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O Despertar da Visão Interior



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O Despertar da Visão Interior

‰ capitulo 9 ‰

Consciência


Nota: Ao longo deste livro, sempre que o termo “o olho” é mencionado, refere-se ao terceiro olho, e não aos dois olhos físicos.

9.1 Estado de Centro por vigilância no olho


Pegue outro objeto e comece a olhá-lo. Ao mesmo tempo, permaneça atento da vibração entre as sobrancelhas. Outra descoberta é que sua mente tende a se aquietar. Mais uma vez, você não está tentando fazer sua mente silenciosa, mesmo porque é inútil tentar alcançar silêncio interno lutando contra a mente. Assim, não tente nada, não faça nada, apenas mantenha alguma consciência da vibração no olho. E como um subproduto, você achará que sua mente está mais quieta que o habitual.

Como isto acontece? Uma vez estando no olho, você já está um pouco fora de sua mente. Lembre-se do exercício de contacto visual que fizemos na seção 5.9. Nós estávamos observando a camada de consciência mental ordinária, chamada de manas em Sanskrito. Esta manas-mente, feita de agarrar e condicionar, é a fachada, o que vai falar em sua cabeça todo o tempo. E o terceiro olho é o portão que o conduz para fora disto. De forma que, cada vez que você entra em seu olho, você dá o primeiro passo para estar fora da mente, e então tudo se tranquiliza.

Repita esta prática (9.1) inúmeras vezes. Escolha alguns objetos ao seu redor e gaste algum tempo olhando cada um deles. Cada vez, há o objeto, há você, e há a consciência da vibração/formigamento/pressão entre as sobrancelhas. Mantenha seus olhos abertos, pisque o menos possível. Continue respirando com a fricção na garganta. Observe sua própria consciência e veja como difere de quando não há nenhum foco no olho.

9.2 Alquimia interna


O estado de centro e quietude que surgem de estar no olho ilustram a natureza da alquimia interna. O olho é a estrutura, o estado de centro é uma de suas funções. Ative a estrutura e a função será realizada. Em vez de tentar lutar mentalmente contra sua mente para alcançar tranqüilidade interna, você constrói uma nova estrutura: o terceiro olho. E então, você tem só que “ligar” a estrutura para que a função, o estado de quietude, seja ativada.

Vamos pegar outro exemplo: meditação. Você pode ter chegado a um estado muito elevado de meditação uma ou algumas vezes em sua vida, por exemplo quando se retira de suas atividades diárias e medita durante alguns dias ou semanas. Entretanto, ao voltar a trabalhar e retomar sua vida habitual, o estado elevado de consciência enfraquece gradualmente você é pego de novo em sua rotina diária de pensamentos.

A resposta dada pela alquimia interna é: não lute para reter a experiência. Você não pode mantê-la porque está faltando o órgão exato, a estrutura de energia que lhe permitiria se estabilizar em um estado mais alto de consciência. Você precisa gerar tal estrutura. Comece por tecer o corpo de imortalidade. Abra o canal central de energia, no meio do corpo. Construa o centro coronário, no topo da cabeça.

Estamos agora na fase de edificar o terceiro olho, como um primeiro passo na realização do corpo de imortalidade.


9.3 Permanência no olho


Os caminhos espirituais são muitos e variados, e assim são suas técnicas. Eles o convidam a olhar o mundo e a você de ângulos diferentes. Mas há alguns pontos comuns à maioria deles. O tema central que pode ser achado em quase todos os métodos de auto-transformação é a necessidade de manter uma consciência interna permanente.

Mestres indianos gostam de fazer com que seus discípulos ponderem sobre o que é que distingue um sábio iluminado de qualquer outro ser humano. O último pode ser mais inteligente, mais educado, mais bonito que o sábio. Ele pode ter todos os tipos de habilidades que o sábio não tem. Mas há uma característica fundamental que faz toda a diferença entre os dois: o sábio é permanentemente ciente e o outro não. O sábio explodiu em um espaço de consciência na qual a consciência interna é espontânea. A mente do outro se apega em pensamentos incessantes, percepções e emoções que obscurecem a percepção do próprio Self.

Para sustentar esta consciência, todos os tipos de métodos foram projetados por gerações de inventores espirituais. Alguns usam um mantra, uma sucessão de sons dotados de poder, e o repete por dentro a todo momento! Como o grande iogue Ramdass, por exemplo, que alcançou sua iluminação repetindo o mantra “Om Ram” sem parar durante vinte anos. Podem ser achadas práticas equivalentes no misticismo Cristão, na repetição constante de certas orações. O método pode ser muito poderoso, embora não seja adequado, necessariamente, a todo mundo: a repetição constante de uma sucessão de sons é mais um modo dentre muitos.

O problema é achar um método que se ajuste à sua energia, e aderir a ele. Eu sugiro que você se pergunte: qual é minha varinha mágica, isto é, qual é o mecanismo que estou usando para permanecer atento todo o tempo? E funciona? Se você quer seu desenvolvimento espiritual, então esta pergunta é vital, contanto que a resposta para a segunda pergunta não seja não, do contrário, você não é nem mesmo um candidato a estados mais elevados de consciência e iniciação.

Note que a técnica que é certa para você, nem sempre é aquela da qual gosta no princípio. O sucesso na prática espiritual vem de persistir. Se você estudar as vidas dos mestres iluminados, você descobrirá que freqüentemente, quando eles começaram seus caminhos, eles não entendiam nada do que estavam fazendo. A técnica que lhes havia sido dada, pela qual passavam para alcançar a iluminação mais tarde, parecia a eles árida, improdutiva e estranha. Dessa forma, por que eles se tornaram mestres enquanto muitos outros não chegaram a lugar nenhum? Eles persistiram, persistiram, persistiram... até o ponto em que a persistência ficou mais importante que a própria técnica, e acabou conduzindo a uma conquista fenomenal.

Assim, esta é a primeira extensão de sua busca espiritual em suas atividades diárias. Agora, cada vez que você caminha, pode ser um buscador. Você ou pode vagar sem qualquer consciência, tragado por seus pensamentos, ou pode estar totalmente na vibração entre as sobrancelhas.

O objetivo é estender sua consciência cada vez mais para suas atividades, até que você alcance um constante foco no olho. Em determinada fase, esta percepção no meio das sombrancelhas se tornará automática e sem esforço. Será integrada em todas suas ações. Então você se torna um candidato para a iniciação.

Pense em todos os monges que gastam suas vidas em um monastério com nada mais a fazer que rezar ou meditar de manhã até a noite. Só uma pequena porcentagem deles alcançará a iluminação que buscam. Como você poderia esperar ter uma chance, meditando apenas 20 minutos, duas vezes ao dia, e sendo pego no tumulto da vida moderna o resto do tempo?

A resposta está em estender sua consciência para toda situação de sua vida diária. Comece usando o mundo para se tornar mais consciente. Então o mundo se torna seu professor em vez de seu adversário. As circunstâncias mais insignificantes se transformam em oportunidades bonitas para testar e aumentar seu estado de centro e sua vigilância; porque é muito possível dormir em um monastério, se retirar em uma vida interna desconectada, que evita assuntos chaves e não conduz a lugar nenhum. Ao passo que se você aceita encarar o mundo, então o mundo terá certeza que você encara a si mesmo.

Agora, por favor, não transforme estar no olho num processo doloroso –divirta-se! As técnicas Clairvision foram projetadas para você brincar com elas. Pode haver um modo tolo em sua cabeça de manter a permanência todo o dia, apenas lembrando do seu propósito de vigilância de tempos em tempos e ficando bravo consigo mesmo por deixar sua mente vagar. Em vez de ser tragado por suas rotinas diárias e só se lembrar de vez em quando do foco no olho, sugiro que no princípio, você se comprometa a executar certas ações com uma consciência total entre as sobrancelhas.

Por exemplo, lave a louça 100% no olho. Se você puser tudo de você nisto, depois de algumas vezes ficará automático: cada vez que você começa a lavar, a presença no olho virá por si só. Provavelmente, você notará que lavar louça pode se tornar uma atividade muito refrescante se você usar um fluxo de água corrente, liberando suas tensões e energias negativas, conforme lava os pratos (técnica 4.12).

Vida no olho: dicas, truques e armadilhas


  • Uma boa idéia e deixar alguns recados espalhados para você se lembrar de se manter centrado: cada vez que você vê as “lembranças”, você volta para seu foco. Por exemplo, amarre uma tira ao redor do seu pulso, ou cole pequenos pedaços de papel em locais chaves em suas paredes. Ou escreva uma nota em seu espelho, pinte uma cor diferente em uma de suas unhas...



Portas e portões têm uma forte ressonância simbólica. Uma prática poderosa é se lembrar de sua aspiração espiritual cada vez que você cruza uma entrada.

  • Outro método poderoso é adquirir um relógio com uma contagem regressiva e fazê-lo soar, digamos, a cada sete minutos. Cada vez que você ouve o sinal, foca novamente sua consciência na vibração entre as sobrancelhas e respira com a fricção na garganta durante dez ou quinze segundos. Sete é um bom número para auto-transformação. De fato, o que é importante não é a duração do intervalo mas o fato que o sinal e a prática são repetidos com regularidade extrema. Isto dá uma sensação de ritmo ao corpo astral e imprime profundamente em você o hábito de estar no olho.

  • Agora vamos tentar algo. Feche seus olhos, comece a respirar com a fricção, edifique uma forte vibração entre as sobrancelhas durante 1 ou 2 minutos. Então abra seus olhos, mantenha o foco o mais apertado que puder entre as sobrancelhas, e se olhe no espelho.

Obviamente seus amigos e parentes acharão um tanto confrontante se você se dirigisse a eles com uma cara assim! Então, o que fazer? Primeiramente, sempre que você estiver falando com alguém, pratique estar no olho e no coração (técnica 5.13), de forma que a intensidade de seu olho será temperada pela abertura e suavidade de seu coração.

Em segundo lugar, quando, por prática, você se estabelecer melhor em seu olho, os intensos semi-franzidos entre as sobrancelhas do começo desaparecerão e você parecerá bem normal. Enquanto isso, tente lidar com o fato diplomaticamente.


9.4 A colheita da permanência


Vamos revisar e tentar entender os benefícios que resultam de manter a consciência permanente no olho.

  • Consciência

Estado de Centro

Uma consciência além da mente discursiva

A razão é óbvia. O verdadeiro objetivo é a consciência do Self, e não só autoconsciência! Manas, a camada de consciência mental ordinária, que fala em sua cabeça todo o tempo, é o principal véu entre você e o Self. Dessa forma, o propósito é emergir fora da manas-mente para o Self, e não consentir que a manas-mente imite uma consciência mais elevada somando pensamentos após pensamentos.

Assim, é quando você começa a observar a mente de fora da mente que sua consciência se torna recompensada espiritualmente. E essa é a razão pela qual pode ser tão valioso trabalhar uma abertura de percepção: quando alcançada de acordo com nossos princípios, a abertura te permite sair da manas-mente. O ponto principal não é tanto ver auras e mundos não-físicos, mas ver “de fora da mente”. Então você começa a existir fora da gaiola.

Agora você pode entender melhor porque constantemente foi repetido neste livro que a essência não repousa naquilo que você vê, mas no fato de ver. Em termos de desenvolvimento espiritual, o conteúdo das visões é secundário comparado ao rompante fora da camada de consciência mental habitual. As pessoas que gastam muita energia tentando analisar o significado simbólico de suas visões perdem este ponto completamente.


  • Construindo o olho

Persistência neste trabalho também nutre várias mudanças fisiológicas nos nervos e glândulas que estão relacionadas ao terceiro olho. O terceiro olho não é físico, é um órgão de energia. Pertence principalmente aos corpos etérico e astrais, mas algumas estruturas físicas são conectadas em suas redondezas, e sofrem uma transformação profunda conforme o despertar acontece: a glândula pituitária, por exemplo, e mais recentemente, a glândula pineal. Estas duas, invariavelmente, são mencionadas por ocultistas de todos os tipos quando discutem o terceiro olho. Porém, uma investigação clarividente detalhada também revela mudanças significantes em outras estruturas, como a lâmina crivada do etmóide, por onde passam os nervos olfativos (por onde os nervos da mucosa nasal alcançam o cérebro), o quiasma ótico, o seio frontal, os canais nasais do esfenóide, e os ventrículos do cérebro (cavidades cheias de líquido dentro do cérebro).

Em outras palavras, você é permanentemente inundado com impressões não processadas: imagens, sons, cheiros e assim por diante. Estas correm para sua consciência e criam muito mais dano do que você pensa. Por analogia, é como se os nutrientes que você come fossem enviados diretamente aos órgãos e tecidos de seu corpo sem terem sido processados pela digestão. Se esse fosse o caso, seu corpo físico perderia sua identidade, se tornaria por demais “como se vê”, e isso é exatamente o que acontece com sua consciência. Ela perde sua auto-identidade. O Self já não pode ser discernido no meio deste maremoto de impressões externas.

Quero insistir neste fato, porque parece essencial quando se observa a economia da consciência clarividentemente. Do mesmo modo que seu corpo físico é feito daquilo que você come, todas as impressões sensóriais contribuem para tecer sua camada de consciência mental. E na situação atual, uma espessa nuvem de matéria bruta astral está sendo permanentemente gerada em você, dia após dia, ocultando o Self.

O que acontece quando você permanece consciente em seu terceiro olho? São recebidas as impressões que vêm do mundo externo primeiro no terceiro olho em vez de correr diretamente para sua mente. Lembre-se dos exercícios sobre estado de centro no começo deste capítulo, onde você olha um objeto e permanece ciente entre as sobrancelhas. Automaticamente, é como se você estivesse olhando do terceiro olho, significando que as impressões visuais alcançam seu terceiro olho primeiro. Então, o que acontece? O terceiro olho “digere” estas impressões, filtrando-as e processando-as.

Entender e utilizar este princípio é suficiente em si mesmo para mudar um destino. O que se vê ao observar a mente clarividentemente? Os pensamentos da mente não são entidades abstratas, eles são feitos de uma certa substância. Claro que, esta substância não é física, apesar de existir como matéria, em um certo nível. E a qualidade de sua substância mental determina a qualidade de seus pensamentos. Pensamentos espirituais, ou mesmo apenas pensamentos inteligentes, simplesmente não podem crescer ou serem recebidos se a substância mental é bruta e pobre. Se você quer seu desenvolvimento espiritual, sugiro que pondere sobre este ponto.


Prática 9.5


Você pode se sentar ou ficar em pé, mas certifique-se de que suas costas estão retas.

Fique ciente entre as sobrancelhas. (Logicamente, depois de ler este capítulo já deveria estar entre as sobrancelhas!) Fique imóvel. Evite piscar e movimentar seus globos oculares.



  • Imagens

Olhe um objeto ao seu redor. Olhe do olho. Receba o objeto no olho, entre as sobrancelhas. Tente pôr em prática o efeito de filtro que acabamos de discutir. Tente sentir o “peso” das imagens em seu terceiro olho, como se as imagens estivessem pressionando entre suas sobrancelhas. Tenha certeza de que nenhuma impressão visual se desvie do olho. Fique ciente do processo de todas as imagens físicas pelo terceiro olho.

Então abandone qualquer consciência do olho. Afrouxe seu foco. Comece a olhar os objetos do modo mental habitual... e veja a diferença. Você pode perceber que as vibrações que sua cabeça alcançam são menos sutis?



  • Sons

Utilize o mesmo método para sons. Coloque uma música e primeiro passe um minuto escutando-a sem qualquer consciência particular, e sem foco no olho. Tente apreciar a qualidade de vibração na qual é levado.

  • Cheiros

Agora pratique com algo que estimula a sensação de cheiro. Primeiro cheire a substância sem qualquer consciência particular. Então receba o cheiro de entre as sobrancelhas: cheire do olho. Como o primeiro difere daquele que é filtrado pelo olho?

  • Gosto

Comece a comer uma comida sem qualquer consciência particular. Então, depois de alguns minutos, comece a provar a comida do olho. Nesta instância, a diferença na qualidade de vibração será especialmente surpreendente.

Então pratique mais seletivamente com gostos e comidas diferentes. Observe e compare a ação dos gostos doce, salgado, ácido e outros em seu olho, um após outro.

Uma descoberta principal será que uma vez no olho, você não aprecia necessariamente as mesmas comidas de quando come sem consciência.

Prática 9.6


Pratique andando na rua com um total foco no olho. Tenha certeza que qualquer imagem, som, ou cheiro é recebido de seu olho. Depois de alguns minutos deixe sua consciência de lado. Receba tudo, sem qualquer foco em seu olho, mentalmente. Compare a qualidade das vibrações dentro de você.

Prática 9.7


O que é exatamente isso que o penetra quando você percebe uma imagem, um som, um cheiro...? Que tipo de vibração é recebida? Que tipo de substância sutil é adicionada ao seu ser?

Repita a prática 9.5, mas desta vez ponha toda a ênfase naquele que percebe – você. Olhe um objeto sem manter qualquer foco particular no olho. O objeto tem certas qualidades e também há uma certa qualidade de vibração dentro de sua cabeça.

O que é isso que se adiciona à sua própria vibração quando você recebe a imagem do objeto? O que muda em sua cabeça ou em outro lugar, a nível energético?

Agora fique cada vez mais no olho. Existem diferentes níveis no que diz respeito a estar no olho. Você pode estar 10% no olho, ou 40% no olho... e se persistir em sua prática, um dia você poderá estar 100% no olho.

Comece estando apenas um pouco no olho, digamos 5%. Veja a diferença na vibração que é recebida do objeto, comparado quando nenhuma consciência particular é mantida no olho. Aumente progressivamente e se torne 10% ciente no olho, então 20%, e assim por diante. Cada vez, observe a vibração para a qual é levado enquanto olha o objeto. Então faça o mesmo com o máximo de consciência possível. Tente sentir como a impressão visual o afeta. O que é somado à sua energia enquanto percebe? Você pode sentir a quantidade sensorial que entra como matéria astral?

Vá de um objeto para outro e repita gradativamente o processo de observação com níveis crescentes de consciência centrada no olho.

Então coloque um pouco de música e repita o processo, desta vez com sons.

O mesmo exercício pode ser aplicado com o paladar.


9.8 Teste


Escolha o lugar mais movimentado de uma cidade grande. Tente ficar lá por uma meia hora com total consciência no olho. Tenha certeza de que nenhuma percepção chega sem ter sido processado por seu olho. Filtre essas percepções das quais normalmente permanece desavisado, mas que são registradas inconscientemente.

Quão longe você pode manter sua integridade?

Repita o teste de tempos em tempos para medir seu progresso.

9.9 Intermezzo: Mudanças na visão


Pratique olhando as árvores e flores enquanto está no olho. Sente-se confortavelmente em algum lugar, mas não necessariamente em uma postura de meditação. Apenas fique relaxado. Reconecte com o olho, entre as sobrancelhas. Mantenha seus olhos abertos. É melhor não se mover muito, mas você não tem que adotar um postura de estátua - como nas práticas de contacto visual.

1) consciência no olho

2) consciência do fato de ver, ou estado de visão. Se estado de visão ainda é um problema, apenas sinta a imagem em vez de olhá-la.

3) sentindo do coração

Você notará que enquanto está focado no olho, sua percepção da vegetação muda ligeiramente. Uma diferença inicial é que sua percepção é mais global: ela cerca mais o que está localizado na periferia da imagem. Ao invés de selecionar uma parte e inconscientemente focar nela, você permanece ciente de todo o quadro.

Outra diferença notável é que a imagem parece ser mais “viva”. As cores são mais vívidas, como se dotadas de uma intensidade e uma vitalidade própria. As cores falam à sua alma, elas comunicam suas qualidades. Definitivamente, há uma sensação de estado vivente que penetra o quadro inteiro. Sua visão física é, de repente, grandemente embelezada: é como se você estivesse redescobrindo o mundo! E tudo que você tem a fazer para alcançar esta outra visão é sair um pouco da camada da mente na qual foi condicionado a operar. Lembre-se que assim que você entra no olho, já está meio caminho andado para fora da mente.

Quando reexperimentando episódios de vidas passadas através de técnicas de regressão e clarividência, a pessoa vem a perceber que até pouco tempo, a maioria dos seres humanos via o mundo por esta visão mais bonita e viva. A “decaída” do campo de consciência parece ter acontecido a partir do século XIX, contemporâneo com a revolução industrial e a explosão de descobertas científicas. Pode ser relacionado ao que Rudolf Steiner chamou de a vinda de influências Ahrimânicas na consciência humana.

Eu sugiro que você pense sobre ir passear na natureza e se reconectar com esta visão viva quando estiver preocupado ou agitado. É um modo gentil de pacificar muitos conflitos da mente sem lutar, mas atraindo a beleza do mundo, como é vista da não-mente.


9.10 A consciência olho-coração


A consciência olho-coração é um desenvolvimento adicional do foco no terceiro olho. Uma vez que tenha se familiarizado com viver no olho, não é tão difícil adicionar a sensação de seu coração ao mesmo tempo. A força penetra mais profundamente. Sua consciência é ancorada, fundamentada no coração, e uma nova paleta de percepções e sentimentos surge porque uma fase mais elevada de integração é alcançada.

O que pode ser visto clarividentemente na aura de alguém que tenha estabelecido uma consciência permanente no olho e no coração? Fluxos de vibração e luz começam a fluir entre o coração e alguns centros de energia localizados ao redor das glândulas pituitárias e pineal. Uma nova comunicação é estabelecida entre o coração e a cabeça. São ativados alguns novos canais do corpo de energia.

O estado de consciência que sai deste foco duplo também é bastante diferente. A diferença principal é que a consciência no coração te permite adquirir um maior contato com o seu Self, ou Self Superior. Seu Self recebe cada vez mais suas percepções em vez de estar desconectado de sua existência consciente. Uma nova forma de pensamento surge de seu foco permanente no olho. E você pode conectar este novo pensamento com a presença do Self no coração.

9.11 Quando começar?


Quando você deve deixar de lado o foco exclusivo no olho e começar o duplo foco olho-coração? Não muito cedo. Claro que depende quanto você se dedica à prática. Mas mesmo assim, leva de um a dois anos de consciência permanente para que a transformação alquímica de seu terceiro olho esteja completamente engajada. Seria um grande erro deixar de trabalhar com ardor cedo demais e desviar sua atenção. Mesmo se você se considera avançado, eu recomendo que você gaste um número suficiente de meses com o foco único no olho.

Uma vez que você tenha entrado na consciência olho-coração, ainda é fortemente recomendado que gaste um ou dois dias da semana apenas ciente no olho para reforçá-lo.

Porém, há exceções a estas regras. Devido à própria organização, isto é, ao trabalho de auto-transformação alcançado em vidas anteriores, certas pessoas deveriam focar mais no coração do que no olho desde o princípio do trabalho. Por exemplo, algumas pessoas tendem a serem projetadas em fogos de artifício de percepção sutil assim que entram em contato com seus terceiros olhos. É como se elas se esparramassem no espaço astral. Elas vêem os seres não-físicos em todos os lugares. Elas se fundem a mundos espirituais e tendem a perder a própria auto-referência. Neste caso, é no centro do coração que a consciência deve ser estabilizada. Cada vez que tal experiência surge, deve ser enfatizada a manutenção da sensação do Self da pessoa, e o desenvolvimento da auto-referência através do sentimento da própria presença no coração. Os exercícios de ancoragem à terra descritos nos capítulos de proteção também serão úteis.





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