Terapia nutricional em pediatria cuidados de enfermagem



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TERAPIA NUTRICIONAL EM PEDIATRIA

CUIDADOS DE ENFERMAGEM



Dezembro de 2003



Grupo de Apoio Nutricional

Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional

(GAN / EMTN – HC)

Serviço de Enfermagem Pediátrica

HOSPITAL DAS CLÍNICAS

ELABORAÇÃO

Elisabeth Dreyer
Enfermeira, Mestre em Ciências pela Universidade de Montreal, Canadá

Enfermeira do Grupo de Apoio Nutricional (GAN / EMTN - HC)



Cláudia Regina Comparini Ferraz
Enfermeira da Unidade de Terapia Intensiva

Serviço de Enfermagem Pediátrica



AGRADECIMENTOS

Ao médico Roberto J. Negrão Nogueira e às nutricionistas Salete Brito e Márcia Regina Banin pelas valiosas sugestões que facilitaram a elaboração deste manual.


Às enfermeiras Isabel Costa Melo, Ana Paula S. C. Possa, Valéria do Amaral Silveira, Roseli Higa e Sônia R. P. Evangelista Dantes pela colaboração na revisão deste protocolo.
Este protocolo deve permanecer a disposição da equipe para consultas nas enfermarias, de acordo com a portaria SVS/MS No 272/1998 e a resolução RCD No 63/2000 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Este manual está disponível no site do GAN-EMTN-HC (www.hc.unicamp.br/servicos/gan)
Dezembro de 2003

ÍNDICE



APRESENTAÇÃO 3

CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA NUTRIÇÃO ENTERAL (NE) 4

1.Preparo e orientação do cliente e família 4

2.Cuidados com a via de administração 4

3.Administração da NE 6

4.Monitorização do cliente em NE 9

CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA NUTRIÇÃO PARENTERAL (NP) 12

1.Cuidados com a via de administração 12

2.Infusão da NP 13

3.Monitorização e assistência ao cliente em NP 14

BIBLIOGRAFIA 16

Anexo I - Introdução de sonda para nutrição enteral em pediatria 18

Anexo II - Padronização das fórmulas de NE para a pediatria 21

Anexo III - Mapas de fracionamento e distribuição da NE na pediatria 23

Anexo IV - Técnica de curativo do cateter 23

Anexo V - Compatibilidade Drogas/Nutrição Parenteral 25

APRESENTAÇÃO


A terapia nutricional constitui um aspecto fundamental da assistência à criança doente pois a ocorrência de desnutrição durante o período de hospitalização ou durante o tratamento domiciliar prejudica sua recuperação. Além disso, a carência de nutrientes pode levar ao retardo de crescimento da criança.

A nutrição enteral e a nutrição parenteral são regulamentadas respectivamente pela Resolução RCD No 63/2000 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e pela Portaria SVS/MS No 272/1998 do Ministério da Saúde, que fixam os requisitos mínimos, estabelecem as boas práticas e definem a obrigatoriedade de uma equipe multidisciplinar de terapia nutricional (EMTN). A Resolução COFEN No 277/2003 estabelece os recursos humanos e técnicos necessários ao controle efetivo da administração da nutrição parenteral e enteral, determina normas de procedimentos a serem seguidos pelas equipes de enfermagem e revoga a Resolução COFEN No 162/1993.

O GAN constitui a EMTN do Hospital das Clínicas (HC) e tem por principais funções:

- criar mecanismos para triagem e vigilância nutricionais,

- avaliar e acompanhar pacientes em terapia nutricional,

- estabelecer protocolos, diretrizes e procedimentos,

- documentar os resultados da avaliação da terapia nutricional,

- capacitar os profissionais envolvidos na terapia nutricional,

- desenvolver atividades de garantia de qualidade.

A equipe de enfermagem deve estar atualizada e treinada para prestar, dentro da equipe multidisciplinar, assistência sistematizada durante todo o processo de terapia nutricional. Este roteiro foi elaborado com o objetivo de padronizar os cuidados de enfermagem na nutrição enteral e parenteral, conforme exigências da Resolução RCD No 63/2000 e da Portaria SVS/MS No 272/1998.

A padronização direciona os cuidados objetivando a segurança dos procedimentos e a qualidade da assistência, sem perder de vista o controle dos custos, evitando desperdícios. Não pretende substituir a prescrição de enfermagem individualizada, pois cada cliente tem suas necessidades próprias e requer uma assistência individualizada.




Ocorrências e reações adversas relacionadas à nutrição enteral e à nutrição parenteral, bem como aos insumos utilizados para estas terapias, devem ser registradas no livro de ocorrências do serviço pelo enfermeiro responsável pelo paciente, comunicadas ao médico responsável e notificadas ao GAN / EMTN - HC.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA NUTRIÇÃO ENTERAL (NE)


Segundo a Resolução RCD No 63/2000, “o enfermeiro é responsável pela administração da NE e prescrição dos cuidados de enfermagem em nível hospitalar, ambulatorial e domiciliar” (parágrafo 5.6.1).

  1. Preparo e orientação do cliente e família


O cliente e a família devem ser orientados quanto à terapia, seus riscos e benefícios. A equipe de enfermagem desenvolve um papel importante fornecendo suporte emocional direcionado a minimizar receios e apreensões, bem como favorecer a participação do cliente e da família.



  • Pacientes ambulatoriais ou que terão alta com nutrição enteral e seus responsáveis deverão receber orientação nutricional e de enfermagem verbalmente e por escrito.






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