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CAJUEIRO ROXO


Nome científico: Anacardium occidentale L.

Família: Anacardiaceae

Nomes populares: Caju, acajú, acajuíba e caju manso.

Composição química: Taninos e polifenóis, ácidos fenólicos (anacardiol e ácido anacárdico), flavonóides (quercitina, apigenina e campeferol), óleos essenciais, como limoneno, vitamina C, etc. Possui atividade inibitória sobre Staphylococcus aureus, Micrococcus luteus, Proteus vulgaris, Salmonella typhi, Helicobacter pyloris, Pseudomas aeruginosa ,Bacillus cereus e Candida albicans, entre outos.

Ensaio farmacológico com o líquido da castanha mostrou que ele tem ação contra Streptococus mutans (cárie dentária) e Proprionibacterium acnes (acne)



Indicações: Antibacteriano, antiinflamatório, cicatrizante, hipoglicemiante, anti-hemorrágico.

Parte(s) usada(s): Casca do caule, folhas e fruto.

Modo de usar: Para uso interno, utiliza-se o decocto a 2%. Consumir de 50 a 200 ml por dia. Para uso externo, decocto a 5%.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O uso do chá das cascas em grande quantidade pode provocar dores de estômago. O óleo da castanha (rico em cardol) provoca ardência e vesículas na pele. As flores e partículas protéicas do fruto podem provocar quadros alérgicos, tipo asma.

Contra-indicações: Mulheres grávidas e pessoas com história de hipersensibilidade à planta.
ERVA-CIDREIRA

Nome científico: Lippia alba (Mill) N.E.Br.

Família: Verbenaceae

Nomes populares: Erva cidreira, falsa melissa, carmelitana, erva cidreira do campo, erva cidreira brava, salva do Brasil, salva-limão.

Composição química:

Óleo essencial (0,5 a 1,5): Beta cariofileno (24%), geranial (12%), neral (9%), mirceno, limoleno, carvacrol e outros.

Outros: alcalóides, iridóides e flavonóides.

O extrato demonstrou muita eficácia diante de bactérias que causam infecções respiratórias (Staphylococcus aureus, S. pneumoniae e S. pyogenes) inibindo o crescimento destas no teste de agar-difusão. Também tem atividade inibitória sobre Candida albicans.



Indicações: Antibacteriano, digestivo, calmante, antiespasmótico e carminativo.

Parte(s) usada(s): Folhas

Modo de usar: Para uso interno, usar o infuso a 5%, com ingestão de 3 xícaras ao dia, após as refeições. Para uso externo, solução oleosa a 10%, para massagens ou infuso a 5 %, para lavagem da área infectada.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendadas, não há registro destes efeitos referidos na literatura consultada.

Contra-indicações: Nas doses recomendadas, não há registro de contra-indicações referidas na literatura consultada. Por precaução, não usar demasiadamente nos primeiros meses da gestação.

HORTELÃ DA FOLHA GRANDE


Nome científico: Plectrantus amboinicus (Lour) Spreng.

Família: Lamiaceae

Nomes populares: Hortelã da folha grossa, hortelã da folha graúda, malva do reino, malva de cheiro, malvarisco e malvariço.

Composição química:

Óleo essencial: Timol, carvacrol, cânfora.

Flavonóides: (quercitina e luteolina).

Outros: Mucilagens, ácidos aromáticos.

O timol e carvacrol que estão presentes no óleo essencial da planta têm atividade antibacteriana, principalmente contra os microorganismos que provocam patologias do trato respiratório. O carvacrol tem uma reconhecida atividade germicida, anti-séptica e antifúngica.



Indicações: Antibacteriano, antiinflamatório, expectorante.

Parte(s) usada(s): Folhas.

Modo de usar: Para uso externo, utiliza-se o infuso das folhas a 5%. Internamente, usa-se uma colher de sopa do xarope, três vezes ao dia.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendadas, não há registro destes efeitos referidos na literatura consultada.

Contra-indicações: Nas doses recomendadas, não há registro de contra-indicações referidas na literatura consultada. Por precaução, não usar demasiadamente nos primeiros meses da gestação.
IPÊ ROXO

Nome científico: Tabebuia avellanedae Lor. Ex Griseb

Família: Bignoniaceae

Nomes populares: Ipê roxo, ipê, pau d’arco, ipê preto, piúva e lapacho.

Composição química:

Naftoquinonas: Lapacho, alfa e beta lapachona, dehidrolapachona e outras.

Antraquinonas: 2- metil-antraquinona, 2- hidroximetil-antraquinona e outras.

Outros: Óleos essenciais, taninos, saponinas.

O lapachol apresenta atividade in vitro contra Staphylococus aurus, Streptococus sp e Brucella sp. As lapachonas apresentam atividades contra o Bacillus subtilis e Salmonela typhimurium.

As naftoquinonas do Ipê roxo têm atividade bactericida e bacteriostática, por sua capacidade de intoxicação respiratória mitocondrial e de interferência com o transporte de elétrons, mecanismo este que também é responsável pela sua atividade antitumoral. Apresentam atividade contra penetração de larvas de Schistosoma mansonii e atividade molusquicida e cercaricida frente a Biomphalaria glabrata e Artemia salina.

Estudos mostraram que o lapachol e a alfa e beta lapachonas têm atividade contra candidíase, superior ao cetoconazol. Também possui atividade antiviral frente a diversos vírus da influenza.

O lapachol demostrou ser ativo contra o vírus da pólio, estomatite e herpes simples (tipo I e II), através da interferência sobre os mecanismos enzimáticos, necessários para a sua replicação. A beta lapachona, in vitro, demonstrou atividade inibidora da enzima transcriptase reversa em retrovirus relacionados a miloblastosis aviaria, leucemia murina e AIDS.

Em estudo clínico com o uso de gotas do lapachol em pacientes na faixa etária de 21 a 45 anos, portadores de sinusites nas fases aguda e crônica, que já tinham feito uso de drogas antibacterianas, antiflogísticas e descongestionantes por, via oral e, em alguns casos, corticóides diretamente nos seios da face foi feita a administração do lapachol através das narinas, na dosagem de 3 gotas em cada narina, 3 vezes ao dia, durante o período de 10 a 15 dias. Os pacientes apresentaram respostas clínicas satisfatórias com erradicação das sinusites em 92% dos casos.



Indicações: Antimicrobiano, antiinflamatório, cicatrizante, imunoestimulante.

Parte(s) usada(s): A casca do caule e o cerne.

Modo de usar: Tomar 30 gotas de tintura, 3 vezes ao dia, diluído em água, Para uso local (gargarejo e bochechos), diluir com um pouco de água, antes de usar.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O lapachol, em contato com a pele, pode provocar dermatose alérgica. Animais submetidos a doses altas de lapachol apresentaram anorexia, perda de peso, diarréia e sonolência. Em humanos, altas doses provocam náuseas, anemia e aumento do tempo de protombina.

Em ratas prenhes, na dose de 100 mg/Kg, houve uma potente ação abortiva bem como um efeito teratogênico.



Contra-indicações: Gestantes, pacientes em uso de anticoagulante e em casos de hipersensibilidade.
JUAZEIRO

Nome científico: Zizyphus joazeiro Mart

Família: Rhamnaceae

Nome(s) popular(es): Juá, joá, joazeiro, laranja de vaqueiro, enjoá.

Composição química:

Saponinas: Jujubogenina e arabinofuranosil.

Outros: Alcalóides (anfibina-D), estarato de glicerila, ácido betulínico, lupeol e resinas.

Em experiências in vitro com cepas de Streptococcus mutans formadoras de placa dental, foi verificado que o extrato aquoso da entrecasca de Z. joazeiro, nas concentrações entre 0,1 a 1%, desestabiliza a placa dental, como também exerce atividade antimicrobiana sobre bactérias formadoras da placa. Comparação da suspensão aquosa obtida da entrecasca do Z. joazeiro a 1% com um creme dental convencional evidenciou uma maior eficiência na diminuição da placa dental com o preparado da planta. Os frutos são ricos em vitamina C.



Indicações: Prevenção da cárie, tratamento da caspa, feridas de pele e como expectorante.

Parte(s) usada(s): Entrecasca do caule (raspa) e folhas.

Modo de usar: Para prevenção da cárie, seca-se a entrecasca, pulveriza-se, mergulha-se a escova molhada no pó e escovam-se os dentes.

No tratamento da caspa e das feridas de pele, lava-se a parte afetada com a espuma das cascas. Para o tratamento das tosses, usa-se o xarope ou o decocto.



Efeitos adversos e/ou tóxicos: O interno prolongado poderá trazer riscos à saúde do usuário, devido à ação hemolítica das saponinas. Em doses elevadas, produz vômitos, cólicas, e forte irritação do tubo gastrintestinal. Não deve ser usado por longos períodos, por causa da sua forte ação abrasiva, podendo retirar o esmalte dos dentes.

Contra-indicações: Nas doses adequadas e com tempo de uso não prolongado, não há registro de contra-indicações referidas na literatura consultada.
JUCÁ

Nome científico: Caesalpinia ferrea Mart

Família: Caesalpineacea

Nome(s) popular(es): Jucá, jucaína, ibira-obi, muirá-obi, muiré-ita, pau-ferro-verdadeiro.

Composição química:

Taninos: Ácido gálico, ácido elágico e metil galato.

Outros: Betta-sistosterol, alcalóides, flavonóide e óleos essenciais.

Estudos experimentais com a solução etanólica a 50% das sementes, mostraram ação anti-séptica específica para Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e Escherichia coli.

Extrato hidroalcoólico desta planta apresentou atividade inibitória da embriogênese larvária do gênero Ancyslotoma. O uso de casca de jucá em úlcera gástrica crônica induzida por ácido acético levou à diminuição do número de lesões e diminuição da secreção de ácido clorídrico. Há estudos que comprovam a atividade antiinflamatória das cascas e do fruto.

No meio popular, há muitas indicações terapêuticas para esta planta. Contudo, ainda há poucos estudos farmacológicos a seu respeito.



Indicações: Antimicrobiano, antiinflamatório, cicatrizante e hipoglicemiante.

Parte(s) usada(s): Casca e vagens com sementes.

Modo de usar: Para uso externo, pode-se fazer decocto das cascas e das vagens a 5% . Para uso interno, utilisa-se a tintura a 20%, 30 gotas, três vezes ao dia.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O uso de doses altas pode provocar sintomas digestivos, como dor de estômago, diarréia, cólicas intestinais devido à alta concentração de taninos.

Contra-indicações: Gestantes e lactantes.
MORINGA

Nome científico: Moringa oleífera Lam

Família: Moringaceae

Nomes populares: Moringa, lírio, cedro e quiabo de quina.

Composição química: As sementes desta planta têm 30% de óleo fixo, rico em ácido oleíco, que são polissacarídeos complexos, com forte poder aglutinante. Além disto, possui os constituintes químicos pterigospermina e ramnosil-oxibenzil-isotiocianato que têm ação antimicrobiana sobre Bacillus subtilis, Mycobacterium phei, Serratia maarcenses, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosas, Shigela e Streptococus. Por isto, as sementes esmagadas são usadas no tratamento da água por sua capacidade de fazer a aglutinação e a sedimentação de partículas em suspensão e por sua ação antimicrobiana.

Suas folhas são ricas em proteínas e vitaminas A e C. Em algumas regiões, as folhas desta planta são usadas na merenda escolar. Também pode ser usada na alimentação dos animais.



Indicações: Antibacteriano, antiinflamatório, cicatrizante.

Parte(s) usada(s): Sementes, folhas e raízes.

Modo de usar: Para purificar a água, as sementes são machucadas e colocadas no recipiente junto com a água. Para o tratamento de feridas infectadas, usa-se a pomada.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendadas, não há registro destes efeitos referidos na literatura consultada.

Contra-indicações: Nas doses recomendadas, não há registro de contra-indicações referidas na literatura consultada.
ROMÂZEIRA

Nome científico: Punica granatum L.

Família: Punicaceae

Nomes populares: Romã, granada, romeira, romãzeira.

Composição química:

Taninos (em torno de 20 nas casca do caule, do fruto e das raízes): Punicalina, pulicalagina, punicofolina e outros.

Alcalóides: Peletierina, metilpeletierina, pseudopeletieria e outros.

Estudos com extrato aquoso e etanólico das cascas do fruto e do caule mostraram atividade contra diversos microorganismos Staphylococcus aureus, Streptococus viridans, Streptococus pyogens, Bacillus antraci, Bacillus cereus , Bacillus subtilis, Erwinia carotovora, Mycobacterium smegmatis, Mycobacterium phlei, Mycobacterium tuberculosis,, Candida tropicalis, Candida albicans), Cryptococcus neoformans e Nocardia asteroides. Com relação a sua atividade antiviral, ensaios in vitro mostraram que os taninos do pericarpo têm atividade inibitória da replicação do vírus HSV-2, causador do herpes genital.



Indicações: Antibacteriano, antiinflamatório, cicatrizante, vermífugo.

Parte(s) usada(s): Cascas do fruto (principalmente), do caule e da raiz e folhas.

Modo de usar: Internamente, usa-se a tintura, 30 gotas, três vezes ao dia, ou o decocto a 2%, três vezes ao dia. Para se fazer o gargarejo e o bochecho para as infecções orofaringeanas, usa-se o decocto a 5%

Efeitos adversos e/ou tóxicos: As folhas e frutos apresentaram teste hemolítico positivo. Também pode causar cólicas, vômitos e diarréias.

O alcalóide peletierina, presente na casca dos ramos e na raiz, atua de modo semelhante à conicina e à nicotina sobre o SNC, paralisando os nervos motores e provocando morte por asfixia (ação curarizante). Os alcalóides, especialmente a peletierina, podem provocar náuseas, vômitos, diarréia, cefaléias, midríase (podendo levar à cegueira parcial) vertigens, paralisia dos nervos motores, debilidade muscular, perturbações visuais e, em casos extremos, morte por asfixia.



Contra-indicações: Devido à presença de alcalóides, está contra-indicado o uso em gestante, pois pode provocar contrações uterinas, levando ao aborto. Também, está contra-indicado o uso em lactantes, crianças e pacientes com antecedentes de cardiopatias, insuficiência renal.
SAIÃO

Nome científico: Kalanchoe brasiliensis Camb.

Família: Crassuláceas

Nomes populares: Coirama, coirama-brava, saião e coirama-branca.

Composição química:

Compostos fenólicos: ácido cumárico, caféico, ferúlico e outros.

Flavonóides: Quercitina, campeferol, rutina e outros.

Outros: mucilagens, briofilinas A, B e C.

Estudos com extratos de K. brasiliensis mostraram inibição do crescimento de Staphylococcus epidermidis, Micrococcus luteus, Candida albicans, e S. Aureus, produzindo halos de inibição acima de 10 mm de diâmetro. Houve, também, uma boa atividade bactericida e fungicida. Com Escherichia coli, diâmetro do halo de 8,0 mm. Bacillus subtilis, halo de 12,3 mm. Staphylococcus aureus, halo de 8,6 mm. P. aeruginosa,, halo de 13,0 mm e C. albicans, 9,6 mm de halo. O extrato aquoso, numa concentração inibitória mínima de 11,35 mg/ml, mostrou atividade contra Candida albicans.



Indicações: Antimicrobiano, antiinflamatório, antiulcerogênico, imunomodulador.

Parte(s) usada(s): Folhas.

Modo de usar: Para uso interno, tomar uma colher de sopa do xarope, três vezes ao dia.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendadas, não há registro destes efeitos referidos na literatura consultada.

Contra-indicações: Nas doses recomendadas, não há registro de contra-indicações referidas na literatura consultada.

PLANTAS MEDICINAIS USADAS NO TRATAMENTO DAS DOENÇAS DA PELE
Na dermatologia, quando prescrevemos um fitoterápico, temos que levar em consideração não só os aspectos relativos às plantas, mas também os que dizem respeito à pele do paciente.

É bom lembrar que muitos sintomas da pele constituem sintomas de doenças internas, cujas causas devem ser diagnosticadas e tratadas e neste caso a Fitoterapia poderá figurar como tratamento auxiliar desde que não se mostre incompatível com o tratamento convencional adotado.

Apesar do crescente interesse e das pesquisas científicas com plantas medicinais que têm comprovado que muitas das nossas plantas podem ser usadas no tratamento de várias patologias, a maioria das plantas usadas para tratar doenças de pele tem seu uso justificado em função dos conhecimentos populares, aguardando comprovação científica.
ALECRIM PIMENTA

Nome científico: Lippia sidoides Cham

Família: Verbenaceae

Nomes populares: Alecrim de tabuleiro, alecrim de vaqueiro.

Composição química: O óleo essencial obtido de suas folhas é constituído principalmente de timol (50-60%) e carvacrol. Há outros constituintes em menores quantidades.

Dentre seus constituintes químicos fixos, há algumas substâncias como flavonóides e quinonas (naftoquinonas), que têm ação bactericida, bacteriostática, fungicida e moluscida. Tem intensa atividade contra Staphylococus aureus (infecção de pele)



Indicações: Esta planta, na forma de infusos e alcoolaturas, é recomendada para uso externo contra feridas infectadas, sarna, impigem na cabeça ou no corpo, aftas, mau cheiro das axilas e dos pés. Tem ação antiespasmódica (timol).

Parte(s) usada(s): Folhas.

Modo de usar: Infuso, alcoolatura, sabão líquido.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendadas, não há registro destes efeitos referidos na literatura consultada.

Contra-indicações: Nas doses recomendadas, não há registro de contra-indicações referidas na literatura consultada.
BABOSA

Nome científico: Aloe vera L,

Família: Liliaceae

Nomes populares: Babosa, aloés.

Composição química:

Aloína* (barbaloína) - Composto antraquinônico de ação estomáquica e laxativa quando tomada em pequenas doses e purgativas, em doses mais elevadas. Apresenta atividade antiinflamatória por bloquear enzimas envolvidas nos processos inflamatórios.

Aloeferon – Polissacarídio complexo, estimulador dos fibroblastos. Contribui na cicatrização tecidual através da inibição dos produtos derivados do metabolismo do ácido araquidônico, tais como tromboxano B, limitando por sua vez, a produção de prostaglandina F2a, prevenindo a progressiva isquemia dérmica, especialmente nas queimaduras.

Mucilagem – Contida no líquido que escorre quando cortamos a polpa da planta. Por apresentar potente atividade hidratante, é indicada nas dermatoses onde ocorre perda da umidade e da untuosidade normais da pele e mucosas, que se mostram secas e escamosas, em graus variáveis. Ex: hiperceratose plantar e palmar, xerodermias, quelites, etc.

Quanto à atividade antiviral, tem demonstrado ser ativa frente aos tipos I e II do herpes simples, varicela zoster.

Substância antibradicinina – Quando a pele é agredida, a lesão celular libera enzimas proteolíticas que, a partir de globulinas, formam as bradicininas, as quais estimulam as terminações nervosas, provocando a dor. A babosa possui uma substância capaz de bloquear a bradicinina.

Lactato de magnésio – Esta substância tem demonstrado, em experimentos, ação anti-histamínica. Daí surtir efeito em dermatoses de fundo alérgico.

Aminoácidos – Funcionam como antioxidantes e imunomoduladores, impedindo a injúria tecidual pelos radicais livres, principalmente nos processos de envelhecimento da pele. Devemos ter cuidado com o seu uso nos portadores de melanoma maligno (tumor de pele) e nos de fenilcetonúria. Nos primeiros, já foi provado que a fenilalanina (aminoácido essencial) é capaz de fomentar estes tumores e nos últimos, devido à dificuldade congênita para metabolizar este aminoácido, o paciente apresenta, entre outros sintomas, dermatite eczematosa e diminuição da pigmentação dos cabelos e olhos.

Estudos mostraram sua ação benéfica em lesões por irradiações, bem como ação preventiva em lesões dérmicas por congelamento, neste caso, evitando a necrose tecidual, a estase sanguínea e a trombose. Isto ocorre devido a sua atuação no metabolismo do ácido araquidônico, evitando a formação de prostaglandinas e tromboxanos. Nestas situações demonstrou ação superior a metilpredinosolona.

Além de estimular a produção de fibroblastos, a Aloe vera estimula a micro-circulação, facilitando a cicatrização das feridas.



Indicações: Antimicrobiano, antiinflamatório, analgésico, laxante, digestivo, antipruriginoso, repelente de insetos, cicatrizante.

Parte usada: Parte interna da folha.

Modo de usar: Retira-se a casca da folha e látex que escorre deve ser espalhada na área afetada.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O uso interno prolongado pode provocar problemas digestivos: dores abdominais, diarréias sanguinolentas, hemorragias gástricas, aumento da incidência do câncer de colon; problemas reanais: albuminúria, hematúria, nefrite; hipocalemia: transtorno do ritmo cardíaco, câimbras musculares. Esse distúrbio eletrolítico pode inclusive aumentar o efeito da digital em pacientes com Insuficiência Cardíaca Congestiva (I.C.C.). Hiperaldosteronismo: debilidade, pulso lento e hipotermia.

Contra-indicações: Gestantes (a estimulação do intestino grosso produz efeito reflexo similar no músculo uterino, provocando abortamento), período menstrual (pode provocar hemorragias), crianças e pacientes com problemas hepáticos, renais e intestinais, tais como: apendicite, colite ulcerosa, diverticulite, Doença de Crohn.

Observação: Embora o extrato da folha do Aloe vera seja considerado oficial por várias Farmacopéias (mais ou menos 25 países), a FDA (Food and Drug Administration), órgão do governo norte-americano, só autoriza o uso interno do Aloe, sempre e quando o produto está isento de antraquinonas, não existindo restrições quanto ao seu uso externo, de grande eficácia nas doenças dermatológicas. Portanto, o uso interno deve ser feito com cuidado e por curto período.
CAJAZEIRA

Nome científico: Spondias mombin L.

Família: Anacardiaceae.

Nomes populares: Cajá, acajá, cajazeira miúda, acajaíba.

Composição química:

Folhas e ramos jovens contêm geraniina e galoil-geraniína, substâncias da classe dos taninos hidrolisáveis, ésteres de ácido caféico, todos dotados de pronunciada atividade contra os vírus Herpes simplex I (Herpes labial) e Coxsaquii B (Aftas). É indicado nas repetidas crises de aftas dolorosas, herpes labial e genital, inflamações dolorosas da garganta e da boca (angina herpética).



Indicações: É indicado nas repetidas crises de aftas dolorosas, herpes labial e genital, inflamações dolorosas da garganta e da boca (angina herpética).




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