Trabalho de conclusão de curso



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TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO



Título

DIABETES MELLITUS GESTACIONAL


Londrina – PR

2008



SANDRA APARECIDA RABELO CASTILHO

DIABETES MELLITUS GESTACIONAL


Londrina - PR

2008






SANDRA APARECIDA RABELO CASTILHO
DIABELES MELLITUS GESTACIONAL

Trabalho de conclusão de curso de graduação em farmácia, da Faculdade Integrado INESUL – com nota final_______ ( )

BANCA EXAMINADORA

_____________________________________

Orientadora: Prof. MS Alissana Ester

Faculdade - INESUL
_______________________________________

Prof. MS Carolina Panis

Faculdade - INESUL

_________________________________________

Prof. MS Larissa Henrique

Universidade Estadual de Londrina - UEL


Londrina, 08 de Dezembro de 2008.














AGRADECIMENTOS

A DEUS , por ter me concedido, através de sua bondade infinita, o potencial de concretizar o sonho maior em minha vida.

À minha família, meu esposo Roberto, minhas filhas Rebeka e Clarissa, pelo amor,apoio e estrutura , sem os quais esta obra não poderia ser realizada.

Ao Dr. João Carlos Rabelo, Farmacêutico Bioquímico, meu irmão, pelo apoio e exemplo de competência e seriedade com que exerce a sua profissão.

À Professora Mestre Alissana Ester, minha orientadora, que com seu conhecimento profundo, ajudou-me na elaboração deste trabalho.

Aos demais professores que ao longo do curso contribuíram para minha formação e capacidade para o desenvolvimento deste trabalho.

A equipe multiprofissional do PSF e as gestantes pelo carinho, paciência e colaboração, ajudaram-me no desenvolvimento deste estudo.

Aos colegas de classe, pois juntos trilhamos uma etapa importante em nossas vidas.


Aos funcionários, bibliotecárias e técnicos do laboratório, pela amizade sincera e sorriso fácil ajudaram-me a prosseguir.


RESUMO

A Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é definido como intolerância à glicose de graus variáveis com início ou primeiro diagnóstico durante o segundo ou terceiro trimestres da gestação. A reclassificação, entretanto, pode ser feita após o parto, utilizando critérios padronizados para a população não-gestante. Sua incidência é variável, sendo estimada em 3% a 8% das gestantes. A gestação é um estado hiperinsulinêmico caracterizado por uma diminuição da sensibilidade à insulina, parcialmente explicada pela presença de hormônios diabetogênicos, tais como a progesterona, o cortisol, a prolactina e o hormônio lactogênico placentário. Os níveis glicêmicos de jejum tendem a ser mais baixos na gestante, contudo, os valores pós-prandiais são mais altos, sobretudo naquelas em que não há aumento adequado da liberação de insulina. As pacientes com DMG apresentam uma diminuição ainda mais acentuada da sensibilidade periférica à insulina, como no diabetes Tipo II, além de uma secreção diminuída de insulina, explicando os picos pós-prandiais. Entretanto, a fisiopatologia do DMG não está totalmente elucidada. Se todas as gestantes fossem resistentes à insulina, a incidência do DMG seria superior aos níveis encontrados. O comprometimento fetal decorre primordialmente da hiperglicemia materna, que por difusão facilitada chega ao feto. A hiperglicemia fetal, por sua vez, estimula a produção exagerada de insulina que interfere na homeostase fetal, desencadeando: macrossomia, fetos grandes para idade gestacional (GIG), aumento das taxas de cesárea, traumas de canal de parto e distorcia de ombro, hipoglicemia, hiperbilirrubinemia, hipocalcemia e policitemia fetais, distúrbios respiratórios neonatais e óbito fetal intra-uterino. Historicamente, a introdução da insulina na terapêutica da gestante diabética foi um marco na qualidade da assistência a essas mulheres. Os dados sobre diabetes e gestação anteriores à utilização clínica da insulina são sombrios, com relato de cerca de 30% de mortalidade materna durante a gestação e 50% de óbitos perinatais. Após a aplicação da insulina no controle do DMG, diminuíram significativamente suas complicações perinatais, com grande impacto principalmente na taxa de óbitos fetais. O adequado conhecimento das medidas terapêuticas no diabetes gestacional permite-nos alcançar a normoglicemia materna, quebrando o ciclo maléfico dessa entidade e, conseqüentemente reduzindo a incidência de efeitos lesivos ao binômio materno-fetal.




ABSTRACT


The Gestational Diabetes Mellitus (GDM) is defined as impaired glucose tolerance of varying degrees beginning with the first or second or diagnosis during the third trimester of pregnancy. The reclassification, however, can be made after delivery, using standardized criteria for non-pregnant population. Its incidence is variable and is estimated at 3% to 8% of pregnant women.       The pregnancy is a hyperinsulinemic state characterized by a decreased sensitivity to insulin, partly explained by the presence of diabetogênicos hormones such as progesterone, the cortisol, the hormone prolactin and lactogênico placenta. The levels of fasting glucose tend to be lower in pregnant women, however, the post-prandiais values are higher, especially in those where there is no appropriate increase the release of insulin. The patients with GDM have an even sharper decline of peripheral sensitivity to insulin, such as type 2 diabetes, in addition to a reduced secretion of insulin, explaining the post-peak prandiais. However, the pathophysiology of GDM is not fully elucidated. If all pregnant women were resistant to insulin, the incidence of GDM is more than the levels found. The commitment stems primarily from the fetal maternal hyperglycemia, which facilitated by diffusion reaches the fetus. The fetal hyperglycemia, in turn, stimulates overproduction of insulin which interferes with fetal homeostasis, triggering: macrosomia, fetuses large for gestational age (LGA), increasing rates of caesarean section, trauma and the channel of delivery of shoulder dystocia, hypoglycemia , Hyperbilirubinemia, hypocalcemia and polycythemia fetal, neonatal respiratory disorders and intra-uterine fetal death. Historically, the introduction of insulin in the treatment for diabetic pregnant women was a milestone in the quality of care for these women. Data on diabetes and pregnancy before the clinical use of insulin are dark, with reports of about 30% of maternal mortality during pregnancy and 50% of perinatal deaths. After the application of insulin in controlling the DMG, significantly decreased its perinatal complications, with great impact especially on the rate of fetal deaths. A proper understanding of therapeutic measures in gestational diabetes allows us to achieve normoglycemia mother, breaking the cycle of evil entity, and therefore reducing the incidence of harmful effects to the binomial maternal-fetal.


LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS.




DMG: Diabete Mellitus Gestacional

GIG: Grande para a idade gestacional

SISVAM: Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional

SISPRENATAL: Sistema pré- natal

VDRL: Veneral Deseases Research Laboratory( Diagnóstico de Sífilis)

HIV:Vírus da Imunodeficiência Humana

TTG: Teste Oral de Tolerância a Glicose

DST: Doença sexualmente Transmissível

PSF: Programa da Saúde na Família

ACS: Agente Comunitário de Saúde

PTGO: Prova de tolerância a Glicose

HCG: Hormônio Gonadotrofina Coriônica Humana

ADA: American Diabetes Association

SAR: Síndrome de Angústia Respiratória

PIG: Pequeno para a idade gestacional

SUMÁRIO



TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 1

1 INTRODUÇÃO 10

2 OBJETIVO 12

2.1 OBJETIVO GERAL 12

2.2 OBJETIVO ESPECÍFICO 12

3 METODOLOGIA 13

4 DESENVOLVIMENTO 15

4.1 PÂNCREAS E OS HORMÔNIOS REGULADORES DA GLICEMIA 15



1.1 Diabetes Mellitus 17

4.1.2 Diabetes Mellitus Tipo I 17

4.1.3 Diabetes Mellitus Tipo II 18

4.2 DIABETES E GRAVIDEZ 18

4.3 DIABETES GESTACIONAL – CONCEITO, ETIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA 20

4.3.1 Conceito 20

4.3.2 Etiologia 20

a) Hormonal 20

b) Genética 21

c) Obesidade 21

4.3.3 Fisiopatologia 21

4.4 RASTREAMENTO E DIAGNÓSTICO DO DIABETES GESTACIONAL 22

4.5 COMPLICAÇÕES DO DIABETES GESTACIONAL 24

4.6 COMPLICAÇÕES DIABÉTICAS ESPECÍFICAS DA GESTAÇÃO 25



a) Não metabólica 25

b) Metabólica 26

4.7 TRATAMENTO 28



a) Insulina 28

b) Dieta 28

c) Atividade Física 29

5 ATENÇÃO FARMACÊUTICA NO DMG 32

5.1 DADOS DA GRAVIDEZ ÚTEIS AO FARMACÊUTICO: 32

5.2 SUGESTÕES DE ACOMPANHAMENTO CLÍNICO DE GESTANTES (ORIENTAÇÕES GERAIS À PACIENTE GRÁVIDA) (BISSON, P. M., 2007): 34

a) Objetivos da assistência pré-natal 34

b) Objetivos da primeira consulta da equipe multidisciplinar 34

c) Anamnese farmacêutica 34

5.3 ORIENTAÇÕES FARMACÊUTICAS À PACIENTE: 34



6 RESULTADOS 36

7 CONCLUSÃO 37

REFERÊNCIAS 38



ANEXOS 41

ANEXO A 42

ANEXO B 43

ANEXO C 45

ANEXO D 47

ANEXO E 49

ANEXO F 52







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