Vazamento acùstico



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Rogério Dias Regazzi


Diteror Isegnet.com.br

PERIODICIDADE
A periodicidade com que os instrumentos de medição devem ser submetidos à recalibração está vinculada a vários fatores intrínsecos ao seu projeto (características construtivas) e, também, da sua forma de utilização, como por exemplo: tempo de utilização, sistema e método de medição, pessoal responsável pela quarda e manutenção do padrão, condição ambiental e de montagem, hierarquia de rastreabilidade, entre outras.
A prática da recalibração é essencial para se manter a confiabilidade nas medições realizadas garantindo uma maior segurança nos resultados obtidos e um melhor controle do processo dentro de níveis de tolerância especificados (limites de especificação) para os serviços determinados. É através de comparações com padrões de referência de ordem mais alta que se evidencia o controle de padrões de trabalho, medidores, instrumentos e equipamentos; para posterior medição de características de processo e produto. Verifica-se, deste modo, se os elementos estão fora de tolerância ou, caso haja necessidade, devam ser retirados de operação para uma calibração completa.
Existem vários métodos para rever o período de calibração de instrumentos, sendo estes diferenciados conforme tratados individuamente ou em grupo; por causa da sua deriva no tempo ou forma de utilização; se há informação disponível; ou que se tenha algum dado importante para o historial das calibrações anteriores que devem estar documentadas.
CONSERVAÇÃO DO PADRÃO
A escolha do padrão depende de aspectos metrológicos, técnicos e econômicos. Deve-se estabelecer onde esse padrão será utilizado; definir ,a prinçípio, um intervalo de recalibração baseado em experiências anteriores ou recomendações do fabricante; estabelecer a forma de manuseio, armazenagem e o pessoal responsável pela garantia da exatidão do padrão.
Pela importância que se tem no estabelecimento do período de calibração dos transdutores os "princípios de conservação" de padrões foram classificados de acordo com as seguintes formas:
1) Principios Gerais - válidos para todos os padrões:


  • para o uso correto dos padrões (observando a sua documentação) deve-se restringir a calibração e verificação de padrões de menor ordem, seguindo uma hierarquia prescrita, ou instrumentos regularmente utilizados. Esse padrão não deve ser usado para medições rotineiras;




  • o uso do padrão deve ser restringido a pessoas autorizadas e qualificadas. Se, por algum motivo, muitas pessoas utilizam o mesmo padrão, designar uma delas para ser responsável pelo mesmo;




  • os padrões, exceto aqueles designados como viajante, devem ser guardados em lugar e ambiente adequado com as devidas descrições e procedimentos de medição;




  • deve-se regularmente checar as condições do padrão e, se possível a variação ao certificado. Presente este procedimento no programa de recalibração/reverificação determinado pela organização;




  • quando alterações nas características do padrão forem verificadas, retira-lo de operação para ser submetido a recalibração ou reverificação, ou ainda isola-lo;




  • registros de uso e controle do padrão devem ser arquivados;




  • o uso do padrão deve estar de acordo com a hierarquia e campo de aplicação especificados. Esta forma de classificar o padrão é estabelecida, entre outras, pela razão entre a exatidão do padrão a outros de menor ordem ou, a instrumentos de medida que estejam sendo recalibrados ou reverificados por este padrão.


2) Regras Específicas - válido a padrões de certo tipo e certa qualidade:





  • exigências relacionadas ao lugar de utilização;




  • instalação, ajustagem e preparação do padrão para uso;




  • procedimentos de medição: o que é permitido e o que não é permitido;




  • métodos de registro e avaliação dos resultados;




  • exames externos, o funcionamento e as características metrológicas controladas;




  • precauções de segurança que devem ser tomadas durante os trabalhos, as medidas das variáveis de influência que estão presentes com significativas alterações às estabelecida por carta (certificado) - possibilitanto dessa forma, futuras correções.


3) Condições Individuais - válido para padrões de certo modelo, construção e método específico de uso:
- as "Condições Individuais" são relacionados ao uso do padrão sugerido pelo fabricante, como: condições de operação (limites destrutivos), todas as informações necessárias para o boa operação, resultados de princípios e regulações, ambiente de calibração, etc. Estas "Condições Individuais" fazem parte da documentação que vem acompanhada do padrão e nos oferece a base necessária de informação para sua ideal proteção e uso.
O padrão de referência de mais alto nível dentro da hierarquia do laboratório, deverá ser rastreado a padrões de Institutos Nacionais ou Internacionais e, dependendo do seu grau de exatidão, deverá sofrer uma recalibração pelo método absoluto como, por exemplo, a interferometria a laser no nosso caso.
3.1) Fatores que Influenciam na Frequência de Calibração
Para um sistema de calibração e ensaio, é a determinação da periodicidade temporal entre calibrações sucessivas dos padrões de referência e, dos instrumentos de medição que garantem a eficácia do mesmo; propiciando um maior controle das incertezas e, consequentemente, melhor estimativa do valor verdadeiro da grandeza que se pretende medir.
Sendo o padrão de referência a ponta da pirâmide de rastreabilidade do laboratório, qualquer desvio significativo da sua característica metrológica afetará todos os sistemas de medição calibrados a partir do mesmo, numa ordem crescente de erros que atingirá a base da pirâmide formada pelos equipamentos e medidores, comprometendo, desta forma, o resultado das medições realizadas.
Vários fatores podem influênciar a frequência da recalibração e devem ser levados em consideração. São relacionados a baixo alguns deles:
a) condição ambiente onde eles são utilizados;

b) as diferenças alternativas no transporte para ser deslocado;

c) o grau e a severidade das condições de utilização;

d) o tipo de equipamento;

e) as recomendações dos fabricantes;

f) a extensão dos cabos condutores e suas respectivas qualidades;

g) a exatidão da medição pretendida;

h) a variedade de "operadores humanos";

i) as informações das tendências obtidas a partir dos relatórios anteriores das calibrações passadas;

j) a periodicidade e a qualidade das operações de calibração realizadas internamentes;

k) a troca de componentes originais por similares;

l) os custos da calibração - procura-se o maior intervalo de calibração sem que ocorram mudanças significativas nos resultados das medições pretendidas dentro de uma tolerância aceitável.
3.2) Estimativa do Intervalo
O intervalo susceptível em que um instrumento se mantém dentro das tolerâncias pode ser estimado quando o operador possui experiência de medição e familiaridade junto aos intrumentos que compõem o sistema de calibração e, inclusive o conhecimento dos intervalos utilizados por outros laboratórios. Dentre os fatores que proporcionam a estimativa desse intervalo, podemos citar:
. as recomendações dos fabricantes dos instrumentos;

. a estimativa do grau ou da severidade das condições de utilização;

. a influência do ambiente;

. a exatidão da medição pretendida.


O ajuste da periodicidade de calibração, uma vez estabelecido pelo plano de calibração, propõe equacionar do melhor modo, os riscos e os custos desta prática. Os custos da utilização dos instrumentos inexatos serão sempre superiores aos dos instrumentos exatos, mesmo que haja falta de meios financeiros ou de pessoal para a realização.
Os vários métodos para rever os períodos de calibração diferem-se conforme:





  • . o desvio das tolerâncias devido a sua deriva no tempo;




  • . haja ou não informações dispensáveis sobre as calibrações anteriores.

Abaixo encontramos vários exemplos de intervalos de calibração, para diferentes instrumentos de uso geral em laboratórios de acústica e vibração, que podem ser úteis como proposta inicial para um programas de recalibração estruturado. A ideia de se construir uma tabela com tais instrumentos, partiu de um questionário que contou com a participação das seguintes organizações:




  • Office for Standards and Measurements (CSSR)




  • National Physical Laboratory (UK)




  • Physikalisch-Technische Bundesanstalt (PTB)




  • Van Swinder Laboratorium (Netherlands)




  • Direccion General de Normas (México)

Neste questionário, considerou-se os intrumentos operando em condições normais de trabalho, com uma exatidão média de medição e, sem sair do intervalo de precisão para os quais foram construidos. Dividiu-se esses instrumentos em três categorias:


 instrumentos de trabalho;
 de transferência de padrões;
 instrumentos de referência.




Instrumentos



Intervalo Inicial de Recalibração em Meses


de Medição

CSSR

UK

FRG

Neth


Mexico

P.Trab P.Trans P.Ref



Escalas lineares

36

24

-

24

3 6 12

transd. de deslocamento

36

6

-

12

- - -

Sistemas de. Interferometria a laser

24

24

6-12

6

12 24 36


Medidores de ângulo

36

24

-

12

6 12 24

Superfície Optic Planas

-

12-16

-

24

6 12 24

Textura de superfície

-

-

-

24

6 12 24

Barômetros

24

6-12

-

-

12 24 36

Célula de Carga de Strain Gauge

24

12

24

24

6 12 24


Célula de Carga de elemento piezo-elétrico

24

12

24

-

6 12 24


Contador eletrônico

24

12

-

3-12

12 24 36

Estroboscópio

24

-

-

12

6 12 24

Tacômetros

24

6

-

12

12 24 36

Medidores de vibração

24-

-

-

12

6 12 24

Acelerômetros

24

12

24

12

6 12 24

Capacitor padrão

36

-

12-60

12

6 12 24

Medidores de Frequência

-

-

-

12

5 10 45

Ponte de Wheatstone

60

-

-

12

3 6 12

Voltímetro analógico

24

-

-

12

- - -

Voltímetro digital

24

-

-

3

2 6 12

Padrões de ruido

-

-

-

12

6 12 24

Lasers

12

-

-

-

6 12 24

Detectores fotoelétricos

-

-

-

24

3 6 12

Medidores de nível sonoro

24

-

-

12

6 12 24



BIBLIOGRAFIA
[1] - Glossário da Qualidade edição DGQ. 1981;

[2] - Periodicité des Calibrations, Paris, L.F.Pau, École Nationale Superieure des Télécommunication. 1978.

[3] - Guidelines for the Determination of Recalibration Intervals of Measuring Equipmente Used in Testing Laboratories - "ORGANISATION INTERNATIONALE DE METROLOGIE LÉGALE"

[4] - Principles Concerning Choice, Official Recognition, Use and Conservation of Measuremente Standards - OIML.

[5] - Force Measuring Systems of Testing Machines - Time Interval between Calibration - Australian Standard 2193/1978.

[6] – Periodicidade de Calibração de Transdutores de Acústica e Vibração – Revista do INMETRO, Regazzi, Rogério Dias, 1996.








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