Ufv / XVIII sic / outubro de 2008 / veterinária


UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / VETERINÁRIA CCB



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COCCIDIOSE SUBCLÍNICA EM CANÁRIOS-DA-TERRA (Sicalis faveola) RECEBIDOS PELO CENTRO DE TRIAGEM DE ANIMAIS SILVESTRES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

CLARICE SILVA CESÁRIO (Estagiário voluntário/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Estagiário voluntário/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Estagiário voluntário/UFV), CAIO DE PAULA MARCHI (Estagiário voluntário/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Bolsista outra Instituição/UFV), THAIS DE FARIA E SOUSA LOPES TRINDADE (Não Bolsista/UFV), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Estagiário voluntário/UFV), FABIO RIBEIRO BRAGA (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

A coccidiose aviária é causada por parasitas do gênero Eimeria e leva as aves a uma enfermidade entérica, muitas vezes fatal. O melhor tratamento para a coccidiose é o preventivo, uma vez que esta doença é altamente contagiosa. A transmissão se dá através da ingestão de material fecal contaminado com oocistos esporulados. Algumas aves silvestres podem atuar como reservatórios e disseminadoras desse parasito, eliminando os oocistos, sem demonstrar sinais clínicos. Esse trabalho objetivou a pesquisa e identificação dos gêneros de parasitas gastrintestinais de canários-da-terra (Sicalis faveola) recebidos pelo Centro de Triagem de Animas Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV) nos meses de Março, Abril e Maio de 2008. Foram coletadas amostras de fezes das gaiolas, pouco tempo após a eliminação pelos animais. O material foi processado imediatamente após cada coleta no Laboratório Clínico do CETAS-UFV. O método utilizado para pesquisa de parasitos foi o exame direto. Das 36 amostras oriundas dos canários-da-terra, 18 (50%) apresentaram positividade para Eimeria sp. Apesar da eliminação de oocistos deste parasito, nenhuma ave apresentou qualquer sinal clínico como diarréia, desidratação, apatia, anorexia ou penas arrepiadas. A observação de animais assintomáticos eliminadores de oocistos de Eimeria sp. aumenta a importância do esquema de biosseguridade nos Centros de Triagem, os quais recebem diariamente animais de diversas idades e oriundos de diferentes regiões. Com o advento do tráfico de animais silvestres, os canários-da-terra, bem como outras espécies de aves canoras estão cada vez mais ameaçados por enfermidades associadas a animais domésticos. O levantamento de dados sobre a sanidade de animais em Centros de Triagem parceiros do IBAMA é de suma importância para determinar as ações mais eficazes para a conservação das espécies tanto em cativeiro como em vida livre.

 
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CONSERVAÇÃO  DOS DETERMINANTES IMUNOGÊNICOS DA VACINA SINTÉTICA ANTI- Rhipicephalus (Boophilus) microplus

BIANCA GAZOLLA MENDONÇA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), JOAQUIN HERNAN PATARROYO SALCEDO (Orientador/UFV), ANA PAULA PECONICK (Bolsista CAPES/UFV), SIDIMAR SOSSAI (Bolsista FAPEMIG/UFV), KARLOS HENRIQUE MARTINS KALKS (Estagiário voluntário/UFV), LETICIA MAGALHÃES ARRUDA (Estagiário voluntário/UFV), GABRIEL A. T. GOMEZ (Estagiário voluntário/UFV), VITOR BARBOSA FIALHO MARTINS (Estagiário voluntário/UNIVIÇOSA), BRUNA ALVES DEVENS (Bolsista CAPES/UFV)

O carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus é um dos parasitas de maior relevância em medicina veterinária pelo grande impacto econômico gerado à atividade pecuária do Brasil e dos países com clima tropical e subtropical. Os esforços para o controle deste parasito estão centrados, principalmente, no uso de acaricidas, que, além de exercerem uma pressão seletiva discriminando indivíduos resistentes, são, seguramente, danosos ao meio ambiente. O emprego de vacinas vem a ser, então, uma alternativa segura e sustentável ao uso de acaricidas. Atualmente, as vacinas disponíveis no mercado são produzidas a partir da glicoproteína intestinal Bm86. Estudos demonstram falhas no uso de vacinas recombinantes devido ao polimorfismo no gene da proteína Bm86 em diversas populações de carrapatos. O presente trabalho teve como objetivo avaliar cinco amostras de carrapatos provindas de diferentes estados do Brasil quanto ao polimorfismo genético, nas seqüências que codificam os peptídeos 4822, 4823 e 4824, epítopos das proteínas Bm86, e constituintes da vacina sintética denominada SBm7462®. Para cada população do ectoparasita, extraiu-se RNA e os fragmentos de cDNA gerados foram clonados em vetores pGEM-T. O material foi seqüenciado e analisado pelo software BioEdit®. As análises confirmaram as conservações das seqüências nucleotídicas e aminoácidicas dos peptídeos 4822, 4823 e 4824. As variações médias das populações estudadas foram maiores em relação à proteína Bm86 quando comparada a Bm95, proteína homóloga a anterior. As médias de variação de nucleotídeos foram de 5,47% com o padrão Bm86 e 2,94% com o padrão Bm95. Em relação à taxa de variação de aminoácidos os valores foram de 9,06% comparando-se as populações com Bm86 e 5,03% com Bm95. Mesmo com as variações significativas no gene bm86 ou bm95, as poucas variações dos determinantes antigênicos 4822, 4824 e 4823 não foram capazes de interferir na eficiência vacinal, sugerindo a idéia de a SBm7462® ser um imunógeno universal.
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CONSTRUÇÃO DE UM CANDIDATO À VACINA DE DNA UTILIZANDO GENES SINTÉTICOS DERIVADOS DO PEPTÍDEO SBm7462® CONTRA O CARRAPATO Rhipicephalus (Boophilus) microplus

BIANCA GAZOLLA MENDONÇA (Estagiário voluntário/UFV), JOAQUIN HERNAN PATARROYO SALCEDO (Orientador/UFV), CARLA LEITE MEDEIROS (Não Bolsista/UFV), ANA PAULA PECONICK (Bolsista CAPES/UFV), KARLOS HENRIQUE MARTINS KALKS (Estagiário voluntário/UFV), FATIMA APARECIDA VIEIRA DOS SANTOS (Estagiário voluntário/UFV), ISABELA ALVES DE MELO ZEFERINO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), STHEFANY PATARELI (Estagiário voluntário/UNIVIÇOSA), MARIANA DE BARROS (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV)

O carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus é o parasita de maior impacto econômico na pecuária brasileira. Há mais de 70 anos foram iniciados estudos de vacinação para o controle de carrapatos, como alternativa ao controle químico. Isso de deu através da construção de uma vacina anti-R. (B.) microplus baseada na glicoproteína Bm86 encontrada no intestino deste parasita. Eficácia protetora foi obtida pela utilização do peptídeo sintético SBm7462®, derivado da Bm86. A construção e síntese de uma seqüência nucleotidíca baseada neste peptídeo podem ser úteis para o design de vacinas de DNA que apresentam grandes vantagens sobre as vacinas sintéticas, como a não necessidade de processamento após a purificação do plasmídeo. Um gene, denominado seq1, desenhado no Laboratório de Biologia e Controle de Hematozoários e Vetores, BIOAGRO – UFV, foi construído repetindo três vezes, em tandem, a seqüência nucleotidíca do SBm7462®. Esse gene foi clonado no vetor de expressão de mamíferos pCIneo. Para que tal construção funcionasse como vacina, quatro diferentes primers foram desenhados de maneira a inserir, pela metodologia da PCR, o códon de iniciação ATG, ausente no gene sintético e no vetor. Os fragmentos obtidos foram clonados no vetor pGEM®-T Easy. As colônias portadoras do fragmento de interesse foram identificadas por -complementação e confirmadas por PCR de colônia. Os clones positivos foram crescidos em meio LB líquido para extração do DNA plasmidial, o qual foi clivado pelas enzimas de restrição EcoRI e XhoI para a liberação do inserto ATG-seq1. O fragmento liberado foi clonado no vetor pCIneo. O material foi seqüenciado e analisado pelos softwares Seqman e Chromas. Apenas o primer4 mostrou-se eficaz em gerar um fragmento do tamanho esperado. O seqüenciamento revelou que a mutação não foi corretamente inserida através das presentes metodologias empregadas. Correções e novos genes estão sendo preparados para a viabilização futura da presente vacina de DNA.
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CONTAMINAÇÃO POR AGENTES PARASITÁRIOS EM ÁREAS DE RECREAÇÃO DE CRECHES DO MUNICÍPIO DE VIÇOSA-MG.

ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), JACKSON VICTOR DE ARAUJO (Orientador/UFV), FABIO RIBEIRO BRAGA (Não Bolsista/UFV), ROGÉRIO OLIVA CARVALHO (Bolsista CAPES/UFV), JULIANA MILANI ARAUJO (Não Bolsista/UFV), ANDRÉ RICARDO E SILVA (Não Bolsista/UFV), FERNANDA VIEIRA CASTEJON (Estagiário voluntário/UFV), LUIZA NEME FRASSY (Estagiário voluntário/UFV), CAMILA DOMINGUES FERREIRA ALVES (Estagiário voluntário/UFV), CLÁUDIA MORATO LINS E SILVA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV)

A contaminação das caixas de areia utilizadas para a recreação infantil constitui grave problema de saúde pública devido à possibilidade da transmissão de parasitoses, especialmente larva migrans visceral (LMV) e larva migrans cutânea (LMC). O objetivo do presente trabalho foi verificar a contaminação de áreas de recreação de creches do município de Viçosa-MG por agentes da LMV e da LMC. Foram coletadas amostras de areia de áreas de recreação de onze creches em Viçosa-MG no mês de março de 2008. As coletas foram realizadas preferencialmente em áreas úmidas e sombreadas, pela manhã e com auxílio de um tubo de PVC numa profundidade entre cinco e 10 centímetros em relação à superfície. Amostras com cerca de 100 gramas de areia foram retiradas de cinco locais diferentes nas caixas de areia de cada creche. O material foi processado no Laboratório de Parasitologia do Departamento de Veterinária da Universidade Federal de Viçosa. A recuperação das larvas foi realizada pelo método de Baermann modificado. A pesquisa de ovos foi realizada através da técnica de centrífugo-flutuação com a solução hipersaturada de açúcar (d=1,24). Todas as creches apresentaram positividade para larvas de Ancylostoma sp.. Três creches apresentaram resultado positivo para ovos de helmintos, sendo duas para ovos de Ancylostoma sp. e uma para ovos de Ancylostoma sp. e Toxocara canis. A origem da areia e a freqüência de troca em cada instituição podem ser fatores de risco para a contaminação. O controle do acesso de animais é de suma importância, uma vez que estes podem contaminar o solo pela eliminação de ovos dos agentes. A contaminação da areia de áreas de lazer pode ser prevenida através da redução de sua umidade através da reviragem, troca periódica e cobertura das caixas de areia com lonas durante o período de sua não utilização.
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CONTROLE BIOLÓGICO DE Ancylostoma spp. DE CÃES

ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), JACKSON VICTOR DE ARAUJO (Orientador/UFV), ROGÉRIO OLIVA CARVALHO (Bolsista CAPES/UFV), FABIO RIBEIRO BRAGA (Não Bolsista/UFV), JULIANA MILANI ARAUJO (Não Bolsista/UFV), ANDRÉ RICARDO E SILVA (Não Bolsista/UFV), FERNANDA VIEIRA CASTEJON (Estagiário voluntário/UFV), LUIZA NEME FRASSY (Estagiário voluntário/UFV), CAMILA DOMINGUES FERREIRA ALVES (Estagiário voluntário/UFV), CLÁUDIA MORATO LINS E SILVA (Estagiário voluntário/UFV), SEBASTIÃO RODRIGO FERREIRA (Voluntário/)

Os pequenos animais representam importante fonte de risco à saúde humana, sendo capazes de transmitir diversos agentes infecciosos. Os nematóides do gênero Ancylostoma spp. são enteroparasitas altamente prevalentes em cães, os quais são responsáveis pela contaminação ambiental, principalmente se não receberem tratamento anti-helmíntico adequado. Este trabalho objetivou avaliar a utilização dos fungos nematófagos Duddingtonia flagrans (AC001), Monacrosporium thaumasium (NF34a), M. appendiculatum (CGI), M. sinense (SF53), Arthrobotrys conoides (I-40), A. cladodes (CG719) e A. robusta (I-31) no controle de Ancylostoma spp., parasito de cães. Para avaliar a atividade predatória in vitro dos fungos sobre larvas infectantes (L3) de Ancylostoma spp., disseminou-se em placas de Petri 1.000 conídios de cada isolado e 10.000 L3 desse nematóide. Diariamente, por 10 dias, computou-se o número de L3 capturadas pelos fungos e o de L3 livres de predação. No teste de passagem pelo trato gastrintestinal de cães, forneceu-se oralmente 1g/kg de micélio fúngico. Amostras fecais foram coletadas de cada animal às 8, 12, 24, 48, 72 e 96 horas após o tratamento. Colocou-se dois gramas de fezes em placas de Petri contendo 1.000 L3 de Ancylostoma spp. e o crescimento de conidióforos foi observado durante 15 dias. Houve redução significativa (P<0,05) na média de larvas infectantes de Ancylostoma spp. recuperadas dos tratamentos, em relação ao controle, no teste in vitro, sendo que os isolados AC001, I-31 e NF34a se mostraram mais eficazes e em seguida foram avaliados in vivo quanto à capacidade de suportar a passagem pelo trato gastrintestinal de cães. Os três isolados fúngicos sobreviveram à passagem sem perda da habilidade de predar L3 de Ancylostoma spp., mostrando-se eficientes nas primeiras 48h. Apenas o isolado NF34a se manteve eficaz até 96h de observação. Os fungos M. thaumasium, D. flagrans e A. robusta se mostraram promissores para serem utilizados no controle biológico de Ancylostoma spp.
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DEFEITOS ESPERMÁTICOS PARA O SÊMEN DE JUMENTOS (Equus asinus) DA RAÇA PÊGA

ALINE LUCIANA RODRIGUES (Estagiário voluntário/UFV), IGOR FREDERICO CANISSO (Bolsista CNPq/UFV), PEDRO GAMA KER (Não Bolsista/UFV), Thiago Castro Sena (Estagiário voluntário/UNIVIÇOSA), GIOVANNI RIBEIRO DE CARVALHO (Orientador/UFV), JOSE DOMINGOS GUIMARAES (Colaborador/UFV)

A avaliação quantitativa dos defeitos espermáticos tem sido empregada como parte do exame andrológico de eqüídeos (SAMPER, 2007). Diversas classificações têm sido propostas para avaliação da morfologia espermática (KENNEY et al., 1983). No Brasil a classificação adotada pela maioria dos estudos e pelo Colégio Brasileiro de Reprodução Animal (CBRA, 1998) é a de BLOM (1973), onde de acordo com o autor os defeitos espermáticos podem ser agrupados em defeitos espermáticos maiores e menores. A presença de altos percentuais de defeitos espermáticos tem sido associada a redução de taxas de concepção para o sêmen de eqüídeos (FERNANDES e PIMENTEL). O objetivo deste estudo foi de relatar os percentuais de defeitos espermáticos para sêmen de jumentos da raça Pêga. O sêmen de seis reprodutores da raça Pêga foi coletado em 180 ocasiões, mediante o uso de vagina artificial modelo Botucatu com emprego de uma égua em estro. Após a coleta, a fração gelatinosa foi separada, e uma amostra de sêmen da fração livre de gel, foi coletada e diluída em solução de formol salino tamponado aquecida (37ºC) (HANCOCK, 1954). Para avaliação da morfologia espermática, procedeu se a leitura da lamina em câmera úmida com aumento de 1000x em imersão, onde 200 células espermáticas foram contadas por ejaculado e a seguir as anomalias foram arranjadas em defeitos espermáticos maiores e menores. Realizou-se o cálculo da media e desvio padrão dos defeitos espermáticos. Os valores registrados para alterações na morfologia espermática foram de 7,97 ± 3,02 % defeitos maiores e de 6,80 ± 1,59% para os defeitos menores. O percentual de defeitos espermáticos se mostrou incluso no intervalo considerado normal para asininos (MORAIS et al., 1994; GEBER, 1995). Os reprodutores empregados no presente estudo apresentaram percentual de defeitos espermáticos incluso na faixa considerada normal pelos autores, e os presentes valores podem ser utilizados como referencia para novos estudos com a espécie.
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DEFORMIDADE ANGULAR CARPO VALGO EM MUAR: RELATO DE CASO

YAME FABRES R. S. SILVA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), NATÁLIA PEREIRA PAIVA FREITAS (Não Bolsista/UFV), PEDRO TEIXEIRA DA SILVA (Estagiário voluntário/UFV), LUIZ GONZAGA POMPERMAYER (Orientador/UFV), MARIA VERONICA DE SOUZA (Colaborador/UFV), PAULO ALUISIO BORSATTI (Não Bolsista/UFV), GUILHERME COSTA FAUSTO (Não Bolsista/UFV)

Deformidades angulares dos membros constituem as principais doenças ortopédicas do desenvolvimento em eqüídeos e suas manifestações podem ser congênitas ou adquiridas, uni ou bilateral. Dentre as deformidades, o carpo valgo é o mais observado em animais jovens, sendo ele caracterizado como um desvio do metacarpo no sentido lateral e do rádio no sentido medial. As causas dos desvios cárpicos são variadas, complexas e multifatoriais, tendo maior importância a flacidez das estruturas periarticulares de suporte (tendões, ligamentos e cápsulas articulares), ossificação incompleta, mau posicionamento intra-uterino, disfunções endócrinas, e fatores hereditários. Quando o grau de desvio do carpo é menor ou igual a 10º, o confinamento é suficiente para uma correção espontânea do membro e, quando maior ou igual a 15º, o tratamento cirúrgico pode estar indicado. O objetivo desse trabalho foi relatar o caso de um muar, ruão, macho, de aproximadamente dois meses de idade que foi atendido em fevereiro de 2008 no Hospital Veterinário da UFV, apresentando desvio lateral do metacarpo e medial do rádio, em ambos os membros torácicos. Após exame físico específico do aparelho locomotor em superfície plana, e exame radiográfico utilizando-se projeções dorso-palmar e oblíquas medial e lateral, estabeleceu-se o diagnóstico de carpo valgo bilateral. No membro torácico direito (MTD) o animal apresentava 8º e no membro torácico esquerdo (MTE) 15º de desvio. Optou-se pelo tratamento cirúrgico apenas do MTE e posterior confinamento, visando correção espontânea do MTD. A técnica cirúrgica utilizada foi a de transecção em hemicircunferência do periósteo e elevação periostal. Após sete meses do tratamento realizou-se novo exame físico do animal, onde foi constatado posicionamento normal dos membros torácicos. Os exames físico e radiográfico de animais com deformidades angulares são fundamentais para estabelecimento de um diagnóstico e tratamento adequado, e o sucesso terapêutico está intimamente relacionado à precocidade de estabelecimento dos mesmos.
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DETERMINAÇÃO DE VALORES DE ERITROGRAMA E PROTEÍNA PLASMÁTICA TOTAL (PPT) EM ARARAS-CANINDÉ (Ara ararauna)

LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Estagiário voluntário/UFV), JULIANO VOGAS PEIXOTO (Bolsista CAPES/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Estagiário voluntário/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Bolsista outra Instituição/UFV), RAFAEL MORAIS GARAY (Estagiário voluntário/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Estagiário voluntário/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

A arara-canindé (Ara ararauna) é uma ave da família Psittacidae, característica de matas úmidas. Pode ser encontrada do sudeste do Brasil até a América Central, geralmente ocorrendo em várzeas com buritizais, babaçuais e bordas de matas. Sua penugem é formada por partes dorsais azuis e partes ventrais amarelas, garganta e fileiras de penas faciais negras. Poucas são as referências a respeito da contagem células sanguíneas de animais silvestres, principalmente aves. Os dados de eritrograma são úteis na avaliação clínica dos animais, auxiliando em diagnósticos, prognósticos e tratamentos. Os valores de referência fornecem uma base para comparação com os valores obtidos em exames posteriores de um determinado indivíduo. O presente trabalho objetivou determinar os valores de hemácias, hematócrito e proteína plasmática total (PPT) no sangue de três Araras-canindé recebidas pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS UFV), as quais eram mantidas ilegalmente em cativeiro na cidade de Viçosa MG, e comparar os dados obtidos com valores de referência pré-existentes na literatura. Os animais foram contidos fisicamente e em seguida coletou-se sangue dos três indivíduos por punção venosa na asa. O material foi armazenado em tubos contendo o anticoagulante EDTA. Os exames foram feitos dentro da rotina laboratorial. Após analisadas as amostras, e devidamente catalogados os resultados, comparou-se as médias com dois trabalhos pré-existentes, feitos com a mesma espécie, porém em diferentes regiões, a fim de verificar possíveis diferenças regionais nos valores médios e, até mesmo, estimar um padrão para a espécie. Verificou-se variação significativa dos resultados obtidos em relação a apenas um dos trabalhos. O levantamento de dados sobre a fisiologia e sanidade de animais em Centros de Triagem parceiros do IBAMA é de suma importância para determinar as ações mais eficazes para a conservação das espécies. (CETAS UFV )


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DIAGNÓSTICO E PERFIL IMUNOLÓGICO DA CISTICERCOSE BOVINA 

HANNA CAROLINA CAMPOS FERREIRA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), PAULO SERGIO DE ARRUDA PINTO (Orientador/UFV), ALINE GIROTTO (Não Bolsista/UFV), LEANDRO SIQUEIRA CHAVES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), JULIO CESAR OLIVEIRA DIAS (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), ADRIANO GRÔPPO FELIPPE (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV)


A presença de larvas de Taenia saginata (Cysticercus bovis) nos tecidos de bovinos resulta numa moléstia conhecida como cisticercose bovina. Esta doença vem sendo considerada como um dos principais problemas nos matadouros-frigoríficos devido à depreciação de vísceras (coração) e músculos dos animais acometidos e a riscos para a saúde pública. Portanto, as pesquisas na área se desenvolveram visando elucidar as medidas de controle e aprimorar os métodos de diagnóstico laboratorial para detecção da doença; isto, por meio da coleta sangüínea de bovinos destinados ao abate. Esta pesquisa teve-se como objetivo geral estudar o comportamento imunológico de diferentes grupos de bovinos imunizados, portadores de cisticercose experimentalmente e naturalmente e não infectados, visando a avaliação, e posterior sugestão, de uma proposta de diagnóstico sorológico da cisticercose bovina pelo teste ELISA, utilizando diferentes tipos de antígenos de T. crassiceps (total, vesicular e membranar) e de T. saginata (total). Os resultados das densidades ópticas de cada soro, após análise no software Microsoft Excel® e no programa SAEG®, indicaram resposta imunológica mais acentuada naqueles animais infectados experimentalmente quando comparados aos infectados naturalmente. Quanto à comparação de soros de animais infectados experimental e imunizados, não houve diferença significativa, assim como entre os diferentes antígenos. Concluiu-se que o teste ELISA é eficaz em casos de infecção maciça/experimental, mas não em discreta/natural, apresentando baixa sensibilidade no segundo caso. Indica-se, assim, maior aprofundamento nessa mesma linha de pesquisa para que se encontre um modelo diagnóstico mais viável, por meio do teste ELISA ou outros, que possa ser utilizado no próprio abatedouro, durante a inspeção ante-mortem.
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DIREITOS E SAÚDE SEXUAL REPRODUTIVA E RELAÇÕES DE GÊNERO: REFLEXÃO E MOBILIZAÇÃO NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE

SILVANO SOUZA DIAS (Bolsista PIC-CAIXA/UFV), PAULA DIAS BEVILACQUA (Orientador/UFV), MARIA DE FATIMA LOPES (Co-orientador/UFV), MARISA BARLETTO (Co-orientador/UFV), Alice Inês de OIiveira e Silva (Voluntário/UFV), ELENIZ SOARES LISBOA (Estagiário voluntário/UFV), ALICE ASSIS CARVALHO (Estagiário voluntário/UFV)


O presente trabalho teve por objetivo analisar e organizar em áreas temáticas as representações de usuárias e Agentes Comunitárias do PSF de Amoras sobre saúde e direitos sexuais reprodutivos e relações de gênero, assim como a construção de textos temáticos, de modo que sejam instrumentos significativos para o trabalho das Agentes Comunitárias de Saúde. A metodologia consistiu na elaboração de textos ilustrados destinados às gestantes e usuárias e às agentes de saúde sobre os direitos das gestantes tendo por base trabalhos já desenvolvidos pelo Núcleo Interdisciplinar de Estudos de Gênero (NIEG) naquele bairro. As ilustrações que compõem o texto foram confeccionadas com base em fotografias e representações locais da comunidade. Após a elaboração da primeira versão do material, partiu-se para o trabalho de campo objetivando coletar impressões e opiniões de usuárias e profissionais de saúde do PSF Amoras, buscando uma melhor adaptação ao contexto da comunidade e dos profissionais de saúde, além de observar o alcance do material na mobilização e no fomento do debate entre esses atores. Os resultados alcançados nos permitiram constatar que, ao ler o material, as mulheres expressaram suas experiências vividas ao longo da gestação, relatando momentos em que seus direitos foram desrespeitados, além de constrangimentos e, até mesmo de dor. Além disso, as usuárias expressaram certo descrédito em relação à efetivação de seus direitos o que mostra que há um grande distanciamento entre a legislação e seu cumprimento efetivo. Com relação à impressão dos profissionais sobre o material informativo/instrucional destinado às agentes de saúde, pudemos identificar alguns obstáculos em relação à concretização dos princípios da integralidade e da educação. Pelas falas desses profissionais, percebeu-se uma visão da usuária e da gestação apenas sob o ponto de vista biológico, ocorrendo um reducionismo do sujeito indo de encontro aos princípios da integridade e educação em saúde.


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