Universidade de passo fundo



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UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO
Faculdade de Odontologia

Projeto de Extensão Odontologia em Ambiente Hospitalar

Passo Fundo / Rio Grande do Sul / Brasil



Relação entre o estilo de vida e fatores de risco para lesões bucais em pacientes internados em um hospital público


Projeto de Pesquisa

Autores: Rafaela Riboli, Mateus Ericson Flores, Ferdinando de Conto.



PROJETO DE PESQUISA
1. TÍTULO

Relação entre o estilo de vida e fatores de risco para lesões bucais em pacientes internados em um hospital público


2. EQUIPE EXECUTORA
2.1. Aluno

Nome: Rafaela Riboli

Matrícula: 89668

2.2. Orientador

Nome: Prof. Dr. Mateus Ericson Flores

Matrícula: 3034

2.3. Co-orientador

Nome: Prof. Dr. Ferdinando de Conto

Matrícula: 5011
3. RESUMO

O estilo de vida de cada indivíduo, seus hábitos e comportamentos influenciam diretamente na sua condição oral, seja ela de saúde ou doença. Dessa maneira, o contato dos pacientes com fatores de risco para determinada enfermidade aumenta a chance de desenvolve-la. O objetivo dessa pesquisa é relatar a relação entre o estilo de vida e fatores de risco para lesões bucais em pacientes internados no Hospital Beneficente Dr. César Santos, na Rede Municipal de Saúde de Passo Fundo – RS. Para isso serão aplicados questionários nos pacientes internados com perguntas referentes aos dados pessoais, hábitos alimentares e de higiene bucal, poder socioeconômico, estresse, escolaridade e cultura. Os participantes serão escolhidos aleatoriamente e as informações coletadas serão tabuladas em planilhas e analisadas no programa Microsoft Excel 2013, por meio de análise estatística descritiva. Testando a hipótese nula de que o estilo de vida do paciente não está relacionado com os fatores de risco para lesões de boca.



4. PROBLEMA DE PESQUISA

Qual a correlação entre o estilo de vida dos pacientes atendidos em um hospital público no município de Passo Fundo e os fatores de risco associados às lesões bucais



5. JUSTIFICATIVA

A saúde bucal compreende a integridade dos dentes, gengiva, língua e mucosa. É necessário um conjunto de medidas de prevenção e higiene que vai além do cuidado com a escovação dentária para encontrar-se em um estado de saúde oral. O estilo de vida de cada indivíduo, seus hábitos e comportamentos influenciam diretamente na sua condição oral, seja ela de saúde ou doença.

As lesões bucais, principalmente o câncer de boca, estão relacionadas com hábitos, como o uso do tabaco e álcool, que são adquiridos pelo indivíduo durante o decorrer da sua vida. O diagnóstico e tratamento dessas lesões deve ser realizado por uma equipe de profissionais na qual inclui-se cirurgiões-dentistas, médicos, enfermeiros e psicólogos.

O Sistema Único de Saúde (SUS), por razões financeiras ou organizativas, enfrenta desafios para montar equipes multidisciplinares que avaliem pacientes hospitalizados afim de diagnosticar precocemente lesões bucais. Dessa forma, um levantamento epidemiológico faz-se importante para conhecer as doenças da cavidade oral e os fatores de risco que possam estar acometendo enfermos de um hospital público (INCA, 2015).

No município de Passo Fundo – RS, no momento atual, não há dados significativos sobre levantamentos epidemiológicos que correlacionem o estilo de vida dos pacientes internados no hospital público e a presença de fatores de risco associados as lesões bucais. Diante desse contexto, esta pesquisa é necessária afim de coletar dados que possam auxiliar na prevenção e tratamento adequado das doenças da cavidade oral.

6. OBJETIVOS
6.1. Objetivos gerais

Relatar a relação entre o estilo de vida e fatores de risco para lesões bucais em pacientes internados no Hospital Beneficente Dr. César Santos, na Rede Municipal de Saúde de Passo Fundo – RS.


6.2. Objetivos específicos

Descrever as lesões bucais que ocorreram com maior frequência nos pacientes internados no Serviço Público de Saúde do Município de Passo Fundo.

Descrever os fatores de riscos associados às lesões bucais em um hospital público no Município de Passo Fundo.

Testar a hipótese nula de que o estilo de vida dos pacientes não está relacionado com os fatores de risco para lesões de boca.

Comparar os dados obtidos com dados encontrados na literatura.
7. REVISÃO DE LITERATURA

A epidemiologia estuda a frequência, a distribuição e os fatores determinantes para doenças em uma população específica com a finalidade de auxiliar na criação de políticas públicas que visem a promoção de saúde. No Brasil, os levantamentos epidemiológicos têm início nas consultas na rede pública de saúde, durante a coleta dos dados clínicos. Grande parte das informações são registradas em um banco de dados nacional que servirá de base para estudos dos agravos em saúde (BONITA et al., 2010).

Ao longo dos anos, a epidemiologia, foi fundamental para o controle de doenças como a varíola, envenenamento por mercúrio, câncer, doenças cardíacas, entre outras. Através da descrição do comportamento da doença em uma população é possível formular hipóteses causais, determinar os grupos de risco, verificar se há predileção por uma área geográfica específica e se as características das pessoas com doença distinguem-se daquelas sem ela. Isso possibilita o estudo tanto de enfermidades já conhecidas como de novas patologias (BARATA, 1997).

Além disso, a epidemiologia permitiu a identificação dos fatores que aumentam e os que diminuem a chance de desenvolver determinada doença. O termo risco é usado para definir a chance de uma pessoa sadia, exposta a determinados fatores, ambientais ou hereditários, adquirir uma doença. Quando são associados ao aumento do risco de desenvolver uma enfermidade são chamados de fatores de risco. Em contrapartida, há fatores que dão ao organismo a capacidade de se proteger contra determinada doença, chamados de fatores de proteção (INCA, 2015).

Sabe-se, então, que o contato dos pacientes com fatores de risco para determinada doença aumenta a chance de desenvolve-la. Já é comprovado, mundialmente, a influência do uso de tabaco e álcool, da exposição ao sol sem proteção, má higiene oral e uso de próteses mal adaptadas como situações que aumentam a probabilidade de desenvolvimento de lesões patológicas na cavidade oral (GROOME et al., 2011; PETTI, 2009; SILVEIRA et al., 2009). Todavia estudos mostram que novos fatores como o estresse, a má alimentação, o papiloma vírus humano (HPV), fatores genéticos, o poder socioeconômico e o grau de escolaridade também podem contribuir ou exacerbar o processo de evolução da doença (BORGES et al., 2009; MONTI et al., 2006; NOCE e REBELO, 2008; PARAGUASSÚ et al., 2011; PETTI, 2009).

Nessa mesma linha de pensamento, Petti (2009) afirma que o estilo de vida do indivíduo, ou seja, o modo como ele vive sua vida, resolve os problemas e se relaciona com a sociedade, está vinculado ao seu estado de saúde sistêmica e bucal. O estudo realizado por Monti et al. (2006) em que avaliaram as características psicológicas e a condição de saúde geral de pacientes portadores de líquen plano, mostrou que o nervosismo, aborrecimentos, estresse e ansiedade estavam presentes em 60% dos pacientes portadores de líquen plano, confirmando a ideia de Petti (2009).

Dentre as inúmeras patologias da cavidade oral, o câncer de boca é a que traz maior preocupação pois ele está entre os dez tumores mais incidentes no país e a estimativa para 2015 é de 11.280 casos novos em homens e 4.010 em mulheres, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), e a mortalidade chega a 128.000 mortes por ano no mundo. Estima-se que, o álcool e o tabaco, principais fatores de risco para a doença já conhecidos, sejam responsáveis por mais de 65% da incidência de tumores de boca e faringe (TOPORCOV et al., 2012).

Uma variedade de cânceres acomete a boca, dentre eles o carcinoma epidermóide (CEC) é a neoplasia maligna de maior prevalência (NEVILLE et al., 2009). No estudo realizado por Noce e Rebele (2008), onde foi avaliado a relação entre o tamanho do tumor e as características sociais em 1.308 pacientes com carcinoma epidermóide, 87% dos pacientes eram usuários de tabaco e 77% etilistas. Tumores de tamanhos maiores foram encontrados em 61% dos tabagistas e em 62 % dos usuários de álcool. Isso mostra que o álcool e o tabaco, além de fatores de risco para o desenvolvimento da lesão, mostram-se estatisticamente significantes em relação ao tamanho do tumor.

A exposição prolongada e crônica aos raios solares, além cooperar para o câncer de pele, é responsável por uma lesão assintomática, comum em lábio inferior e de aspecto ulcerado, denominada queilite actinica. Essa patologia é comum em indivíduos de pele clara e em trabalhadores do campo e da construção civil que não usam bálsamos para os lábios com bloqueadores solares. É considerada uma alteração pré-maligna, ou seja, pode progredir para um carcinoma (NEVILLE et al., 2009). Lemos et al. (2009), analisaram 46 casos de quelite actinica e relataram uma prevalência de pacientes leucoderma (60%) e agricultores (32%) com a lesão, confirmando as características já firmadas na literatura.

A higiene oral compreende a limpeza dos dentes, gengiva, língua e mucosa oral. Quando o paciente não tem uma correta higiene, propicia o acúmulo de biofilme que resulta no desenvolvimento de cáries, gengivite, mal hálito, e possibilita infecções oportunistas como a candidíase. Esta é causada pelo fungo Candida albicans e é caracterizada por placas brancas ardentes na mucosa oral que se destacam a raspagem (REGEZI et al., 2008). Silva et al. (2008) investigaram a situação de saúde bucal de 107 idosos de dois asilos e encontraram uma higiene bucal precária em 87,8% deles e 41,13% dos pesquisados apresentavam algum tipo de candidíase.

Acredita-se que as lesões bucais mais prevalentes sejam as de origem inflamatória, hipótese comprovada Bertoja et al. (2007) e Martinelli et al. (2011). Em seus estudos para demonstrar a prevalência das lesões bucais diagnosticadas em distintos laboratórios histopatológicos, eles encontraram a hiperplasia fibrosa inflamatória como lesão mais frequente. Ela origina-se a partir de uma resposta do tecido conjuntivo em consequência a traumas locais, sendo que a mucosa jugal e a língua são as áreas mais afetadas. Usuários de próteses mal adaptadas, pacientes com espaços edêntulos e hábitos para funcionais são mais propensos a desenvolver este tipo de lesão (NEVILLE et al., 2009; PARAGUASSÚ et al., 2011).

A literatura atual tem relatado a presença de novos fatores que aumentam o risco para as lesões bucais. Dentre eles, as condições psicológicas de saúde dos pacientes, principalmente o estresse. Atualmente, o estresse faz parte da vida dos indivíduos sendo considerado um estado físico causado pelo excesso de adrenalina circulante no corpo. A pressa, o trânsito, a falta de tempo, o excesso de trabalho gera um constante "estado de alerta", que é a origem do estresse. Dentre os sintomas os mais comuns, o cansaço, a irritabilidade, a depressão, a insônia e a redução da resistência física e mental, podem ser determinantes do surgimento de lesões na cavidade oral (CRUZ et al., 2008; GALLO et al., 2009). Soto Araya et al. (2004) estudaram 18 pacientes com estomatite aftosa recorrente, 9 com líquen plano bucal, 7 com síndrome da ardência bucal e 20 sem qualquer lesão aparente, através de testes que avaliavam seu perfil psicológico. Os autores observaram que o nível de estresse era maior nos pacientes com lesões bucais. Os níveis de ansiedade foram maiores nos três grupos de pacientes com alterações na mucosa bucal, comparados com o grupo controle. Frente a estes resultados, os autores concluíram haver íntima relação entre alterações psicológicas e determinadas patologias que acometem a mucosa bucal.



Ao longo dos anos a dieta humana sofreu mudanças que causaram reflexo na saúde sistêmica da população. Estima-se que o consumo de gorduras e hidratos de carbono refinados aumentou 5-10 vezes na Inglaterra ao longo dos últimos dois séculos, enquanto o consumo de grãos ricos em fibras diminuiu substancialmente (PETTI, 2009). Uma dieta, a longo prazo, rica em gordura e açúcar e deficiente em alimentos protetores como frutas e vegetais, além de causar problemas sistêmicos com a diabete, vem sendo relacionada ao desenvolvimento do câncer de boca. Toporcov et al. (2004) avaliaram o habito de ingestão de alimentos gordurosos e o risco para câncer bucal em 70 pacientes com carcinoma oral e em um número igual de pacientes sem neoplasias, através de um questionário. Na análise das respostas a ingestão habitual de alimentos ricos em gordura saturada e animal - carne de porco, queijo, bacon e frituras - mostrou-se como um dos fatores de risco para a lesão. Estes resultados sugerem que uma das formas de prevenir o câncer bucal é através da melhoria da dieta.

O papel das infecções virais no desenvolvimento de lesões na cavidade oral vem sendo amplamente questionado. A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) tem sido reconhecida como um fator de risco para o desenvolvimento de CEC de cabeça e pescoço. Vidal et al. (2004) verificaram a presença do HPV em carcinomas orais de 40 pacientes. O material foi colhido por citologia esfoliativa bucal e analisado através do teste de Digene®. Entre as amostras 29 (72,5%) mostraram-se negativas para presença de HPV-DNA de baixo e de alto risco; nove (22,5%) foram positivas para o HPV-DNA de baixo e de alto risco; uma (2,5%) foi positiva apenas para o HPV de baixo risco; e também uma (2,5%) foi positiva apenas para o HPV de alto risco. Desta forma, conclui-se que o vírus HPV pode comportar-se como mais um co-carcinógeno para o câncer de boca, entretanto novos estudos precisam ser realizados para confirmar o papel desse vírus na etiologia do câncer de boca.



Dentre outros fatores associados às lesões bucais, principalmente na gênese do câncer de boca, inclui-se a susceptibilidade genética. A sensibilidade a diversos agentes mutagênicos aos quais a mucosa oral se expõe, reflexo da deficiência do hospedeiro em reparar o seu DNA danificado, é o mecanismo de indução-promoção da carcinogênese mais frequente. As alterações nos genes vêm sendo amplamente estudadas, especialmente os genes do cromossomo 8 e em pacientes com carcinoma de células escamosas com idade inferior a 45 anos. Nesses casos a forma da doença parece ser mais grave e muitas vezes não têm os fatores de risco clássicos associados (SALAHSHOURIFAR et al., 2014; YONG et al., 2014). Gawęcki et al. (2005), estudaram 44 pacientes com CEC, classificando o grau de instabilidade cromossômica, o grau de dano ao DNA, polimorfismos dos genes selecionados de agentes cancerígenos e o metabolismo de reparação do DNA. Eles concluíram que a predisposição para sofrer essa doença pode ser ligada ao genótipo e alelos de risco envolvidos no metabolismo deficiente de substâncias cancerígenas. Entretanto, para confirmar esta ligação, novas pesquisas na área devem ser realizadas.

O poder socioeconômico e o grau de escolaridade também estão sendo listados como fatores de risco para o desenvolvimento de patologias orais, pois, de uma maneira geral, observa-se que os grupos socialmente desprivilegiados tendem a um maior contato com fatores como o álcool e o tabaco além de precárias condições de saúde bucal, carências nutricionais, baixa escolaridade e dificuldade de acesso a cuidados médicos e odontológicos (HASHIBE et al., 2003).

Entretanto, Borges et al. (2009) em seu estudo correlacionaram os índices de mortalidade por câncer de 1998 a 2002 com os indicadores socioeconômicos do Censo Demográfico de 2000, e encontraram um maior índice de mortes por câncer oral em municípios com renda e educação maiores. Os dados, aparentemente contraditórios, podem ser justificados pois as localidades com maior renda e estudo apresentam uma melhor notificação dos registros dos óbitos se comparado as cidades de menor renda.

A cavidade oral é sede de uma diversidade de patologias tanto de origem local como de manifestações sistêmicas. Cada doença tem a suas características próprias, por isso o cirurgião-dentista, que ocupa uma posição estratégica no reconhecimento precoce das alterações bucais, deve estar apto a fazer o diagnóstico de tais alterações e proceder com a conduta adequada.

A identificação das lesões é orientada através de procedimentos que incluem um minucioso exame anamnésico, clínico e imaginológico. Entretanto, em algumas patologias, somente esses dados são insuficientes para o diagnóstico final, havendo a necessidade de realizar-se a biópsia da área afetada. O espécime de tecido removido é encaminhado para o exame histopatológico, que tem por objetivo a analise microscópica da peça cirúrgica, estabelecendo, em conjunto com os dados clínicos, o diagnóstico definitivo para que possa proceder-se com o tratamento adequado (SOUZA et al., 2014).

Conhecer os fatores de risco para as lesões possibilita que o profissional oriente seu paciente para que ele possa prevenir-se. O autoexame bucal, é a forma mais fácil de prevenção e o cirurgião-dentista deve incentivar o paciente a realiza-lo periodicamente. Este exame consiste em uma inspeção visual e palpação de estruturas como bochecha, lábios, língua, assoalho bucal e palato e deve ser realizado em frente ao espelho e com boa iluminação. Com a realização desse exame, a chance de um diagnóstico precoce aumenta e consequentemente o reestabelecimento da saúde também.

Foi através de estudos epidemiológicos que obteve-se a comprovação da influência do tabaco e álcool no processo de carcinogênese do câncer da cavidade oral. Por isso, só o treinamento no reconhecimento dos sinais e sintomas das lesões bucais não é suficiente para melhorar a saúde coletiva, mas se acrescentarmos a isso o conhecimento das condições favoráveis ao aparecimento das lesões bucais, podem ser criados projetos para a promoção de saúde bucal, trabalhando especificamente nos fatores de risco. Deste modo é importante que estudos como este sejam amplamente realizados para comprovar a participação de outros fatores no desenvolvimento ou na exacerbação de doenças da cavidade oral, para que a população seja alertada e possa prevenir-se.
8. MATERIAIS E MÉTODOS
8.1 Delineamento do estudo: Estudo epidemiológico analítico transversal.
8.2 Sujeitos: Pacientes internados no Hospital Beneficente Dr. César Santos, no município de Passo Fundo – RS, sendo esse local inteiramente mantido pelo Sistema único de Saúde (SUS) e referência no tratamento de tabagismo e alcoolismo na cidade.
8.3 Coleta de dados: Consiste na aplicação de um questionário (Anexo 1) com perguntas baseadas nas pesquisas de saúde do SB Brasil 2010 e Pesquisa Nacional de Saúde, referentes aos dados pessoais, hábitos alimentares e de higiene bucal, poder socioeconômico, estresse, escolaridade e cultura. Após os pacientes serão submetidos a um exame físico que será realizado através de inspeção visual da cavidade bucal no leito do internado. O exame será acompanhado por uma especialista em patologia oral e medidas de biossegurança serão observadas durante a inspeção. Será avaliada a presença de lesões na cavidade oral, as quais serão anotadas em um diagrama (Anexo 2). O paciente portador de qualquer lesão será encaminhado ao Programa de Prevenção e Diagnóstico Precoce do Câncer de Boca, serviço referência da cidade, para avaliação e conduta adequada por um especialista.
8.4 Amostra: Serão aplicados 150 questionários seguidos de um exame físico nos pacientes internados no hospital, entre os meses de outubro de 2015 a abril de 2016 e os participantes serão escolhidos aleatoriamente.
8.5 Preceitos éticos: Este projeto de pesquisa será enviado ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Passo Fundo, e serão coletadas as assinaturas dos pacientes que aceitarem participar da pesquisa, através do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, para a liberação do estudo.
8.6 Análise estatística: As informações coletadas serão tabuladas em planilhas e analisadas no programa Microsoft Excel 2013 por meio de análise estatística descritiva através do Teste de Pearson.
9. DIFUSÃO DO CONHECIMENTO GERADO

Os resultados dessa pesquisa serão divulgados para o meio acadêmico através de apresentação em congressos e publicação de um artigo.


10. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES



ATIVIDADES


2015


2016



M
A

M

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S

O

N

D

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F

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A

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Elaboração do Protocolo de Pesquisa
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Revisão e atualização de literatura

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CEP




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Formulação e Aplicação do Questionário






















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Análise dos resultados











































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Redação de relatório e artigo cientifico

















































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11. RESULTADOS PARCIAIS
Durante o período de setembro de 2015 a fevereiro de 2016, 78 pacientes internados no Hospital Beneficente Dr. César Santos foram convidados a participar dessa pesquisa, desses, 70 aceitaram responder ao questionário e realizar o exame bucal. O gênero masculino foi mais prevalente, correspondendo a 54,3% dos pacientes.

A idade mínima encontrada foi de 15 anos e máxima de 89 com média de 45,8 anos. Quando distribuídos por faixa etária se observou que o grupo de 40-49 anos foi o mais prevalente, seguido do grupo de 50-59 anos. Os motivos de internação foram de predomínio diverso (40%), o qual inclui principalmente doenças pulmonares, seguido de alcoolismo com 22,9% das internações.

O perfil socioeconômico dos pacientes entrevistados mostrou que a maior parte 92,9% mora na zona urbana, frequentou a escola mas não terminou o ensino fundamental (51,4%), a maioria não exerce nenhuma atividade laboral (52,9%), mas recebe entre um e dois salário mínimo por mês (25,7%).

Em relação ao conhecimento sobre histórico de lesão bucal na família, 87,1% dos pacientes afirmaram não haver.

Com relação ao estilo de vida dos pacientes e seus hábitos, verificou-se até o momento que a grande maioria dos entrevistados fumam há mais de 15 anos (41,4%), cerca de 24 cigarros por dia (37,1%), entretanto enquanto estão internados o consumo de cigarro caiu para cerca de 14 cigarros por dia. O consumo de bebida alcoólica foi negado por 60% dos participantes da pesquisa. Todavia, dos que faziam uso, os destilados, como o uísque e a cachaça, foram os mais citados (18,6%). Quanto ao uso de drogas ilícitas, 10% responderam que são usuários e a de maior prevalência foi de crack (6%).

Ainda em relação ao estilo de vida, quando questionados sobre a alimentação 69% relataram que ingerem alimentos de diversos grupos, incluindo os saudáveis como os legumes e as frutas, e os calóricos como o açúcar e os carboidratos. O chimarrão faz parte da rotina diária de 81,4% dos pacientes há mais de 15 anos (68,6%), sendo consumido mais de três vezes ao dia (88,6%). Quando questionados se se expõem ao sol por muito tempo 61,4% disseram não, e desses 94,3 % não usam filtro solar nos lábios.

Quanto ao uso de próteses e a higiene bucal, 50% não usam nenhum tipo de prótese na boca e cerca de 90 % fazer a higiene bucal mais de duas vezes por dia. Ainda 45,7 % dos pacientes que responderam o questionário relataram que foram ao dentista há menos de 1 anos.

Dos dados obtidos até o memento pode-se perceber que 16 % dos participantes da pesquisa possuíam algum tipo de lesão na cavidade oral, sendo as hiperplasias reacionais as mais prevalentes (72 %). Dos diagnosticados com algum tipo de lesão, 63,6 % faziam uso de cigarro e bebida alcoólica, mas nenhum era usuário de drogas ilícitas. Até o momento não foram encontradas lesões pré-cancerizaveis ou possíveis lesões malignas.


12. ORÇAMENTO

Esta pesquisa terá como gastos somente a impressão dos questionários, diagrama das lesões e termo de consentimento livre e esclarecido que será custeado pela acadêmica responsável por este projeto.


13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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GROOME P.A.; ROHLAND S.L.; HALL, S.; IRISH, J.; MACKILLOP, W.J.; O’SULLIVAN, B. A population-based study of factors associated with versus late stage oral cavity cancer diagnoses. Oral Oncology, v. 47, p. 642-647, 2011.

HASHIBE, M.; JACOB, B.J.; THOMAS, G.; RADAMAS, K.; MATHEW, B.; SANKKARANRAYANAN, Z.F. Socioeconomic status, lifestyle factors and oral premalignant lesions. Oral Oncology, v. 39, n. 7, p, 664-671, 2003.

Instituto Nacional de Câncer:

Disponível em: Acesso em: 27/05/2015.

Instituto Nacional do Câncer

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YONG, Z.W.E.; ZAINI, Z.M.; KALLARAKKAL, T.G.; KAREN-NG, L.P.; RAHMAN, Z.A.A.; ISMAIL, S.M.; SHARIFAH, N.A.; MUSTAFA, W.M.W.; ABRAHAM, M.T.; TAY, K.K.; ZAIN, R.B. Genetic Alterations of Chromosome 8 Genes in Oral Cancer. Sci. Rep., v.4, n. 6073, p. 1-9, 2014.
14. ANEXOS

14.1 Anexo 1: Questionário

Data da visita: ____/_____/____ Prontuário interno SAME: _______ Leito: _____

Nome do Paciente: _____________________________________________________ _____ Telefone: _______________ Idade: ___ Profissão: ____________________

Data da internação: _________


  1. Motivo da internação:

( ) Esquizofrenia ( ) Alcoolismo ( ) Uso de Drogas não médicas ( ) Tabagismo

( ) Depressão ( ) Outros:___________________________________________




  1. Sua casa está localizada em:

( ) Zona rural ( )Zona urbana ( ) Comunidade indígena ( ) Outros


  1. Qual seu nível de escolaridade?

( ) Ens. Fund. Inc. ( )Ens. Fund. Com. ( )Ens. Med. Inc. ( )Ens. Med. Com.

( )Ens. Sup. Inc. ( ) Ens. Sup. Com. ( ) Não estudou




  1. Quantas horas semanais você trabalha?

( ) Sem jornada fixa, até 10 horas semanais. ( ) De 11 a 20 horas semanais.

( ) De 21 a 30 horas semanais. ( ) De 31 a 40 horas semanais.

( ) Mais de 40 horas semanais ( ) Não trabalho


  1. Na sua família, existe histórico de lesão bucal? Se sim, sabe qual lesão?

( ) Não ( ) Não sei ( ) Sim, não sei qual lesão. ( ) Sim, ________________


  1. O Sr. (a) fuma? Se sim há quanto tempo?

( ) Não ( ) Sim, há menos de 1 ano ( ) Sim, entre 1 a 5 anos ( ) Parou há ______.

( ) Sim, entre 5 e 10 anos ( ) Sim, entre 10 a 15 anos ( ) Sim, mais de 15 anos




  1. (A) Quantos cigarros por dia? (B) E no Hospital? OBS- Considerando que um maço tem 20 cigarros.

A ( ) 1 a 14 cigarros A ( ) 15 a 24 cigarros A ( ) 25 ou mais cigarros

B ( ) 1 a 14 cigarros B ( ) 15 a 24 cigarros B ( ) 25 ou mais cigarros

( ) Não se aplica


  1. O sr (a) faz uso de bebida alcoólica?

( ) Não ( ) Sim, menos de um copo por dia ( ) Sim, um copo por dia

( ) Sim, mais de um copo por dia

( ) Cerveja ( ) Chope ( ) Vinho ( ) Destilados ( Uísque, vodca, cachaça)


  1. Se sim, há quanto tempo?

( ) Há menos de 1 ano ( )Entre 1 a 5 anos ( ) Entre 5 e 10 anos ( ) Entre 10 a 15 anos

( ) Mais de 15 anos

( ) Não se aplica


  1. O sr (a) faz uso de drogas não médicas? Se sim, qual:

( ) Não ( ) Sim. Qual? ______________ ( ) Usava. Qual? ______________


  1. Como é sua alimentação? (Essa pergunta poderá ter mais de uma resposta!)

( ) Proteínas ( ) Legumes ( ) Carboidratos

( ) Frutas ( ) Frituras ( ) Açucares




  1. Você tem o costume de tomar chimarrão?

( ) Não ( ) Sim. Há quanto tempo? __________ Com que frequência? _________


  1. (A) O sr (a) se expõem por longos períodos de tempo ao sol? (B) Usa filtro solar nos lábios?

A( ) Sim A ( ) Não B( ) Sim B ( ) Não


  1. O (a) senhor (a) usa algum tipo de prótese dentária? (Poderá haver mais de uma resposta!!!)

( ) Não ( ) Sim, prótese dentária total superior ( ) Sim, prótese dentária total inferior ( ) Sim, PPR superior ( ) Sim, PPR inferior ( ) Prótese Fixa

Há quanto tempo? ______________




  1. Autopercepção do paciente:

15.1Sangramento gengival: ( ) Não ( ) Sim ( ) Não sabe

15.2Mobilidade dentária: ( ) Não ( ) Sim ( ) Não sabe ( ) Não se aplica

15.3Dor ou estalido na ATM: ( ) Não ( ) Sim, dor ( ) Sim, estalido ( ) Sim, ambas

( ) Não sabe

15.4Você sente dor na boca/dentes? ( ) Não ( ) Sim ( ) Não sabe

15.5Você já recebeu orientação de higiene oral? ( ) Não ( ) Sim ( ) Não sabe

15.6Você acha que necessita de tratamento odontológico? ( ) Não ( ) Sim ( ) Não sabe Qual?__________________


  1. Em geral, como o (a) senhor (a) avalia sua saúde bucal (dentes e gengiva)?

( ) Muito boa ( ) Boa ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Muito ruim


  1. Você sente dificuldade para comer algum alimento devido a problemas com seus dentes, boca ou prótese dentária?

( ) muito frequente ( ) pouco frequente ( ) ocasionalmente ( ) quase nunca ( ) nunca


  1. Você se sente constrangido por causa de seus dentes, boca ou prótese dentária?

( ) muito frequente ( ) pouco frequente ( ) ocasionalmente ( ) quase nunca ( ) nunca


  1. Com que frequência o senhor (A) escova os dentes/ prótese? (B) E no hospital?

A( ) Nunca escovo os dentes A( )Não escovo todos os dias A ( )1 vez por dia

A( ) 2 ou mais vezes por dia

B( ) Nunca escovo os dentes B( ) Não escovo todos os dias B( ) 1 vez por dia

B( ) 2 ou mais vezes por dia




  1. O que o senhor (a) usa para fazer a higiene de sua boca? B) E no hospital?

20.1. Escova de dente? A ( ) não ( ) sim B ( ) não ( ) sim

20.2. Pasta de dente? A ( ) não ( ) sim B ( ) não ( ) sim

20.3. Fio dental? A ( ) não ( ) sim B ( ) não ( ) sim

20.4. Colutório? A ( ) não ( ) sim B ( ) não ( ) sim

20.5. Palito? A ( ) não ( ) sim B ( ) não ( ) sim


  1. O (A) senhor (a) tem uma escova de dente só para você? B) E no hospital?

A ( ) Não tenho escova A ( ) Não, compartilho minha escova A ( ) Sim, tenho uma somente para mim

B ( ) Não tenho escova B ( ) Não, compartilho minha escova B ( ) Sim, tenho uma somente para mim




  1. Quando o (a) senhor (a) consultou um dentista pela última vez?

( )Há menos de 1 ano ( )Entre 1 ano e menos de 2 anos ( )Entre 2 anos e menos de 3 anos ( ) 3 anos ou mais ( ) Nunca consultou ( ) Não lembra


  1. Por que o (a) senhor (a) não consultou um dentista nos últimos 12 meses?

( ) Não se aplica ( ) Não achou necessário ( ) O serviço é muito distante

( ) O tempo de espera no serviço é muito grande ( ) Não sabe quem procurar ou aonde ir ( ) O horário de funcionamento do serviço é incompatível com suas atividades.

( ) Outros (especifique):___________________________________________________


  1. Qual o principal motivo da sua última consulta?

( ) Revisão, manutenção ou prevenção ( ) Dor de dente ( ) Extração

( ) Tratamento dentário ( ) Problema na gengiva ( ) Tratamento de ferida na boca

( ) Não lembra ( ) Outro (especifique): _____________________________________


  1. Enquanto internado, você recebeu algum tipo de cuidado/instrução de higiene oral da enfermagem?

( ) Não ( ) Sim ( ) Não sabe


  1. Você sentiu algum desconforto bucal enquanto internado? Se sim, recebeu avaliação?

( ) Não ( ) Sim, não recebi avaliação. ( ) Sim, recebi avaliação.


14.2 Anexo 2: Diagrama das lesões encontradas.

Lesão 1
Local:_______________________________Forma:____________________________

Tamanho:____________________________Cor_______________________________

Outros:________________________________________________________________

Hipótese diagnóstica:_____________________________________________________



Lesão 2
Local:_______________________________Forma:____________________________

Tamanho:____________________________Cor_______________________________

Outros:________________________________________________________________

Hipótese diagnóstica:_____________________________________________________



Lesão 3
Local:_______________________________Forma:____________________________

Tamanho:____________________________Cor_______________________________

Outros:________________________________________________________________

Hipótese diagnóstica:_____________________________________________________



Conduta: ______________________________________________________________









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