A terapia ocupacional e sua relaçÃo com a fonoaudiologia



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Encontro24.10.2017
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A TERAPIA OCUPACIONAL E SUA RELAÇÃO COM A FONOAUDIOLOGIA

A Terapia Ocupacional na área infantil segundo o modelo desenvolvimental e o conceito neuroevolutivo “Bobath”, baseia-se no vínculo entre a percepção e a motricidade. Portanto a intenção da Terapia Ocupacional deve enfatizar o desenvolvimento, a ludicidade, a expressividade e a criatividade da criança, ou seja, ela tem como fim promover a saúde práxica ou o indivíduo práxico, o ser em desenvolvimento, lúdico, expressivo, criativo e produtivo.

Analisando a própria terminologia “Terapia Ocupacional”, significa que devemos tratar o indivíduo para que ele possa ocupar, agir, atuar no mundo da relações, o que implica dizer que para isso o indivíduo necessita de motricidade, percepção, cognição e capacidade de interagir, sem perder de vista o aspecto psico-afetivo. E afinal, qual é a preocupação da criança? A criança brinca, realiza atividades de auto-manutenção diária (alimentação, esfíncters, vestuáriao) estuda (quando já está na idade escolar), e permeando todas estas funções, ela interage com o meio. Através das relações com objetos (brinquedos), com adultos, com crianças e com ela mesma.

A linguagem é um dos aspectos fundamentais dentro do desenvolvimento da criança, é apartir dela e através dela que ocorre o processo de interação. Esta linguagem pode ser através de gestos, códigos corporais e lingüísticos, que apresentam um significado social e afetivo, que com a maturação e a evolução, a criança passa a se expressar através da linguagem oral, envolvendo além da motricidade orofacial, a percepção, a cognição e a emoção; isto é, a criança fala porque tem o conhecimento de conceitos, relaciona significado-significante e possui motricidade para coordenar os movimentos dos lábios, língua, bochecha, respiração, enfim os órgãos fonoarticulatórios para que a palavra seja articulada e expressada conforme a intencionalidade e o significado correto.

Quando falamos em linguagem, inicialmente pensamos apenas na fala. Mas nós nos comunicamos também pela expressão corporal, pela escrita e leitura. A escrita também faz parte de um outro processo evolutivo, isto é, a evolução grafomotora, que também tem como pré-requisitos os mesmos aspectos já referidos anteriormente, só que de forma mais elaborada. Para aprendermos a escrita temos que ter a motricidade refinada de mãos e dedos, coordenados com a visão, com movimentação dissociada e integrada de forma sincronizada, acompanhada pela maturidade e evolução psicomotora com o desenvolvimento de funções e aspectos psicomotores, ou seja: esquema corporal, organização perceptiva, controle do próprio corpo, coordenação dinâmica manual e visomotora, equilíbrio e coordenação dinâmica geral e lateralidade.

A leitura também envolve maturação de estágios evolutivos do desenvolvimento psicomotor, assim como aspectos da aprendizagem na esfera cognitiva, pois a complexa atividade de ler apresenta as nuanças de percepção de signos e significados com a interpretação e abstração do raciocínio.

Além da linguagem oral e escrita, a fonoaudiologia trabalha com a alimentação, aspecto fundamental entre as atividades da vida diária da criança. Para realizar esta atividade a criança deve ser estimulada inicialmente nas funções neuro-vegetativas com a movimentação dos órgãos orofaciais, seu controle cervical, depois o de tronco e segmentário, percepção tátil, visual, esquema corporal e coordenação olho-mão, para que possa realizar de forma independente esta atividade.

A atuação da TO se dá na busca da realização da ação ocupacional (Atividades da Vida Diária – AVDs, brincar, estudar, interagir) e através dela se realizar a ação terapêutica, capacitando a criança para a aprendizagem de suas habilidades sensório-perceptivas, cognitivas, motoras e sociais, de modo a desempenhar e responder às demandas do meio social.



Portanto, a Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia trabalham como cúmplices no processo de estimulação e desenvolvimento infantil, articulando conhecimentos específicos, interdisciplinares e transdisciplinares, para que a criança seja vista de forma integral, onde a sua saúde práxica é o ponto de interseção entre as duas especialidades, preparando a criança para sentir, se perceber, se mover, se comunicar de forma integral e saudável.

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