Universidade federal de juiz de fora



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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO

NUTRIÇÃO FUNCIONAL NA CIRURGIA BARIÁTRICA

JUIZ DE FORA/MG

2010

Universidade Federal de Juiz De fora

INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO

NUTRIÇÃO FUNCIONAL NA CIRURGIA BARIÁTRICA


Trabalho apresentado á disciplina de Introdução á Nutrição, do programa de graduação em Nutrição, por Daiane Priscila Lamego, Jessica AP N Barboza, Paola Reis de Oliveira, Samara Miranda Candiá e Tássia do Carmo Siviero. Professor: Renato Moreira Nunes.


JUIZ DE FORA/MG

2010

SUMÁRIO

Lista de tabelas iv

Resumo v

Abstract v



  1. Introdução vi

  2. Metodologia vi

  3. A obesidade vi

  4. A cirurgia vii

  5. A alimentação ix

5.1- A alimentação correta ix

5.2- O que ocorre de fato x

5.3- Indisciplina e consequências pós-cirurgicas x

6- Conclusões x

7- Referências Bibliográficas xi

Lista de tabelas

Tabela 1- Condições melhoradas com o tratamento cirúrgico da obesidade viii

Tabela 2- Complicações pós-operatórias ix

Resumo:

A cirurgia bariátrica é um método que tem sido utilizado para o emagrecimento e resgate da saúde, porém na grande maioria das vezes ocorre uma inadimplência por parte das pessoas submetidas a este procedimento o que acarreta o surgimento de doenças devido à má alimentação.

É de extrema importância um acompanhamento multidisciplinar visando tanto uma melhora estética quanto das necessidades nutricionais através de alimentos e suplementos.

Este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de mostrar transformações ocorridas na vida e na alimentação das pessoas submetidas à gastroplastia.



Abstract:
Bariatric surgery is a method that has been used for weight loss and health recovery, but in most cases there is a default on the part of persons undergoing this procedure which leads to outbreak of diseases due to poor nutrition.
It is extremely important a multidisciplinary monitoring program aimed as an aesthetic improvement of the nutritional needs through foods and supplements.
This work was intended to show changes occurring in the life and diet of people undergoing gastroplasty.

1-Introdução:

A cirurgia bariátrica é um procedimento que influencia diretamente a alimentação, pois gera restrição da quantidade de alimentos consumidos e causa deficiência nutricional o que pode ocasionar doenças relacionadas à alimentação.

Segundo BOAS e colaboradores (2003), citado por QUADROS e colaboradores (2006), citado por BONAZZI et al(2007), para que o procedimento cirúrgico torne-se um sucesso duradouro é fundamental o acompanhamento clinico- nutricional pós-operatório, no qual este deve ser criteriosamente realizado e continuado para o resto de suas vidas. Um dos aspectos mais importantes é a informação, e todo paciente deve ser exaustivamente conscientizado quanto às mudanças alimentares e nos seus hábitos de vida.

O objetivo do trabalho realizado é mostrar as transformações ocorridas na vida e na alimentação de pacientes submetidos a esse tipo de cirurgia.



2- Metodologia

No presente estudo foi realizada uma revisão bibliográfica utilizando artigos publicados nos últimos 10 anos. A procura dos artigos foi feita na internet nos sites scielo.br, bireme.br, indekx.com, ufv.br, teses.usp.br e ibpefex.com.br.



3- A obesidade

A obesidade é considerada uma doença crônica que compromete o organismo, gerada normalmente por maus hábitos alimentares onde há alta ingestão calórica e sedentarismo, causas genéticas, demográficas, psicológicas entre outras.

Segundo a OMS, a obesidade é dividida em três tipos:

Grau 1:quando o IMC está entre 30 e 34,9k/m²

Grau 2:quando o IMC está entre 35 e 39,9k/m²

Grau 3: quando o IMC ultrapassa 40k/m²



4- A cirurgia

A cirurgia bariátrica é indicada para pessoas com obesidade grau três. Essa cirurgia consiste numa redução do volume do estomago, impossibilitando a ingestão exagerada de alimentos. Esse procedimento é indicado após inúmeras tentativas de emagrecimento sem sucesso.

Para que essa cirurgia aconteça é necessário entre exames e dietas, um acompanhamento psicológico para promoção de suporte emocional sobre as restrições e transformações após a gastroplastia (Oliveira A.P.F. et al),e um acompanhamento nutricional onde a finalidade é identificar os hábitos alimentares, o estilo de vida e estado nutricional do paciente. Outras finalidades é reforçar a percepção do paciente de que a perda de peso é possível quando o balanço energético se torna negativo, identificar erros e transtornos alimentares, promover expectativas reais de perda de peso e preparar o paciente para a alimentação no pós- operatório.

Os tipos de cirurgia são: restritiva, diabsortiva e mista.

Na técnica restritiva o paciente come menos alimentos sólidos e pastosos e, conseqüentemente, emagrece. Esse método depende da colaboração do paciente, pois os líquidos podem ser ingeridos em mesma quantidade, mas se forem muito calóricos podem diminuir ou ate impedir a perda de peso.

A técnica diabsortiva permite ingerir maior quantidade de alimentos do que as outras técnicas e mesmo assim atingir uma excelente perda de peso ao longo do tempo. Isso ocorre por que gera uma sensação de saciedade precoce.

Já a mista associa restrição e diabsorção. É feito um grampeamento do estomago dividindo-o em duas partes, a menor parte se comunica direto com o jejuno e o intestino por onde o alimento irá transitar. A parte maior do estomago e o duodeno ficam isolados da passagem de alimentos.

Alem da perda de peso, as doenças melhoram ou desaparecem resultando em melhor qualidade de vida, como comprova a tabela abaixo:

Tabela 1- Condições melhoradas com o tratamento cirúrgico da obesidade


Cardiopulmonares

Hipertensão

Insuficiência Cardíaca

Edema

Insuficiência Respiratória

Síndrome de Hipoventilação da obesidade

Asma

Diabetes

Dislipidemia

Esofagite

Ginecológicas

Infertilidade

Gestação e parto

Incontinência urinária

Cirrose e fibrose hepáticas

Risco cirúrgico

Osteoartrite

Pseudotumor cerebral

Índices de qualidade de vida

Desemprego

Depressão

Ansiedade

Auto-estima

Interação social

Mobilidade física

Transtornos do sono

Tromboembolismo

(A. Cegal, J. Fadiño)

Por outro lado, esses procedimentos também produzem riscos nutricionais com carência de macro e micro nutrientes e ainda dificulta funções do intestino e do estômago.

Tabela 2 – Complicações Pós-operatórias:


Precoces

Tardias


Infecção da ferida operatória


Má-absorção de vitaminas


Estenose/ulceração gástricas


Má-absorção de sais minerais


Náuseas e vômitos

Colelitíase


Deiscência de sutura

Diarréia


Pneumonia

Neuropatia periférica


Embolia pulmonar

Anemias


(Fadiño et al)

5- A alimentação

5.1- A alimentação correta:

Após a cirurgia o paciente deve ter um acompanhamento para a reintegração gradual dos alimentos. Na primeira semana tem inicio uma alimentação liquida e coada com consumo de 50ml por refeição que deve ocorrer de 2 em 2 horas totalizando 300 a 350 kcal/dia. Na segunda semana, continua a dieta líquida, porém completa, o volume ingerido por refeição chega até 100 ml, aumentando o consumo calórico para 800 kcal/dia. Na terceira e quarta semana a dieta tem evolução para pastosa atingindo 1000 kcal/dia distribuídas em 6 refeições e alem disso deve- se ter uma atenção especial com a hidratação onde a ingestão de líquidos deve permanecer entre 1500 e 2000ml/dia(Sousa, verônica Júlia e BONAZZI et al).A partir da quinta semana tem introdução de sólidos com aproximadamente 150 ml ou 3 colheres por refeição. Sendo assim, é necessário uma melhor mastigação até que o alimento atinja consistência pastosa. Os líquidos não podem ser ingeridos durante as refeições, devem ser ingeridos nos intervalos, caso estejam muito quente ou gelado recomenda-se mantê-los por um tempo na boca para que ocorra a adequação da temperatura antes da deglutição (CAMBI e COLABORADORES, 2003, CRUZ, 2004, BONAZZI et al, 2007).



5.2- O que ocorre de fato:

Os pacientes submetidos à cirurgia muitas vezes ingerem além da quantidade recomendada e desenvolvem novos padrões alimentares recorrendo a alimentos de fácil ingestão como doces, sorvetes, torradas, tortas, ou seja, alimentos altamente calóricos. Essas pessoas tendem a consumir cervejas e outras bebidas alcoólicas por serem de fácil ingestão e provocar a sensação de saciedade. Sendo um passo para o alcoolismo.



5.3- Indisciplina e conseqüências pós-cirúrgicas:

A perda de peso nos primeiros anos após a cirurgia faz com que muitos pacientes não retornem ao acompanhamento médico e nutricional, pois julgam não ser necessário, assim com o passar do tempo voltam a engordar (BONAZZI, C.L. et al).

Alem disso muitos desenvolvem hábito beliscador por apresentarem um quadro compulsivo não diagnosticado no pré – operatório. Isso pode acarretar em um transtorno alimentar no qual a pessoa come além do permitido e se sente mal emocionalmente.

As conseqüências dessa indisciplina podem trazer complicações e comprometimento do resultado da operação (perda de peso). A absorção de proteínas, gorduras, ferro, vitaminas, cálcio, zinco, entre outros, são prejudicados acarretando em carências que podem levar à doenças relacionadas ao estado nutricional como anorexia, diarréia, síndrome de “dumping”, perda de peso, anemia e desnutrição energético- protéica.



6-Conclusão:

A cirurgia bariátrica é uma opção de tratamento da obesidade mórbida que é indicada após as falhas de outras alternativas de emagrecimento. O sucesso do procedimento é atingido quando há um acompanhamento de uma equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos e nutricionistas.

O fato da cirurgia gerar uma diminuição da quantidade de alimentos ingeridos desenvolve uma deficiência nutricional cotidiana que é suprida através de suplementos. Caso a alimentação correta não seja colocada em pratica, essa deficiência se agrava.

Portanto, é necessário que haja um acompanhamento continuo com nutricionista para que a reeducação alimentar se torne efetiva e todas as necessidades nutricionais desencadeadas pela cirurgia sejam supridas.



7 - Referências Bibliográficas:

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Silva, A. P. M. da et al, Acompanhamento nutricional em cirurgia bariátrica- Experiência do Hospital Naval Marcílio Dias, Arq. Brás. Med. Naval, 2005

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Sites: bireme.br

scielo.br

indekx.com

ufv.br


teses.usp.br

ibpefex.com.br




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