Vanessa barbosa facina



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VANESSA BARBOSA FACINA




TÍTULO


Evolução do estado nutricional de mulheres com câncer de mama e sua relação com a ingestão alimentar e os sintomas gastrintestinais
DATA DA DEFESA: 23/06/2010

RESUMO

O câncer é um importante problema de saúde pública mundial e, também, em países em desenvolvimento, como o Brasil. Dentre os tipos mais frequentes entre as mulheres brasileiras, têm-se os cânceres de mama, de colo de útero e de ovário. Nesta pesquisa foram estudados aspectos relativos à alimentação e nutrição de mulheres acometidas por estes cânceres ginecológicos, com o objetivo de avaliar o efeito da quimioterapia na evolução do estado nutricional destas mulheres considerando os sintomas gastrintestinais, o consumo alimentar e as alterações nos exames bioquímicos. Participaram do estudo 29 mulheres, sendo 22 acometidas pelo câncer de mama, 4 pelo câncer de ovário e 3 pelo o de colo de útero. Para tanto, no 1º, 3º e 5º ciclos de quimioterapia foram realizadas entrevistas nas quais as pacientes eram inquiridas sobre intolerâncias alimentares, sintomas gastrintestinais e aplicada a Avaliação Subjetiva Global Produzida Pelo Paciente (ASG-PPP).O consumo alimentar foi avaliado pelo recordatório do consumo de 24 horas, no dia que precedeu a quimioterapia e no dia do procedimento. No dia da quimioterapia foi realizada ainda a avaliação antropométrica. Os dados de exames bioquímicos e de protocolos de quimioterapia foram coletados dos prontuários. Como resultado se obteve que durante a quimioterapia, os sintomas mais frequentes foram: náusea, disgeusia, obstipação, anorexia, diarreia e mucosite. O consumo alimentar sofreu redução em relação à quantidade de energia e nutrientes ingeridos no período em que a paciente realizava a sessão quimioterápica em relação ao período que antecedia a esta. Houve pequena, mas significativa redução na média geral do peso corporal do primeiro para o terceiro ciclo de quimioterapia. No entanto, a maioria das mulheres com câncer de mama ganhou peso durante o procedimento. Não houve associação da frequência dos sintomas com os indicadores antropométricos, mas sim com o consumo de macronutrientes e eritrócitos. A ASG-PPP indicou piora do estado nutricional com a evolução dos ciclos da quimioterapia, sendo significativa a piora na capacidade funcional e nas condições físicas das pacientes. Concluímos que a quimioterapia teve efeito na evolução do estado nutricional das pacientes, à medida que esta modalidade de tratamento desencadeou um efeito em cascata iniciado por uma série de sintomas gastrintestinais que alteraram a ingestão alimentar e, esta por sua vez, influenciou nos indicadores bioquímicos, clínicos e antropométricos.




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