Tecido adiposo comum, amarelo



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Capítulo 6

Tecido Adiposo
O tecido adiposo é um tipo especial de conjuntivo em que há predominância de células adiposas (adipócitos). A maioria dessas células se agrupam no tecido adiposo espalhado pelo corpo, que corresponde a 20-25% do peso corporal da mulher e 15-20% do peso do homem.

É o maior depósito de energia, sob a forma de triglicerídeos, do corpo (células hepáticas e músculos esqueléticos acumulam energia sob a forma de glicogênio), que serve para fornecer energia entre as refeições. Triglicerídeos (9,3 kcal/g) são mais eficientes que glicogênio (4,1 kcal/g) e são influenciados por estímulos nervosos e hormonais.

Além disso, modela a superfície corporal (diferença de contorno entre homem e mulher), forma coxins absorventes de choques (planta dos pés e palma das mãos), é isolante térmico (gordura é mau condutor), preenche espaço entre outro tecidos e auxilia a manter órgãos em posições normais.

Tecido adiposo, com diferenças estruturais, fisiológicas, patológicas, e de distribuição, pode ser:



  • Tecido adiposo comum, amarelo ou unilocular: células contém apenas uma gotícula de gordura, que ocupa quase todo o citoplasma;

  • Tecido adiposo pardo ou multilocular: numerosas gotículas lipídicas e muitas mitocôndrias.


O tecido adiposo unilocular apresenta-se distribuído no corpo humano de acordo com o biótipo, sexo e idade, e constitui reserva de energia e proteção contra o frio
O tecido unilocular é branco ou amarelo escuro, dependendo da dieta (acúmulo de carotenóides na gordura). É quase a totalidade do adiposo presente no homem adulto.

Distribui-se por todo o corpo e localização depende do sexo e da idade.

Forma o panículo adiposo: camada disposta sob a pele, de espessura uniforme por todo o corpo do recém-nascido. Com a idade, tende a desaparecer de certas áreas. A disposição é regulada por hormônios sexuais e adrenocorticais.

Quando isoladas, as células são esféricas; pela compressão recíproca, no tecido, tornam-se poliédricas.

As gotículas são desprovidas de membrana envolvente, mas são envoltas por rede de filamento intermediários. Cada célula é envolvida por uma lâmina basal e há numerosas vesículas de pinocitose na membrana plasmática.

Esse tecido apresenta septos do conjuntivo, com vasos e nervos. Daí partem fibras reticulares que vão sustentar os adipócitos.

A vascularização desse tecido é muito abundante (pouco citoplasma funcionante).

Histologia do tecido unilocular

Os lipídios armazenados são principalmente triglicerídeos, que se originam:



  • Absorvidos na alimentação e trazidos até as células adiposas como triglicerídeos e quilomícrons;

  • Do fígado e transportados até o tecido adiposo, como constituintes de VLDL;

  • Da síntese das células adiposas, a partir de glicose.

Quilomícrons são formados por 90% de triglicerídeos e pequenas quantidades de colesterol (livre e esterificado), fosfolipídios e proteínas. Saem das células epiteliais e penetram nos capilares linfáticos do intestino, atingindo o sangue, que os distribui.

Nos capilares sangüíneos do tecido adiposo, a lipase hidrolisa quilomícrons e lipoproteínas (VLDL) plasmáticas. Libera-se ácidos graxos e glicerol, que penetram nos adipócitos e se recombinam em triglicerídeos (depositados). Os adipócitos também sintetizam ácidos graxos a partir da glicose (acelerado pela insulina, que acelera também a penetração de glicose na célula).

Quando a concentração de glicose no plasma está baixa, a lipase hormônio sensível é ativada pela adenil-ciclase quando o tecido adiposo é estimulado pela noradrenalina (liberado pelas terminações pós-ganglionares dos nervos simpáticos desse tecido). A enzima hidrolisa os triglicerídeos, formando ácidos graxos (se ligam à albumina do plasma; transportados para tecidos; fonte de energia) e glicerol (captado pelo fígado e reaproveitado).

Membrana dos adipócitos possui receptores de hormônios. Metabolismo é complexo, nele intervindo hormônio de crescimento, glicocorticóides, insulina, hormônio da tireóide e prolactina.

Na remoção do tecido, primeiro são mobilizados os depósitos subcutâneos, os do mesentério e os retroperitoneais. Nos coxins das mãos e dos pés, o tecido resiste a longos períodos de desnutrição.

Após períodos de inanição, o unilocular perde quase toda sua gordura e se transforma num tecido de células poligonais e fusiformes. As células não se transformam em outros tipos de células.

O tecido adiposo é inervado por fibras simpáticas do SN autônomo. No unilocular, adipócitos não são diretamente inervados (nervos nas paredes dos vasos). No multilocular, terminações atingem adipócitos. A inervação é importante para a mobilização de gorduras, quando há atividades físicas intensas, jejuns prolongados e frio.

Células adiposas se originam no embrião, a partir dos lipoblastos. Parecidas com fibroblastos, mas acumulam gordura. Inicialmente, são gotículas separadas; depois, se fundem.


Em humanos, tecido multilocular está presente no recém-nascido, localizado na porção dorsal do tronco
Também é chamado de tecido pardo, devido à abundante vascularização e numerosas mitocôndrias (ricas em citocromos: cor avermelhada). Distribuição mais limitada. É abundante em animais que hibernam (devido a isso, também é chamado, erroneamente, de glândula hibernante).

Presente no feto humano e no recém-nascido. Esse tecido não cresce (no adulto, quantidade extremamente reduzida).

Suas células são menores e de formato poligonal. Citoplasma é carregado de gotículas lipídicas de vários tamanhos e contém mitocôndrias com cristas longas.

Nesse tecido, as células formam um arranjo epitelióide: massas compactas associadas a capilares sangüíneos (como glândulas endócrinas).



Principal função do tecido adiposo multilocular é produzir calor

Esse tecido é especializado na produção de calor (importante para hibernantes). É significativa para recém-nascidos (tecido restrito apenas a essa fase da vida), como auxiliar da termorregulação, protegendo-o do frio excessivo.



Noradrenalina estimula lipólise desse tecido e oxidação dos ácidos graxos. Não há produção de ATP pois as mitocôndrias possuem nas membranas internas a termogenina (proteína transmembrana), que permite que os prótons voltem para a matriz mitocondrial sem passarem pelo sistema ATP sintetase. Energia gerada pelo fluxo de elétrons é convertida apenas em calor.

Histogênese do tecido multilocular



As células mesenquimatosas que vão formar esse tecido tornam-se epitelióides, com aspecto de glândula cordonal, antes de acumularem gordura. Não há formação desse tecido após o nascimento e não há transformação de um tipo de tecido adiposo em outro.

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