A traduçÃo audiovisual como ferramenta de apoio à aquisiçÃo de uma língua estrangeira



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Dois terços dos programas (69%) infanto-juvenis transmitidos pelos quatro canais generalistas nacionais (RTP1, RTP2, SIC e TVI) não são educativos (Pereira 2008). Como se justifica esta situação? Quais as alternativas?

Nesse estudo foram caracterizados como programas educativos apenas os programas que apresentam um currículo educativo explícito. Ou seja, não foram contemplados programas que embora possam ter implícitos objectivos educativos, não apresentavam um currículo de natureza educativa na sua produção. É a esta luz que estes dados têm de ser lidos. Há muitos programas que não entraram nessa percentagem e que têm valor educativo, programas de um enorme interesse do ponto de vista cultural e da convivência interpessoal. Há uma ideia errada, em meu entender, de que só o que é educativo é de qualidade. Há muitas alternativas nas grelhas de programação para além dos 69% dos programas educativos identificados.


  1. O estudo “A televisão e as Crianças”, encomendado pela ERCS indica que 83% dos programas educativos – a maioria exibida pela RTP2 – se destina à faixa etária até aos 5 anos. Como se apresentam estes programas ao público-alvo? Legendados ou dobrados? O que pensa dessa opção?

Esses programas apresentam-se dobrados. Atendendo à faixa etária das crianças, concordo com esta opção. Seria frustrante para uma criança desta idade seguir a narrativa do programa apenas através das imagens, uma vez que ainda não têm o domínio da escrita e da leitura para poderem ler legendas. Parece-me importante que as crianças possam acompanhar os programas no código linguístico que dominam. É também uma forma de um maior contacto com a sua língua materna, de melhorar as suas capacidades de comunicação, de aperfeiçoar o domínio da língua portuguesa. Gostaria, no entanto, de salientar que defendo esta posição devido à faixa etária em questão. Caso estivéssemos a falar de crianças mais crescidas, a partir dos 9/10 anos, julgo que a opção já poderia passar pela legendagem.


  1. A Legendagem permite aos receptores estarem em contacto com outra realidade, outras línguas que, de outra forma, seriam filtradas. O que pensa desta afirmação?

Concordo com a afirmação, no entanto, no que diz respeito à televisão dirigida às crianças, sobretudo às que estão em idade pré-escolar, parece-me mais importante que as crianças compreendam o programa, consigam seguir a história e estejam em contacto com a sua língua materna, na qual estão também ainda a fazer importantes aquisições. Isto não significa que elas não estejam em contacto com outras línguas através de outros programas que elas vão ouvindo mas que não têm grande interesse em seguir.


  1. Claude Hagège é um Linguista que considera que deve existir uma aprendizagem precoce das línguas, chegando a apontar os 3 anos como a melhor altura para se iniciar a aprendizagem de uma segunda língua. Qual é a sua posição nesta matéria?

Não tenho conhecimentos suficientes nessa área para opinar sobre o assunto. O que poderei dizer é que não podemos esperar tudo da televisão e essa aprendizagem poderá passar por outros meios. Além disso, essa aprendizagem através do ecrã televisivo poderá não passar apenas pela legendagem dos programas. Há programas que têm como objectivo levar as crianças a partir dos 3 anos a aprender uma língua estrangeira e parecem-me boas opções para responder a essa finalidade.


  1. Pode comentar, p.f., a seguinte frase, do Dr. Jorge Wemans, Director da RTP2: “Vivemos numa sociedade gradualmente mais desigual e devemos cada vez mais cedo dar às crianças ferramentas que reduzam essas diferenças.”

Plenamente de acordo. Aliás, esse é um dos meus argumentos para que os canais se preocupem com a TV que oferecem às crianças e que procurem oferecer uma TV de qualidade, com programas diversificados que permitam às crianças conhecer outros mundo e outras culturas.


  1. O que pensa da distribuição horária da programação infanto-juvenil, em geral ou em particular, em Portugal?

Os programas para as crianças situam-se sobretudo no período da manhã. Esta opção ao fim-de-semana poderá adequada aos ritmos das crianças mas, nos dias úteis, revela algum desfasamento em relação aos ritmos quotidianos das crianças portuguesas que, nesse período de tempo, estão nas instituições educativas e, portanto, indisponíveis para ver televisão. Nos dias úteis, no período de fim de tarde, as crianças encontram na TV sobretudo telenovelas que, embora sejam destinadas a este público, se apresentam como um menu pouco diversificado. Em meu entender, deveria haver uma maior aposta, por parte dos 4 canais generalistas no período da tarde uma vez que é aquele em que as crianças têm mais disponibilidade para ver TV. Por esse motivo, seria importante que, ao ligarem a TV nesse horário, pudessem encontrar uma grelha diversificada de programas, que respondessem aos seus interesses e necessidades.

APÊNDICE 4
QUADROS ESTATÍSTICOS

Idade
Género

8 anos

9 anos

10 anos

11 anos

Totais

Dobrado

GD

Legendado

GL

Dobrado

GD

Legendado

GL

Dobrado

GD

Legendado

GL

Dobrado

GD

Legendado

GL

Masculino

30

65

70

87

33

33

1

6

366

Feminino

60

14

119

20

47

14

6

4

243

Totais

90

79

189

107

80

47

7

10

609

Quadro 1: Distribuição da amostra em função dos grupos de trabalho, género e idade





GD

(n=366)

GL

(n = 243)

AMOSTRA TOTAL

(n= 609)

Média dp

Amplitude

Média dp

Amplitude

Média dp

Amplitude

P1

1.40 + 0.49

1.00 – 2.00

1.18 + 0.39

1.00 – 2.00

1.31 + 0.46

1.00 – 2.00

P3

1.72 + 0.45

1.00 – 2.00

1.82 + 0.39

1.00 – 2.00

1.76 + 0.43

1.00 – 2.00

P4

1.57 + 0.86

1.00 – 3.00

1.51 + 0.85

1.00 – 3.00

1.55 + 0.86

1.00 – 3.00

P5

1.60 + 0.85

1.00 – 3.00

1.44 + 0.76

1.00 – 3.00

1.54 + 0.82

1.00 – 3.00

N_LPORT

3.78 + 0.95

1.00 – 5.00

3.76 + 0.88

1.00 – 5.00

3.77 + 0.92

1.00 – 5.00

N_LE

3.60 + 1.05

1.00 – 5.00

3.67 + 1.04

1.00 – 5.00

3.63 + 1.05

1.00 – 5.00

Quadro 2: Média, desvio padrão e amplitude da amostra total e dos grupos estudados (dobrado/legendado)





GD

(n=366)

GL

(n=243)

t-test

p

HV

P1

1.40 + 0.49

1.18 + 0.39

162.123

0.000

P3

1.72 + 0.45

1.82 + 0.39

35.815

0.000

P4

1.58 + 0.87

1.51 + 0.85

1.136

n.s.

P5

1.60 + 0.85

1.44 + 0.76

16.296

0.000

NC

NLPORT

3.78 + 0.95

3.76 + 0.88

0.884

n.s.

NLE

3.60 + 1.05

3.67 + 1.04

0.000

n.s.

Quadro 3: hábitos de visionamento e níveis de conhecimento no GD e GL.

Sexo Masculino

GD

(n=134)

GL

(n = 191)

t-test

p

HV

P1

1.39 + 0.49

1.19 + 0.39

56.266

0.000

P3

1.64 + 0.48

1.81 + 0.39

43.589

0.000

P4

1.59 + 0.85

1.53 + 0.86

0.025

n.s.

P5

1.55 + 0.82

1.47 + 0.77

2.291

n.s.

NC

NLPORT

3.68 + 0.98

3.75 + 0.87

3.484

n.s.

NLE

3.45 + 1.21

3.64 + 1.03

4.895

0.028

Quadro 4: resultados do sexo masculino ao nível de cada variável dos HV/NC das LM/LE, pela comparação distintiva entre os grupos estudados (GD e GL).


Sexo Feminino

GD

(n = 232)

GL

(n = 52)

t-test

p

HV

P1

1.41 + 0.49

1.15 + 0.36

111.989

0.000

P3

1.76 + 0.43

1.84 + 0.36

8.292

0.004

P4

1.57 + 0.88

1.44 + 0.83

2.912

n.s.

P5

1.62 + 0.86

1.35 + 0.71

17.883

0.000

NC

NLM

3.84 + 0.92

3.81 + 0.95

0.000

n.s.

NLE

3.68 + 0.95

3.81 + 1.09

0.920

n.s.



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