Universidade federal da paraíBA



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Partes usadas: Folhas ou parte aérea.

Modo de usar: Uma xícara do infuso a 5%, três vezes ao dia, ou uma colher de sopa do xarope, três vezes ao dia.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não referidos na literatura consultada.

Contra-indicações: Não referidas na literatura consultada.

CUMARU

Nome científico: Amburana cearensis (Allemão) A C.Sm.

Sinonímia científica: Torresea cearensis Allemão.

Família: Fabaceae

Nomes populares: Umburana, imburana de cheiro, cumaru do Ceará, cumbarú das caatingas e amburana.

Constituintes químicos: Nas cascas: cumarina e o flavanóide isocampeferídio. Nas sementes: óleo fixo, cumarina, hidroxicumarina e uma proteína capaz de inativar a tripsina e o fator de coagulação XII. Tanto o extrato hidroalcoólico a 20% como a cumarina, obtidos da casca dessa planta, mostraram ação broncodilatadora em testes com músculo traqueal de cobaia.

Em estudos realizados com traquéia isolada de cobaia, foi observado um efeito relaxante direto do extrato etanólico bruto maior do que aquele obtido pela cumarina. O mesmo resultado foi encontrado quando à preparação utilizada foi a de útero de rata. Testes laboratoriais com a cumarina e uma fração flavonóide (isocampferídeo) comprovaram ação antiinflamatória. Derivados da cumarina são usados como anticoagulantes orais, como preventivo de acidente vascular.



Indicações: Tem ação antiinflamatória, antimicrobiana e expectorante.

Parte usada: Casca do caule

Modo de usar: Pode ser usado na forma de tintura (30 gotas, dissolvidas em água, 3 vezes ao dia) ou xarope ( uma colher das de sopa, 3 vezes ao dia)

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Muitas leguminosas apresentam derivados da cumarina que são tóxicos. Quando usados em grandes doses, paralisam o coração e deprimem o centro respiratório. Quando as cascas do cumaru estão mofadas, o fungo pode transformar a cumarina em dicumarol, que é muito tóxico.

Contra-indicações: Devido à presença do dicumarol, que impede a coagulação, deve-se evitar o uso em pessoas com antecedentes hemorrágicos e o uso concomitante com outros medicamentos. Melhor não ser administrado em pessoas com problemas cardíacos.
ESPINHO DE CIGANO

Nome científico: Acanthospermum hispidum DC.

Família: Compositae.

Nomes populares: Espinho de cigano, carrapicho de cigano, cabeça de boi.

Constituintes químicos: Diterpeno glicosídio, acanthospermol, hexacosanol, bertulina.

Ação broncodilatadora comprovada cientificamente em ensaios pré-clínicos. Extrato bruto hidroalcoólico produziu efeito inibitório sobre contrações induzidas por histamina em íleo isolado de cobaia, e por ocitocina e bradicinina, em útero isolado de rata.



Indicações: Possui ação broncodilatadora, hipotensora e antifúngica.

Parte usada: Raiz.

Modo de usar: Usar uma colher de sopa do xarope, 3 vezes ao dia.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Os brotos e sementes mostraram efeitos tóxicos como diarréia, dificuldade respiratória, queda de cabelo, hemorragia, fraqueza dos membros e icterícia.

Contra-indicações: Evitar o uso em cardíacos, pois foi constatado aumento da atividade cardíaca em animais de laboratório.
EUCALIPTO

Nome científico: Eucaliptus globulus Labil.

Família: Myrtaceae.

Nomes populares: Eucalipto, árvore da febre, mogno branco.

Constituintes químicos: O Eucaliptol, por via oral ou por inalação, tem atividade expectorante, fluidificante e anti-séptica da secreção bronquial. O mentol produz uma sensação refrescante na mucosa nasal. Os óleos essenciais, independente de sua via de administração, são eliminados majoritariamente pela via respiratória, daí sua ação nas patologias respiratórias.

Estudo clínico demonstrou que o eucalipto aumenta o movimento ciliar em paciente com bronquite crônica obstrutiva. Mas o uso continuado pode gerar um efeito imobilizador. Tem ação febrífuga.



Indicações: Usado no tratamento das sinusites, das bronquites, e demais infecções do aparelho respiratório.

Parte usada: Folhas

Modo de usar: Infuso das folhas a 2,5%. Tomar uma xícara, três vezes ao dia.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Doses altas podem provocar: náuseas, vômitos, epigastralgias, gastrenterites, sufocação, hematúria, neurotoxicidade (convulsões, perda da consciência, delírio e miose). Em casos mais graves, depressão bulbar respiratória e coma. Em crianças asmáticas pode aparecer efeito paradoxal (broncoespasmos). Usado topicamente, o óleo essencial pode provocar urticária e eczemas.

Contra-indicações: Não usar em epilépticos, grávidas e em crianças menores de 3 anos .
GUACO

Nome científico: Mikania Glomerata,

Família: Compositae

Nomes populares: Guaco, guaco cheiroso, erva de cobra, coração de Jesus.

Constituintes químicos: Rico em cumarina e seus derivados. Outros constituintes químicos são: óleos essenciais (beta-cariofileno, germacreno, biciclogermacreno) taninos, flavonóides e saponinas. A cumarina relaxa a musculatura lisa da árvore respiratória de onde provem sua ação espasmolítica e bronco-dilatadora. Estudos pré-clínicos in vitro, com traquéia isolada de cobaia, contraída por histamina, mostraram efeito relaxante. O mesmo efeito foi obtido com músculo humano, pré-contraído com K+.

Indicações: Expectorante, analgésico, antitussígeno, antiinflamatório e anti-séptico.

Parte usada: Folhas.

Modo de usar: Para as afecções respiratórias, usa-se o xarope. No tratamento das dores nevrálgicas e reumáticas pode-se fazer a ficção com as folhas, fazer compressa ou usar a pomada.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses indicadas, não os provoca. Em altas doses, acarreta taquicardia, vômitos e diarréia.

Contra-indicações: Grávidas e crianças.

Observação: Planta incluída na RENAME
HORTELÃ DA FOLHA GRANDE

Nome científico: Plectrantus amboinicus Lour.

Família: Lamiaceae

Nomes populares: Hortelã da folha grossa, hortelã da folha graúda, hortelã da Bahia, malva do reino, malva de cheiro, malvarisco e malvariço.

Constituintes químicos: Óleos essenciais (timol e carvacrol), flavonóides e mucilagens, os quais são responsáveis por suas atividades anti-séptica, bronco-dilatadora, mucolítica e antiiflamatória. Devido a isso, ocorre uma melhora nas patologias do trato respiratório. O carvacrol tem uma reconhecida ação germicida, anti-séptica, bronco-dilatadora, mucolítica e antifúngica.

Indicações: Anti-séptico, antiinflamatório, expectorante.

Parte usada: Folhas

Modo de usar: Tomar uma colher de sopa, do xarope, 3 vezes ao dia ou uma xícara do infuso, três vezes ao dia. Para as patologias bucais com infecção e inflamação, deve-se fazer o bochecho e o gargarejo do infuso, três vezes ao dia.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendadas, não há referências destes efeitos na literatura consultada.

Contra-indicações: Não há referência na literatura consultada.
IPÊ ROXO

Nome científico: Tabebuia avellanedae Lor.

Família: Bignoniaceae.

Nomes populares: Ipê roxo, ipê, pau d’arco, ipê preto, piúva e lapacho.

Constituintes químicos: Seus principais constituintes químicos são as naftoquinonas, dentre as quais se destacam o lapachol, a alfa e a beta lapachona. Outros constituintes químicos: B-lapachona, carobina, carobinase e taninos. Tem, ainda, óleos essenciais, antaquinonas, saponinas, flavonóides, substânicas amargas, etc. As naftoquinonas, como o lapachol, têm acentuada atividade inibidora sobre diversos microorganismos que provocam infecções respiratórias. Seu mecanismo de ação se dá através da intoxicação mitocondrial dos microorganismos. Em estudo clínico com pacientes na faixa etária de 21 a 45 anos, portadores de sinusites nas fases aguda e crônica, que já tinham feito uso de drogas antibacterianas, antiflogísticas e descongestionantes por via oral e em alguns casos, corticóides diretamente nos seios foi feita a administração do lapachol através das narinas, na dosagem de 3 gotas em cada narina, 3 vezes ao dia durante o período de 10 a 15 dias. Os pacientes apresentaram respostas clínicas satisfatórias com erradicação das sinusites em 92% dos casos.

Indicações: Antimicrobiano, antiinflamatório, cicatrizante.

Partes usadas: Casca do caule e cerne

Modo de usar: Tomar 30 gotas de tintura, 3 vezes ao dia, diluídas em água. Para uso local (gargarejo e bochechos), usar o decocto. No tratamento da sinusite, também pode se fazer a inalação, isoladamente ou em conjunto com outras plantas, como o eucalipto.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O contato da substância pulverizada com a pele pode provocar dermatose alérgica. Testes com ratos mostraram toxidade tanto para o Lapachol, com para a B-Lapachona, inclusive com ação abortiva e efeito teratogênico. Em doses elevadas pode causar problemas gastrintestinais, anemia e aumento do tempo de coagulação.

Contra-indicações: Gestantes e em casos de hipersensibilidade.
MASTRUZ

Nome científico: Chenopodium ambrosioides L.

Família: Chenopodiaceae

Nomes populares: Mastruz, mastruço, erva de Santa Maria, menstruz, lombrigueira e erva mata-pulgas.

Constituintes químicos: Na sua composição química tem óleo essencial (rico em ascaridol), saponinas, flavonóides, etc. Atividade expectorante e fluidificante nas afecções pulmonares. É vermífugo (helmintos), colagogo, emenagogo, abortivo e antimicrobiano.

Indicações: Expectorante, vermífugo, anti-séptico. Ajuda na consolidação das fraturas ósseas.

Partes usadas: Folhas e sementes.

Modo de usar: Infusão de 3g em 250ml de água quente. Tomar 3 xícaras por dia.

Suco das folhas verdes: 2g em 1 xícara de leite adoçado.



Efeitos adversos e/ou tóxicos: O óleo do mastruz é muito tóxico para o fígado e para os rins, pela presença do ascaridol. O tratamento com o mastruz não deve ser prolongado devido à sua toxidade.

Contra-indicações: Crianças, pessoas idosas, debilitadas, grávidas e pacientes com distúrbios auditivos.
MILONA

Nome Científico: Cissampelos sypodialis.

Família: Menispermácea.

Nomes populares: Milona, orelha de onça.

Constituintes químicos: Planta rica em alcalóides como a warifteína, a milonina e a laurifolina, sendo a primeira a mais encontrada.

Ensaios farmacológicos em ratos mostraram efeitos relaxantes sobre o músculo liso traqueal, com inibição do tônus espontâneo e das contrações induzidas por mediadores da asma. Comprovou-se igual ação no trato gastrintestinal (íleo), sistema reprodutor (útero) e vascular (aorta).



Tem ação bronco-dilatadora e inibe a degranulação de neutrófilos de células humanas induzidas pelo peptídio formil-metionina-prolina-leucina. Tal mecanismo de ação envolve o aumento dos níveis intracelulares de monofosfato cíclico de adenosina, resultando na inibição de enzimas nucleotídeo fosfo-diesterases.

Indicações: Broncodilatador, expectorante, fluidificante.

Partes usadas: Raízes e folhas.

Modo de usar: Uma xícara do infuso das folhas ou do decocto das raízes, três vezes ao dia. Trinta gotas da tintura, três vezes ao dia, ou uma colher de xarope, três vezes ao dia.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendadas, não há referências destes efeitos na literatura consultada.

Contra-indicações: Não há referência na literatura consultada.
MUSSAMBÊ

Nome científico: Cleome spinosa Jacq.

Familia: Caparidaceae.

Nomes populares: Mussambê, Sete-marias, Mussambê-cor-de-rosa, Bredo-fedorento.

Constituintes químicos: Na literatura por nós consultada não há registro de estudos científicos sobre seus constituintes químicos e sua ação terapêutica, mas seu uso é muito disseminado no meio popular. No meio popular é muito comum a utilização desta planta sob a forma de lambedor das flores para diminuir a tosse e aumentar a expectoração. Também tem ação broncodilatadora.

Indicações: Expectorante, antitussígeno.

Partes usadas: Flores, folhas, raiz e sementes.

Modo de usar: Decocto das raízes e das sementes e infuso das folhas e flores a 3%. Tomar 1 xícara, 3 vezes ao dia.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: As sementes, quando usadas em excesso, provocam gases intestinais.

Contra-indicações: Não há referência na literatura consultada.

TRANSAGEM

Nome científico: Plantago major L

Família: Plantaginaceae

Nomes populares: Transagem, tanchagem.

Constituintes químicos: Seus principais constiutintes químcos são ss ácidos clorogënico e neoclorogënico, a aucubina e as mucilagens. Os ácidos clorogënico e neoclorogënico são responsáveis pela ação antiinflamatória e cicatrizante. A aucubina é a responsável pela ação antimicrobiana para Staphylococus aureus e Micrococus flavus. Estudos em cobaias mostraram seu efeito broncodilatador em espasmo da musculatura dos brönquios induzida por acetilcolina.

Indicações: Anti-séptico e antiinflamatório. Tem atividade hipotensora e reduz o colesterol plasmático.

Partes usadas: Folhas e sementes

Modo de usar: Gargarejo e bochecho do infuso de suas folhas para o tratamento de inflamações da orofaringe. O infuso e o xarope podem ser tomados para o tratamento do bronco-espasmo.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendadas, não há referências destes efeitos na literatura consultada.

Contra-indicações: Não há referência na literatura consultada.

PLANTAS COM ATIVIDADE NA SAÚDE BUCAL
AGRIÃO DO PARÁ

Nome científico: Spilanthes acmella

Família: Asteraceae.

Nomes populares: Agrião do mato, pimenta d’água, anestesia, jambu.

Constituintes químicos: Saponinas, triterpenódes, spilantol (responsável pela ação anestésica) e óleos essenciais (responsáveis pelo odor característico) são seus principais constituintes químicos.

Indicações: Analgésico (dores de dente), anti-séptico, desinfetante.

Partes usadas: Botão floral e folhas.

Modo de usar: Colocar o botão machucado ou algodão embebido em alcoolatura na área do dente que está dolorida, ou na afta. Como anti-séptico bucal, pode-se fazer o bochecho com o infuso.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses e na forma de uso recomendadas, não existem efeitos adversos/tóxicos referidos na literatura.

Contra-indicações: Evitar o contato com a laringe por causa do risco de provocar paralisia da glote que, embora, transitória, pode ser perigosa.
ALECRIM PIMENTA

Nome científico: Lippia sidoides Cham

Família: Verbanaceae.

Nomes populares: Alecrim de tabuleiro, estrepa cavalo, alecrim do Nordeste.

Constituintes químicos: Contém óleo essencial rico em timol (50 a 60%) e carvacrol (5 a 10 %), responsáveis pelo sabor picante e pelo forte odor. O óleo essencial tem considerável ação contra as bactérias provocadoras de cáries e outras patologias bucais. Em experimentos laboratoriais, apresentou halo de inibição comparável ao provocado por antibióticos como vancomicina e cefaloxina.

Indicações: Anti-séptico, mau hálito, aftas, inflamações das gengivas e amídalas.

Parte usada: Folhas.

Modo de usar: Fazer o bochecho com o infuso ou com a tintura diluída em água, três vezes ao dia.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não há referência na literatura consultada.

Contra-indicações: Não há referência na literatura consultada.
CALÊNDULA

Nome científico: Calendula officinalis L.

Família: Asteraceae.

Nomes populares: Calêndula, malmequer, maravilha-dos jardins.

Constituintes químicos: Na sua composição química apresenta óleos essenciais, saponinas, quercitina, sitosterol, ácido salicílico, inulina, taninos e ácido fenólico.

Estudos pré-clínicos e clínicos demonstraram sua atividade antiinflamatória e antimicrobiana, bem como o incremento da epitelização de feridas. Também induz a micro-vascularização.



Indicações: Antiinflamatório, antimicrobiano e cicatrizante.

Parte usada: Flores.

Modo de usar: Fazer o gargarejo com o infuso das folhas, três vezes ao dia.

Efeitos adversos e/ou tóxicos:

Contra-indicações: Grávidas, devido ao seu efeito de provocar contrações uterinas.
CAMOMILA

Nome científico: Chamomilla recutita

Família: Asteraceae.

Nomes populares: Camomila dos alemães, camomila vulgar.

Constituintes químicos: Óleos essenciais (0,3 a 1,5%): azulenos (26-46%), principalmente o camazuleno e o guajazuleno. Outros componentes: bisabolol, mucilagens, taninos, cumarinas, flavonóides (apigenina, quercitina, patuletina).

Indicações: Analgésico (em erupções dentárias), antiinflamatório (amidalites, gengivites, estomatites).

Parte usada: Capítulos florais.

Modo de usar: Fazer o gargarejo com o infuso das flores, três vezes ao dia.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Em doses elevadas, provoca náuseas, vômitos e insônia.

Contra-indicações: Não há contra-indicações referidas na literatura consultadas.
CRAVO DA ÍNDIA

Nome científico: Eugenia caryophyllus

Família: Myrtaceae.

Nomes populares: Cravinho, cravo de cabecinha.

Constituintes químicos: Óleos essenciais (15-20%). Neles, se destaca o eugenol (65 a 90%). Tem ainda acetato de eugenil (5-20%), metilaminacetona e cariofilina.

Indicações: Analgésico (dores de dente), antiinflamatório, antimicrobiano

Parte usada: Botão floral seco.

Modo de usar: Colocar o botão machucado ou um algodão embebido na tintura na área dental que está dolorida. Como anti-séptico e antiinflamatório bucal, deve-se bochechar o infuso.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O óleo essencial em doses elevadas provoca irritação das mucosas e neurotoxidade.

Contra-indicações: Pacientes com úlcera gástrica.
GENGIBRE

Nome científico: Zingiber officinale Rosc.

Família: Zingiberaceae.

Nome popular: Gengibre.

Constituintes químicos: A planta contém em sua composição óleos essenciais (0,5 a 3%), sendo os principais o cânfeno (8%), o alfa-pineno (2,5%), o cineol o zingibereno. Tem resinas (5 a 8%), onde se concentram os princípios amargos e picantes que são os responsáveis pela ação antiespasmódica e antiemética.

O extrato do rizoma, rico em óleos essenciais, é muito ativo frente a diversos microorganismos, alguns deles responsáveis por infecção da árvore respiratória e da boca. Tem atividade antiinflamatória e antipirética.



Indicações: Anti-séptico bucal e antiinflamatório. Diminui a rouquidão. Usado nas infecções do trato geniturinário e como estimulante do apetite e da secreção gástrica. Tem ação carminativa, antiemética e antiespasmódica.

Parte usada: Rizoma.

Modo de usar: Nos casos de faringite, mascar pequenos pedacinhos.

Advertência: Em contato com a pele pode provocar bolha semelhante a queimaduras. Por isso, muito cuidado no uso.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendadas, não há referências destes efeitos na literatura consultada.

Contra-indicações: Grávidas, lactantes e pacientes com litíase vesicular.
JOAZEIRO

Nome científico: Zizyphys joazeiro

Família: Rhamnaceae.

Nomes populares: Joá, juá.

Constituintes químicos: Planta rica em saponinas com comprovada ação anti-séptica. Destrói a placa bacteriana, responsável pela formação da cárie.

Indicações: Anti-séptico, expectorante e mucolítico.

Parte usada: Raspa da entrecasca.

Modo de usar: Escovar os dentes com a raspa. Para expectorar a tosse, usar o xarope. Para o tratamento de feridas de pele e couro cabeludo, usá-lo como sabão.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Em altas doses, pode provocar náuseas, vômitos e cólicas intestinais.

Contra-indicações: Grávidas e crianças.
TOMATEIRO

Nome científico: Lycopersicon esculentum Mill.

Família: Solanaceae.

Nome popular: Não tem outro nome popular.

Constituintes químicos: Tomatidina, tomatina, solanidina, rutina, ácido clorogênico, licopeno e furocumarina. A tomatina é antifúngica, com boa ação contra cândida.

Indicações: Antiinflamatório, antifúngico (cândida).

Parte usada: Polpa.

Modo de usar: Para candidíase, deve-se machucar a polpa e deixá-la por um tempo na boca.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não há referência na literatura.

Contra-indicações: Não há referência na literatura.


PLANTAS TÓXICAS

São todos os vegetais que, em contato com o organismo do homem ou de animais, ocasionam danos que se refletem na saúde e na vitalidade desses seres. Todo vegetal é potencialmente tóxico.

O princípio tóxico consiste em uma substância ou um conjunto delas, quimicamente bem definido, de mesma ou diferente natureza, capaz de causar intoxicação, quando em contato com o organismo.

Fatores que determinam ou influenciam a toxidade das plantas

a) relacionados com a planta:

1- Condições ambientais: condições climáticas (temperatura, grau de umidade, duração do dia), de solo (constituição do solo, PH, excesso ou falta de nutrientes) e trato culturais: os períodos de seca prolongada favorecem o acúmulo de substâncias tóxicas, devido à diminuição do metabolismo.

2- Parte da planta: em algumas plantas, há maior concentração do princípio tóxico em uma ou mais partes da planta. Ex.: Ricinus communis (Mamona) - sementes.

3- Variedade da planta: dentro de uma mesma espécie podem existir variações quanto à concentração de princípios tóxicos, contidos numa planta.

4- Solubilidade do princípio ativo: a intoxicação pode ser precipitada pela ingestão de água. Ex.: Policourea marcgravii (erva de rato) - ácido monofluoracético.

b) relacionados com a pessoa:

1- Idade: as crianças e os idosos são mais susceptíveis à intoxicação.

2- Dose: quanto maior a dose maior a probabilidade das ocorrências de intoxicações.

3- Condições de saúde: organismos debilitados são mais susceptíveis a intoxicações.

4- Via de administração: muitas plantas de uso externo são tóxicas quando administradas por via oral. Ex.: Confrei (Synphytum officinale L.).

5- Condições fisiológicas especiais: Hipersensibilidade do usuário, gestação, etc. Muitas plantas tidas como medicinais são abortivas ou podem causar mal ao feto. Ex.: Confrei (Synphytum officinale L.), Mussambê (Cleome heptaphilla), Capim Santo (Cymbopogon citratus (D.C.) Stapf).

6- Tempo de uso: quanto maior o tempo de uso, mas propenso está o usuário a ter problemas tóxicos.

Distúrbios produzidos pelas plantas tóxicas:

1- Distúrbios digestivos: náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia. Os principais responsáveis por estes sintomas são:

a) Proteínas tóxicas: Ricina da mamona (Ricinus comunis L).

b) Solaninas: presentes no gênero Solanum (Arrebento–cavalo, Jurubeba, Erva-moura, etc.)

c) Saponinas: Sapindus saponaria L. (Sabonete).

d) Resinas: mistura de álcoois, ácidos e fenóis têm efeito irritante sobre o trato gastrintestinal. Ex: D. racemosa Grisele (Imbira) provoca distúrbios diarréicos graves.

2 – Distúrbios cutâneo-mucosos:

Traumas mecânicos: Ex. Stipa sp – frutos espiculados perfuram a pele.

Irritação química primária: seiva leitosa do Avelós, da Coroa de Cristo, etc.

Sensibilização alérgica: Ipê roxo, aroeira do sertão.

Fotossensibilização: Plantas ricas em furocumarinas: Arruda e Hipérico.

Distúrbios nas mucosas, como erosões, úlceras hemorrágicas, edema. Ex: Dieffenbachia picta Schott (comigo-ninguém-pode).



3 – Alergias Respiratórias:

Rinite alérgica, asma alérgica. Ex: Ricinus comunis (Mamona).

4- Alucinações: Jurema preta, angico, saia branca, coca, etc.
Tipos de intoxicação

1- Intoxicação Aguda: quase sempre por ingestão acidental da planta inteira ou de partes. Sua incidência é preponderante no grupo pediátrico.

2- Intoxicação Crônica: (três tipos)

a) Ingestão continuada: A ingestão continuada de certas espécies vegetais provoca distúrbios clínicos, muitas vezes complexos e graves. Ex: Cirrose hepática provocada pelo hábito de ingerir Crotalária e distúrbios hepáticos e circulatórios pelo costume de ingerir alimentos preparados com farinha de trigo contaminada com sementes de Senécio, observados em algumas populações orientais.

b) Exposição Crônica: Evidenciada particularmente por manifestações cutâneas em virtude do contato sistemático com vegetais, verificado com maior freqüência em atividades industriais ou agrícolas.

c) Utilização continuada de certas espécies vegetais, sob a forma de pós para inalação, fumos ou infusões, visando a experimentar efeitos alucinógenos e entorpecentes.


Regras básicas de prevenção no contato com plantas.

- Conhecer as plantas perigosas da região, da casa e do quintal. Conhecê-las pelo aspecto e pelo nome.

- Não comer plantas selvagens, inclusive cogumelos, a não ser que sejam bem identificadas.

- Conservar plantas, sementes, frutos e bulbos longe do alcance de crianças pequenas.

- Ensinar as crianças, o mais cedo possível, a não pôr na boca plantas ou suas partes, alertando-as sobre os perigos em potencial das plantas tóxicas.

- Não permitir nas crianças o hábito de chupar ou mascar sementes ou qualquer outra parte da planta.

- Identificar as plantas antes de comer seus frutos.

- Não confiar em animais ou pássaros para saber se uma planta é tóxica.

- Lembrar que nem sempre o aquecimento ou cozimento destrói a substância tóxica.

- Armazenar bulbos e sementes seguramente e longe do alcance das crianças.

- Não fazer nem tomar remédios caseiros com planta, sem orientação médica.

- Lembrar que não existem testes ou regras práticas seguras para distinguir plantas comestíveis das venenosas.

- Evitar fumaça de plantas que estão sendo queimadas a não ser quando sejam bem identificadas.
Princípios gerais de tratamento das intoxicações agudas por plantas

O tratamento de qualquer intoxicação aguda, incluindo as por plantas, deve seguir as 4 etapas básicas: diminuição da exposição do organismo ao tóxico, aumento da eliminação do tóxico já absorvido, administração de antídotos e antagonistas e tratamento geral e sintomático.


Assim, pode-se afirmar que uma planta pode ser ora medicinal ora tóxica, dependendo de fatores relacionados com o indivíduo e com a planta.
PLANTAS POTENCIALMENTE TÓXICAS
AVELÓS

Nome Científico: Euphorbia tirucalli L.

Família: Euphorbiaceae

Nome popular: Avelós

Sintomas da intoxicação: as lesões caracterizam-se inicialmente por edema e eritema, evoluindo para a formação de vesículas e pústulas, normalmente pruriginosas e doloridas. Casos de ingestão da planta são raros e os sintomas desta forma de intoxicação aparecem rapidamente sendo irritação da mucosa bucal, com sensação de queimadura, edema, dor e salivação. A ingestão provoca gastrenterite severa com forte diarréia e vômitos.

Tratamento: O tratamento é sintomático. Medidas de higiene (lavagem prolongada do local), quando houver contato com a pele, precauções contra infecções secundárias, no caso de formação de vesículas e pústulas. Em contato com os olhos, após lavagem prolongada com grande quantidade de água, é recomendado o uso de colírios anti-sépticos. Em casos mais graves, é também aconselhado o uso de corticóides e anti-histamínicos. Nos casos de ingestão, a lavagem gástrica só é recomendada se a quantidade da planta ingerida for considerável. A administração de carvão ativado e de laxantes é indicada, além de analgésicos e demulcentes.




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