Ufv / IX simpos / outubro de 2009 / veterinária parasitismo por ctenocephalides felis (Bouché, 1835) em gambá (Didelphis aurita) (Wied-Neuwied, 1826): relato de caso


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ENFISEMA SUBCUTÂNEO AGUDO PROVOCADO POR LACERAÇÃO PULMONAR: RELATO DE CASO

CLARISSA DE MORAES LACERDA BALBI (Não Bolsista/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), LILIANE RIBEIRO LOPES (Não Bolsista/UFV), FÁBIO ANDRADE MARINHO (Não Bolsista/UFV), TATIANA BORGES DE CARVALHO (Não Bolsista/UFV), LUKIYA SILVA CAMPOS FAVARATO (Não Bolsista/UFV), EVANDRO SILVA FAVARATO (Não Bolsista/UFV), CAMILA MARIA MANTOVANI CORSINI (Não Bolsista/UFV)

Enfisema subcutâneo é o acúmulo de ar nos tecidos subcutâneos proveniente de lesões, geralmente, traqueobrônquicas ou perfurantes da pele. Relata-se o agravo em uma cadela, SRD, seis meses que deu entrada no hospital Veterinário da UFV apresentando dispnéia e histórico de fuga. Ao exame físico notou-se edema creptante na região torácica, abdominal e membros, além de dispnéia e cianose. Nenhuma lesão perfurante foi encontrada. Após oxigênioterapia e fluidoterapia, encaminhou-o para exames radiográficos onde diagnosticou-se enfisema subcutâneo generalizado e pneumotórax. Realizou-se toracocentese e em seguida, encaminhou-o para cirurgia exploratória iniciando-se pela traquéia, incisando a linha média ventral a partir da cartilagem cricóide na expectativa de encontrar-se perfuração, uma vez que é o local comumente responsável pelo quadro. Não sendo encontrada a lesão, procedeu-se a toracotomia esternal para exploração dos lobos pulmonares, onde observou-se áreas contusas, porém não foi possível determinar macroscópicamente a lesão, sendo necessária a imersão da cavidade torácica em solução fisiológica aquecida para, através de bolhas, encontrar o local de extravasamento de ar. Após identificado realizou-se a lobectomia total do lobo cardíaco pulmonar esquerdo e iniciou-se a síntese, com esternorrafia e restabelecimento da pressão negativa. Entretanto a descompensação cardiopulmonar, freqüente causa do óbito, aconteceu e foi agravada pelo quadro de baixa perfusão tecidual do animal, proveniente do trauma torácico e do longo e cruento trans-cirúrgico, e o animal não resistiu. Sabe-se que o trauma torácico é comum e assume caráter extremo pelo comprometimento imediato das funções vitais e freqüente associação a traumatismos múltiplos, e culmina com intervenção cirúrgica em algum momento do atendimento. Conclui-se que as lacerações pulmonares são graves, mesmo quando mínimas, pois ocasionam extravasamento de ar, comprometendo a ventilação e culminando em pneumotórax, o que torna o diagnóstico preciso e a termo da lesão fundamental no que se refere à preservação da vida do animal.

(sem apoio )




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HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA PERITONIOPERICÁRDICA EM CÃO ADULTO: RELATO DE CASO

CLARISSA DE MORAES LACERDA BALBI (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), LISSANDRO GONCALVES CONCEICAO (Co-orientador/UFV), RENATA CASTRO NEHME (Não Bolsista/UFV), SÂMARA TURBAY PIRES (Não Bolsista/UFV), EDUARDO GUIMARÃES MORATO ABREU (Não Bolsista/UFV), MARIANA NASCIMENTO MIRANDA (Não Bolsista/UFV), LETÍCIA CORRÊA SANTOS (Não Bolsista/UFV)

As hérnias diafragmáticas caracterizam-se pela passagem das vísceras abdominais através do diafragma, alcançando a cavidade torácica. As vísceras podem estar contidas dentro de um saco herniário ou podem estar livres no espaço pleural. Relata-se o caso atendido no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Viçosa de um cão Poodle, macho, 8 anos apresentando-se ofegante, com sensibilidade abdominal, andar arqueado e vômito. Ao exame clínico mostrou-se dispneico, taquicárdico, inquieto e com tensão abdominal. O animal foi encaminhado para exames radiográficos simples onde se observou aumento global do coração de forma arredondada, deslocamento dorsal da traquéia, áreas radiotransparentes superpostas à silhueta cardíaca e coalescência entre a linha diafragmática e o ápice do coração, sugerindo hérnia peritoniopericárdica. Foi realizado exame radiográfico contrastado com sulfato de bário, que revelou a presença de alças intestinais e parte do estômago no interior do pericárdio confirmando o diagnóstico. Foi indicado o tratamento cirúrgico, porém o proprietário declinou, optando pelo clínico.  A hérnia peritoniopericárdica é uma hérnia congênita verdadeira que ocorre com a anormalidade do septo transverso. É a malformação pericárdica mais comum em cães e gatos. Os órgãos comumente herniados são fígado, ligamento falciforme, omento, baço, intestino delgado e estômago. A hérnia peritoniopericárdica pode cursar assintomaticamente, não apresentando sinais clínicos e diagnosticadas acidentalmente. Eventualmente, os órgãos herniados podem sofrer encarceramento, obstrução ou estrangulamento e compressão pulmonar indireta, resultando em dispnéia, tosse, taquipnéia, anorexia, vômito ou diarréia. Outros sinais inespecíficos são emaciação, cólicas, ascite, inapetência, choque e colapso. Os sinais podem ser intermitentes em decorrência da movimentação das vísceras. A importância desse relato baseia-se na idade avançada do animal ao apresentar os primeiros sintomas, o que sugere que apesar do defeito ser congênito a herniação só ter ocorrido numa fase mais avançada da vida.

(nao apoio )




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MASTITE EM VACA CAUSADA POR TUBERCULOSE – RELATO DE CASO

DANIELA CALHELHAS GASPAR (Não Bolsista/), DANIEL QUEIROZ FRANÇA (Bolsista/UFV), MARLI DO CARMO CUPERTINO (Não Bolsista/UFV)

A mastite tuberculosa é de grande importância devido ao perigo que representa à saúde pública, à disseminação da enfermidade aos bezerros, bem como pela dificuldade de diferenciá-la de outros tipos de mastite. Sua característica principal é uma acentuada hipertrofia e consistência firme, que normalmente se desenvolvem na parte superior do úbere, particularmente nos quartos posteriores. Uma vaca, ½ sangue Holandês/Zebu, 8 anos, pesando 400 kg foi atendida no Hospital Veterinário da UFV no dia 14 de agosto de 2009, apresentando, pelo proprietário, queixa de mastite crônica não responsiva ao antibacteriano utilizado (cefalosporina). Ao exame físico, constataram-se mucosas hipocoradas, desidratação moderada, taquipnéia, quartos anterior esquerdo e posterior direito do úbere bastante firmes à palpação, além de extensa área de edema na porção ventral do abdome, cranialmente à glândula mamária. Inicialmente, administraram-se fenilbutazona (10 mg/kg), sulfa + trimetoprim (30 mg/kg), hidratação oral (NaCl, KCl, CaCl , proprionato de cálcio) e lavagem intramamária dos quartos comprometidos com líquido de dakin e posterior cauterização com iodo 10%; nos últimos 5 dias de tratamento, a sulfa + trimetoprim foi substituída por 10g de iodeto de potássio diluídos em 500ml de soro fisiológico endovenoso, uma vez ao dia. A evolução do quadro consistiu de perde do apetite, som timpânico e atonia à ausculta ruminal. A fibrose intramamária não regrediu com as lavagens e cauterização. Assim, o animal foi encaminhado à necropsia no dia 21 de agosto de 2009, havendo, como achados, material caseoso na glândula mamária e pulmões. Amostra da glândula mamária foi enviada para histopatologia, sendo encontrado um quadro de linfadenite granulomatosa com áreas de necrose caseosas compatíveis com tuberculose.

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LUXAÇÃO DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR SUBSEQUENTE À FRATURA DE MANDIBULA EM CÃO – RELATO DE CASO

EDUARDO GUIMARÃES MORATO ABREU (Não Bolsista/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Orientador/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Co-orientador/UFV), FÁBIO ANDRADE MARINHO (Não Bolsista/UFV), EMILY CORRENA CARLO REIS (Não Bolsista/UFV), LILIANE RIBEIRO LOPES (Não Bolsista/UFV), CLARISSA DE MORAES LACERDA BALBI (Não Bolsista/UFV), ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), RENATA CASTRO NEHME (Não Bolsista/UFV)

A luxação da articulação temporomandibular ocorre quando os côndilos mandibulares se separam das superfícies articulares do osso temporal e das fossas mandibulares, geralmente decorrente de trauma, sendo rara devido à proteção dada pelos fortes músculos temporais e, quando presentes, podem associar-se com fraturas mandibulares. O deslocamento craniodorsal é mais comum que o caudal e o diagnóstico definitivo é feito após interpretação de radiografias da articulação com o animal anestesiado. Geralmente pode ser reduzida sem intervenção cirúrgica e o procedimento é feito por tração dos côndilos em sentido distal, enquanto a mandíbula e maxila rostral são comprimidas em conjunto. De imediato, palpa-se a articulação para conferir sua estabilidade. Relata-se o caso de uma cadela de 5 meses, pesando 3,7Kg, poodle, atendida no Hospital Veterinário da UFV em agosto de 2009, que já havia sofrido uma laparotomia recente em decorrência de hemorragia interna causada por lesão esplênica e hepática. Ao exame físico, evidenciou-se fratura obliqua no terço médio do fêmur esquerdo, fratura transversa no terço distal da tíbia esquerda e fratura completa instável no corpo da mandíbula direita e suspeita de luxação temporomandibular por perda de oclusão e presença de mobilidade. Após sedação, o animal foi radiografado e foi confirmada a luxação lateral atípica da articulação temporomandibular esquerda. As tentativas de redução foram infrutíferas até que optou-se por reduzir e fixar manualmente a fratura do corpo mandibular, conferindo estabilidade à região e permitindo redução da luxação, por meio de manobras de tração ventral e distal no ramo da mandíbula. Após redução da luxação, a fratura do corpo mandibular foi estabilizada por meio de fixação externa com pinos de steinmann e resina acrílica autopolimerizável.

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ARTRITE SÉPTICA EM CÃO - RELATO DE CASO

EDUARDO GUIMARÃES MORATO ABREU (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), TATIANA SCHMITZ DUARTE (Não Bolsista/UFV), JOÃO PAULO MACHADO (Não Bolsista/UFV), SÂMARA TURBAY PIRES (Não Bolsista/UFV), FÁBIO ANDRADE MARINHO (Não Bolsista/UFV), ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), CLARISSA DE MORAES LACERDA BALBI (Não Bolsista/UFV)

As alterações radiográficas de doença articular variam em virtude da apresentação aguda ou crônica. Relata-se o caso de um cão com histórico de mordedura por outro há dois dias. Este apresentava impotência funcional do membro torácico direito. Ao exame físico observou-se aumento de volume do membro e lesões perfurantes abaixo do cotovelo. O hemograma revelou leucocitose com desvio à esquerda. Ao exame radiográfico observou-se aumento de volume de partes moles em todo o membro e discreto conteúdo gasoso em tecidos moles no terço proximal do rádio. Imagens e clínica compatíveis com flegmão. Foram prescritos Metronidazol e Meloxicam. Cinquenta dias depois, o animal retornou com a mesma queixa. O exame físico revelou atrofia de todo o membro e perda da amplitude de movimentos desta articulação. O hemograma não revelou anormalidades. À reavaliação radiográfica observou-se áreas de osteólise do osso subcondral com formação de cistos, esclerose adjacente, diminuição da interlinha radiográfica e reação periostal periarticular com formação de osteófitos comprometendo a articulação do cotovelo revelando uma lesão crônica. Observou-se também alterações da trabeculação óssea em rádio e ulna correspondentes e discreta reação periostal levemente irregular. Procedeu-se a artrocentese, que revelou assepsia do fluido articular. Estes achados sugeriram doença degenerativa articular de origem infecciosa e osteomielite em rádio e ulna correspondentes, em fase de resolução. A artrite séptica é caracterizada como a infecção das articulações por microorganismos, geralmente bacterianos, sendo incomum em pequenos animais. A origem do processo nesse caso ocorreu por inoculação bacteriana direta. Na fase aguda a artrite séptica pode passar despercebida radiograficamente por ser uma alteração não erosiva e promover apenas efusão. As características radiográficas de doença degenerativa articular podem demorar quatro semanas para aparecerem após o início dos sinais clínicos, conforme observado nesse caso. Foi indicado tratamento conservativo com carprofeno e fisioterapia.

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DESENVOLVIMENTO DE EMBRIÕES DE CAMUNDONGAS APÓS MANUTENÇÃO EM DIFERENTES MEIOS DE MANIPULAÇÃO E POSTERIOR CULTIVO in vitro

EMÍLIO CÉSAR MARTINS PEREIRA (Não Bolsista/UFV), FLAVIO GUISELLI LOPES (Bolsista CAPES/UFV), LAERCIO DOS ANJOS BENJAMIM (Não Bolsista/UFV), CARLOS ANTÔNIO DE CARVALHO FERNANDES (Co-orientador/), AUREA HELENA ASSIS DA COSTA (Não Bolsista/), JOSÉ ROGÉRIO MOURA DE ALMEIDA NETO (Não Bolsista/UFV), GUSTAVO GUERINO MACEDO (Bolsista CAPES/UFV), SANELY LOURENÇO DA COSTA (Bolsista CNPq/UFV), EDUARDO PAULINO DA COSTA (Orientador/UFV)

As condições de cultivo in vitro são consideradas muito importantes para que bons índices de produção de embriões sejam obtidos, razão pela qual, inúmeras pesquisas têm sido realizadas visando avaliar o efeito que diferentes fatores intrínsecos e extrínsecos (substratos energéticos, tampões, macromoléculas, condições de atmosférica gasosa e temperatura) possam exercer sobre o metabolismo e a capacidade de desenvolvimento embrionária. No presente estudo, objetivou-se avaliar e definir meios mais simples e estáveis que possibilitem a normalidade no desenvolvimento embrionário, incluindo aspectos morfológicos após manutenção em diferentes meios de manipulação e, posterior cultivo in vitro. Foram utilizados embriões de camundongas nos estádios de blastocisto inicial (Bin), mórula compacta grau I (McI) e II (McII). Os embriões de cada estádio de desenvolvimento foram mantidos, durante quatro horas, em determinado meio manipulação, à 37ºC. Posteriormente a manipulação, os embriões foram classificados quanto ao estádio de desenvolvimento e, então cultivados, durante 10 horas, em meio de cultivo TCM 199 modificado, à 37ºC, em estufa incubadora de CO2. Foram testados três meios de manipulação, T1 (controle-PBS modificado), T2 (MD1-meio definido 1) e T3 (MD2-meio definido 2). Após o término do tempo de cultivo in vitro, os embriões foram classificados quanto ao estádio de desenvolvimento e quanto à qualidade embrionária. Não foi observada diferença (P>0,05) nas taxas de desenvolvimento de embriões Bin e McI após cultivo in vitro, nos diferentes tratamentos. Já nos embriões McII, observou-se diferença (P<0,05) entre os tratamentos. As taxas de desenvolvimento de embriões McII do tratamento MD2 (93%) foram superiores aos tratamentos controle (82,5%) e MD1 (83,9%) (P<0,05). Este resultado pode ter ocorrido, provavelmente, pela elevada capacidade do meio MD2 em manter um ambiente favorável ao embrião, estimulando as células totipotentes viáveis a continuarem seu desenvolvimento e recompondo com maior rapidez a população de células viáveis da massa celular. (Apoio financeiro: FAPEMIG).

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DESENVOLVIMENTO DE EMBRIÕES DE CAMUNDONGAS APÓS MANUTENÇÃO QUATRO HORAS EM DIFERENTES MEIOS DE MANIPULAÇÃO

EMÍLIO CÉSAR MARTINS PEREIRA (Não Bolsista/UFV), FLAVIO GUISELLI LOPES (Bolsista CAPES/UFV), LAERCIO DOS ANJOS BENJAMIM (Não Bolsista/UFV), CARLOS ANTÔNIO DE CARVALHO FERNANDES (Co-orientador/), AUREA HELENA ASSIS DA COSTA (Não Bolsista/), GIANCARLO MAGALHÃES DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), RAFAEL JOSÉ OTERO ARROYO (Bolsista CAPES/UFV), SANELY LOURENÇO DA COSTA (Bolsista CNPq/UFV), EDUARDO PAULINO DA COSTA (Orientador/UFV)

O aprimoramento das técnicas envolvidas no processo de manutenção in vitro de embriões é de fundamental importância para o estudo e a compreensão de vários fenômenos e mecanismos biológicos que ocorrem durante o desenvolvimento embrionário. Fundamentalmente, busca-se encontrar um meio ideal que mantenha a alta qualidade dos embriões, para que continue o desenvolvimento, realizem implantação e resultem em gestações viáveis. O objetivo do presente estudo foi avaliar a taxa de desenvolvimento de embriões previamente expostos à meios de manipulação mais simples e estáveis do que o tradicionalmente utilizado, considerando sobretudo aspectos morfológicos. Foram utilizados embriões de camundongas nos estádios de blastocisto inicial (Bin), mórula compacta grau I (McI) e II (McII). Os embriões de cada estádio de desenvolvimento foram mantidos, durante quatro horas, em determinado meio manipulação, à 37ºC. No estudo, foram testados três meios de manipulação, sendo o T1 (controle-PBS modificado), T2 (MD1-meio definido 1) e T3 (MD2-meio definido 2). Após o término do tempo de manipulação, os embriões foram classificados quanto ao estádio de desenvolvimento e quanto à qualidade embrionária. Foi observada diferença (P<0,01) nas taxas de desenvolvimento de embriões Bin, McI e McII para os diferentes tratamentos. As taxas de embriões Bin dos tratamentos MD1 (68,3%) e MD2 (58,5%) foram superiores ao PBS modificado (43,1%) (P<0,01). Já as taxas de embriões McI dos tratamentos MD1 (52,2%) e MD2 (50,9%) foram superiores ao PBS moficado (28,8%) (P<0,01). As taxas de embriões McII dos tratamentos MD1 (31,3%) e MD2 (32,9%) foram superiores ao tratamento controle (8,6%) (P<0,01). Baseado na avaliação das taxas de desenvolvimento dos embriões, conclui-se portanto que, os meios de manipulação MD1 e MD2 foram superiores ao meio PBS modificado (controle) e que possivelmente a substituição deste pelos meios testados (MD1e MD2) poderá acarretar melhores taxas de viabilidade embrionária. (Apoio financeiro: FAPEMIG).

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UM CASO DESAFIADOR DE EFUSÃO PERICÁRDICA EM CÃO

FÁBIO ANDRADE MARINHO (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), PAULO RENATO DOS SANTOS COSTA (Co-orientador/UFV), LILIANE RIBEIRO LOPES (Não Bolsista/UFV), ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), JOÃO PAULO MACHADO (Não Bolsista/UFV), SÂMARA TURBAY PIRES (Não Bolsista/UFV), MARLENE ISABEL VARGAS VILORIA (Co-orientador/UFV)

As causas de efusão pericárdica nem sempre são determinadas, mas devem ser consideradas infecções, neoplasias, hérnia peritoniopericárdica, hipoalbuminemia, uremia, insuficiência cardíaca, pericardite, ruptura atrial, cisto pericárdico, leishmaniose visceral entre outras.  Relata-se o caso de uma cadela, SRD, atendida no HOVET-UFV, apresentando dispnéia, edema dos membros e ascite. Ao exame ultrassonográfico observou-se grande quantidade de líquido livre em abdômen, impossibilitando melhor avaliação dos órgãos abdominais, uma vez que o transdutor disponível atinge até 10cm de profundidade.  Porém, notou-se que havia grande quantidade de líquido em ambos hemitórax, o que impedia melhor visibilização do coração. Não foi detectado o ligamento frenicopericárdico flutuando nesse líquido, o que confirmaria a localização do líquido no espaço pleural, sendo indicado o exame radiográfico para complementação. Esse exame mostrou aumento acentuado e generalizado da silhueta cardíaca, com contornos arredondados e elevação da traquéia na projeção laterolateral, o que sugeriu que o líquido estivesse contido no pericárdio.  A projeção dorsoventral mostrou grandes dimensões e assimetria da silhueta cardíaca, confundindo o diagnóstico e deixando dúvidas se essa assimetria talvez fosse causada por uma massa que não estivesse ao alcançe do transdutor. Na impossibilidade de outros exames de imagem procedeu-se a toracotomia exploratória, mas o animal veio à obito. À necrópsia notou-se que o pericárdio preenchido por grande quantidade de líquido serosanguinolento tomava praticamente toda a cavidade torácica, apresentando contornos assimétricos.  O coração  apresentava dimensões reduzidas e não havia qualquer massa.  Diante disso chegou-se ao entendimento de que as alterações ultrassonográficas e radiográficas tratavam-se, portanto, de efusão pericárdica e que a mesma, por ser demasiadamente grande, causava assimetria por se acomodar ao espaço disponível no tórax. No caso em questão, mesmo com a análise anatomopatológica, não foi possível firmar um diagnóstico definitivo, sendo sugerido insuficiência cardíaca ou cirrose hepática como possíveis desencadeadores.

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ENXERTO DE PELE COM FLAP AXIAL ASSOCIADO COM MEMBRANA AMNIÓTICA EM FERIDA TRAUMÁTICA DE CÃO - RELATO DE CASO

FÁBIO ANDRADE MARINHO (Não Bolsista/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Orientador/UFV), TATIANA SCHMITZ DUARTE (Não Bolsista/UFV), ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), LILIANE RIBEIRO LOPES (Não Bolsista/UFV), PABLO HERTHEL DE CARVALHO (Não Bolsista/UFV)

Flaps de padrão axial são enxertos cutâneos que mantém em sua base o suprimento sanguíneo essencial para sua sobrevivência, artéria e veia, devendo ser isolado e transferido para defeitos cutâneos juntamente com a pele. Dentre os diversos tipos de membranas biológicas, a amniótica demonstra bons resultados pois possui propriedades bacteriostáticas e promove proteção da lesão, além de redução da dor, auxilio na epitelização e não é imunogênica. Relata-se o caso de um cão de 7 meses de idade, sem raça definida, macho, atendido no Hospital Veterinário da UFV em fevereiro de 2009, apresentando ferida traumática c  c      fontaminada e fratura exposta transversa instável no terço médio do metatarso esquerdo. De imediato, foi instituído tratamento, por via oral, com Cefalexina (30mg/kg) por 20 dias e Meloxicam (0,2mg/kg) por 5 dias. Observou-se após 20 dias tecido de granulação proeminente sobre toda área da ferida (15cm de comprimento X 5cm de largura), desde a articulação tarsometatarsiana até próximo as falanges na região craniomedial do membro pélvico esquerdo. Optou-se pela aplicação de flap cutâneo de conduto safeno reverso para auxiliar na cobertura do ferimento e, como a lesão era extensa, foram utilizadas duas membranas amnióticas, que foram suturadas nas extremidades da lesão completando a cobertura. No pós–operatório realizou-se limpeza com solução fisiológica diariamente e bandagem úmida com antimicrobiano tópico (Gentamicina). Após 7 dias constatou-se desvitalização na borda distal do flap e procedeu-se o debridamento. A completa epitelização do ferimento ocorreu após 1 mês de tratamento e optou-se por não intervir na fratura que estava consolidada. As duas técnicas de enxertia, associadas, permitiram total recobrimento da ferida, embora o leito recoberto pela membrana necessitasse de maior tempo para cicatrização.

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CONTROLE BIOLÓGICO DE CIATOSTOMÍNEOS DE EQÜINOS (NEMATODA: CYATHOSTOMINAE) NA REGIÃO TROPICAL DO SUDESTE DO BRASIL, COM O FUNGO PREDADOR DE NEMATÓIDES Duddingtonia flagrans

FABIO RIBEIRO BRAGA (Bolsista CAPES/UFV), JACKSON VICTOR DE ARAUJO (Orientador/UFV), ANDRÉ RICARDO E SILVA (Bolsista CAPES/UFV), JULIANA MILANI ARAUJO (Bolsista CAPES/UFV), ROGÉRIO OLIVA CARVALHO (Bolsista CAPES/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), LUIZA NEME FRASSY (Bolsista FAPEMIG/UFV), GIOVANNI RIBEIRO DE CARVALHO (Co-orientador/UFV), SEBASTIÃO RODRIGO FERREIRA (Bolsista CNPq/UFV)

A viabilidade de uma formulação do fungo predador de nematóides Duddingtonia flagrans foi avaliada no controle biológico de ciatostomíneos de eqüinos. Dois grupos (1 e 2) com oito éguas em cada grupo, mestiças, com idade entre 3 a 18 anos, foram colocados em pastagens de Cynodon sp. naturalmente infectadas com larvas de ciatostomíneos de eqüinos. No grupo 1, cada animal recebeu (1g/10 kg de peso vivo) de péletes em matriz de alginato de sódio de D. flagrans via oral, duas vezes por semana, durante seis meses. No grupo 2 (controle), os animais receberam (1g/10 kg de peso vivo) de péletes sem fungo (controle). As contagens de ovos por grama de fezes demonstraram diferença (P<0,01) dos animais do grupo 1 em relação aos animais do grupo 2, nos períodos de julho, agosto, setembro e outubro com níveis de redução menores de 35,4%, 73,2%, 64,3% e 30,5%, respectivamente. Nas coproculturas foi encontrada diferença (P<0,01) entre os animais do grupo 1 em relação aos animais do grupo 2 ao final do experimento com redução das larvas recuperadas de 51% nos animais do grupo 1. Diferença (P<0,01) foi observada na recuperação de larvas infectantes das pastagens que foram coletadas até 0-20 cm de distância do bolo fecal no pasto do grupo 1 em relação ao grupo 2 com uma redução de 78,5% e, entre 20 e 40 cm do bolo fecal a redução (P<0,01) foi de 82,5% no pasto do grupo 1 em relação ao pasto grupo 2. Nos últimos três meses do experimento os animais do grupo 1 apresentaram diferença (P<0,01) no ganho de peso quando comparados aos animais do grupo 2 de 38 kg. O tratamento de eqüinos com péletes contendo o fungo nematófago D. flagrans, pode ser efetivo no controle de ciatostomíneos na região tropical do sudeste do  Brasil. (Capes, CNPq e Fapemig)

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