Uma proposta de itinerário formativo Centro Vocacional Juvenil – Missionários Combonianos Rua Augusto Simões, 108



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JIM – JOVENS EM MISSÃO 2012-13
C’aFé, desperta para a Missão
Uma proposta de itinerário formativo

Centro Vocacional Juvenil – Missionários Combonianos
Rua Augusto Simões, 108

4470 – 147 Maia

www.jim.pt

www.jovensemissao.blogspot.com

jovemissio@gmail.com

229448317
Outubro 2012

INDICE
Introdução 5

C’aFé desperta para a Missão 11

Oração JIM 13

Esquema de Oração JIM 15


OUTUBRO – NOVEMBRO 2012

O Ouvido vigilante – tema 19

O Ouvido Vigilante – oração 25
DEZEMBRO 2012

O Olhar penetrante – tema 31

O Olhar penetrante – oração 35
JANEIRO – FEVEREIRO 2013

O Tato sensível – tema 43

O Tato sensível – oração 51
MARÇO 2013

O Paladar refinado – tema 55

O Paladar refinado – oração 59
ABRIL – MAIO 2013

O Olfato perfumado – tema 63

O Olfato perfumado – oração 71
JUNHO 2013

O Coração intuitivo – tema e oração 77


Contactos 85

INTRODUÇÃO

Estamos às portas do ano da fé...”Porta da Fé”…


I/ O SIGNIFICADO DO ANO DA FÉ
Tudo é possível a quem crê!”…”Senhor, Eu creio, mas aumenta a minha Fé..” (Mc.9, 23.24)
Cristo ao centro: Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida

Cristo nos chama pelo nome: Somos chamados, somos vocação

Cristo nos envia em missão: Somos “novos evangelizadores”: “O ano da fé, a “nova evangelização” pretende fazer sair da Igreja para a rua…fazer que muitos na Igreja se disponham a deixar as suas “cadeiras” e ir…” P. Manuel João, Alem Mar, Maio 2012, pg.58).

É preciso “abrir as janelas”…quando rezamos, quando trabalhamos, quando estudamos...uma VIDA de “janelas abertas”, é vida missionária.

O Ano da fé insere-se “dentro dum contexto amplo marcado por uma crise generalizada que afecta também a fé e lembra que o mundo de hoje tem fome de testemunhas e sente necessidade vital delas porque procura coerência e lealdade… e por isso exige que a fé seja repensada e vivida e não se limite só a repetição cansada de fórmulas ou celebrações”, diz o arcebispo Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização,
Ano da Fé e Nova Evangelização…exemplo da Diocese de LIsboa

Para o ano pastoral em Lisboa, neste ano da fé, o cardeal-patriarca apela ao “reavivar do zelo apostólico” pois assim “ a diocese de Lisboa quer testemunhar à sociedade uma Igreja viva”. Justifica ele ainda: “O aprofundar da fé é o caminho para continuar a acolher o Magistério do Concílio, com o “novo ardor” exigido por uma evangelização renovada”. Assim Ano da fé e Nova Evangelização não são temas justapostos mas “um único desafio” a cada um e a todos os cristãos.


Entrar pela porta, não “espreitar”

Há portanto que “entrar pela porta” não só “espreitar” através dela! Entrar de corpo inteiro, viver para testemunhar. Não engrossar o número dos que vivem em “crise de fé”. Com que meios?

Palavra e Oração… passando pela Eucaristia. CREDO como oração diária.

Lembra que “a longa caminhada da fé só é possível com a força do amor de Deus. A Igreja tem de aprender, continuamente, a escutar Jesus Cristo quando escuta a Palavra (…) e vivendo de modo mais profundo o grande sacramento da Fé que é a Eucaristia”. Também “a oração é essencial neste ano, pessoal e comunitária, e fazendo do Credo, neste ano da fé, a nossa oração diária”, como sugere o Papa.


Ser Testemunhas…Enviados

Depois diz, “A fé pede testemunhas”, “ a fé viva desabrocha na caridade e esta é sempre a forma de participação no modo de Deus amar. Só na caridade a nossa fé se torna testemunho que anuncia a salvação e atrai outros a querer entrar pela porta da fé”. Assim “somos enviados”: “Cada um de nós pode ser enviado por Deus..aos muitos irmãos que trazem no coração inquietações e desejos… ajudando-os com a sinceridade do nosso testemunho, a atravessarem essa porta e a encetarem, com nova esperança o caminho novo



II/ O DOCUMENTO “PORTA DA FÉ”
Ano da Fé: De 11 de Outubro 2012 a 24 de Novembro 2013

Comemora 50 anos da abertura do Vaticano II e conclui na solenidade de Cristo Rei 2013; 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, por JPII em 1992; Início do Sínodo dos Bispos com o tema “A Nova Evangelização para transmitir a fé Cristã “, convocado por Bento XVI para 7 a 28 de Outubro 2012.

Em 1967, Paulo VI, tinha proclamado um “Ano da Fé” para comemorar o 19º Centenário do martírio de Pedro e Paulo. A finalidade era para que houvesse em toda a Igreja “uma autêntica e sincera profissão da mesma fé” para assim retomar “exacta consciência da sua fé para a reavivar, purificar, confirmar e confessar”.. Esse ano terminou com a “Profissão de Fé do Povo de Deus”, espécie de credo atribuído a Paulo VI. (conf. n.1-4)
Bento XVI dá razões para este Ano da Fé em 2012-13:
Voltar aos textos do Vat.II, como” a grande graça de que beneficiou a Igreja no sec. XX”…e que é “uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa”(n.5)
No contexto da realidade que vivemos, somos convidados “a uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo” vivendo e testemunhando a nossa “vida nova” recebida no baptismo. (n.6)
“O amor de Cristo impele-nos a evangelizar” (2Cor.5,14). A Igreja é convocada para “o anúncio do Evangelho com um mandato que é sempre novo” (n.7).

“Hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor de uma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé” (n.7)


Será “tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé” e assim “confessar plenamente a fé no Cristo Ressuscitado”; ”fazer publicamente a profissão do Credo”; “intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia”; “o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade”. (n.9)

Proposta concreta: “Aprender de memória o Credo, recitá-lo diariamente e professá-lo publicamente”(n.8-9)


Bento XVI propõe um percurso para compreender, aprofundar e testemunhar a Fé (n.10-14)

A Fé implica um compromisso público, pois “acreditar não é simplesmente uma acção privada”

A Profissão de Fé é um acto pessoal e comunitário simultaneamente

Necessidade de conhecer os conteúdos da fé

Busca constante da verdade como “preambulo da fé”

Viver a fé é fazer memória de Cristo, Maria, Apóstolos, mártires, santos, antepassados

Intensificar o testemunho da Caridade


C’afé, desperta para a Missão:

Um possível itinerário JIM para 2012-13

Os nossos sentidos, a Fé e a Missão

A Fé que nos salva, nos convoca, nos envia em missão…


  1. O OUVIDO vigilante do Jovem em Missão

= 1ºsentido humano, 1º sentido espiritual: “Shema Israel”.
Fé: Texto: Jo.10,1-8: Reconhecer a VOZ do Bom Pastor

Missão: ESCUTAR e PROCLAMAR a Palavra para que “ouvidos surdos” se tornem de “escuta activa”




  1. O OLHAR penetrante do Jovem em Missão

= Visão: sentido “nobre”, olhar para a realidade…
Fé: Texto: Jo 1, 29-51: VER como fonte de vida

Missão: VER Jesus e segui-lo, levá-lo… até aos confins do mundo

VER as maravilhas de Deus e testemunhar a sua bondade


  1. O TACTO sensível do Jovem em Missão

= Sentido que transmite vida, desafia ao crescimento…
Fé: Texto: Mc.5,25-34: “Quem me tocou”? Tocar Jesus dá vida.

Missão: Enviados ao coração do mundo sofredor para o tocar com o Amor de Jesus.




  1. O PALADAR saboroso do Jovem em Missão

= “Saboreai e vede como o Senhor é bom” (Sl.34,9)
Fé: Livro de Rute: Gosto pela vida e complementaridade velhice-juventude

Missão: Receber para dar… Saborear o dom que temos e somos




  1. O OLFATO perfumado do Jovem em Missão

= O sentido do olfacto que nos leva à realidade de Jesus
Fé: Jo.12, 1-9: Maria ungiu Jesus e perfumou a casa…

Missão: Cheirar o “perfume de Jesus” e construir Comunidade com o sorriso no coração




  1. O Jovem em Missão, o 6ºsentido e o “sentido da fé”

= A intuição do coração na busca de Deus para além dos sentidos
Fé: Texto: Lc. 1,29-56: Maria, o ícone dos sentidos de Cristo

Missão: Abria o coração ao “desconhecido”…


Metodologia:

Usar a Bíblia

Usar Catecismo da Igreja Católica para Jovens “YOUCAT”/ Orações Youcat

Ler e reflectir sobre a carta apostólica “A Porta Da Fé”.

Procurar informação sobre a importância e função de cada sentido…

Fazer um “Credo” pessoal e de grupo à luz de cada sentido

No fim, fazer um “Credo” de grupos e do movimento JIM

Assumir uma missão/actividade missionária cada mês



ORAÇÃO JIM

Pai Santo,

Que manifestas o Teu Amor nas nossas vidas,

Envia-nos o teu Espírito Santo, para que nos ilumine e fortaleça.

Assim podemos seguir a Cristo, o Bom Pastor que dá a vida

Para a salvação de todos.


S. Daniel Comboni, intercede por nós,

Para que saboreando a alegria da fé nas nossa vidas,

Dêmos testemunho dela no mundo em que vivemos.
Maria, mãe de Jesus e nossa mãe,

Olha para nós, membros do movimento “Jovens em missão”.

Pomo-nos nas tuas mãos e confiamo-nos à tua intercessão.

Faz de nós mensageiros alegres e entusiastas do teu Filho Jesus.

Ámen.

ESQUEMA DE ORAÇÃO JIM



AMBIENTAÇÃO


Cuidar o cenário para dar ideia da universalidade e da comunhão com o mundo inteiro. Por entre as 5 cores missionárias (se possível), ao centro colocar o globo e um círio (vela Grande) colorido com as 5 cores verticais. Em vez do círio podem colocar-se 5 velas com as 5 cores dos continentes. Colocar também alguma imagem de situações actuais, missionárias, ou fitas coloridas.

As 5 velas podem estar já todas acesas no inicio da oração, ou então, no decorrer da oração, no inicio de cada momento, alguém do grupo se desloca ao lugar central e acende uma vela.


HELLO GOD

(Alguém do grupo acende uma vela)

Este momento é introduzido por um cântico inicial e contempla uma breve introdução ao momento juntamente com uma pequena oração, daí ser intitulado como “olá Deus”. Momento de silêncio para cada um tomar consciência do lugar onde está e do acto que vai realizar. Trata-se de entrar em comunhão com Deus e com os outros.



PART& REZA

(Alguém do grupo acende uma vela)

Leitura de forma alternada (um a um ou grupo a grupo) de um Salmo ou outra oração à escolha. A ideia é que todos participem na oração. É bom que todos tenham o texto e que seja igual para todo.


LIGHT BOOK

(Alguém do grupo acende uma vela)

Neste momento é lida uma leitura do Evangelho (o “livro da Luz “) dessa semana/desse domingo. A leitura é lida por um convidado externo ao grupo, isto é, o animador deve convidar alguém ativo na paróquia ou da diocese (irmão, um leigo, um missionário, um catequista) para estar presente neste encontro e convida-lo para ler o Evangelho, partilhar o que o evangelho lhe diz, e ser o mesmo a iniciar o momento seguinte.

Como alternativa, em caso de não haver pessoa externa, pode ser alguém do grupo. Pode-se fazer também a leitura de algum artigo da revista Além Mar, um texto da vida de Comboni, ou de algum documento do papa ou dos bispos portugueses.

PART & PRECES

(Alguém do grupo acende uma vela)

O convidado deverá fazer uma pequena partilha sobre o que leu, e incentivar o grupo também a faze-lo. Estas partilhas podem ser realizadas em forma de preces.

Eventualmente no fim de cada intervenção, ou no fim de 2 ou 3 pode cantar-se um refrão fácil e de preferência missionário.

ORAÇÃO FREE HUGS



Momento de o grupo se unir em comunhão com Cristo, abraçados ou de mãos dadas rezarem pelas suas preces, e pelo mundo, por isso sugere-se com esta atitude de amizade profunda em Cristo rezem o Pai- Nosso e Avé Maria.


TAKE AWAY

(Alguém do grupo acende uma vela)


Tal como o nome diz “levar para casa”, propor aos jovens uma atividade para casa, e no encontro do mês seguinte apresentar essa atividade ao grupo neste mesmo espaço. Pode ser uma actividade escrita ou dinâmica.

Esta actividade pode já estar preparado num envelope ou outro material, junto do globo e do Círio. Neste momento, alguém do grupo vai buscar e lê em voz alta o que há a fazer. O animador encoraja, explica, exorta a realizar a actividade, seja individualmente seja em grupo.


ORAÇÂO JIM



É o momento de todos juntos terminarem rezando a oração JIM


Pai Santo,

Que manifestas o Teu Amor nas nossas vidas,

Envia-nos o teu Espírito Santo, para que nos ilumine e fortaleça.

Assim podemos seguir a Cristo, o Bom Pastor que dá a vida

Para a salvação de todos.
S. Daniel Comboni, intercede por nós,

Para que saboreando a alegria da fé nas nossa vidas,

Dêmos testemunho dela no mundo em que vivemos.
Maria, mãe de Jesus e nossa mãe,

Olha para nós membros do movimento “Jovens em missão”.

Pomo-nos nas tuas mãos e confiamo-nos à tua intercessão.

Faz de nós mensageiros alegres e entusiastas do teu Filho Jesus.

Ámen.



O OUVIDO VIGILANTE

DO JOVEM EM MISSÃO

(Outubro e Novembro 2012)



SENTIDO HUMANO

O nosso ouvido é o órgão responsável pelo sentido da audição. Ele se divide em três partes: orelha externa, orelha média e orelha interna. Cada parte é responsável por transmitir as vibrações do som, até chegarem ao nosso sistema nervoso e serem reconhecidas pelo nosso cérebro.



É a capacidade de ouvir os sons (vozes, ruídos, barulhos, músicas) provenientes do mundo exterior. O ouvido capta as ondas sonoras e as envia para que o cérebro faça a interpretação daquele som.

(pesquisar no Google … os 5 sentidos)
UMA HISTÓRIA: PERDESTE A AUDIÇÃO?

Era uma vez um homem que desafiou Deus desta maneira:


“Meu Deus, faz com que a sarça seja consumida pelo fogo como fizeste com Moisés e eu te seguirei.

Meu Deus, derruba os muros como fizeste com Josué e eu lutarei.


Meu Deus, acalma a tempestade como fizeste na Galileia e eu te ouvirei. “

E o homem sentou-se ao lado de uma sarça, junto a um muro, perto do mar e esperou que Deus falasse.

Deus ouviu o homem e respondeu.

Enviou fogo, não para uma sarça, mas para uma igreja.

Derrubou um muro, não de tijolos, mas de pecados.

Acalmou a tempestade, não do mar, mas de uma alma.

E Deus esperou a resposta do homem.

E esperou...

E esperou...

E esperou...

O homem, por estar a olhar para a sarça e não para os corações; para os tijolos e não para vidas; para as marés e não para almas, …concluiu que Deus não havia feito nada.

Olhou para Deus e perguntou:

Perdeste o poder?

E Deus olhou para o homem e disse:

Perdeste a audição?
Extraído do livro: Na jornada com Cristo: um roteiro de Deus para a realização pessoal, de Max Lucado/SP-Mundo Cristão, 2011.
Está provado cientificamente que a perda auditiva tem um forte impacto na qualidade de vida da pessoa. Afeta a comunicação com os outros, ela conduz frequentemente ao isolamento social, a estados de ansiedade, instabilidade emocional e até depressão.
Dinâmica: Os jovens façam um pequeno teatro de uma conversa de mudos. E no fim uma conversa sobre os nossos avós e vizinhos já um bocadinho surdos.
SENTIDO DA FÉ

Escutamos a Palavra - Jo 10, 1-6: O Senhor diz que as ovelhas escutam e O seguem porque reconhecem a sua voz


Comentário

Para se ser verdadeiro pastor capaz de guiar os outros é preciso aprender, acima de tudo, a ser bom discípulo. Como podemos ensinar outros se previamente não aprendemos com outros? Como vamos amar se previamente não fomos amados?

Jesus, o Bom Pastor, chama-nos a ser bons pastores; chama os seus discípulos a ser luz para o mundo, ajudar quem se encontra em necessidade e a procurar os que estão perdidos, oprimidos, os últimos da nossa sociedade.

Jesus revela-nos nestes versículos as qualidades dos bons pastores:

Pastores são aqueles que conduzem as pessoas que lhes foram confiadas para a liberdade interior: liberdade de fazer boas opções, de tomar a iniciativa e de crescer numa maior maturidade e amor.

Na linguagem bíblica, conhecer alguém pelo seu nome implica compreender cada vez melhor essa pessoa, os seus dons e suas debilidades, as suas necessidades e a sua missão na vida. Isso implica dedicar tempo a essa pessoa, escutando-a e, sobretudo, criando com ela uma relação mútua de comunhão, fazendo-a ver que é amada e que tem um valor único. Uma pessoa só pode guiar outra se não tiver nenhum desejo de a possuir, de a controlar ou manipular-se, se tiver nascido entre elas a confiança, o respeito e o amor mútuos. A confiança é a base de tudo.

Jesus ama-nos abundantemente, e deseja dar-nos tudo o que precisamos, para crescer e sermos felizes.

Ser um bom pastor não significa ser perfeito, pois ninguém é perfeito. Significa ser humilde e aberto, reconhecer as próprias faltas e paixões e pedir perdão quando se erra.

Bento XVI na sua carta Apostólica “Porta da Fé” no nº 2 (ler) fala-nos da crise da Fé e no nº 3 (ler) deixa-nos a pergunta: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?» (Jo 6, 28).

YouCat no nº 3 (ler) faz-nos a pergunta: Porque procuramos Deus?


Reflete:

  • “Aquele que tiver ouvidos, oiça!” Mt 13,9

  • Ouvir é uma coisa. Perceber é outra

  • Como oiço Jesus? E como os outros me ouvem?


SENTIDO DA MISSÃO

Escutar e Proclamar a Palavra para que “ouvidos surdos” se tornem de “escuta ativa”


Um anúncio da Gaes:

Cuide da sua saúde: siga 5 passos para ouvir melhor, comunicar com sucesso … e reconquistar a alegria de viver!



  1. Admitir que tem perda auditiva

  2. Tomar a decisão de procurar ajuda

  3. Aprender o máximo possível sobre a perda auditiva

  4. Definir expetativas realistas

  5. Prática, tempo e paciência


Dinâmica:

Escreve com o grupo os 5 passos para ouvir melhor Jesus, proclamar a Boa Nova com sucesso e testemunhar como JIM a alegria de ser cristão. Boa publicidade!



ANEXOS
Porta da Fé

Nº 2 Desde o princípio do meu ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Durante a homilia da Santa Missa no início do pontificado, disse: «A Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela, como Cristo devem pôr-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida, a vida em plenitude»[1]. Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora um tal pressuposto não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até negado.[2] Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes sectores da sociedade devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas.


Nº 3 Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida (cf. Mt 5, 13-16). Também o homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde jorra água viva (cf. Jo 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. Jo 6, 51). De facto, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma força, este ensinamento de Jesus: «Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna» (Jo 6, 27). E a questão, então posta por aqueles que O escutavam, é a mesma que colocamos nós também hoje: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?» (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de Jesus: «A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou» (Jo 6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação.
Youcat

Nº 3 Porque procuramos Deus?

Deus colocou no nosso coração um desejo: Procurá-lo e encontrá-lo. Sto Agostinho diz: “Tu criaste-nos para ti e o nosso coração está inquieto até encontrar o descanso em ti”. A este desejo de Deus chamamos Religião. A busca de deus é natural na pessoa humana. Toda a sua aspiração pela verdade e pela felicidade é, no fundo, uma busca daquilo que a sustenta absolutamente, que a satisfaz absolutamente, que a torna absolutamente útil. Uma pessoa só está totalmente consigo própria quando encontrou Deus. “Quem procura a verdade procura Deus, seja isso evidente ou não para ela”. Edith stein.



OUVIDO VIGILANTE - ORAÇÃO JIM

(Outubro e Novembro 2012)
AMBIENTAÇÃO

Cuidar o cenário para dar ideia da universalidade e da comunhão com o mundo inteiro. Por entre as 5 cores missionárias (se possível), ao centro colocar o globo e um círio (vela Grande) colorido com as 5 cores verticais. Em vez do círio podem colocar-se 5 velas com as 5 cores dos continentes. Colocar também alguma imagem de situações actuais, missionárias, ou fitas coloridas.

As 5 velas podem estar já todas acesas no inicio da oração, ou então, no decorrer da oração, no inicio de cada momento, alguém do grupo se desloca ao lugar central e acende uma vela.

Algum símbolo representando a dimensão auditiva.
HELLO GOD (Alguém do grupo acende uma vela)

Cântico à escolha, dentro do tema da escuta.

Boas vindas ao grupo.

Invocação à Santíssima Trindade (fazer o sinal da cruz) lembrando as palavras de Jesus: Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome Eu estarei no meio deles. Um momento de silêncio.
PART& REZA (Alguém do grupo acende uma vela)
Sl 23: o Senhor é o meu Pastor.

Rezar alternadamente um versículo cada um.

Deixar um pequeno momento de silêncio no fim para que cada um releia e reze em silêncio o salmo.


LIGHT BOOK (Alguém do grupo acende uma vela)
Jo 10, 1-11

A leitura é feita, de preferência, por um convidado externo ao grupo.

Pode partilhar o que o evangelho lhe diz, e ser o mesmo a iniciar o momento seguinte.
Como alternativa, em caso de não haver pessoa externa, pode ser alguém do grupo ou então algum dos textos em anexo abaixo
PART & PRECES (Alguém do grupo acende uma vela)

O convidado deverá fazer uma pequena partilha sobre o que leu, e incentivar o grupo também a faze-lo. Estas partilhas podem ser realizadas em forma de preces.

Eventualmente no fim de cada intervenção, ou no fim de 2 ou 3 pode cantar-se um refrão fácil e de preferência missionário.
ORAÇÃO FREE HUGS

Momento de o grupo se unir em comunhão com Cristo, abraçados ou de mãos dadas rezarem pelas suas preces, e pelo mundo, por isso sugere-se com esta atitude de amizade profunda em Cristo rezem o Pai- Nosso e Avé Maria.
TAKE AWAY (Alguém do grupo acende uma vela)

Entregar a cada pessoa presente um papelinho com os 5 passos para ouvir melhor Jesus, proclamar a Boa Nova com sucesso e testemunhar como JIM a alegria de ser cristão (vistos durante o tema).
ORAÇÂO JIM

Todos juntos rezam a oração JIM

ANEXOS
Texto de reflexão alternativo para Light Book

Comboni escreve:

Muito rev.do e estimado sr padre
… estou inclinado a percorrer o árduo caminho das missões e, concretamente, desde há mais de oito anos, o das missões da África Central… Eu há muito que suspirava por este momento com mais ardor que um casal de namorados apaixonados suspiram pelo momento do casamento. Mas eis que entretanto me assustam duas graves dificuldades; ...

A primeira é a preocupação de abandonar dois pobres pais que nesta terra não têm outra consolação senão a de um único filho;... A outra dificuldade é que quero, antes de partir, que lhes seja assegurada uma cómoda existência, a qual eu obteria com o pagamento de todas as dívidas…

Mas, de momento, o que fazer para obter tudo isto? Eu, por agora, não tenho meios, nem quero arranjá-los de maneira mesquinha ou audaz. Por conseguinte, não sei que irá acontecer. Certo é que, sem ter resolvido tudo isto, não quero partir para a missão africana….

Resolvidas, porém, as duas ora citadas dificuldades, estou decidido a partir; mas a ideia da dor de meus pais, o isolamento em que irão encontrar se, eis o que me perturba. Eu não tenho medo nem da vida, nem das dificuldades da missão, nem de nada; mas o que diz respeito aos meus dois velhos faz-me tremer. Assim, por esta incerteza e consternação do meu ânimo, decidi fazer os exercícios para implorar a ajuda do Céu. Se eu abandonar a ideia de me consagrar às missões estrangeiras, serei mártir por toda a vida de um desejo que nasceu no meu espírito há mais de 14 anos, e sempre cresceu, à medida que fui conhecendo a sublimidade do apostolado.

Se eu abraçar a ideia das missões, torno mártires dois pobres pais….

Seu af.mo amigo, Daniel Comboni, sac.
Jesus é PORTA obrigatória e BOM PASTOR
Para falar da sua missão, Jesus utiliza linguagem e imagens quotidianas e comuns com uma grande história bíblica. E dá-lhes ainda um horizonte absolutamente novo: ao dizer “Eu Sou” Jesus está a revelar-se como o realizador máximo da acção de Deus entre o seu Povo, Deus que tinha dito a Moisés que o Seu Nome era “Javé – Eu Sou!” (Ex 3, 14). Esse “Eu Sou” libertador do Povo da Antiga Aliança do Egipto, revela-se e realiza-se plenamente em Jesus como Liberdade e Aliança. “Javé – Eu Sou”, o Nome de Deus que nenhum judeu podia dizer, nas catequeses do evangelho de João, além de ser pronunciado por Jesus, é aplicado a si próprio permanentemente!

Outra linguagem do Antigo Testamento para falar da acção libertadora de Deus para com o Seu Povo é a linguagem do “Pastor de Israel”, que aparece frequentemente: “Eis o que diz Javé, o Pastor de Israel: Eu próprio cuidarei do Meu rebanho e velarei por ele!” (Ez 34, 11-16). Nestas alegorias de Jesus como “Eu Sou”, “Porta” e “Pastor”, tudo nos aponta para o horizonte da libertação como novo êxodo que aconteceu na morte-ressurreição de Jesus: toda a humanidade chegou finalmente à “Terra Prometida” que é a “Casa do Pai” (Jo 14, 1-2), o seio da própria Família Divina.



Meditar

A porta é LUGAR DE ENCONTRO, de diálogo… Jesus é a Porta porque é o “lugar de Encontro” definitivo de Deus connosco. Por isso Jesus diz para destruírem à vontade o “lugar de Encontro” com Deus em Jerusalém, o Templo, porque ele próprio é o “lugar de Encontro” humano-divino para toda a Humanidade: “Jesus falava do Templo [lugar de Encontro com Deus, e de Deus com o Homem] que é o seu Corpo [Vida Ressuscitada]” (Jo 2, 21, 22). O encontro do Homem com Deus acontece por mediação de Jesus, na intimidade do Espírito: “Mulher, chegou a Hora em que nem neste monte nem em Jerusalém haveis de adorar o Pai. Chega a Hora – e já chegou – em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em Espírito e em Verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende” (Jo 4, 21-23).

A porta é LUGAR DE CONVITE à intimidade, de proposta a entrar na familiaridade da própria casa… Jesus é o Convite de Deus para a familiaridade da Sua Casa, da Sua Família! Pelo dom da sua Missão, ficámos a conhecer a beleza nova do Rosto Familiar de Deus, pelo jeito como nos falava do Pai como seu “Abba” e nos anunciava o Espírito Santo como nosso “Paráclito”, defensor e intérprete. Pelo dom da sua Ressurreição, aconteceu a difusão universal do Espírito Santo como “Amor de Deus derramado nos nossos Corações” (Rom 5, 5) e o que tinha sido durante cerca de 33 anos um privilégio de Jesus, tornou-se dom para toda a Humanidade: somos da Família de Deus!

A porta é LUGAR DE PASSAGEM, da Páscoa, da abertura ao novo, ao “outro lado”… Na sua Passagem-Páscoa, Jesus converteu-se em Passagem-Páscoa para toda a Humanidade. Este é o dom da Salvação. Viver como gente salva significa assumir os critérios da Ressurreição como fonte permanente de decisões. Esse é o caminho da “Vida em Abundância” que Jesus promete a todos os que o tenham como “Porta de Passagem”, isto é, como critério obrigatório de decisão.


O Apóstolo Paulo mostra-nos o “Bilhete de Identidade do Bom Pastor”:

«O Bom Pastor é paciente,

o Bom Pastor é prestável,

o Bom Pastor não é invejoso,

não é arrogante nem orgulhoso…

O Bom Pastor nada faz de inconveniente,

o Bom Pastor não procura o seu próprio interesse,

não se irrita nem guarda ressentimento.

O Bom Pastor não se alegra com a injustiça,

mas rejubila com a verdade.

O Bom Pastor tudo desculpa, tudo crê,

tudo espera, tudo suporta.»

(1Cor 13, 4-7)
Pelo privilégio gratuito da Fé podemos saborear tudo isto e podemos colaborar com Jesus Bom Pastor. A MISSÃO DA IGREJA É UMA MISSÃO PASTORAL, ou seja, continuar o jeito do Pastor Jesus, conduzindo todos os Corações disponíveis ao pasto da Palavra e à nascente do Espírito.


O OLHAR PENETRANTE

DO JOVEM EM MISSÃO

(Dezembro 2012)

O SENTIDO DA VISÃO HUMANA…

No corpo humano, todos os sentidos são importantes para podermos reconhecer a realidade que rodeia e faz a pessoa. A VISÃO porém, é considerada o “sentido nobre”, o sentido mais importante para a consciência de estar do ser humano.

A visão é a melhor e mais imediata fonte de informação. Podemos dizer que “nós somos aquilo que vemos”! Os olhos vêem, passam a informação ao cérebro e o corpo assimila e reage. Para ver melhor, os olhos podem ser corrigidos através de lentes e protegidos por diferentes qualidades de óculos. Quem não usou algum tipo de óculos e porquê?

A visão de cada pessoa pode ser mais ou menos perfeita. Os animais têm a sua visão adaptada às suas necessidades de sobrevivência: Há pássaros com olhar perspicaz para a caça desde o ar; há mamíferos com olhos laterais para estarem alerta e se defenderem; há outros com olhos felinos para seguirem as suas presas… Os humanos podem ter a visão mais ou menos perfeita, podendo corrigi-la e tendo outros sentidos que a podem de alguma maneira complementar ou substituir! Quem é cego, por exemplo, terá o sentido do tacto e outros sentidos muito mais desenvolvidos.


TER OLHOS PARA VER….

A visão é um dom de Deus que nos faz muita falta e dá muito jeito. Nós vemos com os olhos mas também com o coração, diz-se! Precisamos de VER a realidade humana à nossa volta, o ambiente físico; precisamos de ver a nossa realidade interior, emocional e psicológica; precisamos de ver a Deus, ver a nossa realidade espiritual e cristã. Nós, como seres humanos temos uma “Visão do mundo”, visão da realidade que nos é dada pelos sentidos, especialmente o sentido da visão.


A VISÃO DA FÉ CRISTÃ…

O ano passado o nosso movimento JIM – “Jovens em Missão” seguimos um slogan que dizia: “Vem, VÊ, vive…vai em Missão”. Dissemos que para viver e ir em missão é preciso VER! VER o quê e quem? Para nos convencermos duma coisa é preciso VER!

Acredita-se com o coração e, com a boca, faz-se a profissão de fé” (Rom.10,10). O coração indica que o primeiro ato, pelo qual se chega à fé, é dom de Deus e acção de graça que age e transforma a pessoa até ao íntimo dela mesma. (…)a graça consente ter olhos para ver em profundidade e compreender o que foi anunciado (…) e assim, “a fé, precisamente porque é um ato de liberdade, e não um ato privado, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita” (Porta da Fé, n.10). “ A fé é a companheira da vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza” (Porta da Fé, n.15)

Queremos ver Jesus (Jo.12,20-22)…Queremos ver a missão…para nos empenharmos no dia a dia!

Vamos ver um texto bíblico que nos pode ajudar a ver com olhos de FÉ.
Lemos, meditamos e partilhamos:
Jo.1,29-51: VER : Quantas vezes e em que formas está o verbo escrito neste texto? Partilhai especialmente sobre as três formas seguintes:
= “Eu VI e dou testemunho de que este é o Filho de Deus” (v.34);

= “Vinde e VEREIS” (v.39);

= “Hás-de VER coisas maiores do que esta” (v.51)
Este o mistério da encarnação que celebramos neste mês: “A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer” (Jo,1,18)
VER A NOSSA MISSÃO…

A nossa missão é VER Jesus e segui-Lo…reconhecer as maravilhas de Deus e testemunhar a sua Bondade até aos confins do mundo!

Jesus é “Deus feito carne”, que nasceu como Salvador do mundo!

A nossa missão é VER JESUS na sua Palavra, na natureza e naqueles que nos rodeiam, nos mais pobres e necessitados. Ver e testemunhar o “olhar compassivo” de Jesus (Mc.6,34).

É Natal para nos darmos conta desta verdade.

S.Daniel Comboni ensina-nos a “fazer causa comum com os pobres”, a ser “voz dos que não têm voz”, a ver os pobres com os olhos do coração, Amá-los, ter “com-paixão” por eles. A nossa missão é levar-lhes o Amor de Deus. Ver e experimentar a vida dos pobres, muda o nosso olhar, a nossa visão do mundo e da fé!

Assim nos tornamos “todos, tudo e sempre em missão”! Assim vivemos em Natal.
POSSÍVEIS ACTIVIDADES:
= Fazer uma coleção de frases no grupo relacionadas com a importância da VISÃO

Ex. “Os olhos são as janelas do coração”; “um cego não pode guiar outro cego”; “Só não vê quem não quer..”


= Visitar juntos o presépio e “VER JESUS” com olhos de ver…Como parece? Que significa? O que vejo com os “olhos da fé”?
= “O Credo seja para ti como um espelho! Mira-te nele, para ver se realmente crês em tudo o que defines como fé. E alegra-te cada dia na tua fé” (St. Agostinho em Youcat, pg.29). Rezai o CREDO e procurai explicações para o que não compreendeis.


OLHAR PENETRANTE - ORAÇÃO JIM

(Dezembro 2012)
AMBIENTAÇÃO

Cuidar o cenário para dar ideia da universalidade e da comunhão com o mundo inteiro. Por entre as 5 cores missionárias (se possível), ao centro colocar o globo e um círio (vela Grande) colorido com as 5 cores verticais. Em vez do círio podem colocar-se 5 velas com as 5 cores dos continentes. Colocar também alguma imagem de situações actuais, missionárias, ou fitas coloridas.

As 5 velas podem estar já todas acesas no inicio da oração, ou então, no decorrer da oração, no inicio de cada momento, alguém do grupo se desloca ao lugar central e acende uma vela.

Pode juntar-se um ramo de pinheiro (natal) ou de outra planta
HELLO GOD (Alguém do grupo acende uma vela)

Cântico relacionado com o olhar.

Breve introdução ao momento juntamente com uma pequena oração.

Momento de silêncio para cada um tomar consciência do lugar onde está e do acto que vai realizar. Trata-se de entrar em comunhão com Deus e com os outros.

Pode também ler-se algum poema sobre a visão.
PART& REZA (Alguém do grupo acende uma vela)
Oração do salmo 115. Em dois coros alternadamente e por versículos.
1 Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós,

mas sim ao teu nome, por teu amor e por tua fidelidade!


2 Por que perguntam as nações: “Onde está o Deus deles?”

3 O nosso Deus está nos céus,

e pode fazer tudo o que lhe agrada.

4 Os ídolos deles, de prata e ouro,

são feitos por mãos humanas.

5 Têm boca, mas não podem falar,

olhos, mas não podem ver;

6 têm ouvidos, mas não podem ouvir,

nariz, mas não podem sentir cheiro;

7 têm mãos, mas nada podem apalpar,

pés, mas não podem andar;

e não emitem som algum com a garganta.

8 Tornem-se como eles aqueles que os fazem

e todos os que neles confiam.

9 Confie no Senhor, ó Israel!

Ele é o seu socorro e o seu escudo.

10 Confiem no Senhor, sacerdotes!

Ele é o seu socorro e o seu escudo.

11 Vocês que temem o Senhor, confiem no Senhor!

Ele é o seu socorro e o seu escudo.

12 O Senhor lembra-se de nós e nos abençoará;

abençoará os israelitas, abençoará os sacerdotes,

13 abençoará os que temem o Senhor, do menor ao maior.

14 Que o Senhor os multiplique, vocês e os seus filhos.

15 Sejam vocês abençoados pelo Senhor,

que fez os céus e a terra.

16 Os mais altos céus pertencem ao Senhor,

mas a terra ele a confiou ao homem.

17 Os mortos não louvam o Senhor,

Tão pouco nenhum dos que descem ao silêncio.

18 Mas nós bendiremos o Senhor,

desde agora e para sempre!

Aleluia!

LIGHT BOOK (Alguém do grupo acende uma vela)
Lc 2, 8-18: a visita dos pastores a Belém

A leitura é lida por um convidado externo ao grupo, se possível (já convidado e preparado anteriormente). O convidado pode partilhar o que o evangelho lhe diz, e ser o mesmo a iniciar o momento seguinte.
Como alternativa, em caso de não haver pessoa externa, pode ser alguém do grupo. Pode-se fazer também a leitura de algum artigo da revista Além Mar, um texto da vida de Comboni, ou o texto em anexo da homilia de D. António Couto no dia da sua ordenação episcopal.
PART & PRECES (Alguém do grupo acende uma vela)

O convidado (ou outra pessoa) deverá fazer uma pequena partilha sobre o que leu, e incentivar o grupo também a fazê-lo.

Estas partilhas podem ser realizadas em forma de preces. Era bom incentivar um bom número a participar.

Eventualmente no fim de cada intervenção, ou no fim de 2 ou 3 pode cantar-se um refrão fácil e de preferência missionário.
ORAÇÃO FREE HUGS

Momento de o grupo se unir em comunhão com Cristo, abraçados ou de mãos dadas rezarem pelas suas preces, e pelo mundo, por isso sugere-se com esta atitude de amizade profunda em Cristo rezem o Pai Nosso e Avé Maria.
TAKE AWAY (Alguém do grupo acende uma vela)

Num envelope, junto ao círio ou imagem de Cristo, pode estar um envelope com a “missão” a levar. Pode ser uma das propostas no tema ou outra que os animadores achem oportuna. Pode ser individual ou em grupo.
Neste momento, alguém do grupo vai buscar e lê em voz alta o que há a fazer. O animador encoraja, explica, exorta a realizar a actividade, seja individualmente seja em grupo.
ORAÇÂO JIM

Todos juntos rezam a oração JIM


ANEXOS
Vejo um ramo de amendoeira (Jr 1,11)

D. António Couto, Bispo Auxiliar de Braga, no dia da sua ordenação episcopal
Com uma flor de amendoeira nos olhos

Na belíssima e finíssima, imensa cena da vocação de Jeremias, Deus confia a Jeremias uma missão difícil: «Eis que ponho as minhas palavras na tua boca. Vê! Eis que te constituo hoje, sobre as nações e sobre os reinos, para arrancar e para destruir, para exterminar e para demolir, para construir e para plantar» (Jr 1,9-10). Os verbos falam por si. Quatro verbos negativos, os primeiros. Apenas dois verbos positivos, os últimos. À primeira vista, a missão de Jeremias apresenta-se ingrata, espinhosa, arrasadora, quase catastrófica. Primeiro destruir, e muito; só depois construir, um bocadinho.


De facto, depois de lhe ter confiado aquela missão, aparentemente desgraçada, assente naqueles primeiros quatro verbos negativos (só os dois últimos são positivos), Deus ousa perguntar a Jeremias: «O que vês, Jeremias?» Ao que Jeremias responde: «Vejo um ramo de amendoeira!» (Jr 1,11). E Deus manifesta a sua aprovação a este modo de ver de Jeremias, dizendo: «Viste bem, Jeremias, viste bem!» (Jr 1,12). «Bem» diz-se em hebraico tôb. Mas tôb significa também «belo» e «bom». Jeremias vê, portanto, «bem», «belo» e «bom»!
A amendoeira é uma das poucas árvores que floresce em pleno inverno. Ao responder: «Vejo um ramo de amendoeira», Jeremias já ergueu os olhos da invernia e da tempestade e do lodo e da lama e da catástrofe e da morte que tinha pela frente, e já os fixou lá longe, ou aqui tão perto, na frágil-forte-vigilante flor da esperança que a amendoeira representa. É de presumir que, se Jeremias tivesse respondido: «Vejo a tempestade, a ruína, a morte, a crise», que era o que tinha mesmo pela frente, em vez de «Viste bem, Jeremias, viste bem!», Deus tê-lo-ia reprovado, dizendo: «Viste mal, Jeremias, viste mal!»

Senhor, afina o meu olhar pela flor que Tu quiseres. Faz-me ver sempre bem, belo e bom. Faz-me ver com o olhar com que me vês, e com que olhas a tua criação. Contemplação.


Com uma vara de amendoeira na mão

Numa página sublime do Livro dos Números (Nm 17,17-26), Deus ordena a Moisés que recolha as varas de comando dos chefes das doze tribos de Israel, para, de entre eles, escolher um que exerça o sacerdócio em Israel. Em cada vara foi escrito o nome da respectiva tribo. Por ordem de Deus, o nome de Levi foi substituído pelo de Aarão. As doze varas foram colocadas, ao entardecer, na presença de Deus, na Tenda do Encontro. Na manhã seguinte, todos puderam contemplar que da vara de Aarão tinham desabrochado folhas verdes, flores em botão, flores abertas e frutos maduros (Nm 17,23). Dos frutos é dito o nome: amêndoas! Vara de amendoeira em flor e fruto, que, por ordem de Deus, ficará para sempre na sua presença, diante do Propiciatório (cf, Hb 9,4), entre Deus e o povo, para impedir que o pecado do povo chegue a Deus, e para facilitar que o perdão de Deus chegue ao povo. Já ninguém estranhará agora que o candelabro (menôrah) que, noite e dia, ardia na presença de Deus, estivesse ornamentado com flores de amendoeira (Ex 25,31-35; 37,20-22). E também já ninguém estranhará que a tradição judaica tardia refira que a vara do Messias havia de ser de amendoeira.


Uma Igreja com rosto missionário

Na homilia da Eucaristia que abria o seu ministério petrino, Domingo, 24 de Abril de 2005, o Papa Bento XVI dizia-se e dizia a Igreja assim: «Nós existimos para mostrar Deus aos homens». Se é para mostrar, então é preciso um corpo, um rosto, mãos, pés, olhos, coração. Comunicação. «A tarefa fundamental da Igreja hoje é comunicar o Evangelho neste mundo em mudança», e «também hoje é possível, belo, bom e justo viver a existência humana de acordo com o Evangelho». Então: «É necessário e urgente descobrir o primeiro anúncio do Evangelho como dimensão fundamental, e não apenas residual ou excedentária ou ulterior, da Igreja e da paróquia. A missão não pode aparecer apenas como o último ponto de um qualquer programa pastoral mais ou menos bem elaborado, mas tem de ser o horizonte permanente e o paradigma por excelência de todo o programa pastoral».

A missão não está apenas no final; está no princípio e desde o princípio. A missão não é um acrescento, um luxo, um adorno, cereja no cimo do bolo de uma identidade cristã considerada completa sem a missão. Tudo antes disso: «A missão é a graça e a vocação própria da Igreja, de toda a Igreja, a sua identidade mais profunda», diz bem e fundo o n.º 14 da Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, de Paulo VI, de 8 de Dezembro de 1975.

Dá-nos, Senhor, um coração sensível e fraterno, capaz de escutar e de recomeçar. Mantém-nos reunidos, Senhor, à volta do pão e da palavra. Ajuda-nos a discernir os rumos a seguir nos caminhos sinuosos deste tempo, por Ti semeado e por Ti redimido. Ensina-nos a tornar a tua Igreja toda missionária, e a fazer de cada paróquia, que é a Igreja a residir no meio das casas dos homens, uma Casa grande, aberta e feliz, átrio de fraternidade, de onde se possa sempre ver o céu, e o céu nos possa sempre ver a nós.



O TACTO SENSÍVEL

DO JOVEM EM MISSÃO

(Janeiro e Fevereiro 2013)

DINÂMICA INICIAL 1:

Num grupo onde já há mais afinidade entre os membros, pode-se pedir para que se divida em 2. Primeiramente todos fecham os olhos. Depois metade do grupo é convidado a tocar a outra metade de maneira individual, num ambiente de seriedade e respeito.





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