Wagner moura vive hamlet



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WAGNER MOURA DÁ VIDA AOS DILEMAS DE HAMLET

EM MONTAGEM DIRIGIDA POR ADERBAL FREIRE-FILHO
Sucesso na temporada paulista, clássico

de Shakespeare chega ao Rio em março


FOTOS EM ALTA RESOLUÇÃO: WWW.CANIVELLO.COM.BR

Escrito por William Shakespeare na virada do século XVII, ‘Hamlet’ se tornou o personagem mais celebrado de toda a história do teatro ocidental. Foi a possibilidade de dar vida aos seus dilemas que motivou Wagner Moura a retornar aos palcos, no ano passado. O ator produz e protagoniza uma nova montagem do clássico, assinada por Aderbal Freire-Filho. Depois de colher elogios em São Paulo – onde foi vista por 40 mil espectadores, em oito meses –, a peça desembarca no Rio de Janeiro no próximo dia 13 de março, para temporada no Oi Casa Grande. O patrocínio exclusivo é do Bradesco PRIME.


Em cena, o elenco busca afastar o tom impostado de representação e preservar o frescor do texto shakespeariano. Para isso, Aderbal resolveu fazer uma nova tradução da peça, assinada em parceria com a professora de inglês Barbara Harrington e o próprio Wagner Moura. “Nossa tradução não privilegia o literário, mas busca a humanidade do que é dito. Não foi feito nenhum corte, mas conseguimos deixar o texto mais comunicativo”, avalia o ator. “Não buscamos a coloquialidade, mas a clareza de uma poesia não rebuscada. Descobri muita coisa traduzindo. ‘Hamlet’ é a peça de Shakespeare que mais fala sobre teatro: esse acabou sendo o mote de minha direção. Em cena, teremos os atores sempre no palco, como se fossem uma companhia de teatro contando a história”, explica Aderbal, que tem outra peça do bardo inglês no currículo: ‘As you like it’, montada em 1985.
A ideia central da encenação foi baseada no famoso conselho de Hamlet aos atores, no terceiro ato da peça, quando ele usa uma companhia de teatro para encenar a morte de seu pai na frente do verdadeiro assassino, Claudio (Tonico Pereira). Na cena, Hamlet pede para que os atores esqueçam o tom impostado e respeitem o texto, assim como Aderbal pediu ao elenco desta versão: “Quero manter Hamlet vivo, como se dissesse o texto pela primeira vez e não repetindo palavras impressas. Quero que as pessoas entendam o que acontece no palco. O espetáculo é natural, acontece no presente, mas não é naturalista e nem de época”, frisa.
O diretor foi o primeiro nome lembrado por Wagner para o projeto. A encenação também era um antigo desejo de Aderbal, responsável pela última peça do ator, “Dilúvio em tempos de seca” (2004). “Nos ensaios, percebi que meus outros personagens tinham uma sombra de Hamlet, alguns também não tinham pai e eram sombrios ou melancólicos”, analisa Wagner sobre a construção do atormentado príncipe da Dinamarca.
Para sua preparação, o ator assistiu a uma série de versões do texto no cinema, em filmes estrelados por Laurence Olivier, Innokenti Smoktunovsky, Mel Gibson, Adrian Lester, Kenneth Branagh, Blair Brown e Ethan Hawke. Um dos maiores especialistas em Shakespeare, o crítico literário inglês Harold Bloom chegou a afirmar certa vez que “o personagem é dotado de brilho espiritual e intelectual superior ao de todos nós, humanos, e de seus intérpretes, inclusive”. Wagner concorda quanto às diversas facetas de Hamlet: “Ele é muitos e cada intérprete é um Hamlet diverso, não só porque os atores são diferentes. O personagem é tão complexo que nos comporta a todos”, analisa o ator, cujo empenho lhe rendeu o último Prêmio Contigo de Teatro na categoria Melhor Ator e o título de Artista do Ano, da revista Bravo.
Com mais dez atores, o elenco traz nomes como Georgiana Góes (Ofélia), Mateus Solano (Horácio), Fábio Lago (Laerte) e também Gillray Coutinho (Prêmio Eletrobras por ‘O Púcaro Búlgaro’) e Candido Damm, parceiros de longa data de Aderbal. Carla Ribas volta ao teatro para viver a rainha Gertrudes, depois do êxito como protagonista do elogiado longa ‘A Casa de Alice’, selecionado para a penúltima edição do Festival de Berlim.
Recém-premiada com o Shell por ‘As Centenárias’, a dupla Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque assina a cenografia. De acordo com a proposta central de Aderbal, eles deixaram o palco vazio, com poucos elementos e duas laterais onde os atores permanecem o tempo todo, assistindo o desenrolar da trama como plateia, trocando de roupa e de papéis. Algumas projeções – com imagens de cena filmadas em tempo real – ilustram a parte central do cenário em momentos específicos.
Apesar de uma discreta inspiração na Renascença, os figurinos de Marcelo Pies – vencedores do Prêmio Contigo! – não determinam época nem local. “As roupas são neutras, equilibram o épico com o atual, mas não são roupas de hoje em dia. O espetáculo mostra uma atualização profunda, mas não busca a modernidade aparente”, analisa Aderbal. Parceiro do diretor em uma série de trabalhos, Maneco Quinderé é o responsável pela iluminação.
A trilha sonora ficou a cargo de um estreante na área: Rodrigo Amarante, que até o ano passado integrava o quarteto Los Hermanos. Apaixonado por teatro, o músico assistiu aos últimos trabalhos de Aderbal e se ofereceu para fazer a música de um próximo espetáculo. Ele apresentará canções inéditas, compostas especialmente para a montagem.
A tragédia de Hamlet
No Castelo de Elsinor, na Dinamarca, o fantasma do Rei Hamlet aparece para seu filho, o príncipe Hamlet, e exige uma vingança. O espectro diz ter sido envenenado pelo próprio irmão, Claudio, enquanto dormia. Claudio acaba se casando com a Rainha Gertrudes, mãe de Hamlet, roubando de seu pai a um só tempo a vida, a coroa e a mulher. Paralelamente, Hamlet se apaixona pela jovem Ofelia, filha de Polonio, conselheiro de Claudio e Gertrudes, e irmã mais nova de seu amigo Laertes.
HAMLET
De William Shakespeare

Tradução de Aderbal Freire-Filho com Barbara Harrington e Wagner Moura

Direção de Aderbal Freire-Filho

Com Wagner Moura, Tonico Pereira, Carla Ribas, Georgiana Góes, Mateus Solano, Candido Damm, Fábio Lago, Felipe Koury, Gillray Coutinho e Marcelo Flores

Cenário: Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque

Iluminação: Maneco Quinderé

Figurinos: Marcelo Pies

Trilha Sonora: Rodrigo Amarante

Produção Executiva: Nil Caniné
Direção de Produção: Sérgio Martins
Realização: Sérgio Martins & Wagner Moura

Patrocínio: Bradesco PRIME



SERVIÇO
Estreia dia 13 de março

Temporada de 13 de março a 31 de maio de 2009

Oi Casa Grande

Avenida Afrânio de Mello Franco, 290 – Leblon.



Tel: (21) 2511-0800.

Horários: Sextas e sábados, às 20h30. Domingos, às 19h30.

Ingressos a R$ 90 (platéia) e R$ 80 (balcão)

Duração: 180 minutos (com intervalo de 15 minutos)

Lotação: 927 lugares

Classificação Etária: 14 anos

Informações para a imprensa:
Factoria Comunicação
Mario Canivello (mario@canivello.com.br)

Vanessa Cardoso (vanessa@factoriacomunicacao.com)

Pedro Neves (pedro@factoriacomunicacao.com)

Tels: (21) 2239.0835 / 22740131




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