Terra a-dourada Brasil


O Despertar da Visão Interior



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O Despertar da Visão Interior

‰ capitulo 13 ‰

Prática noturna 1: aspectos teóricos


“Dormiens Vigila”

Enquanto adormecido, permaneça desperto.

“Quando é noite para todos os seres, o iluminado está acordado. Quando todos os seres estão acordados, é noite para o iluminado.”

Bhagavad-Gita II.69

A prática noturna é um conjunto de técnicas projetadas para induzir um estado de sono psíquico, usando suas noites com a finalidade de auto-transformação. Quando executada durante o dia, a prática noturna é um modo rápido e seguro para se recuperar de tensão e fadiga. Para níveis mais elevados dessa prática, como por exemplo, viagem astral consciente, são sugeridas algumas técnicas preparatórias no próximo capítulo.

13.1 Tempos Críticos


Onde você vai depois que morrer?

De acordo com as ciências hindus e tibetanas, o momento de morte é crítico, porque determina as condições de sua jornada depois da vida. Semelhante atrai semelhante. É dito que existe uma ressonância entre o que se passa em sua mente no momento da morte e o lugar para o qual você será atraído. Um verso do Bhagavad-Gita coloca isto da seguinte forma:

“yam-yam va'pi smaran bhavan tyajaty ante kalevaram tam-tam evai'ti...” (B.G. VIII,6)

“Qualquer que seja o objeto ou estado que a pessoa pense no momento final de deixar o corpo, aquilo e somente aquilo elas atingirão”.

Há uma história na tradição budista de um homem que tinha levado uma vida muito virtuosa. Na hora de sua morte, um sobrinho se sentou ao seu lado na cama fingindo lamentar, mas secretamente desejando a herança que ele receberia com a morte do tio. Este, por sua vez, ficou irado ao perceber que o pesar do sobrinho era falso. Aquele que está morrendo pode ler com facilidade os pensamentos daqueles que estão ao redor porque eles já estão metade no físico, metade no astral. Sua raiva foi o suficiente para mandá-lo direto para o fogo do inferno, onde ele teve que gastar algum tempo antes de sua próxima encarnação. Por ser tão crítico o momento da morte, muitas escolas esotéricas, ocidentais e orientais, desenvolveram métodos precisos para deixar o corpo do jeito certo, assim a pessoa pode achar o rumo apropriado para os mundos não-físicos.

Vamos olhar agora para uma experiência diária que não é muito diferente da aventura de morrer: Onde você vai depois que dorme? Todo um leque de níveis de consciência está aberto para você. Alguns são leves e refrescantes, enquanto outros podem induzir a pesadelos terríveis. No que se refere a se recuperar de fadiga ou desenvolvimento espiritual, a qualidade de seu sono depende da qualidade dos planos que seu corpo astral visita durante a noite. Se você vagueia nos lugares errados, pode acordar bem mais cansado do que quando se deitou para dormir, ou até mesmo doente.

O que determina o plano de sua visita durante o sono? Mais uma vez, o estado de sua mente ao cruzar o umbral é essencial. No portal do sono, assim como no portal da morte, acontece uma ressonância entre a qualidade de sua consciência no momento em que adormece e por onde você viajará durante a noite. Assim sendo, é justamente um tempo de consciência pura e apropriada logo antes de adormecer, o que permitirá puxar o seu corpo astral para o “lugar certo” durante sua jornada de sono. Vários efeitos valiosos resultarão disso, como por exemplo uma maior energia durante o dia, maior resistência contra infecções, uma memória e criatividade aumentadas.

Você nunca trataria o momento de sua morte de uma forma suave. O paralelo entre as duas experiências é tal que o momento em que você adormece deveria ser tratado com a mesma importância.


13.2 A morte como iniciação e o mistério do umbral


Várias tradições enfatizam a analogia entre morte e iniciação. Mesmo sem nenhum conhecimento oculto, você pode se convencer desta semelhança ao observar uma pessoa morrendo. Ela pode ter passado por traumas e sofrimentos anteriores, contudo, no momento da morte, a pessoa começa a irradiar uma grande serenidade. Se ela não estiver dopada, você pode sentir claramente essa abertura que acontece.

Do ponto de vista esotérico, a conexão entre morte e iniciação é óbvia: o iniciado é aquele que pode, enquanto vivo, ficar consciente desses planos visitados por aquele que já morreu. O iniciado pode ver os planos não-físicos e viajar por eles mesmo ainda estando encarnado em um corpo físico. Por outro lado, o não-iniciado terá que esperar até a morte para descobrir o que tem do outro lado.

Além disso, quando um certo “click” acontece no caminho da iniciação, você percebe que está realizando naquele momento algo que outras pessoas só perceberão na hora em que morrerem. E sua terceira visão é impulsionada de repente, como se fosse uma explosão. Você sabe que quando chegar a hora de sua morte, grande parte do trabalho já terá sido feita.

Não há nada de horrendo sobre este aspecto do processo de iniciação. Pense na serenidade e na abertura de uma pessoa que está morrendo. Uma vez que você começa a cruzar os umbrais da iniciação, um pouco desta serenidade permanece com você, sempre, mesmo se estiver envolvido pela agitação do mundo. E assim, por você estar morto e vivo ao mesmo tempo, você pode começar a viver para sempre. O Espírito é uma fonte de paradoxos magníficos: tendo passado por um processo tal qual a morte, ele fica muito mais vivo. Antes, você era um ser animado e nada mais; agora você está vivo. É tão simples que fica extraordinário.

Na busca pela iniciação, há sempre uma procura pelo umbral, o portal que abre sua visão para os mundos não-físicos. Mas segundo o clarividente, não é só na hora da morte que o portal é cruzado. Diariamente, todos os seres humanos passam por ele e ignoram o que a tradição ocidental chamou “o guardião do umbral”. Acontece pelo menos duas vezes ao dia (quatro, se você tira um cochilo): cada vez que você adormece, e cada vez que você acorda. Mas a tragédia é que o guardião do umbral permanece desapercebido. É comum cair no sono e acordar tão rápido quanto escorregar no gelo. Você está caminhando, e de repente, antes que se dê conta, você está no chão. Acontece tão depressa que você não tem a menor idéia do que aconteceu enquanto caía, e nem como aconteceu. Isto significa que de duas ou até quatro vêzes ao dia, uma oportunidade fantástica de auto-desenvolvimento foi perdida.

Umbrais são sempre essenciais. O dia é yang, a noite yin é, e o que é o crepúsculo? Crepúsculo é a hora em que esses opostos podem ser transcendidos. Essa é a razão de tantos sábios e pessoas iluminadas dizerem que tiveram seu primeiro flash de iluminação ao crepúsculo.

O lado direito do corpo é masculino, o lado solar. O lado esquerdo é feminino, o lado lunar. E a linha mediana? É o assento da serpente de fogo da tradição ocidental, simbolizado pelo cajado de Hermes. Isto corresponde ao sushumna nadi da Kundalini-ioga, o canal central por onde a força se movimenta. E o que acontece quando este canal central se abre? Você não é nem solar nem lunar, nem masculino nem feminino, não está nem dentro, nem fora. Você transcende a dualidade da manifestação e entra em contato com seu Self eterno. Se investigássemos vários pares semelhantes de valores opostos, perceberíamos que algo crítico acontece na fronteira que divide os dois.

Um dos propósitos da prática noturna é explorar essa linha divisória entre despertar e adormecer. Cultive interesse por este umbral, maravilhe-se com ele! (Maravilhar-se é uma grande qualidade espiritual, nunca praticada o suficiente!)

Isto deveria se tornar uma gentil obsessão cada vez que for dormir: O que vou eu ganhar ao cruzar o umbral desta vez ? A plena experiência do umbral é um estado de superconsciência, mas como discutido anteriormente, ela está normalmente perdida porque acontece muito rápido. Dessa forma, a tática da prática noturna é induzir uma transição lenta do estado desperto ao adormecido, através de um relaxamento gradual crescente.

Você alcança uma fase na qual não está nem desperto, nem adormecido, ou como se estivesse ambos ao mesmo tempo, e ciente. Lá você pode continuar sua busca pelo guardião do umbral.


13.3 Sono e corpos sutis


Para entender nosso tópico por inteiro, precisamos esclarecer alguns pontos básicos sobre os corpos sutis. Um ser humano pode ser considerado como feito de quatro partes:

1) um corpo físico (CF)

2) um corpo etérico (CE), ou camada de força de vida. Esta força de vida é idêntica ao que é chamado prana em Sanskrito, ou Qi em chinês. O corpo etérico equivale ao prana-maya-kosha, ou “envelope-feito-de-prana” da tradição hindu. Em termos de experiência interna, há uma referência simples: sempre que você sente uma vibração ou um formigamento, algo foi ativado em seu corpo etérico.

3) um corpo astral (CA) ou camada de consciência mental. Sempre que você pensa ou sofre emoções, algo está acontecendo em seu corpo astral.

4) um Self, ou Eu Superior.

O corpo astral (CA) e o Self estão interligados e formam um “complexo superior”. O corpo físico (CF) e o corpo etérico (CE) também estão interligados e formam um “complexo inferior”. A menos que você seja um iniciado, os corpos físico e etérico nunca se separam completamente enquanto você está vivo.

O complexo superior (CA+Self) é a morada de sua consciência. Enquanto você está acordado, este complexo superior penetra o inferior (CF+CE), como se fosse uma mão entrando em uma luva. Em outras palavras, sua consciência conhece o mundo físico pelos corpos físico e etérico.

Quando você dorme, o complexo superior (CA+Self) se desprende do inferior (CF+CE), se retira dele. Visto de fora, você perde a consciência, o que significa que você cai no sono; mas na realidade, sua consciência não está perdida, está apenas em outro lugar. Ao invés de conhecer o mundo físico, o complexo superior (CA+Self) vagueia em diferentes mundos astrais, ou às vêzes nos reinos mais elevados do Espírito. Uma vasta gama de planos pode ser experimentada, alguns bonitos e curadores, alguns cinzentos e nebulosos, alguns realmente nocivos. Depende em grande parte da qualidade de consciência com a qual você cruza o umbral. Se, por exemplo, você cair bêbado na cama e adormecer depois de comer lingüiças e assistir vídeos de terror, seu sono pode não ser refrescante ou iluminando porque provavelmente você será atraído para áreas obscuras da esfera astral.

É parte do processo de transformação encontrar as atividades e comidas que lhe permitam ser dirigido à noite para reinos mais elevados.

Perto da hora de acordar, você se interessa novamente pelo mundo físico e o complexo superior (CA+Self) se reintegra ao inferior (CF+CE). A mão volta para a luva. E essa é outra hora crítica, porque se a reconexão não acontece corretamente, é muito provável que você fique de mal humor durante todo o dia.

Certamente você se lembra de certos dias em que tudo parece sair errado, e desejou que não tivesse acordado até a manhã seguinte. Até certo ponto, isto pode ser evitado por meio de um manejo adequado do momento de acordar. Da mesma maneira que dormir é uma arte, acordar também o é.

O que acontece na hora da morte, em termos de corpos sutis? O complexo superior (CA+Self) parte para sempre. Os corpos físico e etérico começam a desintegrar. Dessa forma, achamos outro paralelo entre a morte e o sono. Em termos de corpos sutis, sono é uma separação passageira entre o corpo astral e o Self dos corpos físico e etérico, enquanto que a morte é uma separação permanente.


13.4 Anjos e a construção dos órgãos de clarividência


Para ganhar uma visão direta dos mundos espirituais, alguns novos órgãos têm que ser construídos. É óbvio que para perceber o mundo físico, nós precisamos de órgãos sensóriais físicos e nervos. Da mesma maneira, mas em outro nível, algumas estruturas astrais são necessárias para perceber mundos não-físicos. Uma das razões da maioria dos seres humanos serem cegos a qualquer coisa diferente da realidade física é que estes órgãos de clarividência estão faltando. Eles têm que ser construídos para a visão se abrir.

Durante o dia, o corpo astral está muito ocupado operando dentro do corpo físico, o que impossibilita a construção desses novos órgãos, pois uma vez que nossa consciência mental e nosso corpo astral estão dirigidos para o mundo físico, o corpo astral fica saturado com as percepções físicas das sensações que recebe pelo cérebro. É então durante a noite, quando o corpo astral se retira para uma vida própria, que os novos instrumentos de percepção podem ser esculpidos.

Agora, quem os faz? Esta é uma pergunta chave! Se você puder respondê-la, não intelectualmente, mas por experiência direta, uma boa parte do trabalho está encerrada. Conforme o processo de iniciação se desdobra, você percebe que a construção dos órgãos astrais de clarividência requer a colaboração de guias não-físicos e seres espirituais mais elevados, assim como diferentes categorias de anjos. Estes seres se expressam criativamente em nós, plantando sementes novas e formando novas estruturas. Eles fazem o melhor que podem para ajudar, mas o problema é que nem sempre é possível, para eles, se aproximar de nós.

Esta tragédia é bem comum. Há muitas pessoas que parecem desesperadas pelo progresso espiritual. Elas ficam chorando coisas do tipo “eu gostaria que Deus pudesse me ajudar, se Deus pudesse me ajudar...” E se você olhar sobre eles, sobre suas cabeças, o que você vê? Guias e anjos que sussurram: “Por favor, sintonize em nós, por favor receba nossa luz!” Se ao invés de lamentar, estas pessoas pudessem se sintonizar neles, receberiam uma chuva de presentes espirituais imediatamente.

Quais são as condições que permitem que estes seres mais elevados administrem seu trabalho criativo e construtor em nós? Primeiro: percepção, claro! Se você puder perceber a ação dos anjos, apenas se sintonizando conscientemente na energia deles, você facilitará imensamente o processo.

Além disso, é valioso cultivar uma certa aspiração, rezar pela ajuda deles. Guias e anjos têm um certo código de ética: eles têm um grande respeito pelo livre-arbítrio dos seres humanos. Assim sendo, é muito mais fácil para eles ajudarem se você lhes pedir primeiro. Agora fique atento, porque as rezas mentais normalmente não conseguem muito no céu. Na verdade, quanto menos mental suas orações forem, e mais acompanhadas por uma verdadeira percepção, melhor elas funcionam.

Além de sua receptividade, alguns outros fatores influenciam: Anjos vivem em esferas muito puras, e alguns ambientes físicos simplesmente não são viáveis para fazer com que eles se conectem conosco. Se o lugar está muito sujo ou bagunçado, se as vibrações estão muito pesadas, se tiver estado ali pessoas bebendo álcool ou lutando, ou se o lugar estiver cheio de cheiro de tabaco, para o anjo é um espaço sufocante. O anjo não pode se aproximar ou conectar com você.

Dê uma boa olhada em seu quarto e pergunte: Um anjo desceria aqui? E então tome medidas para melhorar a situação. (Esta abordagem torna a limpeza muito mais interessante!)

Há uma arte de tecer boas vibrações em um quarto que facilita grandemente a conexão com esferas superiores.

Mais importante que seu ambiente, é... você! Se suas vibrações não estão corretas, ou se você estiver muito agitado, os anjos não poderão fazer o trabalho deles. Todos os pensamentos, palavras e ações do dia tecem uma rede de vibrações dentro de você que determina em grande parte o quão fundo a luz de um anjo pode penetrar.

Mas mais uma vez, o momento de adormecer é crítico. Pode ter uma influência até maior que todas as demais atividades do dia, assim como mostra a história do homem virtuoso que se enraiveceu no momento de deixar o corpo.

Assim, temos aqui outra razão da importância de se ter um tempo de consciência apropriada antes de dormir e das conseqüências positivas que isso gera. Através da prática noturna, você pode deixar seus corpos sutis em uma condição que permita que seres espirituais mais elevados venham e ajudem. A prática indicada no capítulo seguinte (especialmente as fases 4 e 6) opera uma reorganização e um afastamento poderoso das sensações dos seus objetos de percepção. Isto cria um internalização das sensações astrais, muito favorável para o desenvolvimento das mesmas durante a noite.


13.5 Prática noturna e o corpo etérico


Vamos lidar agora com a relação entre o corpo etérico, camada de força de vida ou prana, e o corpo astral, camada de consciência mental e emoções.

Algumas pessoas tendem a imaginar o corpo etérico como uma camada que fica 1 ou 2 polegadas além dos limites do corpo físico. Tal camada pode ser vista de fato, mas este quadro é inexato. O etérico não está somente fora, mas também dentro dos tecidos do corpo físico. Imagine uma esponja (o corpo físico) penetrada com água (o corpo etérico). Além de ter uma camada de água ao redor, a esponja também retém água dentro dela. Algo semelhante pode ser observado com o corpo astral, em outro nível. O corpo astral penetra o corpo etérico, e se estende além do mesmo.

Mas nem sempre o corpo astral penetra o etérico com a mesma intensidade. Às vezes a mão está completamente na luva, às vezes só meio dentro. Ou outro exemplo: imagine uma névoa (o corpo astral), e um vale (o corpo etérico). Às vezes a névoa está condensada no vale como uma névoa espessa - isso é quando você está completamente desperto. Às vezes a névoa está flutuando em cima do vale como uma nuvem - isso é quando você está dormindo e sonhando e/ou fazendo uma viagem astral. Algumas fases intermediárias podem ser observadas entre este dois extremos. Claro que isto é apenas uma metáfora e não deve ser levado ao pé da letra.

Quais são as conseqüências para os corpos etérico e físico quando o corpo astral se aproxima mais ou vai embora? Olhemos primeiro para o corpo físico. A ação geral do corpo astral é contrair tudo. Pegue uma emoção forte, como raiva ou medo. Uma onda desorganizada surge no corpo astral, e você começa a se sentir irritado ou ansioso. Imediatamente uma reação de tensão em cadeia é gerada no corpo físico. Suas pálpebras contraem, há tensão em seu plexo solar e em seus músculos abdominais, seu coração começa a bater (o que significa contrair) mais depressa, e assim por diante. Quanto mais o corpo astral agarra o corpo físico, mais o segundo fica contraído e espasmódico.

Por outro lado, o que acontece ao corpo físico quando o corpo astral se afasta, como acontece durante o sono ou estados profundos de relaxamento? O corpo físico relaxa, libera a tensão.

E como o corpo etérico reage quando o corpo astral se move para dentro ou para fora do complexo inferior (CF+CE)? Quando o corpo astral está mais infiltrado no complexo inferior, e portanto no corpo etérico, um processo de contração acontece no nível etérico e físico. O corpo etérico é compactado, comprimido, fica mais denso, mais “opaco” e fechado a influências externas.

Por outro lado, quando o corpo astral se afasta do complexo inferior, e portanto do corpo etérico, o oposto pode ser observado. O corpo etérico se expande.

Se torna mais esparramado, diluído e aberto. Isto é mais que um simples relaxamento porque a matéria etérica está longe de ser tão inflexível quanto a física; sendo muito mais maleável e fluida. O que acontece é uma real dilatação, o corpo etérico se incha quando o astral se afasta. O corpo etérico não se sente tão denso. Você pode sentir os limites de sua própria energia se estendendo muito além de quando o corpo astral está presente.

Assim, às vezes o corpo etérico está fechado e compactado, às vezes dilatado e mais permeável, dependendo se o corpo astral estiver próximo ou longe. Nos capítulos 18 e 20 veremos como um domínio consciente deste equilíbrio pode ser usado para proteger suas energias. Há um certo modo de se estar completamente presente que impacta o corpo astral no etérico, protegendo-o contra influências negativas. Dá a sensação de que a aura está fechada e impermeável.

Mas nenhuma estrutura viva pode florescer se permanecer contraída o tempo todo. Para manter a saúde do etérico, tem que haver períodos em que ele possa relaxar completamente e se expandir. Quanto mais o aperto do corpo astral é aliviado, mais o corpo etérico fica livre. A tensão da vida moderna tende a gerar uma condição espasmódica na qual o corpo astral nunca deixa realmente de agarrar o etérico. No final das contas, isto cria um esgotamento e uma exaustão da camada etérica. A prática noturna permite que você alcance um grau de relaxamento etérico muito superior ao sono habitual.

O estado perfeito do relaxamento etérico é bem parecido ao que um bebê experimenta naturalmente. Por que um bebê dorme todo o tempo? Porque seu corpo astral quase não aterrissou no planeta. O corpo astral do bebê está flutuando acima, e só encarna de vez em quando no etérico. Então o etérico do bebê está completamente aberto e em um estado de relaxamento absoluto.

Isto também significa que você deve tomar muito cuidado com seu bebê, porque esta abertura o torna muito vulnerável ao meio ambiente. O bebê “respira através de sua pele” todo a influência do mundo ao redor. Alguns pais levam seus bebês a festas e acham que que está tudo bem porque o bebê continua dormindo mesmo no meio do ruído e da agitação. Este é um grande engano. As vibrações desorganizadas do ambiente fluem na criança e criam uma perturbação muito maior do que os pais podem supor.

Através da prática noturna, você aprende a alcançar o clímax de relaxamento do bebê, não só do corpo físico mas também do etérico, ao qual é dado um tempo de total abertura e expansão. Isso é porque a prática noturna permite que você se recupere muito mais depressa do que com um cochilo normal. Um estilo de vida que nunca permite uma total abertura e expansão do corpo etérico, como é o caso da maioria das pessoas no momento, gera uma aceleração no processo de envelhecimento e esgotamento.

Porém, a abertura também implica em certas precauções devam ser tomadas durante a prática noturna. Por exemplo: não é apropriado entrar em um estado de relaxamento profundo no saguão de uma rodoviária lotada. É provável que seu corpo etérico absorva todos os tipos de energias negativas, e pode levar semanas, se não mais, para que você se liberte delas.

Durante a prática noturna seu corpo etérico abre significativamente mais do que durante a meditação. A meditação é praticada em posição sentada, e devido ao fato de operar no estado desperto, retém um controle muito maior sobre os corpos físico e etérico. É possível, embora não necessariamente recomendado, meditar no meio de uma multidão, porque vários mecanismos de defesa são mantidos. Mas seria absurdo tentar fazer uma prática noturna no meio de uma multidão, assim como é uma loucura levar um bebê a uma demonstração. Mesmo durante um cochilo ou durante o sono mais inconsciente, seu etérico permanece muito mais fechado e impermeável do que durante a prática noturna.

Disso tudo, podemos deduzir algumas recomendações relativas à prática noturna, cuja lógica é simples: quando seu corpo etérico estiver aberto, você deve estar em um ambiente quieto, limpo e protegido etéricamente.



Vamos revisar alguns dos fatores de “poluição etérica”.

  • Não é aconselhável realizar a prática noturna sobre uma linha telúrica. As linhas fazem um grade de energia etérica espessa que é tóxica para o corpo etérico humano. Seu etérico está mais aberto durante uma noite de sono normal do que quando você está acordado, portanto, as linhas telúricas são mais tóxicas durante o sono do que durante o dia. O etérico está ainda mais aberto durante a prática noturna, assim tenha certeza de que você não pratica a técnica sobre uma linha. Estude o Capítulo 12 e verifique as linhas de seu quarto!

  • Evite camas feitas de ferro ou que contenham ferro de alguma forma, colchões de mola, etc. Ferro tende a ampliar qualquer fator de poluição eletromagnética. Pela mesma razão, evite instalação elétrica e equipamento eletrônico nas redondezas de sua cama. Mantas elétricas devem ser descartadas, mesmo desligadas. Antes de dormir em uma cama de água, considere o fato de que não há nada melhor do que uma massa de água corrente ou parada para atrair entidades de todos os tipos. Tecnologia moderna às vezes conduz à desastres enérgicos.

  • Um geladeira pode ser bem tóxica para seu etérico, se você praticar a menos de cinco metros dela. Eu sugiro que você faça a seguinte experiência: Coloque um colchão em sua cozinha, a um ou dois metros da geladeira, e faça uma prática noturna. As geladeiras normalmente “dormem” durante algum tempo, e esse é entrecortado por momentos em que o aparato elétrico delas é ativado - quando elas começam a fazer um ruído. Se no momento em que a geladeira começar a fazer ruído, você estiver em um estado etéricamente relaxado, você sentirá uma espécie de chicotada em seu corpo etérico. É impossível não perceber: uma descarga súbita, dolorosa, extremamente tangível, e freqüentemente acompanhada pela percepção de um flash de cor. Tente! Não o ferirá se só fizer algumas vezes. Isto lhe permitirá meditar nas conexões que existem entre a camada etérica e a força eletromagnética. Há pontes diretas que conectam os dois, como mostrado por esta experiência, embora eles não sejam idênticos, uma vez que o campo eletromagnético pertence à esfera física, e o etérico está além desta. Uma experiência semelhante pode acontecer se dormir em um edifício cheio de ferro, como um arranha-céu, com aquecimento central. De vez em quando uma descarga de eletricidade estática passa pelos aquecedores, freqüentemente acompanhadas por um pequeno som abrupto. Naquele momento, se você estiver fazendo a prática noturna, você sentirá o mesmo tipo de chicotada em seu corpo etérico.

  • Não é aconselhável aplicar a prática noturna se estiver deitado muito perto de alguém (mesmo que seja um animal, ou plantas). A razão é óbvia: seu corpo etérico começa a se expandir. Se ele encontrar resistência etérica de outro ser vivo, o processo de expansão simplesmente parará, e seu etérico começará a retrair novamente, devido a um mecanismo de auto-proteção. Sua prática noturna permanecerá superficial, você não poderá mergulhar profundamente em um estado hiper-relaxado. Se você insistir e forçar a abertura, pode apanhar energias negativas não desejadas da outra pessoa, e pode ter sua própria quintessência de força vital levada embora.

Mais uma vez, lembre-se que durante a prática noturna seu corpo etérico se torna significativamente mais dilatado e aberto que durante o sono normal. Mesmo se você vive com alguém, compartilha uma cama e mantém relações sexuais com essa pessoa, é preferível manter um pouco de distância ao realizar a prática noturna. Não faz nenhuma diferença se o outro está praticando com você ou não.

Na prática, qual distância deve ser mantida? Uma distância de 1.5 metros (5 pés) está bom. Assim, se você estiver dividindo sua cama, o conselho é: deixe-a durante a prática e volte quando terminar. Isto também diminuirá suas chances de dormir no meio. Eu sugiro que durante a prática você tente sentir quão longe seu etérico se expande e descubra por si mesmo, como sempre, qual a distância adequada.

Porém, você verá que a presença de mais alguém praticando com você no quarto, uma vez que haja espaço suficiente para os dois, é bastante encorajador. A energia astral das duas pessoas combinada, ajuda a transpor a estagnação do inconsciente, tornando mais fácil de manter alguma consciência durante o sono. A viagem astral também é facilitada. Poderia ser que nas próximas décadas, uma nova forma de socialização apareça...

13.6 Prática noturna e estado de consciência no olho (1)


Há uma característica comum a todas as técnicas neste livro: a consciência mantida entre as sobrancelhas. Se você está meditando, vendo auras ou praticando radiestesia, você sempre mantém um foco no terceiro olho. Mas há uma exceção a esta regra: a prática noturna. Não é aconselhável produzir a vibração no olho ao praticar as técnicas de sono psíquico. E há algumas razões simples do porquê disso.

Ao praticar cirulação energética descrita no capítulo 4, você pode ter notado que ao despertar a vibração das mãos, automaticamente ocorre uma excitação da energia tanto no olho quanto por todo corpo. Isto tem um efeito de ancoragem, isto é, se você estiver se sentindo um pouco sonolento ou “flutuante”, isto te enraíza dentro de seu corpo físico e te acorda. O que cria isto, em termos de corpos sutis? O tipo forte de vibração gerada em seu olho ao esfregar suas mãos puxa o corpo astral para dentro do etérico. Este movimento do corpo astral é semelhante ao que acontece quando você acorda, como mostra a figura XIII.3a. Você fica mais ciente e pode sentir a força vital fluindo pelo seu corpo por toda parte.

Até certo ponto, algo semelhante acontece cada vez que você desperta uma forte vibração em seu olho, mesmo sem esfregar as mãos: o astral é puxado para o etérico. Mas você quer justamente o oposto! Você quer dormir, quer que o corpo astral se afaste dos corpos etérico e físico, para que esses dois fiquem quietos, e não vibrando por toda parte. Sendo assim, logicamente, você não deveria tentar estimular a vibração no olho durante a prática noturna. Se você o fizer, pode ficar agitado, e achar difícil pegar no sono.

Esta é uma razão comum que explica o porquê de algumas pessoas que seguem um caminho de meditação passam por períodos durante os quais não conseguem dormir à noite.

Elas podem não perceber, mas inconscientemente, nutrem a vibração no terceiro olho. É como um aperto em seus olhos, que, devido aos mecanismos acima mencionados, são mantidos despertos.

Você pode melhorar o sono destas pessoas significativamente, ajudando-os a ficarem cientes do que acontece, e conseguindo que eles liberem a vibração no olho. Um bom método é focar na coração. Um texto Sanskrito bem conhecido, o Brihad-Aranyaka-Upanishad (II.I.17-18) explica que para dormir tem que haver uma retirada de pranas (energias do etérico) e dos sentidos do coração. Uma suave consciência (nenhuma concentração!) no centro do coração, atrás do meio do tórax, favorecerá o ajuntamento certo dessas energias, induzindo o sono.


13.7 Uma possível experiência


Se você segue um treinamento sistemático para construir seus corpos sutis, pode acontecer de passar por uma fase na qual uma forte vibração é automática e permanentemente ligada em seu terceiro olho, dia e noite. Você nem mesmo faz isso de forma inconsciente, simplesmente acontece como uma parte natural do processo, e freqüentemente tem a ver com os guias que vertem energia em sua estrutura. Você sente seu olho com bastante intensidade, há muita vibração, e também pode haver muita luz. Às vezes tem tanta luz interna que parece que você está no meio do dia, embora esteja deitado em um quarto escuro no meio da noite. Pode ser que você não possa dormir porque a vibração no olho é muito intensa. Outro sintoma comum é que você precise se levantar algumas vezes para urinar, como conseqüência da descarga de energia astral em seu corpo físico.

Sempre que você estiver nesta situação, coloque suavemente o foco em seu coração. Ajudará. Mas basicamente, não há muito que possa fazer: o processo tem que seguir seu curso. Assim, se acontecer com você, não se preocupe, e seja paciente. Você tem que aceitar que não vai dormir cedo durante algum tempo. Desfrute da luz. De qualquer maneira, você perceberá freqüentemente que não estará cansado na manhã seguinte, mesmo que tenha dormido um sono normal por poucas horas, pois mesmo que esteja completamente acordado, você está no meio do caminho de uma forma de sono psíquico, e o corpo pode se recuperar até certo ponto. Além disso, freqüentemente acontece um efeito natural do tipo “anfetamina” (sem nenhuma droga, claro!) ao mesmo tempo que te dá muita energia extra. O processo pára por si só depois de certo tempo.

Quanto tempo dura a fase de despertar? Alguns dias, às vezes algumas semanas, mas raramente, alguns meses. Veja o lado positivo disso: fortes forças são implantadas em seu olho. Quanto mais intensa essa fase, mais poderosa sua visão se tornará. Note que esta fase de “insônia iluminada” não é compulsória. Muitas pessoas passam por seu desenvolvimento completo sem experimentar isto, o que pode ou não acontecer, dependendo da organização interna de cada um.

13.8 Prática noturna e estado de consciência no olho (2)


De tudo que foi dito até agora, não se deve entender que a consciência no terceiro olho tende a impactar o corpo astral no físico e etérico, prevenindo assim o sono. Apenas quando há uma vibração entre as sobrancelhas que isto acontece, não quando você sente o espaço púrpura.

Lembre-se do que foi descrito em relação à primeira técnica de meditação (seção 3.5). Quando vibração, formigamento ou pressão é sentida entre as sobrancelhas, isso indica que a parte etérica do olho é ativada. Em termos de corpos sutis, uma vibração forte entre as sobrancelhas indica que o corpo astral está mais compactado na parte etérica do olho, e no corpo etérico em geral.

Porém, quando você entra na percepção do espaço púrpura, o corpo astral é orientado para mundos astrais, não para os corpos etérico e físico, pois o espaço púrpura nada mais é do que uma camada dos espaços astrais.

O problema é que no princípio, quando você entra em seu olho, fica difícil dissociar a vibração, a luz e o espaço. Você tem um pouco de tudo: vibração, luz e espaço, todos ao mesmo tempo. Assim, na prática noturna é melhor evitar completamente o olho, porque intensificar a vibração vai no sentido oposto da direção natural do sono.

Mas quando você está mais avançado e capaz de buscar o espaço no olho conforme sua vontade, sem qualquer vibração, não há nenhuma razão para que você não esteja no olho durante a prática noturna.

13.9 Permita-se suficiente sono normal


Quando algumas pessoas ouvem falar de técnicas de relaxamento profundo, sono psíquico e outras do mesmo gênero, elas, às vezes, projetam uma aritmética estranha. Eles ouvem dizer que uma hora de sono psíquico pode lhes ajudar a recuperar três ou quatro horas de sono normal. Então elas pensam: "Uma hora de sono psíquico é igual a quatro horas de sono normal. Então eu terei três horas de sono psíquico todas as noites, e assim está ótimo. Economizarei muitas horas."

Estes cálculos são um engano! As pessoas que pensam que sono é um desperdício de tempo está perdendo todos os eventos astrais que normalmente acontecem no curso de uma noite completa.

Primeiro você precisaria se tornar um grande mestre em sono psíquico antes que seu corpo estivesse apto a se recuperar o suficiente só com três ou quatro horas por noite. E se esse fosse o caso, você ainda se beneficiaria de todas as experiências de maturação e viagem que acontecem durante a noite. O desejo para reduzir a quantia de sono vem de uma perspectiva muito materialista, e que não corresponde à realidade do processo de transformação.

Prática noturna deve ser entendida como um modo de fazer seu sono mais eficiente e iluminado, não substituído. Uma duração razoável de prática noturna está entre 30 e 60 minutos antes de dormir, com uma ou mais sessões durante o dia se assim desejar. Mas para permitir o processo de transformação e a construção de seus corpos sutis, seguindo o curso dos mesmos, mantenha suas horas normais de sono todas as noites.





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