TraduçÕes romance com tema sobrenatural (rts)



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Disponibilização, tradução, revisão, formatação:

Comunidade RTS – ORKUT



Tradução e Formatação : JoB Slavic

Revisão : Skau



Sinopse:

A Doutora Libby Drake é sensível e prática. Para suas irmãs mais aventureiras, ela é sempre a "boa garota". Certamente não do tipo que atrai a atenção de um gênio como Ty Derrick... até que um trágico acidente deixa o bonito bioquímico a sua mercê.

Utilizando sua capacidade de cura Libby volta Ty à vida, despertando nele desejos há muito tempo reprimidos pela mulher que lhe salva.

Mas ele não é o único homem que se fixou em Libby Drake. Seu poder milagroso e caridoso também captou a atenção de um admirador perigosamente influente que a persegue para seus próprios propósitos e está disposto a chegar ao extremo mortífero para obtê-lo.

Capítulo 1

O vento gemia um tom suave que se elevava lentamente até um estranho uivo, quase como se uma voz o convocasse. As ondas se estrelavam contra as rochas dentadas, produzindo espuma branca e salpicando alto no ar. O som era ensurdecedor, grandes trovões ressonando ao longo dos escarpados. A chuvarada tinha deixado os escarpados instáveis, mas Drew Madison ignorou os sinais de advertência e passou sobre a cerca para escorregar e deslizar-se, abrindo caminho através da terra suave que se desmoronava perto da borda.

A água formava redemoinhos e fervia, uma escura beberagem fazendo gestos muito abaixo dos proeminentes escarpados. A vista era hipnotizante. Por muito que o tentava, não podia apartar seu olhar fascinado ou deixar de escutar as vozes que murmuravam chamando... chamando. Passou a mão pela face para esclarecer a cabeça. Sua pele estava molhada, mas não estava seguro se pela chuva ou por suas próprias lágrimas. As ondas retumbaram outra vez, esta vez enchendo seus ouvidos, uma alma perdida tão enfeitiçada como ele. Uma convocatória.

Apertou as mãos contra os ouvidos para afogar o triste uivo, mas o vento golpeava para ele, exigindo sua atenção, insistindo em que escutasse. Cambaleou-se para trás, negando com a cabeça, escorregando, balançando-se durante um momento. Vamos. Vamos. As vozes do vento lhe urgiam. A liberdade estava a um ou dois passos.

-Não! - Negou com a cabeça e foi para trás em busca da segurança da cerca. Seus dedos aferraram a madeira tão forte que seus nódulos se voltaram brancos. Baixou a vista a suas mãos, obrigando-se a apartar o olhar da água que formava redemoinhos abaixo. Tinha que contar a alguém, fazer que entendessem o que estava ocorrendo. Mas a quem ia contar? Encerrariam-lhe se lhes dizia que as marés eram perigosas. Algo vivia ali e estava faminto.

Hannah Drake estava na almena do capitão de rosto para o mar. O vento a golpeava com uma fúria incomum, enviando seus longos cabelos alvoroçados contra sua face. As ondas golpeavam implacavelmente e em alguma parte na distância acreditou ter ouvido um grito de alarme. Hannah deu um passo adiante se aproximando mais a barra protetora de ferro e virou-se na direção de onde acreditava que viera o estranho som. Três vezes já se sentira inquieta... e três vezes tinha falhado em encontrar a fonte.

Olhou fixamente para sua casa. Suas irmãs a esperavam, sua calidez e sua felicidade encheriam o frio vazio, mas não podia ir a elas ainda. Tinha que fazer um intento mais. Jogou a cabeça para trás e levantou o olhar para o céu. As nuvens obscureciam parcialmente a lua, lançando escuras sombras sobre a luz. O fôlego ficou entupido na garganta quando divisou o duplo anel ao redor da lua... do vermelho escuro a negro.

-Hannah! - Chamou Libby Drake. – Venha me salvar. Estão me perturbando

Hannah apertou o pulôver a seu redor e se apressou a voltar para o refúgio seguro de sua casa. Chegariam problemas muito em breve, mas não sabia de onde... ou a quem... golpeariam. Necessitava da risada e a camaradagem de suas irmãs para dissipar o crescente medo de seu interior. Algumas vezes seus dons eram uma maldição.

Libby deslizou um braço ao redor de Hannah enquanto baixavam juntas a escada.

-Está bem? Está tremendo de frio.

-Estou bem. Estou desejando nossa reunião desta noite. - replicou Hannah, abraçando Libby. Só em tocá-la já podia acalmar seus medos. Forçou um sorriso quando se uniu a suas irmãs, atirando-se ao chão no interior do quente círculo. -Venha, me contem por que estão perturbando Libby. - Jogou uma última olhada para uma janela e logo virou. Não havia nada que ela pudesse fazer, assim fixou sua atenção em suas irmãs e o prazer que sempre lhe proporcionavam.

-Tudo o que disse foi que estou cansada de ser a “boa garota”. Estou trocando totalmente minha imagem e me convertendo em uma “má garota”. - anunciou Libby.

-Libby, faz que me parta de risada- disse Sarah Drake a sua irmã menor. -Você não tem nem um osso mesquinho em seu corpo. Não poderia ser uma garota má embora o tentasse.

Libby franziu o cenho para Sarah e logo fulminou com o olhar ao círculo de caras que a rodeavam.

-Não sou a “boa garota” que todas criem que sou.

-Oh, seriamente? - Joley Drake arqueou uma sobrancelha de onde estava escancarada sobre o chão. - Me nomeie uma pessoa deste mundo a que você gostaria de enviar voando a Marte. Alguém a quem despreza absolutamente.

A risada percorreu a sala de estar.

-Isso é impossível. -Hannah se inclinou para beijar a têmpora de Libby. -Todas lhe adoramos, carinho, mas em realidade não tem o que terá que ter para ser uma garota má. Não como eu... ou Joley. - Olhou a sua irmã menor. -Ou Elle.

A risada aumentou e Elle deu de ombros.

- É o cabelo vermelho. Não me faço responsável por minha… interessante personalidade.

-É muito mais divertido ser má. - disse Joley, impenitente. - Ninguém espera que faça o correto e não está nunca realmente em problemas. Mamãe e papai nunca esperaram que eu fosse educada e amável enquanto crescíamos. Passavam todo o tempo me dizendo que eu me censurasse. - Estendeu-se em busca de uma bolacha e se sentou para beber seu chá. -Eu tratei de lhes explicar que me censurava, que das cinco coisas que me vinham à cabeça escolhia a menos ofensiva, mas ainda assim não estavam muito emocionados.

Elle sorriu abertamente a Joley sobre sua xícara de chá.

-Acostumaram-se que os chamassem do escritório do diretor da escola. Alegrei-me realmente em ir após você. Abriu-me o caminho. Eu discutia com os professores sobre tudo e o conselheiro me disse que tinha problemas com as figuras com autoridade.

-Nunca me puderam apanhar em nada. - disse Hannah, soprando suas unhas e esfregando-lhe com ar satisfeito. -Um ou dois dos professores suspeitaram que tivesse algo que ver com as rãs que surgiam das salas de garotas que não eram muito simpáticas comigo, mas ninguém o pôde provar em realidade.

Libby suspirou.

-Eu quero ser assim. Detesto ser a garota boa.

-Mas é uma boa garota. - Assinalou Kate, tocando o joelho de Libby. -Não pode evitá-lo. Mesmo quando menina defendia suas causas. Não podia se colocar em problemas porque estava muito ocupada salvando o mundo. Isso não é algo mau.

-E não tem maus pensamentos, Libby. -Acrescentou Abigail. -Não está em você.

-É responsável. - disse Sarah. - Isso é bom.

Libby, sentada com as pernas cruzadas sobre o chão, cobriu o rosto com as mãos e gemeu em voz alta enquanto tombava com a cabeça sobre o colo de Hannah.

-Não. É tão aborrecido. Sou simplesmente aborrecida. Quero ser má até o tutano. Selvagem. Imprevisível. Algo, exceto a sensata Libby.

-Tingirei seus cabelos, Lib. - Propôs Joley. - As pontas rosa e mechas castanhas.

Libby olhou às escondidas através de seus dedos.

-Não é possível que tenha as pontas rosa e mechas castanhas e que me tomem a sério quando for ao hospital trabalhar. Pode imaginar a reação de meus pacientes?

Joley franziu o cenho.

-Essa é a questão, Lib, se quer uma reação. Lança a cautela e o sentido comum ao vento. Mudar seu cabelo de cor não vai te fazer menos doutora. É tão respeitada como poderia ser qualquer médico.

Libby deixou cair às mãos de sua face e agarrou uma bolacha. Precisava reconfortar-se com a comida.

-Tenho pensado em voltar com os Médicos sem Fronteiras. Não posso ir à África com o cabelo rosa.

-Lógico que pode. Os meninos adorarão. -Insistiu Joley.

-Para você é diferente, Joley. Você é artista. As pessoas esperam que seja selvagem e amalucada. Tem que ter uma certa aparência.

-Por quê?- O prato de bolachas estava vazio e Joley ondeou a mão para a cozinha. Nesse preciso instante, o prato se elevou no ar e navegou por volta da cozinha de onde o aroma das bolachas recém assadas flutuava para a sala de estar.

-Joley anda pavoneando-se. - disse Elle.- Levou-lhe tempo aprender a fazê-lo

Joley golpeou Elle com um jornal enrolado.

-Não é certo. Podia fazê-lo antes que você nascesse. Sigamos com o programa, bruxa, estávamos tentando ensinar Libby como ser uma garota má.

-Falando de bruxa, - disse Elle. -tratei de te levantar esta manhã e você me fez uns ruídos grosseiros e ameaçou me atirar da torre a um mar cheio de tubarões.

Joley empurrou Libby.

-Vê, carinho? Isso é ser uma garota má. Despertei e passei o aspirador como sua majestade queria que fizesse? Não, segui dormindo e ela o fez por mim.

-Como se fosse fazê-lo. -Bufou Elle. -Não fiz seu trabalho. Libby o fez para que pudesse recuperar o sono, coisa que não seria necessário se não estivesse acordada até altas horas da noite.

Elevou-se um gemido coletivo.

-Libby, não. -Joley tratou de soar decepcionada mas só arrumou para engasgar-se com a risada.

Libby abaixou a cabeça de forma que seu cabelo negro caiu como uma nuvem ao redor de sua face e ombros.

-Acreditei que poderia necessitar algumas horas extras. Não foi para tanto.

Sarah abraçou Libby.

-É incrível e nem se quer se dá conta disso.

-Não, não o sou. - insistiu Libby. -Quero ser uma bruxa. Só que não quero tingir o cabelo. Sinto muito Joley, obrigado pelo intento, mas a sério o cabelo rosa não é para mim.

Joley sorriu abertamente.

-Aí tem, tentando não ferir meus sentimentos. Necessitamos uma escola para garotas más. Seria a única vez em sua vida que obteria menos que uma nota perfeita.

Libby elevou o queixo e olhou fixamente a sua irmã menor.

-Poderia obter uma nota perfeita na classe de garotas más. Eu sempre tiro boas notas.

Joley deu de ombros.

-Eu tentava não obter boas notas. Uma vez tivesse começado mamãe e o papai teriam querido que continuasse. Então estaria perdida.

Hannah deu um tapinha em Joley.

-Boa filosofia. Oxalá eu tivesse pensado nisso. -Ondeou a mão para a cozinha. -Eu nunca acabava as tarefas. Poderíamos falecer todas sem bolachas.

-Fez dessas com açúcar, Hannah? - perguntou Kate. -Adoro-as.

-Para você. -. Hannah sorriu a Kate mas virou para dirigir a Sarah um olhar duro.-Mas não para você. Colocou-se ao lado de Jonas Harrington sobre o filme da outra noite, assim nada de açúcar em suas bolachas.

-Hannah. -Protestou Sarah. -Não pode me castigar porque eu gostei de um filme que você não gostou.

-Não te castigo porque você gostou do filme, traidora, castigo-te porque o admitiu diante do cavernícola e inflou seu ego.

-Estou segura que Sarah não tinha intenção de ficar ao lado de Jonas. - Disse Libby.

Estalou outra ronda de risadas.

-É um caso desesperado, Lib. -Disse Hannah. - Mostro-te como ser bruxa e você simplesmente não capta o conceito.

Uma rajada de vento soprou através da casa quando a porta da sala de estar se abriu, entrando um homem alto de ombros amplos. Jonas Harrington, o xerife local, deu uma portada atrás dele e entrou com grandes pernadas como se fosse o dono do lugar.

O olhar de Hannah saltou para o grande vendaval que dava ao mar, seu coração palpitava com repentino alarme. A fúria do vento fazia girar as escuras nuvens, mas falhava ao ocultar o círculo de vermelho sangue que lentamente se filtrava no anel enegrecido ao redor da lua. Sua mão deslizou para sua garganta... um gesto puramente defensivo... enquanto seu olhar se encontrava com o de sua irmã menor. Elle tinha o mesmo conhecimento de perigo iminente em seus olhos.

-Hannah? -Libby passou a mão pelo braço da irmã para reconfortá-la. -Algo vai mal?

Para distrair a suas irmãs, Hannah gesticulou para o xerife e gemeu.

-Falando do diabo. Juraria, é como se sussurrasse seu nome e isso lhe invocasse, algo assim como um demônio do inferno.

Joley acotovelou Libby.

-Vê, isso é censura. Ela estava pensando em algo pior que isso, não é verdade, Hannah?

Hannah assentiu com a cabeça.

-Tenha certeza disso. -Sentiu a instantânea troca de poder na habitação, o sutil fluxo de suas irmãs ajudando-a automaticamente, liberando-a da maldição do balbuciar ou pior, ter um de seus ataques de pânico só porque alguém além de sua família estava com elas

-Barbie. - Saudou Jonas a Hannah, provocando-a deliberadamente com esse odioso apelido. -É impossível que você ensine a Libby como ser uma bruxa. Você nasceu assim. Ela, entretanto, não é nada mais que bondade. -Agarrou um punhado de bolachas enquanto o prato passava flutuando e lançou sua jaqueta sobre o sofá sem olhar.

-Por que não lhe mordem seus aborrecíveis cães guardiães? - perguntou Hannah a Sarah. -A próxima vez que qualquer deles queira comida lhes recordarei que fracassaram em sua tarefa mais importante.

Sarah deu de ombros.

-Gostam de Jonas.

-Têm bom gosto. - Disse Jonas, sorrindo cinicamente. Sentou-se no chão, inserindo-se entre Hannah e Elle. - Se mova biscoitinho. - Empurrou sua perna dura contra a coxa de Hannah. – Me dê um lugar na conferência familiar desta noite.

Hannah abriu a boca, depois a fechou bruscamente, estudando as linhas sombrias gravadas ao redor da boca de Jonas, notando que o sorriso não alcançava seus olhos. Ela sabia, como todas suas irmãs, que quando algo ia terrivelmente mal no trabalho, Jonas procurava o conforto delas, o único lugar que chamava de lar. Hannah ondeou as mãos em um gracioso e complicado padrão para a cozinha e no momento o bule assobiou.

-Libby quer ser uma garota má. - Anunciou Sarah.

As sobrancelhas de Jonas dispararam para cima. Um lento sorriso cruzou sua face.

-Libby, carinho, não há forma que possa ser corrompida pelo resto de suas irmãs. Simplesmente é muito doce.

Libby o fulminou com o olhar, completamente exasperada.

-Não o sou. Vamos! Poderia ajudar um pouco, Jonas. Tenho a capacidade de ser tão malvada como o resto de minha família.

-Isso, isso. -Disse Elle. -Muito bem dito, irmã.

Joley assentiu com a cabeça de acordo.

-Não é verdade, mas bem dito. -Esteve de acordo.

Hannah elevou a palma da mão e uma grande xícara de chá fumegante flutuou da cozinha para o círculo de irmãs. Apanhou-a cuidadosamente, soprando-a até que aquietou as borbulhas e ofereceu ao Jonas.

-Por que quer ser uma garota má? - Perguntou Jonas.

-Minha vida é aborrecida. Aborrecida! - disse Libby, desenhando a palavra. -Quero me divertir. Já não quero ser responsável.

-Então deixará de pertencer aos Médicos sem Fronteiras, Salvemos às Baleias e apoiar a Causa do Resgate de Grandes Felinos? -perguntou Jonas e estalou os dedos. -E definitivamente tem que deixar de reciclar e essa coisa de salvar o meio ambiente que faz cada ano.

-Espera - acrescentou Joley. - Pode deixar de salvar o bosque pluvial também. Isso deverá deixar bastante tempo para ser uma garota má.

Libby chutou a sua irmã com notável gentileza

-Não está sendo nada simpática e tampouco Jonas. Estão rindo de mim.

-Não, não o faço. -Replicou Joley imediatamente. –Quero-te tal e como é. Só tem que aceitar que não tem nem um osso malicioso em seu corpo. Por isso que não pode pensar em ninguém a quem você gostaria de meter em um foguete e enviar a Marte.

-Jonas. - Disse Hannah. -Porque é muito mandão.

-Hannah. - Jonas disse simultaneamente. -Porque deseja ardentemente tanta atenção que sempre está mostrando seu corpo a cada Tom, Dick e Harry que queira vê-lo.

-Sou modelo, sapo. - disse Hannah. -Não mostro meu corpo, mostro a roupa.

-E brilhantemente, além disso. - disse Kate, lhe soprando um beijo. – Farei algo a Jonas por ser tão mesquinho com você, Hannah.

-Não é justo que conspirem contra mim. - Protestou Jonas. -Ela foi mesquinha comigo primeiro.

-Disseram-no ao mesmo tempo. -particularizou Kate.

-Só porque sabia o que ela ia dizer.

-Jackson Deveau. -Elle nomeou ao ajudante do xerife. -Porque me incomoda sem fim.

-Illya Prakenskii, - acrescentou Joley um batimento do coração detrás. -Porque precisa sair do planeta e é francamente horripilante. - esfregou a palma da mão como se lhe picasse.

-Frank Warner por romper o coração de Inez. -Disse Sarah.

-Não posso dizer Sylvia Fredrickson porque começou uma nova vida, - Disse Abbey, -Assim terei que dizer que estou com Joley nisto.

Todo mundo olhou Libby. Ela suspirou, sentindo o peso de seus olhares fixos.

-Jonas não. É muito mandão, mas na realidade o faz por nosso bem e de coração. - Hannah pôs os olhos em branco quando Jonas a empurrou. -Certamente Jackson não. Honestamente, Elle, como pode te incomodar? Nunca fala, pobre homem. Illya Prakenskii nos ajudou Joley e Frank está no cárcere pagando por seus crimes. Inez está ferida, sim, mas é uma mulher forte e entende que as pessoas cometem enganos.

-Então a quem enviaria em um foguete a Marte? -Apressou-a Joley.

-Estou pensando. - Libby sorveu seu chá, franzindo o cenho. -Havia uma enfermeira que sempre se divertia as minhas custas. Dizia que eu tinha o peito plano e que não era nada atraente.

Hannah se endireitou.

-Quem é? Tenho uma ou duas coisas que lhe dizer.

A atmosfera da habitação se espessou com repentina tensão. O chá fervia nas xícaras.

Libby sacudiu a cabeça.

-Não, pobrezinha, tinha uma vida horrível. Tinha muitos problemas, a verdade é que não é estranho que não fosse muito simpática. Sentia lástima por ela.

As irmãs Drake sopraram seu chá antes de trocarem olhadas, mas Libby tinha o cenho franzido com concentração.

-Pensarei em alguém.

-Confronta-o, Lib, não pode pensar em ninguém porque simplesmente não tem nada de mesquinha.

Libby abaixou a cabeça.

-Posso pensar em alguém. Foi à escola comigo e estava em todos os programas acelerados. Inclusive esteve em Harvard comigo. -Levantou o olhar para suas irmãs. -Suas notas eram melhores que as minhas.

Jonas lhe sorriu abertamente.

-Certo que isso te fez chiar os dentes.

-Não foi só isso, Jonas, ele não acredita na magia. Acredita que mentimos sobre nossos dons e que os membros de minha família são enganadores e estelionatários. É muito arrogante e dogmático.

-Bem, ponha seu nome no foguete a Marte, irmã. -Insistiu Elle.

Libby suspirou.

-O caso é que tem um cérebro incrível. O mundo realmente lhe necessita. Já ganhou um prêmio Nobel em medicina. É um superdotado. Não é que o fizesse pelas razões corretas...

-É um sabujo em busca de glória? - Perguntou Kate.

-Não, não lhe poderia importar menos a publicidade. É absolutamente um rato de laboratório. Só se preocupa com a ciência. Bom, a ciência e a adrenalina.

-Está falando do Tyson Derrick, - Adivinhou Jonas. -Está louco. Quando não está trabalhando no laboratório, está trabalhando no bosque. É um yonkie total de adrenalina. Pára-quedismo, corridas de carros, motos, rafting, independentemente do que seja, ele é o homem.

-Não tem nenhum direito a arriscar seu gênio. - Disse Libby.

-Não o colocou no foguete, - Assinalou Joley.

Libby se ruborizou. A cor se estendeu por seu pescoço e sua cara, voltando sua pele de um vermelho brilhante. Escarlate. Carmesim. Era a maldição de sua existência, isso e ter o peito plano.

-Uh, oh, - disse Joley. - Acredito que seu Tyson Derrick é um menino sexy. É verdade Jonas?

-Como diabos vou saber? - Objetou Jonas. -Não olho ao homem a menos que tenha que lhe parar por correr e lhe dar uma multa.

-Corre? -perguntou Libby, abanando-se e tratando de ser sutil.

-Com sua moto ou seu carro. Esse homem não sabe o significado das palavras "reduzir a velocidade".

-Está muito bem. -Admitiu Sarah -Mas é insuportável. O homem não pode manter uma conversação educada. Vi-lhe levantar-se abruptamente em metade de um encontro duplo com seu primo e simplesmente partir, sem dar nenhuma explicação, deixando Sam ali sentado com duas mulheres muito zangadas.

-Se não falasse, seria muito sexy, - Admitiu Libby. Não admitiria nada mais. Ela não parecia ter uma libido normal. A única vez que se ativava era quando Tyson Derrick estava ao redor e então sua libido se punha a solta. Nunca viveria o suficiente para renunciar a isso. Assim de maneira nenhuma lhe ia pôr em um foguete a Marte, não até que tivesse a oportunidade de deitar-se com ele. E isso nunca ocorreria porque ele era um desagradável casulo que pensava muito em si mesmo. Jamais admitiria ante ninguém que sonhava com ele. Era humilhante sentir-se atraída por um homem que a tratava tão mal. Ele era o oposto completo a tudo o que ela respaldava e valorizava.

-O que aconteceu esta noite, Jonas? -Elle trocou de tema bruscamente. -Está incomodado por algo.

O sorriso se desvaneceu do rosto do xerife.

-Não quererá que fale de trabalho.

-Este é o melhor lugar para fazê-lo.

Ele suspirou e tomou um gole de chá. Este chá sempre parecia lhe apaziguar ou talvez fosse só estar com as sete irmãs.

-Saímos a uma chamada esta tarde. Um vizinho disse que ouvia gritos. Um homem de quarenta anos se encarregava de sua mãe, que obviamente estava doente. Esteve recolhendo seus cheques quando chegavam, mas a estava matando de fome e certamente a golpeava se lhe incomodava. Tinha todo um teatro montado, tudo imaculado e sua mãe estava no quarto traseiro com as camisas sujas e nada de comida ou água. Desejei… -Interrompeu-se, percorrendo a habitação com o olhar. - Sinto muito. Sei que todas são capazes de sentir o que eu sinto e trato de mantê-lo a raia mas… -Interrompeu-se com um pequeno encolhimento de ombros.

Hannah e Elle colocaram uma mão em seu joelho. Libby se inclinou e fez o mesmo. Sarah e Kate tocaram seus ombros enquanto Abigail e Joley fechavam os dedos ao redor de seu braço. Imediatamente sentiu o fluxo de calidez, de família, filtrando-se em seu interior.

-Não tinham que fazê-lo. -Insistiu ele. -Não vim aqui para que esbanjassem energia em mim. Só precisava estar com vocês. Esperava que seus pais e a Tia Carol tivessem retornado.

-Não, decidiram tomar alguns dias e ir de excursão à região vinícola. O vale Napa é tão belo nesta época do ano que aproveitaram e ficaram para visitar alguns lugares interessantes, - explicou Kate.

-O mais provável é que precisassem descansar de nós. -Disse Joley. -A tia Carol trouxe para casa um par de revistas, já sabe, a última exclusiva da selvagem cantora, Joley Drake. Acredito que se supõe que estou em reabilitação esta semana.

-Isso foi a semana passada. - Corrigiu-a Elle. -Esta semana está presa por destroçar o quarto de um hotel.

-Seriamente? -Joley parecia agradada.

-Eu quero destroçar o quarto de um hotel. - Disse Libby. -Bom. Pode ser que não. Na realidade não quero destruir a propriedade de ninguém.

-Ainda estou presa?-Perguntou Joley esperançosa.

-Não. Seu último amante pagou sua fiança. Se por acaso não se recorda, tem o cabelo mais comprido que você, uma barba desalinhada e toca em alguma banda de heavy metal.

-Na realidade não lhe conheci. - disse Joley -mas estivemos no mesmo hotel durante cinco minutos. Deve ser rápido com os jogos preliminares.

-Os repórteres vão seriamente atrás de você ultimamente, Joley, - disse Sarah.

Joley suspirou.

-Sei. Com sorte logo se acabará.

-Nunca entendi por que não processa a esses escritores quando inventam tantas mentiras sobre você. Joley. -Disse Jonas. -Põe-me furioso.

-Ao princípio estava zangada e ferida e me preocupava que minha família tivesse que ler mentiras realmente feias, ou talvez até ser entrevistados e que lhes fizessem perguntas sobre mim, mas aprendi a viver com isso. Há tantos loucos aí fora, Jonas, mas suponho que isso já sabe.

-Infelizmente. Falei com o Douglas sobre a segurança neste último concerto, -acrescentou Jonas. -Permitiram a alguém subir ao cenário. Não pude acreditar nisso. Se tivesse sido alguém que queria te fazer dano, tudo teria acabado. -Sua voz se tornou sombria outra vez.

-Foi um fã super excitado Jonas. -Joley tratou de lhe apaziguar. - O segurança o levou. -Isso a tinha sacudido, mas não ia admitir ante ele. Cantar diante de trinta mil pessoas era fácil. Tratar com perseguidores, fãs enlouquecidos e paparazzi podia te fazer perder os nervos.

-Bem... -Elle vacilou, mordiscando o lábio inferior. -Havia mais nessa revista. -Olhou Libby. -Recorda aquele incidente faz um par de meses quando curou aquele menino e os pais contaram sua milagrosa história?

Libby assentiu. A revista tinha sua foto em página completa. Felizmente, o artigo era tão teatral, que estava segura de que a maioria das pessoas o descartaria.

-Outro repórter entrevistou aos pais e fez pequenas indagações. Descobriu a outros pacientes que estiveram dispostos a contar seus louvores. Uma delas foi Irene Madison.

-De maneira nenhuma. -disse Sarah. -Irene nunca trairia Libby.

-Estava muito alterada a última vez que fomos visitar seu filho, Sarah, - assinalou Hannah. -Seguia insistindo que Libby curasse a leucemia de Drew. Libby lhe comprou tempo, mas Irene quer uma cura.

-A revista lhe pagou. -disse Elle.

-Como sabe?- perguntou Jonas.

Elle só lhe olhou.

Jonas levantou as mãos em sinal de rendição.

-Perdão por perguntar.

Libby esfregou as têmporas subitamente palpitantes.

-Deveria havê-lo sabido. Hoje no trabalho alguém me visitou. Ia muito bem vestido e definitivamente era de fora do povoado e queria arrumar uma reunião entre seu chefe e eu.

O sorriso débil tinha desaparecido do rosto de Jonas e trocou de posição aproximando-se.

-Quem era?

-É justo isso. Não sei, mas reconheci o nome de seu chefe. Edward Martinelli. É um nome bem conhecido nas esferas farmacêuticas, mas tem uma certa reputação. Sempre há rumores voando sobre ele e as pessoas que estão detrás de sua companhia. Disse a seu representante que estava muito ocupada. O homem não me ameaçou, mas me senti ameaçada. Mencionou a minha família, especificamente a Hannah, que era formosa e tinha um bom corpo.

-Maldição, Libby, Quando iria mencionar-me este pequeno bate-papo? -espetou Jonas. -Teria que ter comentado imediatamente.

-Informei o incidente à segurança do hospital... e as minhas irmãs, -disse Libby. -Não foi como se me ameaçasse... ou a Hannah. O que ia dizer à polícia?

-Não à polícia, a mim. -corrigiu Jonas. -Você me deve isso.

-Não é que ocorra todo o tempo. -defendeu-se Libby. -Os fofoqueiros adoram as falações sobre "curandeiros de fé" e os artigos sobre "trabalhadores milagrosos" quando têm um dia tranquilo. -passou uma mão pela nuvem de cabelos escuros que lhe caíam ao redor da face. -Só esperava que não voltasse a ocorrer em muito tempo.

-Martinelli tem laços com uma família mafiosa de Chicago. Esteve em São Francisco com sua companhia durante alguns anos e supostamente está limpo, mas sua família foi investigada repetidas vezes.

-Talvez seja realmente limpo. -Disse Libby. -Se ninguém pôde encontrar nada em seu contrário, talvez seja simplesmente um homem de negócios com desafortunados vínculos familiares. Todos têm esqueletos no armário.

-Então por que enviaria alguém para ameaçar Hannah se você não cooperar com ele?

-Não a ameaçou- repetiu Libby. -Estava cansada, Jonas. Fazia um turno de dezoito horas e não estava muito contente tendo a um desconhecido exigindo uma reunião com seu chefe. Não me disse o que queria Martinelli, mas quando lhe disse que não levaria a cabo prova experimentais, disse-me que não tinha nada que ver com sua companhia. Talvez estivesse tão cansada que lhe interpretei mal.

-Vigiarei Martinelli muito de perto. Não havia razão para que mencionasse Hannah. Viu alguma vez a lista de loucos que lhe escrevem cartas ameaçadoras? Tem tanto ou mais pirados atrás dela que Joley.

-Vá sorte. E desde quando você vê essas cartas? -Perguntou Hannah.

-Desde que sei que é muito teimosa para me mostrar isso tenho um acordo com seu pessoal de segurança e seu agente.

-Genial. Ouviu falar alguma vez da privacidade?

-Basta, cara de boneca. Não vou ser nunca politicamente correto. Quando acredito que é necessário proteger a alguma de vocês, terão amparo vocês gostem ou não.

As irmãs Drake intercambiaram pequenos sorrisos.

-É tão bom golpeando seu peito viril. - Disse Joley. -Juro-lhe isso, Jonas, estou a ponto de desmaiar.

-Ninguém te culparia. -Jonas fechou os olhos, sem deixar-se intimidar o mínimo pelas mulheres que tinha a seu redor.

Hannah ondeou a mão para apagar as luzes e fazer que as velas piscassem.

-É tão arrogante e mandão, Jonas, Não se cansa alguma vez?

-Não. Estou comprometido com vocês sete e alguém tem que ser a matéria cinza.

Sarah lhe golpeou com um travesseiro

-Tem sorte de que lhe queiramos, do contrário deixaríamos que Hannah te convertesse em um sapo.

-Isso já o tentou, mas não surtiu efeito. Sou mais forte. Onde estão os condenados homens esta noite? - Perguntou Jonas, recostando-se para trás, com as mãos unidas detrás da cabeça. -Correram para as colinas?

-Estamos celebrando uma noite de garotas, -disse Sarah com um pequeno sorriso afetado. -Nada de namorados. Só irmãs.

Jonas gemeu, abrindo os olhos só o suficiente para fulminá-la com o olhar.

-Me podiam ter dito isso. Não conseguirei que se esqueçam disto nem por um momento. Serão desumanos.

-E merecerá isso - disse Hannah. - Na realidade só veio esta noite a nos acossar e comer bolachas.

-Muito certo. -Esteve de acordo ele. -Isso sempre me faz sentir melhor. Mas Kate se fez com a última bolacha. Quando será as bodas? Estou começando a pensar que não vai realizar-se na realidade, só querem ficar em Sea Haven para me incomodar.

-Esse é o objetivo da minha vida. -esteve de acordo Hannah.

-Aleksander quer fugir. - Confessou Abigail. -Não quer esperar às bodas do século. Pensa que é uma loucura e que devemos simplesmente nos casar silenciosamente.

-Silenciosamente?- Jonas fez um som grosseiro e zombador. - As bodas do século vai ser um circo. Não se dá conta de que o povoado inteiro tem que ser convidado ou vão ferir alguns sentimentos?

-Por isso nossa fuga.

-Eu acredito que você quer fugir. -comentou Sarah. -Nunca gostou das multidões, Abbey.

Abigail abaixou a cabeça.

-Mamãe e papai ficariam muito decepcionados. Todos os parentes chegarão de avião e vai ser um grande acontecimento.

Kate colocou uma mão sobre o braço de Abigail.

-Isso não tem importância. É suas bodas. Se quiser algo pequeno, podemos procurar um padre e fazê-lo aqui mesmo só com mamãe, papai, a tia Carol e nós.

Jonas levantou a mão.

-Chutarei o traseiro de Aleksander se não me incluir, Abbey, mas estou totalmente a favor disso. Ele estará tão incômodo com umas bodas grande como você.

Abigail soltou o fôlego.

-Quanto de chateados ficarão papai e mamãe?

Elle girou sobre seu estômago e se estirou junto a Jonas.

-Mamãe já sabe que não quer uma grande bodas. Estou segura que mencionou a papai. Eles querem que seja feliz, Abbey, não desgraçada em um dia tão importante. Deveria sabê-lo.

-O caso é que mamãe parece muito feliz planejando as bodas.

-Eu estou torturando Damon, -disse Sarah. -vai ter que fazer isto porque eu sempre quis uma grande boda e ele precisa saber que as pessoas de Sea Haven são importantes para mim.

-Principalmente você gosta de lhe torturar. - comentou Jonas. -E o Matt, Kate? Está de acordo com umas bodas tão grande?

Kate lançou um pequeno sorriso.

-Sua mãe está no sétimo céu. E quer bebês imediatamente. Disse-nos que saíssemos e nos multiplicássemos. Rapidamente. Nunca vi ninguém tão ansioso por ter netos. Já construiu um lugar de jogos em sua casa. Não quereria privá-la deste momento e Matt tampouco. É diferente contigo, Abbey, não tem que agradar a ninguém mais. Deveriam ter uma pequena cerimônia privada aqui mesmo. Podemos manter em segredo.

-Eu porei a música, -ofereceu-se Joley.

-Eu posso fazer todo o banquete. -disse Hannah - Dessa forma ninguém além da família se dará conta do que está ocorrendo.

-Eu farei as decorações da casa, - disse Kate, -Matt ajudará.

A cara de Abigail se iluminou.

-Estão seguras de que mamãe e papai não se incomodarão? -Olhava Elle enquanto fazia a pergunta.

A mais jovem das irmãs Drake deu de ombros.

-Estão esperando que lhes diga que quer uma pequena cerimônia privada. Mamãe e Tia Carol têm dons também. Todas têm que recordá-lo.

-Mamãe tem todos os dons, - recordou-lhes Elle em voz baixa.

Joley fez uma careta.

- Mamãe sempre sabia quando ia sair às escondidas de casa antes que o tentasse. Sarah vai ser muito afortunada quando tiver filhos. Nunca escaparão de nada. Os meus sairiam como eu, assim não há forma de que me reproduza. O mundo, e especialmente eu, não o poderia suportar

-Você terá filhos, Joley- disse Sarah.

-Como? Não estou a favor de deixar que nenhum idiota me ate a ele. -Joley sacudiu a cabeça. -Não tolero ser controlada. E se forem homens servis me aborrecem tanto que quero gritar. Não há meio termo para mim. Estou condenada a estar sozinha.

Jonas bufou.

-Não soa muito infeliz por isso.

-Quereria viver contigo mesmo?-Exigiu-lhe Joley.

-Eu sou perfeito. -Declarou Jonas.

-Um homem viril. -Brincou Sarah.

-Conseguiu-o nenê.

-Converto-o em um sapo. -Disse Hannah. -Ninguém poderia viver nunca com sua arrogância ou sua mania de mandar. Sua pobre esposa estaria acovardada e seus filhos fugiriam.

-Minha pobre esposa se deixaria a roupa em cima diante de outros homens e só a tiraria para mim. -Disse ele.

-Por que insiste em que tiro a roupa? Visto roupa, esse é meu trabalho.

-Inez tem todas as revistas que estiver na capa, bonequinha. Não estou seguro de chamar roupa ao que tem posto a maior parte do tempo, roupa de verdade. Quando conseguirá um trabalho autêntico?

Hannah afastou o rosto de Jonas. Elle e Libby puseram instantaneamente uma mão sobre ela, calor e energia fluíram nela. Sarah chutou Jonas.

-Vá para casa. Já nos está incomodando. Sabe que não nos quer zangadas com você.

Jonas ficou em pé fluidamente.

-Protegendo à boneca Barbie outra vez. Não lhe fazem nenhum favor. Não pode viver de seu aspecto para sempre.

Hannah se sobressaltou visivelmente. Suas mãos tremiam de tal maneira que fechou os dedos em punhos.

Elle ficou em pé, sua pequena e frágil forma reduzida pelo tamanho muito maior de Jonas.

-Sabe, Jonas, se não soubesse o que sei de você, que suas intenções são realmente boas, chutaria seu traseiro eu mesma. Saia. E faz agora. -Seus cabelos vermelhos rangiam com eletricidade e a habitação se obscureceu, seu corpo pareceu eliminar completamente a luz, como se toda a energia de seu interior procurasse uma forma de sair. As paredes da casa se expandiram e contraíram e o chão se moveu ligeiramente sob seus pés.

Jonas a olhou com o cenho franzido, sem se intimidar.

-Não me importa o que sabe Elle. E não me ameace.

-Não estou ameaçando você. Se o fizesse, não estaria em pé aqui, estaria fugindo para salvar sua vida. Se por acaso não entendeu ainda, isto não está sendo fácil para mim. Crê que quero saber o que está pensando todo mundo em qualquer momento? Crê que é fácil ter um temperamento normal como o resto de mundo, mas ser tão perigosa que não me atrevo a expressar cólera?

-Está expressando agora mesmo.

-Isso é porque te quero e nunca faria mal acidentalmente a você. Não quero a todos os outros, idiota. Vá antes que a casa se parta em duas e mamãe e papai se zanguem realmente comigo.

-Pode fazer isso? Partir em duas a casa?

-Parece que posso fazê-lo? -rebateu Elle, gesticulando para as paredes.

Suas irmãs estavam em pé, rodeando-a. Libby pôs as mãos sobre os ombros de sua irmã menor a fim de que seu calor curador fluísse na massa de energia fervente. Elle se recostou contra ela quando Libby deslizou os braços a seu redor.

-Está ficando difícil, verdade? -sussurrou Libby.

Elle assentiu e começou a enterrar a face contra o ombro de Libby.

-Não sei o que vou fazer.

Jonas se aproximou e rodeou ambas as irmãs com seus braços.

-Sinto muito, Elle. Nunca complicaria sua vida se pudesse evitá-lo. Não posso deixar de ser quem sou, por muito que queira fazê-lo por você.

Elle lhe disparou um pequeno sorriso.

-Sei que não o faria, Jonas. Sinto-me muito afortunada de ter você em minha família.

Libby esfregou as costas de sua irmã enquanto via Jonas atravessar a porta. O vento soprou quando a abriu fazendo que as chamas das velas dançassem e piscassem grosseiramente, lançando sombras ao longo das paredes. Libby não gostou da forma em que as sombras saltaram como se tratassem de alcançar às Drake, estirando as mãos em forma de garras para elas. Procurou ansiosamente Sarah com o olhar, a mais velha, e viu o mesmo reconhecimento em seus olhos. Hannah e Elle intercambiaram outro longo olhar de apreensão enquanto Libby apertava os braços ao redor de Elle, sujeitando-a perto, reconfortando a ambas.




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