Ufv / XVIII sic / outubro de 2008 / biologia geral



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UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / BIOLOGIA GERAL CCB



AVALIAÇÃO DO RISCO AMBIENTAL CAUSADO PELOS AGROTÓXICOS ÀS ABELHAS (HYMENOPTERA: APIDAE): TOXICIDADE AGUDA.  

IAN LUIZ WILLACH GALLIEZ (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), LUCIO ANTONIO DE OLIVEIRA CAMPOS (Orientador/UFV)  

As ações dos agentes polinizadores são elementos cru­ciais no funcionamento de muitos ecossistemas terrestres, incluindo os agrícolas, porém o uso irracional de inseticidas nos agroecossistemas tem sido um dos fatores responsáveis pelo desequilíbrio das populações de abelhas. O presente trabalho avaliou o risco do uso dos inseticidas agrícolas Decis® (i.a. Deltametrina) e Tracer® (i.a. Spinosade) para as populações de abelhas nativas das espécies Trigona spinipes, Scaptotrigona xanthotricha e Partamona helleri. Esta informação é importante porque possibilita a melhor compreensão de como estes inseticidas afetam os polinizadores bióticos, de modo que seu impacto seja minimizado e a polinização mediada por essas abelhas não seja prejudicada. A determinação da dose letal das formulações de inseticidas foi realizada conforme o protocolo OECD n°. 213, que estabelece um método de laboratório elaborado para avaliar a toxicidade de pesticidas em abelhas operárias adultas. O experimento consistiu em fornecer doses do inseticida, diluído em xarope (solução de açúcar e água, 50% p/v), às abelhas selecionadas em grupos de 10 abelhas provenientes de uma colônia saudável, e em estado fisiológico íntegro. Após a ingestão as abelhas foram mantidas em recipientes bem ventilados e com alimento (Xarope), oferecido à vontade. Os ensaios foram conduzidos em uma incubadora na ausência de luminosidade à temperatura de 30 + 2°C e tiveram duração entre 48h e 96h. As avaliações da letalidade e de efeitos comportamentais foram realizadas após 4h, 24h e 48h. Os ensaios foram realizados em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições, seguida de Análise de Variância (ANOVA) dos dados, e para a estimativa de DL50, o método de Probit foi utilizado. Em uma comparação interespecífica a espécie A. mellifera (0,07 µg/abelha) apresentou ser ligeiramente mais susceptível a Deltametrina do que a espécie Trigona spinipes (0,357 µg/abelha) sendo, entretanto, menos sensível que as espécies Scaptotrigona xanthotricha (0,158 µg/abelha) e Partamona helleri (0,013  µg/abelha). Em uma comparação dos dados com Spinosate, os resultados obtidos indicaram que a espécie T. spinipes (0,456 µg/abelha) apresentou uma maior resistência em relação à P. helleri (0,029 µg/abelha) e S. xanthotricha (0,002 µg/abelha). Estes resultados indicam que em níveis de classificação toxicológica estes produtos são considerados altamente tóxicos a estas abelhas.


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DISCRIMINAÇÃO DE DIFERENTES POPULAÇÕES CELULARES EM LESÕES INTRA-EPITELIAIS CERVICAIS POR MEIO DA CITOMETRIA DE IMAGEM  

CHRISTIANE ELIZA MOTTA DUARTE (Bolsista IC /projeto/UFV), CARLOS ROBERTO DE CARVALHO (Orientador/UFV)

O câncer de colo uterino é o segundo tipo de tumor mais comum entre as mulheres e é responsável pelo óbito de, aproximadamente, 230 mil indivíduos por ano.  A metodologia convencional para seu diagnóstico – o exame de Papanicolaou – apresenta alta proporção de falso-negativos que variam de 2 a 62%. A instabilidade genética é uma das causas do câncer cervical. Desse modo, a citometria de imagem, que quantifica o conteúdo de DNA de núcleos e cromossomos, mostra-se  uma ferramenta diagnóstica complementar às análises laboratoriais de rotina por sua capacidade de discriminar diferenças de ploidia, principalmente entre amostras com número reduzido de células. É objetivo principal do presente trabalho padronizar esta metodologia nas condições do nosso laboratório e verificar a possibilidade de sua implantação. Lâminas de suspensão celular, contendo padrão interno e amostra, foram preparadas via citocentrífuga e coradas por meio da Reação de Feulgen. As imagens capturadas por uma câmera CCD conectada ao microscópio foram convertidas em valores de pixels, que são processados automaticamente pelo algoritmo de interpretação do software de análise de imagens, gerando valores de absorvância relacionados com a área - Densidade Óptica Integrada (DOI). Os valores de DOI foram reescalonados em termos de conteúdo absoluto e/ou relativo de DNA - valor C. A partir desses dados foram plotados histogramas nos quais se analisaram os picos G0/G1 e G2/M. Por meio da citometria de imagem discriminaram-se núcleos com conteúdo relativo de DNA que variou de 1,56 a 7,91. Com base nas diretrizes citadas por Bocking & Nguyen (2004) e pela ESACP, as populações celulares foram classificadas como: diplóides (1,96C e 2,01C), poliplóides (3,95C) e aneuplóides (1,56C; 4,87C; 5,81C; 7,03C e 7,91C). A detecção de núcleos com diferentes níveis de ploidia, reforça a utilidade da citometria de imagem como ferramenta auxiliar no diagnóstico  e prognóstico de lesões intra-epiteliais cervicais.

 


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ISOLAMENTO E PROPAGAÇÃO DE BACTERIÓFAGOS LÍTICOS ESPECÍFICOS PARA BACTÉRIAS CAUSADORAS DA MASTITE BOVINA  

VICTOR LOPES RIBEIRO FAVARO (Estagiário voluntário/UFV), TÁCIO FURTADO DE MATOS (Estagiário voluntário/UFV), ROBERTO SOUSA DIAS (Estagiário voluntário/UFV), PAMELA CRIVELLARI VIANA (Estagiário voluntário/UFV), ANGELO LIPARINI PEREIRA (Não Bolsista/UFV), MONIQUE RENON ELLER (Não Bolsista/UFV), SERGIO OLIVEIRA DE PAULA (Orientador/UFV)

A mastite bovina é a principal doença que acomete bovinos leiteiros, acumulando um prejuízo mundial de 35 bilhões de dólares/ano. Essa injúria, responsável pela redução brusca da produção de leite, é causada por diversas bactérias, destacando-se Staphilococcus aureus e Escherichia coli. Apesar da antibiótico-terapia ainda ser o tratamento mais utilizado tem-se buscado a utilização de terapias alternativas. Isso se deve a problemas como resíduos de antibióticos no leite e ao aparecimento de estirpes resistentes. A utilização de bacteriófagos, vírus que infectam bactérias, é denominada fagoterapia. Essa terapia tem como principais vantagens não produzir resíduos e ter baixa taxa de resistência adquirida pelas bactérias. O objetivo deste trabalho, realizado na UFV/Viçosa-MG, foi isolar e propagar bacteriófagos líticos específicos para E. coli e S. aureus. Foram coletadas amostras do centro de tratamento de água/SAAE. A elas adicionou-se a proporção de 58g/l de NaCl seguida de centrifugação a 12000g/15min/4ºC. O sobrenadante foi coletado, a ele adicionado a proporção de 10% (m/v) de PEG8000 e deixado durante a noite a 4ºC. Essas foram centrifugadas a 11000g/20min/4ºC, o sobrenadante descartado e o precipitado ressuspendido com clorofórmio e tampão de fagos. Após 12 horas 4ºC, as amostras foram centrifugadas a 10000/10min/4ºC e o sobrenadante com fagos coletado. Para averiguar a real existência dos fagos, estes foram adicionados a culturas de E. coli e de S. aureus e plaqueados em meio BHI para a formação de placas de lise. As particulas virais contidas nas placas foram adicionadas a novas culturas a fim de propagar um único fago isolado. Os resultados foram positivos, obtendo-se o isolamento e a propagação de bacteriófagos líticos específicos para E.coli e S.aureus. 

 

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MONTAGEM DE CASSETE DE SILENCIAMENTO VIA RNA DE INTERFERÊNCIA, DO GENE DA ESTAQUIOSE SINTAS

LUCAS SOUZA LOPES (Estagiário voluntário/UFV), LILIAN DA SILVA FIALHO (Bolsista/), SEBASTIAO TAVARES DE REZENDE (Co-orientador/UFV), EVERALDO GONCALVES DE BARROS (Orientador/UFV)

A soja é considerada excelente fonte de proteínas para uso na alimentação humana e animal. No entanto, existem fatores que limitam o seu consumo e de seus derivados. Os galactooligossacarídeos (GO), dentre os quais o mais abundante é a estaquiose, são responsáveis por distúrbios gastrointestinais em humanos. Técnicas de engenharia genética podem facilitar o desenvolvimento de novas variedades de soja com reduzido conteúdo de GO. Uma estratégia que vem sendo empregada para o silenciamento de genes específicos é o RNA interference. O objetivo deste trabalho foi a construção de um cassete de expressão para o silenciamento gênico da enzima estaquiose sintase (STS) de soja. O RNA total foi extraído de sementes da variedade comercial CAC-1 e o cDNA foi sintetizado por RT-PCR, usando oligo(dT) e primers degenerados desenhados a partir de seqüências conservadas disponíveis na literatura, do gene da STS de leguminosas. Um fragmento de 983 pb foi isolado, clonado e seqüenciado, demonstrando ser parte do gene da STS. Com base na seqüência desse clone, foram desenhados primers internos específicos para a amplificação de dois fragmentos de 386 pb, sendo um sense e outro antisense. Estes fragmentos foram clonados no vetor pGEM-T Easy e confirmados por meio de seqüenciamento. Em seguida, foram clonados no vetor de expressão pKANNIBAL flanqueados pelo promotor semente específico da beta-conglicinina e a região terminadora OCS, e espaçados pelo íntron Pdk. O cassete obtido foi transferido para os vetores pCAMBIA 3301 e pAC. Estes serão transferidos para o genoma de soja via Agrobacterium tumefaciens e via biobalística, respectivamente, visando silenciar o gene que codifica a enzima STS de soja, apenas em sementes. Espera-se que o silenciamento desse gene provoque uma redução no conteúdo total de GO em sementes de soja, diminuindo os efeitos detrimentais do consumo da soja e de seus derivados por humanos.

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COMPARAÇÃO CITOGENÉTICA DA FORMIGA PARASITA Acromyrmex ameliae E DAS SUAS HOSPEDEIRAS

LUÍSA ANTÔNIA CAMPOS BARROS (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), SILVIA DAS GRACAS POMPOLO (Orientador/UFV), CLÉA DOS SANTOS FERREIRA MARIANO (Co-orientador/), TEREZINHA MARIA CASTRO DELLA LUCIA (Co-orientador/UFV), RIVIANE RODRIGUES DA HORA (Bolsista FAPEMIG/UFV), JACQUES HUBERT CHARLES DELABIE (Colaborador)

A formiga Acromyrmex ameliae é parasita social de Acromyrmex subterraneus subterraneus e Acromyrmex subterraneus brunneus. O gênero Acromyrmex é caracterizado citogeneticamente por apresentar homogeneidade cariotípica. O objetivo deste trabalho foi descrever e comparar os cariótipos de A. ameliae e das hospedeiras com o intuito de enriquecer os conhecimentos sobre a citogenética de formigas neotropicais e da relação parasita-hospedeira. Foram estudadas nove colônias da parasita, que foram obtidas por meio de separação de formigueiros das subespécies parasitadas; três da hospedeira A. subterraneus subterraneus parasitadas e quatro de A. subterraneus brunneus, sendo uma parasitada e três não parasitadas. Foram analisados cinco indivíduos por colônia com 10 metáfases por indivíduo. As metáfases foram obtidas de gânglios cerebrais de pré-pupas. As lâminas foram coradas com Giemsa e submetidas ao fluorocromo CMA3 e à técnica de Banda C. Encontrou-se semelhança morfológica entre os cariótipos das subespécies hospedeiras: 2n=38 (2K=2M + 6SM + 20ST + 10A), e n=19 no macho de A. subterraneus brunneus. A. ameliae apresentou 2n=36 (2K=2M + 8SM + 20ST + 6A) nas fêmeas e n=18 nos machos em todas as colônias analisadas. A diferença consistiu em um par de cromossomos submetacêntricos na parasita sugerindo uma possível fusão entre cromossomos acrocêntricos. O par de cromossomos subtelocêntricos de maior tamanho das hospedeiras e da parasita apresentou marcação positiva no braço curto para o fluorocromo e para a Banda C, o que indicou uma região rica em pares CG e em heterocromatina e corresponde, possivelmente, à NOR. Não foram encontradas outras alterações cromossômicas, ou seja, possíveis híbridos, indicando estabilidade e isolamento reprodutivo entre parasita e hospedeiras. A variação numérica encontrada para A. ameliae, com 2n=36 pode apontar um mecanismo absolutamente original de especiação de uma parasita social. Os dados reforçam a utilização da citogenética como uma ferramenta adicional na caracterização de uma nova espécie.

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ANÁLISE DO COEFICIENTE DE VARIAÇÃO DE UM TESTE DE PROGÊNIE DE Eucalyptus grandis Hill ex Maiden (MYRTACEAE)  

DANIELLE SILVA PINTO (Bolsista outra Instituição/UFV), RAFAEL SIMÕES TOMAZ (Bolsista CAPES/UFV), ANA CAROLINA MOTA CAMPANA (Bolsista CAPES/UFV), COSME DAMIAO CRUZ (Orientador/UFV)

O coeficiente de variação (CV) constituiu-se numa estimativa do erro experimental, em relação à média geral do ensaio, e é uma estatística muito utilizada como medida de avaliação da qualidade experimental. Deste modo, o valor do CV é de extrema importância para a experimentação agrícola, permitindo a inferência adequada sobre o trabalho do pesquisador. Considera-se que quanto menor for à estimativa do CV, maior será a precisão do experimento e vice-versa, e, quanto maior a precisão (maior qualidade) experimental, menores diferenças entre estimativas de médias serão significativas. Neste contexto, este trabalho teve como objetivo avaliar a precisão experimental de quatro variáveis dendrométricas (altura, volume individual, Circunferência à Altura do Peito - CAP e Incremento Médio Anual - IMA) de um teste de progênie de Eucalyptus grandis Hill ex Maiden, localizados no Distrito de Monte Dourado-PA, com três anos de idade. O delineamento utilizado foi de blocos casualizados com 49 genótipos, 5 repetições e parcelas lineares com 5 plantas e um espaçamento de 3x2 m. A análise estatística foi realizada no programa GENES e utilizaram-se as médias dos sobreviventes por causa da alta taxa de mortalidade (38,45%) nas parcelas. A partir da análise de variância verificou-se que todas as características estudadas foram não-significativas ao nível 5% de probabilidade. Os valores de CV encontrados foram: altura 16.84%, volume individual 50.60%, CAP 22.34% e IMA 51.50%, comparando-se com as tabelas de CV de GARCIA (1989), são considerados alto a muito alto. Como provável conseqüência da baixa precisão, tem-se a incapacidade de detecção de variabilidade entre as progênies de eucalipto, a obtenção de valores de herdabilidade fora do intervalo de definição (valores negativos) e a impossibilidade da prática de seleção. (SIF)

 

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AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA DO SILENCIAMENTO DE GENES QUE CODIFICAM FATORES ANTINUTRICIONAIS EM SEMENTES DE SOJA

DENISE ÁLVARES PEREIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), BEATRIZ DE ALMEIDA BARROS (Bolsista CNPq/UFV), MARIA ANDRÉIA CORRÊA MENDONÇA (Bolsista CNPq/UFV), MAURILIO ALVES MOREIRA (Co-orientador/UFV), EVERALDO GONCALVES DE BARROS (Orientador/UFV)

As sementes de soja apresentam um alto teor protéico, sendo muito utilizadas na alimentação animal e humana. Apesar disso, as proteínas encontradas na semente desta leguminosa não são consideradas ideais por apresentarem baixo teor de metionina e lisina, além de fatores alergênicos e de inibidores de proteases. Dentre esses fatores antinutricionais estão a proteína alergênica P34 e os inibidores de protease do tipo Bowman-Birk (BBI). A técnica de interferência por RNA tem possibilitado o silenciamento completo ou em altos níveis de genes específicos. O silenciamento gênico desses fatores antinutricionais aumentaria a qualidade protéica da soja e a tornaria disponível para uma faixa mais ampla de consumidores. O objetivo deste trabalho foi o de avaliar a eficiência de cassetes de expressão na indução do silenciamento de genes que codificam a proteína P34 e o inibidor de protease do tipo BBI em embriões somáticos transformados. Os embriões foram induzidos e proliferados a partir de explantes cotiledonares imaturos de soja (cultivar CD219 RR), cultivados na presença de 2,4-D. Numa etapa seguinte, os embriões foram bombardeados com cassetes de silenciamento gênico para a P34 e o BBIA. O RNA total dos embriões foi extraído nos seguintes tempos após o bombardeamento: 0, 2, 4, 6, 12 e 24h. No ensaio de RT-PCR referente às amostras bombardeadas com o cassete de silenciamento gênico do BBIA, não foi possível detectar redução aparente no acúmulo de mRNA correspondente. Com base nesse padrão de acúmulo observado, pode-se inferir que a construção não foi capaz de ativar a rota de silenciamento pós-transcricional nas células dos embriões transformados. Já nas amostras bombardeadas com o vetor pKNP34, o acúmulo de mRNA correspondente ao gene que codifica a proteína P34 nos embriões transformados foi consistentemente menor, resultado da sua eficiência em induzir o silenciamento gênico.

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BIOLOGIA REPRODUTIVA E ESPERMATOGÊNESE DE MORCEGOS Molossus molossus (PALLAS, 1766), CAPTURADOS NA ZONA DA MATA (MG)

MARLI DO CARMO CUPERTINO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), SERGIO LUIS PINTO DA MATTA (Coordenador/UFV), DANIELLE BARBOSA MORAIS (Bolsista CAPES/UFV), LUCIANA COUTINHO DE OLIVEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Colaborador/UFV), MARIELLA BONTEMPO DUCA DE FREITAS (Colaborador/UFV)

Muito pouco é sabido a respeito das características reprodutivas de quirópteros, especialmente em nível histológico e Molossus molossus não é exceção. Isto motiva estudos que visem preencher as lacunas existentes relativas à sua biologia básica, como por exemplo, suas características gonadais. Assim, o presente trabalho teve como objetivo estudar a estrutura do testículo, caracterizar e quantificar o processo espermatogênico e realizar a morfometria dos componentes testiculares. Para isso, 14 animais adultos, foram capturados, pesados e decapitados para posterior coleta dos tecidos. Os testículos foram pesados em balança de precisão e fixados em Karnovsky por 24 horas, desidratados em álcool e incluídos em metacrilato (Historesin, Leica). Foram obtidas secções a 3 µm de espessura, coradas com azul de toluidina e borato de sódio 1% e montadas com Entellan-Merck e analisadas em microscópio de luz. Dos parâmetros analisados, verificou-se que macroscopicamente estes animais apresentam testículos pares e semelhantes entre si no tamanho e no peso e envolvidos externamente por cápsula conjuntiva. Microscopicamente estes se apresentam constituídos por túbulos seminíferos e tecido intersticial. Como valor de índice gonadossomático (IGS) encontrou-se 0,41±0,13, este mostrou-se maior que a média da maioria das espécies de mamíferos. Morfometricamente o testículo foi avaliado utilizando o programa de análise de imagem Image Pro Plus e a partir daí determinou-se a proporção entre túbulos seminíferos 88,02±5,09 e compartimento intertubular 11,98±5,09, tal espécie apresentou maior proporção de túbulos seminíferos, quando comparado a outros animais, conseqüentemente, seu compartimento intertubular foi menor que o encontrado nestas mesmas espécies. Os valores de diâmetro tubular 141,72±16,96, altura do epitélio seminífero 52,99±5,12 e comprimento total dos túbulos seminíferos por testículo 3,43±0,66 apresentaram-se abaixo dos limites médios observados na maioria dos mamíferos já estudados. Conclui-se então, que este menor investimento no compartimento tubular, caracterizado para a espécie, foi compensado por um maior investimento no compartimento intertubular.

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COMO CRIAR GRILOS EM LABORATÓRIO? TESTANDO HIPÓTESES DE COMPORTAMENTO E REPRODUÇÃO

GISLENE JOSELITA DE SOUZA FONSECA (Bolsista BIC-Júnior/UFV), CARLOS FRANKL SPERBER (Orientador/UFV)

Um gargalo para o estudo da ecologia de grilos no Laboratório de Orthopterologia do DBG, UFV, tem sido a manutenção e criação de grilos vivos em laboratório. Esta criação é fundamental para instrumentalizar o Laboratório, de forma a possibilitar o teste de diversas hipóteses comportamentais e reprodutivas. Este projeto visou responder à pergunta: “Por que determinadas formas de criação são mais bem sucedidas do que outras?”. Para responder a esta pergunta, foram montados frascos plásticos translúcidos, de de 50 cm x 30cm x 15 cm, onde foram colocados areia esterilizada, serapilheira esterilizada, e grilos, coletados no mesmo dia no campo. Os grilos foram alimentados com ração de peixe, acondicionada em tampinhas plásticas de 1.5 cm de diâmetro, com água, disponibilizada em chumaço de algodão umedecido, também acondicionado sobre tampinha plástica semelhante. O alimento foi trocado diariamente por alimento novo, e o algodão com água foi trocado em dias alternados. Os grilos foram vistoriados diariamente, ao longo de 20 dias. Após este período todos os grilos haviam morrido, e foram substituídos por 15 a 20 grilos, acompanhados pelo mesmo período. Além disto, a bolsista auxiliou na triagem de material coletado no projeto “Sazonalidade de grilos (Orthoptera: Grylloidea) em fragmento de floresta semidecidual”, separando grilos dos demais artrópodes. Na parte de criação de grilos, foi possível mantê-los vivos por 20 dias, na primeira tentativa, e por 120 dias na segunda tentativa. Acreditamos que uma das questões críticas, que aumentou a sobrevivência dos grilos em comparação com tentativas anteriores de criação foi a esterilização da areia. Além disto, observamos evidências de canibalismo, uma vez que observamos partes de grilos (pernas, troncos) nos frascos. Suspeitamos que isto ocorreu por falta de espaço em relação ao número de indivíduos.

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COMO GRILOS (Orthoptera: Grylloidea) RESPONDEM À SUCESSÃO FLORESTAL?

MAÍRA QUEIROZ REZENDE (Bolsista CAPES/UFV), CARLOS FRANKL SPERBER (Orientador/UFV)

Pouco se sabe sobre o efeito da regeneração florestal e sobre a riqueza e composição de grilos. Avaliamos como os grilos respondem à sucessão florestal. Testamos o pressuposto de que a abundância e riqueza de espécies de grilos aumentam com a idade dos fragmentos florestais. As hipóteses foram: (H1) a riqueza e/ou abundância de grilos aumentam com a disponibilidade de alimento; (H2) disponibilidade de abrigo; (H3) heterogeneidade de abrigo; (H4) umidade e (H5) heterogeneidade de habitat. Amostramos sete áreas de florestas estacionais semidecíduas com diferentes idades e um pasto. Marcamos transectos de 100m em cada área, onde foram enterradas 40 armadilhas contendo solução conservadora (álcool+formol+glicerina), recolhidas após 48 horas. Seis fragmentos foram amostrados em dias chuvosos e dois na estiagem. As variáveis explicativas coletadas foram: (H1) presença ou ausência de fungos e frutos na serapilheira e porcentagem de matéria orgânica no solo; (H2) profundidade da serapilheira; (H3) variação da profundidade de serapilheira; (H4) porcentagem de cobertura de dossel e (H5) variação da cobertura de dossel. A riqueza e a abundância de grilos só responderam significativamente sem os fragmentos coletados na estiagem: a riqueza diminuiu e a abundância aumentou com o tempo de sucessão. A riqueza de grilos diminuiu com a freqüência de fungos e não respondeu às outras variáveis. A abundância aumentou com a freqüência de fungos e com a cobertura de dossel, mas não respondeu às demais variáveis. A freqüência de fungos também aumentou com a cobertura de dossel, por isso sugerimos que fungos possam ser indicadores de umidade e não recurso para grilos. Os gêneros encontrados no fragmento mais antigo também estão presentes nas áreas com baixa cobertura de dossel. Por isso, sugerimos que as espécies sobreviventes à fragmentação e degradação de seus habitats recolonizaram as florestas regeneradas, enquanto as suscetíveis foram eliminadas da região.




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