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Parte(s) usada(s): Folhas e cascas.

Modo de usar: Infuso das folhas e decocto das cascas.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não referidos na literatura consultada.

Contra-indicações: Não é recomendável o seu uso em pessoas com história de reações alérgicas às Anacardiaceae (manga, caju, umbu, cajarana, etc.).
CAPIM SANTO

Nome científico: Cymbopogon citratus (DC) Stapf.

Família: Gramineae

Nomes populares: Capim santo, capim limão, capim cheiroso.

Composição química:

Óleo essencial: Citral, mirceno, geranial, neral, cânfora, cimbopogona, cimbopogonol e outros.

Outros: Flavonóides (luteolina, orientina), ácidos (acético, cafeico, paracumárioco, clorogênico).

Mirceno (12 % do óleo essencial) – Tem atividade antimicrobiana, antifúgica e analgésica.

Ac. Acético - Rubefaciente, antipruriginoso e anti-séptico, quando na concentração de 1 a 10%.

Citral (65 a 72 do óleo essencial) - principal componente ativo responsável pela ação calmante, antiespasmódica, larvicida e repelente de insetos.

Esta planta, por apresentar constituintes químicos de ação larvicida e inseticida pode ser usada no controle da Larva migrans (verme de cachorro) e no combate de zoodermatoses. No primeiro caso, é interessante cultivar a planta em áreas de concentração de ovos de ancilóstomos (ex. jardins, quintais, etc.).

Tratando-se de zoodermatoses, aconselha-se borrifar o infuso ou o macerado da planta em áreas e horários onde há predominância maior ação de insetos.

O óleo essencial desta planta apresenta atividade antibacteriana contra Staphilococus aureus, E. coli, Salmonella typh, e outros microoorganismos. Nas experiências realizadas em laboratório, foi também encontrada atividade antifúngica, sobre mais ou menos 22 espécies de microrganismos.

Indicações: Antimicrobiano, repelente de insetos, digestivo, carminativo, sedativo.

Parte(s) usada(s): Folhas.

Modo de usar: Tradicionalmente usado sob a forma de infusão.

Efeitos adversos e/ou tóxico: Não referidos na literatura consultada.

Contra-indicações: Não referidas na literatura consultada.
HORTELÃ DA FOLHA GROSSA

Nome científico: Plectrantus amboinicus (Lour) spreng.

Família: Labiatae

Nomes populares: Hortelã da folha grossa, hortelã da folha graúda, malva do reino, malva de cheiro, malvarisco e malvariço.

Composição química

Carvacrol e timol - Têm potente ação germicida, anti-séptica, antifúngica e antipruriginosa. Ambos são compostos do grupo dos fenóis, os mais poderosos agentes antibacterianos.

Cânfora - É um antipruriginoso refrescante e repelente, além de ser rubefaciente quando friccionado.

Mucilagem - Edemulcente, quando aplicado em mucosa, e emoliente, quando aplicado na pele.

Flavonóides - Alguns são antibacterianos. Entre eles, temos a quercetina que aumenta a resistência capilar, reforçando sua vitalidade. Quando o suprimento destes compostos é insuficiente, há fragilidade capilar, com queda de cabelo e favorecimento de outras infecções. Além disso, é antioxidante, inibidor da histamina e da oxidação da adrenalina e estimulante da produção de plaquetas.

Indicações: Antimicrobiano, antiinflamatório, expectorante. Usado no tratamento das tosses, rouquidão e inflamações da boca, das gengivas e amídalas.

Parte(s) usada(s): Folhas

Modo de usar: Nas doenças de pele, pode ser usado o sumo da planta diretamente na área afetada, ou lavá-la com o infuso. Este pode ser usado internamento, bem como o xarope.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendadas, não há registro destes efeitos referidos na literatura consultada.

Contra-indicações: Nas doses recomendadas, não há registro de contra-indicações referidas na literatura consultada. Por precaução, não usar demasiadamente nos primeiros meses da gestação.
MELÃO DE SÃO CAETANO

Nome científico: Momordica charantia L

Família: Cucurbitaceae

Nomes populares: Melão de São Caetano, erva de são Caetano, erva de serpente, fruta de sabiá, erva de São Vicente.

Composição química: Principio amargo, denominado momordoprcrina; triterpenos: momordicininas I, II e III; alcalóides, ácidos orgânicos, azuleno, fitoesteróides e outros.

Azuleno - Possui ação antialérgica e antiinflamatória, possivelmente devido a um efeito estabilizador sobre a membrana dos mastócitos, de forma direta ou indireta, diminuindo a liberação de histamina e promovendo a liberação de cortisona.

Ensaios pré-clínicos e alguns clínicos confirmaram ação analgésica, antiinflamatória, escabicida, hipoglicemiante, com efeitos colaterais inferiores aos da insulina, favorecendo os processos cicatriciais da pele, nos portadores de diabetes tipo II.

Indicações: Inflamações de pele, sarna, piolhos, impigens e diabetes. Antimicrobiano.

Parte(s) usada(s): Folhas (principalmente), flores, fruto e sementes.

Modo de usar: Sabão, infuso e alcoolatura.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: A ingestão de grande quantidade do fruto pode provocar vômitos, diarréia e hipotensão, devido à presença de charantina e curcubitna.

Contra-indicações - Não administrar preparações com os frutos durante a gravidez e a lactação.
RABO DE RAPOSA

Nome científico: Conyza bonariensis (L.) Cronquist.

Família: Compostae

Nomes populares: Rabo de raposa, carniceira.

Composição química:

Ácidos Fenólicos - De um modo geral têm ação antiinflamatória e anti-séptica. Por ter vitamina P (bioflavonóides), aumenta a resistência capilar e reduz a permeabilidade dos vasos.

Entre os ácidos fenólicos encontrados nesta planta, temos:

Ac. Clorogênico - Componente dos polímeros aromáticos, que apresenta efeito antifúngico.

Ac. Cafeico - Apresenta significativa atividade anti-séptica sobre a flora patógena que ataca a pele, principalmente sobre o Stophylococus aureus.

Ác. neoclorogênico - Com comprovada atividade antifúngica e bacteriostática in vitro.

Outros constituintes: Flavonóides (quercetrina, quercitina, apigenina), taninos, lactonas sesquiterpênicas, óleo essencial rico em limoneno.

Indicações: Aftas e micoses.

Parte(s) usada(s): Folhas.

Modo de usar: Alcoolatura ou sumo das folhas.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendadas, não há registro destes efeitos referidos na literatura consultada.

Contra-indicações: Nas doses recomendadas, não há registro de contra-indicações referidas na literatura consultada.
SAIÃO

Nome científico: Kalanchoe brasiliensis Camb

Família: Crassulaceae

Nomes populares: Coirama, corona, coirama branca, corona branca.

Composição química:

Flavonóides - Pigmento dos vegetais, principalmente das flores, denominado de bioflavonóides, quando apresentam atividade farmacodinâmica. Entre suas várias funções temos: imunomoduladora, antioxidante, antimicrobiana.

Os flavonóides são indicados em quase todas as condições inflamatórias e alérgicas da pele, por sua atividade imunossupressora, diminuindo a liberação de mediadores envolvidos nestes processos e estabilizando as membranas celulares.

Aminoácidos – Entre outros, a arginina, que é um coadjuvante na cura de algumas dermatoses. Apresentam ação imunoestimulante, anticancerígena e estimulam a liberação do hormônio do crescimento, inibindo a perda da massa muscular, facilitando, assim, a cicatrização tecidual.

Ácidos orgânicos – Entre outros, temos o ácido caféico, que apresenta ação anti-séptica, ação antiagregante plaquetária e analgésica, e o ácido cumárico, que melhora a micro-circulação, promovendo uma adequada oxigenação tissular.

Briofilina – Substância de ação antibiótica contra vários germes: Staphilococus aureus, Pseudomonas aeruginosas, Echerichia coli e gram positivos, de um modo geral.



Indicações: Antiinflamatório, cicatrizante, antimicrobiano.

Parte(s) usada(s): Folhas.

Modo de usar: Nas doenças de pele, pode-se usar o sumo da planta ou a pomada, diretamente na área afetada ou sob a forma de alcoolatura e xarope, no uso interno.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendadas, não há registro destes efeitos referidos na literatura consultada.

Contra-indicações: Nas doses recomendadas, não há registro de contra-indicações referidas na literatura consultada.
VASSOURA DE BOTÃO

Nome científico: Borreria verticillata (L.) GFW Mayer

Família: Rubiaceae

Nomes populares: Vassoura de botão, vassourinha de botão, cordão de frade, falsa poaia.

Composição química:

Alcalóides – Emetina, borrerina e borreverine, extraídos principalmente das raízes desta planta. A emetina, ou seu derivado, a dehidroemetina, com ou sem corticóides sistêmicos, pode reduzir a dor do herpes zoster agudo. Deve, no entanto, ser usada com cautela devido a seus efeitos tóxicos.

Iridóides (valeotriatos) – Responsável pelo sabor amargo e pela ação antibiótica sobre bactérias gram positivas e gram negativas. Estão mais concentrados na casca dos talos e das raízes.

Compostos Sesquiterpênicos - Guianeno, Cariofileno e Cadineno, encontrados principalmente nas partes aéreas.

Pigmentos Flavônicos - Entre outros, a hesperidina que apresenta efeito venotônico, vasculoprotetor, diminuindo a estase venosa. Apresenta, ainda, atividade miorelaxante e efeito depressor sobre o SNC.

Taninos – Estes, por apresentarem atividade adstringente, precipitam a proteína da pele, formando uma película que priva as bactérias contaminantes do seu substrato nutritivo.

Seus óleos essenciais têm propriedade antibiótica sobre bactérias gram positivas e gram negativas, sendo constatado, em ensaio clínico, a sua eficácia tópica na cicatrização de lesões impetiginosas.

Indicações: Antiinflamatório, antibacteriano, cicatrizante.

Parte(s) usada(s): Toda a planta, especialmente as cascas dos talos e das raízes.

Modo de usar: Usada sob a forma de alcoolatura e infusos.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Em altas doses, pode provocar vômitos.

Contra-indicações: não referida na literatura consultada.

PLANTAS COM ATIVIDADE NO APARELHO DIGESTÓRIO
ABACAXI

Nome científico: Ananas sativus

Família: Bromeleacea.

Nome popular: Abacaxi

Constituintes químicos: Sua enzima bromaleína é uma mistura das bromelinas A e B. Tem atividade digestiva, comparável à ação da pepsina e da papaína favorecendo a degradação dos peptídios. Também atua como antiagregante plaquetário (inibe parcialmente a enzima tromboxano-sintetase), fibrinolítico (ativa o plaminogênio tissular) e antiinflamatório (inibe a formação de bradicinina).

Tem vitamina A, B e C, fibras, compostos fenólicos, etc.



Indicação: Digestivo, carminativo, laxante, antiinflamatório.

Parte utilizada: Fruto.

Modo de usar: Ingerir a polpa do fruto junto às refeições. Com as cascas em maceração, pode-se fazer o suco.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O fruto verde provoca efeitos purgantes, sensação de queimação e ardência na boca.

Contra-indicações: Pacientes em uso de anticoagulantes.
AROEIRA DO SERTÃO

Nome científico: Myracrodruom urundeuva Fr. All.

Família: Anacardeaceae

Nome popular: Aroeira do sertão

Constituintes químicos: A casca é rica em taninos e em outros compostos fenólicos mais simples. Contém duas chalconas diméricas, chamadas urundeuvinas A e B, com forte ação antiinflamatória. O óleo essencial obtido das folhas tem mais de 16 constituintes, sendo os mais importantes o alfa pineno, o gama terpineno e o betacariofileno. Têm ação anti-histamínica e antibradicinina.

Indicações: Atividade antiúlcera, anti-inflamatória, cicatrizante, adstringente, antimicrobiana. Na medicina popular do Nordeste do Brasil, a casca do tronco desta árvore é um dos remédios mais antigos, sendo utilizada para várias patologias.

Estudos realizados com o extrato hidroalcoólico, em ensaios pré-clínicos, evidenciaram efeito antiinflamatório, cicatrizante e antiúlcera. Uma avaliação clínica da planta para o tratamento de úlcera foi realizada através da utilização do elixir da aroeira administrado diariamente, por via oral, pela manhã e à noite, durante 30 dias a 12 indivíduos portadores de úlcera gástrica. Seis deles, ao final do tratamento, apresentaram completa cicatrização do processo ulceroso.



Parte usada: Casca do caule.

Modo de usar: Tintura, xarope, decocto, sabonete.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Em alta concentração, pode provocar irritação do aparelho gastrintestinal. Também pode provocar alergia de pele e alergia respiratória.

Contra-indicações: Pacientes sensíveis a esta planta.
BABOSA

Nome científico: Aloe vera L.

Família: Liliaceae.

Nomes populares: Babosa, erva babosa, caraguatá.

Constituintes químicos: Planta rica em antraquinonas (15 a 30), dentre elas a baboleína (20%). Este composto, sob a ação de bactérias saprófitas anaeróbicas intestinais, é transformado em aloe-emodina-atrona que age na mucosa intestinal diminuindo a absorção de eletrólitos e de água, aumentando o peristaltismo e a secreção mucosa. Daí, sua ação laxante e purgante. Em pequenas doses, tem ação aperitiva, colagoga e estomacal. Age, também, cicatrizando a úlcera gástrica.

Tem, ainda, resinas (16 a 30%) saponinas, mucilagem, lignina, mais de 20 minerais (cálcio, magnésio, potássio, fósforo, etc), vitaminas (A, B1, B2, B6, B9, B12, colina, etc.).



Indicações: Inflamações, constipação, infecções, etc.

Parte utilizada: Sumo mucilaginoso das folhas.

Modo de usar: Sumo alcoolatura, supositórios e pomadas.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Pode causar nefrite em crianças, quando em uso oral. Causa retenção de líquidos e congestão dos órgãos abdominais.

Contra-indicações: Gravidez, pacientes com problemas renais e doenças inflamatórias do intestino.
BATATA DE PURGA

Nome científico: Operculina macrocarpa L. Farwe.

Família: Convolvulaceae.

Nome popular: Batata de purga, jalapa do Brasil, purga do sertão.

Constituintes químicos: Sua ação laxante se deve à presença de resina em alta concentração: 120 g para cada kilograma do tubérculo. Os derivados fenólicos ácido ferúlico, ácido clorogênico, ácido cafeico e ácido protocatecúico são responsáveis pela atividade antimicrobiana e antiinflamatória.

Indicações: Laxante e purgativo. Também é utilizada para o tratamento de doenças infecciosas da pele (impetigo e furúnculos) e reumatismo.

Parte utilizada: Tubérculo.

Modo de usar: Pó, resina e tintura.

Efeitos adversos e/ou tóxicos:

Contra-indicação: Inflamação dos intestinos, devido à sua ação irritativa na mucosa intestinal.
BOLDO

Nome científico: Peumus boldus Molina.

Família: Monimiaceae.

Nomes populares: Boldo do Chile, boldo verdadeiro.

Constituintes químicos: Os alcalóides, como boldina* (25 a 30% dos alcalóides), esparteína e isocoridina, junto com seus flavonóides e o glicosídio boldoglucina, têm ação protetora sobre a membrana dos hepatócitos, diminui o dano oxidativo mitocondrial e estimula a secreção da bílis. O óleo essencial (até 2%) é rico em ascaridol (45%), cineol (30%), linalol, eugenol e p-cimeno. Têm ação antimicrobiana.

Indicações: Dispepsias, discinesias biliares, afecções hepáticas, cálculos biliares e gases intestinais.

Parte utilizada: Folhas.

Modo de usar: Infuso.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Altas doses do seu óleo essencial podem provocar irritação renal, vômitos e diarréia. Pode provocar convulsões.

Contra-indicações: Crianças, lactantes e pacientes com obstrução das vias biliares. La esparteína tem provoca contrações uterinas, daí sua contra-indicações em grávidas.
CANELA

Nome Científico: Cinnamomum zeylanicum Blume.

Família: Lauraceae

Nome popular: Canela, canela verdadeira, canela do Ceilão, canela da Ìndia.

Constituintes químicos: Rica em óleo essencial (0.5 a 3.5 %). Neste, o principal componente e o aldeíldo cinâmico (60 a 75%), eugenol (10%) e outros componentes minoritários como o pineno, felandreno, linalol, metil-eugenol, etc. Nas folhas, o principal componente é o eugenol (80%). Contém cumarina, mucilagens, resinas, gomas, taninos condensados e açúcares. Seu óleo essencial estimula a produção de enzima, principalmente a tripsina, daí suas propriedades eupépticas e carminativas. Tem ação protetora da mucosa gástrica, em pequena quantidade e baixa concentração de eugenol. Do contrário, provoca irritação gástrica. Ensaios pré-clínicos comprovaram atividade miorelaxante e antiinflamatória sobre músculo liso de traquéia e de íleo de cobaias.

Em baixa dose, estimula o Sistema Nervoso Central e em altas doses tem ação sedativa. Esta atividade deve-se ao aldeído cinâmico.



Indicação: Antimicrobiano, antiespasmódico (cólicas intestinais), eupéptico, anestésico local.

Partes utilizadas: Casca (caule e ramos) e folhas.

Modo de usar: Infuso e decocto.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não referidos na literatura consultada.

Contra-indicações: Não referidas na literatura consultada.
CAPIM SANTO

Nome científico: Cymbopogon citratus D.C. Staf.

Família: Graminae.

Nomes populares: Capim santo, capim limão, cidreira.

Constituintes químicos: Suas folhas são ricas em óleos essenciais que contém citral, cânfora, eugenol, e mirceno e alcalóides como, farnesol e geranial.

Indicações: Antiespasmódico, anti-séptico, carminativo, digestivo e sedativo.

Parte utilizada: Folhas.

Modo de usar: Infuso das folhas verdes ou secas.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendadas, não há efeitos adversos. Em altas doses, provoca irritação de mucosas, aumento do peristaltismo intestinal, taquicardia e sudorese.

Contra-indicações: Grávidas, lactantes e pacientes com úlcera gástrica ou duodenal.
CÁSCARA SAGRADA

Nome científico: Rhamnus purshiana D.C.)

Família: Rhamnaceae.

Nomes populares: Cáscara sagrada, casca sagrada, cáscara.

Constituintes químicos: Rica em heterosídeos antraquinôncos e antracênicos (6 a 9%) que se formam nas folhas e se armazenam nas cascas mais velhas. Os principais são os cascarosídeos A, B, C, D e E. Destes, o A e o D são os mais potentes. Eles interferem com a permeabilidade da mucosa, levando à passagem de líquidos e eletrólitos para a luz intestinal, acarretando o aumento do peristaltismo. Possui de 10 a 30 % de aloínas A e B. Possui taninos, resinas, mucilagens, etc. Indicações: Laxante, colagoga/colerética.

Parte utilizada: cascas.

Modo de usar: Fazer o decocto das cascas e tomá-lo após as refeições. No caso de produtos de laboratórios, seguir a orientação da bula.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Quando o tratamento é prolongado e a dose elevada, podem ocorrer: irritabilidade intestinal, constipação paradoxal, nefrites, destruição dos plexos nervosos intra-colônicos e câncer intestinal.

Contra-indicações: Grávidas, lactantes e pacientes com úlcera gástricas e doenças intestinais, como colite ulcerativa e doença de Crohon.
ERVA CIDREIRA

Nome científico: Lippia alba Mill

Família: Verbenaceae.

Nomes populares: Erva cidreira, carmelitana, falsa melissa, cidreira.

Constituintes químicos: Óleos essenciais (0,5 a 1,5%) contendo citral (atividade calmante e espasmolítica), mirceno (atividade analgésica), linalol (atividade anticonvulsivante, juntamente com o citral). Seus flavonóides também têm ação sedativa

Indicações: Cólicas intestinais, má digestão, flatulência, ansiedade e insônia.

Parte utilizada: Folhas.

Modo de usar: Infuso.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendadas, não os há.

Contra-indicações: Gravidez e lactação.
ERVA DOCE

Nome científico: Pimpinella anisum L.

Família: Umbelífera ou Apiaceae.

Nomes populares: Erva doce, anis, pimpinela.

Constituintes químicos: Óleo essencial (2 a 5%). Neste, anetol (75 a 90%), estragol (metil - chevicol), pinenolimoleno, etc. Flavonóides (quercitina e apigenina) e cumarinas. A ação farmacológica da erva-doce se deve principalmente ao anetol. Ele compete com a dopamina que é um inibidor da prolactina. Desta forma, há aumento da produção de leite. Favorece a secreção salivar e a secreção gástrica.

Indicações: Estomáquica, antiespasmódica. carminativa, sedativa e galactagoga.

Parte utilizada: Sementes maduras.

Modo de usar: Infuso.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses recomendas, não há efeitos adversos e/ou tóxicos.

Contra-indicações: Grávidas não devem tomá-la em altas doses, pois pode provocar contrações uterinas.
ESPINHEIRA SANTA

Nome científico: Maytenus ilicifolia.

Família: Celastraceae.

Nomes populares: Espinheira santa, erva santa, cancerosa, sombra de touro.

Constituintes químicos:

Alcalóides: maitansina, maitanprina, maitambutina.

Flavonóides: derivados da quercitina e campferol.

Taninos* hidrolizáveis, ácido clorogênico, terpenos (maitenina, friedelina e friedelan-3-ol), etc. Em estudos pré-clínicos com ratas com úlcera gástrica induzida por indometacina e estresse físico mostrou atividade contra úlcera gástrica comparável a ranitidina e cimetidina. Aumenta o voloume e Ph do suco gástrico. O mecanismo de ação proposto é a inibição da bomba de próton, etapa final comum das vias reguladoras da secreção gástrica.



Indicação: Gastrite, dispepsia e úlcera gástrica. Também tem atividade cicatrizante e antimicrobiana.




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