Ufv / XVI sic / fevereiro-2007 / Biologia Animal / 387



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UFV / XVI SIC / FEVEREIRO-2007 / Biologia Animal / 397 
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BIOLOGIA E FLUTUAÇÃO POPULACIONAL DA CIGARRINHA DO CARTUCHO DA CANA-DE-AÇÚCAR, Mahanarva rubicunda indentata (HEMIPTERA: CERCOPIDAE)

SANTANA, Ronan Carlos Saraiva (Bolsista-IC); VALVERDE, Alejandro Hipolito Pabón; PINTO, Walter Jorge; VILELA, Evaldo Ferreira (Orientador)



Dentre as principais pragas da cana-de-açúcar no Brasil, as cigarrinhas da família Cercopidae do gênero Mahanarva são altamente prejudiciais e de difícil controle. A espécie de cigarrinha Mahanarva rubicunda indentata, cigarrinha do cartucho da cana-de-açúcar tem-se apresentado em níveis populacionais elevados e ocasionado danos consideráveis nos canaviais da Zona da Mata de Minas Gerais. Apesar da sua importância econômica, não se têm conhecimentos da biologia e flutuação populacional desta espécie, que são fatores fundamentais para o manejo desta praga. Este trabalho teve como objetivos elucidar a biologia do inseto e determinar sua flutuação populacional. Para a caracterização das fases de desenvolvimento do inseto, foram desenvolvidos bioensaios em casa de vegetação enquanto que para a distribuição da cigarrinha, foram realizados levantamentos mensais durante dez meses de ninfas e adultos, em canaviais localizados no município de Urucânia – MG. Os resultados encontrados permitiram caracterizar o inseto, em suas diversas fases, mostrando que os adultos possuem dimensões médias de 11,1 mm de comprimento e 4,3 mm de largura máxima para o macho e 12,2 mm de comprimento e 4,8 de largura máxima para a fêmea. O número médio de ovos por postura foi de 27,7 ovos e o período de incubação foi de 38 a 190 dias, com maior freqüência entre 38 a 70 dias. A presença de diapausa nos ovos da espécie foi constatada, o que confere à espécie maior resistência às condições adversas ao seu desenvolvimento. Verificou-se também que os ovos são ovipositados endofiticamente, em fileiras, na nervura central das folhas de cana. Para a fase ninfal, foram constatados cinco estádios, tendo duração total de 101,4 dias. A maior incidência do inseto nos canaviais ocorre nos meses de dezembro a fevereiro, correlacionando positivamente com a precipitação. (FAPEMIG)




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