Universidade federal da paraíBA



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ALECRIM


Nome científico: Rosmarinum officinalis L.

Família: Labiatae.

Nomes populares: Alecrim, romero, alecrim de jardim, alecrim rosmarinho, alecrinzeiro.

Composição química:

Óleo essencial (0,5 a 2,0%): Alfa pineno* (25%), beta pineno*, cânfeno*, limoleno, 1,8 cineol* (12%) e, principalmente, cânfora, que representa de 10 a 20% do total do óleo essencial.

Flavonóides: Diosmina, diosmetina, hispiludina, apigenina.

Terpenóides: Carnasol e ácido ursólico.

Ácidos fenólicos: Ácido caféico, clorogênico e rosmarínico.

Tem atividade antibacteriana e antifúngica. Éficaz contra Staphylococus aureus, Staphylococus albus, Escherichia coli, Escherichia coli, Vibrio colerae, Candida albicans.. O carnasol e o ácido ursólico inibiram vários microorganismos (Staphylococus aureus, Escherichia coli, Lactobacillus brevis, Pseudomonas, etc.) em alimentos deteriorados. O ácido rosmarínico e a diosmina têm atividade antiiflamatória e antioxidante. Os óleos essenciais (principalmente o cineol) têm atividade espasmolítica e analgésica.

O seu óleo está inscrito em diversas farmacopéias.

É usado como aromatizante de alimentos.



Indicações: Antimicrobiano, antiinflamatório, espasmolítico, carminativo.

Partes usadas: Folhas e ramos.

Modo de usar: É usado sob a forma de chá, de alcoolatura e de óleo, extraído por vapor de água.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Pode provocar eritema e dermatite em pessoas sensíveis. O alto teor em cânfora pode provocar convulsões epileptiformes. Pode provocar irritação do endotélio renal.

Contra-indicações: Indivíduos sensíveis, gravidez (pode provocar aborto), amamentação e pacientes propensos a crises convulsivas.



ALHO


Nome científico: Allium sativum L.

Família: Liliaceae

Nomes populares: Alho, alho comum, alho manso.

Composição química: Seu óleo essencial contém cerca de 50 componentes químicos voláteis, todos derivados orgânicos do enxofre, sendo os principais a alicina*, a aliina* e o ajoeno.

A alcina e outros compostos sulfurados do alho são derivados da aliina quando esta é degrada pela enzima aliinase. Aliina e aliinase estão separadas em células do bulbo. Quando o alho é machucado, inicia-se o processo de transformação. Os compostos sulfurados do alho se degradam mais lentamente em meio ácido, daí sua maior eficácia quando tomado com suco de frutas cítricas.

Estudos pré-clínicos, clínicos e epidemiológicos comprovam que o alho possui notáveis propriedades antimicrobianas: antibacteriana, antivírica, antimicótica, antiprotozoária e antiparasitária.

Alguns tipos de bactérias sensíveis ao alho são Staphylococus, Helicobacter pylory, Escherichia, Proteus, Salmonella, Citrobacter, Klebisiella, Vibrio, Bacillus, etc. O alho inibe o crescimento de 30 cepas de Micobacterium, compostas por 17 espécies, incluindo Mycobacterium tuberculosis.

A alicina destrói os grupos tiólicos (-SH) essenciais à proliferação das bactérias.

Aventa-se a hipótese de que o alho inibe o crescimento de células bacterianas inibindo primeiro a síntese de RNA.

O alho também tem uma gama de atividades contra fungos, como os dos gêneros: Mycrosporum, Ephydermophyton, Tricophyton, Candida, etc.

Em estudos com o extrato do alho, este mostrou ser mais eficaz do que a nistatina no tratamento contra leveduras, inclusive Candida albicans. Nesta, o alho inibe a síntese lipídica. Em estudos in vitro, o alho mostrou grande atividade contra o Influenza B, Parainfluenza, tipo 3 e Herpes simples, tipo 1.



Indicações: Antibacteriano (diversos tipos de infecções), antiviral, antimicótico, anticoagulante, vermífugo, hipolipemiante, anti-hipertensivo, etc.

Parte usada: Bulbo

Modo de usar: Adultos - Tomar de 2 a 4 ml de tintura de alho (feita na proporção 1:5, em álcool a 45%) diluída em um pouco de água, 3 vezes ao dia. O melhor uso é in natura. Neste caso, deve-se ingerir 4 g do alho cru, por dia, junto com os alimentos.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: A alicina é razoavelmente tóxica e irritante gástrica. É a responsável pelo cheiro característico do alho. Em doses elevadas, pode causar dor de cabeça, ardor no trato gastrintestinal, náusea, vômitos, diarréia, problemas renais, tonturas.

Contra-indicações: Além da hipersensibilidade ao alho, está contra-indicado para pessoas com problemas estomacais e úlceras gástricas. Inconveniente para recém-nascidos e mães em amamentação e, ainda, pessoas com dermatites.

Advertência: O uso da droga deve ser restrito a preparações obtidas recentemente, sem aquecimento e conservadas de preferência em pH ácido.

AROEIRA DO BREJO

Nome científico: Schinus terebinthifolius Raddi

Família: Anacardiaceae

Nomes populares: Aroeira, aroeira do brejo, aroeira negra, aroeira pimenteira, aroeira vermelha.

Composição química: As cascas do caule são ricas em taninos que conferem ação adstringente, desinfetante e antiinflamatória a essa planta. Tem, ainda, resina (terembetina), hidrocarbonetos terpênicos, ácido gálico e óleos essenciais (canfeno, limoleno, felandreno, etc.).

Ensaios realizados com preparações à base de géis estáveis de Carbopol, utilizando extratos aquosos a 1,5% e Carbopol 941, apresentaram halos de inibição da ordem de 10 mm e 20 mm em 3 cepas padrões de Staphylococcus aureus: S. aureus ATCC 6538 P, S. aureus ATCC 6538 e S. aureus ATCC 91443.

Foi também comprovada a sua ação terapêutica em cervicites e cervico-vaginites crônicas, utilizando tampões intravaginais impregnados com extrato hidroalcoólico de aroeira mantendo em contato com a cérvix, durante 24 horas. Tem atividade contra Monília e Pseudomonas.

Indicações: Antiinflamatório, cicatrizante, antimicrobiano.

Parte(s) usada(s): Cascas.

Modo de usar: Decocto a 2%. Tomar de 50 a 200 ml por dia. Tintura: tomar 30 gotas, 3 vezes ao dia. Xarope: tomar 3 colheres de sopa, 3 vezes ao dia. A ingestão dos frutos é capaz de provocar intoxicações com vômitos e diarréias. A ingestão de apenas dois frutos dessa planta provoca inflamação das mucosas e irritação estomacal.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: A resina produzida por esta planta, em contato com a pele, causa dermatite.

Contra-indicações: Mulheres grávidas e pessoas com história de hipersensibilidade à planta.
BARBATENON

Nome científico: Pithecellobium avaremotemo Mart

Família: Leguminaceae/Mimosoideae

Nomes populares: Barbatenon, barbatimão, ibatimó, casca da mocidade, árvore que aperta.

Composição química:

Taninos: Cerca de 50%, na casca seca. Há cerca de 22 compostos de taninos isolados até agora.

Outros: Tem, ainda, resinas, mucilagens e substâncias corantes.

Os taninos são responsáveis pela atividade antimicrobiana, antiinflamatória e cicatrizante. Em ensaios para avaliar sua atividade antimicrobiana, o extrato apresentou halo de inibição da seguinte ordem: Staphylococus aureus (18 mm), Pseudomonas aeruginosa (13 mm). O extrato se mostrou ativo frente a Biomphalaria glabrata (esquitossomose). Outro estudo utilizando pomada feita com o extrato do barbatimão mostrou eficácia igual ao Nebacetim.

Planta exclusiva da América do Sul. Há 26 espécies, das quais 25 existem no Brasil. Algumas das outras espécies de barbatenon são usadas com igual finalidade terapêutica.

Indicações: Antibacteriano, antiinflamatório, cicatrizante, anti-hemorrágico.

Parte(s) usada(s): Cascas do caule. .

Modo de usar: Para uso externo, pode-se fazer decocto das cascas. Para uso interno, utiliza-se a tintura a 20%, 30 gotas, três vezes ao dia ou o decocto a 2%, meia xícara, três vezes ao dia.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Suas vagens são tóxicas por seu alto conteúdo de saponinas. Preparações das cascas usadas por via oral, em grande quantidade, provocam a inativação das enzimas digestivas, dificultando a digestão. Os taninos, em grande quantidade, provocam erosão das mucosas digestivas. Em ratas, o uso das sementes provocou efeito embriotóxico e diminuição no metabolismo energético do fígado.

Contra-indicações: Gravidez e lactação




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