Unimar Universidade de Marília F. C. T. Apresentação



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Unimar - Universidade de Marília F.C.T.

Apresentação

Este curso tem como objetivo, oferecer uma noção geral sobre a construção de sistemas de banco de dados. Para isto, é necessário estudar modelos para a construção de projetos lógicos de bancos de dados, modelos para a construção de projetos físicos de banco de dados, técnicas de controle de dependência de dados e métodos de consultas.

Para construção dos modelos lógicos, será estudado o modelo Entidade Relacionamento, utilizando a abordagem proposta em [ELMAS89] que oferece uma notação rica em recursos, permitindo a modelagem de entidades normais, fracas, atributos simples, compostos, multivalorados, derivados e a modelagens de objetos mais complexos como classes e subclasses (modelo Entidade Relacionamento Extendido).

Para construção dos modelos físicos, será estudado o modelo Relacional como originalmente proposto por Codd.

Para eliminar dependência de dados, utilizaremos a normalização, abordando a 1a, a 2a, a 3a Formas Normais, propostas originalmente por Codd.

Para a elaboração de consultas, será estudado a Álgebra Relacional, que nada mais é do que uma forma canônica para as linguagens de consulta e a linguagem de consultas SQL.



1. Introdução e Conceitos Gerais

A tecnologia aplicada aos métodos de armazenamento de informações vem crescendo e gerando um impacto cada vez maior no uso de computadores, em qualquer área em que os mesmos podem ser aplicados.

Um “banco de dados” pode ser definido como um conjunto de “dados” devidamente relacionados. Por “dados” podemos compreender como “fatos conhecidos” que podem ser armazenados e que possuem um significado implícito. Porém, o significado do termo “banco de dados” é mais restrito que simplesmente a definição dada acima. Um banco de dados possui as seguintes propriedades:


  • um banco de dados é uma coleção lógica coerente de dados com um significado inerente; uma disposição desordenada dos dados não pode ser referenciada como um banco de dados;

  • um banco de dados é projetado, construído e populado com dados para um propósito específico; um banco de dados possui um conjunto pré definido de usuários e aplicações;

  • um banco de dados representa algum aspecto do mundo real, o qual é chamado de “mini-mundo” ; qualquer alteração efetuada no mini-mundo é automaticamente refletida no banco de dados.

Um banco de dados pode ser criado e mantido por um conjunto de aplicações desenvolvidas especialmente para esta tarefa ou por um “Sistema Gerenciador de Banco de Dados” (SGBD). Um SGBD permite aos usuários criarem e manipularem bancos de dados de propósito geral. O conjunto formado por um banco de dados mais as aplicações que manipulam o mesmo é chamado de “Sistema de Banco de Dados”.

1.1. Abordagem Banco de Dados X Abordagem Processamento Tradicional de Arquivos

1.1.1. Auto Informação

Uma característica importante da abordagem Banco de Dados é que o SGBD mantém não somente os dados mas também a forma como os mesmos são armazenados, contendo uma descrição completa do banco de dados. Estas informações são armazenadas no catálogo do SGBD, o qual contém informações como a estrutura de cada arquivo, o tipo e o formato de armazenamento de cada tipo de dado, restrições, etc. A informação armazenada no catálogo é chamada de “Meta Dados”. No processamento tradicional de arquivos, o programa que irá manipular os dados deve conter este tipo de informação, ficando limitado a manipular as informações que o mesmo conhece. Utilizando a abordagem banco de dados, a aplicação pode manipular diversas bases de dados diferentes.



1.1.2. Separação entre Programas e Dados

No processamento tradicional de arquivos, a estrutura dos dados está incorporada ao programa de acesso. Desta forma, qualquer alteração na estrutura de arquivos implica na alteração no código fonte de todos os programas. Já na abordagem banco de dados, a estrutura é alterada apenas no catálogo, não alterando os programas.



Figura 1. Um ambiente de Sistema de Banco de Dados





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