100 motivos para ir ao dentista parte 07 Antônio Inácio Ribeiro 2001 odontex



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Não ter dores de cabeça é um privilegiado estado de espírito. Quem já as teve por muito tempo, descobriu a causa, tratou e hoje não as tem mais, sabe a importância disto. Poder usar a cabeça só para pensar é uma dádiva e não ter o que pensar quando for hora de relaxar, sem dor de cabeça, uma benção. Só por isto já valeria tratar o que pode estar causando uma dor de cabeça. Para que ela não doa um dia, também. Quem sempre trata o que a pode estar causando, não esquenta a cabeça com isso, inclusive porque não tem dor de cabeça. Se você tem, não sossegue enquanto não descobrir o motivo. Deus nos deu cabeça para pensar e se ela doi é para nos servir de alerta, como um sinal de que algo precisa ser tratado.

É fácil saber quando precisamos ir ao dentista por causa da dor de cabeça. É quando a temos, se bem que neste caso o problema já esteja avançado, caso contrário a cabeça não doeria. O certo é ser preventivo. Fazer visitas ao seu dentista toda vez que as férias escolares chegarem. Não se preocupe com a possibilidade de os consultórios ficarem cheios nesta época do ano, porque se terá o ano inteiro para tratar, já que assim procedendo, nunca teremos nada mais grave para fazer, que requeira um tratamento longo de imediato. Esta é a vantagem de fazer prevenção, visitando o dentista regularmente. A outra é sem dúvida não ter que fazê-lo por causa de uma dor de cabeça.

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PARA FAZER



DOCUMENTAÇÃO

RADIOGRÁFICA

As radiografias são importantes para se examinar as estruturas da cavidade oral, registrando-se as imagens em um filme, através da emissão de raios-x, um tipo de radiação eletromagnética, de forma que esta variação na absorção de raios em diferentes tecidos, produza uma imagem, que é o que nos revelam as radiografias. Parece complicado, mas é simples. Basta pensar em uma fotografia em branco e preto e imaginar que ela tem poderes de revelar o que não conseguimos ver, no caso, as estruturas ósseas, os tecidos moles por dentro e suas patologias. O que for escuro é radiolúcido e o que for claro é radiopaco, por oferecer resistência à passagem da radiação. As radiografias em Odontologia podem ser de várias formas: a periapical, para ver dentes e ossos, a interproximal, para ver cáries e excessos de restaurações, a oclusal, para ver fraturas ou lesões, a panorâmica, para ver a boca toda de uma só vez e a tomografia, para se ver cortes dos ossos feitos em simulações de computador, mais usada para a avaliação e colocação de implantes.

As três primeiras, em quantidades pequenas, são realizadas nos próprios consultórios dos dentistas. Em quantidade maior destas, por exemplo, para avaliação periodontal ou endodôntica, em que são tiradas, normalmente, quatorze radiografias ou para as panorâmicas, tiradas por um aparelho maior, assim como maior é a quantidade de radiação, requerendo proteções e paredes especiais, com lâminas de chumbo. Os dentistas encaminham a um outro dentista, que, além de fazer as radiografias, fará estudos e avaliações do que elas revelam, emitindo um laudo, segundo os interesses do que for solicitado, em função do que se pretenda observar com elas. Também são feitas medições e traçados, quando os objetivos determinarem, como na ortodontia e implantodontia. Dependendo do tipo de lesões, pode-se identificar qual é e onde está localizada a patologia, doença ou mal que nos levou a fazer a radiografia. Para os dentistas, estes dados são muito importantes para melhor solucionar os problemas.

Boas radiografias, em aparelhos modernos e potentes, são aliados imprescindíveis de um bom diagnóstico, que representa cinqüenta por cento na solução de muitos problemas odontológicos, principalmente os mais complexos e delicados. Além de indicar qual é o problema, as radiografias revelam onde e como ele está, se em fase inicial, ou adiantada, dando elementos para determinar a hora e a maneira certa de intervir. Depois de solucionados, as radiografias colaboram também para nos certificar se toda a extensão do mal foi solucionada. E se foi bem. Tanto que em perícias e documentações dos procedimentos médicos e odontológicos, elas são usadas como provas do que foi feito e se o mesmo está bem feito.

Nunca se deve ou se precisa tirar radiografias sem solicitação de um dentista. Não só pela radiação, pelos custos, mas pelas especificações que uma solicitação contém, ou seja, o que se pretende especificamente observar. Todas as requisições são feitas por escrito, em formulário próprio, no qual você vai ver que estão bem identificadas as áreas que serão objeto das radiografias, o que se estará procurando constatar e com que objetivo, de forma que o radiologista, dentista especialista em tirar e interpretar radiografias dentárias, oriente-se bem no que tem a analisar e quais os tipos de radiografias de que deve-se utilizar para atender a tais necessidades. As tomografias são realizadas em centros radiológicos próprios, por requererem escaners específicos.


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PARA MELHORAR

A PARTE SEXUAL

A princípio, parece uma estranha razão para se ir ao dentista. Se analisarmos alguns aspectos específicos, constataremos que tem fundamentação, e muita. Quem perde os dentes tem uma sensação de mutilação, similar a que sente quem perde os dedos ou um braço. Tiraram uma parte do seu corpo e muitas vezes estas perdas tem uma interpretação de irreversíveis. Para se entender melhor, alguns exemplos vão ajudar. Quem usa uma prótese removível, por menor que seja, mesmo que nos dentes posteriores, não gosta de tirá-la em público. Os que perderam todos os dentes e são forçados a usar uma prótese total, ainda que só em um dos maxilares, não admitem ter que se apresentar sem ela, mesmo que tenham vergonha de usá-la. Imagine-se agora estas situações transportadas para a intimidade, caso alguém tente omitir, ocultar estas faltas de uma pessoa com quem convive ou pretende conviver por muito tempo. De acordo com o grau das perdas, chegam a constituir-se em trauma. Ouvi relatos de pacientes, cujos cônjuges, somente depois de eles mortos, vieram a saber que usavam próteses, tal era a vergonha que sentiam. Neste caso de relacionamento afetivo isto é muito mais evidente, pois o contato íntimo envolve sensações que os dentistas chamam de propriocepção, que vem a ser a capacidade de sentir contato com algo que seja nosso, por exemplo, um dente e não uma prótese artificial.

Para estas situações em particular, em que esteja envolvida um componente ligado a sexualidade, as soluções odontológicas devem tender para aparelhos fixos e, se possível, para os implantes, por terem estes condições de simular a propriocepção. Também no aspecto psicológico, estas soluções estão mais indicadas, porque a idéia de ter aparelhos protéticos fixos, elimina as inseguranças do tipo medo de que na hora errada a prótese saia do lugar, comprometendo todo o clima que certas situações requerem, sob pena de que suas interrupções as inviabilizem, levando, algumas vezes, a traumas, que pelas repetições, tornam-se irrecuperáveis.

Ter tratamentos dentários realizados adequadamente evita, também, outras situações constrangedoras, tais como mau hálito, inflamações ou perdas de dentes visíveis, dentes excessivamente tortos, aberturas de dentes muito grandes, dentes muito para fora, caninos muito grandes, dentes escuros por tratamentos de canal não terminados, fraturas não restauradas, cáries visíveis não tratadas, excessos de gengiva em exposição, grampos de próteses removíveis aparecendo, dentes amarelados, presença de tártaro nos dentes da frente, próteses mostrando metal na região anterior, placa bacteriana, espaços interdentais que retém pedaços de alimento, mandíbulas muito proeminentes, entre outras, melhoram a condição de convívio intersocial, principalmente na parte íntima, propiciando a ausência de constrangimentos.

Sempre que tiver algo que o desagrade com seus dentes, relate a seu dentista. Se for preciso, ligue para ele e comente por telefone para que sua atendente ou secretária não se intere ou ainda, se for o caso, peça para, no dia em que for tratar deste particular, que o faça sem a presença dela. Ele entenderá e o atenderá, livrando-o, desta forma, do desconforto que o aflige. A maioria das situações antes descritas são facilmente solucionadas por seu dentista, desde que você revele seu descontentamento, principalmente os resultantes de tratamentos antigos, quando você não tinha a consciência odontológica que tem hoje ou que vai passar a ter depois da leitura deste livro. Avalie e relate. Sua vida vai mudar.

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PARA FAZER UM



REIMPLANTE DE DENTE

Nos casos de quedas e batidas, normais na adolescência, e ainda nos acidentes de automóvel, que estão cada vez mais comuns nos dias de hoje, costumam acontecer perdas de um ou alguns dentes. Nos casos em que eles foram somente avulcionados, ou seja, sem fratura principalmente da raiz, a reimplantação não só é possível, como na maioria dos casos constituem-se solução para mantê-lo útil por muitos e muitos anos. Qualquer que seja a situação ela deve ser tentada, porque este procedimento além da possibilidade de sucesso, preserva tecido ósseo, que será importante, caso sejam necessárias outras tentativas de reposição do dente no futuro. Esta reimplantação é a reposição de um dente por trauma, em seu alvéolo, depois de alguns procedimentos. O primeiro do próprio paciente. Deve-se lavar o dente com soro fisiológico e o colocar dentro de um copo de água ou leite, ou simplesmente coloque-o embaixo da língua, considerando que a boca é seu habitat natural. Isto feito, entre em contato imediato com seu dentista, por telefone para que ele lhe passe as primeiras orientações.

Alguns o indicarão a verificar se houve fratura do alvéolo, e caso não houver, que tome o dente, segurando pela coroa, e reinserido o dente no seu alvéolo original. Este dente perderá a membrana periodontal, sendo com isto anquilosado no próprio osso que o circunda, constituindo-se este osso a sua nova modalidade de fixação. A resposta natural do organismo ao trauma é a reposição óssea no local, o que colabora para a nova fixação do dente. Para aumentar as chances de êxito, normalmente os dentistas procedem à sua imobilização, unindo-o aos dentes vizinhos com o objetivo de que não ocorram movimentos durante o período em que esta anquilose estiver se processando. Assim esclarecido, você poderá ajudar a outros que passarem por esta situação. Outra recomendação é que tenha, em sua agenda pessoal, o telefone, inclusive e principalmente o celular, de seu dentista, para o mesmo poder ser acionado em caso de emergências como esta. Caso a pessoa que você esteja socorrendo não tenha como se comunicar com seu dentista, ofereça o telefone do seu, porque, nestes casos, quanto antes for feita a reimplantação do dente avulsionado, melhores serão as perspectivas para que a tentativa dê certo.

Entre perder um dente e tentar salvar o seu, reimplantando-o, a primeira vantagem é de ordem econômica, já que um dente perdido terá que ser reposto com um implante, envolvendo não só a despesa com a implantação, mas também os custos da prótese que terá que ser confeccionada sobre este implante. Outra vantagem é não correr riscos quanto a acertar a forma e a cor natural do dente. Lembre que, na tentativa de reimplan­tação, o que estará sendo colocado é seu próprio dente, que seu organismo sempre aceitará melhor do que uma prótese. No caso de próteses convencionais, para sua colocação terão que ser desgastados os dentes vizinhos, para dar suporte à coroa do dente perdido, coisas que não acontecerão na reimplantação.

Seu próprio dentista é a pessoa mais indicada para tentar a recolocação do seu dente no lugar, porque apesar do tamanho do trauma, os procedimentos necessários são simples, tais como um tratamento de canal e uma imobilização. Outra razão para fazer a tentativa é o fato de os dentes avulsionados serem normalmente os dentes da frente, justamente por terem uma só raiz tem menos estabilidade que os de trás e por isso, são mais fáceis de serem colocados novamente em seu alvéolo. Se o dente que saiu do lugar ficou em sua boca e não caiu no chão, você mesmo pode colocá-lo no alvéolo e então procurar seu dentista.

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PARA PÔR PLACA



DE RELAXAMENTO

Um dos males que mais afeta a humanidade nos dias de hoje, e que será a doença mais comum do futuro próximo é o estresse. Com a massificação da mídia, o câncer perdeu lugar para a AIDS, como motivo de maior temor e esta depois de vinte anos já está deixando de ser notícia, permitindo antever que, em breve, o maior medo das pessoas com relação a morte estará relacionado ao desgaste da trepidante vida moderna, sua competitividade, o desgaste natural de viver intensamente e os riscos de enfarto, uma das respostas a globalização. Mesmo nos períodos de repouso, as pessoas continuam tensas e uma das conseqüências é apertar ou ranger os dentes, ato chamado de bruxismo e bruxômano o seu portador. Inicialmente considerado um hábito, depois entendido como um vício e hoje estudado e tratado como doença, principalmente pelo fato de destruir próteses, quebrar restaurações, provocar ao longo dos anos um afrouxamento dos dentes e gerar um tipo de doença periodontal, o bruxismo pode causar ainda traumas oclusais, perda óssea, e desgaste dentário excessivo.

Por todos estes motivos os seus portadores, muitas vezes sem saber, correm riscos que poderiam ser evitados, caso algum parente percebesse esta anomalia durante seu sono e lhe relatasse. Assim alertado, seu dentista poderá intervir antes que o mal se alastre e próteses precisem ser trocadas. Principalmente porque o tratamento para este mal é simples e fácil e, além de barato, não causar nenhum tipo de dor. Consiste no uso de uma placa de relaxamento, normalmente usada no período noturno, enquanto se dorme, sem nenhuma interferência no seu sono. Confeccionadas em acrílico transparente a partir de uma moldagem de seus dentes, funcionam como mio-relaxantes, impedindo o ranger dos dentes e distribuindo o apertar dos dentes para toda a arcada, ao invés de sobre alguns poucos, como acontece sem o uso da placa. A indicação inicial é somente para uso noturno, durante seis meses, para promover um relaxamento da musculatura dos maxilares, que, após reposicionada, tende a eliminar o ranger dos dentes. Portadores do problema há mais tempo e que nunca o trataram ou que sejam, por natureza, muito tensos e agitados e que já apresentem sintomas adiantados, com risco de perda dos dentes ou quebra de próteses, poderão ser orientados a usar as placas de relaxamento por mais tempo, principalmente nos seus momentos de maior estresse, como dirigir nas grandes cidades, por exemplo.

As vantagens do uso das placas mio-relaxantes são imediatas. Já nos primeiros dias se constata uma melhora significativa, principalmente nos pacientes que apresentavam dor na articulação temporomandibular. Esta tende a sumir em poucos dias de uso da placa e o ato de morder os dentes tende a diminuir pela simples presença de um anteparo, que, além disso estará protegendo dentes, restaurações e próteses do ranger que não mais acontece. A pior coisa que pode acontecer depois dos seis meses de uso da placa, caso a pessoa continue na vida agitada é ter que, a cada período de seis meses, voltar a usar a placa. Para muitos, a simples reposição da musculatura e mandíbula é suficiente para solucionar o problema em definitivo.

Tendo vida agitada e na dúvida, relate o fato a seu dentista, que por observações na face oclusal dos seus dentes, poderá identificar desgastes por mordedura crônica e, para fazer um diagnóstico mais completo, poderá indicar-lhe o uso de uma placa por um período menor, como maneira de se certificar de seus sintomas com relação a estas e outras disfunções da articulação temporomandibular, que também podem requerer placas mio-relaxantes como alternativa de solução.

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PARA CORRIGIR

MORDIDA ABERTA

É uma forma de má-oclusão, que vem a ser a ausência de contato dos dentes entre si quando os maxilares estiverem em repouso, pelo fato de haver uma abertura entre os incisivos, depois dos caninos, pré-molares e molares terem encostado. Afora o problema dos dentes não se tocarem, neste caso, os lábios, na maioria das vezes, também não se fecham, além de parte da gengiva superior ser mostrada ao falar e ao sorrir, dando a seu portador uma aparência ruim, que levou inclusive ao surgimento pejorativo de um apelido desagradável: boca aberta. Vista de perfil, nota-se um aumento de altura na parte inferior da face, gerando um ângulo mandibular aberto demais. Os leigos confundem, pelas semelhanças, com a protrusão, que é uma conseqüência da compressão, cuja causa está relacionada à respiração bucal, pela dificuldade de respiração nasal e compressão do maxilar. Estão relacionadas à hereditariedade, alteração das glândulas endócrinas, hipofunção e estrutura dos dentes, raquitismo e desenvolvimento insuficiente da mandíbula.

Para todos os casos, são feitos levantamentos radiográficos, estudos de traçados, análises cefalo­métricas e avaliação da idade óssea do paciente, todos com a finalidade de proporcionar maior conhecimento do problema, correto diagnóstico para montagem do plano de tratamento e elaboração de um prognóstico, pelo qual se poderá saber como ficará o paciente depois de tratado. A maioria dos tratamentos é através da utilização de aparelhos para correção de posicionamento, não só dos dentes, mas também do osso que os circunda, para que a correção seja total e definitiva. Para casos mais complexos, pelo próprio acentuado do problema ou pela época em que o profissional foi chamado a intervir, a solução pode se limitar a ser cirúrgica, ou ainda, no caso do tratamento conservador, o aparelho não apresentar o resultado esperado.

As vantagens do tratamento são não só estéticas, mas também, e principalmente, funcionais. Pela estética, muda totalmente a aparência, os dentes voltam a se tocar, os lábios fecham e, de perfil, a aparência se normaliza. A respiração tende a voltar para nasal e a justificativa do apelido desaparece. Melhora a auto-estima e esta nova aceitação traz de volta o prazer para o convívio social. Do ponto de vista funcional, com o toque dos dentes incisivos, os quatro da frente, melhora a mastigação, retornando o corte inicial dos alimentos a ser feito pelos dentes da frente, que antes não se tocavam, ficando os de trás com a exclusiva função de trituração dos alimentos. A fonética se normaliza, permitindo melhor entonação e emissão de sons antes difíceis como o assobio, por exemplo. O falar e o sorrir voltam a normalidade, assim como as expressões faciais mais comuns. Na verdade, processa-se toda uma reabilitação estética, fonética e funcional, com a volta à normalidade de todas as funções.

Seu dentista, ao avaliar o caso, deverá se encarregar de indicar um ortodontista, o dentista especialista em correção dos dentes, mais apropriado para o caso. Este após estudos e medições, e de acordo com a idade do paciente, elaborará um plano de tratamento adequado. Cada caso recebe um aparelho específico, já que as anomalias não se repetem. Como as impressões digitais, cada organismo tem peculiaridades irrepetíveis e, como tal, requer uma solução diferente das demais. Quanto mais cedo identificado o problema, melhor, muito embora, fatores ligados ao crescimento e à idade óssea, façam com que existam momentos certos para iniciar o tratamento. Caso contrário, o prognóstico é diferente. Se iniciado na fase adulta, o crescimento não atuará a favor.

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PARA CORRIGIR



DIASTEMA

Defeito para uns, charme para outros, o certo é que não conseguimos passar sem observar a presença deste afastamento entre os dentes centrais da maxila, o que comprova a força de atração que nossos olhos têm ao incidir sobre a boca, principalmente quando ela sorri. Se o sorriso for bonito é razão de admiração, havendo algum defeito, nossa concentração visual é voltada para ele, principalmente se for num ponto bem central da boca, como é o caso dos diastemas. Sua causa pode ser o freio labial, que une o lábio à maxila, não ter retrocedido convenientemente e ficado aí unido durante a erupção dos incisivos centrais permanentes. Alguns têm a sorte dele se fechar sozinho, à medida que a dentição se desenvolve e busca espaço para crescer. Nos casos em que ele não se fecha, o motivo que o determina pode ser outro, como talvez a presença de dentes extras que não nasceram, problemas com a oclusão ou pressão lingual.

Nos casos em que o motivo for determinado por pressões, constatado por uma isquemia (branqueamento por ausência de sangue) na zona da papila ao puxar-se o lábio e seu freio, o diastema acontece porque o lábio está hipertrofiado (apresentando desenvolvimento excessivo). Para este motivo, fazendo-se a extirpação desta aderência do freio à papila, a tendência é a diminuição do diastema. Noutros casos, corrige-se pelo uso de aparelho ortodôntico, mudando a posição errada dos incisivos laterais e caninos, que para se posicionarem adequadamente, levam os dentes centrais para o seu devido lugar. Quando o fato causador for por espessamento do tecido ósseo da região, somente uma cirurgia pode corrigi-lo. Uma alternativa é corrigir o defeito através de restaurações estéticas por adição de resinas que se unirão por fotopolimerização (uso da luz para endurecer a resina) aos dentes aumentando seu volume, corrigindo a estética, sem interferirem na parte vital do dente.

A principal razão que leva as pessoas a buscar tratamento para os diastemas é estética. Sentem-se mal com o defeito e acham que esta abertura enfeia seu sorriso. Outra é a psicológica, principalmente pelo fato de muitos fazerem perguntas e comentários, alguns pejorativos e isto, pela repetitividade, o irritar. A correção, no caso, seria uma forma de livrar-se destes inconvenientes. Para outros, a busca de tratamento é fonética, já que esta abertura, de vez em quando, provoca sons indesejáveis e noutras não permite entonações certas. Todas estas razões são mais comuns na infância e adolescência. Quando a procura por tratamento se dá na fase adulta, um dos motivos é simplesmente mudar a aparência ou ganhar uma nova força no sorriso. Este tipo de restaurações tem tanta propriedade, que esta mudança pequena altera toda a expressão facial, talvez porque, em alguns casos, seus portadores passaram a vida inteira tentando minimizar o defeito, procurando omiti-lo pela limitação do sorrir e agora tendo o diastema fechado, sentem prazer redobrado para sorrir.

Se o diagnóstico tiver sido o freio, seu dentista poderá, em uma pequena manobra, resolver o problema. Se forem necessárias modificações na posição dos laterais e caninos, o ortodontista é o especialista indicado para este procedimento e, no caso da solução ser pela restauração estética, esta poderá ser feita pelo seu dentista que, se entender necessário pela dificuldade que alguns casos extremos apresentam, pela cor, forma ou tamanho do diastema, irá encaminhá-lo a um especialista em dentística restauradora. O mesmo acontecerá na situação em que houver necessidade de um ortodontista. Outras alternativas mais apropriadas poderão ser avaliadas em conjunto pelos dois especialistas, inclusive uma ação conjunta de ambos.

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PARA SEUS



DENTES NÃO CAíREM

O maior castigo para os que não cuidaram adequadamente da dentição natural é a perda sumária dos dentes e sua conseqüente discriminação social por sua ausência, que se agrava na medida em que a perda for de mais dentes ou se situar na região anterior. Nossos hábitos de comportamento têm códigos que ninguém nos ensinou, mas que nos levam a prestar atenção em defeitos físicos, principalmente se forem na face. Os que trazemos desde o nascimento e sem a participação voluntária do portador, nos causam dó e os decorrentes de maus cuidados, nos levam a julgamento de seu possuidor. Ter dentes e gengivas bem tratados, além de uma preocupação com a saúde do nosso corpo, é hoje uma forma de identificação do grau de desenvolvimento social de uma pessoa e usado como avaliação natural na obtenção de empregos e na própria aceitação para convívio interpessoal. Perder dentes é também sinal de envelhecimento, principalmente se forem perdas precoces. Os sentimentos de mutilação que sua falta nos traz são subjetivos, pela atenção que prestam ao detalhe os demais humanos, embora, em alguns casos, esta postura seja até desumana.


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