Tipos zootecnicos



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GADO ZEBU

O gado originário da índia, e caracteriza-se por apresentar cupim desenvolvido, barbeia ampla e pendulosa, pele fina e muito pigmentada.


A origem do Zebu é bastante discutida. WILFORD & JOHNSON (1951) e outros pesquisadores, consideram que o Zebu é originário da área compreendida por Índia-Paquistão-Birmânia-Málaca. Para outros, esses bovinos têm sua origem na África.
O Zebu encontra-se espalhado em uma grande faixa tropical: Índia, Paquistão, China, Mongólia, Tibete, Iraque, Austrália, diversos países da África, Estados Unidos, América Central e Latina, principalmente o Brasil, formando um dos maiores contingentes bovinos do mundo.


Expansão do Gado Indiano no Brasil

O Zebu foi trazido para o Brasil no século passado, adaptando-se tão bem, que hoje é o segundo rebanho zebuíno do mundo. As entradas ocorreram, principalmente pela Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro, espalhando-se para o Brasil Central.


Há cinqüenta anos o bovino “pé duro” largamente criado no Brasil, ia para o abate aos 5-6 anos, com uma produção de carne de apenas 10 arro­bas. Hoje, graças ao zebu, a situação melhorou, e embora não seja a ideal, é bastante favorável. Com a introdução de cruzamentos tecnicamente orientados pode-se melhorar ainda mais a produtividade do rebanho zebu brasileiro.

PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE O ZEBU (BOS INDICUS) E O EUROPEU (BOS TAURUS)
Zebu (Bos indicus)
O Zebu apresenta elevada tolerância ao calor tropical, grande resistência aos ecto e endoparasitos, boa capacidade de adaptação ao regime de pasto, e geralmente período de gestação mais longo, com média de 292 dias, para as raças criadas no Brasil. Nas características exteriores, observa-se que as orelhas são geralmente grandes, largas e pendentes, quase sempre termina­das em ponta. O pescoço é curto, estreito e com barbeia ampla, enquanto o cupim é bastante desenvolvido nos machos, sendo um dos caracteres mais importantes na diferenciação das raças. O tronco é estreito e os membros longos e com menor cobertura muscular. A pele tem pigmentação abundante, com pelos curtos e lisos, que favorecem a eliminação do calor.
Europeu (Bos taurus)
O gado europeu apresenta pequena tolerância ao calor tropical, e quando exposto ao sol intenso, são notadas alterações no ritmo respiratório e cardíaco e na temperatura corporal. São menos resistentes aos ecto e endoparasitos e mais exigentes quanto as necessidades nutritivas, decorrente de mais intenso melhoramento zootécnico. O período de gestação é relativamente menor do que no zebu, com média de 281 dias, para as raças criadas no Brasil. A cabeça é proporcionalmente pequena, curta e bem larga entre os olhos, com orelhas pequenas ou médias, sempre arredondadas e chifres curtos e geralmente finos. O pescoço é curto e amplo, com barbeia pouco desenvolvida e cupim ausente. O tronco é muito desenvolvido, com peito largo, profundo, e costelas arqueadas, com excelente cobertura muscular. Apresenta grande capacidade digestiva. Os membros são curtos com boa cobertura muscular. A pele é geralmente menos elástica do que no Zebu e os pelos são mais longos. É bastante precoce, sendo os machos enviados ao abate bastante jovens, e as fêmeas apresentam produtividade elevada.

Tolerância do Zebu ao Clima Tropical

O principal fator responsável pela adaptação do Zebu ao clima tropical é sua capacidade de resistir a elevadas temperaturas e sol intenso, sem grandes alterações de sua fisiologia. Possivelmente essa maior resistência se relacione com o maior desenvolvimento de suas glândulas sudoríparas, possibilitando melhor perda de calor através da sudorese.



Resistência do Zebu aos Ectoparasitos

É conhecida a resistência do Zebu aos ectoparasitos, principalmente carrapatos e bernes. Essa parece relacionar-se com uma atividade imunológica que proporcionaria maior resistência aos animais. Também não se pode desprezar as características destes animais, que geralmente não procuram ambientes sombreados (capoeiras e árvores), como o gado Europeu, pois estes locais são os principais pontos de infestações por ectoparasitos.

As observações de KELLY (1943) na Austrália, citado por DOMIN­GUES (1966), confirmam essa grande qualidade do Zebu. Segundo aquele autor, “o primeiro cruzamento entre o zebu e o gado inglês de corte produz descendentes quase tão resistentes aos carrapatos como o puro Zebu”. Afirma ainda, que a resistência vai aumentando à medida que vai predominando o sangue Zebu. O mesmo autor informou ainda que, na Austrália, antes da introdução do Zebu, era necessário banhar com carrapaticida o rebanho de gado Europeu 11 vezes ao ano, e com a introdução do Zebu, esse número baixou para 6, em regiões altamente infestadas.

No Brasil, segundo as observações de técnicos e criadores, também os mestiços Zebu são altamente resistentes ao ectoparasitismo.



Influência do Zebu no Melhoramento da Pecuária Nacional

O gado Zebu, a partir de sua introdução no Brasil, tem contribuído decisivamente para o melhoramento da Pecuária, especialmente do gado de corte, das seguintes maneiras:

1. Cruzamento com o gado nativo, também conhecido por “pé duro

2. Cruzamento com as raças européias altamente especializadas.

3. Criação e melhoramento zootécnico das raças Zebus introduzidas.


COMO ESCOLHER TOUROS



DEMANDA x OFERTA DE TOUROS MELHORADORES NO BRASIL
A necessidade anual de touros para reposição no Brasil é de cerca de 300.000. O número de animais controlados por ano, somando todos os programas de melhoramento oficiais e independentes, atinge esta magnitude. Isto significa que deveríamos estar controlando a produção de cerca de 3 milhões de vacas, cerca de 10 vezes mais do que realizamos hoje. Esta é a relação mínima possível de trabalhar num programa sério de melhoramento pois de 100 animais nascidos e controlados a metade será constituída de fêmeas. Metade dos 50 bezerros desmamados deve ser descartada com base no relatório de desmama. Dos 25 que são avaliados na fase pós-desmame, a metade tem que ser destinada para o abate, também. Senão, controlar para quê? Depois disso é a vez de olhar, sem pena, para a libido, aptidão reprodutiva e outras características funcionais. Com certeza, se o trabalho for bem feito, não sobrarão mais de 10 animais para 100 desmamados e com dados completos.
É possível predizer que o número de touros geneticamente superiores que serão ofertados em leilões e vendas particulares, depois de passar pelas várias etapas de controle de produção e filtros seletivos, não passará de 10.000. Este número é irrisório e nos faz lembrar que muito foi realizado nas últimas décadas mas a maior parte do serviço e da expansão necessárias ainda estão pela frente.

CARACTERÍSTICAS DE IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
Não é possível, na prática, empregar a seleção sobre todas as características de importância econômica em gado de corte. Para tornar as coisas piores, algumas características são geneticamente antagônicas; se você melhora uma, a outra pode deteriorar. Os antagonismos genéticos mais notáveis incluem:

· Taxa de crescimento e produção de leite (tamanho) vs necessidades de mantença (custos);

· Taxa de crescimento e produção de leite (tamanho) vs fertilidade;

· Taxa de crescimento (tamanho) vs facilidade de parto;

· Porcentagem de músculo magro na carcaça vs qualidade da carne.
Mesmo assim, é possível indicar como características que devam servir como critérios de seleção para uma maior produtividade, as seguintes:


  1. Fertilidade (inclusive os componentes precocidade sexual e capacidade reprodutiva);

  2. Ganho de peso até a desmama ou dias para ganhar 160 kg entre o nascimento e a desmama;

  3. Habilidade materna;

  4. Ganho de peso pós-desmama ou dias para ganhar 240 kg entre a desmama e o abate;

  5. Eficiência de ganho (kg de ganho/kg de alimento consumido);

  6. Conformação de carcaça;

  7. Valor da carcaça produzida;

  8. Adaptabilidade;

  9. Longevidade produtiva;

  10. Capacidade funcional e ausência de defeitos hereditários.



Fertilidade

O complexo fertilidade é o parâmetro que exerce maior poder de determinação sobre os lucros do criador. Além disto, determina qual o progresso genético possível de obter nas outras características pois fornece qual a pressão de seleção que pode ser exercida sem alterar o tamanho do rebanho. Revisões da literatura indicam estimativas de herdabilidade baixas para o intervalo entre partos (uma das medidas da fertilidade global em fêmeas) assim como para outros componentes do complexo fertilidade. Uma interpretação possível para isto é a de que grande parte da variância da fertilidade tem origem ambiental, causada pelo manejo, fertilidade do touro ou do sêmen, habilidade do inseminador, alimentação, doenças infecto-contagiosas, etc. Igualmente, a pequena variabilidade genética aditiva ainda encontrada é explicada pela aplicação sistemática da seleção natural agindo por milênios. Desta forma, a maioria dos gens que governam a fertilidade deve encontrar-se muito próximo da homozigose. Os que continuam segregando e escaparam da ação da seleção natural podem ser explicados pela dominância e sobredominância. Disto resulta que a fertilidade de um rebanho qualquer pode ser aumentada muito mais eficiente e rapidamente através da melhoria do ambiente do que através da seleção.

Porém não devemos jogar toda a responsabilidade pela fertilidade dos rebanhos sobre os veterinários, nutricionistas e agrostologistas. Ou seja, a fertilidade é também um problema genético. Muita seleção ainda é necessária, no rebanho nacional, especialmente para o componente da fertilidade que determina a precocidade sexual.

A idade à puberdade é uma característica de difícil mensuração, principalmente em condições extensivas. Entretanto a idade ao primeiro parto é tão herdável quanto aquela e pode ser, facilmente, medida. Assim, é possível a avaliação genética dos animais para esta característica, desde que seja dada oportunidade às novilhas para mostrarem o seu potencial, isto é desde que a mesma não seja pré determinada pelo criador.

Uma outra forma de selecionar por precocidade sexual é através da circunferência escrotal (seleção indireta). Diversos autores encontraram correlações genéticas negativas entre a circunferência escrotal dos touros e idade à puberdade de suas meia-irmãs.

Parece indicada a utilização de perímetro escrotal ajustado para idade e para o peso como critério de seleção, já que procura-se, não só uma outra medida do tamanho geral do animal, mas uma medida da precocidade sexual dos machos (DAL FARRA, 1996, BRITO, 1997).



Ganho de peso pré-desmama
Aumentar quilogramas de bezerro produzido por vaca significa incrementar a eficiência econômica da produção animal. Peso à desmama (PD) ou Dias para ganhar 160 kg entre o nascimento e o desmame (D160) são características de média herdabilidade e com variabilidade fenotípica enormes. A maior parte dos rebanhos de corte nacionais é tremendamente deficiente em peso à desmama e é raro o rebanho que não produz 10-15% de bezerros que parecem guachos. A seleção genética pode reduzir este percentual para 1-2% em poucos anos e apenas esta mudança trará enormes avanços nas médias de produção do estabelecimento.

A importância econômica do PD ou do D160 é, em relação ao bezerro, proporcionalmente maior quanto mais jovem ele for comercializado. Portanto, deve ser um critério de seleção mais importante num sistema de produção de bezerros desmamados do que numa propriedade que faz ciclo completo para todos os animais nascidos. Mesmo assim, PD/D160 é um critério de seleção que deve ser levado em conta pois o peso a desmama adicional obtido pelo animal será mantido, na mesma magnitude, ao atingir o peso de abate.

Além de sua importância econômica, e por si só merecer ser selecionado, a medição do PD é muito valiosa para a seleção de vacas, por sua eficiência produtiva. Neville (1962) determinou que a produção leiteira da vaca é responsável por 60% da variação total do peso à desmama dos bezerros e que sua importância é tanto maior quanto mais jovem é o bezerro. Portanto, o peso do bezerro à desmama é um ótimo indicador da capacidade leiteira das vacas. Gado de corte pode, em termos operacionais, ser mais facilmente selecionado para produção de leite do que os animais explorados especificamente para este fim.

Nas condições de alimentação e manejo do rebanho brasileiro, uma seleção para pesos excessivos à desmama provavelmente seria prejudicial pois aumentaria o desgaste das vacas durante a lactação, reduzindo sua condição corporal e trazendo reflexos negativos sobre a taxa de reprodução do rebanho. Willham (1972) considera que o teto para a produção de leite num rebanho comercial é formado pela seleção natural para performance reprodutiva.

Mesmo que não se necessite aumentar a habilidade materna, o peso à desmama deve ser tomado e o PD ou D160 devem ser utilizados como critérios de seleção pela sua correlação genética com peso final, velocidade de ganho pós-desmama, idade ao primeiro parto nas fêmeas e eficiência total.


Ganho de peso pós-desmama
A importância econômica da velocidade de crescimento no período pós-desmama reside em três fatores principais:


  1. Menor tempo para chegar ao peso de abate, permitindo um giro mais rápido de capital, além de levar ao mercado carne de animais mais jovens e por isto mais tenra;

  2. Menor custo de produção da carne, devido aos custos fixos se basearem em unidades de tempo, de área, ou animal; e

  3. A alta correlação entre taxa de ganho de peso pós-desmama e eficiência alimentar (Gregory, 1965). Com o controle a nível de rebanho, uma grande parte do ganho realizado pelos animais é determinado pela sua adaptação ao ambiente particular. Assim, seria contornada a possibilidade de qualquer perda por interação genótipo-ambiental. Pelo contrário, os animais destaques serão sempre os que melhor respondem, adaptativamente, às condições específicas do rebanho.


Escores visuais
A seleção exclusivamente por peso só poderia ser realizada num estágio inicial, por um período curto, de um programa de melhoramento. Mesmo a curto prazo, tal processo conduzirá a um maior tamanho maduro, uma terminação mais tardia e a maiores exigências alimentares/nutricionais. A fertilidade média de um rebanho é largamente determinada pelo equilíbrio entre tamanho maduro/necessidades de produção e mantença e a oferta forrageira. Para a maior parte dos rebanhos, aumentar o tamanho só ocasionará maiores problemas de fertilidade e uma redução na eficiência de cria, que representa 2/3 dos custos de produção da carne bovina.

Para conseguir obter um genótipo bovino adequado a um sistema de produção de ciclo curto e sem aumentar as exigências nutricionais, é necessário alterar as formas das curvas de crescimento corporal e de desenvolvimento/maturação sexual, reduzindo ou mantendo constantes os tamanhos adultos (e necessidades de mantença) e a idade e peso de terminação ou acabamento de carcaça. Ou seja, é necessário alterar geneticamente as três precocidades em conjunto (sexual, de crescimento, de terminação), adequando-as ao sistema de produção, utilizando e aproveitando a estrutura de correlações entre elas. Alterar e/ou maximizar apenas uma delas pode criar desequilíbrios.


Avaliações visuais, aliadas às medidas de peso, para avaliação genética de touros foram implementadas no país desde a década de 70. Hoje, com mais ênfase, vários programas de melhoramento em bovinos de corte também estão utilizando estas características para a classificação de touros, sendo pioneiro desta técnica o sólido programa da Conexão Delta G.

Existem diversos métodos de avaliação visual sendo que a maioria deles é uma modificação do sistema Ankony (LONG, 1973). Estimativas de parâmetros genéticos para características avaliadas visualmente, existem em abundância na literatura internacional, mostrando que estas são passíveis de seleção.



DISPONIBILIDADE DE INFORMAÇÃO
Mesmo que ainda tenhamos um caminho longo a percorrer, nos últimos anos passamos de uma situação em que não dispúnhamos de avaliações genéticas em grande escala para uma situação em que vários sumários estão sendo publicados de diversas raças. Hoje é possível ter acesso a DEPs (Diferença Esperada na Progênie) de até 17 características diferentes permitindo ao produtor escolher os touros de acordo com os objetivos e metas de seu próprio programa e sistema de produção.
Programas de melhoramento de grande porte, como o da CONEXÃO DELTA G, que envolve cerca de 75.000 matrizes em avaliação, devem ser priorizados no momento da escolha de um reprodutor. Outro critério fundamental é verificar se o animal adquirido é originário de programas credenciados pelo Ministério da Agricultura e possuidor de CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção). A certificação confere maior credibilidade e transparência aos critérios de seleção e aos dados atribuídos ao animal que está sendo comprado. Além disso, por conta de norma federal, os reprodutores que recebem CEIP estão isentos do ICMS interestadual quando são comercializados.

COMO INTERPRETAR AS INFORMAÇÕES


DEP's

A DEP é uma estimativa da metade do valor genético aditivo de um indivíduo. Para entender conceitualmente a DEP, tomemos como exemplo a característica dias para ganhar 400 kg do nascimento ao sobreano (D400) e consideremos os touro A e B, com DEP's de 40 e 10 dias, respectivamente. A diferença entre as DEP's dos touros A e B é, portanto, de 30 dias. Isto significa que se ambos os touros forem acasalados com grupos semelhantes de vacas e os produtos forem submetidos às mesmas condições ambientais, os produtos do touro A serão, em média, 30 dias mais precoces para ganhar 400 kg de peso do que os produtos do touro B. Este avançado método de seleção para precocidade é o diferencial do programa da Conexão Delta G. Para uma correta interpretação deve-se ter sempre em mente que apenas as diferenças entre as DEP's são relevantes, não os valores absolutos.

Base Genética
As DEP's são sempre expressas com relação à uma BASE GENÉTICA, ou seja, em relação à média da população analisada (base móvel) ou em relação à um determinado touro (base fixa).

Índices
Os índices agregam num único valor o mérito genético total do animal. As ponderações para as diferentes características são dadas de acordo com o objetivo do criador. Versões magnéticas de sumários permitem a adequação das ponderações para os diferentes interesses.

Decas
As DECAS são uma apresentação dos animais em classes de 10%, obtidas com base nas DEP's padronizadas. Elas são especialmente importantes pois permitem visualização rápida e classificação objetiva da DEP de um determinado touro em relação aos demais touros participantes da análise. A DECA 1 indica que o touro está entre os 10% melhores; a DECA 2 indica que o touro está entre os 20% melhores e assim por diante.


Acurácias
A acurácia indica o grau de confiança depositado na estimativa da DEP. Os valores de acurácia podem variar de 0,0 a 1,0, sendo que os valores mais elevados indicam maior segurança na estimativa da DEP. É fundamental ter sempre em mente que a seleção deve ser realizada com base nas DEP's e nos Índices e não nas acurácias. As acurácias apenas devem ser usadas como fator de definição da intensidade de uso de determinado touro.


RESUMO: DICAS PARA QUEM VAI ADQUIRIR UM TOURO

  1. Adquirir um reprodutor que atenda aos seus objetivos de produção.

  2. O animal deve ter sido selecionado em um sistema de produção semelhante ao que irá se estabelecer e reproduzir.

  3. Adquirir reprodutores com características de adaptação, adequado tamanho corporal, facilidade de pelechamento e pigmentação.

  4. Todo reprodutor tem que possuir um atestado andrológico e sanitário assinado por um veterinário comprovando sua aptidão para reprodução.

  5. O animal deve estar em ótimas condições físicas para desempenhar sua função, portanto deve estar bem nutrido porém não obeso para facilitar o seu desempenho.

  6. Características funcionais devem ser observadas como por exemplo aprumos e o tamanho do prepúcio (prepúcio longo em pasto alto ocasiona lesão).

  7. Valorize a informação das DEP's dos touros, pois estas são uma ferramenta de alta tecnologia que proporciona segurança na escolha e sustentação ao melhoramento genético de seu rebanho.

  8. Procurar animais com DEP para características de valor econômico e que estão entre os 20% melhores do rebanho que os originou, o que pode ser constatado pelo Certificado Especial de Identificação e Produção.

  9. Procurar adquirir touros provenientes de programas de melhoramento que envolvem vários rebanhos e um grande número de matrizes, como o da Conexão Delta G.



Referências bibliográficas
BRITO, F.V. Influência da idade e peso corporal sobre o perímetro escrotal em touros Hereford - Estimativas de fatores de correção. In: XXXIV REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, Juiz de Fora. p. 130-131, 1997. Anais

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DAL FARRA, R. Interrelações entre idade, peso e perímetro escrotal de touros Nelore. Porto Alegre, UFRGS, Faculdade de Agronomia. 151 p. Dissertação de mestrado em Zootecnia. 1996.

GREGORY, K.E. Symposium on performance testing in beef cattle: Evaluating post-weaning performance in beef cattle. J. Anim. Sci., v.24, n.1, p.248-254. 1965.

GREGORY, K.E. Beef cattle type for maximum efficiency: "Putting it all together" J. Anim. Sci. v. 34, n.2, p.881-884. 1972

LONG, R.A. El Sistema de Evaluacion de Ankony. Ankony Corporation, Grand Junction, Co. 1973

NEVILLE JR., W.E. Influence of dam's milk production and other factors on 120 and 240 day weight of hereford calves. J. Anim. Sci., v.21, n.3, p.15-320. 1962.

WARWICK, E.J. Effective performance recording in beef cattle. In: SECOND WORLD CONFERENCE ON ANIMAL PRODUCTION. Proceedings. ADSA-ASAS. 1969.



WILLHAM, R.L. Beef cattle production for maximum efficiency. J. Anim. Sci., v.34, n.2, p. 864-869. 1972.




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