pela magreza passou a ser incentivada pela mídia, a anorexia tornou-se mais comum, e passou a atingir mulheres jovens suscetíveis aos apelos da sociedade de consumo e de seus padrões (muitas vezes inatingíveis) de beleza.

Mas há como prevenir: a doença se instala de repente, mas tem uma média de 15 meses de desenvolvimento, podendo mesmo chegar a vários anos. Como se trata de um distúrbio de auto-imagem, não adianta simplesmente obrigar a paciente a se alimentar. É preciso compreender seu problema e ajudá-la e reconstruir a auto-imagem e, acima de tudo, a auto-estima.

Mas lembre-se: a ajuda profissional é INDISPENSÁVEL para o tratamento



O que é a bulimia nervosa

A bulimia nervosa é um transtorno alimentar que se manifesta pelo sentimento de culpa em relação à comida. Os bulímicos costumam ter grandes acessos de gula (estudos descrevem situações em que chegam a ingerir mais de 15 mil calorias em um único dia) seguidos de acessos de rejeição.

Depois de, literalmente, se entupir de comida, o doente provoca vômitos, ingere laxantes e diuréticos, faz longos jejuns e tenta gastar calorias através de exercícios físicos puxadíssimos. Em geral, quem sofre desta doença também tem dificuldade de expor o próprio corpo e de usar roupas justas.

Da mesma forma que os anoréticos, os bulímicos vêem o próprio corpo de maneira distorcida: acreditam estarem muito mais gordos do que estão. Para ajudá-los, não adianta simplesmente dizer que estão bem ou recomendar dietas mais saudáveis. É preciso um tratamento médico e psicológico para recuperar o equilíbrio e auto-estima da pessoa doente, e também ter muita paciência para compreender sua obsessão.



Os seguintes indicadores ou sintomas sugerem diagnóstico clínico de anorexia:

  • Peso corporal em 85% ou menos do nível normal.

  • Prática excessiva de atividades físicas, mesmo tendo um peso abaixo do normal. Comumente, os anoréxicos vêem peso onde não existe, ou seja, o anoréxico pensa que tem um peso acima do normal.

  • Negação quando questionado sobre o transtorno.

  • Em pessoas do sexo feminino, ausência de ao menos três ou mais menstruações. A anorexia nervosa pode causar sérios danos ao sistema reprodutor feminino.

Outros sintomas e perigos incluem:

  • Diminuição ou ausência da líbido; nos rapazes poderá ocorrer impotência e dificuldade em atingir a maturação sexual completa, tanto a nível físico como emocional.

  • Crescimento retardado ou até paragem do mesmo, com a resultante malformação do esqueleto (pernas e braços curtos em relação ao tronco).

  • Descalcificação dos dentes; cárie dentária.

  • Depressão profunda.

  • Tendências suicidas.

  • Bulimia, que pode desenvolver-se posteriormente em pessoas anoréxicas.

  • Danos intestinais, quando o anoréxico faz uso excessivo de laxativos.durante o dia e em torno dos olhos durante a noite.

A anorexia possui um índice de mortalidade entre 15 a 20%, o maior entre os transtornos psicológicos, geralmente matando por ataque cardíaco, devido à falta de potássio ou sódio (que ajudam a controlar o ritmo normal do coração).
Causas e grupos de risco

A anorexia nervosa afeta muito mais pessoas jovens (entre 15 a 25 anos), e do sexo feminino (95% dos casos ocorrem em mulheres). Muitos especialistas acreditam que a influência da mídia é a principal (mas não a única) causa de transtornos alimentares. Isto porque a mídia comumente (mas não sempre) impõe o estereótipo em que a magreza é um fator importantíssimo, senão indispensável, para o sucesso social e econômico de uma pessoa, desde redes de televisão até filmes e revistas. Tal influência é bastante negativa em crianças e adolescentes, cuja personalidade está em formação, e casos de garotas anoréxicas entre 11 e 14 anos existem com relativa freqüência.

A anorexia nervosa foi pouco discutida na cobertura jornalística da morte de algumas pessoas que morreram justamente devido a complicações da doença, como Karen Carpenter e Terri Schiavo e Ana Carolina Reston.

Pessoas que passaram por eventos traumáticos anteriormente, como rejeição familiar ou abuso físico e/ou sexual, também possuem um maior risco de serem anoréxicas.

Pessoas em certas profissões, como atletas, bailarinos, dançarinos, ginastas ou modelos, podem motivar uma pessoa a decidir por diminuir seu peso, possivelmente resultando em um transtorno alimentar. O perfeccionismo também é um fator de risco. Fatores como a perda de pessoas queridas ligadas ao doente e as tristezas geradas, levam a má alimentação do doente. Ele passa não sentir fome ou vontade de comer, o que gera a anorexia praticamente involuntária.
Tratamento

A anorexia nervosa, por ser uma doença com raízes psicológicas, é difícil de ser tratada e curada. Uma vez diagnosticada, o anoréxico passa por terapia individual, terapia em grupo e terapia familiar, em casos leves e moderados. Punições contra recaídas geralmente são pouco efetivas, uma vez que o objetivo do anoréxico é emagrecer a todo custo. A força de vontade do anorético em tratar-se é importante, mas como a negação do problema é frequente, médicos, terapeutas e familiares precisam ser pacientes enquanto motivam e apoiam o anoréxico na sua recuperação. Paciência, diálogo e motivação são essenciais no tratamento contra ela.


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