Ufv / IX simpos / outubro de 2009 / veterinária parasitismo por ctenocephalides felis (Bouché, 1835) em gambá (Didelphis aurita) (Wied-Neuwied, 1826): relato de caso


INVESTIGAÇÃO SOROLÓGICA PARA LEPTOSPIROSE CANINA EM BAIRROS DA PERIFERIA DO MUNICÍPIO DE GUAÇUÍ-ES



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INVESTIGAÇÃO SOROLÓGICA PARA LEPTOSPIROSE CANINA EM BAIRROS DA PERIFERIA DO MUNICÍPIO DE GUAÇUÍ-ES

JOÃO PAULO MACHADO (Não Bolsista/UFV), MARLENE ISABEL VARGAS VILORIA (Orientador/UFV), RENATO BARROS ELEOTÉRIO (Bolsista CNPq/UFV), JULIANA EVANGELISTA BEZERRIL (Não Bolsista/UFV), ANNA PAULA BAPTISTA RIBEIRO FERREIRA (Bolsista CAPES/UFV)

A Leptospirose é uma doença bacteriana infecto-contagiosa de grande importância em saúde pública e na clínica médica veterinária. O agente infeccioso é uma espiroqueta pertencente à ordem Spirochaetales, família Leptospiraceae, gênero Leptospira (MANUAL..., 1995). Nas áreas urbanas os ratos e os cães são os principais reservatórios (BROD, 1996). O conhecimento dos sorovares de leptospiras prevalentes e seus hospedeiros de manutenção são essenciais ao conhecimento da epidemiologia da doença em uma determinada região (MASCOLLI et al., 2002). O presente estudo objetivou detectar os sorovares prevalentes de Leptospira spp. em bairros da periferia do Município de Guaçuí-ES. Foram obtidas amostras sanguíneas de 54 cães, SRD, adultos, semi-domiciliados e não vacinados contra leptospirose. Os soros foram processados pela técnica de soroaglutinação microscópica, descrita por Cole et al. (1973), para detecção de anticorpos anti-leptospira. Os antígenos foram leptospiras vivas, de 10 dias de crescimento em meio líquido de EMJH enriquecido. Empregaram-se os seguintes sorovares: andamana, australis, autumnalis, canicola, castellonis, copenhageni, cynopteri, djasiman, grippotyphosa, icterohaemorrhagiae, pomona e pyrogenes. Foram considerados como reagentes os soros com títulos iguais ou maiores que 1:100. Das 54 amostras analisadas, 11,11% reagiram para anticorpos anti-leptospira. Os títulos de anticorpos variaram de 1:100 a 1:200. Entre os cães sororeagentes, 50% reagiram para mais de um sorovar, sendo encontradas amostras reagentes para os sorovares pyrogenes (66%), canicola (50%), pomona (50%), copenhageni (16%) e grippotyphosa (16%). Os sorovares mais freqüentes foram pyrogenes seguido de canicola e pomona. A lesptospirose canina é endêmica no Município de Guaçuí-ES e pode oferecer riscos à saúde pública devido ao contato muito próximo que os cães possuem com seus proprietários, com o agravo destes cães terem acesso às vias públicas. A elevada freqüência de reações para sorovares considerados acidentais para os cães frente à ausência do sorovar icterohaemorrhagiae sugere um novo comportamento da doença.

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EXPERIÊNCIAS NO PREPARO E MANIPULAÇÃO DE MEMBRANA AMNIÓTICA EM CIRURGIAS OFTÁLMICAS NA MEDICINA VETERINÁRIA

KELLY CRISTINE DE SOUSA PONTES (Bolsista CAPES/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), RENATO BARROS ELEOTÉRIO (Bolsista CNPq/UFV), TATIANA SCHMITZ DUARTE (Não Bolsista/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Co-orientador/UFV), ANNA CAROLINA DO NASCIMENTO FRAZÃO (Bolsista FAPEMIG/UFV), DANIEL PORTELA DIAS MACHADO (Não Bolsista/UFV), RODRIGO VIANA SEPÚLVEDA (Bolsista/UFV), RODRIGO VIANA SEPÚLVEDA (Bolsista CNPq/UFV), NATÁLIA ALVES FERNANDES (Bolsista FAPEMIG/UFV), EMILY CORRENA CARLO REIS (Bolsista CAPES/UFV), TATIANA BORGES DE CARVALHO (Não Bolsista/UFV)

Dentre as diversas membranas biológicas, a amniótica tem proporcionado excelentes resultados na cirurgia oftálmica reconstrutiva. Seu epitélio possui funções especializadas, entre as quais se destacam efeito antiadesivo, propriedades bacteriostáticas, proteção da lesão, redução da dor, efeito na epitelização e pouca antigenicidade. Antes de ser empregada em cirurgias oftálmicas experimentais e da rotina do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Viçosa (UFV), a membrana amniótica foi preparada segundo as orientações da literatura, tendo sido coletada, de forma asséptica, de uma fêmea bovina sadia, gestante e com feto a termo, encaminhada ao Hospital Veterinário da UFV para realização de cesariana eletiva. Ela foi lavada em solução fisiológica estéril a 0,9% em temperatura ambiente, imersa em solução tampão fosfato estéril, contendo 1000UI/ml de penicilina G, 20 mcg/ml de estreptomicina e 2,5 mcg/ml de anfotericina B, separada manualmente do córion, estendida sobre papel de nitrocelulose com sua face epitelial voltada para cima, e cortada no tamanho de 3cm2. Posteriormente, foi imersa em frasco individual contendo glicerina a 99%, estocada em temperatura ambiente por um período mínimo de 30 dias e avaliada microbiologicamente. A espécie bovina como doadora da membrana amniótica foi baseada na experiência do nosso grupo de pesquisa em estudo recente utilizando a membrana amniótica canina. A membrana bovina mostrou-se mais espessa e resistente do que a canina, assim sua manipulação foi simples, não havendo ocorrência de ruptura durante o manuseio ou aplicação de suturas para sua fixação. Diante das vantagens observadas, indica-se a espécie bovina como doadora de membrana amniótica para utilização em cirurgias oftálmicas na prática veterinária. Agradecimentos: agradecemos pelo apoio da CAPES, FAPEMIG e Ophthalmos Indústria Farmacêutica Ltda.

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UVEÍTE ASSOCIADA À MICOPLASMOSE FELINA – RELATO DE CASO

KELLY CRISTINE DE SOUSA PONTES (Bolsista CAPES/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), PAULO RENATO DOS SANTOS COSTA (Co-orientador/UFV), TATIANA SCHMITZ DUARTE (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Co-orientador/UFV), LUCIANA DIÉGUES GUIMARÃES (Não Bolsista/UFV), RENATO BARROS ELEOTÉRIO (Bolsista CNPq/UFV)

            A micoplasmose felina, também denominada anemia infecciosa felina, pode ser causada por duas espécies do gênero Mycoplasma transmitidas por artrópodes hematófagos, transfusão sanguínea, por via transplacentária e feridas causadas por mordeduras de gatos. Os sinais característicos da doença são anemia aguda ou crônica, palidez das mucosas, perda de peso, anorexia, esplenomegalia e icterícia. A antibióticoterapia com doxiciclina resulta na resolução dos sinais. Relata-se um caso de um paciente felino, fêmea, com 2 anos de idade, encaminhado ao Hospital Veterinário da UFV com histórico de mudança unilateral na coloração da íris, que antes era azul e tornara-se amarela, abdômen e orelhas amareladas, além de redução no apetite. Ao exame clínico notou-se icterícia, apatia e hiporexia. Ao exame clínico-oftálmico constataram-se heterocromia iridiana, edema de íris, depósito de fibrina na câmara anterior, congestão conjuntival e opacidade vítrea no olho direito, culminando com diagnóstico de uveíte. Nos exames laboratoriais verificaram-se anemia macrolítica regenerativa e hiperbilirrubinemia. Os testes para FIV, FELV e toxoplasmose foram negativos. Instituiu-se tratamento com doxiciclina (10 mg/kg/VO/ SID) durante 28 dias, prednisolona 1% colírio (1 gota a cada 4 horas) por 15 dias e atropina 1% pomada oftálmica (BID) por 4 dias. Passados 15 dias o animal foi reavaliado e o exames clínico e laboratorial apresentaram resultados dentro da normalidade. O exame clínico-oftálmico também não demonstrou anormalidades, tendo a íris retomado sua coloração original. Diante dos achados clínicos e da resposta terapêutica pelo paciente, o diagnóstico presuntivo para a afecção foi micoplasmose felina levando à uveíte de etiologia infecciosa. O presente relato descreve a importância do exame oftálmico associado aos exames clínico e laboratorial para o diagnóstico de doenças sistêmicas, além de direcionar o tratamento oftálmico objetivando preservar a visão do paciente.

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EFEITO DA ASSOCIAÇÃO DE CÉLULAS-TRONCO MESENQUIMAIS E PLASMA RICO EM PLAQUETAS NA REPARAÇÃO ÓSSEA DE DEFEITOS CRÍTICOS CRIADOS EM CRÂNIOS DE CAMUNDONGOS

LAILA DE PAULA BONFÁ (Não Bolsista/UFV), BETÂNIA SOUZA MONTEIRO (Bolsista CNPq/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Orientador/UFV), NAPOLEÃO MARTINS ARGÔLO NETO (Bolsista CAPES/UFV), AMANDA MARIA SENA REIS (Bolsista FAPEMIG/UFV), CINTHYA DESSAUNE NEVES (Não Bolsista/UFV), HIGO NASSER SANTANNA MOREIRA (Não Bolsista/UFV), PABLO HERTHEL DE CARVALHO (Não Bolsista/UFV)

Novas estratégias terapêuticas objetivando a reparação óssea em regiões que apresentam difícil propensão à cura combinam a terapia celular com células osteogênicas, fatores de crescimento osteoindutores e veículos biocompatíveis. No contexo da utilização de um moderno arsenal terapêutico, algumas pesquisas associam células-tronco mesenquimais (MSC) com diferentes fatores de crescimento, dentre eles, os fatores provindos do Plasma Rico em Plaquetas (PRP). No presente estudo foram avaliados os efeitos da associação das MSC oriundas da medula óssea de camundongos C57BL/6 gfp+ e expandidas em culturas, com PRP provenientes de outros camundongos, na reparação de defeitos críticos confeccionados em calvária de 24 camundongos C57BL/6 jovens. Os animais foram submetidos a um defeito craniano de 6,0mm de diâmetro e separados em dois grupos experimentais iguais. O grupo controle não recebeu tratamento e no grupo tratado foi administrado, no interior do defeito, pellet de MSC contendo 1,0 x 107 células/mL associado com 50,0µL de plasma em gel autólogo contendo 1,0 x 109 plaquetas. Realizou-se avaliação histológica e reação em cadeia da polimerase. Histologicamente no grupo tratado observou-se maiores angiogênese e quantidade de novo tecido ósseo depositado nas margens do defeito, quando comparadas ao controle. Aos 10 dias identificou-se no grupo tratado início de organização das células indiferenciadas e jovens presentes no interior do defeito em torno de vasos sangüíneos. Havia também maior formação e organização óssea em tecido osteóide, que aumentava com o passar do tempo. A amostra oriunda do tecido tratado com MSC/PRP apresentou o fragmento de DNA amplificado conforme tamanho esperado e exibiu a marcação de banda em gel de agarose. Constatou-se que a associação das MSC derivadas da medula óssea de camundongos C57BL/6 gfp+ com gel de PRP aplicadas em defeitos ósseos críticos confeccionadas em calvária de camundongos C57BL/6 jovens, contribuiu positivamente para o processo de reparação óssea.

(CAPES, CNPq e FAPEMIG )


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EFEITO DO PLASMA RICO EM PLAQUETAS NA REPARAÇÃO ÓSSEA DE DEFEITOS CRÍTICOS CRIADOS EM CRÂNIOS DE CAMUNDONGOS

LAILA DE PAULA BONFÁ (Não Bolsista/UFV), BETÂNIA SOUZA MONTEIRO (Bolsista CNPq/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Orientador/UFV), NAPOLEÃO MARTINS ARGÔLO NETO (Bolsista CAPES/UFV), AMANDA MARIA SENA REIS (Bolsista FAPEMIG/UFV), CINTHYA DESSAUNE NEVES (Não Bolsista/UFV), ANA FLORA SOUSA DE BRITO (Bolsista FAPEMIG/UFV), PABLO HERTHEL DE CARVALHO (Não Bolsista/UFV)
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Plasma Rico em Plaquetas (PRP) representa uma concentração de plaquetas em pequeno volume de plasma e sua aplicação tem contribuído para a reparação de tecidos após alguns procedimentos cirúrgicos por meio da estimulação quimiotática promovida pela presença de citocinas, quimiocinas, proteínas sanguíneas e fatores de crescimento presentes. Esses fatores influenciam positivamente a quimiotaxia, diferenciação, proliferação e ativação de diversos tipos celulares enquanto as proteínas se responsabilizam pela adesão celular para osteoindução e agem como matriz para as células sanguíneas, tecido conjuntivo e migração epitelial. No presente estudo foram avaliados macro e microscópica os resultados da aplicação do PRP em defeitos ósseos críticos de 6,0mm de diâmetro confeccionados em calvária de 24 camundongos isogênicos C57BL/6 jovens, separados em dois grupos experimentais. O grupo controle não recebeu tratamento e no grupo tratado foi depositado, no interior do defeito, 50,0µL plasma em gel contendo 1,0 x 109 plaquetas. Verificou-se na avaliação macroscópica dos espécimes, independente do grupo, não foi observado crescimento ósseo fora das margens receptoras e nem abaixo da meninge. Também foi constatada ausência de fechamento total dos defeitos até o período final de avaliação. Microscopicamente, a maioria das células que participavam do processo de reparação originaram-se dos tecidos moles (periósteo e musculatura) presentes nas extremidades do defeito. Aos 60 e 90 dias o crescimento ósseo foi progressivo em relação ao tempo de observação, com presença de medula óssea com células mononucleares entremeando a díploe óssea, mais evidentes no grupo tratado. Nesse grupo havia maior quantidade de osteoblastos e tecido osteóide se organizando quando comparado ao controle o que permite inferir que a quantidade de 109 plaquetas promoveu liberação de FC necessários para o recrutamento celular. Constatou-se que o gel de PRP depositado em defeitos críticos contribuiu positivamente para o processo de reparação óssea, mormente na fase inicial.

(CAPES, CNPq e FAPEMIG )


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HIPEREXTENSÃO COM SUBLUXAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES TARSOMETATARSIANAS - RELATO DE CASO

LETÍCIA CORRÊA SANTOS (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Co-orientador/UFV), TATIANA SCHMITZ DUARTE (Não Bolsista/UFV), CLARISSA DE MORAES LACERDA BALBI (Não Bolsista/UFV), LUCIANA DIÉGUES GUIMARÃES (Não Bolsista/UFV), MARIANA NASCIMENTO MIRANDA (Não Bolsista/UFV), ELISA BOURGUIGNON DIAS DA SILVA (Não Bolsista/UFV)

As lesões de tarso geralmente envolvem fratura de dois ou mais ossos, incapacitação ligamentar, ou, ocasionalmente, a combinação destes. A maior parte da estabilidade das articulações tarsometatársicas é proporcionada por uma rede complexa de ligamentos plantares, fibrocartilagem tarsal e cápsula articular. A luxação das articulações tarsometatarsianas é uma condição mais frequentemente relacionada a traumatismo, portanto, há maior edema de tecidos moles. O diagnóstico é realizado clinica e radiograficamente em virtude da hiperextensão articular. No tratamento conservador raramente ocorre sucesso, uma vez que, a instabilidade permanece, sendo necessário o tratamento cirúrgico por meio da artrodese. Relata-se o caso de um cão da raça Boxer, macho, com sete anos de idade. O animal foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade Federal Viçosa, com a queixa de claudicação do membro pélvico direito, tendo histórico de trauma há quinze dias. Ao exame clínico foi encontrada hiperextensão tarsometatarsianas, além de aumento de volume local. Radiograficamente, com a articulação hiperextendida, confirmou-se luxação das articulações tarsometatarsianas, com possível fratura por avulsão do quinto metatarso. O membro foi imobilizado e recomendado repouso. Como descrito anteriormente, o tratamento clínico não restabeleceu a estabilidade articular. Assim sendo, o animal foi encaminhado para a cirurgia cujo objetivo foi restabelecer a estabilidade articular para obtenção de sustentação de peso indolor. Realizou-se a artrodese das articulações acometidas por meio de placa óssea. No pós-cirúrgico foi mantida imobilização do membro até completa consolidação. Como descrito na literatura, a completa fusão da articulação, constatada radiograficamente, ocorreu com seis semanas, acompanhada do apoio indolor. Apesar da detecção clínica da hiperextensão das articulações tarsometatarsianas, o exame radiográfico mostrou-se fundamental para confirmação do diagnóstico clínico e exclusão de diagnósticos diferenciais, além de ser imprescindível para a constatação das fusões articulares pretendidas com a artrodese.

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AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA E ULTRASSONOGRÁFICA NO DIAGNÓSTICO DE LINFOMA FELINO – RELATO DE CASO

LILIANE RIBEIRO LOPES (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), PAULO RENATO DOS SANTOS COSTA (Co-orientador/UFV), FÁBIO ANDRADE MARINHO (Não Bolsista/UFV), ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), SÂMARA TURBAY PIRES (Não Bolsista/UFV), Davi Coelho de Sá (Não Bolsista/)

Por linfoma designam-se todas as neoplasias com características morfológicas, imunocitoquímicas ou genotípicas próprias da filiação linfóide. Essas neoplasias são sempre malignas uma vez que, na ausência de tratamento, todos os linfomas condicionam a morte do paciente. Relata-se o caso de um felino de 14 anos, sem raça definida, macho, atendido no Hospital Veterinário da UFV. O animal apresentava abdômen distendido, hiporexia, hipodipsia, vômitos esporádicos, prostração e dispnéia. Ao exame físico, mucosas hipocoradas, desidratação, som cardíaco abafado e presença de massa firme à palpação abdominal. Radiografias torácicas mostraram aumento de radiopacidade no espaço pleural. Ao exame ultrassonográfico verificou-se líquido livre anecogênico em ambos hemitórax e no abdômen. Foram observadas, no tórax cranial, pelo menos três estruturas arredondadas hipoecogênicas de aproximadamente 2,0 cm de diâmetro cada, sugerindo linfonodomegalia. No abdômen, foi visibilizada uma massa de contornos arredondados medindo aproximadamente 6,05 x 3,17cm, de ecogenicidade e ecotextura heterogêneas em região mesogástrica e ao redor, estruturas hipoecogênicas de contornos arredondados sugerindo linfonodos. Os exames de imagem associados ao quadro clínico sugeriram linfoma. Procedeu-se à aspiração, por agulha fina, da massa abdominal. A análise citológica revelou linfoblastos, confirmando o diagnóstico de linfoma. Foi recomendado tratamento quimioterápico. O linfoma representa cerca de 30% das neoplasias felinas. Os achados clínicos são de acordo com as formas de apresentação, que podem ser multicêntrica, mediastinal, alimentar ou extranodal. No gato, as formas mediastinal e alimentar são comuns. Anormalidades radiográficas são secundárias a linfadenopatia ou organomegalia. No linfoma mediastinal, alterações radiográficas incluem massa mediastínica com ou sem derrame pleural; no linfoma alimentar, as alterações ultrassonográficas incluem hepatomegalia, esplenomegalia, alterações na ecogenicidade do fígado ou do baço, linfadenopatia, massas e derrames. A citologia ou a histopatologia confirmam o diagnóstico. Nesse caso conclui-se que, os exames radiográfico e ultrassonográfico desempenharam papel importante para localização e caracterização da lesão, facilitando o diagnóstico definitivo.

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RUPTURA UTERINA APÓS METRITE EM GATA – RELATO DE CASO

LILIANE RIBEIRO LOPES (Não Bolsista/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Orientador/UFV), FÁBIO ANDRADE MARINHO (Não Bolsista/UFV), ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), Daniel Galante Brezinski (Não Bolsista/), PABLO HERTHEL DE CARVALHO (Não Bolsista/UFV)

A metrite é uma infecção bacteriana do útero comumente observada no período pós-parto. Está freqüentemente associada à distocia, tração fetal obstétrica, placentas ou fetos retidos. A infecção ascendente, através da cérvix aberta, geralmente é causada por bactérias gram-negativas. Animais acometidos podem apresentar febre, corrimento vaginal fétido e mucopurulento, anorexia, vômito, desidratação e útero dilatado à palpação. A dilatação uterina pode resultar em ruptura do útero com extravasamento de conteúdo para cavidade peritoneal. Radiografias abdominais e/ou ultrassonografia são indicadas para avaliar tamanho e conteúdo do útero. O hemograma completo geralmente mostra leucocitose com desvio para a esquerda. O tratamento mais indicado é a ovariosalpingohisterectomia. Relata-se o caso de uma gata adulta, sem raça definida, atendida no Hospital Veterinário da UFV em Agosto de 2009. O animal se encontrava com aumento de volume abdominal, secreção vaginal purulenta perdurando por dois meses logo após administração de anticoncepcional. Foi administrada antibioticoterapia com melhora temporária seguida de recidiva do sinal de secreção vaginal um mês após. Episódios de vômito foram relatados. O exame físico revelou hipertermia, desidratação, linfonodos poplíteos reativos, abdômen distendido com sensibilidade dolorosa à palpação, e evidências de fetos macerados com efusão peritoneal ao exame radiográfico. O hemograma mostrou leucocitose severa, com desvio à esquerda, alterações tóxicas celulares, trombocitopenia. Foi realizado tratamento cirúrgico, durante o qual se observou a ruptura uterina e peritonite, procedendo-se a ovariosalpingohisterectomia e lavagem da cavidade abdominal com solução fisiológica. O animal foi internado com prescrição de antimicrobianos de amplo espectro, como Enrofloxacino e Ampicilina, e anti-inflamatório não-esteroidal, como o Meloxicam. Houve melhora do quadro clínico no dia seguinte ao tratamento cirúrgico. O hemograma, mais especificamente o quadro de leucocitose, normalizou-se no quinto dia após a cirurgia, e o animal recebeu alta médica.

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METODOLOGIA CONVENCIONAL DE ISOLAMENTO DE SALMONELLA SPP.: COMPORTAMENTO DE POPULAÇÕES DE SALMONELLA ENTERITIDIS E ESCHERICHIA COLI DURANTE O PRÉ-ENRIQUECIMENTO DE AMOSTRAS DE LEITE EXPERIMENTALMENTE INOCULADAS

LUANA MARTINS PERIN (Bolsista CNPq/UFV), MARCUS VINÍCIUS COUTINHO COSSI (Bolsista CAPES/UFV), ANDERSON KEIZO YAMAZI (Bolsista CNPq/UFV), LUIS AUGUSTO NERO (Orientador/UFV)

A metodologia convencional de isolamento de Salmonella spp. em leite apresenta diversas limitações. O enriquecimento de Salmonella spp., é amplamente influenciado pela microbiota das amostras. Este trabalho objetiva verificar a capacidade de Escherichia coli, presente na microbiota natural do leite em interferir o isolamento de Salmonella spp. pela metodologia convencional e seu desenvolvimento durante pré-enriquecimento. Leite em pó desnatado reconstituído em água destilada estéril foi dividido em alíquotas de 100 mL e inoculados com culturas de S.Enteirtidis (ATCC13076) e E.coli (ATCC1229), realizando controle positivo (Salmonella) e diferentes combinações de concentrações dos microrganismos, totalizando 16 tratamentos. Submetidos à pesquisa de S.Enteirtidis pela metodologia convencional. As populações destes microrganismos foram monitoradas no início (t=0h) e final (t=24h) do pré-enriquecimento. Populações de S.Enteritidis foram estimadas subtraindo-se as contagens totais (Petrifilm™AC) pelas contagens de E.coli (Petrifilm™EC), convertidos em log10. As taxas de multiplicação dos microrganismos calculadas subtraindo-se populações em 24h por 0h. As médias de taxas de multiplicação comparadas por ANOVA (P<0,05). Independente do tratamento recuperou-se Salmonella em todos os casos. Considerando diferentes concentrações inoculadas nos tratamentos, verificou-se diferenças significativas entre todas as categorias nas taxas de multiplicação durante o pré-enriquecimento para S.Enteritidis, enquanto E.coli apresenta menor taxa em populações iniciais acima de 6 logUFC/mL. Considerando combinações entre categorias de inóculos de Salmonella e E.coli, houve diferenças significativas nas médias das taxas de multiplicação de Salmonella nos tratamentos com inóculos de Salmonella até 2 log, entre os inóculos com E.coli até 2 log e entre 2 e 4 log. Indicando que E.coli não interferiu significativamente na taxa de multiplicação de S.Enteritidis. A taxa de multiplicação apresentou-se inversamente proporcional a população inicial inoculada, podendo comprometer seu isolamento pelos métodos convencionais de detecção. Entretanto, outros microrganismos naturalmente presentes em leite podem determinar interferência relevante sobre Salmonella, como outros membros do grupo coliforme e bactérias ácido láticas.

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UFV / IX SIMPOS / OUTUBRO DE 2009 / VETERINÁRIA

BRONQUIECTASIA DECORRENTE DE BRONQUITE CRÔNICA EM CÃO: RELATO DE CASO

LUCIANA DIÉGUES GUIMARÃES (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), PAULO RENATO DOS SANTOS COSTA (Co-orientador/UFV), ELISA BOURGUIGNON DIAS DA SILVA (Não Bolsista/UFV), MARIANA NASCIMENTO MIRANDA (Não Bolsista/UFV), ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), ANDERSON NUNES MARTINS (Não Bolsista/UFV)

Bronquite crônica é a inflamação de longa duração da árvore brônquica, geralmente de origem desconhecida, que acomete com maior frequência cães de raças pequenas, de meia-idade a idosos. A manifestação clínica característica é uma tosse persistente com evolução de ao menos dois meses consecutivos. Estímulos tussígenos prolongados promovem irritação constante das vias aéreas, estimulando hipersecreção de muco e liberação de substâncias lesivas à mucosa respiratória. O diagnóstico de bronquite requer a presença de tosse crônica e ausência de outras doenças ativas. Dentre as complicações frequentes, citam-se infecções bacterianas e bronquiectasia. Nesta última ocorre dilatação bronquial irreversível, com acúmulo intrabronquial de secreção mucosa, predispondo a infecções recidivantes e pneumonia. O tratamento preconizado varia de acordo com estágio da doença. Relata-se o caso de um cão sem raça definida, macho, de 9 anos de idade, atendido no Hospital Veterinário da UFV. O animal apresentava tosse há 7 anos e intolerância ao exercício há alguns meses. Tratamento prévio com antibióticos, antitussígeno, corticóide, mucolítico e broncodilatador resultou em significativa melhora do quadro clínico, contudo, os sinais recidivaram ao término da medicação. Ao exame físico, o animal apresentou tosse produtiva, sensibilidade traqueal aumentada e, à auscultação pulmonar, estertores e sibilos expiratórios. O perfil hematológico sugeriu existência de processo infeccioso moderado e de caráter crônico. Os exames radiográficos revelaram existência de brônquios dilatados e tortuosos em campos pulmonares, caracterizando bronquiectasia. O tratamento prescrito compreendeu antibioticoterapia de largo espectro por trinta dias, terapia antiinflamatória por um dia e utilização de mucolítico por duas semanas. A bronquite crônica é uma doença passível de controle, mas não de cura. O prognóstico para animais sem as complicações da bronquite é bom e o controle da tosse é fundamental para evitar a progressão da doença. Todavia, a presença de bronquiectasia e consequentes infecções recidivantes contribuem para um prognóstico reservado a desfavorável.

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