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O Despertar da Visão Interior ‰ capitulo 3 ‰



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O Despertar da Visão Interior

‰ capitulo 3 ‰

Despertando o terceiro olho

3.1 O que é o terceiro olho?


O terceiro olho é o portal que se abre para o espaço de consciência e para os mundos internos. Também é o principal órgão pelo qual o corpo de energia pode ser despertado e governado. Assim, praticamente, o terceiro olho age como um "interruptor" que pode ativar freqüências mais altas no corpo de energia e assim conduzir a estados mais elevados de consciência.

De um ponto de vista terapêutico, minha experiência durante anos mostrou que muitos clientes melhoram quando se conectam ao terceiro olho, qualquer que seja a natureza do problema que têm. Devido a sua função de "interruptor", assim que o terceiro olho é ativado tende a colocar em movimento várias circulações de energia. Isto automaticamente resulta na correção de várias desordens físicas e emocionais, um processo que poderia ser descrito como um tipo de auto-acupuntura. Além disso, até mesmo o começo do despertar do terceiro olho tende a pôr as pessoas em contato com aspectos mais profundos de si mesmas, o que por si só tem uma ação curativa principal. Claro que não estou sugerindo que seja suficiente conectar com o terceiro olho para curar tudo, mas o potencial deste centro é tão grande que não me surpreenderia se nas próximas décadas, cada vez mais "terapias do terceiro olho" sejam desenvolvidas.

Em ambas as tradições Cristãs e Hindus pode se achar textos que comparam o corpo a um templo do ponto de vista espiritual. Se fôssemos desenvolver a analogia, poderíamos comparar o terceiro olho ao portal do templo. Ao cruzar o portal, a pessoa vai do profano para o sagrado, da fase onde lê e pensa sobre a vida espiritual para a fase onde começa a experimentar tudo isso. O terceiro olho sempre foi considerado por aqueles que buscam conhecer a si mesmos como uma jóia preciosa, portanto a pedra preciosa colocada na testa das estátuas de Buddhas.

Neste capítulo descreveremos como começar a estabelecer uma conexão com o terceiro olho ( prática 3.2 ). Então abrangeremos uma técnica de meditação (3.7) pela qual o terceiro olho pode ser explorado e desenvolvido mais adiante.


3.2 Conselho preliminar para a primeira prática de abertura


Esta prática de abertura é projetada para o dar uma primeira "pista" para o terceiro olho, despertando uma certa sensação entre as sobrancelhas. É projetada para ser praticada apenas uma vez, ou algumas vezes, dentro de um curto período de tempo, para que o trabalho no olho seja continuado com a técnica de meditação indicada abaixo (3.7), e com todas as outras práticas do livro.

Um bom modo para começar é escolher um dia no qual você não tem nada para fazer, no começo de um fim de semana por exemplo, e enfocar intensamente as práticas. Esta forte impressão inicial facilitará para seguir com o resto das técnicas.

Você pode praticar sozinho ou com amigos, o que fará a energia mais intensa. O melhor dia do mês para começar é um dia antes da Lua Cheia, porém você não tem que se preocupar muito com o calendário. O importante é fazer, e não esperar pelo tempo perfeito.

Dê preferência a roupas claras (branco é melhor), e evite o preto.

Lembre-se de que está lidando com percepção sutil. Não espere que a vibração seja sentida como um punhal em sua testa. Mesmo se perceber apenas um pequeno formigamento lânguido ou uma pressão entre as sobrancelhas, já será o suficiente para começar o processo. Todas as outras práticas no livro contribuirão para aumentar e desenvolver a percepção.

Lembre-se: não imagine nem visualize nada. Deixe as coisas virem a você. Uma certa vibração minúscula já está presente entre as sobrancelhas em todo mundo. O objetivo é revelar esta vibração natural para cultivá-la mais tarde.

Leia cuidadosamente as instruções cedidas na seção seguinte algumas vezes antes de colocá-las em prática.

Preparação


Escolha um quarto quieto onde ninguém o perturbará durante pelo menos uma hora. Você não tem que estar só, pode aplicar esta prática junto com amigos. Mas não deve haver ninguém no quarto que não esteja praticando com você.

Acenda algumas velas ao redor do quarto.

Tire seus sapatos.

Desaperte o cinto, gravata, ou qualquer outra roupa restritiva.

Tire seu relógio.

Deite no chão, sobre um tapete, um cobertor, ou um fino colchão. Os braços não devem ser cruzados mas acomodados ao seu lado. É preferível ter as palmas das mãos viradas para cima.

As pernas não devem se cruzar.

Feche os olhos e os mantenha fechados até o fim da prática.

Relaxe durante 2 ou 3 minutos.

Faça 5 ou 10 minutos de som de zumbido (seção 2.4).


Fase 1


Tome consciência de sua garganta. Comece a respirar com a fricção na garganta, como foi explicado no último capítulo (seção 2.1).

Tome consciência da vibração gerada na laringe pela fricção.

Apenas fique ciente, sem nenhuma concentração particular.

Flua com a energia. Se alguns movimentos acontecerem em seu corpo ou em sua consciência, deixe que aconteçam.

Continue durante 5 a 10 minutos e respire com a fricção, atento à vibração na laringe.

Fase 2


Mantenha a fricção na garganta.

Ao invés de colocar sua consciência na laringe, coloque-a agora na área entre suas sobrancelhas.

Não se concentre. Se você se "agarra" à área entre as sobrancelhas com um foco muito fechado, o processo não consegue se desenrolar. Flua com a energia. Siga o que vem espontaneamente. Se a respiração mudar naturalmente e ficar mais intensa, então siga a respiração. Mas tenha certeza de que mantém um pouco de fricção na garganta ao longo destas primeiras 5 fases da prática.

Fique ciente na área entre as sobrancelhas, respirando com a fricção na garganta, por aproximadamente 5 minutos. Precisão de tempo não é pertinente a esta prática, sendo que não há nenhuma necessidade de marcar no relógio.


Fase 3


Coloque a palma de sua mão na frente da área entre as sobrancelhas. A mão não toca a pele, fica aproximadamente de 3 a 5 centímetros (1 ou 2 polegadas) afastada.

Note que a mão não toca a pele.

Durante alguns minutos, fique deitado no chão com os olhos fechados e respirando com a fricção na garganta, atento entre as sobrancelhas, e a palma 1 polegada na frente desta área.

Fase 4


Mantenha sua mão à sua frente ou volte-a para seu lado, como preferir.

Permaneça com os olhos fechados e respire com a fricção na garganta, consciente entre as sobrancelhas.

Comece a procurar por uma vibração entre as sobrancelhas. Pode ser de diferentes formas: uma nítida vibração ou um formigamento, uma pressão sutil, um peso ou uma densidade entre as sobrancelhas.

Não tente por demais. Permaneça vazio, e deixe as coisas acontecerem.

Note que seus olhos permanecem fechados durante todas as fases desta prática.

Fase 5


Assim que a mais discreta sensação de vibração, formigamento, pressão, pulsação, densidade ou peso é percebida, proceda como se segue: comece a conectar a fricção na garganta com a sensação entre as sobrancelhas.

Conectar significa estar consciente tanto da fricção quanto da vibração (ou densidade, ou pressão...) entre as sobrancelhas ao mesmo tempo. Conforme você continua, o vínculo entre a energia de fricção e o terceiro olho será percebido cada vez mais claramente.

A vibração mudará de acordo como se combinasse com a fricção. Ficará mais sutil e mais intensa ao mesmo tempo.

Se sentir vibração ou formigamento em alguma outra parte do corpo, por exemplo a testa toda, os braços ou até mesmo o corpo inteiro, não dê atenção a isto. Apenas permaneça ciente da vibração (ou densidade, ou pressão...) entre as sobrancelhas.

Continue esta fase por aproximadamente 10 minutos, edificando a vibração entre as sobrancelhas e conectando-a com a fricção na garganta.

Lembre-se: nenhuma imaginação, nenhuma visualização. Apenas flua com o que vem.


Fase 6


Pare a fricção na garganta.

Não foque mais na vibração.

Permaneça com os olhos fechados, apenas ciente entre as sobrancelhas durante outros 10 minutos ou mais.

Permaneça extremamente quieto e sinta a energia ao seu redor. Quanto mais imóvel você ficar, mais conseguirá se sintonizar.

Observe se consegue perceber qualquer sensação de luz ou cores entre as sobrancelhas.

Dicas, truques e armadilhas


  • Não se concentre ou se "agarre" à área entre as sobrancelhas, apenas se mantenha gentilmente consciente dessa área. Se tentar se concentrar, bloqueará o processo. Não tente se "agarrar" a nada, deixe acontecer.

  • Focar entre as sobrancelhas significa apenas ficar ciente desta área, e não dirigir seus globos oculares como se tentasse olhar para esta área. Se você fosse aplicar tais movimentos nos globos oculares, criaria uma tensão que iria apenas perturbar o curso natural da experiência. Assim os globos oculares não devem ser dirigidos para qualquer direção particular, e assim é para as demais práticas ao longo do livro.

  • Uma experiência comum, no princípio, é sentir vibração (ou pressão, densidade...) não só na área entre as sobrancelhas, mas também em outras partes da testa ou da face. Se isto acontecer, não dê atenção, apenas foque na vibração entre as sobrancelhas e a conecte com a fricção na garganta. Com prática, tudo entrará nos eixos.

  • Se você pratica com amigos, tenha certeza de que ninguém está se tocando, para evitar transferências impróprias de energia.

  • Se a experiência ficar muito intensa, tudo que tem a fazer é abrir os olhos e você voltará a seu estado normal de consciência.

Primeira abertura, sinopse da prática

Deite e relaxe.

1) fricção na garganta + estado de consciência na laringe

2) fricção na garganta + estado de consciência entre as sobrancelhas

3) mesmo que a anterior + palma da mão na frente do terceiro olho

4) fricção na garganta + procura da vibração, formigamento, pressão, densidade... entre as sobrancelhas

5) conectando a fricção na garganta com a vibração entre as sobrancelhas

6) estado de quietude - conectando com a energia ao seu redor


3.3 Várias experiências


No Capítulo 10 você achará um resumo das experiências mais comuns quando se começa a trabalhar o terceiro olho de acordo com os princípios e técnicas desenvolvidas neste livro.

No que diz respeito a esta primeira abertura, a única coisa que importa é a vibração (ou formigamento, ou densidade...) entre as sobrancelhas, e a luz, caso você a perceba. A melhor atitude é não prestar nenhuma atenção a qualquer outra manifestação que pode acontecer ao aplicar a prática.

Ao lidar com o terceiro olho e com energia do etérico, especialmente no princípio, podem acontecer manifestações secundárias pelo corpo, ou imagens que flamejam em sua consciência. Deixe vir e deixe ir, porque elas não querem dizer muito. Apenas siga a técnica como se nada tivesse acontecido.

Pode ser que a vibração, formigamento, densidade ou luz que você sentir entre as sobrancelhas sejam bem intensos, mas realmente não importa se são fracos ou embaçados. Como veremos depois, a intensidade da energia pode variar muito de um dia para o outro para a mesma pessoa, assim pode acontccer de você tentar sua "primeira abertura" em um dia de baixa intensidade. Independente de quão fracas estas qualidades podem ser, elas são uma primeira trilha, e uma sistemática tecnologia será introduzida gradualmente no decorrer do livro, a fim de transformá-las em uma percepção clara do terceiro olho.



3.4 Experiência de referência


vibração <=> etérico (força de vida)

cor, luz <=> astral

luz púrpura <=> espaço astral

Conforme pratica as várias técnicas que trabalham no terceiro olho, encontrará 3 tipos de experiências, principalmente entre as sobrancelhas: 1) vibração, 2) cores e luz, 3) luz púrpura. Basicamente falando, o primeiro indica uma ativação da camada etérica, o segundo indica o astral, enquanto a percepção da luz púrpura indica que uma conexão foi feita com o espaço astral (os termos etérico e astral serão desenvolvidos mais adiante neste livro).

Claro que estas indicações são muito simplificadas para serem exatas, mas do ponto de vista experimental, elas provêem referências úteis para permitir ao leitor achar seu caminho no princípio.

1) vibração, formigamento, uma sensação de pressão, peso, ou densidade, tudo têm o mesmo significado quando sentido entre as sobrancelhas. Eles indicam que algo está sendo ativado na parte etérica de seu terceiro olho.

O corpo etérico é a camada da força de vida, equivalente ao prana da Tradição Indiana e o qi da Medicina Tradicional Chinesa. (O terceiro olho não é um órgão físico, é predominantemente etérico e astral.)

A vibração (ou qualquer de seu equivalentes, como formigamento, pulsação, pressão, densidade...) é a sensação pela qual o etérico é percebido. Sempre que você sente isto em algum lugar de seu corpo, indica que a camada etérica daquela área está ativada. Assim a percepção da vibração entre as sobrancelhas não é nada diferente de uma percepção da parte etérica do terceiro olho.

Uma vez que formigamento, pressão, densidade ou peso têm mais ou menos o mesmo significado, para simplificar vou me referir a todos eles pela mesma palavra: vibração. Então, sempre que você ler "vibração" neste livro, refere-se a toda e qualquer destas formas diferentes. Por exemplo, "Edifique a vibração entre as sobrancelhas" significa: edifique a modalidade que é natural a você - vibração, pressão, densidade, ou seus equivalentes. De qualquer maneira, depois de certo tempo, a vibração será percebida como tudo isso, simultaneamente.

Há níveis diferentes de vibração, da mesma maneira que há níveis diferentes de energia etérica, mais sutil que outras. A intensidade da vibração pode variar de um dia para o outro. Aparte de variações quantitativas, é também a qualidade da vibração que tende a variar naturalmente de um dia a outro. Por conseguinte é importante não se apegar a qualquer modalidade, mas fluir com o que vem a cada dia. Depois de algum tempo, a experiência ficará mais estável e os movimentos da energia ficarão mais controlados.

2) o segundo tipo de experiência que pode acontecer entre as sobrancelhas é a de luzes (não-físicas) de vários tipos, desde uma névoa vaga, ou brilho, até cores e padrões organizados. Estas várias manifestações podem ser consideradas equivalentes, e indica que algo está sendo ativado na parte astral de seu terceiro olho. Para simplificar, irei me referir a todas elas pelo termo "luz". Assim, cada vez que ler a palavra "luz" neste livro, significa tudo ou qualquer um destes: névoa, cores, padrões claros, pontos brilhantes ou qualquer coisa que brilha. Escolha o que vem naturalmente a você e deixe que isto seja gradualmente refinado em uma luz mais brilhante.

O corpo astral é a camada da consciência mental e das emoções. A equação "luz (não-física) = astral" não é absoluta, pois algumas elevadas freqüências de luz vêm de camadas muito superiores à camada astral. Mas assim como aprenderá a reconhecer depressa, as luzes e cores que comumente aparecem entre as sobrancelhas quando você "liga" seu olho, são um indicador claro que a parte astral do terceiro olho está sendo ativada.

3) a luz púrpura é percebida freqüentemente no fundo das outras luzes ou padrões de cor. Dá a sensação de uma expansão ou de um espaço que se estende na frente de seu terceiro olho. Quanto mais profundamente você conecta com a luz púrpura, mais você a percebe como um espaço que não só está à sua frente, mas em todo seu redor. Este espaço corresponde ao que os esotéricos chamam de espaço astral.

Nem sempre este espaço de consciência é percebido como púrpura, mas também como uma escuridão azul ou até mesmo negra. O mais importante é a sensação do espaço, independente da cor percebida. Usarei a palavra "espaço" para a expansão escura ao fundo do terceiro olho, qualquer que seja a cor.

Note que a percepção do espaço púrpura é bastante simples, e muitas pessoas a experimentaram (em particular durante a infância) sem perceber sua real natureza.

3.5 Se você não está sentindo nenhuma vibração


Aqui vai algumas indicações para os que parecem não sentir qualquer vibração entre as sobrancelhas ao praticar os exercícios.

É possível, e não incomum, que a vibração esteja lá, mas você não a registra. Talvez esteja esperando algo extraordinário, ou muito intenso. Talvez seja simples demais. Esta vibração sempre esteve entre suas sobrancelhas e você nunca prestou atenção.

Talvez você esteja bloqueando o processo ao tentar muitoseveramente. Tenha certeza de que não está se concentrando, deixe acontecer. Não procure a vibração, deixe-a vir a você. Continue com a prática, insista, mas no espírito de deixar acontecer.

Há ainda uma outra razão pela qual você pode não estar sentindo nenhuma vibração: pode ser que esteja sentindo luz em vez de vibração. Lembre-se de nossas simples referências:

vibração <= > etérica

luz <= > astral

Se você estiver percebendo qualquer forma de luz (desde uma simples névoa embaçada até um maravilhoso espaço púrpura, através de vários tipos de cores e padrões), então você já está no astral, e não mais no etérico. Você não pode (no começo) estar dentro e fora de uma casa ao mesmo tempo. Sendo assim, se você está na luz, é bem possível que tenha se desviado do nível da vibração. Neste caso, apenas siga sua prática com a luz em vez da vibração. No esquema de nossa técnica de meditação (seção 3.7), vá da fase 2 para fase 3. Não se preocupe com a vibração, conecte a fricção na garganta com a luz.

Depois de aplicar estas práticas com centenas de estudantes na Escola Clairvision, nunca vi alguém que não conseguisse sentir a vibração depois de um pouco de prática. Siga as Declarações de Jesus onde ele aconselha: que aqueles que buscam não cessem até que eles achem, "e quando acharem ficarão encantados." Persista, persista, persista... e tudo acontecerá.


3.6 Mais sobre o terceiro olho


Uma sugestão útil é não considerar o olho como um remendo ou uma moeda de cinquenta centavos na testa. Na realidade, o terceiro olho está mais para um tubo, ou um túnel, e vai da área entre as sobrancelhas para o osso occipital na parte de trás da cabeça.

Desde o princípio até o fim, o túnel tem vários centros de energia, através dos quais é possível se conectar com diferentes mundos e áreas de consciência. Isto explica por que sistemas diferentes podem "localizar" o terceiro olho em lugares diferentes: cada um deles escolhe um centro distinto ao longo do tunel como um ponto de referência, ou até mesmo uma estrutura de energia adjacente ao túnel.

Outro ponto importante a ser lembrado é que o terceiro olho não é físico. A parte mais bruta do terceiro olho é uma estrutura de energia que pertence ao corpo etérico ou camada de força de vida. O corpo etérico tem muitas conexões com o corpo físico, e o terceiro olho além de ser o "interruptor principal" desse primeiro corpo, também está fortemente conectado a certas estruturas desse último, por exemplo o pituitário e as glândulas pineais.

Porém, seria simplificado demais dizer que o terceiro olho é a glândula pineal ou a glândula pituitária, como declaram certos livros. Como expliquei antes, o túnel do terceiro olho não é físico. Ele impacta sua energia em um certo número de estruturas do corpo físico, inclusive no seio paranasal frontal, nos nervos óticos e seus quiasmas, nos nervos olfativos que passam pela lâmina crivada do etmóide, nas glândulas pituitária e pineal, alguns dos núcleos no centro do cérebro, nos ventrículos do cérebro, e outros. Seria muito simplista limitar e escolher uma destas estruturas físicas e etiquetá-la como "terceiro olho". Repetindo: o terceiro olho não é físico, é um órgão de energia. Pode ter algumas conexões privilegiadas com certas estruturas físicas, mas não pode ser limitado a qualquer um deles.

No princípio, não se preocupe com qualquer outra parte do túnel, apenas permaneça atento entre as sobrancelhas. Tem que começar de algum lugar, e este, em particular, no centro entre as sobrancelhas tem a grande vantagem de criar uma energia protetora ao seu redor, em sua aura, assim que você o ativa. Outros centros do "tunel" serão introduzido depois.

Então, neste livro, sempre que falarmos sobre "o olho", queremos dizer a área entre as sobrancelhas . Isso, é claro, não significa que a área entre as sobrancelhas é o terceiro olho inteiro, mas nas fases iniciais de nosso treinamento, é a área que usaremos e desenvolveremos como o interruptor principal, o lugar para se estar permanentemente ciente de sua existência. Se você tiver sensações em outras áreas da cabeça, não tente suprimi-las, mas não dê atenção a elas. Mantenha seu enfoque entre as sobrancelhas.

3.7 Meditação do terceiro olho


Vamos começar agora nossa principal técnica de meditação. Os estágios iniciais deste processo de meditação não visam projetar à estados espetaculares de transcendência, mas trabalhar no sentido de edificar sistematicamente o terceiro olho, para mais tarde alcançar o verdadeiro silêncio interno. Como será discutido no Capítulo 9 sobre consciência, um dos princípios de nossa abordagem é que não se pode lutar mentalmente contra a mente. A pessoa não pode forçar a mente a ficar calada, mas pode construir uma estrutura além da mente, através da qual a mente pode ser dominada. Neste sentido, o terceiro olho pode ser comparado a uma torre de controle, semelhante àquela do hexagrama 20 do I-Ching. As primeiras fases deste processo de meditação visam estruturar o terceiro olho e imprimi-lo o mais tangível possível em seu sistema.

As fases 4 e 5 lidam com o espaço interno e o vórtices misteriosos. Durante as primeiras semanas de sua prática, para simplificar, você pode decidir evitar a fase 5 (o vórtice), indo diretamente da fase no espaço para a "não-técnica" ou meditação autêntica, na qual apenas permanece ciente sobre o espaço acima de sua cabeça.


Preparação


Tire os sapatos, cinto, gravata e relógio.

Sente-se, no chão ou em uma cadeira, com as pernas em cruz e suas costas retas. Você não tem que ficar no chão, mas suas costas devem ficar extremamente retas. Se você se sentar em uma cadeira, é preferível não apoiar as costas em seu encosto, de forma a permitir um fluxo livre de energias.


Meditação fase 1: a laringe de energia


Feche os olhos. Mantenha seus olhos fechados até o fim da meditação .

Começe a respirar com a fricção na garganta (seção 2.1).

O fricção na respiração gera uma vibração na garganta. Perceba a vibração na laringe. Use a fricção para intensificá-la.

A vibração na garganta consta de duas partes: uma física, criada pela ação mecânica da respiração, e outra mais sutil, como um formigamento, que ainda pode ser percebido quando você pára a respiração.

Use a fricção na garganta para intensificar o formigamento não-físico.

Ajuste a posição de sua espinha. Procure o endireitamento absoluto. Alinhe o pescoço com o resto de suas costa em busca da postura perfeitamente reta. Tenha certeza de que a cabeça, o pescoço e o resto das costas estão em uma única linha reta.

Assista como a vibração na laringe e o fluxo de energia na garganta pode ser aumentada ao adotar uma postura o mais perfeitamente vertical possível.

Cultive a quietude.


Meditação fase 2: vibração no olho


Continue respirando com a fricção na garganta, mas permaneca ciente na garganta. Perceba a vibração entre as sobrancelhas.

Conecte a vibração no olho (i.e. entre as sobrancelhas) com a fricção na garganta.

Se você não está muito seguro do que "conectar" quer dizer, apenas permaneça ciente de ambos ao mesmo tempo: a fricção na garganta e a vibração entre as sobrancelhas. Rapidamente, ficará claro que uma certa interação acontece entre a garganta e o olho. Isso é o que significa conectar.

A fase 2 consiste em usar a fricção na garganta como um amplificador, para cultivar e edificar a vibração no olho.

Se você pode escolher entre a densidade pesada e formigamento sutil, opte pelo formigamento. Evite "se agarrar". Mantenha a luz da experiência.

Meditação fase 3: luz no olho


Mantenha a fricção na garganta. (Os olhos permanecem fechados até o fim da meditação.)

Abandone a consciência da vibração. Ao invés, comece a procurar entre as sobrancelhas por uma névoa ou neblina, um brilho, ou qualquer forma de luz ou cor. Todos estes podem ser considerados como modalidades diferentes da "luz" que, claramente, no contexto deste livro, não se refere a luz física mas à luz espiritual, percebida com seus olhos fechados.

Um princípio essencial do trabalho é:

Não tente ver a luz, tente senti-la!


Lembre-se: sem imaginar, nem visualizar - só mantenha um estado de consciência do que está acontecendo.

Assim que perceber qualquer uma destas modalidades de luz (névoa, brilho, cor...) mesmo muito vagamente, conecte-a com a fricção na garganta. Da mesma maneira que na fase 2 você estava conectando a fricção com a vibração entre as sobrancelhas, agora você está conectando a fricção com a luz. Em vez de ampliar a vibração, você está trabalhando agora para ampliar a luz.

Conforme pratica, perceberá partes mais luminosas e brilhantes da luz. Gradualmente abandone a consciência das partes mais nebulosas para enfocar no brilho. Conecte seu amplificador-fricção com a parte mais luminosa da luz.

Uma experiência comum é a de minúsculas partículas brilhantes de luz, esparramadas no espaço à sua frente e vagando em várias direções. Conforme você conecta a fricção com estas partículas luminosas, algumas entrarão em você e diretamente em seu coração e isto o alimentará com uma energia preciosa.


Meditação fase 4: consciência no espaço


Permaneça ciente do olho, entre as sobrancelhas.

Em vez de focar na própria luz e em suas partículas luminosas, perceba o fundo da luz. A escuridão ou a luz púrpura ao fundo de todas as cores lhe darão o sensação de um espaço se estendendo à sua frente.

Tal espaço pode aparecer púrpura, azul escuro, ou mesmo só escuridão. Mais que a cor, é a sensação de expansão que importa.

Apenas fique ciente do espaço. Deixe-se ser absorvido por ele.

Nesta fase você pode diminuir a fricção na garganta ou mesmo deixá-la de lado. Comece a respirar novamente com a fricção se a mente vagar com pensamentos.

Meditação fase 5: girando no espaço


Comece a girar no espaço a sua frente, espiralando para frente e no sentido horário, como se estivesse caindo em um túnel mais adiante.

Gire como se você tivesse sido pego por um vórtice.

O vórtice está lá, no espaço, esperando por você. Não tente criar um movimento espiral, mas permita ser apanhado pelo vórtice e levado por seu movimento natural.

Conforme você vai girando, as qualidades e cores do espaço podem mudar algumas vezes, como se você fosse projetado em uma área completamente diferente. Apenas reconheça as várias sensações e continue com o vórtice.

De vez em quando, ou constantemente se assim desejar, você pode usar a fricção na garganta para ampliar o efeito de vórtice.

Não-técnica


Abandone qualquer consciência da respiração, do olho, do espaço...

Apenas fique ciente sobre o espaço acima da sua cabeça.

Não faça nada, não procure nada, "apenas" fique ciente.

Nem mesmo ciente de você - apenas ciente.

Permaneça extremamente imóvel.

Pratique a arte de perder o controle.

Deixe a consciência assumir, acima da sua cabeça.

Voltando e terminando a meditação


Volte a consciência novamente entre as sobrancelhas.

Escute aos sons lá fora.



Perceba seu corpo. Faça algumas longas inalações. Leve o tempo que desejar para voltar completamente, e então clique os dedos da mão direita e abra os olhos.


Dicas, fase 1 (vibração na laringe)

  • Não importa se no princípio você achar difícil separar a vibração física da não-física. É suficiente que se tenha uma vaga sensação da vibração, tanto física e não-física, para o processo seguir seu curso. De qualquer maneira, se tentar ser muito precisa, sua mente provavelmente entraria no meio e bloquearia o processo.

Tudo que for relacionado à vibração, certamente, ficará mais claro depois de ler as técnicas dos Capítulos 4, 6 e 8 e praticar as técnicas de Circulações Energéticas. No princípio pode ser útil colocar sua mão perto de sua garganta, aproximadamente 1 polegada de distância, a fim de aumentar a sensação de energia nesta área. Mais tarde, isto não será necessário.

  • Para esta prática como para qualquer trabalho de energia na laringe, é crucial que o pescoço esteja tão vertical quanto possível.

Que diferenças óbvias podemos observar entre os corpos de animais e de seres humanos? Uma principal é que a espinha humana é vertical enquanto animais vivem principalmente em posição horizontal. Semelhantemente, os animais têm uma laringe, mas não é vertical. Isto nos dá uma pista sobre a importância da verticalidade para a laringe alcançar seu estado cósmico com relação ao Espírito. Outra pista pode ser achada percebendo o que acontece quando você aplica a primeira fase da meditação: assim que você alcança uma posição perfeitamente vertical do pescoço, um aumento súbito da vibração acontece em sua laringe.

Dicas, fase 2 (vibração no olho)


  • A laringe de energia age como um amplificador e um doador de forma. Conectando a área entre as sobrancelhas com a fricção que vem da garganta, você trabalha para edificar o terceiro olho.

Em termos de experiência, a intensificação da vibração no olho que acontece assim que você a conecta com a fricção, indica que a ação da laringe está acontecendo.

  • Como expliquei antes, a vibração também pode ser sentida como um formigamento, uma pressão, uma densidade... Esta fase trabalha para edificar a camada etérica do terceiro olho.

Dicas, fase 3 (luz no olho)


  • No princípio, apenas conectando a luz no olho com a fricção na garganta significa sentir os dois simultaneamente. Então uma troca entre os dois acontece automaticamente, através da qual a energia gerada pela fricção na garganta comunica-se com a parte de seu terceiro olho que percebe a luz. Na prática, a experiência é bem simples: a fricção parece "alimentar" a luz para deixá-la mais tangível e mais luminosa, o que nos dá outro exemplo de como a laringe pode ser usada para "dar forma".

  • A maioria dos estudantes que pensam não enxergarem a luz, na verdade a enxergam, mas não a reconhecem. Você tem que aceitar isso no princípio, a sensação da luz pode ser vaga, como uma embaçada névoa esbranquiçada, por exemplo. Mas este brilho lânguido é a primeira pista. Use o efeito ampliador da laringe para desenvolvê-la. Pratique, pratique, pratique... e o brilho humilde se transformará em uma iluminação.

Dicas, fase 4 (o espaço)


  • Uma experiência comum ao se alcançar a percepção do espaço púrpura, é uma imensa sensação de alívio no coração, como se um peso enorme tivesse sido erguido de repente. Assim que você contacta o espaço interno, seu coração se sente imensamente iluminado. Procure explicações mais detalhadas na seção 3.10.

Dicas, fase 5 (o vórtice)


  • A direção horária não deve ser tida como sistemática e compulsória. Como sempre, você tem que seguir a energia do momento, e isso às vezes pode lhe fazer girar para trás e no sentido anti-horário. Não obstante, quando nenhum vento em particular o leva para trás, é preferível se mover adiante e para a direita.

  • O vórtice é ao mesmo tempo um vórtice e um túnel. É preferível não ter expectativas sobre como ele deve parecer. Deixe a percepção surgir por si só, gradualmente.

  • Girando no espaço conduz a uma elaborada ciência dos vórtices, através dos quais pode-se viajar longe em espaço e tempo. Isto introduz uma forma de viagem no qual o objetivo não é se projetar fora de seu corpo, mas ir tão fundo que não sobra nada que possa vir de fora. O efeito do vórtice de conduzir de um tempo-espaço para outro é intensivamente usado em ISIS, a técnica Clairvision de regressão.

  • Aproxime-se do vórtice com grande respeito e encantamento, como você se aproximaria de um arcanjo séculos mais velho que você, e isso o levará a mistérios extraordinários.

Pensamentos durante meditação


Se pensamentos surgirem durante a meditação, não dê atenção a eles, apenas siga o processo. Você logo notará que uma forte vibração entre as sobrancelhas tende a aquietar a mente e reduzir significativamente a velocidade de seu fluxo contínuo de pensamentos. Assim não há nenhuma necessidade de lutar mentalmente contra os pensamentos. Apenas não foque sua atenção neles. Cada vez que é distraído por um pensamento, simplesmente volta ao olho e continue o exercício. Persista no processo, e conforme o terceiro olho se desenvolve, os pensamentos se tornarão um problema cada vez menor. Passado um certo nível de desenvolvimento, o terceiro olho dá a capacidade para sair completamente da mente e consequentemente manter os pensamentos afastados.

Freqüentemente, quando o nível de pensamentos fica perturbando, ele pode ser aquietado intensificando a fricção na garganta que tem a ação de reforçar a vibração no olho. Mas lembre-se que em nossa meditação o propósito não é deixar a mente silenciosa - que é notoriamente um exercício inútil - mas edificar o terceiro olho. Uma vez que isto é alcançado, pensamentos não terão mais importância.


Sinopse da meditação do terceiro olho


Preparação: sente-se com suas costas vertical

1) fricção na garganta + vibração na laringe

2) fricção na garganta + vibração entre as sobrancelhas

3) fricção na garganta + luz entre as sobrancelhas

4) espaço

5) girando no espaço: o vórtice

Não-técnica: mantenha um estado de consciência acima da cabeça

Tempos sugeridos para cada fase:


  • Para uma meditação de 30 minutos: 5 minutos para cada das 5 fases, mais 5 minutos acima da cabeça.

  • Para uma meditação de 60 minutos: Fase 1, 5 minutos. Fase 2, 10 minutos. Fase 3, 10 minutos. Fase 4, 10/15 minutos. Fase 5, 15/20 minutos. 5 minutos acima da cabeça.

  • Para uma meditação de 10 minutos: leve aproximadamente 2 minutos para cada fase.

Não negligencie a fase 1, mesmo quando falta tempo, porque é uma parte essencial do processo.

Prática 3.8 Mais zumbido


Esta técnica usa o som de zumbido praticada na seção 2.4. Sente-se com suas costas retas e fique ciente da garganta. Repita fases 1, 2 e 3 da meditação do terceiro olho, usando um zunido em vez da fricção na garganta.

Então deixe-se ser submergido no espaço, como nas fases 4 e 5, usando de vez em quando um zumbido para penetrar mais profundamente no espaço.


Dicas


  • Estes sons de zumbido provêem um modo poderoso para se projetar no espaço. Não hesite recorrer a eles sempre que estiver transtornado por pensamentos ou atividades mentais durante sua meditação.


3.9 Como organizar sua prática


Durante os primeiros dias de sua prática, medite o máximo que puder, e repetindo a primeira prática de abertura (seção 3.2), e usando a meditação do terceiro olho (3.7), como também seu equivalente com os sons de zumbido (3.8) e qualquer outra técnica que possa escolher no resto do livro. Esta forte impressão inicial facilitará o seguimento do resto do processo.

Uma boa maneira de proceder é gastar algum tempo todos os dias para praticar a meditação do terceiro olho (3.7) e outros exercícios. Por exemplo, medite durante 20 ou 30 minutos, e então pratique os exercícios de Circulações Energéticas (Capítulos 4, 6 e 8) durante 10 minutos, depois as técnicas de visão (Capítulos 5 e 7) durante 10 minutos, as técnicas de proteção (Capítulos 18 e 20) durante 10 minutos. Faça uma prática noturna (Capítulos 13, 14, 15) todas as noites antes de ir dormir, e possivelmente de tarde ou de tardezinha, por exemplo se estiver cansado ao chegar em casa depois do trabalho.

Se tiver mais tempo, é certamente possível e benéfico, dedicar períodos mais longos aos exercícios. Ainda deve ser claro que as técnicas Clairvision foram projetadas para aqueles que vivem no mundo. Elas não o convidam a se retirar de suas atividades, mas começar a executá-las com uma consciência nova, como será discutido no Capítulo 9.

Para ter sucesso, o segredo não é passar longas horas meditando, mas incorporar cada vez mais estas práticas em cada uma de suas atividades diárias. A base de nosso método é manter um estado de consciência permanente no olho (entre as sobrancelhas) em tudo que faz (aparte de dormir). Isto não se refere à luz ou ao espaço que serão mantidos durante a meditação. Mantendo permanentemente a consciência de um pouco de vibração entre as sobrancelhas, você alcançará um duplo objetivo. Por um lado, ficará gradualmente mais presente e centrado em suas ações; e em segundo, seu terceiro olho será nutrido por sua consciência e se transformará em um poderoso centro de energia. Assim, todas as técnicas deste livro são consideradas como ocasiões para cultivar uma nova consciência. O primeiro e principal benefício de nossas técnicas de visão é que, para aplicá-la, você tem que permanecer consciente e presente entre as sobrancelhas.

Se estiver com falta de tempo, pode muito bem seguir o processo de meditação indicado neste livro (técnica 3.7) usando apenas de 5 a 10 minutos todas as manhãs e incorporando as outras práticas em sua rotina diária. Mas estes 5/10 minutos de meditação matutina são essenciais para o desenvolvimento de seu terceiro olho. Se seu horário é tal que seu tempo de prática é à noite e não de manhã, tente manter os 5/10 minutos de meditação matutina a qualquer preço, porque eles afiançam um reconexão com seu olho que modifica completamente sua energia por todo o dia.

Qualquer que seja sua forma de praticar, lembre-se que esta parte do caminho tem a ver com construção - edificar o corpo sutil. Quanto mais você pratica, mais rápido a edificação será alcançada.


3.10 Os mistérios do espaço


Ao praticar ISIS, a técnica Clairvision de regressão, não é incomum reexperimentar a condição do embrião durante os primeiro dias após a concepção. O feto pode ser sentido "banhado" no espaço púrpura, que o envolve como um mar. O embrião é minúsculo e o espaço é sentido como imenso ao seu redor. Este espaço não é diferente do espaço púrpura que você percebe em seu olho, na quarta e quinta fase da meditação do terceiro olho.

Para o embrião, o espaço está fora, ao redor dele; mas para nós, o mesmo espaço é dentro. Para entrar no espaço, temos que nos recolher do lado de dentro e passar pelo portal do terceiro olho. No Upanishads , o ser humano é comparado a uma cidade com dez portões. Nove destes portões conduzem para fora e um único conduz para dentro. Os nove portões externos são os dois olhos, as duas orelhas, as duas narinas, a boca, o ânus e o órgão reprodutor. O décimo portão é o terceiro olho, ou ajna-chakra , que não se abre para o mundo externo, mas para o interno.

Assim, o que estava fora para o embrião, agora está dentro para nós. Durante os processos embriológicos que constroem o feto, acontece uma internalização do espaço astral. É uma reversão fascinante pela qual o interior se torna o exterior e o exterior se torna o interior. E na morte, o contrário acontece: o indivíduo se reintegra no espaço.

Isto nos conduz a um entendimento mais profundo da palavra "existência", usada para descrever o período de vida na Terra. Em latim, "ex" significa fora, e "sistere" significa tomar posição. Por conseguinte, "existência" significa "tomar posição do lado de fora", quer dizer, sair do espaço. Existência é a saída temporária do espaço que experimentamos entre o nascimento e a morte.

Agora você pode entender a sensação de alívio em seu coração quando você se submerge no espaço púrpura durante a meditação. É como se seu coração fosse aliviado de repente de todas as pressões da vida encarnada, todas as dificuldades da existência - suficiente para te fazer sentir muito mais leve! Um dos resultados da iniciação é estabelecer uma conexão permanente com o espaço sem perder qualquer ancoradouro da pessoa na Terra. A pessoa pode desfrutar então a paz do espaço cósmico e ao mesmo tempo, permanecer completamente envolvido em suas atividades diárias. Passado um certo nível, esse delicioso estado iluminado fica para sempre em seu coração, independente do que possa estar acontecendo do lado de fora.

Mas ainda tenha certeza que o propósito do estilo de trabalho da Clairvision não é levá-lo a sair da encarnação para algum paraíso feliz e flutuante, mas prepará-lo para um trabalho de alquimia na matéria. O objetivo é o esclarecimento aqui e agora, no meio da bagunça cósmica da vida moderna. Paradoxalmente, conectar com o espaço cria uma liberdade interna que lhe permite estar mais completamente no mundo.





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