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Bochecho e gargarejo – Fazer o decocto ou o infuso da planta a 5%, filtrá-lo e após isto fazer o bochecho e/ou o gargarejo



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Bochecho e gargarejo – Fazer o decocto ou o infuso da planta a 5%, filtrá-lo e após isto fazer o bochecho e/ou o gargarejo.

Inalação - Para a inalação, utiliza-se o decocto ou o infuso a 5%, que deve ser colocado ainda quente num copo. Com um papel, faz-se um funil que se adapta ao copo por onde é inspirado o vapor que é produzido.

Estas são as formas de preparação e uso dos medicamentos caseiros à base de plantas medicinais. Com relação às preparações, segundo as normas farmacêuticas, além da tintura, alcoolatura, pomada e xarope, aqui discutidos, existem muitas outras como elixir, extrato, creme, gel, cápsula, etc.

Diluição do álcool - Fórmula de FRANCOUER: X = V. G’/G

X = volume de álcool que se deve retirar do recipiente para juntar a quantidade de água destilada, necessária para completar o volume. V = volume do álcool final (depois da diluição)G’ = grau do álcool que se quer obter (grau final). G = grau do álcool que se dispõe.

Cuidados necessários ao se preparar medicamentos com plantas medicinais

Utilizar água filtrada ou fervida;

Lavar sempre e bem as mãos;

Prender os cabelos (se possível usar toucas);

Observar se todos os utensílios estão devidamente limpos;

Evitar falar próximo à preparação (se possível usar máscaras);

Utilizar frascos limpos e escaldados;

Manter limpo o ambiente onde se preparam os medicamentos.



CONSTITUINTES QUÍMICOS DAS PLANTAS MEDICINAIS

As plantas sintetizam compostos químicos a partir dos nutrientes e da água, extraídos do solo e da luz que recebem. Muitos desses compostos, ou grupos deles, podem provocar reações nos organismos. São os princípios ativos. Algumas dessas substâncias podem ser tóxicas, dependendo de dose utilizada.

Planta medicinal é aquela que contém um ou mais de um princípio ativo, conferindo-lhe atividade terapêutica.

Na combinação de plantas medicinais para se preparar fitoterápicos, deve-se observar a sua composição química, de modo que atuem sinergicamente. É ainda importante lembrar que a dose é fundamental em alguns casos, pois muitas substâncias podem inverter o efeito ou mesmo tornarem-se tóxicas se a dose for aumentada.

Nem sempre os princípios ativos de uma planta são conhecidos, mas mesmo assim ela pode apresentar atividade medicinal satisfatória e ser usada, desde que não apresente efeitos tóxicos, agudos ou crônicos, já verificados pela pesquisa, ou até mesmo pelo conhecimento popular, em alguns casos.

Na Fitoterapia, a planta, ou as suas partes, é utilizada integralmente, com todos os seus constituintes químicos, conferindo atividade terapêutica um pouco diferente daquela apresentada pelos princípios ativos isolados, pois pode haver sinergismos que favorecem a atividade farmacológica da planta. São os chamados fitocomplexos.

As plantas, em geral, possuem uma gama variada e rica de princípios ativos no seu interior. Algumas plantas podem possuir dezenas de princípios ativos, muitos deles atuando em interação, o que explica porque certas plantas têm atuação em diversas doenças.

Os princípios ativos podem ser divididos em grupos que têm semelhanças químicas e estruturais. Há vários grupos de princípios ativos. Estes são resultados do metabolismo secundário das plantas. No metabolismo primário são produzidas substâncias necessárias às funções de crescimento, respiração e fotossíntese como os aminoácidos, as proteínas, as vitaminas, os carboidratos, os lipídios, etc. Os metabólitos primários são amplamente distribuídos nas plantas. No metabolismo secundário, os metabólitos produzidos são restritos a certas plantas e têm função de defesa, adaptação ao meio e competição biológica.



Metabolismo Secundário


As substâncias medicinais são produzidas pelo vegetal e apresentam funções bem específicas dentro da planta, conforme visto anteriormente. Na maioria das vezes, são frutos do metabolismo secundário, tendo, portanto, função ligada à ecologia da planta, isto é, ao relacionamento da plantas com o ambiente que o envolve.

O metabolismo secundário diferencia-se do primário basicamente por não apresentar reações e produtos comuns à maioria das plantas, sendo específico de determinados grupos. A respiração, por exemplo, faz parte do metabolismo primário. Os metabólitos secundários apresentam algumas características, como:



  1. Não tão vitais para as plantas, na maioria das vezes, como os alcalóides;

  2. São as expressões da individualidade químicas dos indivíduos e diferem de espécie para espécie, qualitativamente e quantitativamente;

  3. São produzidos em pequenas quantidades.

Além disso, essas substâncias podem estar presentes na planta o tempo inteiro ou só serem produzidas mediante estímulos específicos. Assim, a regulação do metabolismo secundário depende da capacidade genética da plantas em responder a estímulos internos ou externos e da existência desses estímulos no momento apropriado.

Geralmente, as espécies vegetais apresentam mais de um desses grupos de substâncias. O que normalmente diferencia as plantas medicinais é que as concentrações dessas substâncias são maiores, daí o seu emprego na terapêutica. Alguns gêneros e algumas famílias de plantas apresentam substâncias bem específicas que podem caracterizá-los.


A Influência do Ambiente na Produção de Princípios Ativos


A concentração de princípios ativos ou fármacos na planta depende do controle genético (capacidade inerente à planta) e dos estímulos proporcionados pelo meio. Normalmente, estes estímulos são caracterizados como situações de “stress”, como excesso ou deficiência de algum fator de produção para a planta. Uma vez que o vegetal apresenta “competência” para produzir fármacos, sua concentração de substâncias ativas pode ser alterada por fatores climáticos, edáficos, exposições a microorganismos, insetos, outros herbívoros e poluentes.

Dentre os fatores climáticos, a temperatura exerce função muito importante na sobrevivência do vegetal, por estar mais ligada ao crescimento e ao desenvolvimento da planta. Espécies pouco adaptadas às temperaturas de uma região terão sérios problemas em produzir biomassa e princípios ativos, pois essa condição influi no metabolismo primário (respiração e fotossíntese) e, em conseqüência, no secundário. Todos os outros fatores climáticos estão direta ou indiretamente relacionados com a temperatura.

A luz também é de grande importância nos processos fotossintéticos e de indução floral (fotoperíodo). Algumas plantas, quando expostas à luz solar direta, produzem mais cumarinas, como o chambá ou chachambá (Justicia pectoralis). Em plantas umbrófilas (de sombra) talvez este efeito possa ser inverso.

Algumas plantas necessitam de determinado número de horas de luz por dia (fotoperíodo) para que possam florescer. Assim, as plantas de regiões tropicais precisam de um número de horas de iluminação inferior a um dado valor (fotoperíodo crítico) ou são insensíveis, isto é, podem florescer normalmente, independentes desse fator. Já as plantas de regiões temperadas normalmente necessitam de um fotoperíodo maior que o crítico da espécie, como a alfazema (Lavandula officinalis), que precisa de um fotoperíodo superior a 12 horas por dia, por três ou quatro dias.

A importância disto está principalmente na determinação da colheita destas espécies, pois a alfazema tem mais óleo essencial no início da floração (nas sumidades floridas) e, também, na reprodução, pois pode haver necessidade da produção de sementes, o que não é possível sem haver floração e fecundação. Outro aspecto a ser considerado em relação ao fotoperíodo está no ajustamento da época de plantio. É preciso equilibrar o crescimento vegetativo com a floração, caso contrário, a indução floral pode ocorrer antes do desejado, diminuindo a produção de folhas e flores.

O estresse hídrico (deficiência de água no solo) pode promover aumentos na concentração de princípios ativos (óleos essenciais e alcalóides). No entanto, pode haver redução da produção de massa verde, o que em determinados limites poderá ser desvantajoso. É o que ocorre em vinagreira (Hibiscus sabdariffa), cujo teor de ácido ascórbico nas folhas decresce sob déficit hídrico, assim como a produção de biomassa.

Além dos fatores climáticos, os fatores edáficos (relacionados com o solo) também são importantes.

Aqui, serão abordados apenas alguns constituintes químicos. Os referidos grupos não se excluem, pois são separados ora por características físicas, ora por propriedades químicas ou atividade biológica.






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