Unigranrio / SÃo leopoldo mandic



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UNIGRANRIO / SÃO LEOPOLDO MANDIC

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM IMPLANTODONTIA

RESUMO DOS ARTIGOS DE ANATOMIA


Luís Alberto P. Marques

Artigo 1
Hemorragia do assoalho da boca resultante de uma perfuração lingual durante o posicionamento de implante.
Em muitos casos, de mandíbulas edentulasa, implantes são posicionados na região intraforaminal para suportar próteses fixas ou dar retenção`a sobredentaduras removíveis. Um dos acasos dessa aparente segura área cirúrgica é a hemorragia do assoalho da boca. Nesse artigo, dois casos de complicações ameaçadoras de vida são relatados.

Nesses casos a complicações é a hemorragia do assoalho da boca causado pela perfuração da placa cortical lingual da mandíbula com instrumentos agudos rotativos.

Episódios similares de sangramento têm sido relatados por osteotomias, fraturas mandibulares, enxertos de pele mandibulares, vestibuloplastias com concomitante rebaixamento do assoalho da boca, extração dentária, remoção cirúrgica de rânula, e procedimentos de biopsia.
Relatórios de paciente

Paciente 1. uma senhora saudável de 58 anos para implantes na região interforame, não tinha história de sangramento e não tomou nenhum medicamento.

Durante a cirurgia não teve nenhum problema evidente. Uma perfuração lingual da mandíbula não foi percebida. Seis horas depois: aflição respiratória e inabilidade de engolir causada pelo grande hematoma.

O ferimento foi reaberto e um grande coágulo de sangue foi removido do assoalho da boca, feita uma hemostasia e a paciente foi transferida para a unidade de tratamento intensivo.

Medicação: anti-inflamatórios, antibióticos, mucolíticos, antiácidos, heparina, e sedativos.

Depois de 8 dias, a paciente foi dispensada com boa saúde.

Paciente 2: uma mulher saudável de 42 anos implantes orais na região interforame.

A preparação da posição mais lateral à direita da área do primeiro molar terminou numa perfuração do cortex lingual. Embora a perfuração parecesse pequena, o assoalho da boca e a língua começaram a inchar em minutos. O inchaço foi tão severo que a língua pressionou contra o palato. Uma tentativa foi feita para achar a origem da hemorragia, no qual foi provavelmente uma artéria do local da perfuração – provavelmente a artéria sublingual ou um ramo da artéria sublingual. Com um instrumento arredondado, uma considerável quantidade de sangue foi liberada de um hematoma no assoalho da boca e língua. Depois de 5 minutos de compressão, a hemorragia pareceu ter parado. Avaliação médica.

A medicação consistiu de anti-inflamatórios e antibióticos. Na manhã após a cirurgia, a paciente se sentiu bem. Não existiram problemas como engolir ou respirar, e o inchaço já tinha diminuido levemente.

Artigo 2

Aumento vertical de rebordo:

Qual é o limite?



Em grande parte dos edêntulos o remanescente ósseo não permie uma boa estética ou colocação de implantes . É necessário um mínimo de 7x4 mm de estrutura óssea para o uso

de implantes regulares. Procedimentos de regeneração óssea podem modificar, corrigir, e aumentar áreas ósseas comprometidas, resultante de uma fase de reabsorção excessiva sucedendo a exfoliação dentária por causa de trauma, profunda fratura radicular, lesões inflamatórias periodontais avançadas ou trauma maxilofacial.

Anteriormente à aplicação clínica do princípio de regeneração guiada de tecidos (GTR) `a implantes dentários, procedimentos de enxerto de osso autógeno extraoral foram usados para aumentar a quantidade de tecido ósseo. Os problemas associados com essas técnicas foram a utilização de um área extraoral, hospitalização e o estado mórbido do paciente. Em pacientes edêntulo (sem dentes) parciais, estruturas anatômicas tais como o seio maxilar ou o nervo alveolar, podem limitar a altura óssea disponível para a estabilidade do implante e a capacidade de suportar carga.

Diferentes materiais de enxerto ósseo podem ser utilizados para elevação do seio, e o transporte do nervo alveolar na área mandibular podem aumentar o comprimento do tecido ósseo para permitir a colocação de implantes de comprimento adequado.

O relacionamento entre a provisão do espaço e a regeneração do osso:

A criação e manutenção de um espaço suficiente com uma coagulação adequada que não interfira com a estabilização deve ser estabelecida.

De experiências clínicas é sabido que espaços vazios se tornam rapidamente obliterados por um coágulo.

Muitos estudos têm defendido que a pressão dos tecidos moles e tensão causam colapso da membrana em defeito, assim limitando o potencial regenerativo das estruturas ósseas. Existem apenas dois estudos de aumento de mandíbula da dimensão vertical no qual os autores utilizaram um novo tipo de membrana e-PTFE reinforçada com uma estrutura de puro titânio (TR-GTAM, WL Gore) e dispositivos de fixação de membrana

( Sistema memfix, Straumann). GTAM reforçado de titânio pode ser curvado e modelado e manter a forma desejada por causa da estrutura de de titânio incluída na sua construção. Assim, a TR-GTAM cria e preserva espaço suficiente entre a membrana e os defeitos ósseos, permitindo novas possibilidades para o aumento do rebordo vertical e a regeneração em situações na qual a anatomia dos defeitos é sem produção de espaço.

O objetivo deste estudo clínico era demonstrar a possibilidade de alcançar mais de 4 mm de nova aposição óssea vertical em rebordos parcialmente edêntulos usando a técnica da utilização de membranes associada a implantes ósseointegrados em humanos.

Métodos e Materiais:

Todos os pacientes relataram em boa saúde e receberam uma compreensiva avaliação periodontal e uma completa pesquisa radiográfica da boca.

Tomogramas computadorizados revelaram uma quantidade mínima de osso residual na direção coronoapical. Os rebordos ósseos foram cuidadosamente examinados, e a localização do desejado implante do ponto de vista protético foi determinado utilizando um guia cirúrgico.

Técnica Cirúrgica

Todos os pacientes foram tratados seguindo um protócolo cirúrgico idêntico, com implantes protuindo de 3 a 4mm acima da superfície do osso.

Depois de um período de cura de 12 meses, todas as membranes TR foram removidas, exceto as que se tornaram expostas na cirurgia para a conexão do pilar de retenção. Em todos os casos, a incisão da crista na direção distomesial foi representada para crescer a borda justamente além da margem mais apical do material de aumento.

Todo espaço debaixo das membranes TR foi completamente preenchido tecido regenerado.

O objetivo desse estudo foi demonstrar a possibilidade de regeneração do osso supracristalde mais de 4 mm. Esse objetivo se tornou possível quando:

1 – O flap recobriu totalmente a membrana sem tensão;2 – A membrana ficou recoberta por 1 ano;3 – Estava estabilizada,4 – Uso de osso autógeno,5 – Sutura de colchoeiro horizontais foram usadas,6 – Várias perfurações na cortical óssea .

Artigo 3
MODIFICAÇÃO NO PROCEDIMENTO DE LEVANTAMENTO DE SEIO NO SEPTO DO ANTRO MAXILAR

Seios do tipo aberrante assim como septos no assoalho torna mais difícil sua manipulação.

O septo é costumeiramente se apresenta como fio de navalha que se alonga a partir da parede interna para a externa, reforçando a arquitetura óssea do antro. Caso o septo não tenha sido identificado anteriormente ao início do procedimento de levantamento de seio, extrema dificuldade pode ser encontrada quando atentar para a infraestrutura e levantamento da janela óssea.Também, porque a membrana do seio é fortemente aderida ao septo, e pode ser difícil o levantamento sem perfuração. Mas, porque o septo pode dividir o seio em dois compartimentos separados, abrindo somente uma cavidade pode não permitir acesso adequado para enxerto do osso. Este relato descreve uma modificação do padrão do procedimento de levantamento de seio quando os septos dos seios se apresentam.
TÉCNICA

Faz-se incisão em bisel é 2 a 3 mm palatino para o topo da crista alveolar.Incisões verticais bucal relaxantes são feitas medial para a área anterior do seio e posteriormente na região da tuberosidade maxilar, para acesso adequado ao antro maxilar e facilitar o fechamento da ferida acima do osso e distante de qualquer barreira de membrana regenerativa que pode ser empregada. Caso seja necessária a redução da tuberosidade, esta pode ser realizada juntamente da incisão.Toda espessura da borda mucoperiosteal é então levantada expondo a parede antero lateral da maxila. Nessa região da maxila o osso é muito delgado e o septo do seio pode ser visualizado como uma opacidade vertical entre a translucidez preta do seio. Uma vez que o septo tenha sido identificado, esta posição deve ser relacionada com os achados radiográficos pré-operatórios. Quando a posição do septo do seio é confirmada, duas janelas ósseas trapezoidais são criadas, uma em cada lado do septo. O septo do lado esquerdo esta intacto. A cureta é usada para levantamento da membrana de Schneider e ambas janelas são então formadas. A membrana é cuidadosamente levantada a partir do septo e a ponta aguda do septo pode ser reduzido com um RONGEUR ou uma lima óssea. Caso ocorram pequenas perfurações elas não podem requerer reparo , porque a membrana pode dobrar-se sobre ela mesma quando erguer e retardar a abertura. Perfurações maiores podem requerer a colocação de uma barreira de colágeno reabsorvível ou uma fina lâmina de osso lamelar.

Após instalação do enxerto e este firme (compactado), a barreira de membrana regenerativa pode ser colocada acima da abertura de acesso, e a incisão é fechada com fio não reabsorvível,e sutura tipo colchoeiro horizontal.

A identificação do septo do seio deve ocorrer anteriormente ao procedimento operatório, então esta modificação fundamental da ser planejada. Problemas como incapacidade para fraturar a janela óssea, fracasso de adequado acondicionamento do enxerto no antro, ou descuidada perfuração na membrana de Scheneiderian podem ser evitadas de maneira prévia.
Artigo 4
Reposicionamento do nervo Alveolar inferior em conjunção com o posicionamento de implantes ósseo integrados: Relatório de um caso

Vai facilitar o posicionamento de implantes endósseos. A técnica permite posicionamento de implantes no rebordo alveolar numa mandíbula atrofiada que falta suficiente altura vertical superior para o canal mandibular. O posicionamento de uma prótese fixada ao invés de uma aplicação removível é facilitada.

O índice de sucesso desses procedimentos é variável, e o final da restauração protética ainda requer uma prótese alveolar mucossuportada que irá posicionar uma força de reabsorção num processo alveolar reconstruído. Todos esses procedimentos podem adversamente afetar funções neurosensoriais sobre a distribuição dos nervos periféricos da mandíbula, resultando em parestesia que pode ser temporária ou permanente.

O caso:

Uma mulher de 60 anos teve a reclamação do chefe sobre sua prótese parcial mandibular mal ajustada. A paciente relatou que ela usava a dentadura parcial por 18 anos. Avaliação clínica e radiográfica revelaram um enorme reabsorção do processo alveolar mandibular (classe IV). No rebordo alveolar não tinha claramente altura suficiente acima do canal mandibular para permitir posicionamento de rotina de implantes ósseointegrados. Foi apresentada opções à paciente, incluindo aumento de rebordo com vestibuloplastia. A paciente relatou que ela estava insatisfeita com aplicações removíveis em geral e que ela desejava uma prótese fixa. Foi apresentada uma opção de tratamento que envolvia reposicionamento lateral do nervo alveolar inferior bilateralmente seguida de um posicionamento imediato de implantes ósseointegrados. Uma ponte fixa poderia depois ser construída 4 meses depois do posicionamento dos implantes. Os riscos e benefícios potenciais foram explicados. A paciente escolheu suportar o posicionamento de implante com realocação lateral do feixe neurovascular alveolar inferior.
Técnicas Cirúrgicas:

A cirurgia foi executada numa base ambulatorial, com o paciente sob sedação intravenosa e anestesia local. Uma pequena incisão foi feita na mucosa vestibular aproximadamente na região de canino inferior esquerdo. (Essa incisão foi ampliada através de dissecação rude e afiada até o feixe mentoniano neurovascular e os forames foram localizados e identificados. O feixe neurovascular foi retraído lateralmente com uma sutura laçada envolta. A incisão extendeu para o exterior da mucosa mandibular e posteriormente foi trazida de volta aproximadamente 25 mm). O tecido e o periósteo foram refletidos medialmente até todo o rebordo residual distal do forame poder ser bem visualizado na área do segundo molar. Com a área sob irrigação abundante, uma caneta de velocidade baixa e uma grande broca redonda foi usada para remover uma placa de osso cortical da mandíbula lateral ao canal alveolar inferior. Essa remoção continuou até que os conteúdos do canal mandibular pudessem ser diretamente visualizados através de uma pequena camada de osso. Esse osso restante foi depois cuidadosamente dissecado com uma pequena cureta, expondo o feixe neurovascular na parte interna do canal alveolar inferior. Quando foi obtido acesso suficiente sobre o comprimento de 15 mm do canal, o feixe neurovascular foi gentilmente dissecado livre do canal por meio de uma sutura (laçada para tração). O (rombo) foi depois passivamente suturado ao periósteo com uma sutura reabsorvível para manter sua posição lateral

A paciente teve um completo retorno subjetivo das funções sensoriais em 5 semanas depois da cirurgia. Uma prótese fixa foi posicionada bilateralmente 4 meses depois da cirurgia.
-Existe uma maior probabilidade de retornar `a função sensorial quando:

Se o nervo mandibular não é excessivamente esticado

Se a pessoa mais for jovem

Se houver manipulação mínima

-O risco :

hipestesia, parestesia, ou hiperestesia, é sempre presente quando um nervo periférico é perturbado no seu leito fisiológico.
No final o autor relata que mesmo com mínima manipulação sempre há risco de alterações sensoriais.

Artigo 5
RECONSTITUIÇÃO DE DEFEITOS MAXILARES ALVEOLARES COM ENXERTO DE SÍNFISE MANDIBULAR PARA IMPLANTES DENTARIOS.

Relato de um procedimento

.

Avaliações 4 meses após cirurgia revelaram mínima reabsorção do enxerto, consequentemente foi possível a colocação dos implantes em todos os sítios dos pacientes parcialmente desdentados com defeitos alveolares com contra-indicação para a colocação de implantes dentários que foram tratados com enxerto ósseo obtido da sínfise mandibular. Complicações encontradas foram menores e leves, vantagens dos enxertos de sínfise incluem fácil acesso, grandes quantidades de osso disponíveis em relação a outras áreas doadoras intra-orais, baixa morbidade, não precisa de hospitalização, mínimo desconforto, não apresenta alterações de ambulatório, e não provoca cicatrizes cutâneas. Comparado com outros métodos regenerativos ósseos para colocação de implantes, apresenta uma qualidade superior do osso achado e requer um período menor de recuperação. Resultados desta investigação clinica preliminar demostra que enxerto do queixo oferece uma alternativa viável para reconstituição de defeitos alveolares antes de colocar implantes dentais.

: downloads
downloads -> 1. As figuras abaixo mostram esquema tridimensional e cortes histológicos da odontogênese. Entenda as figuras e responda as questões abaixo. Identifique as estruturas apontadas e as fases do desenvolvimento dentário
downloads -> 1997, Secretaria de Estado da Saúde do Paraná
downloads -> Pré-Avaliação de Geografia – Prof. Nivaldo 8º Ano ef – IV bimestre Data
downloads -> Reposicionamento do nervo inferior alveolar em conjunção com o posicionamento de implantes ósseo integrados: Relatório de um ca
downloads -> Hemorragia do soalho da boca, resultado da perfuração lingual durante o implante
downloads -> 100 motivos para ir ao dentista parte 07 Antônio Inácio Ribeiro 2001 odontex
downloads -> ReconstituiçÃo de defeitos maxilares alveolares com enxerto de sinfisis mandibular para implantes dentarios
downloads -> Biologia Tecidual aplicada à implantodontia


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