A terra e a lua


A VOZ INTERNA DO ESPÍRITO



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A VOZ INTERNA DO ESPÍRITO

Mas o convocado resistiu a tentação. Seu coração não almejava dinheiro nem posição, e dedicou 25 anos, ou seja, a vida toda, à Voz maravilhosa de dentro de seu coração.

Todas as manhãs ele se sentava à sua pequena mesinha e escrevia ininterruptamente, sem pausa nem correção, como se estivesse recebendo um ditado.

Quanto à maneira pela qual ouvia essa Voz, certa feita, interrogado por uma pessoa muito devota, recebeu a seguinte resposta:

“Isto que o Meu servo, materialmente tão pobre, faz, todos os Meus verdadeiros adeptos deveriam fazer. Para todos servem as palavras do Evangelho: “Deveis ser ensinado por Deus! Pois quem não for conduzido pelo Pai, não chegara ao Filho!” Isto significa que: Deveis alcançar a Sabedoria de Deus através do amor vivo e ativo para comigo e com vosso próximo! Pois todo verdadeiro e ativo amor de cada um, sou Eu mesmo em seu coração, como o raio de sol age em cada gota de orvalho, em cada planta e em tudo que existe nessa terra. Portanto, quem Me ama verdadeiramente, de todo o coração, já possui dentro dele a Minha chama de Vida e Luz! É compreensível que dessa maneira se estabeleça uma correspondência entre Mim e uma criatura cheia de amor para Comigo, assim como uma semente vazia germina um fruto abençoado num solo fértil e debaixo do raio solar. Este Meu servo é testemunho de que isto é possível para todas as criaturas que cumprem os mandamentos do Evangelho! E digo mais: Nada se consegue somente pela devota veneração da Minha Onipotência Divina! Tais cristãos beatos há muitos no mundo, - entretanto, conseguiram pouco ou mesmo nada. Tudo depende da criatura se tornar cumpridora do Meu Verbo, caso queira alcançar a Minha Voz Viva em si. Eis uma orientação para todos!”


AS OBRAS DA NOVA REVELAÇÃO

Deste modo surgiram as seguintes obras: A DOMÉSTICA DIVINA, O SOL ESPIRITUAL, BISPO MARTIM, ROBERTO BLUM, A TERRA E A LUA, O SOL NATURAL, EXPLICAÇÕES DE TEXTOS DA ESCRITURA SAGRADA, O SATURNO, CORRESPONDÊNCIA ENTRE JESUS E ABGARUS, CARTAS DO APÓSTOLO PAULO À COMUNIDADE EM LAUDICÉIA, DÁDIVAS DO CÉU, A INFÂNCIA DE JESUS, O MENINO JESUS NO TEMPLO e outras. A obra principal, porém, a coração de todas as outras, é o presente “O GRANDE EVANGÉLHO DE JOÃO”, em dez volumes. Nele possuímos uma narrativa minuciosa e profunda de todas as palavras e obras de Jesus. Todos os segredos da pessoa de Jesus Christo, bem como Sua Verdadeira Doutrina de Fé e Amor, são desvendados nessa Revelação Única. A Criação surge diante de nossos olhos como um acontecimento imponente de evolução, com as maiores e maravilhosas metas da Salvação Espiritual! Todas as perguntas concernentes à vida são esclarecidas nesse Verbo Divino. Ao lado da Bíblia, o mundo não possui obra mais importante! Possa a presente obra em vernáculo, trazer as Bênçãos e a Luz do Céu como maior dádiva que o Pai poderia proporcionar a seus filhos de boa vontade!

Rio, novembro 1951. A TRADUTORA

A TERRA E A LUA



PRIMEIRA PARTE
"A TERRA MATERIAL"

1° CAPÍTULO


CENTRO DE GRAVIDADE DA TERRA

Se analisarmos um corpo qualquer com espírito e olhos perscrutadores, com facilidade observareis três fatores, isto é: primeiro, sua forma externa, ou seja, a extensão, superfície e cor; segundo, seu volume pelo comprimento, largura e espessura, volume este que, de acordo com a sua qualidade apresenta um peso.

Observando uma pedra de forma regular ou irregular, vereis que seu peso não é igual em todos os pontos. Mormente numa estaca de madeira quando depositada em cima da água, onde seu peso imediatamente a afundará. Eis o segundo fator.

O terceiro, observando um corpo, consiste no seu VERDADEIRO centro, que nunca deve ser confundido com o de gravidade; porque todo corpo possui dois pontos centrais: um, de peso, outro, de sua formação geométrica. Podeis analisar qualquer corpo e jamais verificarei que peso e densidade se acham no mesmo ponto; nem numa bola de metal, fundida com precisão matemática, porquanto não existe corpo que seja constituído de partes plenamente equáveis, de sorte que o peso e o ponto central de gravidade pudessem se atrair.

Partindo em dois uma barra de aço – o mais sólido entre os metais – reconhecereis na fratura a construção cristalina que, a primeira vista, apresenta-se surpreendentemente simétrica; observada através de um microscópio, apresentará ela um quadro idêntico à imagem que alguém observaria do cume de uma montanha, isto é: uma quantidade de grandes e pequenas elevações.

Se encontramos tão grande diversidade no metal mais sólido, quanto mais não deve acontecer em outros menos sólidos, cuja construção cristalina é de fácil percepção. Portanto, temos a prova que o ponto de gravidade nunca se acha em seu centro geométrico.

Isto poderá ser averiguado na construção e uma balança. Se alguém construísse um braço da balança de um metal, o mais denso possível, matematicamente perfeito e equilibrado, e o depositasse em cima do fiel da balança, veria que as duas partes do braço não formariam uma linha horizontal, havendo sempre uma diferença entre uma e outra. O fabricante, portanto, seria obrigado a corrigir esse defeito com a lima. Eis a prova do que foi dito acima.

Esta relação em todos os corpos, não somente se aplica aos formados pela mão do homem, mas sim, aqueles surgidos do Meu Poder, obtendo a forma necessária para a sua existência. Do mesmo modo que o centro de gravidade não se acha no centro de um corpo, tão pouco o fazem a polaridade positiva e negativa.

Perguntai: Como isto é possível? E Eu pergunto, respondendo: Por que razão não se acham os dois pólos de uma barra magnética no ponto central, e sim, geralmente, nas suas extremidades?

Por que não se encontra o gérmen de uma semente no centro da mesma, mas sim, somente numa parte desta, enquanto seu ponto central e o pólo oposto se acham, comumente, de uma a três quartas partes, afastados do centro?

Porque nem o homem nem o irracional tem o coração no centro do corpo? Vede, estas perguntas já esclarecem que o peso de um corpo é coisa bem diversa do centro e gravidade.

Tratando-se da revelação do centro de gravidade da Terra, não devemos interpretá-lo como ponto de medida, e sim, como ponto vital de atração. A descoberta do simples ponto central da Terra seria, pensando bem, coisa mui ridícula que, como em todo e qualquer corpo, haveria de ser um pontinho imaginário; seria, numa definição matemática, algo que não admitiria nem comprimento, nem largura e espessura, numa circunferência diminutiva. Podeis estar certo de que, mesmo num corpúsculo atômico, cuja descoberta escaparia até o mais poderoso microscópio, ainda caberiam milhares desses pontinhos. Pergunto: Que esperar desses diminutivos pontos que, a bem dizer, não existem? Bastaria afirmar-se: O ponto central da Terra consiste em nada, e com isso seria revelado, tanto material quanto espiritualmente, pois o “nada” tem, tanto na matéria, como no espírito, o mesmo valor. Onde nada existe tudo tem um fim, e este nada só é imaginável em tal matemático ponto central. Por isto, abandonamos este ponto central da Terra, dirigindo-nos ao mais importante centro de atração que, naturalmente, é muito volumoso e tem uma extensão considerável,a fim de corresponder à sua peculiar atividade vital.

Leio vosso pensamento que diz: que aparência tem este centro de atração da Terra? De que consiste? Acaso é um diamante, ou uma pepita de ouro puro ou ferro, ou, talvez, um magneto? Talvez seja um vácuo cheio de um fogo eterno impagável que sirva de permanência aos condenados e tenha o título de “Inferno”, cujas chaminés sejam, de sertã maneira, os vulcões espalhados sobre a Terra?

Digo eu: isto não tem nada a ver com o ponto de atração tão pouco como, fisicamente, isto se aplica ao coração do homem. O coração não é um diamante nem um pedaço de ouro, nem ferro nem magneto e, tão pouco, um vácuo cheio de fogo: - o coração é, fisicamente falando, uma estruturação celular mui artística, em cujo centro age a alma e nesta, o espírito do homem qual tecelão no seu tear, porquanto este é de tal maneira construído para a conservação e a formação da vida natural, que tudo aquilo, necessário para a manifestação da vida física, está depositado nas mãos da alma. Se este tear, algum dia, perder algo de sua vitalidade construtiva, a renovação das células entrará em declínio. Uma vez inteiramente inepto, a alma não mais poderá usá-lo e será chegado o momento de abandonar esta oficina inútil. – Vede, o mesmo acontece com o ponto de gravidade da Terra. Como assim? – Isto será nossa próxima investigação.

2° CAPÍTULO



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