Ufv / XVIII sic / outubro de 2008 / veterinária


UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / VETERINÁRIA CCB



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AVALIAÇÃO DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO EM CÃES ANESTESIADOS COM ACEPROMAZINA, PROPOFOL E ISOFLURANO

RENATA CASTRO NEHME (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), PAULO RENATO DOS SANTOS COSTA (Orientador/UFV), EVANDRO SILVA FAVARATO (Não Bolsista/UFV), MARIA VERONICA DE SOUZA (Colaborador/UFV), LUIZ GONZAGA POMPERMAYER (Colaborador/UFV)

O refluxo gastroesofágico (RGE) é a causa mais comum de esofagite no cão. Ocorre quando os mecanismos para sua contenção apresentam-se insuficientes, permitindo que o conteúdo gastro-duodenal reflua em direção ao esôfago em condições não fisiológicas. O RGE durante a anestesia geral é a causa mais comum de esofagite e da formação de estenose esofagiana no cão. A maioria dos fármacos anestésicos reduz o tônus do esfíncter gastroesofágico e interferem no mecanismo normal de esvaziamento esofágico, predispondo ao desenvolvimento do refluxo. Este projeto teve como objetivo estudar a incidência de refluxo gastroesofágico em cães anestesiados com acepromazina, propofol e isoflurano durante ovariosalpingohisterectomia eletiva, além de incentivar a castração de cadelas visando o controle populacional de cães errantes no município de Viçosa e micro-região. Foi mensurado o pH esofágico de 30 cadelas hígidas durante o procedimento cirúrgico através da introdução de um eletrodo sensível às oscilações de pH, na luz esofágica, a 5 cm do limite superior do esfíncter gastroesofágico que permaneceu ligado a um aparelho de registro. O refluxo gástrico foi caracterizado pela queda do pH intra-esofágico a valores inferiores a 4 (refluxo ácido) ou pela elevação a valores superiores a 7,5 (refluxo alcalino). Foi constatado RGE em 63,33% dos animais (19 animais), sendo que dentro deste grupo 5,23% apresentou RGE ácido e 94,73% apresentou RGE alcalino. Pela endoscopia realizada imediatamente após a cirurgia, visualizou-se conteúdo no esôfago sugerindo RGE em 5 animais, representando 26,31%. Em 47,36% dos animais com RGE, os refluxos tiveram início após a indução. Pelos resultados obtidos, conclui-se que o RGE é freqüente em cães durante anestesia geral e estimulam o desenvolvimento de um protocolo terapêutico que reduza a incidência do RGE, proporcionando uma recuperação pós-operatória mais segura e confortável para o animal.


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AVALIAÇÃO DOS CASOS DE NEOPLASIAS TESTICULARES EM CÃES DIAGNOSTICADOS NO SERVIÇO DE PATOLOGIA VETERINÁRIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

BRENO SOUZA SALGADO (Estagiário voluntário/UFV), GABRIEL DOMINGOS CARVALHO (Não Bolsista/UFV), FABRÍCIO LUCIANI VALENTE (Bolsista FAPEMIG/UFV), JOAO CARLOS PEREIRA DA SILVA (Colaborador/UFV), MARLENE ISABEL VARGAS VILORIA (Orientador/UFV)

As neoplasias testiculares são mais comuns em cães do que em outras espécies de animais domésticos. As neoplasias testiculares mais freqüentes são sertolioma, leydigocitoma e seminoma, sendo rara a ocorrência de metástases. O objetivo deste trabalho foi analisar a freqüência e a idade média de acometimento dos processos neoplásicos em testículos de cães atendidos diagnosticados pelo Serviço de Patologia Veterinária do Departamento de Veterinária (DVT) da Universidade Federal de Viçosa (UFV), no período entre os anos de 2003 e 2007. Os materiais recebidos pelo Laboratório de Histopatologia do DVT/UFV são provenientes de procedimentos cirúrgicos de orquiectomia e exames pós-morte de animais com alterações testiculares, encaminhados por médicos veterinários autônomos ou recolhidos pelo Setor de Clínica e Cirurgia do Hospital Veterinário da UFV. Os materiais foram fixados em solução de formol a 10%, incluídos em parafina e cortados em micrótomo para posterior leitura à microscopia de luz. Foram diagnosticados 10 casos de neoplasias testiculares em caninos, sendo seis seminomas, três sertoliomas e um leydigocitoma. Um mesmo animal apresentou simultâneamente, sertolioma e seminoma. Dos animais com seminoma, dois eram criptorquídicos. Por sua vez, um animal acometido por sertolioma possuía testículo ectópico. Do total de animais com seminoma, três apresentavam o testículo contralateral ao neoplásico atrofiado. De todos os casos diagnosticados, somente um animal possuía menos de cinco anos de idade, sendo um cão da raça Pinscher que apresentou ambos os testículos neoplásicos acometidos por seminoma. A idade média para ocorrência de neoplasias de testículos foi de 10 anos. Metástases não foram relatadas. Assim, conclui-se que a maior parte dos tumores testiculares tende a acometer animais idosos, enquanto que animais com criptorquidismo possuem risco aumentado de desenvolver neoplasias testiculares.
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AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DE ETIDRONATO, PRAVASTATINA, SINVASTATINA E IPRIFLAVONA ATRAVÉS DA MORFOMETRIA E DENSIDADE EM TIBIAS FRATURADAS E OSTEOPORÓTICAS D

MARIELLA DIAS RIBEIRO (Estagiário voluntário/UFV), RODRIGO LUIZ FAZZA (Estagiário voluntário/UFV), JULIANA FRANÇA MONTEIRO DE MENDONÇA (Estagiário voluntário/UFV), THIAGO LUIZ MENDES ARCEBISPO (Estagiário voluntário/UFV), ALOISIO DA SILVA PINTO (Orientador/UFV), GLÁUCIA GUIMARÃES AMARAL (Estagiário voluntário/UFV)


A osteoporose é uma condição caracterizada por redução da massa óssea e desorganização da microarquitetura, com conseqüente redução da força do osso, resultando em fraturas espontâneas ou após pequenos traumatismos. Este experimento objetivou verificar os efeitos de etidronato, pravastatina, sinvastatina e ipriflavona através da morfometria e da densidade na reparação de fraturas em ratas osteoporóticas induzidas com dexametasona. Foram utilizadas 36 ratas da raça Wistar, adultas, pesando em média 250g. A indução osteoporótica com dexametasona foi feita por via intramuscular, na dose de 7,5 mg/Kg de peso corporal, uma vez por semana, durante cinco semanas. Passado este período, os animais, anestesiados, foram submetidos à fratura fechada, sendo em seguida distribuídos aleatoriamente em seis grupos experimentais de seis animais. O grupo 1, controle, foi composto por ratas normais submetidas somente ao procedimento de fratura; a partir do grupo 2, houve o uso de glicocorticóide e o procedimento de fratura, sendo que os grupos 3, 4, 5 e 6 receberam os medicamentos etidronato (0,25mg/Kg) , pravastatina (1mg/Kg), sinvastatina (1,2mg/Kg) e ipriflavona (100mg/Kg), respectivamente, por via oral, diariamente, durante 30 dias. Aos 35 dias após a fratura, os animais foram eutanasiados, coletando-se tíbias para estudo. Análise morfométrica foi realizada com medidas de comprimento, espessura e diâmetro do calo ósseo (DCO) das tíbias, realizadas com um paquímetro. Além disso, foram efetuadas aferições da densidade desses ossos que ocorreram através da relação dos valores de pesagem e deslocamento de líquido em recipiente graduado. Os resultados mostraram não haver diferenças significativas nos comprimentos e espessuras entre os grupos. No entanto, observou-se diferenças significativas nos valores do DCO e densidade entre o grupo controle e glicocorticóide, bem como nos grupos tratados com fármacos em relação ao glicocorticóide. Estes resultados evidenciam as ações favoráveis dos medicamentos sobre a recuperação das fraturas em animais osteoporóticos.


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AVALIAÇÃO HISTOPATOLÓGICA DA TENDINITE EM EQÜINOS TRATADOS COM O PLASMA RICO EM PLAQUETAS (PRP).

YAME FABRES R. S. SILVA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), MARIA VERONICA DE SOUZA (Orientador/UFV), LEANDRO MAIA (Bolsista CAPES/UFV), AECIO CARLOS DE OLIVEIRA (Colaborador/UFV), GERALDO ELENO SILVEIRA ALVES (Colaborador/), JOSE IVO RIBEIRO JUNIOR (Colaborador/UFV), LAERCIO DOS ANJOS BENJAMIM (Colaborador/UFV), BRUNA MOTA ZANDIM (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), JOAO GABRIEL DA SILVA NEVES (Estagiário voluntário/UFV), JOSE DO CARMO LOPES MOREIRA (Colaborador/UFV)

 O objetivo desse estudo foi avaliar a eficácia do plasma rico em plaquetas (PRP) no tratamento da tendinite eqüina, no que se refere à qualidade da cicatrização, mediante avaliação histopatológica. Foram utilizados seis eqüinos hígidos machos castrados, com idade entre oito e 15 anos. A tendinite do tendão do músculo flexor digital superficial (TFDS) foi provocada em ambos os membros torácicos (MTs), mediante a administração intratendínea de 2,5 mg de colagenase. Doze dias após a indução da tendinite foi realizada administração local de 2,5 mL de PRP (320.000 a 500.000 plaquetas.µL-1) no TFDS direito (grupo tratado - GT). Na tendinite do TFDS esquerdo (grupo controle - GC) foram administrados 2,5 mL de NaCl a 0,9%. Trinta e seis dias após a realização do tratamento, procedeu-se à biópsia em ambos os MTs. Os fragmentos colhidos foram corados com hematoxilina-eosina, Tricrômico de Masson e Picrosirius Red. As seguintes variáveis foram estudadas: quantidade e características dos fibroblastos, presença e tipo de infiltrado inflamatório, neovascularização, aparência da matriz extracelular (paralelismo das fibras colágenas e organização tecidual), que foram classificadas em intensidade numa escala de 0 a 3. No GT, o TFDS apresentou-se mais (P<0,05) organizado, com fibras colágenas e fibroblastos melhor dispostos na matriz, enquanto que no GC observou-se uma disposição mais irregular dos mesmos. Observou-se predomínio (P<0,05) de fibroblastos com morfologia alongada no GT e fibroblastos arredondados no GC. A análise qualitativa demonstrou menor (P<0,05) atividade fibroblástica no GT, que não foi confirmada (P>0,05) na análise quantitativa. A maior organização tecidual, o predomínio de fibroblastos alongados e a menor atividade fibroblástica verificados no GT (P<0,05) durante a análise qualitativa sugerem maior maturidade do tecido cicatricial em relação ao do GC. O PRP promove reparação tecidual uniforme e organizada; o exame histopatológico é um método de monitoração eficaz no processo de reparação tendínea.

 


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AVALIAÇÃO IN VITRO DA TOXICIDADE DE DIFERENTES MATERIAIS LABORATORIAIS USADOS NO PROTOCOLO DE CANGELAMENTO DO SÊMEN CANINO

DANIEL QUEIROZ FRANÇA (Estagiário voluntário/UFV), MOACIR CARRETTA JUNIOR (Bolsista outra Instituição/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Bolsista outra Instituição/UFV), SIMONE SCARPIN DE SÁ (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

Embora o primeiro nascimento de filhotes com o uso de sêmen congelado na espécie canina date de 1969, ainda hoje a eficiência do uso de sêmen canino descongelado é mais baixa que a observada nas outras espécies. Muitos fatores influenciam a qualidade do sêmen através do processo de criopreservação, entre eles destaca-se o tipo de material que entra em contato com o sêmen durante o processo de congelamento. Existem relatos de um possível efeito tóxico exercido pelo látex e pela água sobre amostras de sêmen. No presente trabalho foi avaliada a possibilidade de materiais feitos à base de látex, como luva e êmbolo da seringa, água e massa de modelar, usada para vedar palhetas, influenciar negativamente a qualidade do sêmen durante seu congelamento. Doze ejaculados de um mesmo animal foram avaliados segundo volume, aspecto físico, vigor e motilidade. Após análise o sêmen foi diluído em meio Tris-citrato-ovo, dividido em cinco frascos tipo eppendorf com alíquotas iguais e submetidos ao banho-maria à temperatura de 38° C. Amostras de massa de modelar, água, luva de latéx e êmbolo de seringa foram adicionadas aos frascos, deixando-se um frasco ausente de amostra. Foi realizado o teste de termorresistência durante duas horas, sendo que, a cada quinze minutos, as alíquotas foram avaliadas segundo vigor e motilidade. Pouca influencia foi observada das diferentes amostras sobre a qualidade espermática das aliquotas submetidas aos diferentes materiais testados nos primeiros tempos amostrados, sendo que os fragmentos de luva de latex apresentaram os maiores efeitos deletérios sobre o vigor e a motilidade nos tmpos mais avançados do teste de termoresistência.


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AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DOS CAMPOS PULMONARES DE GATOS ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA COM SUSPEITA DE LESÕES PULMONARES NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2008

RAUL FELIPE DORNAS (Bolsista FUNARBIC/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), SÂMARA TURBAY PIRES (Não Bolsista/UFV)

O significado dos quadros radiográficos dos campos pulmonares pode ser de difícil avaliação. A vantagem da identificação do padrão radiográfico nos exames é que a atenção é dirigida para a estrutura anatômica alterada, facilitando sobremaneira a sugestão de razões lógicas para as alterações visibilizadas. Nesse trabalho foram estudadas radiografias torácicas de gatos com suspeita de alterações pulmonares atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Viçosa no 1º semestre de 2008. Foram avaliados 6 animais nesse período, sendo 3 (50,00%) fêmeas e 3 (50,00%) machos; 5 (83,33%) não possuíam raça definida e 1 (16,67) era Siamês; 2 (33,33%) com menos de um ano de idade, 2 (33,33%) com idades entre 1 e 5 anos, 1 (16,67%) com idade superior a 5 anos e 1 (16,67%) com idade não informada. Dos 6 gatos avaliados apenas 1 (16,67%) não apresentou alterações pulmonares. Dos demais, 1 (16,67%) apresentou apenas padrão intersticial, 1 (16,67%) apenas padrão alveolar, 1 (16,67%) apenas padrão brônquico, 2 (33,32%) apresentaram quadro misto, um deles intersticial e alveolar e o outro intersticial e brônquico. Os achados radiográficos que classificaram os campos pulmonares como intersticial, alveolar e brônquico são apresentado a seguir; nesse item os achados que classificaram os campos pulmonares como quadro misto estão inseridos em cada padrão individualmente. Portanto, dos 3 casos de padrão intersticial encontrados, 3 (100,00%) apresentaram aumento difuso da radiopacidade pulmonar e 3 (100,00%) apresentaram visibilidade dos vasos dificultada; dos 2 casos de padrão alveolar, 2 (100,00%) apresentaram aspecto enevoado, 2 (100,00%) consolidação pulmonar e 2 (100,00%) broncogramas aéreos; dos 2 quadros de padrão brônquico 2 (100,00%) apresentaram espessamento da parede brônquica. A manutenção desse estudo nos próximos anos deve aumentar a casuísta, tornado possível uma melhor visualização do panorama da situação das lesões pulmonares detectadas radiograficamente nesses animais. (Bolsa Funarbic – Projeto Registrado n. 50501156615). (FUNARBE )

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CARACTERÍSTICAS MICROBIOLÓGICAS DE QUEIJO FRESCAL PRODUZIDO COM LEITE CRU COMERCIALIZADO INFORMALMENTE NO BRASIL

PAULA MENDONÇA MORAES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), GABRIELA NOGUEIRA VIÇOSA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), ANDERSON KEIZO YAMAZI (Estagiário voluntário/UFV), MARIA BEATRIZ TASSINARI ORTOLANI (Bolsista CAPES/UFV), LUIS AUGUSTO NERO (Orientador/UFV)

O queijo frescal é um dos mais apreciados no Brasil, sendo comumente produzido de forma artesanal a partir de leite cru em pequenas propriedades rurais, muitas vezes sob condições inadequadas de higiene. Considerando a importância da produção e comercialização de queijo frescal a partir de leite cru, este trabalho tem como objetivo determinar a qualidade microbiológica deste produto. Foram avaliadas 55 amostras de queijos frescal comercializados informalmente no município de Viçosa-MG, coletadas em mercados e feria livre, e submetidas diluição seriada em escala decimal (com NaCl 0,85%) para enumeração dos seguintes microrganismos indicadores: aeróbios mesófilos (AM) através de PetrifilmTM AC (35ºC por 24-48h), coliformes totais (CT) e Escherichia coli (EC) através de PetrifilmTM EC (35ºC por 24-48h) e estafilococos coagulase positivo (SCP) com ágar Baird Parker (35ºC por 48h) e confirmação por prova de coagulase. Os resultados finais obtidos foram expressos em UFC/g e comparados com padrões oficiais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Ministério da Saúde (ANVISA). Todas as amostras apresentaram contagens de AM acima de 106 UFC/gr, além de altas contagens de CT (entre 1.0 x 103 e 1.8 x 108 UFC/gr) e EC (entre 1.0 x 102 e 3.5 x 106 UFC/gr). Foi verificada contagem de SCP em níveis acima de 104 UFC/gr em 17 (30,9%) amostras. Ao comparar os resultados obtidos com os parâmetros oficiais determinados pelo MAPA e pela ANVISA, verificou-se que 50 (90,9%) e 34 (61,8%), respectivamente, amostras seriam classificadas como impróprias para consumo. Estes resultados sugerem a baixa qualidade microbiológica do leite cru e condições insatisfatórias de higiene durante a produção das amostras, enfatizando a necessidade de um serviço de inspeção adequado desde a produção até a comercialização, a fim de garantir ao consumidor o fornecimento de um produto com qualidade.
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CARACTERÍSTICAS QUANTITATIVAS E QUALITATIVAS DO SÊMEN IN NATURA DE VARRÕES DA RAÇA PIAU (Sus scrofa)

HUGO HIDEKI SHIOMI (Estagiário voluntário/UFV), MAURÍCIO HOSHINO DA COSTA BARROS (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), JOSE DOMINGOS GUIMARAES (Orientador/UFV), SIMONE ELIZA FACIONI GUIMARAES (Co-orientador/UFV), LINCOLN DA SILVA AMORIM (Bolsista FAPEMIG/UFV), PAULO SAVIO LOPES (Colaborador/UFV), RENATA VERONEZE (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), ERICK FONSECA DE CASTILHO (Não Bolsista/UFV)

 No Brasil, a raça Piau (Sus scrofa) é considerada a melhor e mais importante raça naturalizada nacional, sendo a que agrega o maior número de estudos e trabalhos publicados. Entretanto, diante das vantagens oferecidas pelas raças especializadas estrangeiras, as raças nativas foram sendo relegadas a um segundo plano de importância, de modo que a maioria das referências bibliográficas inerentes à raça disponíveis atualmente são antigas e escassas. Sendo assim, o presente trabalho foi realizado no intuito de caracterizar aspectos andrológicos da raça, na tentativa de contribuir com o conhecimento de sua fisiologia reprodutiva. Foram coletados 12 ejaculados de quatro machos adultos da raça Piau, instalados na Granja de Melhoramento Genético de Suínos da UFV. Após as avaliações de volume e aspecto dos ejaculados, procedeu-se com a determinação da motilidade, vigor, morfologia e concentração espermáticas, com o auxílio de um microscópio com contraste de fase. O volume dos ejaculados apresentou variações entre 200 e 300 mL, com aspecto sempre variando de soroso a leitoso. A concentração espermática média encontrada foi de 34,85±13,55 bilhões de espermatozóides por ejaculado. Os resultados médios de motilidade e vigor espermáticos foram de 82,08±6,20 e 3,54±0,54, respectivamente. Na morfologia espermática, a porcentagem média de defeitos totais foi de 7,75±0,02 por ejaculado, sendo que nenhuma alteração morfológica individual ultrapassou limites de 5%. Comparativamente, as características físicas e morfológicas do sêmen dos animais utilizados apresentaram padrão semelhante ao de suínos de linhagens comerciais. No entanto, verificou-se que as características seminais quantitativas (volume e concentração espermática) dos varrões estudados mostraram-se aparentemente inferiores às variações encontradas na literatura para as raças melhoradas, sendo explicados pelo menor peso corporal e menores dimensões testiculares presentes nos machos da raça Piau. Contudo, conclui-se que os ejaculados desses animais possuem ótima qualidade, cumprindo com os requisitos mínimos estabelecidos pelo Colégio Brasileiro de Reprodução Animal.
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CARCINOMA ESPINOCELULAR EM CÃO: RELATO DE CASO

ANNA CAROLINA DO NASCIMENTO FRAZÃO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), EROTIDES CAPISTRANO DA SILVA (Bolsista CAPES/UFV), RENATO BARROS ELEOTÉRIO (Bolsista FAPEMIG/UFV), Priscila Curso Almeida (Voluntário/)

O carcinoma espinocelular ou epidermóide é um tumor maligno que se origina do epitélio escamoso estratificado. Como os demais carcinomas, tem uma propensão a fazer metástase nos linfonodos regionais, e daí para os órgãos viscerais. A causa não é conhecida mas existe uma relação entre irradiação solar e a ocorrência do carcinoma epidermóide em animais de pele branca.O objetivo do presente trabalho foi discutir o caso de um cão atendido no HOV da UFV diagnosticado com carcinoma epidermóide, já que este é o mais comum carcinoma de pele e ocorre com alguma freqüência em todas as espécies domésticas. O animal da raça Pitbull e pelagem branca foi encaminhado ao Hospital Veterinário do DVT/UFV com queixa de três lesões de pele ulceradas que não cicatrizavam. Foi feita a anamnese, na qual foi relatado que as lesões se iniciaram no membro pélvico esquerdo e tiveram um crescimento rápido. Usou-se Lepesid® duas vezes ao dia como tratamento, porém não se obteve sucesso. Foi procedido o exame físico e as lesões foram mapeadas na ficha dermatológica. Solicitaram-se exame de sangue e citologia como exames complementares. Ao exame de sangue se observou uma moderada anemia e no exame citológico foram encontradas células com núcleos maiores, nucléolos mais evidentes apresentando certas deformidades, o que levou ao diagnóstico de possível carcinoma espinocelular. O tratamento escolhido foi a técnica cirúrgica para se retirar os três tumores ulcerados. O animal teve uma parada cardiorespiratória no trans-operatório e não sobreviveu. À necropsia e na avaliação histopatológica foram encontradas metástase pulmonar, possivelmente responsável pelo óbito. Portanto, como citado na literatura, o tumor, por ser maligno, é bastante agressivo e apresenta crescimento rápido e freqüente metástase, o que torna o prognóstico desfavorável. O tratamento precoce é, então, essencial para que se tenha uma boa evolução do quadro.
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CASUÍSTICA DE SOLTURA E REABILITAÇÃO DE ANIMAIS SILVESTRES REALIZADAS PELO CETAS-UFV

CLARICE SILVA CESÁRIO (Estagiário voluntário/UFV), AUGUSTO RENAN ROCHA SEVERO DOS SANTOS (Estagiário voluntário/UFV), VANESSA LUÍSA MARINHEIRO SILVA (Estagiário voluntário/UFV), Bruno Péricles (Estagiário voluntário/UNIVIÇOSA), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Estagiário voluntário/UFV), THAIS DE FARIA E SOUSA LOPES TRINDADE (Não Bolsista/UFV), ANTONIO CARLOS CSERMAK JUNIOR (Bolsista outra Instituição/UFV), EDUARDO COSTA ÁVILA (Bolsista outra Instituição/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Bolsista outra Instituição/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

A fragmentação florestal, a perda de habitat e a cultura de criação de animais silvestres como “pets” são as principais causas do crescente número de animais encontrados com problemas e encaminhados a centros conservacionistas como o CETAS-UFV (Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Viçosa). Esta instituição tem por objetivo receber, triar, tratar e encaminhar animais silvestres. Pensando na destinação destes animais criou-se um núcleo de reabilitação e soltura de animais silvestres neste centro de triagem, visando à discussão acerca das condições físicas e comportamentais e também da capacidade de retorno à vida livre destes. Este trabalho se propõe a relatar a casuística de soltura e reabilitação, realizadas pelo CETAS-UFV, desde sua criação, no ano de 2000. Para a realização deste trabalho foram analisadas rigorosamente as informações contidas nos arquivos desta instituição. Dos animais recebidos pelo CETAS-UFV, 80,5% são aves, destacando-se os passeriformes (59,4%) e os psitaciformes (22%). Dos 1695 animais registrados no CETAS-UFV, 90,4% foram encaminhados, sendo que 21,9% deles foram destinados à soltura. As aves são os animais com maior retorno à natureza (88,4%) e dentre elas, os passeriformes representam a maioria dos casos de soltura (90,9%). Neste grupo estão incluídos os canários-da-terra, Sicalis flaveola, (37,7%), os trinca-ferros, Saltator similis, (23,7%) e os coleiros, Sporophila caerulescens, (15,5%). A compilação dos dados sobre a casuística de soltura e reabilitação é de suma importância para se projetar protocolos adequados e para traçarmos objetivos que visem o aumento do tempo de sobrevivência das espécies, o restabelecimento de espécies-chave, o aumento do montante da biodiversidade e, principalmente, a busca pelo equilíbrio ambiental.

 

 




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