Ufv / XVIII sic / outubro de 2008 / veterinária


UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / VETERINÁRIA CCB



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ULTRA-ESTRUTURA DE EMBRIÕES SUBMETIDOS A DIFERENTES MEIOS DE MANIPULAÇÃO

EMÍLIO CÉSAR MARTINS PEREIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), FLAVIO GUISELLI LOPES (Bolsista CAPES/UFV), GIANCARLO MAGALHÃES DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), JOSÉ ROGÉRIO MOURA DE ALMEIDA NETO (Bolsista CAPES/UFV), RAFAEL JOSÉ OTERO ARROYO (Não Bolsista/UFV), GUSTAVO GUERINO MACEDO (Não Bolsista/UFV), SANELY LOURENÇO DA COSTA (Não Bolsista/UFV), MARIANNE CAMARGOS DIAS (Voluntário/UFV), EDUARDO PAULINO DA COSTA (Orientador/UFV)

O meio PBS modificado tem sido amplamente utilizado como meio de manipulação de embriões nas diferentes espécies de animais domésticos. Entretanto, trata-se de um meio instável, estando sujeito a alterações na sua composição durante a armazenagem. O objetivo deste trabalho foi substituir este meio por soluções mais simples e estáveis. O experimento foi conduzido no Laboratório de Reprodução Animal – DVT-UFV. Foram utilizados embriões de camundongas da linhagem c57 blc. No laboratório, os embriões foram coletados e distribuídos aleatoriamente em quatro meios (controle; MD1; MD2 e MD3) e mantidos durante quatro horas, à temperatura ambiente. Posteriormente, os embriões foram transferidos e cultivados em meio TCM 199 modificado, por 24 horas a 37,0ºC em atmosfera de 5% de CO2. Após o cultivo, os embriões foram avaliados quanto à taxa de clivagem. Os resultados iniciais mostraram que os meios foram inferiores ao controle, quanto à taxa de clivagem. Considerando que os meios propostos deveriam apresentar resultados semelhantes ou superiores ao controle, antes de dar prosseguimento ao experimento, os meios foram submetidos a vários ajustes e testados quanto à taxa de clivagem. O meio MD3 não apresentou resultados satisfatórios, mesmo após todos os ajustes realizados, sendo então descartado. Não houve diferença (P>0,05) dos meios quanto à taxa de clivagem após o cultivo (93,0, 96,9 e 88,9% para os meios controle, MD1 e MD2, respectivamente). Entretanto, a taxa de embriões eclodidos foi maior (p<0,01) para o meio MD1 (30,8, 46,9 e 13,8% para os meios controle, MD1 e MD2, respectivamente). Tendo em vista os resultados satisfatórios encontrados, sugerindo grandes possibilidades de substituir o meio convencional utilizado na rotina de transferência de embriões, procedeu-se à execução dos procedimentos para microscopia eletrônica. Os embriões foram fixados e estão sendo submetidos aos procedimentos de inclusão e microtomia para posterior análise em microscopia eletrônica. O experimento encontra-se em andamento.
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USO DE DOIS PROTOCOLOS DE CONGELAMENTO DE SÊMEN SUÍNO E A VIABILIDADE ESPERMÁTICA AVALIADA IN VITRO POR TESTES CONVENCIONAIS E COMPLEMENTARES.

MAURÍCIO HOSHINO DA COSTA BARROS (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), JOSE DOMINGOS GUIMARAES (Orientador/UFV), LINCOLN DA SILVA AMORIM (Bolsista FAPEMIG/UFV), HUGO HIDEKI SHIOMI (Estagiário voluntário/UFV), SIMONE ELIZA FACIONI GUIMARAES (Co-orientador/UFV), PAULO SAVIO LOPES (Colaborador/UFV), RENATA VERONEZE (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), ROGÉRIO OLIVEIRA PINHO (Não Bolsista/UFV)

As pesquisas na área de criopreservação de sêmen da espécie suína, efetuadas durante os últimos trinta anos, resultaram em avanços originados, sobretudo, dos estudos efetuados para a avaliação de diferentes crioprotetores, embalagens de congelamento, diluentes e curvas de congelamento e descongelamento. No entanto, o emprego de sêmen congelado ainda está associado à redução de 10 a 20% na taxa de parto e de 1 a 2 leitões por leitegada, quando comparado ao uso de sêmen resfriado. Os objetivos do presente trabalho foram avaliar a viabilidade espermática após a criopreservação de sêmen de suínos da raça Piau (Sus scrofa) por meio de testes in vitro. Foram coletados 11 ejaculados de 3 machos adultos da raça Piau instalados na Granja de Melhoramento Genético de Suínos da UFV. Tais ejaculados foram submetidos a dois protocolos de congelamento: método preconizado por OHATA (P1) e o método preconizado por FÜRST (P2). Após o descongelamento, o sêmen foi submetido ao teste de termoresistência (TTR), que consiste na incubação dos espermatozóides a 37ºC por 2h em BTS. Durante o teste, foram avaliados a motilidade e vigor espermáticos com 10, 30, 60, 90 e 120 minutos pós-descongelamento. Os resultados médios de motilidade/vigor espermáticos foram de 35,5/3,1(P1) e 21,4/2,5(P2) com 10 minutos pós-descongelamento e de 7,3/1,0(P1) e 1,8/0,5(P2) após 120 minutos de incubação. Os dados de motilidade espermática pós-descongelamento encontram-se dentro dos padrões estabelecidos pelo Colégio Brasileiro de Reprodução Animal (>20%) e das variações verificadas por outros autores na literatura científica. A análise estatística dos dados obtidos revelou que não houve diferença significativa entre os protocolos de congelamento. Dentre os resultados encontrados no teste de termoresistência, com exceção do vigor espermático de P1, não houve diferença dos parâmetros após 60 minutos de incubação, o que sugere a desnecessidade de prolongar a duração do teste para 120 minutos.
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USO DE SINVASTATINA E IPRIFLAVONA NA REPARAÇÃO DE FRATURAS EM TÍBIAS DE RATAS OSTEOPORÓTICAS AVALIADAS POR HISTOMORFOMETRIA.

GLÁUCIA GUIMARÃES AMARAL (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), ALOISIO DA SILVA PINTO (Orientador/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Colaborador/UFV), CLAUDIO CESAR FONSECA (Colaborador/UFV), TANIA TOLEDO DE OLIVEIRA (Colaborador/UFV), CARLOS ANTÔNIO CARDOSO (Colaborador/)


A osteoporose é uma doença caracterizada por diminuição da massa óssea, com consequente aumento da incidência de fraturas, necessitando de métodos preventivos e de tratamentos eficazes para as mesmas. Este estudo objetivou verificar, por histomorfometria, os efeitos da sinvastatina e ipriflavona na reparação de fraturas em ratas osteoporóticas induzidas com dexametasona. Foram utilizadas 28 ratas da raça Wistar, adultas, pesando em média 250g. A indução osteoporótica com dexametasona foi feita por via intramuscular, na dose de 7,5 mg/Kg de peso corporal, uma vez por semana, durante cinco semanas. Passado este período, os animais, anestesiados, foram submetidos à fratura fechada, sendo em seguida distribuídos aleatoriamente em quatro grupos experimentais de sete animais. O grupo 1, controle, foi composto por ratas normais submetidas somente ao procedimento de fratura; a partir do grupo 2, houve o uso de glicocorticóide e o procedimento de fratura, sendo que os grupos 3 e 4 receberam os medicamentos sinvastatina (1,2mg/Kg) e ipriflavona (100mg/Kg), respectivamente, por via oral, diariamente, durante 30 dias. Aos 35 dias após a fratura, os animais foram eutanasiados e coletou-se as tíbias para estudo. O exame histológico constou de coloração Hematoxilina-Eosina e Tricrômico de Masson, sendo aplicado o método de cálculo planimétrico por contagem de pontos para avaliação da densidade trabecular óssea. Através da histomorfometria, foi possível detectar alterações teciduais na unidade metabólica óssea, particularmente no osso trabecular. Através da análise da densidade trabecular óssea, constatou-se o sucesso da indução da osteoporose pelo glicocorticóide, bem como a restauração do tecido ósseo pelos medicamentos, o que preconiza o uso destes fármacos em casos de osteoporose e/ou fraturas.

 

 



 

 

 


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UTILIZAÇÃO DE ESGOTOS SANITÁRIOS PARA ALIMENTAÇÃO ANIMAL: AVALIAÇÃO DE RISCO DE INFECÇÃO E QUALIDADE DE PRODUTOS

ALYNE DUARTE PEREIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), PAULA DIAS BEVILACQUA (Orientador/UFV), RODRIGO VIANA SEPÚLVEDA (Estagiário voluntário/UFV), RAFAEL KOPSCHITZ XAVIER BASTOS (Co-orientador/UFV), GEANNE MOREIRA BRITO (Estagiário voluntário/UFV), ROBSON BRUNIERA DE OLIVEIRA (Estagiário voluntário/UFV), JORGE MARIO OLIVAR BARRETO (Estagiário voluntário/)

Wetlands construídos são considerados uma boa opção para o tratamento de águas residuárias, pois utilizam tecnologia simples, de fácil operação e baixo custo. Esses sistemas utilizam processos físicos, químicos e biológicos para o tratamento de efluentes, sendo também capazes de produzir biomassa que pode ser destinada à alimentação animal. O presente trabalho objetivou avaliar um sistema de wetlands construídos como pós-tratamento de efluente de reator anaeróbio e perigos microbiológicos relacionados à utilização da biomassa produzida para alimentação animal. A ETE experimental é constituída por um reator UASB, sendo seu efluente utilizado para abastecer cinco wetlands vegetados e cultivados com dois tipos de macrófitas distintos: braquiária e taboa. A braquiária produzida foi utilizada para alimentação de cabras em lactação. As análises realizadas incluíram pesquisas bacteriológicas e parasitológicas dos efluentes do reator UASB e wetlands, da cobertura vegetal e das fezes e leite dos animais. O efluente do reator UASB apresentou valores médios de 107-108 coliformes totais/100mL e 106-107 E. coli/100mL. Os wetlands alcançaram remoção de duas (coliformes totais) e duas a quatro (E. coli) unidades logarítmicas. Observou-se remoção de (oo)cistos de protozoários mais elevada que a de ovos de helmintos. A produtividade da braquiária alcançou valores médios de 20,64% de matéria seca e a caracterização bromatológica indicou que em geral, a biomassa produzida satisfaria as exigências de caprinos em manutenção, mas não em lactação. Na cobertura vegetal, foram identificadas concentrações de organismos patogênicos elevadas, 147,2 ovos de helmintos/100g e 100 (oo)cistos de protozoários/100g, o que pode caracterizar risco ao trabalhador e aos animais consumidores da biomassa produzida. Entretanto, apesar de identificada a ocorrência de patógenos na forrageira cultivada, o monitoramento dos animais não indicou alterações dos perfis clínico e sanitário dos mesmos, que pudessem estar associados a problemas derivados da alimentação consumida, sugerindo a produção segura de alimentos para consumo animal. (FAPEMIG)
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UTILIZAÇÃO DE FECHO DE CONTATO DE GANCHO (VELCRO) COMO ALTERNATIVA PARA CAPTURA DE PÊLOS DE ANIMAIS SILVESTRES.

GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Estagiário voluntário/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Bolsista outra Instituição/UFV), EDUARDO COSTA ÁVILA (Bolsista outra Instituição/UFV), RAFAEL MORAIS GARAY (Estagiário voluntário/UFV), THAIS DE FARIA E SOUSA LOPES TRINDADE (Não Bolsista/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Estagiário voluntário/UFV), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Estagiário voluntário/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Estagiário voluntário/UFV), JOÃO BOSCO GONÇALVES DE BARROS (Bolsista CAPES/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Coordenador/UFV)

A fauna e flora brasileiras vêm sendo constantemente ameaçadas pelo desmatamento, e consequentemente pela fragmentação das florestas, o que causa a perda de habitat, a restrição do tamanho populacional e o isolamento de populações locais. O primeiro passo para o desenvolvimento de planos de conservação de espécies ameaçadas de extinção é determinar sua presença e abundância. Uma nova possibilidade para monitorar a demografia de espécies, principalmente daquelas que são difíceis de serem observadas ou capturadas é a utilização de materiais orgânicos. Dentre essas técnicas, a tricologia microscópica tem a vantagem de utilizar pêlos encontrados em fezes ou em armadilhas de pêlos, oferecendo alternativas para levantamentos de mastofauna, estudo das dietas, monitoramento da população sem necessariamente capturar o animal. O presente trabalho teve como objetivo a utilização de fecho de contato de gancho (Velcro) como alternativa para captura de pêlos. Todo o trabalho foi realizado no Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV), onde foram colocados troncos com fitas de Velcro em dois recintos, um no recinto da jaguatirica (Leopardus pardalis) que serviu como ponte de passagem e o outro no recinto de duas fêmeas de gatos-do-mato pequeno (Leopardus tigrinus), sendo que nesse tronco havia um furo no centro para colocação de carne. Os troncos ficaram em cada recinto durante uma semana e depois os velcros foram retirados para realizar a coleta dos pêlos. Nos dois recintos foi possível encontrar uma quantidade razoável de pêlos, sendo que o velcro do tronco que possuía carne obteve o triplo de pêlos em relação ao outro tronco , mas em ambos foi perfeitamente possível à identificação das espécies pela tricologia microscópica. O uso do velcro como armadilha de pêlos, principalmente associado com iscas, demonstrou ser uma opção interessante nos estudos de conservação das espécies por meio da tricologia microscópica.


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UTILIZAÇÃO DE PLACA METÁLICA E FIXAÇÃO EXTERNA ASSOCIADAS A APLICAÇÃO PERCUTÂNEA DE MEDULA ÓSSEA NA REPARAÇÃO DE FRATURA DE TIBIA E FIBULA DE CÃO (Canis familiaris). (RELATO DE CASO)  

AMANDA MARIA SENA REIS (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), DANIEL PORTELA DIAS MACHADO (Estagiário voluntário/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Orientador/UFV), LIANA MESQUITA VILELA (Bolsista CAPES/UFV), MAURICIO CORREIA DALTRO RODRIGUES (Bolsista CNPq/UFV), BETÂNIA SOUZA MONTEIRO (Bolsista CAPES/UFV)

Fraturas de tíbia e fíbula são comuns em cães, compreendendo 21% de fraturas de osso longo e 11,7% de fraturas apendiculares, sendo a maior incidência por traumatismos. Os métodos de fixação utilizados para osteossíntese de tíbia compreendem pino intramedular, interlocking nail, fixador externo e placas metálicas, dentre outros. Relata-se o caso de uma cadela da raça Yorkshaire, 2 anos de idade, com 5 kg que apresentou histórico de claudicação por 3 dias. A Proprietária relatou que o animal prendeu o membro pélvico esquerdo ao tentar descer de uma cadeira, com ausência de apoio e com dor localizada. Na análise radiográfica observou-se fratura completa diafisária de tíbia e fíbula. Foram realizadas 4 cirurgias até obtenção de resultado definitivo. Na primeira fez-se redução da fratura e fixação com placa metálica. A segunda cirurgia foi feita devido a nova queda do animal e fratura da placa. Aplicou-se também, injeção percutânea de medula óssea autógena. Após 30 dias, observou-se aos raios X, fratura da placa, formação do calo ósseo, mas manutenção da linha de fratura. Então, foi realizada a terceira cirurgia com redução de fratura e imobilização por meio de fixador externo biplanar com resina acrílica e quatro pinos transcutâneos lisos, dois no fragmento proximal e dois no distal. No pós-operatório tardio, o animal não apoiava o membro e ao exame ortopédico observou-se que os dois pinos proximais apresentavam mobilidade. Transcorrido mais 30 dias observou-se reabsorção óssea no local de inserção dos pinos. Então o animal foi submetido à quarta cirurgia, com introdução de um pino no fragmento proximal, para estabilizar os outros dois que estavam móveis. Após 30 dias houve formação de ponte óssea, com calos primário e secundário. Nesta época, os pinos foram removidos, dinamizando a fratura e com recuperação completa do animal.
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  CARACTERIZAÇÃO FENOTÍPICA DE FATORES DE VIRULÊNCIA EM Escherichia coli ISOLADAS DE LEITE MASTÍTICO BOVINO  

LARISSA GOULART ZANARDO (Estagiário voluntário/UFV), NEWTON NASCENTES GALVÃO (Bolsista IC /projeto/UFV), JOSÉ BENEDITO CARVALHO FERNANDES (Não Bolsista/UFV), VITOR DE OLIVEIRA SILVA (Estagiário voluntário/UFV), MARIA APARECIDA SCATAMBURLO MOREIRA (Orientador/UFV)

 Mastite é uma inflamação da glândula mamária, causada por uma variedade de agentes. É uma doença importante do rebanho leiteiro devido à alta incidência, aos prejuízos econômicos e aos problemas relacionados à saúde pública.  Escherichia coli é reconhecida como um dos principais agentes etiológicos da mastite ambiental bovina. Objetivou-se detectar fatores de virulência em 27 isolados de E. coli obtidos de mastite bovina. Para detecção da produção de enterohemolisina e α-hemolisina foi usada a técnica de semeadura na forma de placa Mestre contendo Ágar Sangue de carneiro desfibrinado acrescido de 10mM CaCl2. A resistência aos antimicrobianos foi verificada pelo método de difusão em ágar usando discos contendo antimicrobianos preconizados para tratamento da mastite ambiental. Produção de biofilmes foi detectada pelo crescimento dos isolados em orifícios de microplaca acrescidos de cristal violeta (1%) e ácido acético glacial (33%). O resultado foi avaliado baseado na densidade óptica do controle negativo. Teste turbimétrico também foi usado para detectar a resistência ao soro. Um pool de soro bovino (normal e inativado) foi misturado a cada cultura. Nenhum isolado apresentou capacidade hemolílica para ambas hemolisinas. Foram observados quatro isolados (15%) resistentes simultaneamente à ampicilina e sulfadiatrim, e nove (33%) à sulfadiatrim. Todos os isolados mostraram-se sensíveis à cefoperazone, enrofloxacina, ceftiofur, florfenicol, cefalexina, gentamicina e neomicina. Dos isolados analisados, cinco (18%) foram considerados grandes produtores de biofilme, onze (41%) médios e onze (41%) fracos produtores. A resistência ao soro foi verificada em quinze (56%) isolados. Observou-se que sete (26%) isolados apresentaram três fatores (biofilmes, resistência ao soro e resistência antimicrobiana), dez (37%) apresentaram dois (oito biofilmes/resistência ao soro e dois biofilmes/resistência antimicrobiana) e dez (37%) apresentaram um dos fatores estudados. Conhecer os fatores de virulência do agente é importante para diminuir a sua capacidade de causar infecção, decrescendo a incidência e prevalência da mastite do rebanho.


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  DETECÇÃO DE ATIVIDADE ANTAGONISTA ESPECÍFICA E NÃO-ESPECÍFICA DE BACTÉRIAS ÁCIDO LÁTICAS NATURALMENTE PRESENTES EM LEITE CRU E QUEIJO FRESCAL

GABRIELA NOGUEIRA VIÇOSA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), MARIA BEATRIZ TASSINARI ORTOLANI (Bolsista CAPES/UFV), ANDERSON KEIZO YAMAZI (Estagiário voluntário/UFV), PAULA MENDONÇA MORAES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), LUIS AUGUSTO NERO (Orientador/UFV)

    Bactérias Ácido Láticas (BAL) são microrganismos deteriorantes naturalmente presentes em vários alimentos, e capazes de produzir substâncias com potencial antimicrobiano, como ácidos orgânicos, peróxido de hidrogênio e bacteriocinas. O objetivo deste trabalho foi detectar a atividade antagonista de culturas de BAL isoladas de amostras de leite cru e queijo frescal previamente caracterizadas como negativas para Listeria monocytogenes e Salmonella spp., e com níveis de estafilococos coagulase positivos menores que 103 UFC/mL ou g. 320 culturas de BAL isoladas de ágar Man-Rogosa-Sharpe (MRS) foram recuperadas em caldo MRS (incubação a 35°C/48h) e testadas quanto à atividade antagonista por dois protocolos. Para detectar antagonismo inespecífico, 1 µL de cada cultura foi inoculado em placas contendo ágar M17, incubadas a 35°C/8h, e sobrepostas por uma camada de ágar Brain Heart Infusion (BHI) (0,75%) contendo 105 UFC/mL do patógeno alvo. O antagonismo específico foi realizado para detectar a possível produção de bacteriocina, utilizando BHI em substituição ao M17 (para evitar a produção de ácido), tratado com catalase a 100 UI/mL (para degradar H2O2 produzido). As placas foram incubadas a 37°C por 24h e a formação de um halo de inibição ao redor da cultura era considerada atividade antagonista positiva. Antagonismo inespecífico e específico foi detectado, respectivamente, em 61 (19,1%) e 48 (15,0%) das culturas de BAL contra L. monocytogenes, 46 (14,4%) e 43 (13,4%) contra Lactobacillus sake (controle positivo) e 10 (3,1%) e 4 (1,3%) contra Staphylococcus aureus. Não houve atividade antagonista contra S. Typhimurium. Os resultados obtidos indicam a presença de BAL na microbiota de leite cru e queijo frescal com atividade antagonista contra os microrganismos Gram-positivos estudados, e sugere capacidade de produção de bacteriocinas pelos mesmos, que será confirmada por estudos mais detalhados.


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  PERFORMANCE DO ÁGAR FIBRINOGÊNIO PLASMA DE COELHO NA ENUMERAÇÃO DE ESTAFILOCOCOS COAGULASE POSITIVO EM QUEIJO FRESCAL E LEITE CRU



GABRIELA NOGUEIRA VIÇOSA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), PAULA MENDONÇA MORAES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), ANDERSON KEIZO YAMAZI (Estagiário voluntário/UFV), MARIA BEATRIZ TASSINARI ORTOLANI (Bolsista CAPES/UFV), LUIS AUGUSTO NERO (Orientador/UFV)

     A enumeração de estafilococos é fundamental para a garantia de qualidade e segurança microbiológica dos alimentos, pois estão frequentemente associados à toxinfecções alimentares devido à produção de enterotoxinas termoestáveis. A metodologia oficialmente recomendada para sua enumeração utiliza o ágar Baird-Parker (BP), que possui como inconveniente a necessidade de realização de testes bioquímicos confirmatórios. Como alternativa, pode ser utilizado o Ágar Fibrinogênio Plasma de Coelho (FPC), que permite a enumeração de colônias coagulase positivas diretamente nas placas semeadas. O objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho do ágar FPC na enumeração de estafilococos coagulase positivos (ECP) em queijo frescal e leite cru. Amostras de queijo frescal (n=37) e leite cru (n=31) foram coletadas na região de Viçosa, MG, submetidas à diluição seriada decimal e semeadas por profundidade, em duplicata, em ágar FPC (incubação a 35ºC por 48h). As colônias formadas foram enumeradas, classificadas em típicas (presença de halo opaco) e atípicas (ausência de halo) e os resultados finais expressos em UFC/g ou mL. Seis colônias típicas e seis atípicas de cada amostra foram selecionadas aleatoriamente e submetidas à confirmação pelo teste de coagulase em tubos. Considerando esses resultados, as contagens obtidas foram corrigidas para UFC de ECP/g ou mL. Os resultados finais foram convertidos em log10 e comparados por regressão linear (P < 0,05). As contagens entre os estafilococos típicos no FPC e ECP confirmados pelo teste de coagulase em tubos apresentaram excelente correlação (r = 0,99), independente do tipo de amostra analisada. Pelos dados obtidos, o ágar FPC pode ser considerado uma alternativa para enumeração de ECP, devido à praticidade, confiabilidade na obtenção dos resultados, dispensando a realização de testes confirmatórios para coagulase e gerando dados mais precisos.


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