Ufv / XVI sic / fevereiro-2007 / Biologia Geral / 468



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UFV / XVI SIC / FEVEREIRO-2007 / Biologia Geral / 476 
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ASPECTOS HISTOLÓGICOS DA PAREDE DO ESÔFAGO EM CINCO ESPÉCIES DE ANFÍBIOS DO MUNICÍPIO DE VIÇOSA, MG.

REZENDE, Maíra Queiroz (Estudante); COELHO JR, Rui José (Estudante); FONSECA, Cláudio Cézar (Orientador)



O esôfago, curto tubo que conecta a faringe ao estômago, tem mucosa revestida por epitélio cúbico a prismático, freqüentemente ciliado, intercalado por células caliciformes. Fragmentos do tubo digestivo de 33 exemplares de anuros (8 Dendropsophus minutus, 9 Scinax cuspidatus, 8 D. elegans, 4 Leptodactilus fuscus, 4 Bufo pombali), capturados nas matas da Biologia e na Fruticultura da UFV e na mata do Paraíso, em Viçosa, MG, foram eutanasiados no laboratório de Biologia Estrutural da Universidade Federal de Viçosa, sob autorização do IBAMA (nº 036/05 IBAMA RAN), e processados histologicamente desde a desidratação em série crescente de etanol (70 a 100 %), diafanização em xilol até a inclusão em parafina. Para cada fragmento foram obtidas 3 lâminas com 9 cortes, dispostos 3 a 3, seccionados à espessura de 4 micrômetros, em micrótomo rotativo manual. Os fragmentos obtidos foram corados segundo técnica de H-E. A região esofágica apresenta-se muito pregueada, sendo cada prega constituída pelas túnicas mucosa e submucosa. Na mucosa, o epitélio de revestimento é pseudoestratificado, ciliado, com células caliciformes, e repousa em uma lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo. Na porção inicial do esôfago a lâmina própria é mais evidente, com poucas glândulas que aumentam em quantidade nas porções média e final. A muscular da mucosa torna-se melhor visualizada em regiões mais próximas ao estômago, sendo possível distinguir uma dupla camada (circular interna e longitudinal externa). A submucosa é bem vascularizada e espessa, formada por conjuntivo com muitas glândulas. A túnica muscular é bem desenvolvida e, em regiões próximas ao estômago, a camada circular interna é bem mais espessa que a longitudinal externa. A serosa é visualizada como uma delgada camada conjuntiva revestida pelo mesotélio.




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