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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS - UEA

PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA - PROPESP

ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - ESA

CURSO DE MESTRADO EM BIOTECNOLOGIA E RECURSOS NATURAIS – MBT


Aluno: Rebecca Tavares e Silva

Projeto: Efeitos da Autoproteólise e de Fatores Físico-Químicos nas Atividades Biológicas e Antigenicidade das Toxinas do Veneno da Serpente Amazônica Bothrops Atrox (Linnaeus, 1758) “Jararaca”.



RESUMO

Na Amazônia Brasileira a serpente peçonhenta Bothrops atrox (Viperidae) é responsável por 90% dos acidentes ofídicos. Seu veneno possui atividades anticoagulante, proteolítica e hemorrágica (local e sistêmica). A proteólise e fatores físico-químicos (mudanças de pH, temperatura, composição do solvente) e o tempo de ação do agente, podem afetar a estrutura tridimensional/estado conformacional nativo de uma proteína, o que poderia levar ao surgimento de proteínas e peptídeos com atividades biológicas e antigenicidade diferentes da proteína de origem. Na literatura revisada não foram encontradas informações a cerca destas influências sobre as atividades biológicas e antigenicidade das toxinas do veneno de B. atrox. Devido a isso, o presente trabalho prestou a avaliar as atividades biológicas e a antigenicidade das toxinas do veneno após autoproteólise a 37ºC por até uma semana, em diferentes soluções tampão (PBS - 100 mM, pH 7,2 e COLAGENASE - Tris 50 mM, pH 7,5). Os resultados demonstraram que os perfis moleculares, as atividades biológicas e a antigenicidade das toxinas do veneno de B. atrox autoproteolisado segundo o tempo de incubação foram intensamente influenciados pelos constituintes das soluções tampão utilizadas no processo experimental. Brij 35, constituinte do tampão COLAGENASE, protegeu principalmente da degradação proteolítica e congelamento-descongelamento, as metaloproteinases da classe P-I (23 kDa) e P-III (50 kDa) do veneno, preservando a estrutura/função biológica delas, influenciando dessa forma na elevada atividade hemorrágica, toxicidade e letalidade do veneno. O veneno de B. atrox autoproteolisado em tampão PBS obteve decréscimo quantitativo do total de toxinas conforme verificado no perfil molecular, e a rápida degradação das metaloproteinases hemorrágicas da classe P-III, durante o tempo de incubação a 37°C, causa grande decréscimo das atividades hemorrágica, proteolítica, edematogênica e letal. O soro hiperimune experimental obtido usando como antígeno a amostra do veneno de B. atrox autoproteolisado por uma semana a 37°C em tampão PBS apresenta satisfatória eficácia neutralizante das atividades hemorrágica, proteolítica e letal contra o veneno in natura de B. atrox, e também baixa toxicidade no processo de imunização de animais de laboratório. Os resultados sugerem a purificação de peptídeos/proteínas atóxicas do veneno de B. atrox proteolisado a 37°C por suas próprias proteases por uma semana em tampão PBS (100 mM), pH 7,2 avaliando sua atividade antigênica gerando subsídios para produção de vacina/soro antibotrópico específico contra o veneno da serpente amazônica B. atrox.


Palavras-chave: Bothrops atrox, autoproteólise, fatores físico-químicos, toxicidade, soro hiperimune experimental, vacina antibotrópica.
Orientador: Prof. Dr. Jorge Luis López-Lozano

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