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Eixo de Touro-Escorpião no zodíaco



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Eixo de Touro-Escorpião no zodíaco


Outra conexão entre voz e órgãos reprodutivos pode ser achada no hebreu antigo, onde uma das palavras para voz é yediah e vem do yadah de raiz, que significa "conhecer". E não é certamente nenhuma coincidência que o modo bíblico de se refirir a relação sexual é yadah, "conhecer". Por exemplo: "E Adão conheceu Eva, sua esposa; e ela concebeu, e nasceu Cain..." (Gênese 4:1)

Em acupuntura o ponto QiChong (Estômago 30), localizado ao lado do osso púbico, tem entre seus sintomas garganta dolorida depois da relação sexual. Pode-se achar várias outras conexões na Medicina Tradicional Chinesa entre energia sexual e garganta. Por exemplo: dentre os órgãos diz-se que o rim é o armazém da energia sexual. E na garganta encontram-se as amígdalas, que também têm a forma de um rim. No caso de uma liberação de "fogo" pelo rim, isso pode resultar em uma inflamação da faringe (faringite) ou das amígdalas (amigdalite).

Mas voltemos a Steiner e olhemos suas visões para o futuro do órgão da voz. Steiner considerou a tendência da evolução humana, a importância de certas partes do corpo minguar lentamente, enquanto outros órgãos representarão um papel mais essencial no futuro. Os órgãos sexuais pertencem à primeira categoria, enquanto a laringe, definitivamente, pertence à segunda.

Steiner mencionou freqüentemente que aproximadamente no meio de Lemuria (a época que precedeu Atlantida), um evento crítico aconteceu na história oculta da humanidade. Até então a libido dos seres humanos havia sido dirigida completamente para a procriação, de forma que cada ser humano podia gerar descendência de si próprio. Em outras palavras, éramos todos hermafroditas. Um único ser poderia dar à luz um outro, sem ter que ser fecundado por alguém. O conceito de seres humanos primordiais como hermafroditas não é achado apenas em Steiner, mas também em vários mitos de muitas outras tradições.

Assim Steiner descreve como, no meio das alterações cataclísmicas do planeta Terra, os seres humanos perderam metade de suas energias de procriação. Eles deixaram de ser hermafroditas: os sexos foram separados. Cada ser humano reteve apenas metade da energia criativa, e dali em diante teve que achar alguém do outro sexo para gerar uma criança. O que aconteceu então à outra metade da energia de procriação, que não estava mais disponível para tal? De acordo com Steiner, foi redirecionada para uma função diferente: pegando o Ego, ou Ego superior. Até então, seres humanos tinham vivido como seres amorfos, completamente desconectados de seus Egos. E foi através do redirecionamento da metade de suas forças sexuais que eles estabeleceram o começo de uma conexão com o Ego. Eles se tornaram seres espirituais.

Tal visão sugere um modo muito interessante de olhar a relação entre energia sexual e espiritualidade, e a sexualidade em geral. Por exemplo, apresenta o instinto sexual como uma busca pela "metade perdida". E ao mesmo tempo sugere que a metade perdida, em última instância, não será encontrada fora, em uma união com outro ser, mas em uma completa comunhão com o próprio Espírito. Também sugere que a energia sexual e a energia que nos permite conectar com o Espírito são, fundamentalmente, da mesma natureza, e que o último não é senão uma refinada e redirecionada forma do primeiro. Esta concepção se ajusta bem aos sistemas taoístas de alquimia interna, onde o trabalho é refinar e transmutar a energia sexual para gerar o embrião da imortalidade, o corpo sutil no qual a abundância do Ego mais Elevado pode ser sentida permanentemente.

Mas voltando à voz, Steiner descreve como, depois que os seres humanos tiveram a metade da energia sexual redirecionada (aproximadamente no meio da época da Lemuria), algum órgãos novos apareceram no corpo humano. A laringe foi um deles. Isto estabelece uma conexão direta entre a transformada e espiritualizada energia sexual e a laringe: uma vez que a energia sexual do hermafrodita era 100% dirigida para a procriação, a laringe não podia aparecer. Quando a energia sexual foi refinada para começar a "cultivar" o Espírito, a laringe começou a se desenvolver.

Hoje em dia, se tentarmos entender a função presente de nossa laringe, vemos que é pela voz que expressamos nossos pensamentos e nossas emoções, que é um modo de lhes dar uma forma mais definida. Assim que você começa a praticar os exercícios dados nos primeiros capítulos deste livro, você perceberá que a fricção na garganta torna o terceiro olho mais tangível, como se ele tivesse uma forma. Você se sintonizará em seu terceiro olho, e assim que começar a aplicar a fricção na garganta, o terceiro olho será percebido imediatamente com mais clareza e intensidade.

Steiner assim previu o futuro da humanidade: a capacidade da laringe para dar forma ficará extrema, e o poder criativo da palavra se manifestará inclusive no plano físico: só dizendo uma palavra, o objeto correspondente será materializado. Mesmo que se surpreenda com tais implicações, este conceito não tem nenhuma diferença do vac-siddhi ou poder criativo da palavra, que, de acordo com os textos sanskritos, os antigos Rishis Indianos haviam dominado. Isto sugere que os seres humanos estejam ganhando a capacidade para criar gradualmente, semelhante ao Elohim no Velho Testamento. Em outras palavras isto apresenta o ser humano como um deus criativo na fabricação - um tema que se configura em toda tradição esotérica ocidental e começa no Gênese, quando Adão comeu da árvore do conhecimento, e o Elohim exclama: "Vejam, Adão se tornou como um de nós." (Gênese 3:22) Todas estas considerações sobre a laringe levam a pensar que pode haver algum significado simbólico atrás da fábula de que a maçã de Adão era o pedaço da fruta da árvore do conhecimento que permaneceu preso em sua garganta.

De maneira interessante, Steiner previu um passo crucial na evolução da laringe a longo prazo: quando a força sexual for completamente transmutada, a função de procriação já não acontecerá nos órgãos sexuais, mas na laringe. Seres humanos terão ganho a capacidade de fazer nascer suas crianças através da fala.

Outra visão de Steiner que é bem coerente com várias outras fontes da tradição esotérica ocidental, é que com a transmutação final da energia sexual no poder criativo da da voz, virá o fim da morte: imortalidade física. O fim do órgãos sexual significa o fim da separação dos seres humanos em dois sexos. No evangelho de Felipe, um dos mais excitantes evangelhos, é declarado inequivocamente que se "a mulher" não tivesse sido separada do "homem", ela não teria que morrer com "o homem", foi a separação dos sexos que causou o começo da morte. O mesmo texto indica mais adiante que contanto que Eva estivesse em Adão, não havia nenhuma morte. É quando ela se separa dele que a morte começa. Se "o homem" ficar inteiro novamente, será o fim da morte.

Isto se equivale ao evangelho de Thomas no qual Jesus fala aos discípulos que é fazendo um de dois que eles se tornarão os filhos do homem, e moverão montanhas dizendo, "Montanha, mova!"

Assim sendo, a "Palavra perdida", na qual a tradição maçônica está baseada, terá sido recuperada, e o Templo reconstruído para sempre.

Os alquimistas muitas vezes definiram sua arte como uma maneira de acelerar os processos naturais de evolução da natureza. Por exemplo: eles alegavam com frequencia que todos os metais estavam a caminho de se tornarem ouro, e que transmutar metais básicos em ouro é apenas alcançar em pouco tempo o que a natureza demoraria muito mais para realizar. Ao longo deste livro, e do Corpo de conhecimento Clairvision, voltarei ao significado interior do ouro dos alquimistas. De acordo com eles, tal ouro não era "um ouro comum". Mas nesta fase, podemos usar este conceito de "aceleração" para definir alquimia interior: a alquimia interior visa alcançar agora, transformações que a humanidade só completará muito depois em seu curso natural de evolução.

A fricção na garganta é projetada para alcançar uma transformação alquímica da laringe, a fim de começar a explorar seu poder criativo. Em particular, no estilo Clairvision de alquimia interior, a laringe é extremamente usada para dar forma e "densidade" para várias estruturas do corpo de energia, como você começará a experimentar com as práticas do Capítulo 3.


2.4 Abelhas zunindo


Sente-se em uma posição de meditação, com suas costas extremamente retas. Fique ciente da parte cervical da espinha, no pescoço, e busque uma posição vertical perfeitamente alinhada com o resto das costas.

Mantenha seus olhos fechados.

Fique consciente da laringe.

Comece a fazer um som contínuo, uma espécie de zunido, fazendo sua garganta vibrar. Faça o som enquanto exala e inala. Faça inalações pequenas e exalações longas.

Permaneça atento da vibração física gerada em sua laringe pelo zumbido.

Continue a prática durante alguns minutos. Então permaneça calado e imóvel por mais alguns minutos, apenas sentindo a vibração na garganta.


Dicas


  • Esta técnica pode ser bem viciante. Se praticada por um tempo longo o suficiente, induz a um estado alterado e expandido de consciência, delicadamente estimulante. O efeito é fortemente reforçado quando se está consciente do terceiro olho ao mesmo tempo, de acordo com os princípios desenvolvidos no próximo capítulo.

  • Um modo de praticar este exercício é fazer seu som zumbido se assemelhar ao zumbido de uma abelha. Então a prática se torna a técnica de bhramarin de Hatha-ioga. Se isto for difícil, não se preocupe. Qualquer som zumbindo surtirá efeito, contanto que você crie uma vibração tangível que pode sentir ao colocar seus dedos na protuberância da laringe.

As abelhas que são grandes peritas em sons de zunido são pequenas criaturas altamente alquímicas. A conexão que têm com a energia sexual das plantas é fácil de se observar. Por exemplo: elas ajudam muitas plantas a se reproduzirem, levando o pólen (equivalente ao sêmen da planta) de uma para outra. Eles tiram o néctar das partes reprodutivas das plantas e o transforma em mel.

O mel é, de muitas formas, uma substância notável. Mantém-se durante anos sem qualquer processo de preservação - um tempo muito longo, especialmente se comparado ao tempo de vida de uma abelha-operária, que é de aproximadamente um ou dois meses. Assim as abelhas pegam um produto sexualmente-relacionado e o transformam em uma substância não perecível. Isto nos faz lembrar dos processos alquímicos pelos quais a força sexual é transmutada e que resultam na formação do corpo de imortalidade. Em um nível mais simples, a geléia real, outro produto da colméia, é altamente procurada e considerada uma substância de longevidade.

Interessante notar que o mel sempre foi considerado um excelente remédio para a garganta, e abelhas um símbolo de eloqüência. Em hebreu, uma das palavras para voz é dibur que vem da raiz daber que dá o verbo ledaber, que significa falar". E abelha é dvora, que vem da mesma raiz. (O nome Deborah vem do hebreu dvora, abelha.)





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