Título: a gestão de Qualidade na Farmácia Hospitalar Autores: mariza tobias da silva



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Título: A Gestão de Qualidade na Farmácia Hospitalar
Autores:

mariza TOBIAS DA SILVA

e-mail: mariza_silva@einstein.br
wadimir MENDES BORGES FILHO

e-mail: vmborges@einstein.br
Endereço para contato: Av. Albert Einstein, 627 Morumbi - São Paulo – capital

CEP: 05651-901


SUMÁRIO

RESUMO........................................................................................................................................3
PALAVRAS CHAVES..................................................................................................................3
INTRODUÇÃO..............................................................................................................................3
MATERIAIS EMÉTODOS..........................................................................................................5

Acreditação Hospitalar – Joint Commission International......................................................6

Certificações ISO..........................................................................................................................7

Princípios do Institute of Medicin...............................................................................................8
RESULTADOS E DISCUSSÃO...................................................................................................8
CONCLUSÃO..............................................................................................................................11
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................................11

RESUMO

O objetivo deste artigo é descrever a experiência do Serviço de Farmácia do Hospital Israelita Albert Einstein de São Paulo, na gestão de qualidade, dentro do contexto da acreditação hospitalar pela Joint Commission Internacional/Consórcio Brasileiro de Acreditação e certificações ISO e como estas metodologias têm contribuído para uma melhoria significante da qualidade e segurança dos processos e atividades exercidas pela Farmácia, bem como para que o serviço e conseqüentemente, o farmacêutico, passassem a ter uma atuação de destaque, assumindo seu papel na assistência ao paciente e, tornando possível a implantação da Farmácia Clínica na instituição.


PALAVRAS CHAVES: farmácia hospitalar, qualidade, acreditação, certificação.
INTRODUÇÃO

O conceito de farmácia hospitalar tem evoluído nas últimas décadas e atualmente, espera-se que sejam exercidas não somente as atividades de gerenciamento e logística, mas também aquelas que possibilitem o uso racional dos medicamentos, garantindo aos pacientes uma terapêutica adequada e segura. A farmácia hospitalar moderna possui uma estrutura complexa, onde inúmeros processos e atividades são necessários para garantir o tratamento correto e oportuno aos pacientes, com otimização dos recursos existentes. Em todos estes processos e atividades, o foco principal deve ser o paciente e a disponibilização de medicamentos e correlatos eficazes e seguros. 2,5,9

A utilização dos conceitos de qualidade na área da saúde ainda gera questionamentos, onde se diz que a busca, na realidade, é meramente pela redução de custos, visto que a saúde é uma área que necessita um aporte muito grande de recursos, tanto materiais quanto humanos, não sendo possível padronizar condutas e procedimentos na área.6 Mas este é um conceito muito superficial e que demonstra falta de visão estratégica e mesmo histórica da questão. Ao investir em um sistema de gestão de qualidade, a instituição de saúde, seja pública ou privada, estará garantindo a melhor assistência possível com os recursos disponíveis, reduzindo riscos aos pacientes e também aos profissionais envolvidos na assistência, evitando desperdícios e aumentando as chances de sucesso nas metas propostas.

Desde o início do século 20, já se detectava dentro do ambiente hospitalar uma necessidade de padronização de procedimentos e práticas visando garantir que fossem seguidas regras mínimas para oferecer um ambiente seguro para a assistência aos pacientes. Nascia, então, nos Estados Unidos, o que seria mais tarde a Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations, ou a Comissão Conjunta para Acreditação Hospitalar, uma das principais organizações em nível mundial que possui uma metodologia no estabelecimento de padrões de qualidade para a prática da assistência e que avaliam as instituições de saúde quanto ao cumprimento destes padrões.7

No Brasil, o assunto acreditação na área de saúde é mais recente. Existiram várias iniciativas, mas foi somente no fim da década de 90, por iniciativa do Ministério da Saúde, que tivemos a criação de um órgão nacional de acreditação hospitalar, a ONA, Organização Nacional de Acreditação e em 2000 foi concluída a estruturação do Sistema Brasileiro de Acreditação. Em 2002 a ANVISA reconheceu a ONA como órgão competente e autorizado a operacionalizar o desenvolvimento do processo de acreditação de organizações e serviços de saúde no Brasil.7

Outra iniciativa brasileira em acreditação hospitalar é representada pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação, CBA, constituído em 1998. Em 2005, o CBA tornou-se o nome fantasia da Associação Brasileira de Acreditação de Sistemas e Serviços de Saúde (ABA). O CBA utiliza a metodologia da Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations - JCAHO, com assessoria da subsidiária, a Joint Commission International - JCI. As duas organizações, CBA e JCI, possuem acordo para auditoria conjunta.8

Outra metodologia utilizada para implantação de sistemas de gestão da qualidade é representada pelas normas ISO, da International Organization for Standardization, criada em 1946, com sede em Genebra, Suíça, instituição que emite normas e padrões de aceitação mundial. Particularmente, a série ISO 9000, composta por normas que estabelecem as diretrizes para gestão da qualidade, destacando-se a norma 9001:2000 que trata dos requisitos para este sistema, são ferramentas úteis para que as organizações de saúde busquem melhoria na qualidade dos seus processos, tendo como foco a satisfação dos clientes internos e externos, ou seja, de todos os envolvidos no processo, pacientes e colaboradores.10

Também são importantes, quando se fala em qualidade na área da saúde, os princípios do Institute of Medicin dos Estados Unidos da América (IOM), que são: Assistência Focada no Paciente; Prover Assistência no Tempo Adequado; Eficiência; Equidade; Efetividade e Segurança do Paciente.

A busca pela qualidade e melhoria contínua de seus processos tem sido uma meta do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) desde a sua criação, o que tem levado a instituição a buscar metodologias de avaliação da qualidade e desempenho, como a acreditação hospitalar e certificações ISO. Assim, em 1999, após uma grande preparação, com envolvimento e muito trabalho de todos os colaboradores, o HIAE foi acreditado pela Joint Commission International. Em 2002 e 2006, a instituição foi novamente avaliada e re-acreditada. Em 2006, já pela auditoria conjunta Joint Commission International/Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA).

Também a partir da década de 90, vários serviços dentro do HIAE, buscaram as certificações ISO e atualmente, a grande maioria das áreas de apoio, incluindo o Serviço de Farmácia, que na estrutura organizacional da instituição pertence à área de Suprimentos, é certificada pelas normas ISO 9001:2000 e ISO 14001:2004. Embora genérica, não sendo específica para a área da saúde, a norma ISO 9001 pode trazer grandes benefícios quando implantada em um serviço de farmácia hospitalar, pois os processos de gerenciamento e logística de medicamentos e correlatos são complexos, envolvem altos valores orçamentários, requerendo um planejamento e monitoramento estratégicos. Além disto, sendo uma área produtiva, com procedimentos e rotinas que precisam ser cumpridos, com controles e monitoramentos a serem realizados, a padronização e o acompanhamento dos processos é fundamental para que os objetivos e metas de qualidade sejam alcançados. 3

Dentro deste contexto, o Serviço de Farmácia do HIAE vem buscando o aprimoramento da qualidade em suas atividades, adequando-se aos padrões e recomendações da Joint Commission e American Society of Health-System Pharmacists (ASHP), bem como aos requisitos das normas ISO e, sem dúvida, estas metodologias de avaliação da qualidade e desempenho foram grandes impulsionadoras para que o Serviço de Farmácia do HIAE alcançasse a estrutura de trabalho atual, possibilitando ao farmacêutico ocupar seu espaço, como figura importante e diferenciada na assistência que é prestada aos pacientes dentro da instituição.
MATERIAIS E MÉTODOS

A gestão da qualidade será tratada baseada na experiência para o processo de acreditação pela Joint Commission International (JCI) e das certificações ISO no Hospital Israelita Albert Einstein de São Paulo (HIAE), estando o Serviço de Farmácia inserido nestes processos.

Para se adequar aos padrões da JCI, o Serviço de Farmácia necessitou estruturar-se seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), American Society of Health-System Pharmacists (ASHP) e ANVISA, no que se refere à atuação do farmacêutico e ao gerenciamento de medicamentos, este último, segundo a Joint Commission, envolvendo os processos de seleção e aquisição; armazenamento; prescrição e transcrição da prescrição médica; preparação, distribuição e dispensação; administração e o monitoramento clínico de efeitos.1

Acreditação Hospitalar – Joint Commission International

A estruturação do Serviço de Farmácia do HIAE iniciou-se em 1997 com a proposta de um novo modelo de assistência farmacêutica que compreendia:



  • Implantação de sistema de prescrição eletrônica com revisão da prescrição médica pelo farmacêutico;

  • Contratação de mais 8 farmacêuticos;

  • Elaboração de procedimentos e rotinas operacionais descrevendo as atividades dos setores;

  • Elaboração de descrições de cargos para todos os funcionários, com definição de atividades e responsabilidades;

  • Reforma da área do Armazenamento Central para dar lugar à Farmácia Central, área que concentraria as atividades do Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM), recebimento, identificação de medicamentos com código de barras interno do HIAE, armazenamento e distribuição de medicamentos e materiais médico-hospitalares, unitarização de sólidos orais, manipulação de medicamentos injetáveis, dispensação de medicamentos por dose unitária, central de atenção à prescrição médica e transcrição da prescrição médica;

  • Fechamento de 9 farmácias satélites das 17 existentes;

  • Centralização da revisão da prescrição médica eletrônica pelo farmacêutico, garantindo maior agilidade e viabilizando a implantação do processo de dispensação de medicamentos por dose unitária pela Farmácia Central.

  • Aquisição de equipamentos de dispensação automatizada para viabilizar a implantação da dose unitária. A proposta do projeto de centralização da farmácia compreendia a substituição da farmácia satélite do andar de internação, por um equipamento de dispensação automatizada com atendimento de medicamentos por dose unitária que seria entregue pela Farmácia Central. O equipamento de dispensação automatizada contemplaria a dispensação de materiais médico-hospitalares, bem como medicamentos psicótropicos e entorpecentes, medicamentos de urgência e emergência e as primeiras doses de internações.

Em 2000 a área nova da Farmácia foi inaugurada, iniciando-se a implantação da dose unitária no HIAE e a partir de 2001, a instalação dos equipamentos de dispensação automatizada nos andares de internação. Todo o processo foi finalizado em agosto de 2003. Na tabela 1 temos o histórico desta reestruturação.
Tabela 1 – Histórico da estrutura do Serviço de Farmácia HIAE


1997

1998

2006

Dose Individualizada Indireta

Dose Individualizada

Direta


Dose Unitária

Dose Individualizada Direta

Sistema de Dispensação Automatizada


17 Farmácias Satélites

17 Farmácias Satélites

8 Farmácias Satélites

10 Equipamentos de Dispensação Automatizada



Prescrição Manual

Prescrição Eletrônica com atenção

à prescrição médica descentralizada



Prescrição Eletrônica com atenção à prescrição médica centralizada

15 Farmacêuticos

23 Farmacêuticos

35 Farmacêuticos



Certificações ISO

Em 2002 o Serviço de Farmácia passou pelo processo de certificação ISO 9001 e em 2003 pela ISO Ambiental.

A preparação para as avaliações de certificação ISO envolveu os seguintes aspectos:


  • Elaboração de treinamentos para os funcionários no sentido de informar, conscientizar e divulgar os conceitos, a política e objetivos da qualidade da instituição, como inovação tecnológica, melhoria da qualidade, satisfação dos clientes internos e externos, desenvolvimento de pessoal e otimização e segurança de processos.

  • Implementação de uma sistemática para acompanhamento de ocorrências internas envolvendo o Serviço de Farmácia para monitorar a qualidade dos processos relacionados aos pacientes internados.

  • Implementação de manual operacional setorial trazendo informações sobre indicadores, responsabilidades e controles necessários para os serviços prestados.

  • Elaboração de procedimentos e rotinas operacionais documentadas e acessíveis aos funcionários, com atualizações sempre que necessárias.

  • Manutenção de controles de documentos e registros das operações críticas realizadas pelos setores da Farmácia.

  • Realização periódica de auditorias internas para verificar o cumprimento dos requisitos das normas, com registro das não conformidades encontradas, bem como das ações tomadas para correção e acompanhamento dos problemas detectados.

  • Treinamento visando situações de emergência e acidentes, realização de simulados de incêndio, treinamento de brigada de incêndio.


Princípios do Institute of Medicin dos Estados Unidos (IOM)

O HIAE possui um sistema de qualidade cujos princípios norteadores são aqueles propostos pelo Instituto de Medicina dos Estados Unidos da América do Norte (IOM), que são:


Assistência Focada no Paciente - prover assistência que atenda e respeite as preferências, necessidades e valores dos pacientes.
Prover Assistência no Tempo Adequado - reduzir esperas e atrasos, por vezes prejudiciais, àqueles que recebem e prestam os cuidados.
Eficiência - evitar desperdícios e mau uso de suprimentos, equipamentos, idéias e energia.
Eqüidade - respeito à igualdade de direito de cada um. Prover assistência cuja qualidade não varie em função de características pessoais, tais como: gênero, etnia, condições sócio-econômicas ou localização geográfica.
Efetividade - prover serviços adequados àqueles que deles se beneficiarão. Uso responsável dos recursos, evitando o uso excessivo ou insuficiente.
Segurança do Paciente - evitar que a assistência prestada resulte em dano ao paciente.
RESULTADOS E DISCUSSÃO

Em 1999 o HIAE foi acreditado pela Joint Commission International, tendo sido re-acreditado nas auditorias em 2002 e 2006. A certificação ISO para o Serviço de Farmácia teve início em 2002, com a ISO 9001 e em 2003 com a ISO Ambiental, com re-avaliações semestrais até a data atual. Mas o principal ganho em todos estes processos, além das certificações e acreditações propriamente ditas, foi que a busca ao atendimento dos padrões e requisitos destas metodologias de avaliação da qualidade, permitiu que a Farmácia do HIAE se estruturasse e se desenvolvesse, exercendo atividades não somente no sentido de fornecer medicamentos e materiais médicos aos pacientes, fazendo a assistência farmacêutica, mas exercendo também atividades de atenção farmacêutica.



Além disto, para a farmácia do HIAE, como resultados benéficos práticos da gestão pela qualidade existente na instituição podemos relacionar:

  • Construção da área limpa para fracionamento de medicamentos injetáveis;

  • Melhoria da área física e condições ambientais mais adequadas às atividades de armazenamento e distribuição de medicamentos e materiais médico-hospitalares;

  • Implantação do sistema de prescrição eletrônica, onde o farmacêutico verifica a dose, via de administração, freqüência, alergias, medicamentos não padronizados antes da efetiva dispensação e, em caso de dúvida quanto a qualquer aspecto da prescrição médica, entra em contato com o médico prescritor;

  • Aumento do quadro de farmacêuticos de 15 para 35 profissionais;

  • Realização de cursos de capacitação dos farmacêuticos em Farmácia Hospitalar e Farmácia Clínica;

  • Incentivo ao treinamento, capacitação e conscientização dos funcionários;

  • Maior participação do farmacêutico na assistência aos pacientes, intervindo na prescrição médica quando necessário, orientando e informando quanto ao uso racional de medicamentos, participando de programas de prevenção de erros de medicação, visitas aos pacientes internados juntamente com a equipe médica (“Round”), comissões e fóruns interdisciplinares;

  • Viabilização da implantação da Farmácia Clínica no HIAE;

  • Desenvolvimento de indicadores de atenção farmacêutica, como Intervenção Farmacêutica na Prescrição Médica e Adesão do Médico à Intervenção Farmacêutica, conforme demonstrado nas Tabelas 2 e 3. A evolução destes indicadores demonstra que o farmacêutico vem conquistando credibilidade perante a equipe médica ao longo dos anos, obtendo reconhecimento pelo seu trabalho, no que se refere à garantia do uso adequado de medicamentos dentro da instituição. Para isto, tem sido fundamental a capacitação da equipe de farmacêuticos através da realização de cursos internos e externos, bem como a própria prática diária de atividades de assistência e a experiência que isto tem agregado ao profissional farmacêutico.

  • Implantação de protocolos e rotinas gerenciadas institucionais com a participação do farmacêutico clínico, como: Dor; Reação Pirogênica; Risco de Queda; Flebite; Medicamentos de Baixo Índice Terapêutico; Antibiótico Profilaxia Cirúrgica e Antibiótico Terapêutico.

  • Maior conscientização dos funcionários com relação ao meio ambiente compreendendo, racionalização do consumo de água, energia elétrica e outros recursos materiais, descarte correto de resíduos, estimulando a reciclagem e o conhecimento dos impactos ambientais da área, em particular com relação ao descarte de medicamentos e segurança no recebimento, armazenamento e dispensação de medicamentos quimioterápicos;

  • Estruturação de uma equipe de funcionários da farmácia para atuar com as questões da qualidade como realização de auditorias internas, análise de não conformidades encontradas nos processos e atividades, elaboração de treinamentos, revisão de procedimentos dentre outras questões;

  • Incentivo ao uso de ferramentas da qualidade, como FMEA, PDCA, Análise SWOT para análise e acompanhamentos dos processos internos de gerenciamento de medicamentos, com propostas de melhorias.


Tabela 2 – Média de Intervenções Farmacêuticas na prescrição médica e aumento do número de farmacêuticos atuantes nas atividades de atenção farmacêutica (Intervenções com relação à alergia, reação adversa a medicamento, incompatibilidade de medicamentos, descrição do medicamento, dose, via de administração, freqüência, tempo de infusão, indicação, diluição, e interação droga x droga).





2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

Nº de Intervenções Farmacêuticas na Prescrição Médica

73/mês

80/mês

40/mês (*)



142/mês

215/mês

533/mês

1228/mês

Nº de Farmacêuticos na assistência

18

21

21

29

30

30

30

(*) A queda do número de intervenções em 2002 deveu-se a questões administrativas e estruturais ocorridas no período.


Tabela 3 – Evolução do Percentual de Adesão Médica à Intervenção Farmacêutica





2004

2005

2006

Percentual de Adesão Médica à Intervenção Farmacêutica

93,35%

96,62%

98,06%


CONCLUSÃO
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a Federação Internacional dos Farmacêuticos e o Conselho Federal de Farmácia, o estabelecimento de padrões de qualidade para os serviços farmacêuticos deve ir além do fornecimento de medicamentos e outros produtos de atenção à saúde, compreendendo ainda a informação e o apoio adequados aos pacientes, o monitoramento dos efeitos clínicos, a promoção da prescrição racional e do uso correto dos medicamentos. As atividades de atenção farmacêutica são, portanto, essenciais do ponto de vista das boas práticas em farmácia. Para alcançar tais objetivos é preciso garantir aos serviços de farmácia uma estrutura adequada, implementar e melhorar continuamente os processos de gerenciamento de medicamentos em todos os seus níveis. Desta maneira, ao estabelecerem os padrões e requisitos de qualidade a serem alcançados pela instituição de saúde, os modelos de acreditação e certificação de qualidade podem contribuir para o desenvolvimento do serviço de farmácia hospitalar e o farmacêutico terá condições de assumir seu papel, como profissional da saúde, na assistência aos pacientes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


  1. A Guide to JCAHO’s Medication Management Standards. Joint Commission Resources, 2004. 165p.




  1. American Society of Health-System Pharmacists. ASHP guidelines: Minimum standard for pharmacies in hospitals. Am J Health-Syst Pharm. 1995:52:2711-7.




  1. BITTAR, O.J.N. Gestão de processos e certificação para qualidade em saúde. Rev. Ass. Méd. Bras. 45(4), p.357-63, 1999.




  1. CBA, Manual de Internacional de Padrões de Acreditação Hospitalar, Rio de Janeiro, 2003. 248p.




  1. GOMES MJVM, REIS AMM. Ciências farmacêuticas: uma abordagem em farmácia hospitalar. São Paulo: Editora Atheneu, 2001. p.275-88.




  1. MALIK, A. M. Quem é o responsável pela qualidade em saúde? R A P, Rio de Janeiro, 39(2):351-64, 2005.




  1. Métodos de Acreditação Hospitalar. Disponível em: http://www.hospitalgeral.com.br/adm_hosp

qualidade/avaliação.htm. Acesso em: 12 nov. 2006.


  1. O que é o CBA? : Disponível em http://www.cbacred.org.br. Acesso em 12 de nov. 2006.




  1. Organização Pan Americana da Saúde; Organização Mundial da Saúde; Conselho Federal de Farmácia O Papel do Farmacêutico no Sistema de Atenção à Saúde – Boas Práticas em Farmácia Brasília, 2004.




  1. RODRIGUES, M. V. Ações para a qualidade. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2006. p. 259-64











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