Um ensino de arte e cultura, conceitos e


O QUE MOTIVOU O PROJETO “ARTE NA INFÂNCIA”



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O QUE MOTIVOU O PROJETO “ARTE NA INFÂNCIA”


Para o Projeto Arte na Infância, o potencial artístico da criança e a sua ausência nos meios socioculturais, configura uma injusta contradição. Constatada esta contradição, o Projeto dedica esforços para minimizar este problema e entender os seus motivos. Para tanto, Arte na Infância, através de leis de incentivo à cultura, vem sendo oferecido às crianças do ensino fundamental no ambiente das escolas públicas. Em dez anos de consecutivas edições o Projeto atendeu a 30.000 crianças em palestras e atividades artísticas e a 5.000 crianças em Oficinas de arte realizadas em 77 escolas públicas nos contextos urbanos e rurais, (Anexo I – p. 73 A 79).

O registro continuado destas experiências resultou na documentação que hoje torna possível “Investigar eventuais contribuições do projeto cultural Arte na Infância, para o ensino de artes plásticas no ambiente das escolas públicas no nível do ensino fundamental” e é este o objeto desta monografia.


    1. JUSTIFICATIVA


É notório que o Sistema das Artes, objetivando o lucro no Mercado das Artes, atue de forma corporativa e elimine tudo o que não é do seu interesse, como no caso, a expressão artística da criança. No entanto, quando estes valores e práticas que excluem a criança, são assimilados, reforçados e reproduzidos pela escola, eles provocam grandes prejuízos para a criança e sua cultura peculiar.

Podemos como exemplo, suspeitar de que no governo, administradores da economia instruídos por tais valores e práticas concluam que: se a criança não faz arte, não há por que concedê-la incentivos e recursos financeiros para ela produzir, expor e publicar o seu próprio trabalho; e nem mesmo para construir para ela museus e espaços culturais. Em conseqüência, em nossa sociedade encontramos a criança desprestigiada e culturalmente excluída. Neste cenário que bem representa a nossa realidade sócio-cultural, os professores arte-educadores têm responsabilidade quanto à repercussão destes conceitos excludentes ensinados na prática escolar, visto que a obrigatoriedade da aprendizagem de arte no Ensino Fundamental e Ensino Médio, instituída pela “Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9.394”, foi uma reivindicação e conquista desta classe profissional.


    1. METODOLOGIA UTILIZADA.


Nesta pesquisa utilizamos como metodologia, a análise qualitativa de dados consultados no acervo de documentos do projeto Arte na Infância, referentes ao período de 1996 até 2007. A maioria destes dados sobre projeto está em DVD anexo e se constituem como:

- Textos conceituais, estratégias e métodos utilizados na prática.

- Fotos e vídeos que registram os aspectos educativos, sociais e culturais.

- Obras de arte realizadas pelas crianças, na forma de imagens digitalizadas.

- Website do projeto em www.aviva.org.br com aproximadamente 3.000 obras de arte, fotos,

vídeos e textos. (antigos sites www.aviva.com.br e www.zerokid.com.br )

- Clipping de Jornal e TV das reportagens.

- Relatórios avaliativos e depoimentos espontâneos sobre as obras, o processo e o projeto;

concedidos por crianças, pais, artistas plásticos, prefeitos, secretários de educação e cultura,

arte-educadores e pedagogos.

- Apresentação do projeto no formato .pps.

Nesta monografia, em primeiro lugar apresento o projeto cultural Arte na Infância, destacando os aspectos relevantes em sua história e prática para assim caracterizá-lo como caso a ser estudado. Depois cito referenciais teóricos, conceitos e outras realidades que influenciam na prática artística e sociocultural, para discutir alguns conceitos sobre arte e o seu ensino para a criança na escola pública e na sociedade em geral. Em seguida avalio a prática do projeto Arte na Infância à luz das questões discutidas, para só então, chegar às considerações finais sobre o problema pesquisado nesta monografia.

As considerações finais apontam para a necessidade de se colocar a criança como foco e sujeito ativo nas experiências artísticas, de inseri-la na cultura na condição de autora da sua própria expressão, de conquistar novos espaços culturais e de abrir a escola para receber contribuições culturais vivas, da sua comunidade. Isto traduz de forma simplificada a prática que o Projeto Arte na Infância denomina como “Contexto Realístico Necessário” ou CRN. Esta abordagem contribui significativamente para o ensino de arte e pode ser apropriada, aprimorada e realizada como uma iniciativa da escola junto à sua comunidade.

  1. APRESENTAÇÃO DO CASO: Projeto Arte na Infância

    1. VISÃO GERAL SOBRE O PROJETO.


“Arte na Infância” é um projeto cultural viabilizado com os recursos das leis de incentivo à cultura, nos âmbitos Municipal-BH, Estadual–MG e Federal–BR, e através de parcerias com escolas públicas, centros culturais, empresas privadas e a comunidade.

Seu público alvo é a criança no ambiente da escola pública do ensino fundamental. Tem como objetivo contribuir para a inserção cultural da criança, promovendo e valorizando a sua expressão artística. Para alcançar este objetivo, realiza práticas artístico-culturais organizadas em módulos compostos por palestra, oficina e exposições, inclui a comunidade em vivências no ambiente escolar, promove intercâmbios culturais, divulga os processos e produtos do projeto através de exposições de arte reais e virtuais, para formar valores, re-significar saberes e papéis sociais.

Objetivando a documentação, pesquisa e aprendizagem, o projeto registra seus eventos em vídeo, foto, textos, clipping, avaliações críticas de pedagogos e depoimentos de alunos, pais, artistas e da comunidade em geral. Possui hoje um acervo autorizado, de aproximadamente 12.000 obras digitalizadas; destas, 3.000 podem ser apreciadas no site do projeto em www.aviva.com.br. No período de 1998 até 2008, Arte na Infância foi realizado em 77 escolas, atendeu a 5.000 crianças participantes em oficina, e a 30.000 crianças em atividades de palestras e desenho em fases seletivas e em exposições.




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