Universidade federal da paraíBA



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Parte utilizada: Folhas e ramos.

Modo de usar: Infuso, tintura, alcoolatura, etc. No mercado, há diversas outras formas de apresentação.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não referidos na literatura consultada.

Contra-indicações: Grávidas e lactantes (há menção, não confirmada, de que diminui a produção de leite).

Observação: Planta incluída na RENAME.

GOIABEIRA

Nome científico: Psidium guajava L.

Família: Myrtaceae.

Nomes populares: Goiabeira, goiaba.

Constituintes químicos: Nas folhas, os principais constituintes químicos são: taninos (9 a 10%), como: penduculaginas e guacinas). Tem, ainda, flavonóides (quercetina, avicularina e guajaverina) e óleos essenciais. Eficaz contra diversos microorganismos devido aos taninos e aos flavonóides acima citados. As cascas são ricas em taninos (12 a 30%).

A quercitina é a principal responsável pela atividade antidiarréica por diminuir a produção de acetilcolina, que é um estimulante da contração dos músculos lisos intestinais e de outros músculos lisos de contração involuntária. A quercitina está mais presente nas cascas e nas folhas.



Indicação: Antidiarréica, antimicrobiana, hipogliceminate.

Parte utilizada: Gomos foliolares (olhos).

Modo de usar: Infuso dos gomos foliolares verdes ou das cascas.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O cozimento das partes aéreas desta planta pode apresentar concentrações elevadas de quercetina (44%). Quando a dosagem atinge 800mg/Kg, resulta ação mutagênica.

Contra-indicações: Grávidas e lactantes.
HORTELÃ HOMEM

Nome científico: Plectranthus barbatus Andr.

Família: Labiatae.

Nomes populares: Malva santa, sete dores, boldo nacional, sete dores.

Constituintes químicos: Tem óleo essencial rico em guaieno e fenchona, princípios amargos e outros constituintes fixos de natureza terpênica, como a barbatusina. Estimula o esvaziamento gástrico e diminui a produção de HCL. Ação anti-ulcerogênica comprovada em ratos.

Indicações: Úlcera gástrica, dispepsia, dores de estômago, azia. Estimula o apetite e a digestão.

Parte utilizada: Folhas.

Modo de usar: Infuso, alcoolatura, xarope ou a folha in natura.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Na literatura consultada, não há citação destes efeitos.

Contra-indicações: Na literatura consultada, não citação de contra-indicações.
JURUBEBA

Nome científico: Solanum paniculatum L.

Nome Popular: Jurubeba

Família: Solanaceae

Constituintes químicos: Possui alcalóides (solanina, solanidina, solanosodina) nas raízes, nas cascas e nas folhas. Saponinas (jurubina, paniculogenina), principalmente nas raízes. Solanidina e solanosodina demonstraram atividade hepatoprotetora em animais de laboratório. Tem comprovada ação antiúlcera em estudos pré-clinicos, por diminuir a secreção gástrica.

Indicações: Útil no tratamento da úlcera gástrica, das afecções hepáticas e das vias biliares, das dispepsias, da anemia e da astenia.

Partes usadas: Raízes, casca do caule, folhas e frutos.

Modo de usar: Tintura, alcoolatura, xarope, suco, decocto e infuso.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O uso interno dos frutos verdes, ou altas doses de preparações desta planta, devido à presença de solanina, pode provocar náuseas, vômitos, diarréia, dores de estômago e de cabeça. Evitar o uso prolongado.

Contra-indicações: Grávidas, devido ao efeito tônico sobre o útero.

MACELA

Nome científico: Egletes viscosa Cass.

Nomes populares: Marcela ou macela-da-terra

Família: Compositaes.

Constituintes químicos: Princípios ativos: ácido centipédico e ternatina (ação antiespasmódica) e acetato de trans-pinocarveila.

Indicações: Cólicas intestinais, diarréia, dispepsia, azia e enxaqueca.

Parte utilizada: Flores.

Modo de usar: Infuso de 1 a 3 % de flores secas. Tomar três vezes ao dia.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Na literatura consultada, não há referência.

Contra-indicações: Na literatura consultada, não há referência.
MAMOEIRO

Nome científico: Carica papaya L.

Família: Caricaceae.

Nome popular: Mamoeiro

Constituintes químicos: Papaína, conhecida como pepsina vegetal, fermento proteolítico, responsável pela ação digestiva, pode "digerir" as proteínas até 35 vezes o seu próprio peso. Esta substância amacia a carne.

A quimopapaina e papaiaproteinase têm a mesma função. O alcalóide carpaina tem ação inibitória sobre diversos microorganismos e sobre a ameba. As resinas e as fibras são responsáveis pela ação laxante.

De há muito tempo, este fruto é usado no tratamento de pessoas com dificuldade na digestão de proteínas. Também é adicionada a cremes contra picadas e coceiras. A fruta madura pode ser comida crua, mas a verde precisa ser cozida.

Indicações: Digestivo, laxante, anti-inflamatório e vermífugo.

Parte utilizada: Fruto, leite do fruto verde, folhas e sementes.

Modo de usar: Como laxante, deve-se ingerir a polpa do fruto madura, junto às refeições.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: o uso de grande quantidade de folhas pode trazer problemas cardíacos devido à presença da carpaina. O consumo excessivo do fruto deixa as mãos amareladas. As sementes são abortivas e o látex das folhas e do fruto verde produz irritação de peles e mucosas. Em pessoas sensíveis, a papaína produz reações respiratórias alérgicas.

Contra-indicações: Nas doses recomendas não há contra-indicações, principalmente o uso do fruto.
PITANGA

Nome científico: Eugenia uniflora

Nome Popular: Pitanga.

Família: Mirtaceae.

Constituintes químicos: As folhas contêm óleos essenciais, como o eugenol e o cineol e ácidos fenólicos. Tem, também, flavonóides (quercitina e a quercitrina) e taninos.

Estudos pré-clíncos demonstraram ação antimicrobiana, principalmente para gram(+), antoxidante, diurética e antihipertensiva. Contudo, seu uso mais importante é no tratamento da disenteria. Ela aumenta a absorção de água e diminui os movimentos peristálticos. O eugenol do óleo essencial tem propriedades carminativa, eupéptica e antisséptica.



Indicações: Disenteria, hipertensão arterial.

Parte utilizada: Folhas

Modo de usar: Infuso das folhas.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não se conhecem efeitos adversos do uso da Pitanga

Contra-indicações: Não se aconselha o uso durante a gravidez e a amamentação.

SAIÃO

Nome científico: Kalanchoe brasiliensis Camp.

Família: Crassulaceae.

Nomes populares: Coirama, coirama-brava, coirama branca.

Constituintes químicos: Briofilina; ácido caféico, ferúlico e cinâmico; esteóides e flavonóides (quercitina e kaempferol). Tem alto teor de mucilagens.

Estudos laboratoriais confirmaram a ação antiinflamatória, analgésica e bactericida.



Indicações: Gastrites, úlceras, inflamações e infecções.

Parte utilizada: Folhas

Modo de usar: Sumo da folha fresca, infuso, alcoolatura e xarope

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Diminuição da pressão arterial.

Contra-indicações: Gestantes, hipotensos e portadores de alterações da função da tireóide.
SENA

Nome científico: Senna alexandrina.

Família: Leguminosae-Caesalpinoideae.

Nomes populares: Sena ou sene.

Constituintes químicos: Planta rica em antraquinonas, como glicosídeos de diatrona, senosídeos A e B, que entram na composição de vários medicamentos laxantes, e aloe-emodina. Possui flavonóides mucilagens e resinas.

Indicações: Laxante e antimicrobiano.

Partes utilizadas: Folhas (folíolos) e frutos (vagens).

Modo de usar: Infuso. Ao usar medicamentos de laboratórios, seguir a orientação da bula.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Quando o tratamento é prolongado e a dose elevada, podem ocorrer: irritabilidade intestinal, constipação paradoxal, nefrites, destruição dos plexos nervosos intra-colônicos e câncer intestinal.

Contra-indicações: Grávidas, lactantes e pacientes com úlcera gástricas e doenças intestinais, como colite ulcerativa e doença de Crohon.
TAMARINDO

Nome científico: Tamarindus indica L.

Família: Leguminosae

Nome popular: Tamarindo

Constituintes químicos: A polpa do fruto maduro contém ácidos orgânicos (13-15%), como os ácidos tartárico* (8-18%), acético*, málico* e cítrico*. As folhas e as raízes têm alta concentração de flavonóides e as sementes têm óleos essenciais, sendo os principais os ácidos linoleico (55%) e oléico (15%). A polpa tem muito açúcar e pectina.

Estudos pré-clínicos evidenciaram atividade laxante, bem como atividade antimicrobiana para diversos germes, como a Eschericha coli. Daí porque esta planta é largamente usada para o tratamento da infecção urinária.



Indicação: Laxante, diurético e antimicrobiano.

Partes utilizadas: Polpa do fruto, folhas.

Modo de usar: Da polpa, faz-se o suco. Das folhas, o infuso.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendadas, não referência na literatura consultada.

Contra-indicações: Nas doses recomendadas, não referência na literatura consultada.

PLANTAS COM ATIVIDADE NAS PARASITOSES INTESTINAIS
ALHO

Nome científico: Allium sativum L.

Nomes populares: Alho-bravo, alho comum, alho manso.

Constituintes químicos: Seus principais constituintes químicos são a alicina a aliina e o ajoeno. Os compostos sulfurados são grandes repelentes das parasitoses intestinais, como Taenia saginatta, Oxiurus, Giárdia lamblia e Etamoeba histolyca.

Indicações: Vermífugo, anti-séptico, antiviral.

Parte usada: Bulbo

Modo de usar: O alho deve ser consumido cru, sob a forma de tintura a 50% ou sob a forma de xarope. Não deve ser usado sob a forma de chá, pois a temperatura alta inativa seus princípios ativos.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: A alicina é razoavelmente tóxica e irritante gástrica. É a responsável pelo cheiro característico do alho. Em doses elevadas, pode causar dor de cabeça, ardor no trato gastrintestinal, náusea, vômitos, diarréia, problemas renais, tonturas.

Contra-indicações: Além da hipersensibilidade ao alho, está contra-indicado para pessoas com problemas estomacais e úlceras gástricas. Inconveniente para recém-nascidos e mães em amamentação e, ainda, pessoas com dermatites.
BABOSA

Nome científico: Aloe vera.

Nome popular: Babosa.

Parte usada: Gel da parte interna da folha.

Constituintes químicos: Aloína ou barboleína, aloe-emodina, antrano, crisofano, etc.

Indicações: Tratamento para oxiúros

Modo de usar: Tira-se a casca da folha e corta-se na espessura de um lápis e no tamanho de dois dedos. Coloca-se no congelador e aplica-se à noite, quando os vermes descem para o ânus. Usar durante uma semana.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não se deve usar a babosa internamente, pois seus constituintes químicos antraquinônicos são tóxicos para os rins.

Contra-indicações: Grávidas, lactantes, crianças e pessoas com problemas renais.
HORTELÃ DA FOLHA MIÚDA

Nome científico: Mentha x vilosa

Família: Labiatae.

Nomes populares: Hortelã da folha miúda, hortelã rasteira, hortelã de panela.

Constituintes químicos: Seu principal princípio ativo é o óxido de piperidona, presente em seu óleo essencial, na proporção de 30 a 90 %. Outros princípios ativos: betacubeno, limoneno, 1-8 cineol, linalol, etc. Ensaio clínico comprovou percentual de cura de 95%, em amebíase, de 70%, em giardíase e também elevado índice de cura em tricomoníase urogenital.

Indicações: Antiparasitário, anti-séptico, carminativo, sedativo.

Parte utilizada: Folhas.

Modo de usar: Para ameba e giárdia: uma colher de sopa do xarope três vezes ao dia, ou uma colher de chá do sumo, em jejum, durante sete dias.

Para mau hálito: Fazer gargarejo, com o infuso, três vezes ao dia.



Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não há citação na literatura consultada.

Contra-indicações: Não há citação na literatura consultada.
HORTELÃ PIMENTA

Nome científico: Mentha piperita

Nomes populares: Hortelã-pimenta, hortelã-de-tempero, menta.

Constituintes químicos: Rica em óleos essenciais (0,5 a 4%) Nestes, se destacam o mentol (33 a 55%), a mentona (9 a 31%) e o acetato de metila (10 a 20%). Flavonóides (12%): apigenol, rutina, hesperidina. Taninos (6 a 12%) e substâncias amargas.

Indicações: Aperito e eupéptico. Os óleos essenciais e os flavonóides têm ação colagoga, colerética e carminativa. Útil no tratamento da amebíase.

Parte usada: Folhas.

Modo de usar: Chá por infusão das folhas e sumidades floridas, alcoolatura e xarope.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O mentol pode provocar dispnéia, asfixia, insônia e irritabilidade nervosa.

Contra-indicações: Crianças, grávidas e lactantes.
IPECACUANHA

Nome científico: Cephaelis ipecacuanha Rich

Nomes populares: Ipecacuanha, ipeca, papaconha, ipekaaguene (cipó que faz vomitar).

Constituintes químicos: Seu principal princípio ativo é o alcalóide emetina. Outros de seus alcalóides são: cafeína, ipecinina e emetamina. Também tem saponinas, flavonóides e resinas.

Indicações: Atividade amebicida. Provavelmente, é o mais antigo conhecido antibiótico ativo contra protozoários. É usada no tratamento da disenteria amebiana, do abscesso hepático causado por amebas, tosse, bronquite e vomitivo, nos casos de ingestão recente de substâncias tóxicas.

Parte usada: Raízes

Modo de usar: Chá por decocção, tintura ou xarope.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Doses elevadas provocam náuseas, vômitos, toxidez cardíaca e renal.

Contra-indicações: Grávidas, lactantes, pessoas com enfermidades cardíacas, neuromusculares e insuficiência renal.
JERIMUM

Nome científico: Curcubita maxima

Nome popular: Jerimum

Parte usada: Sementes

Constituintes químicos: O aminoácido curcubitina tem ação contra tênia e inibe o crescimento de vermes jovens de Schistosoma. Tem resinas, vitaminas A, C, B1 e B2, proteínas e minerais: como cálcio, ferro, fósforo, etc.

Indicações: As sementes são usadas no tratamento do Áscaris lumbricóides. Possui atividade laxante (polpa). O suco das folhas pisadas é usado contra queimaduras.

Modo de usar: No meio popular, as sementes são torradas e pisadas com rapadura, formando uma paçoca. Ingerir um pouco desta paçoca durante 15 dias, em jejum.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não referidos na literatura consultada.

Contra-indicações: Não referidas na literatura consultada.
MAMOEIRO

Nome científico: Carica papaia

Nomes populares: Papaeira, papaia, pinograçu

Constituintes químicos: Constituintes químicos: papaina, pitoquinosa, ácido málico, papaiol, etc.

Parte usada: Sementes e fruto.

Indicações: óleo essencial das sementes do fruto maduro, que contém papaiol, tem ação vermífuga, principalmente sobre oxiúros. Para vermes, usar o leite do fruto verde e as sementes. Das folhas verdes, faz-se o infuso.

As sementes pretas e picantes, que se dispõem na parte oca e central do fruto, podem ser utilizadas com um substituto da pimenta. No entanto, elas podem ter efeitos adversos no aparelho digestivo.



Modo de usar: As sementes podem ser ingeridas in natura. O leite do fruto ou do caule pode ser tomado com leite ou com água, trinta gotas, em jejum. No meio popular, é comum o uso do leite do fruto, ou do caule, com cachaça. O fruto verde precisa ser cozinhado. Estando maduro, pode ser comido in natura.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: o uso de grande quantidade de folhas pode trazer problemas cardíacos devido à presença da carpaína. O consumo excessivo do fruto deixa as mãos amareladas. As sementes são abortivas e o látex das folhas e do fruto verde produz irritação de peles e mucosas. Em pessoas sensíveis, a papaína produz reações respiratórias alérgicas.

Contra-indicações: Nas doses recomendas não há contra-indicações, principalmente o uso do fruto.
MASTRUÇO

Nome científico: Chenopodium ambrosioides

Nomes populares: Mastruço, mastruz, erva de Santa Maria

Constituintes químicos: As sementes são ricas em um óleo essencial, conhecido como "óleo de quenopódio", que contém um peróxido volátil, o ascaridol (42 a 90%) que é o princípio ativo responsável pela ação anti-helmíntica. O óleo de quenopódio foi muito usado, até a produção sintética de vermífugos mais eficazes e menos tóxicos. Outros óleos essenciais: mirceno, felandreno, limoleno. Outros constituintes químicos: saponinas, flavonóides, vitaminas B2 e C, sais de cálcio, ferro e magnésio.

Indicações: Além da atividade anti-helmíntica, especialmente contra áscaris e ancilóstomo, possui inúmeras outras atividades: digestiva, carminativa, cicatrizante, estimulante, anti-hemorroidal, sedativa expectorante.

Indicações: Vermífugo, expectorante, cicatrizante de fraturas ósseas.

Parte usada: Folhas e sementes.

Modo de usar: As folhas e sementes do mastruço normalmente são usadas juntamente com leite passadas no liquidificador, pela manhã, em jejum, durante 7 dias. Pode-se, também, usar o sumo.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Irritação de pele e mucosas, vômitos, vertigens, zumbidos, dores de cabeça, depressão do SNC, lesões renais e hepáticas, surdez temporária.

Contra-indicações: O uso do mastruço é expressamente proibido em gestantes, devido à propriedade abortiva que apresenta. Contra-indicado, ainda, para crianças, idosos, pacientes com disfunção hepática ou renal, com problemas auditivos e pessoas debilitadas em geral, bem como em cardíacos e ulcerosos gastrintestinais. O óleo de quenopódio já há alguns anos só vem sendo utilizado na veterinária, devido a sua ação toxicológica muito forte.

O tratamento com o mastruço só deve durar, no máximo, uma semana, devendo ser suspenso por 3 ou 4 semanas, para, então, ser retornado.


ROMÃZEIRA

Nome científico: Punica granatum

Nomes populares: Romã, granada, romeeira

Família: Punicaeae



Constituintes químicos: A casca da raiz, do fruto e, em menor proporção, a do tronco e a dos ramos, contêm diversos alcalóides (peletierina, iso-peletierina e metilpeletierina) que têm atividade vermífuga. Atividade in vivo e in vitro, contra cestodos e nematodos. Estes alcalóides provocam paralisia da musculatura lisa e terminações nervosas motoras dos vermes. Sua atividade anti-helmíntica foi constatada em humanos. A absorção lenta dos alcalóides dificulta a ação tóxica. Em altas doses pode provocar vertigem, alterações visuais e vômitos. Uma hora após a tomada da romãzeira, deve-se tomar um purgante para expulsar os vermes mortos.

Indicações: Diarréias, verminose.

Partes usadas: Casca do fruto, do caule e das raízes.

Modo de usar: Chá por decocto e por infuso.

Efeitos adversos e/ou tóxicos:

Contra-indicações: Pessoas debilitadas, crianças lactentes ou mulheres grávidas. Não exceder as doses recomendadas.

PLANTAS COM ATIVIDADE NO APARELHO RESPIRATÓRIO
As plantas medicinais que atuam sobre o aparelho respiratório podem fazê-lo combatendo os micro-organismos que provocam infecção, diminuindo a secreção, relaxando a musculatura brônquica, facilitando a expectoração, fluidificando as secreções, inibindo a tosse e diminuindo a inflamação.

Diversas doenças deste aparelho podem ser tratadas com plantas, muitas com mais de uma atividade, como é o caso do eucalipto, que combate a infecção, fluidifica a secreção e diminui a inflamação.


ALHO

Nome científico: Allium sativum L

Família: Liliaceae

Nomes populares: Alho-bravo, alho comum, alho manso.

Constituintes químicos: Constituintes químicos: ácido salicílico, citral, ajoeno, alicina e aliina. Estudos pré-clínicos mostraram a ação preventiva do alho na gripe, tão efetiva quanto a vacinação. O mesmo foi observado em ensaios clínicos. O uso prévio de cápsula de alho diminuiu significativamente os sintomas da gripe.

Indicações: Antiviral, antiacteriano, antimicótico hipotensor, hipolipemiante.

Parte usada: Bulbo

Modo de usar: Adultos - Tomar 30 gotas da tintura de alho diluída em meio copo de água, 3 vezes ao dia ou um pequeno dente de alho, duas ou três vezes ao dia. O uso da droga deve ser restrito a preparações obtidas recentemente, sem aquecimento e conservadas de preferência em pH ácido.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: A alicina é razoavelmente tóxica e irritante gástrica, responsável pelo cheiro característico do alho. Em altas doses causa efeitos tóxicos no fígado e inibe o crescimento dos ratos albinos. Estes efeitos são evitados pelo uso de vitamina C. Em doses elevadas, pode causar dor de cabeça, de estômago, dos rins e até tonturas.

Contra-indicações: Além das pessoas com hipersensibilidade ao alho, ele é está contra-indicado para pessoas com problemas estomacais, como úlcera e gastrite. Inconveniente para recém-nascidos e mães em amamentação e, ainda, pessoas com dermatites.
CHAMBA

Nome científico: Justicia pectoralis.

Família: Acanthaceae

Nomes populares: Chambá, chachambá, trevo cumaru e anador.

Constituintes químicos: Esta planta possui flavonóides (swertisina e outros), cumarinas, deidrocumarina, beta sistosterol e umbeliferona.

A umbeliferona e a swertisina têm ação espasmolítica e relaxante sobre a musculatura brônquica.



Indicações: Expectorante, bronco-dilatador, antiinflamatório, antitérmico, analgésico e depressor do SNC.




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