Ufv / IX simpos / outubro de 2009 / veterinária parasitismo por ctenocephalides felis (Bouché, 1835) em gambá (Didelphis aurita) (Wied-Neuwied, 1826): relato de caso


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CONTROLE “in vitro” DE LARVAS INFECTANTES DE CIATOSTOMÍNEOS (NEMATODA: CYATHOSTOMINAE) DE EQUINOS UTILIZANDO OS FUNGOS PREDADORES Duddingtonia flagrans, Monacrosporium thaumasium e Arthrobotrys robusta.

FABIO RIBEIRO BRAGA (Bolsista CAPES/UFV), JACKSON VICTOR DE ARAUJO (Orientador/UFV), ANDRÉ RICARDO E SILVA (Bolsista CAPES/UFV), JULIANA MILANI ARAUJO (Bolsista CAPES/UFV), ROGÉRIO OLIVA CARVALHO (Bolsista CAPES/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), LUIZA NEME FRASSY (Bolsista FAPEMIG/UFV), SEBASTIÃO RODRIGO FERREIRA (Bolsista CNPq/UFV)

Criações de animais com fins produtivos apresentam drásticas perdas associadas principalmente ao parasitismo por helmintos gastrintestinais. O controle dos vermes em eqüinos geralmente é feito utilizando-se anti-helmínticos, os quais não têm sido totalmente eficazes no controle destes nematóides devido à sua ação restrita aos parasitos adultos. Dessa forma a aplicação do controle biológico das nematodioses dos animais domésticos tornou-se uma alternativa viável, e tem apresentado resultados promissores em condições laboratoriais e a campo. Os fungos nematófagos constituem uma opção ao controle dos nematóides gastrintestinais de animais domésticos, sua ação está concentrada no ambiente fecal e direcionada ao combate das larvas de vida livre dos parasitos. A capacidade predatória de três isolados de fungos predadores de nematóides Duddingtonia flagrans (AC001), Monacrosporium thaumasium (NF34) e Arthrobotrys robusta (I31) sobre larvas infectantes de ciatostomíneos foi avaliada em condições laboratoriais em ensaio experimental em meio ágar-água 2% (AA 2%). Os isolados AC001, NF34 e I31 apresentaram redução significativa (p<0,01) de 97,5¨%, 72,5% e 85% respectivamente na média de larvas infectantes de ciatostomíneos recuperadas do meio AA2% ao final de sete dias. Os dados obtidos demonstraram que D. flagrans (AC001), M. thaumasium (NF34) e A. robusta (I31) foram eficazes no controle in vitro de larvas infectantes de ciatostomíneos de eqüinos. (Capes, CNPq e Fapemig)

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TAXAS DE GESTAÇÃO DE RECEPTORAS DE EMBRIÕES BOVINOS SUBMETIDOS A DIFERENTES MEIOS DE MANIPULAÇÃO

FLAVIO GUISELLI LOPES (Bolsista CAPES/UFV), EMÍLIO CÉSAR MARTINS PEREIRA (Não Bolsista/UFV), CARLOS ANTÔNIO DE CARVALHO FERNANDES (Co-orientador/), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Co-orientador/UFV), AUREA HELENA ASSIS DA COSTA (Não Bolsista/), JOSÉ ROGÉRIO MOURA DE ALMEIDA NETO (Não Bolsista/UFV), GUSTAVO GUERINO MACEDO (Bolsista CAPES/UFV), RAFAEL JOSÉ OTERO ARROYO (Bolsista CAPES/UFV), EDUARDO PAULINO DA COSTA (Orientador/UFV)

Apesar de difundida mundialmente e de todo avanço alcançado, os resultados dos programas de transferência de embriões (TE) estão aquém de seu verdadeiro potencial. Alguns fatores, como elevada variabilidade nas respostas superovulatórias; composição dos meios de manipulação, manejo de doadoras e receptoras e taxas de gestação continuam sendo obstáculos para pesquisadores e profissionais de TE. Assim, o objetivo do presente trabalho foi substituir o meio de manipulação de embriões bovinos em uso na rotina por soluções mais simples e mais estáveis. Neste estudo, foram testados três meios de manipulação, T1 (controle - PBS modificado), T2 (MD1 - meio definido 1) e T3 (MD2 - meio definido 2). Os meios de manipulação MD1 e MD2 foram utilizados para coleta, manipulação e transferência de embriões durante as atividades de campo. Como meio de manipulação controle foi utilizado o PBS modificado usualmente empregado nas rotinas de TE. A transferência dos embriões foi realizada a fresco, ou seja, os embriões coletados de uma determinada doadora foram inovulados no período máximo de quatro horas nas receptoras. Foram coletados e transferidos de 19 a 20 embriões para cada tratamento, sendo que apenas os embriões nos estádios de blastocisto inicial (Bin), mórula compacta grau I (McI) e II (McII) foram inovulados. As taxas de gestação das receptoras inovuladas com embriões a fresco foram: T1 = 47,4% (9/19); T2 = 47,4% (9/19) e T3 = 55,0% (11/20). Não foi observado diferença (P<0,05) nas taxas de gestação entre os tratamentos. Deste modo, conclui-se que os meios testados, MD1 e MD2, podem ser utilizados nas rotinas de TE, em substituição ao meio de manipulação mundialmente empregado, PBS modificado. (Apoio financeiro: FAPEMIG)

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NÚMERO DE CÉLULAS EM EMBRIÕES DE CAMUNDONGAS MANTIDOS PREVIAMENTE EM DIFERENTES MEIOS DE MANIPULAÇÃO

FLAVIO GUISELLI LOPES (Bolsista CAPES/UFV), EMÍLIO CÉSAR MARTINS PEREIRA (Não Bolsista/UFV), LAERCIO DOS ANJOS BENJAMIM (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Co-orientador/UFV), AUREA HELENA ASSIS DA COSTA (Não Bolsista/), GIANCARLO MAGALHÃES DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), MARIANNE CAMARGOS DIAS (Bolsista CNPq/UFV), VANESSA LOPES DIAS QUEIROZ (Bolsista FAPEMIG/UFV), EDUARDO PAULINO DA COSTA (Orientador/UFV)

O meio de manipulação deve proporcionar um ambiente estável, assemelhando-se ao micro-ambiente do trato reprodutivo materno, oferecendo assim condições para desenvolvimento embrionário, para que resultem em gestações viáveis. Além disso, a manutenção do embrião em meio adequado, desde a coleta à inovulação, é um ponto importante, uma vez que este ambiente pode interferir na viabilidade embrionária. A contagem do número de células em embriões tem sido utilizada como um importante indicador de qualidade e, conseqüentemente de viabilidade de embriões cultivados in vitro. O objetivo do presente trabalho foi quantificar o número total de células de embriões no estádio inicial de blastocisto expandido (Bx). Para este estudo, foram utilizados embriões de camundongas nos estádios de blastocisto inicial (Bin), mórula compacta grau I (McI) e II (McII). Embriões de cada estádio de desenvolvimento foram mantidos, durante quatro horas, em determinado meio manipulação, à 37ºC. Após o término do tempo de manipulação, os embriões foram classificados quanto ao estádio de desenvolvimento e, posteriormente cultivados, durante 10 horas, em meio de cultivo TCM 199 modificado, à 37ºC, em estufa incubadora de CO2. Foram utilizados três meios de manipulação: T1 (controle-PBS modificado), T2 (MD1-meio definido 1) e T3 (MD2-meio definido 2). A contagem do número total de células dos embriões foi realizada após o término do tempo de cultivo. Para contagem utilizou-se um pool de 35 embriões, separados aleatoriamente, no estádio inicial de Bx. O número médio de células encontrado foi de 54,1 ± 10,7, 55,5 ± 11,4 e 53,2 ± 9,6 para os embriões dos tratamentos T1, T2 e T3, respectivamente. Os resultados observados constataram que número de células não diferiu entre os tratamentos (P>0,05), sugerindo que o desenvolvimento e a qualidade embrionária não foi afetada por nenhum dos meios de manipulação testados. (Apoio financeiro: FAPEMIG).

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AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DE ALENDRONATO DE SÓDIO, ATORVASTATINA CÁLCICA E IPRIFLAVONA ATRAVÉS DA DENSITOMETRIA E ANÁLISE BIOMECÂNICA EM ÚMEROS DE RATAS TRATADAS COM DEXAMETASONA

GLÁUCIA GUIMARÃES AMARAL (Não Bolsista/UFV), ALOISIO DA SILVA PINTO (Orientador/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Co-orientador/UFV), TANIA TOLEDO DE OLIVEIRA (Co-orientador/UFV), MÁRIO JEFFERSON QUIRINO LOUZADA (Co-orientador/), BRUNA GABRIELE BIFFE (Não Bolsista/), MARIELLA DIAS RIBEIRO (Não Bolsista/UFV), BÁRBARA BRAGA FERNANDES (Não Bolsista/UFV)

A osteoporose é uma doença “silenciosa” que atinge grandes proporções no mundo atual, caracterizando-se por diminuição da massa óssea juntamente com a alteração da microarquitetura do osso, aumentando o risco de fratura. Este estudo objetivou verificar, através de parâmetros densitométricos e mecânicos, os efeitos do alendronato de sódio, atorvastatina cálcica e ipriflavona na restauração óssea em ratas osteoporóticas induzidas com dexametasona. Foram utilizadas 60 ratas da raça Wistar, adultas, pesando em média 250g. A indução osteoporótica com dexametasona foi feita por via intramuscular, na dose de 7,0 mg/kg de peso corporal, uma vez por semana, durante quatro semanas. Passado este período, os animais foram distribuídos aleatoriamente em cinco grupos experimentais de seis animais. O grupo 1, controle, foi composto por ratas normais; a partir do grupo 2, houve o uso de glicocorticóide, sendo que os grupos 3, 4 e 5 receberam os medicamentos, via oral. O grupo 3 foi tratado com alendronato de sódio (0,2mg/kg), o grupo 4 com atorvastatina cálcica (1,2mg/kg) e o grupo 5 com ipriflavona (100mg/kg), diariamente. A partir da data de início do tratamento, aos 14 e 28 dias, 6 animais de cada grupo foram eutanasiados e coletou-se os úmeros esquerdos para estudo. A densidade mineral óssea (DMO), em g/cm2, dada pelo conteúdo mineral ósseo (CMO), em g, pela área, em cm2, foi mensurada nos úmeros dos animais, utilizando densitômetro modelo DPX-ALPHA. Após análise densitométrica, os úmeros foram submetidos a ensaios mecânicos em máquina universal de ensaio EMIC®, modelo DL 3000* com carga aplicada a uma velocidade de 5mm/min, sendo avaliado o parâmetro rigidez. Através dos resultados obtidos da densidade e rigidez, verificou-se a eficácia da indução osteoporótica, sendo que apenas o alendronato apresentou efeitos de restauração do tecido ósseo.

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DENSITOMETRIA E ANÁLISE BIOMECÂNICA EM ÚMEROS DE RATAS OSTEOPORÓTICAS SUBMETIDAS AO TRATAMENTO COMBINADO DE ALENDRONATO DE SÓDIO, ATORVASTATINA CÁLCICA E IPRIFLAVONA.

GLÁUCIA GUIMARÃES AMARAL (Não Bolsista/UFV), ALOISIO DA SILVA PINTO (Orientador/UFV), TANIA TOLEDO DE OLIVEIRA (Co-orientador/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Co-orientador/UFV), MÁRIO JEFFERSON QUIRINO LOUZADA (Co-orientador/), BRUNA GABRIELE BIFFE (Não Bolsista/), MARIELLA DIAS RIBEIRO (Não Bolsista/UFV), BÁRBARA BRAGA FERNANDES (Não Bolsista/UFV)

A osteoporose é uma doença caracterizada por diminuição da massa óssea, com consequente aumento da incidência de fraturas, necessitando de métodos preventivos e de tratamentos eficazes para as mesmas. O presente experimento visou verificar os parâmetros densitométricos e mecânicos em úmeros de ratas osteoporóticas induzidas com dexametasona tratadas com as associações de alendronato de sódio, atorvastatina cálcica e ipriflavona. Foram utilizadas 60 ratas da raça Wistar, adultas, pesando em média 250g. A indução osteoporótica com dexametasona, foi feita por via intramuscular, na dose de 7,0 mg/kg de peso corporal, uma vez por semana, durante quatro semanas. Passado este período, os animais foram distribuídos aleatoriamente em cinco grupos experimentais de seis animais. O grupo 1, controle, foi composto por ratas normais; a partir do grupo 2 houve o uso de glicocorticóide, sendo que os grupos 3, 4 e 5 receberam os medicamentos, via oral. O grupo 3 foi tratado com alendronato de sódio (0,1mg/kg) + atorvastatina cálcica (0,6mg/kg), o grupo 4 com alendronato de sódio (0,1mg/kg) + ipriflavona (50mg/kg) e o grupo 5 com atorvastatina cálcica (0,6mg/kg) + ipriflavona (50mg/kg), diariamente. A partir da data de início do tratamento, aos 14 e 28 dias, 6 animais de cada grupo foram eutanasiados e coletou-se os úmeros esquerdos para estudo. A densidade mineral óssea (DMO), em g/cm2, dada pelo conteúdo mineral ósseo (CMO), em g, pela área, em cm2, foi mensurada nos úmeros dos animais, utilizando densitômetro modelo DPX-ALPHA. Após análise densitométrica, os úmeros, foram submetidos a ensaios mecânicos em máquina universal de ensaio EMIC®, modelo DL 3000* com carga aplicada a uma velocidade de 5mm/min, sendo a rigidez o parâmetro avaliado. Os resultados obtidos são compatíveis com a indução osteoporótica e as combinações testadas apresentaram efeitos de restauração do tecido ósseo, destacando-se as associações realizadas com alendronato de sódio.

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LUXAÇÃO MEDIAL DA ARTICULAÇÃO METACARPOFALANGEANA ESQUERDA DE PÔNEI - RELATO DE CASO

HANNA CAROLINA CAMPOS FERREIRA (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), BRUNNA PATRICIA ALMEIDA DA FONSECA (Co-orientador/UFV), JOSE DE OLIVEIRA PINTO (Co-orientador/UFV), ANDRÉ LANG (Não Bolsista/UFV), CAMILA OLIVEIRA SILVEIRA (Não Bolsista/UFV), LUIZ CARLOS FONTES BAPTISTA FILHO (Não Bolsista/UFV), ATHINA CHAVES DONNER (Não Bolsista/UFV), RAILSON BRANDÃO DE ANDRADE (Não Bolsista/UFV), DANIELA CALHELHAS GASPAR (Não Bolsista/), ADRIANA VIEIRA OLIVEIRA (Não Bolsista/UNIVIÇOSA)

A luxação medial da articulação metacarpofalangeana é incomum, mas é uma síndrome reconhecida que pode afetar todas as idades e raças de equinos. Geralmente, tanto o ligamento colateral lateral como o medial estão rompidos, criando uma deformidade óbvia vara ou valga da região. O diagnóstico é óbvio porque o desvio angular da articulação está presente. Um Pônei Brasileiro alazão, macho, com 16 anos de idade foi atendido no Hospital Veterinário do DVT/UFV por ter sofrido luxação com desvio medial da articulação metacarpofalangeana esquerda. Ao exame radiográfico da porção distal do membro torácico esquerdo nas projeções lateromedial e dorsopalmar, observou-se perda total da relação articular entre o osso metacárpico III e a falange proximal, moderada reação periostal do tipo irregular nos ossos afetados e aumento de volume de partes moles no local. Constatou-se ser um caso crônico, com rompimento do ligamento colateral e claudicação de grau 4. Encaminhado à cirurgia, o animal foi submetido à artrodese com três parafusos. No pós-operatório, utilizou-se uma tala na face medial como apoio ao membro. Conforme a evolução do quadro, observou-se desenvolvimento de úlcera por compressão na altura do carpo. A tala foi retirada para evitar dificuldade de suprimento sanguíneo ao membro; como consequência, a luxação foi reinstalada com afrouxamento dos parafusos. Concluindo, somente o uso de parafusos para esse tipo de lesão não é suficiente para sanar o problema; é necessário o uso de placa, parafusos e cerclagem. Outra questão é que animais com problemas de apoio em um dos membros podem adquirir laminite no membro contralateral por intensa fadiga de apoio. Assim, verificam-se dificuldades no pós-operatório de lesões de membros de grandes animais, visto que os métodos de fixação existentes e mais acessíveis não são adequados a suportar o peso do animal, podendo ocasionar feridas secundárias devido à instabilidade do sistema.

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RUPTURA DE TENDÃO PRÉ-PÚBICO EM VACA COMO CONSEQUÊNCIA À HIDROPSIA POR HIDROALANTÓIDE – RELATO DE CASO

HANNA CAROLINA CAMPOS FERREIRA (Não Bolsista/UFV), ERNANI PAULINO DO LAGO (Orientador/UFV), PACIFICO ANTONIO DINIZ BELEM (Co-orientador/UFV), ATHINA CHAVES DONNER (Não Bolsista/UFV), CAMILA OLIVEIRA SILVEIRA (Não Bolsista/UFV), LUIZ CARLOS FONTES BAPTISTA FILHO (Não Bolsista/UFV), RAILSON BRANDÃO DE ANDRADE (Não Bolsista/UFV)

O tendão pré-púbico é a estrutura através da qual os músculos abdominais se inserem no esqueleto pélvico, tendo como função principal sustentar o peso dos órgãos abdominais. Daí a compreensão das consequências drásticas quando ele se rompe. Esta situação pode ocorrer durante o último mês de gestação, tendo como causa principal o acúmulo excessivo de líquidos fetais, denominado hidropsia, com consequente aumento do peso do útero gravídico, levando à laceração do tendão. Uma vaca na 6ª gestação, não-lactante, ½ sangue Holandês/Zebu, pesando aproximadamente 450 kg recebeu atendimento veterinário no Sítio Boa Esperança, município de Pedra do Anta-MG no dia 29 de abril de 2009, sendo que a queixa principal era de que o animal apresentava grande aumento de volume abdominal, apetite reduzido e dificuldade para caminhar. Durante a anamnese, a vaca apresentou contrações abdominais espontâneas, seguidas de abortamento de um feto normal de aproximadamente sete meses, juntamente com expulsão de grande quantidade de líquido com características alantoidianas. O animal estava em posição de cavalete, com relutância à locomoção e havia coloração escurecida na pele da região da inserção dos músculos abdominais, além de grande aumento de volume abdominal ventral, principalmente na região do úbere, com consistência característica de órgãos abdominais. À palpação transretal, o útero apresentava-se aumentado, com paredes espessas e ainda com acúmulo de líquido. O resultado final do exame clínico sugere que houve ruptura do tendão pré-púbico como consequência de hidroalantóide, pois o líquido extravasado se apresentou com as características típicas daquele transudato (aquoso, transparente, bastante fluido). Vacas nessa situação devem ser tratadas apenas com finalidade de abate, pois não suportam nova gestação, ao contrário do que é recomendado àquelas com presença de hidropsia sem rompimento do tendão, as quais podem ser submetidas à cesariana ou induzidas ao parto.

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LIMITE DE DETECÇÃO DE Mycobacterium avium ssp. paratuberculosis (MAP) EM AMOSTRAS DE LEITE CRU UTLIZANDO A TÉCNICA DE PCR

ISABEL AZEVEDO CARVALHO (Bolsista CNPq/UFV), ABELARDO SILVA JUNIOR (Co-orientador/UFV), MARIA APARECIDA SCATAMBURLO MOREIRA (Orientador/UFV)

A paratuberculose ou doença de Johne é uma enterite granulomatosa crônica que acomete ruminantes domésticos e silvestres, causada pelo Mycobacterium avium ssp. paratuberculosis (MAP). Os animais infectados apresentam diarreia intermitente e emagrecimento progressivo. A excreção do microrganismo nas fezes e no leite pode ocorrer por longos períodos mesmo antes do aparecimento de sinais clínicos. Assim, o diagnóstico precoce dos animais infectados é necessário para evitar a disseminação da doença, que causa relevantes perdas econômicas e pode estar associada à doença de Crohn em humanos. O método diagnóstico padrão-ouro é a coprocultura, mas o microrganismo é de crescimento lento, podendo demorar até 16 semanas. A técnica de PCR, em contraste, é de execução rápida e resultados precisos. Esse estudo propôs avaliar o limite de detecção de MAP, utilizando-se a técnica de PCR a partir de amostras de leite cru. A concentração de MAP presente na solução inicial foi estimada na densidade óptica de 260ɳm e o número de microrganismos, por meio de fórmula matemática. A partir da suspensão original de DNA clonado do controle positivo, concentrações menores foram obtidas por meio de diluições seriadas. Alíquotas dessas diluições foram submetidas à reação de PCR em triplicata. Após eletroforese em gel de agarose foi possível estimar o número de cópias da seqüência IS900 e, conseqüentemente, o número de bacilos presente na amostra. Foi encontrado um limite de detecção de aproximadamente 140 a 180 UFC/ml de leite. Os resultados desse estudo permitem inferir que a técnica de PCR é uma valiosa ferramenta no diagnóstico da paratuberculose bovina, aliada à cultura fecal, método padrão-ouro de diagnóstico.

(FAPEMIG / CNPq )




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DETECÇÃO MOLECULAR DE Mycobacterium avium ssp. paratuberculosis (MAP) EM AMOSTRAS DE LEITE CRU NO BRASIL

ISABEL AZEVEDO CARVALHO (Bolsista CNPq/UFV), ABELARDO SILVA JUNIOR (Co-orientador/UFV), VINÍCIUS EUSTÁQUIO BARRETO CAMPOS (Bolsista CNPq/UFV), MARIA APARECIDA SCATAMBURLO MOREIRA (Orientador/UFV)

A paratuberculose ou doença de Johne é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium avium ssp. paratuberculosis (MAP), que acomete  todas as espécies de ruminantes, caracterizada por má absorção, diarreia e perda de peso progressiva. A doença tem grande impacto econômico, devido ao decréscimo na produção de leite, descarte prematuro de animais e aumento dos custos sanitários. A doença também tem importância em Saúde Pública, pois o agente etiológico tem sido associado à doença de Crohn em humanos, sendo o leite o possível veículo de transmissão do microrganismo. No Brasil, não existem estudos sobre a prevalência da paratuberculose e seu impacto econômico. O objetivo desse estudo foi iniciar um levantamento da doença em propriedades rurais da bacia leiteira da microrregião de Viçosa, MG. Assepticamente, foram coletadas 222 amostras de leite cru, sendo 206 amostras de leite individual e 16 amostras de leite de tanque. Foi realizada a extração de DNA e a técnica de PCR de todas as amostras, utilizando-se os oligonucleotídeos BN1 e BN2 baseados na sequência IS900. Oito amostras (3,6%) amplificaram fragmentos de tamanho esperado (626pb). Para confirmar a identidade dos fragmentos obtidos, eles foram clonados e enviados para seqüenciamento. Desses, três fragmentos (37.5%) e o controle positivo foram sequenciados com sucesso e comparados com a sequência IS900 depositada no GenBank (X16293.1). A análise genética revelou 99% de identidade entre as sequências obtidas nesse estudo e a sequência X16293.1, mostrando portanto, que os fragmentos amplificados foram fragmentos de MAP. Os resultados desse estudo permitem afirmar que MAP está presente em amostras de leite no Brasil, e é um levantamento inicial da doença no estado de Minas Gerais. Esse é o primeiro trabalho que relata a detecção de MAP em amostras de leite cru no Brasil.

(FAPEMIG / CNPq )

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COMPARAÇÃO ENTRE VALORES DE HEMATÓCRITOS DE CÃES OBTIDOS PELA TÉCNICA MANUAL DE MICROHEMATÓCRITO E TÉCNICA AUTOMATIZADA DE IMPEDÂNCIA ELÉTRICA

JOÃO PAULO MACHADO (Não Bolsista/UFV), MARLENE ISABEL VARGAS VILORIA (Orientador/UFV), JULIANA EVANGELISTA BEZERRIL (Não Bolsista/UFV), RENATO BARROS ELEOTÉRIO (Bolsista CNPq/UFV), GABRIEL DOMINGOS CARVALHO (Não Bolsista/UFV), FABRÍCIO LUCIANI VALENTE (Bolsista FAPEMIG/UFV)

Há disponibilidade crescente de instrumentos automatizados de hematologia oferecidos por companhias farmacêuticas e instituições de pesquisa (KERR, 2003). Na prática veterinária, estes instrumentos provêem retorno rápido de resultados, porém, o benefício é alcançado somente quando os instrumentos são utilizados de forma adequada e os resultados por eles produzidos são interpretados corretamente (FAILACE, 2003). Este trabalho teve como objetivo comparar valores de hematócrito (Ht) em sangue canino obtidos pela técnica manual de microhematócrito e pela técnica automatizada por impedância elétrica. Foram avaliadas 60 amostras sanguíneas de cães atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Espírito Santo. Um mililitro de cada amostra de sangue foi depositado em frascos contendo 20 µL do anticoagulante etileno diamino tetra-acético (EDTA) e imediatamente encaminhado para análise laboratorial. Simultaneamente foi realizado processamento pela técnica manual, como descrito por Walters et al. (1998) e pela técnica automatizada utilizando-se o contador automático ABX Micros 60, que opera pelo método de impedância elétrica, desenvolvido para análise de sangue humano. As médias aritméticas dos valores de Ht encontrados pelo método manual e automatizado foram, respectivamente, iguais a 44,15% e 36,1%. Na maioria das vezes, os valores obtidos pela técnica manual foram maiores que os obtidos pela técnica automatizada, sendo que a maior diferença individual foi de 28,1%. A média aritmética dos valores da diferença entre a técnica manual e automatizada foi de 10,4%, esse número é distante da variação aceitável, que está entre 3 a 5 % (KNOL, 2000). Obtenção inadequada da amostra, formação de coágulos, excesso de anticoagulante, velocidade e duração da centrifugação podem interferir nos resultados (KNOL, 2000). Entretanto, mesmo considerando estas possibilidades de erro, os resultados obtidos permitiram concluir que não é recomendada a utilização de equipamento que utilize método automatizado de impedância sem indicação para uso veterinário. 

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