Titulo: Estudo retrospectivo de casos de tb pediátrica acompanhados em unidade básica de saúde e centros de referência de seis cidades brasileiras



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Titulo: Estudo retrospectivo de casos de TB pediátrica acompanhados em unidade básica de saúde e centros de referência de seis cidades brasileiras.

Resumo

A tuberculose (TB) representa ainda hoje uma prioridade de saúde pública em diversos países. Em 2015 a TB causou a morte de 1,5 milhões de pessoas, entre elas 210.000 crianças. Apesar dos avanços obtidos nas últimas décadas no controle da TB no nosso país, o Brasil ainda se encontra hoje entre os países com maior carga da doença no mundo e em 2015 a TB foi a causa do adoecimento de 69.000 pessoas e da morte de 4.500, entre homens, mulheres e crianças. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou em 2014 a Estratégia pelo Fim da Tuberculose (The End TB Strategy), tendo como metas a redução do coeficiente de incidência em 90% e do número de óbitos por TB em 95% até 2035. Para que essas metas sejam alcançadas no nosso país é necessária a participação dos diversos setores envolvidos no controle da TB e a priorização das atividades, entre elas o fortalecimento das ações de controle nas populações mais vulneráveis. Crianças são mais vulneráveis à TB e apresentam particularidades referentes à evolução da doença (rápida progressão da infecção à doença ativa), à sua prevenção (vacina pouco efetiva na prevenção das formas pulmonares, baixa oferta de tratamento preventivo da infecção latente), ao diagnóstico (baixo percentual de diagnóstico confirmado bacteriologicamente) e ao tratamento (escassa disponibilidade de fármacos de fácil tomada por crianças). Organizamos um estudo retrospectivo, tendo como sedes uma unidade básica de saúde e seis centros de referência para o tratamento da TB, com o objetivo de descrever as características clínicas e epidemiológicas de casos de TB em crianças e adolescentes (< 15 anos) diagnosticados nos últimos 10 anos nesses centros. Os resultados obtidos no presente estudo, envolvendo uma amostra numerosa de casos de TB em idade pediátrica, poderão fornecer valiosa contribuição para a compreensão das peculiaridades referentes ao manejo clínico da TB em crianças e adolescentes no nosso país, além de estimular a elaboração de novos estudos prospectivos sobre o tema no futuro, a partir da rede de colaboração que será aqui estabelecida.



  1. Introdução

A tuberculose (TB) permanece ainda hoje como uma das principais causas de morbiletalidade em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2015 ocorreram 10,4 milhões de casos novos de TB, causando a morte de 1,5 milhões entre adultos e crianças. Nesse mesmo ano a TB foi uma das dez principais causas de morte global, colocando-se na frente da infecção pelo HIV/AIDS, como uma das principais causas de morte por doença infecciosa (OMS, 2016).

As crianças representam uma população particularmente vulnerável à TB. Os casos de TB em crianças representam 10% do total (1 milhão de casos) e estima-se que a TB foi a responsável pela morte de 210.000 crianças no mundo em 2015 (OMS, 2016). A taxa de mortalidade por TB entre crianças não tratadas foi estimada em 21,9% (alcançando a taxa de 43,6% entre crianças abaixo dos 5 anos), porém quando o tratamento anti-TB é realizado de forma correta, esse percentual é reduzido a 0,9% (Jenkins et al., 2016). A mortalidade por TB em crianças é subestimada, já que muitas crianças mortas por TB recebem o diagnóstico de pneumonia, HIV/AIDS, meningite ou desnutrição como causa da morte (Graham et al., 2014; Marais, 2017).

Apesar dos avanços alcançados no controle da TB na última década, o nosso país ainda se encontra entre aqueles com mais alta carga da doença no mundo. Na nova classificação da OMS dos países prioritários para o controle da TB no mundo (formada por três listas, cada qual composta por 30 países), o Brasil ocupa a 20ª posição quanto à carga da doença e a 19ª no que se refere à coinfecção TB-HIV (OMS, 2016; Brasil, 2017). Em 2015 foram notificados no Brasil 69.000 casos da doença. Nessa população, 4.500 homens, mulheres e crianças morreram de TB, 6.800 pessoas infectadas pelo HIV evoluíram com a co-infecção e mais de mil pessoas desenvolveram formas multirresistentes (MDR/XDR) no mesmo ano. Com relação à distribuição dos casos no país, 37% se concentraram nas capitais; os maiores coeficientes de incidência foram registrados em Manaus (98,3/100 mil hab.), Porto Alegre (88,8/100 mil hab.), Recife (78,3/100 mil hab.) e Rio de Janeiro-RJ (66,8/100 mil hab.), com valores que superam o coeficiente de incidência nacional (30,9/100 mil hab.) em mais de 100%. No que se refere ao coeficiente de mortalidade, os maiores valores se encontram no estado do Rio de Janeiro e Pernambuco, com 5 e 4,5 óbitos por TB/100 mil hab., respectivamente (Brasil, 2016).

A OMS aprovou em 2014 a Estratégia pelo Fim da Tuberculose (The End TB Strategy), em sintonia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. A nova estratégia tem como como visão “Um mundo livre da tuberculose: zero morte, zero casos novos e zero sofrimento devido à tuberculose” e por objetivo o fim da epidemia global da TB. As metas, para cumprimento até 2035, são a redução do coeficiente de incidência em 90% e do número de óbitos por TB em 95%, ambos coeficientes comparados àqueles de 2015. A redução do coeficiente de incidência da TB para menos de 10 casos/100 mil hab., meta a ser atingida até 2035, representaria o fim da TB como problema de saúde pública e marcaria uma nova etapa no cenário do controle da doença no mundo. Já a eliminação da TB, caracterizada por menos de um caso por um caso/1 milhão de hab., é um objetivo ainda mais ambicioso a ser perseguido. Para que esses objetivos da End TB Strategy sejam alcançados são necessárias medidas eficazes de controle que se baseiam em três pilares: pilar 1 - prevenção e cuidado integrado e centrado no paciente, pilar 2 - políticas arrojadas e sistema de apoio ao paciente e pilar 3 - intensificação da pesquisa e inovação em TB (WHO, 2015; Brasil, 2017).


2. Justificativa
Diante do que foi acima exposto, torna-se evidente a relevância da TB no cenário global e nacional. Porém, a importância da TB como causa de morbiletalitade em crianças e as peculiaridades para sua prevenção, diagnóstico e tratamento nessa faixa etária (menores de 15 anos) só recentemente receberam destaque da comunidade científica internacional (WHO, 2014).

As crianças apresentam um maior risco de progredirem rapidamente da fase de TB infecção para a TB doença e desenvolvem mais frequentemente formas extrapulmonares e disseminadas da doença. O risco de TB é ainda mais elevado em crianças menores de 5 anos (Newton et al., 2008; OMS, 2006; UNION, 2016). A maioria das crianças desenvolve TB doença dentro de um ano após se infectarem, por esse motivo a história de contato com um caso de TB pulmonar é tão importante e revela a manutenção da transmissão dentro da comunidade (WHO, 2014).

Para a prevenção primária da TB em crianças é disponível há mais de 100 anos a vacina BCG (Bacilo de Calmette-Guérin), capaz de prevenir 60% a 90% das formas graves da doença em crianças (formas disseminadas e meningite tuberculosa), porém sem eficácia na prevenção da doença em adultos (WHO, 2014). No Brasil é elevada a cobertura vacinal pelo BCG em todo território nacional (Brasil, 2011; Brasil, 2017), sem que isso impacte significativamente na redução dos casos de reativação da doença sob a forma pulmonar ou formas extrapulmonares menos graves entre crianças infectadas pelo Mycobacterium tuberculosis (MTB) após a vacinação.

A avaliação dos contatos de pacientes com TB pulmonar é um ponto chave na prevenção da TB entre crianças. Esta avaliação nos menores de cinco anos, para a identificação de casos de TB ativa e latente (ILTB), é uma estratégia que vem sendo recentemente recomendada pela OMS mesmo para Países com recursos limitados (WHO, 2012; WHO, 2015a). O tratamento da ILTB é a principal intervenção capaz de prevenir o desenvolvimento da TB em indivíduos já infectados com o MTB (WHO, 2016). Entre os indicadores prioritários da estratégia End TB encontra-se aquele referente à cobertura com tratamento preventivo > 90% das pessoas HIV-soropositivas e crianças contatos de caso de TB pulmonar (WHO, 2015). No Brasil, apesar de preconizada pelo manual de normas do Programa Nacional de Controle da TB (Brasil, 2011), a avaliação de contatos ainda é muito baixa: apenas 44,9% dos contatos foram submetidos a exames em 2015; no Amapá e no Rio de Janeiro esses percentuais superaram de pouco os 20% (22,3% e 22,1%, respectivamente). Se consideramos a cobertura de contatos de casos de retratamento esse percentual cai a 18% no estado do Rio de Janeiro.

A confirmação do diagnóstico da TB, por meio de exames bacteriológicos é, em geral, difícil em crianças, mas é factível em adolescentes (≥ 10 anos). Crianças, em sua maioria, desenvolvem a TB primária e são abacilíferas ou paucibacilares o que, associado à dificuldade da criança abaixo dos oito anos em produzir escarro, faz com que em 80% dos casos os diagnósticos da TB na infância sejam feitos sem comprovação bacteriológica. Recentemente, a incorporação do diagnóstico molecular da TB, recomendado para uso também em crianças desde 2013 (WHO, 2016), permitiu resultados positivos em maior percentual que os observados com a baciloscopia, além da identificação das cepas resistentes à rifampicina. Neste caso, emprega-se a plataforma Gene MTB-RIF ou, como foi denominado no Brasil, teste rápido molecular –TB (TRM-TB). Ainda assim, a TB em crianças difere fundamentalmente da apresentação da doença em adultos, pois predominam na infância as formas de TB primária e sem confirmação microbiológica (WHO, 2014). Em adolescentes (≥ 10 anos) o TRM-TB pode ser um instrumento útil para o diagnóstico, pois nessa fase da vida a maioria dos pacientes é bacilifera (Sant’anna et al, 2013).

A fim de superar os limites impostos pela menor sensibilidade dos métodos de confirmação bacteriológica da TB em crianças e do baixo acesso ao diagnóstico laboratorial em muitas regiões, foram desenvolvidos sistemas de escore, baseados em dados clínicos, radiológicos e epidemiológicos. No Brasil, o Ministério da Saúde propôs em 2002 (Brasil, 2002) um novo sistema de pontuação para diagnóstico de TB pulmonar (intratorácica), que já foi validado em crianças infectadas e não infectadas pelo HIV (Sant’Anna et al., 2006; Pedrozo et al., 2009) e testado em outros países (Edwards et al. 2007; Pearce et al. 2012). Porém, apesar da utilidade em dispor de sistemas de escore para o diagnóstico da TB em crianças, a busca pelo diagnóstico bacteriológico da doença deve ser perseguida pois, entre outras vantagens, possibilita a identificação do MTB e a realização do teste de sensibilidade às drogas, fornecendo assim informação sobre o perfil de sensibilidade aos antituberculostáticos, dado altamente relevante em consideração do crescente número de casos de TB MDR/XDR (WHO, 2016).

No presente estudo temos como objetivo, por meio da criação de uma rede de colaboração entre centros de atendimento de crianças e adolescente com TB em seis cidades brasileiras (cinco delas pertencentes ao estado do Rio de Janeiro), avaliar retrospectivamente os aspectos preventivos, diagnósticos e terapêuticos associados à TB na infância no nosso meio. A partir desse primeiro levantamento será possível reunir uma amostra numerosa de pacientes pediátricos afetados pela TB, identificando entre eles os aspectos clínicos e epidemiológicos mais relevantes para clínicos e profissionais envolvidos no controle da TB em idade pediátrica. Além disso, a partir da rede de colaboração aqui estabelecida (composta por pesquisadores e docentes universitários com vasta experiência sobre o tema, na sua quase totalidade formada por membros da Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose - REDE-TB) e dos questionamentos originados do presente estudo, será fomentada a elaboração de novos estudos prospectivos, observacionais e experimentais, que poderão representar uma valiosa fonte de informação para o controle da TB pediátrica, com vistas à eliminação da TB no nosso País.

3. Objetivos

Objetivo primário: avaliar as características clínicas e epidemiológicas da TB em idade pediátrica (idade < 15 anos) entre crianças e adolescentes atendidos em uma unidade básica de saúde e em centros de referência universitários de seis diferentes cidades brasileiras.

Objetivos secundários:


  1. descrever as características sociodemográficas, clínicas e epidemiológicas dos participantes de zero a 15 anos diagnosticados com TB nos diferentes centros envolvidos no estudo, visando descrever os determinantes sociais e a sua associação com as características clínicas e com os efeitos adversos e desfecho do tratamento da TB (cura, tratamento completado, abandono, falência, transferência, óbito) entre pacientes em idade pediátrica;

  2. descrever os critérios diagnósticos (escore vs. bacteriológico/molecular) usados nos diferentes centros ao longo do período de estudo, objetivando avaliar a disponibilidade e a utilização dos diversos recursos diagnósticos para TB em crianças;

  3. descrever o diagnóstico de ILTB anterior ao diagnóstico de TB doença entre participantes que tiveram contato no passado com pacientes com TB pulmonar, a fim de determinar a frequência de avaliação de contatos e de tratamento da ILTB entre os participantes que adoeceram por TB nos centros participantes do estudo;

  4. determinar o perfil de resistência do MTB aos fármacos anti-TB de primeira linha, objetivando descrever a prevalência de formas resistentes de MTB (mono-poliresistência, MDR/XDRTB);

  5. definir a prevalência da infecção pelo HIV entre participantes com TB nos diferentes centros de estudo, visando descrever a apresentação clínica, perfil de resistência ao MTB e desfecho de tratamento de crianças coinfectadas TB/HIV;

  6. desenvolver uma rede de colaboração sobre TB pediátrica entre os centros participantes, visando o estabelecimento de parcerias para futuros estudos prospectivos observacionais e experimentais sobre o tema.

4. Pacientes e métodos

4.1 Hipótese de estudo

Determinantes biológicos (idade, sexo, comorbidades) e sociais da saúde (renda familiar, escolaridade dos pais, local de residência) influenciam o desfecho clínico da tuberculose em crianças e adolescentes.


4.2 Tipo de estudo

Estudo quantitativo, retrospectivo, baseado na revisão de prontuários.


4.3 Critérios de inclusão

  1. participantes de zero a 15 anos de idade com diagnóstico novo ou retratamento de TB pulmonar e/ou extrapulmonar, com notificação nos serviços de vigilância epidemiológica dos centros participantes, que iniciaram tratamento no período de janeiro de 2007 a dezembro 2016;

  2. recuperação dos dados epidemiológicos, clínicos e laboratoriais dos prontuários médicos.


4.4 Critério de exclusão

  1. participantes menores de 15 anos que iniciaram tratamento anti-TB, mas cujo tratamento foi suspenso por mudança de diagnóstico.


4.5 Fases do estudo

O estudo será composto de uma fase inicial de coleta dos dados e de uma segunda fase para a realização da análise dos mesmos. Na primeira fase do estudo os centros participantes incluirão os casos de TB pediátrica diagnosticados nos últimos 10 anos em um banco de dados comum, em formato Excel, a partir do preenchimento de um questionário padronizado com os dados disponíveis nos diferentes prontuários clínicos (Apêndice 1). As principais variáveis a serem levantadas serão:



  1. dados sociodemográficos dos pacientes: sexo, idade, naturalidade, cor, renda familiar, local e tipo de moradia;

  2. características clínico epidemiológicas: vacinação com BCG, sinais e sintomas, comorbidades (incluindo infecção pelo HIV), forma de TB (pulmonar/extrapulmonar/disseminada), achados radiológicos, prova tuberculínica (no momento do diagnóstico de TB ou precedente), história de contato com paciente com TB pulmonar, tratamento preventivo prévio para ILTB;

  3. critérios diagnósticos: exames diagnósticos realizados (escarro, aspirado gástrico, escarro induzido, lavado bronco-alveolar (BAL), entre outros), pontuação do escore diagnóstico do Ministério da Saúde de 2011.

  4. dados microbiológicos: positividade da baciloscopia, cultura para MTB, testes moleculares (X-pert TB), testes de sensibilidade aos fármacos de TB de primeira linha.

Uma vez coletados os dados e inseridos no banco de dados, iniciará a fase analítica do estudo, a ser realizada inicialmente no centro coordenador do estudo (LITEB-IOC-Fiocruz) e posteriormente discutida com os pesquisadores dos centros participantes do estudo.
5.Questões éticas

O presente projeto será realizado segundo os princípios da Declaração de Helsinki e da resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde. O projeto será submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do IOC/Fiocruz (centro coordenador) com a anuência dos demais centros participantes. Em se tratando de estudo de natureza retrospectiva, baseado em análise dos prontuários clínicos, não será solicitado o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) para a participação dos pacientes no estudo. No Apêndice 2 se encontra a solicitação de isenção do TCLE.


6. Gestão e análise de dados

A associação das variáveis categóricas com as formas clínicas e com o desfecho da TB será avaliada usando o teste do qui-quadrado ou o teste exato de Fischer, quando indicado. Para a comparação entre variáveis contínuas será utilizado o teste t de Student. O nível de significância escolhido foi de 5%. Os valores de P descritos serão bicaudais (two-tailed). A associação entre as variáveis sociodemográficas, clínicas, epidemiológicas e laboratoriais com o desfecho clínico do tratamento será calculada e a Odds Ratio, com intervalo de confiança de 95%, será apresentada. Modelos de análise multivariada, utilizando a regressão logística múltipla, serão construídos para avaliar as variáveis independentemente associadas ao desfecho clínico da TB, tendo como variáveis do modelo as variáveis que alcançaram o nível de significância na análise univariada e aquelas que, mesmo não alcançando a significância, foram consideradas relevantes do ponto de vista clínico-epidemiológico.

Os dados coletados serão inseridos no banco de dados eletrônico a ser elaborado com o programa Excel. Para a análise estatística será utilizado o programa IBM SPSS statistics 20.
7. Cálculo da amostra

A amostra será de conveniência, segundo a casuística de participantes com TB de idade entre zero e 15 anos dos centros participantes nos últimos 10 anos. Após um primeiro levantamento dos casos realizado, podemos hipotetizar que nossa amostra será de cerca de 550 casos de TB pediátrica.


8. Período do estudo: o presente estudo tem seu início previsto para maio de 2017, com a realização do levantamento dos prontuários e inserção dos dados no banco de dados eletrônico. A fase de preparação do banco de dados deverá durar três meses, depois dos quais iniciará a fase de análise dos dados. A proposta é de que no mês de setembro de 2017 os resultados finais do estudo estejam prontos, dando-se início à fase de elaboração dos trabalhos científicos, devendo ser concluída até o mês de dezembro de 2017, para um total de nove meses de estudo.
9. Metas, resultados esperados, benefícios e riscos

Espera-se que os resultados obtidos no presente estudo, envolvendo uma amostra significativa de casos de TB em idade pediátrica, fornecerão valiosa contribuição para a compreensão das peculiaridades referentes ao manejo clínico da TB em crianças no nosso país, além de estimular a elaboração de novos estudos prospectivos sobre o tema no futuro, a partir da rede de colaboração que será aqui estabelecida.

Espera-se também contribuir para a formação de recursos humanos capacitados, incluindo alunos de graduação e de pós-graduação.

Por fim, a implantação de uma nova linha de pesquisa em TB pediátrica certamente trará contribuições relevantes para todas as instituições envolvidas, como a ampliação da produção científica e a possibilidade de integração com outros pesquisadores da própria instituição e de outras instituições de pesquisa, fortalecendo assim o intercâmbio científico entre estas e contribuindo para a consolidação de um grupo de pesquisa em uma área de suma importância em termos de saúde pública.

Em relação aos riscos relacionados ao projeto, não haverá a exposição dos participantes da pesquisa a quaisquer procedimentos médicos, uma vez que os dados serão coletados retrospectivamente dos registros médicos, não havendo risco iminente para os participantes. Entretanto, será consultada uma documentação que contém nome, endereço e outros dados geográficos que poderia os identificar. Assim, para minimizar tal risco e assegurar a confidencialidade dos dados, todos os questionários e os arquivos eletrônicos serão mantidos trancados quando não estiverem em uso pela equipe envolvida no projeto. O banco de dados será elaborado sem a identificação nominal dos participantes, mantendo-se sigilo das informações por todo o estudo.


  1. Infraestrutura disponível para realização do projeto

O projeto será retrospectivo e contará com a contribuição de alunos de Iniciação Científica para a coleta de dados nos arquivos médicos das instituições coparticipantes. Os dados coletados no questionário eletrônico (Apêndice I) serão armazenados no banco de dados criado exclusivamente para essa pesquisa clínica.

Para a realização da coleta dos dados clínicos pela equipe do estudo, serão necessários apenas um computador por instituição para lançar e analisar os dados coletados. Tais computadores já existem nos referidos serviços, portanto não há necessidade de infraestrutura adicional para a realização do presente estudo.


11. Orçamento detalhado da pesquisa:

Para a implantação da proposta de pesquisa, não existe no momento necessidade de aquisição de novos equipamentos ou de material de consumo, uma vez que os computadores necessários já estão disponíveis rotineiramente nas unidades participantes do estudo.



12. Cronograma




Ano

2017

Mês

1

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3

4

5

6

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8

9

10

11

12

Levantamento dos dados dos prontuários e inserção no banco de dados eletrônico













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Análise dos dados dos dados dos prontuários






















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Preparação de material científico para publicação




























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13. Instituições e profissionais participantes do projeto

O projeto proposto será desenvolvido pelos pesquisadores do Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos (LITEB) em colaboração com os colegas da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ (Centro de Pesquisas em Tuberculose e Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira – IPPMG), do Serviço de Tisiologia do Centro Municipal de Saúde de Duque de Caxias, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Universidade Federal do Paraná (UFP), do Posto de Saúde integrante do Programa de Controle da Tuberculose da Secretaria Municipal de Itaboraí/RJ, dos Pólos Sanitários Hélio Cruz e Washington Luiz - São Gonçalo/RJ e do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF)/Fiocruz.

O LITEB foi criado em 2007 no Instituto Oswaldo Cruz como desdobramento do antigo Laboratório de Biologia Celular (LBC). O grupo de pesquisadores do LITEB, chefiados pela Dra. Tania Cremonini de Araújo-Jorge, tem atuado nos últimos anos na área de educação e de política científica e acumulado experiência no desenvolvimento de tecnologias sociais em saúde e ciência e em ensaios clínicos, com ênfase nas doenças negligenciadas.

Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos (LITEB)/IOC/Fiocruz, Rio de Janeiro

Anna Cristina Calçada Carvalho – Doutor, Pesquisadora em Saúde Pública – Coordenadora do projeto.

Tania Cremonini de Araújo-Jorge - Doutor, Pesquisadora em Saúde Pública, chefe do LITEB.

Pedro da Silva Martins – estudante de medicina da UniGranRio, aluno de iniciação científica.

Lorrayne Isidoro Gonçalves – estudante de biologia da UFRJ, aluno de iniciação científica.
Centro de Pesquisas em Tuberculose (CPT) – Faculdade de Medicina - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro

Afranio Lineu Kritski – Doutor, Professor Titular de Tisiologia, coordenador do CPT e presidente da Rede-TB

Adriana da Silva Rezende Moreira – Mestre, enfermeira da Unidade de Pesquisa Clínica do CPT no Centro Municipal de Duque de Caxias.
Centro Municipal de Saúde de Duque de Caxias – Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias, Duque de Caxias

Carla Fernandes dos Santos Lara – Mestre, médica chefe do Serviço de Tisiologia do CMS de Duque de Caxias.

Ana.Lúcia Miceli - médica pediatra do Serviço de Tisiologia do CMS de Duque de Caxias.

Luíza Martins Vieira - médica pediatra do Serviço de Tisiologia do CMS de Duque de Caxias.


Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) - UFRJ, Rio de Janeiro

Clemax Couto Sant´ Anna – Doutor, Professor Associado da FM- UFRJ.

Maria de Fatima B. Pombo March – Doutor, Professora Associada da FM da UFRJ  e da UFF. Chefe do Serviço de Pneumologia do IPPMG - UFRJ. 

Rafaela Baroni Aurilio - Médica do Serviço de Pneumologia do IPPMG-UFRJ.

 Faculdade de Medicina - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Rio de Janeiro

Terezinha Martire – Doutor, Pneumologista Pediátrica, Professora Associada de Pneumologia Pediátrica - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.


Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, Paraná

Andrea Maciel de Oliveira Rossoni – Doutor, Infectologista Pediátrica, Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná - Professora da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Emanuela da Rocha Carvalho – Médica Infectologista Pediátrica, Mestranda do Programa de Pós-graduação em Saúde da Criança e do adolescente do Setor de Ciências da Saúde da UFPR.
Faculdade de Medicina - Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói

Claudete Aparecida Araújo Cardoso – Doutor, médica Infectologista Pediátrica, Professora Adjunta da Faculdade de Medicina da UFF.



Selma Maria de Azevedo Sias – Doutor, médica Pneumologista e Broncoscopista Pediátrica Professora Associada da Faculdade de Medicina da UFF.

Christiane Mello Schmidt – Mestre, médica Pneumologista Pediátrica, Professora Assistente da Faculdade de Medicina da UFF.


Programa de Controle da Tuberculose do município de São Gonçalo, São Gonçalo

Ana Paula Barbosa - Mestre, médica Pneumologista Pediátrica, coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose do município de São Gonçalo.


Programa de Controle da Tuberculose do município de Itaboraí, Itaboraí
Ana Paula Quintanilha - médica Pneumologista Pediátrica do Programa de Controle da Tuberculose dos municípios de Itaboraí e São Gonçalo.
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF)/Fiocruz.

Ana Cláudia Mamede Wiering de Barros – Doutor, médica pediátrica, chefe do ambulatório de HIV-AIDS do IFF.
14. Referências

  1. Brasil. Boletim Epidemiológico. Secretaria de Vigilância em Saúde − Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico: 2016; 47:1-15.

  2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Plano nacional pelo fim da tuberculose / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017. Disponível em http://200.214.130.94/CONSULTAPUBLICA/INDEX.PHP?MODULO=DISPLAY&SUB=DSP_CONSULTA. Último acesso em 24 de fevereiro de 2017.

  3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Manual técnico para o controle da tuberculose – Brasília : Ministério da Saúde, 2002.

  4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual de recomendações para o controle da tuberculose no Brasil – Brasília : Ministério da Saúde, 2011.

  5. Edwards D, Kitetele F, Van Rie A. Agreement between clinical scoring systems used for the diagnosis of pediatric tuberculosis in the HIV era. IJTLD 2007;11:263-9.

  6. Graham SM,  Sismanidis C, Menzies HJ, Marias BJ, Detjen AK, Black RE. Importance of tuberculosis control to address child survival. The Lancet 383, No. 9928, p1605–1607; 2014.

  7. Grahan S et al. The Union´s Desk guide for diagnosis and management of tuberculosis in children. 3 ed. IUATLD. Paris, 2016. Disponível em http://www.theunion.org/what-we-do/publications/english/2016_Desk-guide_Africa_Web.pdf. Último acesso em 23 de fevereiro de 2017.

  8. Jenkins HE, Yuen CM, Rodriguez CA, Nathavitharana RR, McLaughlin MM, Donald P, Marais BJ, Becerra MC. Mortality in children diagnosed with tuberculosis: a systematic review and meta-analysis. Lancet Infect Dis,. S1473-3099(16)30474-1; 2016.

  9. Marais BJ. Improving access to tuberculosis preventive therapy and treatment for children. Int J Infect Dis, 2812; 2017.

  10. Newton SM, Brent AJ, Anderson S, et al. Paediatric tuberculosis. Lancet Infect Dis. 2008;8:498 –510.

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  12. Pedrozo C, Sant'Anna C, de Fatima March M, Lucena S. Clinical scoring system for paediatric tuberculosis in HIV-infected and non-infected children in Rio de Janeiro. IJTLD 2009;13:413-5.

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  16. World Health Organization (WHO). Guidance for national tuberculosis programmes on the management of tuberculosis in children. 2016. Disponível em http://whqlibdoc.who.int/hq/2006/WHO_HTM_TB_2006.371_eng.pdf. Último acesso em 21 de fevereiro de 2017.

  17. World Health Organization (WHO). Recommendations for investigating contacts of persons with infectious tuberculosis in low- and middle-income countries. 2012. Disponível em http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/77741/1/9789241504492_eng.pdf. Último acesso em 24 de fevereiro de 2017.

  18. World Health Organization (WHO). Roadmap for childhood tuberculosis: towards zero deaths. 2013. Disponível em http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/89506/1/9789241506137_eng.pdf. Último acesso em 24 de fevereiro de 2017.

  19. World Health Organization (WHO). The End TB Strategy. 2015. Disponível em http://www.who.int/tb/End_TB_brochure.pdf?ua=1. Último acesso em 24 de fevereiro de 2017.

  20. World Health Organization (WHO)a. Guidelines on the management of latent tuberculosis infection. 2015. Disponível em http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/136471/1/9789241548908_eng.pdf?ua=1&ua=1. Último acesso em 24 de fevereiro de 2017.

Apêndice I: Questionário de coleta de dados

QUESTIONÁRIO DE COLETA DE DADOS
Projeto: ESTUDO RETROSPECTIVO DE CASOS DE TB PEDIÁTRICA ACOMPANHADOS EM UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE E CENTROS DE REFERÊNCIA DE SEIS CIDADES BRASILEIRAS
1 - Data de inclusão no estudo: __/__/__

2- Número no estudo: ___________

3 - Identificação no estudo:________

4 - Centro: ( ) UFRJ ( ) UNIRIO ( ) CMS D. Caxias

( ) UFF ( ) Itaboraí ( ) São Gonçalo

( ) UFPR ( ) IFF


Dados demográficos

5 - Sexo: ( ) M ( ) F

6 - Etnia: ( ) Branco(a) ( ) Indígena ( ) Negro(a)

( ) Pardo(a) ( ) Asiático

( ) Não sabe ( ) Não quer responder

7 - Data de nascimento:____/____/____


Endereço

8 – Rua: ________________________________________________________________

9 - Número: _____

10 – Apartamento / Complemento: _________________

11 - Bairro: ________________________

12 - Cidade:

( ) Rio de Janeiro ( ) Niterói ( ) Itaboraí

( ) São Gonçalo ( ) Nilópolis ( ) Nova Iguaçu

( ) São João de Meriti ( ) Duque de Caxias ( ) Olinda

( ) Mesquita ( )Recife ( ) Outra: _____________

13 - CEP: __________

14 - Estado: ( ) RJ ( ) PE

15 - Telefone: __________________

16 - Residente em uma comunidade? ( ) Sim ( ) Não ( ) Sem informação

17 - Se mora em comunidade, em qual comunidade mora? ______________________

18 – O paciente mora dentro de comunidade ou do lado?

( ) Dentro ( ) Do lado ( ) Sem informação

19 - Das seguintes opções, qual é a melhor estimativa da distância entre a residência do paciente e a comunidade mais perto?

( ) menos de 25 m ( ) Entre 25 e 50 m ( ) Entre 51 e 100 m ( ) Mais de 100 m ( ) Sem informação

20 - No de cômodos na casa: _____

21 - No de janelas: ____

22 - Nº de pessoas no domicílio (incluindo o paciente): ______

23 - Renda total da família, incluindo bolsa família em salário(s) mínimo(s):

( ) menos de 1

( ) 1 a menos de 2

( ) 2 a menos de 3

( ) 3 a menos de 5

( ) 5 a menos de 10

( ) 10 a menos de 20

( ) 20 ou mais

( ) Sem informação
Dados do responsável legal pelo paciente

24 - Grau de parentesco do responsável legal pelo paciente:

( ) Mãe ( ) Pai ( ) Tio(a) ( ) Avô(ó) ( ) Irmão(a)

( ) Guardião legal ( ) Não se aplica (paciente >18a) ( ) Outro____________


25 - Se outro grau de parentesco do responsável legal, especifique: _________________

26 - Profissão do responsável legal:

( ) Servidor público ( ) Autônomo ( ) Desempregado ( ) Aposentado

( ) Estudante ( ) Do lar ( ) Doméstica ( ) Outra_______________


27 - Qual a escolaridade (título de estudo mais alto) do responsável legal:

( ) Nenhuma ( ) Ensino Fundamental ( ) Ensino Médio ( ) Universitário

( ) Pós-graduação
História clínica

28 - Caso índice de tuberculose:

( ) Mãe ( ) Pai

( ) Filho(a) ( ) Avós

( ) Irmão ( ) Contato da escola/creche ( ) Sem caso índice identificado

( ) Outro__________________

29 – O paciente recebeu vacina BCG:

( ) Sim ( ) Não ( ) Sem informação

30 – Se sim, cicatriz da BCG acima de 3 mm: ( )Sim ( )Não
31 – Peso na internação: ________kg
32 – Altura na internação:_______cm
Sintomas ao momento da internação

33 - Tosse: ( ) Sim ( ) Não ( ) Sem informação

34 - Febre: ( ) Sim ( ) Não Sem informação

35 - Emagrecimento: ( ) Sim ( ) Não ( ) Sem informação

36 - Ausência de ganho de peso: ( ) Sim ( ) Não ( ) Sem informação

37 - Sudorese: ( ) Sim ( ) Não ( ) Sem informação

38 - Hemoptise: ( ) Sim ( ) Não ( ) Sem informação

39 - Irritabilidade: ( ) Sim ( ) Não ( ) Sem informação

40 - Aumento de gânglios: ( ) Sim ( ) Não ( ) Sem informação

41 - Hepatomegalia e/ou esplenomegalia: ( ) Sim ( ) Não ( ) Sem informação

42 - Inapetência: ( ) Sim ( ) Não ( ) Sem informação

43 - Pneumonia que não melhora com antibiótico: ( ) Sim ( ) Não ( ) Sem informação

44 - Tempo de sintomas:

( ) menor que 2 semanas

( ) maior que 2 semanas

( ) não sabe informar

( ) não se aplica (criança assintomática, ou HIV sem doença pulmonar)

45 - História Prévia de TB: ( ) Sim ( ) Não ( ) Sem informação

46 - Já fez tratamento anterior para TB?

( ) Sim ( ) Não ( ) Não sabe ( ) Sem informação


Exames complementares

47 - Status HIV:

( ) Positivo ( ) Negativo ( ) Não realizado ( ) Sem informação

48 - Se infectado pelo HIV, tem AIDS (CDC 1994 Ce/ou 3):

( ) Sim ( ) Não ( ) Sem informação

49 - Se sim, classificação CDC, 1994:

( ) A1 ( ) A2 ( ) A3 ( ) B1 ( ) B2 ( ) B3 ( ) C1 ( ) C2 ( ) C3 ( ) Sem informação

50 - Última dosagem de carga viral: ____________

51 - Log da carga viral:_________

52 - Data da última dosagem de carga viral: ____/____/____

53 - Última contagem de CD4 absoluta : ________

54 - Data da contagem de CD4:_____/____/_____

55 - Porcentagem de CD4 (%): _______ %:_____

56 - PPD: ( ) Sim ( ) Não ( ) Sem informação

57 - Data em que foi realizado o PPD: ____/____/____ .

58 - Se sim, especifique o resultado do PPD:

( ) Reator ( ) Não Reator ( ) Não realizado ( ) Sem informação

59 - Se reator quantos milímetros (mm)? _________

60 - Fez pesquisa de BAAR? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sabe ( ) Não quer responder

61 - Material para pesquisa direta de BAAR:

( ) escarro ( ) LBA ( ) lavado gástrico ( ) líquido pleural

( ) biópsia de pleura ( ) biópsia ganglionar ( ) líquor ( ) outro

62 - Se outro material, especifique: _____________

63 - Resultado BAAR :

( ) Positivo ( ) Negativo ( ) Não realizado

64 - Coletou culturas? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sabe

65 - Material para cultura:

( ) escarro ( ) LBA ( ) lavado gástrico ( ) líquor ( ) líquido pleural

( ) biópsia de pleura ( ) biópsia ganglionar ( ) outro

66 - Se outro material, especifique: _____________

67 – Resultado da cultura:

( ) Positivo ( ) Negativo ( ) Em andamento ( ) Não sabe ( ) Não quer responder

68 - TMR-TB(GeneXPERT):

( ) Positivo, sensível à rifampicina

( ) Positivo, resistente à rifampicina

( ) Negativo ( ) Não realizado ( ) Em andamento

69 - Radiografia tórax / TC de tórax: ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sabe ( ) Não quer responder

70 – Data em que foi realizado o Radiografia / TC tórax: ___/___/___

71 - Se sim, a Radiografia apresentou-se: ( ) Normal ( ) Com alteração

72 - Radiografia apresenta Adenomegalia hilar e/ou paratraqueal:

( ) Sim ( ) Não

73 – A radiografia apresenta Condensação unilateral/bilateral:

( ) Sim ( ) Não

74 - Radiografia apresenta Infiltrado unilateral/bilateral:

( ) Sim ( ) Não

75 - Radiografia apresenta Caverna (s):

( ) Sim ( ) Não

76 - Radiografia apresenta Infiltrado Nodular difuso (miliar):

( ) Sim ( ) Não

77- Radiografia apresenta Derrame pleural:

( ) Sim ( ) Não

78 - Radiografia apresenta Atelectasia:

( ) Sim ( ) Não

79 - Localização da alteração radiológica:

( ) Hemitórax direito

( ) Hemitórax esquerdo

( ) Bilateral

( ) Não se aplica (exame normal)

80 - Escore MS (para crianças de zero a 10 anos e adolescentes não bacilíferos):

( ) sim ( ) não se aplica



(Se assinalar não se aplica, vá para questão 95)

81 - Escore total MS (para crianças e adolescentes não bacilíferos):_______ (final)

82 - Escore quadro clínico: _________

83 - Escore quadro radiológico:_______

84 - Escore teste tuberculínico:_______

85 - Escore história de contato:_______

86 - Escore estado nutricional:________
87- Localização TB

( ) TB pulmonar ( ) TB pleural ( ) TB miliar

( ) TB ganglionar ( ) TB meníngea ( ) TB óssea ( ) TB pericárdica

( ) Outra forma de TB:________________________________________________

( ) TB latente

89 - Medicação prescrita:

( ) RIP/RIPE (casos novos) ( ) tratamento para TB-MDR ( ) Isoniazida

90 - Data do início do tratamento: ___/___/___

91 - Desfecho clínico:

( ) cura ( ) tratamento completado ( ) abandono ( ) falência ( ) óbito

( ) transferência
92 – Responsável pelo preenchimento:

( ) Anna Cristina Calçada Carvalho

( ) Tania Cremonini de Araújo

( ) Pedro da Silva Martins

( ) Lorrayne Isidoro Gonçalves

( ) Afranio Lineu Kritski

( ) Adriana Resende

( ) Carla Fernandes dos Santos Lara

( ) Ana.Lúcia Miceli

( ) Luíza Martins Vieira

( ) Clemax Couto Sant´ Anna

( ) Maria de Fatima B. Pombo March

( ) Rafaela Baroni Aurilio

( ) Terezinha Martire

( ) Andrea Maciel de Oliveira Rossoni

( ) Emanuela da Rocha Carvalho

( ) Claudete Aparecida Araújo Cardoso

( ) Selma Maria de Azevedo Sias

( ) Christiane Mello Schmidt

( ) Ana Paula Barbosa

( ) Ana Paula Quintanilha

( ) Ana Cláudia Mamede Wiering de Barros




Apêndice II: Solicitação de isenção do termo de consentimento livre e esclarecido
PROJETO DE PESQUISA

ESTUDO RETROSPECTIVO DE CASOS DE TB PEDIÁTRICA ACOMPANHADOS EM UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE E CENTROS DE REFERÊNCIA DE SEIS CIDADES BRASILEIRAS
Proponente e pesquisadora responsável:

Dra. Anna Cristina Calçada Carvalho


CONSIDERAÇÕES ÉTICAS

No presente trabalho, a coleta dos dados será retrospectiva em todo o período do estudo. A dificuldade na obtenção do termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) desses pacientes se justifica pelo fato de o estudo ser retrospectivo.

Diante da impossibilidade de assinatura do TCLE pelos responsáveis dos participantes, a pesquisadora responsável pelo projeto se compromete a manter a confidencialidade dos dados coletados retrospectivamente, com o objetivo de preservar o sigilo das informações referentes aos participantes de pesquisa.

Com o objetivo de assegurar a confidencialidade dos dados, todos os questionários e os arquivos eletrônicos serão mantidos trancados quando não estiverem em uso pela equipe envolvida no projeto. O banco de dados será elaborado sem a identificação nominal dos participantes. Desta forma, serão mantidos o sigilo e a confidencialidade das informações durante todo o trabalho. É importante ressaltar que os exames laboratoriais analisados no estudo (radiografia de tórax, PPD, pesquisa de BAAR e cultura em escarro, lavado gástrico e lavado broncoalveolar) já foram realizados nos serviços onde os participantes foram acompanhados e constam nos prontuários médicos a serem avaliados. Portanto, nenhum procedimento médico adicional será realizado com os referidos participantes do estudo.



Projeto_TB_pediátrica_versão_31_03_2017




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