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ESTUDO DE CASO: PLACENTA PRÉVIA
Liliane Jorge Durães¹

Marislei Barasileiro²




  1. CONSULTA DE ENFERMAGEM



    1. Identificação

J.J.S, 30 anos, sexo feminino, brasileira, solteira, vive com companheiro a 2 anos. È natural de Umuarama, Paraná, atualmente reside em Maringá. Católica, mora com a mãe, dois filhos e o companheiro.





    1. Expectativas e percepção

A paciente encontra-se em sua quarta gestação, com 20 semanas de gestação, e seu terceiro parto, com um aborto, nunca evitou gestação por método anticoncepcional, evitada por método de tabelinha, não desejava ser mãe novamente, pois está passando por dificuldades financeiras e seu relacionamento não está em um bom momento. Relata que ela e seu companheiro estão desempregados, e vivem com aposentadoria da mãe, com quem mora. Relata que não tem como procurar emprego, pois tem duas crianças pequenas dentro de casa, e ainda tem que cuidar da mãe de 60 anos que é hipertensa e cardiopata. Relata que sua primeira gestação que foi de uma menina, que hoje tem 8 anos correu tudo bem, mas que desenvolveu DHEG em sua segunda gestação, e por não ter condições de seguir o tratamento acabou tendo um aborto espontâneo, e em sua terceira gestação teve que tirar o bebê antes do tempo normal, por causa de complicações no decorrer da gestação, relata ter medo ter medo de sofrer outro abortamento. Não fez o acompanhamento correto do pré-natal em nenhuma das gestações anteriores, começou a fazer o pré-natal logo que descobriu a gestação, mas porém, relata que o posto de saúde mais próximo de sua casa fica há 6 Km de sua casa,


¹ Acadêmica de Enfermagem , 5 º Período, UNIP

² Coordenadora do Curso de Enfermagem, Orientadora da Disciplina de EEO e EI do 5º Período , UNIP.


e por isso não tem condições de ir a pé, e diz não ter dinheiro para ir de ônibus, porém tem faltado as consultas, relata que em sua terceira consulta do pré-natal, o médico detectou que tinha placenta prévia, e lhe disse que teria que ficar de repouso durante toda a gestação, pois senão poderia te um novo aborto, ou ter que tirar seu bebê antes do tempo, sendo ela muito católica diz ter muita fé em Deus. Foi orientada a seguir as orientações médicas e da Enfermagem, nas quais deve procurar se alimentar bem, manter repouso absoluto, entre outras. Ela encontra-se de angustiada pois não sabe como fazer, pois não tem condições de manter repouso e nem mesmo de ter uma boa alimentação, mas não que perder seu bebê, pois relata que foi enviado por Deus. Foi orientada a voltar nas próximas consultas de pré-natal. Relata não ter condições de pagar pelo seu parto e por isso terá seu bebê na rede pública, na qual não tem queixas, pois diz sempre ter sido bem atendida.



    1. Necessidades básicas

Dorme de 6 à 8 horas por noite, repousa durante o dia. Não faz atividades físicas. Dentre os alimentos que como, temos: arroz, feijão, legumes. Toma líquidos regularmente, urina várias vezes ao dia. Suas evacuações são normais. Atividade sexual com desempenho satisfatório. Toma banho duas a três vezes ao dia.

Foi observado que a paciente encontra-se muito preocupada com como conseguirá realizar seu parto, e como conseguirá o enxoval para seu bebê. Foi observado que ela precisa de apoio familiar, se sente culpada por não ter condições de manter sua gestação e seus filhos.

Mora em imóvel próprio, com 2 quartos, 1 sala, 1 cozinha, 1 banheiro e garagem, com água encanada, rede de esgoto, energia elétrica, possui coleta de lixo 3X por semana.

Quer bem sua família, freqüenta uma Igreja católica, e tem muita fé em Deus. Costuma estar atenta a sua saúde.



    1. Exame físico

A paciente encontra-se em estado regular, hidratada, hipocorada, estado nutricional abaixo dos padrões normais. Pele íntegra sem lesões, asseada com higiene dentro dos padrões da normalidade. Turgor e umidades normais, cabelos com presença de sujidade, boa postura durante o exame, porém relata mialgia generalizada. Sem anormalidades e seu crânio, acuidade visual normal, sem maiores alterações no aparelho oculomotor. Acuidade auditiva normal. Face sem maiores alterações. Pescoço sem anormalidades. Dentição prejudicada, com presença de halitose, cáries, lígua saburrosa e relata gengivorragia durante a escovação. Normotérmica com temperatura axilar = 35,7ºC, normosfigmica com pulso radial = 89 bpm, eupneica com freqüência respiratória = 19 ipm, normotensa com pressão arterial = 110 x 70 mmhg. Não fuma, não consome bebidas alcoólicas. Tórax sem alterações anatômicas, mamilos protusos, com presença de colostro, sendo sensíveis ao à palpação, mamas flácidas. Ausculta pulmonar dentro dos padrões de normalidade. Ausculta cardíaca normal com RCR, BNF 2T, sem sopro. Abdome gravídico, AFU = 23 cm, posição direita, situação longitudinal, apresentação cefálica, BCF positivo (+), MF positivo (+), DU = ausente. MMSS com sensibilidade e força motora preservada, em todas as extremidades palpáveis. MMII sem presenças de lesões, hematomas, perfusão periférica normal.




  1. ANÁLISE INTEGRAL




    1. Aspectos Anatômicos

Segundo FATINNI (2000, p.151). O útero é o órgão que aloja p embrião e no qual este se desenvolve até o nascimento. Envolvido pelo ligamento longo, te, em geral a forma de uma pêra invertida, e nele se distingue quatro partes: fundo, corpo, éstmo, e cérvix. O corpo comunica-se de cada lado com as tubas uterinas e a porção que fica acima deles é o fundo. O útero varia de forma, tamanho, parição e estrutura. Estas variações dependem da idade do estado de plenitude ou vacuidade da bexiga e do reto e sobretudo, do estado de gestação. O cérvix tem sua extremidade voltada para trás e para baixo, de forma que existe uma discreta angulação ao nível do éstmo. Com relação ao eixo da vagina, o útero faz um ângulo de cerca de 90º. Na sua porção o útero apresenta três camadas:



  1. Interno do endométrio, que sofre modificações com a fase do ciclo menstrual, uterino ou na gravidez;

  2. Média ou miométrica, de fibras musculares lisas e constituindo a maior parte da parede uterina;

  3. Externa ou perimétrio, representado pelo peritônio. As paredes do útero são espessas em razão da musculatura, mas a cavidade uterina é relativamente estreita no útero gravídico. Mensalmente, o endométrio se prepara para receber o óvulo fecundado, ou seja, o futuro embrião.

Segundo NEME ( 3ª ed. P. 394). A placenta pode ser considerada como a oposição ou fusão das membranas fetais com a mucosa uterina e tem objetivo de promover as trocas de nutrientes, gases e metabólitos entre os organismos materno e fetal (Mossman, 1965).

O processo de implantação pode ser dividido em três fases: oposição, adesão ou invasão.




    1. Aspectos Fisiopatológicos

Segundo Lenir Mathias (3ª ed. P. 394). A placenta prévia é aquela que se insere total ou parcialmente no segmento inferior do útero, localizando-se próxima ou sobre o orifício interno do colo, podendo estar ou não a frente da apresentação fetal.

Não existe uniformidade na placenta prévia, explicando as variações quanto a incidência da patologia.

Existem quatro tipos de inserção placentária:



  1. Lateral ou implantação baixa da placenta, quando sua borda inferior se situa pelo menos 7 com do orifício do colo.

  2. Marginal, quando a borda inferior da placenta atinge o orifício interno do colo, porém não o ultrapassa.

  3. Centroparcial, quando a placenta obstrui parcialmente o orifício do colo, podendo ser vista e tocada ao exame vaginal, na dilatação cervical.

  4. Centrototal, a placenta cobre totalmente o orifício interno do colo.

O secundamento ao terceiro período do parto é também chamado de decedura, delivramento ou dequitação. Inicia-se após a expulsão do feto e termina com a expulsão da placenta.

Na grande maioria dos casos, a placenta prévia não é assintomática, até o segundo trimestre, ou até mesmo o terceiro trimestre, quando geralmente ocorre a primeira perda sanguínea.

Placentas situadas próximo ao orifício interno do colo, mas não sobre ele, durante o segundo trimestre, ou mesmo no início do terceiro trimestre, não tendem a persistir como placenta prévia no termo. Na ausência de qualquer outra anormalidade, a ultra-sonografia não precisa ser repetida com freqüência apenas para acompanhar a posição da placenta, e não é necessário repouso, exceto se a posição da placenta persistir após a 30ª semana ou torna-se clinicamente aparente antes daquele período.

O movimento aparente da placenta em relação ao óstio interno, provavelmente, resulta da incapacidade de definir precisamente tal relação em forma tridimensional utilizando-se a ultra-sonografia bidimensional no início da gravidez. Essa dificuldade está associada ao crescimento diferencial dos segmentos inferior e superior do miométrio à medida que a gravidez progride. Aquelas placentas que migram provavelmente nunca tiveram invasão vilosa circunferêncial que alcançou o orifício interno em primeiro lugar.

Os mecanismos envolvidos na Gênese da placenta prévia não são totalmente conhecidos. Qualquer problema que à deciduação deficiente, forçando o ovo a buscar outros locais, para sua oxigenação e nutrição, ou que interfira no processo de nidação, tornando-a tardia e provavelmente mais baixa, pode estar relacionado ao desenvolvimento da placenta prévia.



    1. Aspectos Bioquímicos

Sífilis – ausente

Hemograma completo – normal

Hemácias – 4.4 ferat/1

Hemoglobina – 13.3 g/dl

Hematócrito – 39%

Vern – 88.64 FT

HCM – 30.23 pg

CHCM – 34.10 g/de

Eritoblastos – 0/100 leuc

Plaquetas – 236.000

Leucograma – normal

Bioquímica – normal

Glicose – 60mg/de

Imunologia – VDRL não reagente

Toxoplasmose – não reagente

Rubéola – não reagente

Anticorpos – não reagente

Antígeno Austrólva HBS – Alo não reagente

Urina – normal

Fezes – normal, ausência de parasitas

HIV I e II – negativo

Chagas – não reagente

Hepatite – B e C não reagente

Ultra-som – obstétrica


    1. Aspectos Farmacológicos

Sulfato ferroso 3X ao dia




    1. Aspectos Biogenéticos

Não há consangüinidade no casal, possui antecedentes familiares hipertensos e cardiopatas, não há antecedentes com má formação congênita, não possui histórico de síndrome de Daw na família do marido.




    1. Aspectos Pisico-sociais

A paciente encontra-se preocupada, ansiosa, necessitando de apoio familiar, não tem apoio do atual marido, pois ele não confia nela, e questiona a sua paternidade, pois sua esposa tem um filho der cada parceiro, vem de uma família muito pobre, sem estrutura, sem estudo, atualmente se encontra desempregada, porém tem esperança que sua situação melhore, e que ela possa dar o melhor em atenção, cuidado e amor a seus filhos.




    1. Aspectos Epidemiológicos

Sua incidência varia de 0,3 a 1,7%, considerando-se apenas as placentas prévias sintomáticas.



É importante notar que a incidência aumentou com o número de cesárias prévias: 1,9 % com duas e 4,1% com três ou mais cesárias prévias.



  1. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM


  1. PRESCRIÇÃO DE ENFERMAGEM

  2. PROGNÓSTICO

  3. REFERENCIA BIBLIOGRÁFICAS





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