Um ensino de arte e cultura, conceitos e



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ANTECEDENTES


As idéias que resultaram na proposição do projeto Arte na Infância tiveram origem por minha iniciativa pessoal em 1996, Belo Horizonte - MG. Ao perceber a potencialidade artística da criança, pareceu-me injusta a sua ausência nos meios socioculturais e, constatada esta contradição, dedico esforços para entender e se possível, minimizar este problema. Nesta época, ao utilizar recursos de computação gráfica em meu trabalho artístico, entendi como questão ética oferecer estes recursos também à criança para facilitá-la na realização da sua expressão artística.

Após práticas artísticas preliminares com meus filhos, constatei que poderíamos contribuir para a expressão das crianças e ainda aprender com elas, (Anexo I – p. 2). Instalei na internet, em 1996, o Espaço Cultural Aviva em www.aviva.com.br e www.zerokid.com.br. Em 1997, em Concepción - Paraguay realizei a Oficina Mitã e realizei a primeira exposição de arte entre crianças brasileiras, japonesas e paraguaias. Assim o projeto já nascia intercultural. Ainda em 1997, à convite da Profa. Vera Casa Nova e Profa Beatriz Alvarenga, realizei a oficina “Arte+Computador=Arte Digital” para crianças e jovens na 5a.Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPCJovem, - Colégio Técnico – UFMG. Em 1998, convidado pelo Prof. Antônio de Paiva Moura, proferi a Palestra “Arte Digital - Expressão e Mercado” na Escola Guignard- UEMG. Em 1999, convidado pela Profa. Vera Casa Nova, proferi a aula “Produção Artística da Criança” PUC-PREPES – BH.


    1. HISTÓRIA CRONOLÓGICA DO PROJETO ARTE NA INFÂNCIA


Do período de 10 anos de realização do Arte na Infância, esta pesquisa destaca as propostas e ações mais significativas surgidas desta prática artística empírica, que envolveu crianças, jovens, escolas públicas e a comunidade na capital e no interior mineiro. Por motivos administrativos, o projeto “Arte na infância” foi, em diferentes edições, denominado como “criançarte”, “criança artista” e desdobrou-se em outros projetos como o “pintAPaz” e o “estética interiorana”. Além de autor e realizador do projeto Arte na Infância, tenho nele atuado como professor, ou facilitador, no ensino de arte.

Em 1998, realizamos a primeira edição do projeto Arte na Infância através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de BH, com Palestras, Oficinas e Exposições em Escolas Públicas e Centros Culturais. Em 1998 a Exposição Final do projeto foi realizada na Galeria Genesco Murta - Palácio das Artes, com apoio do Departamento de Extensão Cultural, (Anexo I – p. 3 a 8). Durante este evento realizamos também o Seminário “Educação, Produção e Publicação Artística da Criança”, que teve como palestrantes e debatedores um grupo interdisciplinar de expoentes das áreas da educação e da cultura em Belo Horizonte: Profa. Beatriz Alvarenga, Física; Prof. Moacyr Laterza, Filósofo e Educador; Roberto Mendonça, Jornalista/Caderno de Cultura/Hoje em Dia; Celma Albuquerque, Galerista; Profa. Maria Betânia Parizzi, Musicista; Profa. Vera Casa Nova, Semiólogista; e Marcello Castilho Avellar - Jornalista de cultura do Jornal Estado de Minas; entre outros representantes dos órgãos públicos da educação e cultura.

À Convite do Prof. Moacyr Laterza, curador da Mostra “Arte e Criatividade na Encruzilhada do Milênio”, as crianças tiveram suas obras expostas na Galeria PUC Minas, em mostra conjunta com ex-alunos de Prof. Guignard. Desta forma Moacyr pretendeu estabelecer um diálogo entre a criança e o Artista-professor Alberto da Veiga Guignard. Neste mesmo ano realizamos uma oficina e exposição na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa – Praça da Liberdade – BH, (Anexo I – p. 9).

Em 2000 a Exposição Final “Arte na Infância” se realiza no Foyer do Palácio das Artes. A mídia faz boa cobertura do evento, (Anexo I – p. 10 a 13).

Em 2001, o projeto é convidado a expor no “Centro Cultural Maria Lívia” e na Galeria da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, (Anexo I – p. 14). Como “Criança artista-I” o projeto foi realizado em escolas do interior de Minas. A família passa a participar do processo criativo e juntos, crianças, pais, e professores partilharam suas experiências, (Anexo I – p. 15). Com o nome “Criançarte”, o projeto foi avaliado pelo Núcleo Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação e Cultura do Município de Três Marias - MG. Crianças, professores e famílias se organizaram em caravana de doze ônibus para ver suas obras expostas no Palácio das Artes e conhecer a Capital Mineira, fizeram intercâmbio cultural e visitaram o Parque Municipal, (Anexo I – p. 16).

Em outubro de 2001, no Palácio das Artes, o projeto realizou mais uma grande mostra envolvendo 3 edições do projeto: “Arte na Infância-III”, via Lei Municipal de Incentivo Cultural, envolveu o Centro de Ação Comunitária CAC-São Francisco e a Biblioteca Infanto-Juvenil da PBH (Anexo I – p. 17); “Criançarte” via Lei Estadual foi realizado em Três Marias e promoveu grande intercâmbio Cultural. Dali trouxe biscoitos artesanais para o “coquetel” e uma caravana de 11 ônibus veio para BH, “Criança Artista-I”,via Lei Federal, realizou uma oficina na FAOP - Ouro Preto e de Cláudio-MG trouxe uma orquestra juvenil para a abertura da Exposição. (Anexo I – p. 18)

Arte na Infância participou do evento “Patachou Dia Das Mães-2002”. As obras de arte das crianças do projeto foram plotadas em telas de grandes formatos e expostas nas vitrines das lojas da grife Patachou em BH, e posteriormente expostas na prestigiada “Celma Albuquerque Galeria de Arte”. A Patachou fez doações às crianças autoras, e os recursos oriundos da venda das impressões das obras de arte foram doados ao Hospital da Baleia. Nesse evento a Patachou lançou uma coleção de roupas cuja estampa foi o desenho de uma das crianças. (Anexo I – p. 19 a 21)

Em 2002 Criançarte ao se realizar no CETAP - Betim – MG o projeto e teve sucesso ao incluir na oficina, os alunos com deficiência auditiva. Em outubro, como “Criançarte” o projeto realiza mais uma mostra no Palácio das Artes. A abertura contou com apresentações do Coral de Crianças do Palácio das Artes. Como em todas as edições, esta mostra realizou as visitas monitoradas e recebeu os alunos como os da Creche da UFMG, (Anexo I – p. 22 a 25). Ainda em 2002, à convite da Profa. Júlia Portes, o projeto realizou uma exposição e o painel “Arte na Infância e cidadania” para os alunos da licenciatura em arte-ducação da Escola Guignard – UEMG. (Anexo I – p. 26)

Em 2003, Arte na Infância-V foi realizado em Três Marias - MG. Nesta edição, ao invés de envolver três escolas, como era previsto, teve que incluir todos os alunos de sete Escolas do Município. Apesar dos esforços da equipe do projeto e dos resultados finais positivos, ficou claro que existem limites e propósitos qualitativos que não podem ser ignorados nos processos e produtos em arte. Como as demais, a Exposição Final foi realizada no Espaço Mari’Stela Tristão do Palácio das Artes, (Anexo I – p. 27 e 28).

Ainda em 2003, a Secretaria de Trabalho e Cidadania do Estado do Amapá -Macapá, com o nome "pintAPaz", realizou o projeto como uma oficina-laboratório para atualização de professores e monitores, que depois seriam os multiplicadores no interior daquele estado. Crianças e adultos em conjunto vivenciaram os métodos do projeto Arte na Infância. O açaí, sua bandeira e o Tacacá foram escolhidos como elementos representativos da cultura local, (Anexo I – p. 29). Em Nova Lima - MG, dois símbolos urbanos da cultura local foram abordados como tema da oficina: o Bicame e a Rua Zique-Zague, (Anexo I – p. 30).

Em 2004, como “Estética Interiorana” o Projeto envolveu a comunidade interiorana e rural dos Municípios mineiros de Sete Lagoas, Curvelo e Itacambira. A Exposição Final, no Centro de Cultura Nansen Araújo – SESIMINAS – BH, teve sua abertura animada pela Folia dos Maias de Inhaúma e pelo Grupo de Contadores de Estórias de Guimarães Rosa, de Cordisburgo - MG. (Anexo I – p. 31 e 32). Em 2005, o recém fundado Instituto AVIVA é convidado a realizar uma mostra do projeto no Edifício Sede do Ministério da Fazenda – MG, (Anexo I – p. 33).

Em 2005, realizamos o projeto no interior mineiro. A Exposição Final se realizou no Palácio das Artes, com o lançamento do livro “Estéticas do Interior - imagens” contendo fotos e artes de crianças. Este livro está disponível para download gratuito em www.aviva.org.br. (Anexo I – p. 35 a 39).

A partir de 2005, Arte na infância, intensivamente, passa a utilizar elementos da natureza em experiências artísticas, abordou temáticas ambientais em que a afetividade na relação com o meio ambiente foi incorporada ao fazer artístico.

A partir de 2005, Arte na infância, intensivamente, passa abordar as temáticas ambientais, utilizando elementos da natureza in loco. A afetividade com a natureza foi incorporada ao fazer artístico para favorecer a relação da criança e do adulto com o meio ambiente. (Anexo I – p. 40). Em 2005, Morada Nova de Minas - MG, no meio rural, o projeto levou crianças, jovens, pais, funcionários e professores para o campo e em ambiente lúdico e alegre, realizaram “esculturas flutuantes” no Lago da Barragem de Três Marias, (Anexo I – p. 41).

Em 2006, Curvelo - MG, no meio rural, Arte na Infância implantou junto às estradas em regiões de monocultura, interferências de caráter escultórico que além de funções estéticas e simbólicas, servem como marcos para orientação e minimizam a monotonia da paisagem nas monoculturas. Esta abordagem buscou fortalecer na comunidade o sentido de territorialidade e pertencimento, (Anexo I – p. 42).

Em 2007, em Morada Nova de Minas – MG, o projeto mobilizou a escola e a comunidade na realização de interferências de caráter escultórico na Praça do Distrito de Cacimbas. Tomou-se como referencia recursos e aspectos expressivos da cultura local. Utilizaram-se materiais naturais como a terra colorida, painéis como na arquitetura vernacular de pau-a-pique, o cipó, o bambu, bananeiras, utensílios, músicas e festejos, (Anexo I – p. 43 a 48).

Em 2007, com o objetivo de potencializar relações com instituições de educação e cultura em sua região de sede, O Instituto Aviva realizou o projeto promovendo o encontro de alunos de diferentes escolas no Centro Cultural da Pampulha. A Exposição Final foi acompanhada de um Seminário sobre o Ensino de Arte, (Anexo I – p. 49).

Em 2007, no Vale do Jequitinhonha – Minas Novas - MG, em escolas que nunca haviam recebido uma oficina cultural, Arte na Infância realizou experiências artísticas, propôs espaços culturais e indiretamente promoveu melhorias na iluminação das salas de aula. Compartilharam desta oficina crianças, artesãos e líderes comunitários. O projeto valorizou a paisagem e materiais naturais, ao implantar esculturas no lago e na paisagem junto à escola. Esta oficina possibilitou a muitos dos alunos rurais, conhecerem a sede do seu Município e verem ali, os seus trabalhos em uma exposição de arte. Na abertura da exposição, o Secretário da Educação observou com acuidade: “Pela primeira vez, nossa criança é a protagonista da educação e da cultura”. (Anexo I – p. 40 a 52).





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