Um ensino de arte e cultura, conceitos e


DEPOIMENTOS DE EDUCADORES E MONITORES NO PROJETO



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DEPOIMENTOS DE EDUCADORES E MONITORES NO PROJETO.


“A Criança faz arte, não no sentido acadêmico, de acordo com a tradição... Ela inventa até o conceito de arte, a cada instante. Então, temos que nos prevenir de lançar um juízo adulto, um juízo velho, sobre a criança.” Prof. Moacyr Laterza – em Palestra no Seminário “Educação, Produção e Publicação Artística da Criança”- BH – MG. 1999.

“Na hora que ele [Elias] chegou lá com isso aqui pra mim, eu fiquei tão louca com isso, que é uma reprodução dos trabalhos, que aquele dia, Elias, eu não consegui dormir. Isso aqui é alucinante, isso aqui é de tirar o sono da gente mesmo”. Celma Albuquerque – Galerista, Referindo-se ao convite da Exposição Arte na Infância, com algumas reproduções de obras das crianças, que tinha em mãos, em Palestra no Seminário “Educação, Produção e Publicação Artística da Criança”- BH – MG. 1999.

"E eu sou Artista. Essa exposição veio enriquecer a minha observação. Linda !!" Mirian Lylando - BH – MG. 1999.

“Parabéns pelo belíssimo trabalho, ver o desenho da criança valorizado assim, me faz acreditar que vale a pena ser arte-educadora. Obrigada!” Jackeline Pereira Silva - BH – MG . 1999.

“Esta exposição demonstra que apesar do ensino do nosso país ser precário, tudo com talento é possível. Estava tudo muito criativo. Parabéns!” Darilene S. de Mattos. Curvelo – MG – 2006.

“Tem umas coisas realmente boas né.. Achei bem legal a variedade de temas, o trato com as cores, como o espaço do papel foi explorado, como um enquadramento de vídeo às vezes..” Renata Alvarenga- Arte-educadora – Escola Guignard - BH – MG. 2007.

“Sou Professora. Com certeza vou mudar minha maneira de trabalhar arte." Roselita Soares de Faria – (Justinópolis) BH –MG- 2002

“Muito interessante. Deu vida e cor a Escola Guignard! Que bom que vocês conseguiram fazer isso com a exposição”. Maria Eugenia Salcedo Repolês - Artista aluna da Escola Guignard – BH –MG- 2002

“Parabéns pela excelente qualidade dos trabalhos apresentados!” Ana Cristina Prado- Artista aluna da Escola Guignard – BH – MG – 2002.

“... Criaças, crianças,/ contem o segredo / desta estética espontânea / de gestos despreocupados, / cores e formas diversas / De dar e receber, / Plantar e colher.” Amanda Lopes - Arte-educadora – Escola Guignard - BH – MG. 2007.

Pode-se observar, nos resultados da arte destas crianças, uma liberdade de expressão e de construção sem igual no jogo das cores e das texturas, no enquadramento, na linha e no desenho, totalmente desvinculada de quaisquer propostas pré-estabelecidas. Henrique Diana Arte-educador – Escola Guignard - BH – MG. 2007.

“Meu interior ainda é criança, / mistura cor, / mistura coração, / mistura oração.”Cássia Marina - Arte-educadora – Escola Guignard - BH – MG. 2007.

“O que presenciei dentro de sala de aula, com pessoas de diferentes idades e funções sociais, foi, de certo modo, impressionante. [...] a cada dia que passava mais pessoas entravam em sala de aula, mais adultos, pais e avós, professores e outras crianças que, por não poderem entrar na escola, escalavam o poste de luz em frente à nossa janela, na “querência” de participar do “evento”. Com relação à área de pedagogia ou ensino de arte, reparei, perante os diferentes tipos de público, a diferente abordagem feita por Elias ao tema.

As atividades de registro das oficinas servem também para colocá-los como ponto central da atividade. O tempo inteiro em que se tirava fotos das crianças, imediatamente passava-as ao computador, onde, mais tarde, Elias as projetava, cercado por uma multidão de pessoas, que já vinham de outras salas de aula, no intervalo da merenda ou na hora do almoço. A euforia das crianças ao se verem era muita e eu penso nisto como uma atitude de respeito a elas.

Assim, em todos os intervalos entre uma oficina e outra, ao invés dos alunos saírem, novos alunos entravam em sala. Há também o fato de se mostrar dentro de sala de aula os elementos culturais que formam aquela comunidade. [...] a arte não precisa ser elitista nem urbana. A realidade que nos cerca é o que nos constrói e, consequentemente, o que constrói nossa arte. Tanto Elias quanto seus dois monitores Tarcísio e eu, Bruno, acreditamos nesta idéia da arte que vem espontaneamente e não necessita de espaços especiais para ser considerada como tal, o que causa maior interesse na hora de aplicar o projeto.

Ao finalizar o projeto realizando exposições em diferentes lugares, tanto escolas quanto galerias, e trazendo a mídia de televisão, rádio e impressa; tanto o trabalho dessas crianças quanto a informação embutida no projeto, vêm à tona para a sociedade, seja ela rural ou urbana e solta na mão dos especialistas e estudiosos a função de repensar o valor da obra de arte como objeto intocável e de acesso restrito.”

Bruno Ribeiro Profeta – Monitor no Projeto - Artista Estudante da EBA-UFMG – BH – MG – 2007.

    1. EVIDÊNCIAS NAS AVALIAÇÕES E DEPOIMENTOS


As avaliações e depoimentos apresentados evidenciam que o Projeto Arte na Infância é recebido no ambiente escolar como uma oportunidade de ricas experiências artísticas e sua realização nas escolas públicas proporciona benefícios educacionais, artísticos, sociais e culturais.

O método de ensino/aprendizagem se dá de forma prazerosa. É motivador, acessível e facilita a assimilação do conteúdo proposto e do aproveitamento de oportunidades educativas que surgem de improviso. São abordados os conhecimentos modernistas referentes aos aspectos formais da imagem, e contemporâneas em interferências e temáticas ambientais envolvendo a cultura local. Assim o projeto promove o auto-conhecimento e valoriza a cultura em seu contexto, os participantes se conscientizam sobre seus próprios valores e elevam sua auto-estima.

A sinergia na participação da criança, da escola, família, comunidade, dos patrocinadores e Instituições culturais, além das conquistas artísticas, leva às conquistas sociais. Estes participantes se sentem satisfeitos e percebem os processos e produtos como estéticos, artísticos e expressivos da sua cultura. Adquirem novos conhecimentos e valorizam a arte como cultura na sua própria comunidade. Percebem potencialidades para transformações positivas na prática sociocultural escolar.

Muitas das Escolas que participaram do Projeto manifestaram o desejo da sua re-edição. Estes participantes e demais visitantes às exposições recomendam que o Projeto Arte na Infância seja realizado de forma a beneficiar a um número maior de crianças e escolas.

Para as crianças participantes do projeto, o ato de expor os seus trabalhos resulta em um reconhecimento sociocultural de valor simbólico, e nisto sentem prazer. Elas percebem seus trabalhos como obras de arte expressivas e têm consciência de que, através delas, se comunicam com os outros. O que se confirma pelo depoimento da maioria dos visitantes às exposições.




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