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Encontro08.10.2019
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UM ESTUDO QUE PERCORRE DESDE A ASCENSÃO AO PODER ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS NO GOVERNO JUSCELINO KUBITSCHEK (1956-1961).

Jorge Uilson Clark, Doutor em História da Educação HISTEDBR/Unicamp, Professor da FAC-Campinas. E-mail: jorgeclark1@yahoo.com.br

Caio Augusto Toledo Padilha, Graduando em Pedagogia pela Unicamp, Bolsista de Iniciação Científica pelo grupo de pesquisa HISTEDBR/Unicamp. E-mail: padilha.caio@hotmail.com

O presente estudo rememora o período Nacional-Desenvolvimentista (1945-1964), e centra seu conteúdo no governo Juscelino Kubitschek (1956-1961), objetivando a retomada das discussões acerca do período e oferecendo à Academia um novo olhar sobre o mesmo. Para realizá-lo, dividimos o corpo do trabalho em três etapas: 1) O quadro educacional no período pré-JK; 2) O contexto político e a escalada rumo ao poder e por fim; 3) O Plano de Metas e a real preocupação com a educação: como se formalizaram as políticas educacionais no governo Kubitschek.


Na primeira etapa, discorreu-se sobre o período pré-JK, contextualizando a realidade brasileira e o quadro educacional dos anos 1930 e 1940, período de grandes transformações na sociedade: o início e fim da primeira era Vargas, a instauração do Estado Novo, a situação econômica do país e a introdução da educação no cenário político a partir da criação do Ministério da Educação e Saúde Pública, as reformas Francisco Campos e Gustavo Capanema, além da regulamentação do ensino industrial, comercial e do agrícola, fato que culminou na criação do SENAI e do SENAC. Abordou-se ainda as iniciativas intelectuais originadas a partir do movimento escolanovista, pelo qual se destacaram Anísio Teixeira, Lourenço Filho e Fernando de Azevedo, defendendo o ensino público, laico e gratuito.
Em um segundo momento, desenvolveu-se a contextualização política dos anos 1950, colocando em questão a volta de Getúlio Vargas ao poder após a gestão de Eurico Gaspar Dutra, o suicídio de Vargas que dá origem a uma grave crise político-institucional e as eleições de 1955, onde surge a candidatura do então Governador mineiro Juscelino Kubitschek à Presidência, amparado por uma aliança que envolve entre outros, PSD e PTB. Colocado o cenário em questão, abordou-se as dificuldades enfrentadas pelo então candidato durante o período de campanha e na etapa posterior à ela, destacando a forte oposição da UDN, a vinculação de Juscelino com as forças que apoiavam Vargas e os métodos pioneiros postos em prática, como a elaboração de um Plano de Metas.
Por fim, centrou-se o estudo na questão da educação no governo Kubitschek. Tendo sido esta uma área com ações previstas no seu Plano de Metas, procedeu-se a uma análise histórica daquilo que foi realizado em detrimento do que foi projetado. Destacou-se também como fora concebida a educação pelo governo, a partir da criação de um ideário nacional-desenvolvimentista formulado por intelectuais pertencentes aos quadros do ISEB e da participação ativa dos intelectuais pragmáticos do INEP na discussão das concepções de educação. Atentou-se também ao fato de que os meios intelectuais encontravam-se em ebulição, com a volta da educação ao centro de discussões. Ainda no governo Kubitschek, deu-se a implementação de Universidade de Brasília, fruto da volta dos escolanovistas ao cerne das discussões sobre a educação, retomando a defesa de suas bandeiras históricas em oposição aos intelectuais pertencentes à Igreja Católica, que defendiam o ensino confessional e privado.
Dessa forma, seguindo a linha de trabalho desenvolvida acima, oferecemos aos meios acadêmicos mais uma contribuição para as discussões que envolvem o período em questão.




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