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Ácidos Orgânicos


São encontrados em todo o reino vegetal, podendo desempenhar funções importantes no metabolismo primário da planta (fotossíntese e respiração). Os ácidos málico, cítrico, tartárico e oxálico são os mais comuns. Outros, como o ácido fórmico, podem ser menos freqüentes. O ácido tartárico e seus sais podem ter ação laxativa suave. Os ácidos cítrico e tartárico podem aumentar o fluxo de saliva (sialagogo), contribuindo para reduzir o número de bactérias que causam cáries.

De modo geral, os ácidos são laxativos, diuréticos, estimulantes da respiração celular e do seu metabolismo. São antioxidantes e regeneradores dos tecidos. O acido oxálico e seus sais de potássio e cálcio podem estimular o surgimento de cálculos renais e reduzir a proporção de cálcio no sangue, o que pode afetar o funcionamento do coração. Portanto, plantas com muito ácido oxálico ou oxalato, como a cana-de-macaco, (Costus sp.), não devem ser utilizadas por longo período.




Alcalóides


Na sua maioria têm propriedades alcalinas, conferidas pela presença de nitrogênio amínico. É o grupo mais diverso dos produtos naturais. Essencialmente, têm apenas um ponto em comum que é possuírem pelo menos um átomo de nitrogênio na sua estrutura. Todos os alcalóides possuem N, C e H.. Podem ser sólidos ou líquidos, incolores ou de coloração amarela ou roxa.

Na célula vegetal, são produzidos no retículo endoplasmático e são armazenados nos vacúolos de células epidérmicas e hipodérmicas e vasos lactíferos. Quando na forma de sais, são encontrados nas paredes celulares. Estão presentes nas folhas, nas sementes, nas raízes e nos caules.

Sua concentração pode variar bastante durante o ano, podendo, em certas épocas, estar restrito somente a determinados órgãos. As plantas de regiões quentes e tropicais são mais ricas em alcalóides do que as plantas de regiões frias. Em geral, sua proporção é de 0,3 a 1%. Em alguns casos, pode chegar até 10% do peso seco das plantas. Normalmente, estão mais concentrados nas partes que estão em crescimento ou em formação (pontos vegetativos). Dão sabor amargo às plantas. Porém, nem toda planta que tem sabor amargo, isto se deve à presença de alcalóides.

Apenas de 10 a 15% das plantas conhecidas apresentam alcalóides em sua constituição. Predominam nas angiospermas. Na família das papaveráceas (papoulas) todas as espécies contêm essas substâncias.

Os nomes dos alcalóides muitas vezes são derivados das espécies de onde foram isolados, como a nicotina presente no fumo (Nicotina tabacum). São distribuídos em 15 grupos, conforme sua origem bioquímica ou semelhança estrutural.

No corpo humano, atuam no sistema nervoso central (calmante, sedativo, estimulante, anestésico e analgésico). A morfina extraída da papoula (Papaver somniferum) é um anestésico. A cafeína, do café e do guaraná, é um estimulante. A hiosciamina, presente na trombeteira (Datura stramonium), é exemplo de analgésico. Na trombeteira ainda podem ser encontrados outros alcalóides que podem ser tóxicos e cujo antídoto é um outro alcalóide de uma planta brasileira, a pilocarpina, encontrada no Jaborandi (Pilocarpus microphilus), usado no tratamento do glaucoma.

Alguns alcalóides podem ser cancerígenos e outros, antitumorais. Os alcalóides pirrolizidínicos, presentes no confrei (Symphytum officinal L.), são exemplos de causadores de câncer. A vincristina presente numa planta chamada boa noite (Chantarantus roseus) é um exemplo de um alcalóide com ação antitumoral. Dos cerca de 60 alcalóides presentes na boa noite, destacam-se a vincristina e a vimblastina pelo seu uso contra alguns tipos de leucemia.

Geralmente, as plantas que têm alcalóides podem ser tóxicas, se usadas em quantidades maiores ou de forma inadequada. Os alcalóides foram os primeiros princípios ativos isolados das plantas. Em 1803, o alemão Sertarmer isolou a morfina.



Compostos Fenólicos


O fenol é um dos mais importantes constituintes vegetais e dá origem a diversos outros, como os taninos. O ácido salicílico, encontrado em diversas plantas e de ação anti-séptica, analgésica e antiinflamatória, é utilizado na medicina alopática, sob a forma de um derivado, o ácido acetilsalicílico.

Compostos Inorgânicos


São constituintes normais dos vegetais que formam as cinzas ou resíduos, após a retirada da matéria orgânica. Os mais importantes são os sais de cálcio e de potássio. Os sais de potássio apresentam propriedades diuréticas, principalmente se acompanhados de saponinas e flavonóides, com capacidade de eliminar o sódio do corpo juntamente com a água, além de expulsar substâncias residuais acumuladas na circulação sangüínea.

Os sais de cálcio contribuem para a formação da estrutura óssea e para a regulação do sistema nervoso e do coração, proporcionando ao paciente maior resistência às infecções. Os sais de silício têm importância no fortalecimento de tecidos conjuntivos, especialmente dos pulmões. Aumento a resistência à tuberculose, além de fortalecer unhas, pele e cabelos.

O efeito diurético atribuído a algumas plantas com grande quantidade de silício normalmente ocorre em razão da presença de flavonóides e saponinas. Os sais de potássio são muito solúveis em água, por isso, muitos chás têm propriedades diuréticas. A cana-de-macaco (Costus sp.), por exemplo, é muito rica em potássio, o que a torna um excelente diurético. Os sais de cálcio são normalmente pouco solúveis, sendo, portanto, pouco extraídos nos chás. Os sais de silício só são extraídos por prolongadas fervuras. Normalmente, uma dieta balanceada fornece estes minerais nas quantidades necessárias, sendo dispensável o fornecimento por fitoterápicos.

Glicosídeos ou Heterosídeios

São substâncias formadas pela combinação de um açúcar redutor, denominado glicona, e um grupo não açucarado denominado aglicona ou genina. Esta é a responsável pela ação terapêutica. Têm gosto amargo. Há vários tipos de glicosídeos como os cardioativos, os alcoólicos, os cianogenéticos, os antraquinônicos, os flavonóides, os saponínicos, os cumarínicos, etc.





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