Trabalho: 24: Difusão do Uso de Plantas Medicinais com Ação Antiparasitária em Escolas Públicas do Município de Patos/PB



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Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária

Belo Horizonte – 12 a 15 de setembro de 2004


Difusão do Uso de plantas Medicinais com Ação Antiparasitária em Escolas Públicas do Município de Patos, PB
Área Temática de Saúde
Resumo

Este trabalho visa registrar dados de um estudo sobre a incidência de parasitoses intestinais Infantis em 190 crianças atendidas pelo projeto de extensão universitária-PROBEX, uma integração entre a Universidade Federal de Campina Grande e escolas do município de Patos-PB, em um período de oito meses e difundir o uso de plantas medicinas com ação antiparasitária entre mestres, pais e alunos da comunidade. A metodologia empregada foi quantitativa, qualitativa, descritiva e exploratória. O estudo confirma que uma incidência relativamente alta de parasito gastrointestinas, em ambos as escolas acompanhadas, sendo os principais parasitos encontrados Ascaris sp, Strongilus sp, Ancilóstomo sp, taenea sp e Trhichuris sp. Foram analisados 190 prontuários de crianças que estavam com diagnóstico provável para parasitoses intestinais. Após o diagnóstico parasitológico as crianças foram tratadas com o hidroextrato de Mastruço (Chenopodium ambrosioides) e as sementes de abóbora ou Jerimum (Cucurbita pepo), que demonstraram boa ação antiparasitária, no modelo aplicado. Concluindo-se que há a necessidade de aprimoramento das orientações oferecidas pelos profissionais à população e principalmente aos pais das crianças parasitadas.


Autores

Onaldo G Rodrigues - Doutor em Farmacologia

Ana C R Athayde – Doutora em Microbiologia

Gilmar T Araújo – Doutor em Química Analítica

Valéria M S C Xavier – Graduanda Medicina Veterinária – Bolsista do PROBEX

Kalliupe Leonora Morais – Graduanda Medicina Veterinária – Voluntária PROBEX


Instituição

Universidade Federal de Campina Grande - UFCG


Palavras-chave: Parasitoses intestinais infantis; fitoterapia; desenvolvimento sustentável
Introdução e objetivo

As rápidas mudanças sociais e os processos de aculturação econômica e cultural afetam fortemente o conhecimento local sobre o uso de recursos naturais (Amorozo, 1996; Benz et al., 2000). Os problemas decorrentes dessa perda cultural são irreversíveis e, com ela, as possibilidades de desenvolver sustentavelmente uma região com base na experiência local são reduzidas (Albuquerque, 2002). Quando falamos em desenvolvimento sustentável, se garante os meios de sobrevivência para as comunidades locais antes de qualquer outra coisa. Na verdade, todos esses aspectos já vêm sendo discutidos por diversos autores (Diegues, 1994; Begossi, 1998; Rego, 1999; Albuquerque 1999).

A Organização Mundial da Saúde – OMS, consciente da importância da eficácia do poder curativo da flora, incluiu as plantas no programa saúde para todos no ano 2000. Essa Instituição estima que oitenta por cento da população do mundo, de algum modo, usam plantas como medicamentos, sendo utilizadas cerca de vinte e cinco mil espécies vegetais na medicina tradicional.

O Brasil é um dos quatro países que apresentam maior biodiversidade em todo o mundo, sendo o primeiro em número total de espécies. Em nossos três milhões e quinhentos mil quilômetros quadrados de florestas, existe a mais diversificada reserva de plantas do planeta (Mendonça, 1997, Marques, 2003), isto é, vinte por cento do total de espécies vegetais encontradas na Terra. Os programas de extensão disponíveis para a sociedade, principalmente no Nordeste do Brasil, com suas limitações vêm contribuindo de forma primária no tocante a assistência básica em saúde.

A Universidade no seu perfil extensionista vem tentando contribuir com a sociedade principalmente com a difusão de técnicas que minimizem os agravos em saúde. Assim o fazendo, além de contribuir com o aspecto socioeconômico, a Universidade pública, favorecerá a docentes e discentes o caminho de buscas para a consolidação de seus cursos e disciplinas, junto as reais necessidades da comunidade, onde está inserida.

No Brasil, os estudos com o objetivo de determinar as potencialidades das plantas medicinais e seu uso por populações menos assistidas são escassos, principalmente em regiões semi-áridas. A ausência de práticas de utilização da medicina popular de forma racional e assistida tem limitado esta atividade, principalmente aquela voltada à difusão do conhecimento e conseqüente uso dessas plantas com a finalidade médico-social de melhoria de qualidade de vida do homem. Embora dados estatísticos mostrem a ampla utilização das plantas medicinais pela população cada vez mais crescente, ainda é comum a desinformação sobre o uso correto da forma, freqüência de administração e acondicionamento dos fitoterápicos. Estas informações são necessárias para um melhor aproveitamento, de forma segura, das potencialidades das plantas medicinais.

O estudo sobre o uso de plantas medicinais teve início em datas remotas. Em 1893, o egiptólogo alemão George Ebers encontrou um rolo de papiro. Após ter decifrado a introdução, foi surpreendido pela frase “Aqui começa o livro relativo a preparação dos remédios para todas as partes do corpo humano”. Observou-se, mais tarde, que esses manuscritos era o primeiro tratado médico egípcio conhecido e que já razia inúmeras informações sobre as propriedades medicinais e curativas das plantas. Assim, 2000 anos antes dos primeiros remédios gregos, já existia uma medicina egípcia organizada (Teske, 1994).

Inúmeras são as contribuições que podem ser oferecidas para minimizar problemas de saúde de nossa população. Para ser mais eficiente esta solução deveram ser apontadas de forma estratégica na resolução dos problemas pontuais.

Freqüente o surgimento de surtos de verminoses e de ectoparasitoses junto à população infantil é carente caracterizar o modelo inadequado de tratamento e controle que vem sendo utilizado, efetivamente no seu aspecto de poder aquisitivo, mais especificamente a compra de medicamentos alopáticos prescritos.

Ressalta-se ainda, que no Nordeste as crianças apresentam uma expressiva positividade pelos helmintos e ácaros parasitas representando um problema de saúde pública inigualável. No Brasil, pelo menos trezentas plantas medicinais fazem parte do arsenal terapêutico da população. Desconhecida, desdenhada ou até abominadas, ainda, pela grande maioria dos médicos, plantas medicinais são consumidas tanto pelos favelados como pela classe de maior poder econômico, constituindo no Brasil um mercado de US$ 400 milhões. E ainda são recomendadas pela ONU que percebeu que 2/3 da população da terra utiliza plantas medicinais. Mesmo assim, muitos pensam que plantas medicinais são um engodo, coisa de umbandista e ignorantes. O Brasil tem uma mega-biodiversidade de 55000 espécies de plantas superiores.

No Nordeste do Brasil a expansão pecuária é um processo marcante que se reflete na conversão de florestas em pastagens e cultivos, o que nem sempre apresenta um bom retorno final. Algumas políticas e programas destinados à região são insuficientes, pois derivam de um pobre conhecimento sobre recursos e a complexidade da relação pessoa/ambiente.

O estudo de informações sobre a interação pessoas/plantas pode contribuir para mudar o quadro atual e pode dar-se em dois níveis: padrão geral de uso da terra relacionado com atividade e “background“ cultural; e estudos por comunidades, grupos culturais ou táxons (Bey, 1995).

No presente trabalho de extensão, procurou-se acima de tudo levar um trabalho educativo a um público limitado procurando identificar a relação pessoas/plantas e meio ambiente, a aceitação do uso de uma medicina alternativa e incentivar o zelo pela a flora medicinal nativa e exótica da região, tendo como ecossistema a caatinga (uma floresta seca), no município de Patos, interior paraibano, norteando os seguintes questionamentos: 1) de que forma as comunidades locais aproveitam os recursos vegetais da região, baseado no seu conhecimento empírico, 2) aproveitando os recursos disponíveis, estes são usados diretamente no atendimento das necessidades gerais ou se convertem em produtos de venda ou troca, 3) qual a aceitação dos produtos com atividade antiparasitária, mais usados, 4) a disponibilidade desses produtos para a comunidade, 5) as formas que as pessoas costumam usar essas plantas como fitoterápicos, 6) se os resultados obtidos são satisfatórios, 7) de que forma avaliam as respostas do uso de plantas medicinais cm atividade antiparasitária.

Muitas espécies na caatinga estão ameaçadas de extinção por várias razões. A falta de informações sobre o uso correto das plantas como “remédios”, a forma de preparar, as indicações terapêuticas e efeitos tóxicos contribuem para que espécies de plantas com propriedades terapêuticas valiosas sejam deixadas de lado. Assim, consideramos de grande valia levar as informações, trocar as experiências acumuladas e, sobretudo, incentivar o uso e a preservação da flora medicinal local nativa e exótica.


Metodologia

Caracterização do município onde foi executado o projeto: o município de Patos está localizado na região semi-árida do Nordeste brasileiro, que ocupa uma área total de 974.752 Km² nos estados do Nordeste (86,48%), com exceção do Maranhão. O norte do Estado de Minas Gerais 9107.343,70 Km² ou 11,01%), e o norte do Espírito Santo (24.432,70Km² ou 2,51%) também estão incluídos;

Cadastro das escolas participantes: as escolas municipais e estaduais da região de Patos/PB foram cadastrados em fichas individuais, pelos alunos extensionistas, em que foram registrados dados de identificação da escola e dados a cerca das condições sanitárias da instituição, número de alunos e nível d escolaridade oferecido;

Construção da agenda de trabalho: o agendamento de atividades foi previamente discutida entre os participantes do projeto e em seguida apresentada na forma de palestra aos mestres e pais de alunos;

Realização de Palestras: foram apresentadas palestras técnicas nas escolas, em que foram apresentados temas a cerca da existência das plantas medicinais com propriedades antiparasitárias, sobre seu cultivar, forma de coleta, preparação de hidro-extratos, sobre o acondicionamento e uso; bem como medidas higiênico-sanitárias para contribuir com o controle das endoparasitoses em crianças da fase escolar;

Prática de produção do antiparasitário natural: foi administrado nas escolas para pais e mestres, aula prática detalhando a preparação do hidroextrato com o Mastruço (Chenopodium ambrosioides) e as sementes de abóbora ou Jerimum (Cucurbita pepo), para ser administrado na formulação e doses corretas;

Reuniões da equipe executora: foram feitas reuniões quinzenais da equipe executora do projeto com a finalidade de integração do grupo, análises dos resultados preliminares, registro de dificuldades e elaboração de medidas renovadoras das ações extensionistas no tocante a resolução dos problemas apontados;

Exames parasitológicos de fezes: o Laboratório de Doenças Parasitárias dos Animais Domésticos/DMV disponibilizou o profissional capacitado, na pessoa da professora executora do projeto que juntamente com a bolsista e voluntários procederam às análises das amostras coletadas. Os exames parasitológicos foram feitos de acordo com a técnica descrita por Gordon e Whitlock (1938) para contagem de ovos por grama de fezes (opg);

Produção do vermífugo natural: o Laboratório de Ciências Químicas e Biológicas/DMV disponibilizou profissional capacitado, na pessoa do coordenador do projeto que juntamente com a bolsista e voluntários produziram o fitoterápico artesanalmente (hidroextrato) para ser administrado as crianças na formulação correta;

Tratamento: o tratamento que foi administrado às crianças de cada escola, assim como todas as recomendações técnicas necessárias a cada situação, foi orientado pelo coordenador do projeto. Foi feito um treinamento prévio com pais e mestres nas escolas, em que foi demonstrada técnica de preparação dos produtos fitoterápicos, para em seguida, e tiradas todas as dúvidas de como proceder, eles pudessem preparar e fornecer aos seus filhos no ambiente doméstico;

Monitoramento: o bolsista, bem como os voluntários, realizaram visitas quinzenais nas escolas, depois de instituído cada tratamento, com o objetivo de averiguar a eficácia da conduta terapêutica adotada. Além de realização de palestras educativas no sentido de consolidar o controle de doenças parasitárias pela medicina popular;

Controle: os profissionais responsáveis pelo laboratório de Ciências Químicas e Biológicas e pelo Laboratório de Doenças Parasitárias, após uma análise técnica do problema, determinaram um controle para as doenças parasitárias encontradas, visando minimizar as injúrias causadas por parasitas. Este controle constou de palestras educativas sobre medidas de higiene, uso correto das plantas medicinais, e identificação de como é o ciclo dos parasitas que foram encontrados, para desta forma saber o modo de executar um trabalho profilático.

Aplicação de questionários as crianças, pais e mestres; foi aplicado um questionário educativo as crianças voluntárias para identificar o nível de conhecimento dos alunos sobre parasitoses, meios de transmissão, de controle e higiene pessoal (questionário 1). Foi também, aplicado um questionário etnobotânico aos pais e mestres para averiguar o nível de conhecimento sobe plantas de uso medicinal (questionário2).

QUESTIONÁRIO 1 - Projeto Plantas Medicinais nas Escolas


Dados de Identificação do Voluntário Data:

Nome Data Nascimento

Nome do Pai Data Nascimento

Nome da Mãe Data Nascimento

Escolaridade do Pai

Escolaridade da Mãe


Endereço:

Escola Participante: Série:

Número de pessoas na família:

1. Marque os hábitos de higiene que você conhece

Lavar as mãos antes de comer

( )

Lavar as mãos ao sair do banheiro ( )

Aparar as unhas ( )


Escovar os dentes ( )


Tomar banho

( )


Tomar água filtrada ( )

fervida ( )

clorada ( )

Comer frutas e verduras limpas ( )


Comer carne bem cozida

( )

Usar sempre calçados ( )





2. Você sabe o que são vermes ou lombrigas? Sim ( ) Não ( )

3. Você já fez exame de fezes? Sim ( ) Não ( )

4. Você já tomou remédio para verme? ( ) Sim ( ) Não

Sim ( ) Quantas vezes ________________________

Era de farmácia Sim ( ) Não ( )



Natural ( ) Sim

( ) Não


5. Sabe como evitar os vermes? ( ) Sim ( ) Não

6. Se alimenta bem? ( ) Sim ( ) Não

7. Come as três Refeições diárias? ( ) Sim ( ) Não




QUESTIONÁRIO 2 – Projeto plantas medicinais nas escolas.

Nome


Endereço

Escola Participante

Nº pessoas na família

Quantos usam plantas como remédio

Data







Nome Da Planta

Nome Científico

Família




Partes usadas como Remédio




( ) Folhas

( ) Casca

( ) Raízes

É da região ( )

Não é da região ( )

( ) Sementes

( ) Frutos

( ) Outros

Que doenças são tratadas com a planta (Ex: febre, gripe, dor, diarréia, etc.)

Idade da Planta

A planta é usada com outras finalidades além de remédio? Qual




Tamanho




Tipo de coleta

Freqüência de Uso

( ) Todo dia

( ) Raro

( ) Se preciso

Uso ( ) Coletivo ( ) Individual ( ) Apenas adultos

Forma de cultivo

( ) enxertia ( ) mudas ( ) galhos

( ) outros


Cuida diariamente da planta ( )

Não requer cuidados diários ( )

Nunca cuida da planta ( )


Planta comercializada

( ) Sim ( ) Não



Cultiva a planta ( ) Sim ( ) Não

Realiza poda ( ) Sim ( ) Não


Resultados e discussão



Os resultados encontrados mostram que as enfermidades parasitárias ocorrem com uma freqüência relativamente alta na infância em alunos de escolas públicas de Patos, tanto quantitativamente quanto qualitativamente. A maioria dos alunos apresentou múltiplas parasitoses, concordando com observações feitas por Alves (1995) e Pinho (2000) em crianças. No colégio Aristides, a incidência foi de 25 % de crianças infectadas, revelando o seguinte perfil parasitológico; 0,8 % representado por ascaris sp, 6,3 % por ancilóstomo sp, 0,6 % por strongyloides sp, e 1,3 % por taenea sp (Tabela 1), enquanto que no colégio Madre Auxiliadora a incidência, ainda foi maior 75 % de crianças infectadas, apresentando o seguinte perfil parasitológico; 34,5 % de ascaris sp, 0,8 % por thrichuris, 34 % por ancilostomo sp, 0,6 % por strongyloides sp e 14 % por taenea sp (Tabela 2). Aliado ao diagnóstico parasitológico, pode-se constatar os resultados satisfatórios do tratamento alternativo realizado com o hidroextrato de plantas (Tabela 1 e 2) em que ocorreu negativação na repetição dos exames parasitológicos de fezes, revelando boa ação antiparasitária tanto da semente de abóbora, quanto do mastruço. Um outro fator constatado é que em nenhuma criança foi registrada a ocorrência de efeitos tóxicos, rejeição ou demonstração de insatisfação ao tratamento. Todas as mães foram orientadas a procurar o serviço de pediatria do Hospital Pediátrico Dr. Janduir Carneiro/PB, para atendimento especializado.
Tabela 1– Resultados dos exames parasitológicos e fezes realizado em crianças da 1º a 4º série do Colégio Aristides (opg) realizados antes e 21 dias após o tratamento com extrato de plantas.

Aluno Nº

1ª Coleta *

2ª Coleta**

Aluno Nº

1ª Coleta*

2ª Coleta**

1

Negativo

Negativo

23

Negativo

C4

2

A5

Negativo

24

Negativo

C5

3

Negativo

A1

25

Negativo

Negativo

4

Negativo

A2

26

Negativo

A1

5

Negativo

Negativo

27

A3

Negativo

6

Negativo

Negativo

28

A4,C3

Negativo

7

D3

Negativo

29

Negativo

Negativo

8

Negativo

A1

30

Negativo

Negativo

9

Negativo

Negativo

31

Negativo

Negativo

10

A4

Negativo

32

Negativo

Negativo

11

Negativo

Negativo

33

A1,B64

NC

12

A3

Negativo

34

Negativo

NC

13

Negativo

Negativo

35

A3

Negativo

14

D1

Negativo

36

NC

NC

15

Negativo

Negativo

37

NC

NC

16

Negativo

A1

38

NC

NC

17

Negativo

A2

39

NC

NC

18

A3

A2

40

NC

NC

19

Negativo

Negativo










20

Negativo

A3










21

Negativo

Negativo










22

A2

Negativo









Tabela 2 – Resultados dos exames parasitológicos e fezes realizado em crianças da 1º a 4º série do Madre Auxiliadora (opg) realizados antes e 21 dias após o tratamento com extrato de plantas.



Aluno Nº

1ª Coleta*

2ª Coleta**

Aluno Nº

1ª Coleta*

2ª Coleta**

1

A2,B3

Negativo

23

A4

Negativo

2

Negativo

NC

24

A3, B18

Negativo

3

A6, B4, D3

A1

25

A3, B2

A4

4

A8

Negativo

26

A1, B8

NC

5

A3,B2

Negativo

27

A2

Negativo

6

A2,B4

Negativo

28

A2

NC

7

A1, B12

Negativo

29

A3, B16

Negativo

8

A2, B12

Negativo

30

A3

Negativo

9

A5, C3

Negativo

31

A11

A1

10

A1

Negativo

32

NC

NC

11

Negativo

Negativo

33

NC

NC

12

A11, D1

NC

34

NC

NC

13

A4

Negativo

35

NC

NC

14

A12

NC

36

NC

NC

15

A8

Negativo

37

NC

NC

16

B4

NC

38

NC

NC

17

A13, B3

A1

39

NC

NC

18

A4, B2

Negativo

40

NC

NC

19

A3, D1

Negativo










20

A1

NC










21

A2, D44, E2

Negativo










22

A2, B1

Negativo










A (Ascaris sp); B (Ancylostomo sp); C (Strongyloide sp); D (Taenia sp); E (Trichuris sp), NC (não compareceu), * (coleta de fezes dia zero), ** (coleta de fezes 21 dias após).
Significado da Contagem de ovos (LIMA, 1992)
01 a 03 ovos = Raríssimos; - 04 a 05 ovos= Raros; 06 a 10 ovos = Pequena quantidade;

11 a 20 ovos = Regular quantidade; 21 a 50 ovos = Grande quantidade;

51 ou mais ovo =Extraordinária quantidade.

Conclusões

O trabalho de extensão, ora apresentado, projeta a sua importância como um resultado da integração da universidade com as comunidades carentes revelada pelos benefícios em favor dessas comunidades.

Podemos deduzir, ao final do trabalho, que o Estado ainda não alcança satisfatoriamente as comunidades estudadas. Embora os níveis cultural, social e financeiro dessas comunidades trabalhadas refletirem um estado de pobreza, houve um grande interesse em participar do projeto, fato este comprovado pela presença, nas palestras, dos pais e mestres, respostas aos questionários aplicados e a adesão voluntária dos pais com seus filhos para realização do monitoramento parasitológico e aplicação do tratamento com as plantas. Por outro lado, a formação de monitores (mestres) nas escolas possibilitará a disseminação às futuras gerações de alunos dos conhecimentos administrados.

É importante relatar, também, o despertar, pelos cuidados com a higiene, e o despertar do interesse da comunidade em usar e preservar a flora medicinal, pois diante dos resultados incontestáveis e as orientações para o uso seguro das plantas, observa-se uma quebra na resistência no uso de uma medicina alternativa.
Referências bibliográficas

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