Um magnata no texas



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Capítulo 6
- Droga.

Era segunda-feira, minutos depois da apresentação e Derek já estava nervosíssimo. Ao entrar no pequeno hall de seu escritório, sua secretária o olhou da mesa.

- Senhor Rockwell? Há algo de errado?

Arrependido de não ter conseguido disfarçar sua frustração, Derek fez um esforço para se acalmar.

- Nada que não possa resolver, Dora. Algum recado?

Ela sorriu para ele e lhe entregou alguns documentos.

- Nada urgente. Como foi a apresentação?

Derek chegou a estremecer, mas esperava que ela não tivesse visto.

- Muito bem. Todos gostaram muito do que ouviram. Até querem mais idéias.

Então porque estava de mau humor?

- Parabéns, senhor Rockwell.

Ele agradeceu e foi para o escritório. Sabia exatamente a razão de sua irritação.

Jack, claro.

Depois da apresentação, Jack basicamente felicitou Christina por ter sido a líder da equipe e dona da idéia genial para aumentar a auto-estima dos funcionários. - Também deus os parabéns para o resto da equipe.

No entanto, ignorou a contribuição de Derek.

Não que Christina e o resto do time não merecessem o reconhecimento do trabalho. Não era inveja que sentia, muito menos da administradora da empresa. Até Christina o felicitou, mesmo contra a vontade. Mas, droga, pelo menos uma vez, Jack poderia dizer, "você fez um bom trabalho, Derek."

Talvez estivesse exagerando. Estava com o ego ferido? E daí? Não era mais um adolescente mimado, sempre em busca da aprovação e reconhecimento do pai.

Ele ia superar e seguir em frente.

E foi o que fez, da única forma que sabia, enfiando-se em seus papéis e trabalhando, desenvolvendo novas idéias para a próxima fase do projeto: construir salas de jogos e de oficinas para estimular a produtividade dos funcionários.

Mas quando estava prestes a ligar o computador, Christina adentrou a sala.

A linda mulher que ele havia tentado tratar, até ontem à noite, como apenas "sua funcionária".

Vestida num vestido roxo, ainda estava curtindo o sucesso, radiante de felicidade.

Nossa, se pelo menos eles estivessem num lugar diferente, numa outra situação. Ele não se incomodaria em receber mais alguns daqueles beijos.

Sem pensar, ele se inclinou na cadeira e passou a mão pela boca, como que tentando apagar qualquer vestígio do sorriso provocante dos lábios.

- Você desapareceu antes que a gente pudesse conversar sobre a apresentação.

- Para que ia continuar lá, se Jack não tinha nada para falar comigo?

Droga, não podia ter deixado escapar aquele comentário.

- Jack tinha um monte de coisas boas para falar. Depois que você saiu, a gente finalmente conseguiu conversar sobre as aulas na faculdade. Assim como Patrick e os outros, Jack adorou a idéia.

Derek não pôde evitar sentir uma intensa satisfação. Christina foi andando na direção dele e Derek viu que as bochechas ficavam mais coradas a cada passo dela.

Será que ela também estava lutando contra o que sentia, como ele? Lembrando do beijo, da forma como ela o pegou, encaixando um corpo no outro?

Quando ela sorriu sutilmente e olhou para o chão, ele confirmou suas suspeitas. Ele ficou nervoso.

Mas por quê? Não fazia sentido. Talvez fosse porque Christina Mendoza fosse toda contradição: ela se mostrava mais e mais complacente e ao mesmo tempo um desafio em dose dupla, do tipo que ele não estava acostumado a enfrentar.

- Está trabalhando no que, agora? - Ela perguntou.

- Começando o projeto de construção das salas.

- Ah, você não vai começar isso ainda. - Ela elevou o tom de voz. - Pronto!

Barulho de pessoas comemorando do lado de fora, na sala de espera, soou. Pela janela de Derek, via-se o resto da equipe, Twyla, Seth e Jonathan, entrando, carregando um bolo e bebidas.

Christina finalmente mostrou as mãos que estavam escondidas e exibiu duas taças de champanhe.

- Um brinde a um belo trabalho de equipe! - Disse ela, sorridente.

- Álcool?

- Não.


- Ela ajudou Twyla a pôr o bolo sobre a mesa de centro. - Água mineral com sabor e com gás. Ainda temos muito trabalho para fazer hoje e bebida alcoólica não é uma boa idéia.

Seth e Jonathan serviram os copos e Twyla foi até a mesa de Derek, para tentar tirá-lo da cadeira. Derek percebeu que Christina lançou um olhar curioso para os dois, quando a loura o pegou pelos braços e o arrastou até a mesa com os doces.

Mas então a administradora desviou o olhar e riu com algo que Seth havia dito, fazendo com que Derek se perguntasse se ela se importava mesmo com o flerte de Twyla com ele.

Todos, com os copos cheios, levantaram os braços e brindaram juntos.

- Chefe? - Disse Christina, indicando que Derek deveria fazer um discurso.

Chefe. Aquilo dizia tudo que ele precisava saber.

Oficialmente, o beijo nunca tinha acontecido.

Derek não estava no clima para comemorações.

- Um brinde ao Seth e ao Jonathan por levarem adiante nossa parceria com a faculdade de Pecos. À Twyla por ter averiguado sobre aulas internas para os funcionários de especialização. E um brinde a Christina e a mim por ter juntado tudo e preparado a apresentação.

Ele ergueu a taça rapidamente para que não precisasse mais falar.

Twyla, Seth e Jonathan se olharam e tomaram suas bebidas.

- Só isso? - Christina perguntou.

- Tenho muita coisa para fazer.

Derek queria se animar e parar de azedar o dia dos demais. Na verdade, detestava ter um ego tão frágil e facilmente irritável.

Christina inclinou um pouco a cabeça e o encarou com um olhar astuto, como se soubesse exatamente o que incomodava Derek.

- Você esteve sensacional - ela disse. - Todo mundo na sala percebeu.

- Não exagere. - Os olhos de Derek umedeceram, seus lábios contorcidos. Sinais da necessidade que tinha de ser valorizado por Jack.

A emoção o tornava fraco e, ao notar que ela percebia tudo, deixou-o ainda mais exposto. Apesar de uma parte dele estar adorando o que ela tentava fazer.

Quando a viu erguer o queixo e tomar um gole da água mineral, Derek teve vontade de pedir desculpas, acariciá-la no rosto e permanecer ali com sua mão.

Mas era durão demais para fazer isso.

Enquanto Seth comia um salgadinho e Jonathan amarrava o cadarço do sapato, Twyla lançou um sorriso atrevido para Derek, igual aos outros que ele havia recebido durante toda a semana.

Mas antes que Derek tivesse tempo de desencorajá-la com um olhar severo, uma gargalhada contagiante soou da porta da entrada. Patrick entrava no escritório. O homem havia assistido a toda a apresentação, acenando positivamente, dando apoio moral a Derek.

- Aqui estão os salvadores da empresa!

Imediatamente o ânimo da equipe melhorou. Derek deveria tomar algumas aulas com Patrick para aprender a não deixar que os problemas pessoais interferissem no comportamento e no trabalho.

Christina deu um abraço em Patrick e riu com ele. Derek se sentiu ainda mais só.

- Christina tem razão - Twyla disse, indo até Derek, como se sentisse sua solidão. - Você é o melhor, Derek.

A forma como ela falou, melosa, olhar malicioso, fez com que Derek tivesse uma recaída, voltando aos velhos tempos, quando gostava das lights. Uma mulher como Twyla, com aquela microssaia e um salto agulha, era capaz acabar com o mau humor dele facilmente.

Mas ao ouvir a voz de Christina conversando com Patrick, Derek caiu em si, e lembrou que sua fase light já havia passado.

Ou talvez a fascinação que estava sentindo por Christina fosse apenas passageira, um desejo pelo proibido, pelo impossível.

Twyla começou a puxar a manga de Derek de forma sugestiva. Ele então deu um tapinha profissional no ombro dela, dando o recado de que não estava interessado.

Twyla ergueu as sobrancelhas, sem acreditar na resposta e, em seguida, deu de ombros, voltando para a mesa e enchendo o copo com mais água.

Dez minutos após, depois que Patrick já havia inflado o ego de todos, a equipe saiu da sala, prometendo a Derek que iriam voltar ao trabalho naquele instante.

Apenas Christina e Patrick permaneceram com Derek.

Patrick pegou no ombro de seu protegido.

- Sabia que tinha tomado a decisão certa ao pedir para você virar este lugar de cabeça para baixo. Estou orgulhoso de vocês, filho.

Derek não conseguia conter o sentimento de gratidão.

- Obrigado.

- Christina. - Patrick continuou apoiado ao ombro de Derek e a abraçou com o outro braço. - No início, não tinha a menor idéia se vocês fariam uma boa equipe. Agora vejo que o céu é o limite para vocês. Os comentários sobre a apresentação foram os melhores. E não estou falando apenas dos figurões. Desde o baixo-clero até os corretores todos estão falando dos programas para os funcionários. Já notei uma mudança na atmosfera da empresa. Animação, otimismo no ar, coisa que estava faltando antes, aqui.

Christina se sentiu andando nas nuvens.

- Você não tem idéia de como fico feliz em ouvir isso. Agora, só nos resta torcer para que as mudanças sejam duradouras.

- Não tenho nenhuma dúvida sobre isso. - Patrick respondeu confiante. - Que tal comemorarmos com um jantar, mais tarde? Eu convido. Afinal vocês merecem, depois de uma performance tão estupenda.

Derek e Christina se olharam para ver a reação de cada um.

Jantar? Não seria algo pessoal demais? Ela devia estar pensando.

- Eu já aceitei - disse Derek sem pensar muito.

- Vamos, diga que sim - Derek disse a ela. - Lacey também vai. E você pode trazer seus pais. Que tal a churrascaria brasileira na beira do rio?

Obviamente a menção de que haveria mais pessoas foi um alívio para ela.

- Ótima idéia.

- Sete e meia, então - Patrick disse, terminando a conversa.

- Combinado - Christina abraçou Patrick e foi andando rumo à saída. - Tenho que pôr a mão na massa se quiser terminar alguma coisa hoje. Derek, pode deixar que mais tarde limpo a bagunça que fizemos. O Patrick ainda deve querer provar o bolo.

Ela acenou com as mãos e saiu. Derek ainda ficou olhando a porta, lembrando do balanço dos quadris dela.

- O Rockwell de sempre. - Patrick deu uma cotovelada de leve na cintura de Derek. O patriarca tinha os olhos azuis curiosos. - Por acaso, o magnetismo animal pela menina já está em andamento?

- Christina? - Derek fez que não com a cabeça, voltando para sua mesa. - Ela é muita areia para meu caminhãozinho. É só para olhar, Patrick. Além disso, essa é minha filosofia com qualquer funcionária.

- Foi isso que você disse quando a pequena Twyla quase lambeu seus sapatos?

Twyla? Ele demorou alguns segundos para conseguir visualizar Twyla, pois a imagem de Christina era forte demais.

- Escute, - Derek disse. - Somos homens, você sabe bem como é a coisa. Tudo bem, cheguei a pensar em Christina de um jeito que, como diria, vai muito além da relação de trabalho. Mas não passou nem vai passar disso.

- É uma pena, porque ela é uma grande mulher. Acho que um homem muito sortudo vai descobrir isso, em breve.

Derek sentiu uma pontada de ciúme e inveja, mas não respondeu à provocação.

- Sete e meia, então, não é?

Patrick concordou com um sorriso e deu adeus com a mão. Mas só saiu depois de fazer um último comentário.

- Trabalhe bastante, rapaz. Espero que isso o mantenha aquecido à noite. - E saiu, deixando Derek gélido.
A churrascaria tinha uma decoração que lembrava a selva amazônica, com árvores, cascatas e tambores tocando música brasileira. Garçons passavam de mesa em mesa com espetos oferecendo inúmeras variedades de carne: carneiro, porco assado, picanha, filé mignon.

O método de preparo do rodízio vinha de um tempo de quando os vaqueiros preparavam suas refeições numa enorme fogueira ao ar livre.

Para Christina, aquilo era o paraíso.

Mas se controlar para não comer muito seria um inferno.

Ela se sentou ao lado de Derek, em seguida se sentaram Patrick e Lacey e os pais de Christina. Ela tentou manter sua cabeça concentrada na família. No trabalho. Na aposta.

Mas não estava dando certo.

Toda vez que tomava um gole de vinho Syra, o gosto molhado e quente a lembrava dos lábios picantes de Derek.

Pena ele ter recusado os lábios dela. Magoada e envergonhada, Cristina, ainda assim, sentia certo alívio pela rejeição. E aquela manhã provara que ambos haviam superado o episódio da noite anterior.

Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido, pensou. Ela havia conseguido cair na real e tirado de seu sistema aquele impulsivo momento de puro desejo. Estava bem melhor então.

Pela centésima vez, ela tentou não prestar atenção nele. Mas era tão difícil com Derek bem ao lado. Fresco, perfumado e bem-vestido. Havia tirado o terno e gravata e estava mais casual, elegante.

Ela também tinha mudado o visual. Estava mais à vontade e leve. Havia posto um hidratante de ervas no corpo antes de vestir um elegante tubinho preto. A calcinha e o sutiã eram pretos também. As sandálias de salto, tinham tiras amarradas até a canela. O prendedor de cabelo era complexo e mantinha apenas parte de seus cachos presos.

Mas apesar dela estar toda de preto, por dentro estava em chamas.

Quando ela chegou no restaurante, apenas Derek estava sentado à mesa reservada. Ele ficou olhando-a vir na sua direção. Os olhos dele chamuscavam de desejo e a queimavam dos pés à cabeça.

- Você está parecendo a Audrey Hepburn. - Ele disse com uma voz rouca.

Ela teve vontade de agarrá-lo ali mesmo, mas sabia que tipo de reação receberia.

Não agüentaria mais rejeição.

Dez minutos depois, Lacey e Patrick chegaram. A mulher do magnata tinha os cabelos elegantemente grisalhos presos para cima. Seus belos olhos azuis se conectavam com os de Patrick a cada segundo, aparentemente.

E então, a mãe e o pai de Christina cruzaram a porta de entrada, vestidos com roupas coloridas. Encheram a filha de beijos quando Patrick teceu mais alguns elogios à apresentação e a ela.

Pediram vinho e se deliciaram com os diferentes tipos de carne. As horas voaram. Até mesmo Christina, que não gostava muito de programas sociais com colegas de trabalho, achou que a companhia e o ambiente muito agradável a deixavam relaxada e feliz.

Depois de comerem fizeram a digestão com licores. O restaurante havia esvaziado consideravelmente, mas a festa continuava na mesa deles.

- Tenho que admitir que este restaurante é muito bom - disse José, o pai de Christina. - Não se compara ao Red, mas também, nenhum se compara.

Mama apertou o braço do marido.

- Seu restaurante é o melhor do Texas, mi corazón. Não precisava ficar esperando elogios da gente.

- É - disse Christina. - Eu mesma estou morrendo de vontade de provar as margaritas do papa. Não existem melhores que as do Red.

- Ai - ele disse. - Christina, assim vou ficar mais metido do que já fui.

Derek ergueu seu copo de caipirinha.

- Um brinde à satisfação por um trabalho bem-feito - ele disse - seja no restaurante do José, na empresa do Patrick, na loja de crochê da Maria ou nas causas sociais de Lacey...

Ele respirou para tomar fôlego e todos riram.

- ...a graciosidade com que Christina lidou com as pressões ou minha mania de tirar o sangue de meus funcionários quando o assunto é trabalho.

- Amém - disse Christina, lembrando do dia em que ele a carregou do churrasco na casa dos pais para o trabalho.

Quando todos estavam brindando, Derek cutucou sua perna na de Christina, por baixo da mesa. Ela fez o mesmo, empolgada pelo momento.

Derek estava meio alterado pelo vinho e alegre. A mãe de Christina também. Ainda bem que estavam de carona com Patrick, pensou Christina.

Patrick pôs os braços na mesa.

- Tenho muito orgulho em ter descoberto o Derek. E escutem o que vou dizer, em poucos anos, o mundo vai ser pequeno demais para ele.

Maria falou também.

- Minha Christina também é uma vencedora. Vocês sabiam que ela foi a melhor aluna da faculdade durante os quatro anos? Que recebeu várias promoções nos empregos que teve?

- Eu sabia - respondeu Patrick, piscando para Christina.

Ela sorriu para ele.

- Vocês sabiam - Patrick acrescentou - que Derek fechou o negócio mais importante da história de Nova York?

- Ele está exagerando - disse Derek.

- Maior que o de Donald Trump? - José perguntou, impressionado.

Patrick olhou de um jeito misterioso.

- Digamos que Trump nem sempre trabalha sozinho.

Papa olhou admirado para Derek.

- Bueno - mama disse - mas Christina ganhou a maratona de Los Angeles.

- Pára com isso, mãe! - Christina interrompeu a corujice, rindo, apesar de estar constrangida.

- Nós temos tanto orgulho de você - a mãe pôs as mãos na altura do coração. - Os dois, com tanta ambição e determinação, combinam tanto em tantos aspectos...

Christina sentiu que Derek olhava para ela, mas não iria olhar para ele. Pois, se o fizesse ia se derreter toda.

Não faça isso, pensou. Não...

Ela olhou.

O sangue de Christina começou a esquentar. Culpa dos olhos incendiários de Derek.

Ele tinha as sobrancelhas arqueadas e um sorriso nos lábios. Pelo visto, não havia ficado nem um pouco incomodado com a linguaruda mãe dela.

Talvez tivesse até gostado do comentário de mama...

Não. Um relacionamento com Derek Rockwell? Nunca daria certo. E pelas experiências que Christina havia tido com chefes, não estava a fim de cair no mesmo erro.

Pena, pois, após de um dia tão sensacional, Christina se sentia curiosamente corajosa, capaz de ultrapassar a bolha que separava sua parte pessoal da profissional e correr o risco das conseqüências.

Quando Patrick começou a concordar com o papo de mama de que os dois faziam um par perfeito, Lacey tirou o guardanapo da perna e limpou a boca.

- Esse aqui precisa pegar um avião amanhã de manhã para Nova York - ela disse. - Acho que é hora de botá-lo na cama.

- Acho uma boa idéia - Christina deixou escapar o contentamento pela idéia de Lacey.

Patrick pagou a conta e todos agradeceram o maravilhoso jantar antes de se levantarem. Quando o manobrista trouxe o carro, mama abraçou Derek como se fosse um de seus filhos, antes de entrar no veículo.

Ela ficou sozinha com o chefe.

Longe do escritório.

Voltar para o seu apartamento soava como um enterro. A noite estava bonita demais. O jantar havia sido estimulante.

"Por que tinha que terminar?", ela pensou, sem querer encarar outra noite tediosa.

- Você está em condições de ia para casa sozinha?

Naquela roupa mais despojada ele parecia menos intimidante, mais um homem com que ela se sentia à vontade para conversar.

Antes que ela tivesse tempo de pensar, deixou escapar.

- Na verdade, estava pensando em tomar um drinque, antes.

Ele fez uma pausa.

- Um drinque?

- É. - Ai, o que ela tinha feito? Ele ia fingir que ela não o tinha convidado para sair, assim como ele fez quando ela o beijou. Ignorando o calor, a respiração ofegante, o contato carnal entre os dois.

- O clima é bom demais para ir para casa - ela acrescentou.

- Você está mesmo bem relaxada. - Ele riu, passando a mão pelo cabelo. O que ia fazer agora, "obrigado, mas não, obrigado"?

- Só bebi uma taça de vinho. Não vou encher a cara.

- Não estou dizendo que você está bêbada.

Ela se resignou, sabendo que ia ser descartada.

- Você tem algum lugar em mente onde a gente possa ir a esta hora?

Ele sorria para ela.

Ai, Deus.

Enquanto suas veias estavam ocupadas bombeando o sangue que fervia dentro dela, ela fez que sim com a cabeça.

- Tem um bar muito legal a uma quadra daqui. E fica bem em frente ao rio.

- Vamos nessa, então. - Ele falou com um tom malicioso.

Christina, o que você está fazendo?

Está se divertindo, disse uma voz no interior dela, que raramente se manifestava. Relaxando e curtindo a vida.

- Vamos. - Ela o guiou sorrindo para ele, meio acanhada.

Ele a seguiu, como ela desejou que ele fizesse.


Capítulo 7
Enquanto Derek e Christina andavam à beira do rio, a mente dele funcionava a toda velocidade.

A senhorita Mendoza, executiva séria, o tinha convidado para um drinque.

Primeiro um beijo, e agora...

Que diabos estava acontecendo?

Ele podia ouvir o barulho do lugar, mesmo antes de chegarem na entrada. O som de salsa, com seus tambores, piano e baixo, contagiava a noite.

O nome do lugar era Bandini. Mais parecia um barco pirata, com um telhado vermelho e luzes refletindo na água. A maioria das cadeiras, caindo aos pedaços, estava vazia. Isso porque as pessoas estavam todas na pista de dança se divertindo.

Christina, obviamente, começou a dançar, movida pela atmosfera empolgante, pegou Derek pela mão e o levou para o bar, onde se sentaram e pediram seus drinques. Ela pediu uma margarita e ele uma cerveja com uma rodela de limão na boca da garrafa.

Beberam e ficaram olhando as pessoas dançando: as mulheres em seus vestidos vermelhos, girando, flertando. Os homens respondendo num contra-ataque musical.

Christina se inclinou sobre Derek e falou-lhe no ouvido, por causa do som alto.

- Está vendo o casal de roxo no canto da pista?

Derek olhou o casal. Eram ótimos dançarinos.

- Sempre que venho aqui eu os vejo - ela disse. - Acho que são campeões de salsa.

Curvando-se para alcançar o ouvido de Christina, ele sentiu a fragrância gostosa do cabelo dela e o cheiro adocicado de sua pele. Ele se arrepiou todo, acostumando-se a tê-la tão próxima.

- Existem competições de salsa?

Quando ele ia se virar para que ela respondesse, os lábios de Christina roçaram na bochecha de Derek e ela se afastou, rindo do contato inesperado.

Ele também não conseguia parar de rir, na mesma onda de Christina, sentindo certo estranhamento pelo contato inesperado. Parecia que os lábios de Christina haviam deixado uma marca no rosto de Derek, pois ardiam como brasa. Se estivessem no trabalho, aquilo não teria significado tanto, mas naquele ambiente de salsa, à luz da lua, em frente ao rio, o incidente não poderia ter sido melhor para quebrar o gelo.

Uma mostra de como poderiam fazer felizes um ao outro, se baixassem a guarda naquela noite.

E seria apenas isso, ele disse para si mesmo. Apenas uma noite.

Ela tentou falar novamente no ouvido de Derek, desta vez, segurando o ombro dele. O toque foi leve, mas foi suficiente para deixá-lo à flor da pele.

- Algumas pessoas aqui vivem dessas competições - ela comentou.

Antes que ela se afastasse outra vez, ele se arriscou e apoiou a mão na nuca dela. Ele então se inclinou para falar no ouvido dela. Alguns fios de cabelo de Christina estavam soltos. Dessa vez, quando ele falou, alguns fios se mexeram por causa da respiração. Eles tocaram o rosto de Christina e Derek desejou que pudesse ser um daqueles fios para poder acariciar aquela pele tão sedosa.

- Você deve vir sempre aqui - ele falou.

Ela não saiu da posição. Encorajado, Derek desceu a mão até o pescoço de Christina, sutilmente, com delicadeza pegando-a pelo pescoço e ainda tocando seu pescoço. Ele pensou ter sentido a respiração de Christina parar.

- Venho aqui com freqüência - ela disse. - Moro perto. E servem umas enchilladas ótimas e, por incrível que pareça, são saudáveis.

Então ela não era uma viciada em bares. O que não era surpresa. Mesmo assim, Derek pôde detectar uma certa solidão naquele hábito similar ao de uma pessoa que senta num bar sozinha, esperando pela companhia de um estranho, noite após noite.

Bem de leve, ele passou o polegar pela garganta de Christina. Ela se moveu no banco e apoiou a palma da mão bem na coxa de Derek. O desejo comprimiu a barriga de Derek.

- Você realmente me trouxe aqui apenas para um drinque, Christina?

Como ela não respondeu, ele pegou no queixo dela e a fez olhar bem nos olhos dele.

Os olhos castanhos quase verdes de Christina estavam escuros sob a iluminação vermelha do lugar. Lacrimejantes, pediam que ele a continuasse tocando.

Ele tocou o lábio inferior dela e o percorreu ponta a ponta com o dedo indicador. Christina fechou os olhos.

Aquilo podia estar realmente acontecendo, pensou ela.

Tudo bem, foi ela quem o convidou até ali, mas lutando contra a vontade louca de fazer o que não devia.

Agora, com ele acariciando os lábios dela, o desejo dormente de longa data de ser amada a arrebatou em cheio, destruindo as barreiras que erguera e dizendo que estava tudo bem em ceder.

Só um pouco.

Hesitando, abriu um pouco a boca, deixando que os dedos de Derek explorassem seu interior. Ela os chupou e os largou. O que ela sentiu foi puro deleite, consumindo-a.

Ela não deveria ir adiante, nem mais um centímetro.

O gesto sedutor dela fez com que Derek utilizasse a outra mão para agarrar com força a saia de Christina.

- Você tem idéia do que está fazendo comigo?

Uma música lenta e sensual começou a tocar. Prendendo a respiração, Christina puxou Derek do banco e ele a seguiu para a pista de dança. Ela se virou para ele e começou uma dança mais ousada do que a do outro dia, na empresa, antes do beijo. Balançava a cintura, os ombros, sorrindo, feliz pela liberdade que sentia com a aquele ritmo "caliente".

Derek estava ali, em frente a ela, apenas olhando-a, faminto de desejo.

Diga-me que não quer me beijar novamente, ela pensou.

Pegou nas mãos dele e pôs nas suas cadeiras, como havia visto várias vezes os bailarinos profissionais fazendo.

Ela abriu a boca sensualmente e Derek espalmou mais as mãos para sentir mais o corpo daquela mulher que o estava enlouquecendo a cada movimento. Então, num movimento brusco a puxou contra si.

Hora de parar agora? Perguntou a consciência de Christina.

De jeito nenhum, respondeu o corpo traiçoeiro.

Com os olhos arregalados, ela mordeu os lábios, com o olhar pregado no dele. Tinha ido longe demais, não?

Não que tivesse se arrependido. Mas deveria.

Deveria mesmo.

Ele encostou a boca na orelha dela para falar algo. Cada palavra quente que soava em seu ouvido a deixava mais sujeita a pecar.

- Estou cansado de ignorar o que está rolando entre a gente - ele disse. - Porque é forte, goste a gente ou não.

Vitória. Ela tinha conseguido o que queria. Ele estava pronto para um beijo... e muito mais.

Seria inteligente, cairia fora imediatamente e voltaria para a relação fria e impessoal entre funcionária e chefe.

Enquanto argumentava consigo mesma, Derek passeava pelas costas dela com as mãos. Em seguida, posicionou uma das mãos na cintura e a outra entrelaçou os dedos de Christina.

O sangue de Christina ferveu. Não queria parar o que estava fazendo nunca mais. Há quanto tempo não se sentia tão mulher?

Muito tempo. E não queria desperdiçar o momento.

Por um bom tempo eles ignoraram a música, dançando num ritmo próprio e erótico. Gradualmente ela foi se entregando, perdida no conforto dos braços dele.

- Você já teve um caso com um colega de trabalho, Christina? - A voz era sôfrega e grave.

- Não foi um caso.

Será que uma noite com Derek teria que ser qualificada de caso? Será que traria tantos problemas quanto os rumores mentirosos com William Dugan causaram?

Ficar com o chefe seria uma decisão sábia?

Àquela altura, ela estava se lixando.

E quanto à aposta que havia feito com as irmãs?

Tirar uma casquinha de Derek por uma noite não faria mal. Além disso, ninguém precisaria saber.

- O que teve então, se não foi um caso? - Ele perguntou.

Com as mãos livres, passeou pelo bíceps de Derek.

- Não foi nada - ela disse, querendo esquecer da existência de Dugan, provando-o, desfrutando-o.

Christina pôs a mão na nuca de Derek, empurrando-o para seus lábios, tomando o controle da situação.

Esse beijo foi mais suave que o primeiro, lento, dando uma prova do que mais estaria por vir.

Tão gostoso: sal, limão e tequila.

Com uma vontade que crescia gradual e absurdamente, Derek aumentou a pressão sobre os lábios e a língua de Christina. Eles pararam de fingir que estavam dançando, sem conseguir controlar a paixão. Ela estava ficando tonta e, a cada movimento, se convencia mais e mais que apenas uma noite de luxúria não faria mal a ninguém.

A música ficou mais rápida, mais alta e mais eletrizante.

As pessoas na pista de dança se animaram, assobiando e entrando no ritmo contagiante.

Os dois continuavam grudados um no outro, lábios nos lábios, ofegantes.

Foi então que ela parou de beijá-lo e sussurrou na orelha de Derek

- O que aconteceria se você fosse para casa comigo?

Ela não conseguia acreditar no que havia acabado de dizer.

- Você sabe a resposta, Christina. Pense bem no que está me propondo.

Já tinha pensado várias vezes.

E mesmo sabendo que estava errada, ela o desejava. De corpo e alma.

Como resposta, ela acariciou o peito de Derek, sem poderes de desistir dele em nome da coerência e dos princípios.

Derek não pensou duas vezes. Pegou Christina pela mão, pagou pelos drinques e a tirou de dentro do bar.

De lá, Christina o guiou até seu apartamento, que ficava a poucos minutos de onde estavam.

Não demorou muito até que ela estivesse procurando as chaves de sua casa, sofregamente, e escancarando a porta.

Era tudo tão louco. Ainda assim, bom demais. Demais da conta.

Mal entrou e pôde sentir o corpo de Derek indo contra o seu.

- Uau. - Ele disse recuperando o equilíbrio, abraçando-a ao mesmo tempo em que a encurralava na parede.

Com uma das mãos fechou a porta. O som da batida a fez perceber que não havia volta. Sempre que se olhassem no trabalho, de agora em diante, seus corpos nunca mais seriam um segredo. Suas almas iriam se difundir uma na outra.

E Christina estava pronta para isso.

Ela começou a desabotoar a camisa dele, os dedos tremendo.

Será que se lembraria como se transava? Seria um desastre? Afinal, seu último namorado havia sido Carson e isso havia sido cinco solitários e patéticos anos atrás.

Derek riu para dentro.

- Calma, minha linda, calma. - Ele a segurou, ainda contra a parede, forçando-a a olhar para ele.

Viu? Já havia feito besteira. Estava ansiosa demais.



Relaxa.

- Só quero... - Ele hesitou, então tocou os cabelos de Christina.

Os raios do luar que vinham da janela da sala revelavam o desejo no rosto de Christina. Ele chegou a ficar emocionado pela inocência e ternura nos olhos dela, mesclados com a excitação.

Ou será que ela estava projetando o que sentia nele?

Lentamente, ele retirou o prendedor da cabeça de Christina, deixando que os cabelos longos e sedosos caíssem pelo ombro dela. Ele penetrou os dedos pelos fios e se inclinou para sentir a essência daqueles cachos.

- Você nunca está com ele solto - ele disse. - O que me deixa louco, porque sempre quis saber como são.

Ele a beijou no pescoço e Christina o apertou para sentir cada milímetro do corpo rijo dele. Mais delicadamente, ela voltou a desabotoar a camisa, explorando com as mãos o abdômen musculoso de Derek. Subiu acariciando com os dedos os mamilos dele e lá ficou até que ele gemeu.

Tremendo, ela se entregou ao desejo.

Derek a mordeu e beijou nos lábios, as mãos se perdendo nos cabelos dela, descendo até o pescoço e ombros.

Quando Derek chegou nos seios, Christina inclinou a cabeça para trás e fechou os olhos, delirando com os dedos dele brincando com os bicos de seu peito, delirando com a excitação que umedecia seu sexo.

- Você está derretendo - Derek provocou-a. - Desde o primeiro dia em que você pisou no meu escritório, estou querendo lhe dizer várias coisas...

- O que, por exemplo? - Ela murmurou, excitada pensando nas fantasias sexuais com ela que poderiam ter passado na cabeça dele. Assim como as que ela havia tido com ele.

Ele alcançou o zíper atrás do vestido dela e o abriu.

- Isso, por exemplo - ele foi baixando o vestido, beijando cada centímetro de pele que ia ficando à mostra. Mordeu a alça do sutiã e foi tirando com a boca, passando pelo braço de Christina. Com o dedo retirou a outra alça. O sutiã preto desapareceu no chão, quando ele o abriu.

Os joelhos dela tremiam, os seios totalmente expostos.

Com maestria, ele lambeu primeiro um bico, depois o outro, deixando-os duros de excitação. Então envolveu os seios com as mãos e os chupou, um por um, sem nenhuma pressa.

Christina se curvou e terminou o serviço, desabotoando toda a camisa dele, passando a mão pela pele, um pouco úmida pela transpiração. Passou as unhas pelas costas dele, movendo sua cintura a tempo de receber as lambidas insolentes de Derek.

Molhada, Christina gemia cada vez mais alto. Já não tinha mais forças para se manter em pé, deixando-se descer um pouco pela parede.

Ele a deitou no chão do carpete, beijando-a toda, até o umbigo, tirando o vestido completamente pelas pernas.
Ele a tocou bem abaixo do umbigo e a olhou de um jeito selvagem e ferino. Ela deu um gemido frustrado, pois ele estava a poucos centímetros de onde ela gostaria que estivessem as mãos dele.

- E o que mais gostaria de fazer comigo? - Ela estava tão ofegante que sua voz era quase irreconhecível.

Ele acariciou uma das pernas dela e em seguida as separou, deixando-a aberta para ele. Então ele se ajoelhou e falou perto do local que mais o desejava naquele momento.

- Quero que você fique encharcada.

Sim, sim, faça isso, por favor, ela clamava internamente.

Deslizando com a boca pela parte interna da perna dela, Derek foi rapidamente para o centro de Christina.

Ansiosa e delirante, Christina não conseguia ficar parada. Levou os braços à altura da cabeça, procurando algo para segurar. Ao encontrar o pé da mesa o agarrou como se estivesse prestes a cair de um precipício. Ele posicionou seu corpo entre as pernas dela, ajeitando uma delas por cima de seu ombro. O salto do sapato arranhou as costas de Derek.

- Meu sapato.

- Não - ele disse, enquanto roçava o queixo recém-barbeado na coxa de Christina. - Quero que fique com eles.

Parte da fantasia dele?

A calcinha dela estava toda molhada. Christina ofegou quando sentiu a língua dele sobre sua calcinha e levantou as costas para alcançar a boca de Derek e beijá-lo.

Mas ele continuou concentrado no que estava fazendo. E ela se revirava por dentro a cada beijo, quase sem ar. Ele cobriu os olhos de Christina com uma das mãos e manteve a outra bem presa ao pé da mesa. Podia ouvir o vaso de plantas em cima da mesa balançando de um lado para o outro. Deixou escapar palavras em espanhol, mas nem ela sabia ao certo o que dizia.

Tonta, percebeu que ele agora retirava sua calcinha. Estava ocupada demais escalando os mais altos cumes para reparar algo mais.

Sua visão estava cada vez mais turva. Estrelas entravam e saíam de foco.

Quando ele foi aumentando o ritmo e a intensidade dos beijos, o coração de Christina quase saiu pela boca, quase se partiu em vários pedaços e se esvaiu pelo sangue, que àquela altura fervia.

- Derek - disse sem realmente querer dizer nada. Sem saber o que dizer. - Ai...

As estrelas brilhavam freneticamente, invadindo o céu e caindo como se fossem chuva, sibilando.

Os pulmões ardiam, pelo esforço furioso para respirar, ou estaria ela segurando a respiração?

Mas Derek estava impassível e não teve piedade de Christina, bebendo o líquido quente e erótico de Christina como se estivesse sedento, no deserto, devorando-a com beijos famintos.

Christina então reuniu forças e alcançou o cinto dele, retirando-o com sofreguidão, partindo em seguida para as calças, que foram tiradas com a ajuda dos dois. Ele pegou uma camisinha da carteira e abriu com os dentes.

Já com a camisinha posta, ele estava duro e pronto para possuí-la.

- Quero fazer tantas coisas com você - ela disse num sussurro.

- Temos muito tempo até o sol nascer.

Ele a olhava, enquanto as mãos de Christina passeavam pelo cabelo curto de Derek, o suor lhe escorrendo da testa. Christina achou ter detectado uma mostra de sentimento nos olhos dele. Uma constatação fugaz de que o que estavam vivendo naquele momento não era apenas sexo selvagem sobre o carpete e que teriam que encarar as conseqüências no dia seguinte, no ambiente de trabalho.

Ele retirou um fio molhado de suor da testa dela, acariciou sua bochecha e disse:

- Quero que faça algo por mim.

E por um momento, não se disse uma palavra, apenas trocaram carícias, serenas e plenas.

Como se percebesse suas intenções sinceras, ele deu um sorriso lento, como que tentando recuperar sua imagem, o personagem que havia escolhido para si.

O gesto a lembrou do enorme charme que ele tinha e de que aquele sorriso era típico de um solteiro inveterado. Algo bem diferente do que havia visto nos olhos dele um momento antes.

Bem, era tarde demais para voltar atrás. Ela havia tomado a decisão de ficar com ele e tinha que arcar com as conseqüências.

Até porque estava valendo muito a pena.

E então, Derek abriu as pernas de Christina e a penetrou, até que as mordidas que ela dava nos ombros dele já não aliviassem aquela sensação tão nova e ao mesmo tempo tão familiar.

Ele deve ter sentido que ela estava comprimida e apertada, pois fez uma pausa.

Mas ela não o deixou parar, apertando-o contra ela, pedindo mais.

Os dois entraram numa dança lenta que foi ficando mais e mais rápida e intensa. Como ela ainda não tinha se recuperado totalmente do último orgasmo, estava prestes a chamar o nome de Derek novamente. Queria aproveitar cada segundo daquele estado de arrebatamento místico. Encontrava-se num mundo novo, podia tocar as estrelas, fazendo parte delas. Ela também cintilava, suspensa no céu.

Saltava de uma estrela para outra, sentindo o calor, a ardência do desejo numa doce agonia...

Até entrar em queda lenta, de volta a terra, as asas se derretendo e...

Bum.


Uma explosão, dilacerando-a.

Ao abraçá-lo, sua pele arrepiada, molhada, formigava de calor e êxtase. O peso do corpo de Derek a deixou ainda mais atordoada, mas ainda assim ela o apertava.

Imaginando o que ia acontecer quando o sol nascesse.




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